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Crítica | ‘Criaturas do Farol’ – Peculiar suspense psicológico que chegou na MAX!

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar.

Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily (Julia Goldani Telles) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael (Demián Bichir). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças.

Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpulento elemento que encontra camadas no sobrenatural, na loucura, no contato com o isolamento. A fórmula encontrada nesse filme é interessante, aplicada em cena pelo indicado ao Oscar Demián Bichir e a competente atriz californiana Julia Goldani Telles, uma dupla harmoniosa.

Se tornando o grande alicerce de um roteiro que busca surpreender, os diálogos sustentam as transformações morais e psicológicas que passam os personagens a partir do que sabem – e vão descobrindo – um do outro. Nesse jogo de xadrez instaurado – onde peças são movidas a partir de descobertas – nos deparamos com um problema quando pensamos em desenvolvimento dos personagens. O fato do objetivo de Ismael ser indecifrável – talvez para se manter dentro da proposta de possíveis reviravoltas – deixa conclusões em demasia no campo dos achismos.

Utilizando na maior parte do tempo apenas um cenário, algo que dá um ar teatral e intimista, Criaturas do Farol pode ser definido como um passeio pela mente humana quando se depara com o inexplicável, batendo de frente com a paranoia.

‘Homem-Aranha 4’ é adiado em uma semana

Segundo o Deadline, a Marvel Studios e a Sony Pictures adiaram a estreia de ‘Homem-Aranha 4‘ em uma semana.

Inicialmente previsto para 24 de julho de 2026, o filme chega aos cinemas em 31 de julho de 2026.

De acordo com o insider Daniel RPK, o novo filme teria um time diferente de coadjuvantes, o que indicaria uma nova abordagem para o personagem, explorando novas dinâmicas e interações.

Esse possível “refresh” na franquia estaria relacionado a uma reinterpretação da história do Homem-Aranha, com muitas ideias originais sendo alteradas, principalmente após a chegada de Destin Daniel Cretton, o diretor de ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis‘, para assumir a direção do filme.

A mudança de direção e visão criativa do novo diretor poderia impactar tanto a narrativa quanto os personagens envolvidos, trazendo um tom mais inovador à trama.

Uma das implicações dessa reformulação seria a possível ausência de Zendaya no elenco, o que levantaria dúvidas sobre o futuro da personagem MJ, uma das figuras centrais nas histórias recentes do Homem-Aranha. No entanto, é importante ressaltar que isso ainda se trata de um rumor, já que não há confirmação oficial sobre a escalação do elenco ou qualquer alteração substancial na direção criativa por parte dos envolvidos na produção.

Por enquanto, todo esse cenário permanece em aberto, e os fãs devem acompanhar as próximas atualizações para ter uma noção mais clara de como o novo filme da franquia se desenrolará.

Em uma recente entrevista, Tom Holland comentou sobre o quarto filme solo do Homem-Aranha:

“Temos os melhores profissionais trabalhando para o que quer que a história seja. Mas até que tenhamos resolvido isso, temos um legado a proteger. O terceiro filme foi tão especial de tantas maneiras que precisamos garantir que estamos fazendo a coisa certa”, afirmou.

Lembrando que a aventura mais recente do herói, ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa‘, arrecadou US$ 1.9 bilhão mundialmente – tornando-se a sétima maior bilheteria da história do cinema.

 

10 ÓTIMAS Séries já lançadas em 2025 que você precisa conferir!

2025 chegou contudo quando pensamos em produções audiovisuais seriadas. A possibilidade dos streamings em trazerem projetos de todos os cantos do planeta vem lotando os catálogos com tramas interessantes e muito bem produzidas. Pensando em algumas dessas já lançadas esse ano (ainda estamos em fevereiro!), segue abaixo uma lista bem legal:

 

Paradise (Disney Plus)

Na interessante trama, acompanhamos um chefe de segurança encarregado de proteger um ex-presidente que precisa entender questões quando seu protegido é assassinado. Assim, vamos conhecendo melhor os personagens e seus segredos, além do surpreendente lugar onde eles vivem.

 

Homicídio nos EUA: Gabby Petito (Netflix)

Uma viagem pelos Estados Unidos de dois jovens recém noivos termina com apenas um deles voltando pra casa. Partindo desse ponto para montar peças de um quebra-cabeça macabro que envolve a violência doméstica e a dependência emocional, chegou ao catálogo da Netflix uma série documental de três episódios que apresenta os fatos de um crime que chocou um país.

 

Jerry Springer: Brigas, Câmera, Ação (Netflix)

Tudo – e realmente tudo – pela audiência. Chegou na Netflix nesse início de 2025, uma minissérie de dois episódios que mostra os bastidores e depoimentos da equipe de um dos mais polêmicos shows televisivos da história da televisão mundial. Tendo como foco as quase inacreditáveis pautas de The Jerry Springer Show – programa camuflado de um talk show – vamos percorrendo as ações de produtores, suas relações de trabalho e com os convidados. Antes de mais nada, esse é um projeto assustador quando pensamos em nós como sociedade.

 

Sobrevivendo à Queda dos Black Hawks (Netflix)

O que é o certo e o errado em uma guerra? Não é de hoje que ações militares de países em território distante sempre nos colocam de frente com evidências sobre as formas e os porquês de determinada ordem. Trazendo depoimentos de dois lados de uma batalha ocorrida num país da África Oriental, a nova série documental da Netflix, dividida em três partes, Sobrevivendo à queda dos Black Hawks nos leva de volta até os horrores documentados quando um fato mudaria os rumos dessa ação norte-americana na capital da Somália, Mogadíscio.

 

Terra Indomável (Netflix)

Ambientado na região de Utah no século XIX, sob diversos pontos de vistas, conhecemos Sara (Betty Gilpin), uma mãe desesperada para chegar até o oeste com o filho Devin (Preston Mota). Seu caminho acaba se cruzando com o de Isaac Reed (Taylor Kitsch) que a ajuda numa jornada de muita dor, sangue e batalhas pela sobrevivência. Paralelo a isso, uma disputa por poder deixa toda a região selvagem e imprevisível.

 

Plantão Policial (Prime Video)

Introspectiva e com um passado recente cheio de amarguras e conflitos com outros policiais, a experiente oficial do corpo de polícia de Long Beach, Harmon (Troian Bellisario), recebe a missão de treinar mais um recruta, Diaz (Brendan Larracuente), um rapaz destemido que sofre com o irmão preso e precisa aprender muito mais do que imagina. Ao longo do tempo que formam dupla, esses dois policiais enfrentarão casos violentos pelas ruas da cidade.

 

Procurados – EUA: O.J.Simpson (Netflix)

Nessa série de quatro episódios lançada em 2025 na Netflix, voltamos a acompanhar detalhes de um dos casos de True Crime com celebridades mais famosos em todo o planeta.

 

Vinagre de Maça (Netflix)

Trazendo ao público a ascensão, o dolo e a queda de uma influenciadora australiana completamente narcisista, que inventou estar com câncer para fazer sucesso pelas redes sociais, ao longo de seis episódios maravilhosos acompanhamos os desenrolares com uma narrativa acelerada, contemporânea, atual, quebrando a quarta parede em muitos momentos.

 

A Grande Descoberta (Netflix)

Na trama conhecemos John (Peter Eggers) um policial, ex-atleta olímpico, que é detetive na pequena cidade de Linköping, no sul da Suécia. Ele está prestes a ser pai pela primeira vez e ao mesmo tempo acaba sendo o encarregado principal de uma investigação sobre um duplo homicídio que chocou sua cidade. Conforme o tempo vai passando, a polícia vai se distanciando da solução e John acaba sendo consumido pelo caso. Mais de uma década e meia depois, John conhece Per (Mattias Nordkvist), um genealogista que pode ajudar a enfim solucionar o ocorrido.

 

Os Assassinatos de Åre (Netflix)

Crônicas do caráter no gelo e no sangue. Dividido em duas partes, com complementos vindos apenas do desenvolvimentos dos protagonistas, a série sueca Os Assassinatos de Åre é uma engenhosa e macabra trama que parte de duas personalidades que tinham tudo para entrar em rota de colisão e nos guia até mentes doentias. Essa importância e detalhes na construção dos arcos dramáticos deixam poucas pontas soltas, dando chance para o suspense brilhar e surpreender.

 

 

10 Filmes de Suspense e Justiça pelos Streamings

Alguns projetos cinematográficos conseguem nossa total atenção com uma mescla de suspense com questões de justiça. Para você que gosta de resoluções – as vezes reviravoltas – somente nos momentos finais, segue abaixo uma lista poderosa para assistir pelos streamings:

 

Um Silêncio (Reserva Imovision)

Na trama, conhecemos Astrid (Emmanuelle Devos) esposa do advogado François Schaar (Daniel Auteuil), esse último trabalhando em um caso midiático onde defende parentes que tiveram os filhos sequestrados. Quando um segredo de décadas da família é aberto, os olhos da justiça se voltam por completo para essa família deixando Astrid em dúvidas sobre o que fazer.

 

Jurado Nº 2 (MAX)

Com um forte trauma recente em seu passado e com problemas superados com bebida, o jovem Justin (Nicolau Hoult) está prestes a ser pai pela primeira vez e vive seus dias na expectativa ao lado da esposa Allison (Zoey Deutch). A calmaria muda quando ele é selecionado para o júri de um julgamento midiático e aos poucos percebe que está mais envolvido no caso do que imaginava.

 

Ad Vitam (Netflix)

Na trama conhecemos Franck (Guillaume Canet) e Leo (Stéphane Caillard), um casal à espera do primeiro filho. Eles fizeram parte de um grupo de elite do lado da lei (grupo de intervenção da guarda nacional) que um certo dia vêem seus destinos mudar numa operação mal sucedida que causou a morte de um amigo. Quando informações secretas do ocorrido colocam em xeque todo o contexto, Franck passa a ser perseguido para entregar a única prova do que realmente aconteceu.

 

A Ordem (Prime Video)

Ao se mudar para uma nova cidade, o agente do FBI Terry Husk (Jude Law) logo se depara com surgimento – e logo ascensão – de um grupo de supremacistas brancos que levantam dinheiro através de roubo a banco e falsificação de cédulas. Seu líder é Bob Mathews (Nicholas Houht), um homem impiedoso e metódico que a cada hora se torna mais poderoso. Buscando fechar o cerco contra o grupo, Husk se une ao policial Jamie (Tye Sheridan) para uma caçada sangrenta e com algumas reviravoltas.

 

O Segredo dos seus Olhos (Prime Video)

Na trama, acompanhamos o solitário oficial de justiça Benjamin (Ricardo Darín) que acabara de se aposentar e preso a uma história de seu passado, um caso mal solucionado de assassinato, resolve escrever um livro e assim acompanhamos sua vida no tempo do ocorrido, anos atrás, onde inclusive ele conhece o grande amor de sua vida, Irene (Soledad Villamil). Com o passar dos fatos vamos acompanhando as investigações e absurdos dos fatos, que inclusive fere demais o ex-marido da vítima, uma homem que parou no tempo por conta da tragédia e a quem Benjamin promete ajudar.

 

Pecados Antigos, Longas Sombras (Looke)

Na trama, acompanhamos a saga de dois detetives de Madri, Juan (Javier Gutiérrez) e Pedro (Raúl Arévalo) com ideias, personalidade e ações sob pressão completamente diferentes, que são enviados a um pequeno povoado para resolver um caso intrigante de desaparecimento de duas jovens. Ao longo dos intensos 105 minutos, vamos descobrindo segredos, traições, e um grande mistério, muito maior que os assassinatos, que é aos poucos desvendado.

 

Nahir – Entre a Paixão e as Grades (Prime Video)

Na trama, conhecemos a introspectiva Nahir (Valentina Zenere), uma jovem iniciando a fase adulta que está em um relacionamento repleto de idas e voltas com o jovem Fernando (Simon Hemp). Numa madrugada, após uma discussão, ao pegar sua moto voltando pra casa é assassinado. No dia seguinte Nahir assume o crime. Mas será essa toda a verdade do caso?

 

Questão de Honra (MAX)

Na trama, conhecemos Daniel Kaffee (Tom Cruise), um jovem tenente e advogado da marinha, formado em Harvard, sem muita experiência em casos de homicídios. Com menos de um ano no cargo é designado para um caso cheio de variáveis suspeitas, um cabo e um soldado acusados de assassinato de um outro militar que iria denunciar uma prática ilegal onde eles serviam como fuzileiros navais, em Guantánamo, a base militar norte-americana em solo cubano. Contando com a ajuda do assistente jurídico do caso, Sam (Kevin Pollak) e principalmente da tenente da corregedoria militar Joanne Galloway (Demi Moore), Daniel precisará descobrir o que esconde o responsável pela base militar, o enigmático coronel Nathan R. Jessep (Jack Nicholson) um condecorado militar que está prestes a assumir um alto cargo no conselho de segurança nacional.

 

Acusação (Reserva Imovision)

Na trama, conhecemos Alexandre (Ben Attal) um arrogante, privilegiado, com sentimento de superioridade, mimado, estudante francês de 22 anos que mora nos Estados Unidos e estuda engenharia em Stanford que durante sua passagem pela França, para visitar seus pais, um famoso apresentador de TV chamado Jean (Pierre Arditi) e uma ensaísta chamada Claire (Charlotte Gainsbourg), é acusado de estupro. Quem faz a acusação é Mila (Suzanne Jouannet), uma jovem de 17 anos que é filha de Adam (Mathieu Kassovitz), um professor de literatura e Valérie (Audrey Dana), uma protética dentária. Para complicar mais ainda a situação, Claire e Adam são namorados. A situação é levada aos tribunais, onde as versões do fato são ouvidas e julgadas pela lei.

 

Confissões (MAX)

Na trama, conhecemos uma família rica que fica completamente abalada com o sequestro da filha mais nova. Quando os sequestradores entram em contato, eles são surpreendidos pois os criminosos não querem dinheiro, mas se encontrar com eles, pois, alguém naquela casa, esconde um segredo sobre um ato terrível. Assim, ao longo de uma madrugada, verdades começam a aparecer.

30 anos de ‘Razão e Sensibilidade’, um clássico de Jane Austen!

As inúmeras formas de entender o que é o amor. Com um roteiro, adaptado do romance homônimo de Jane Austen, escrito durante mais de quatro anos por Emma Thompson, Razão e Sensibilidade é um filme marcante que se segue os passos de duas irmãs que incorporam a razão e a sensibilidade em uma época dominada pelo patriarcado na Inglaterra em pleno século XIX.

Ganhador do Urso de Ouro no Festival de Berlim e do BAFTA de Melhor Filme – além de vencer o Oscar de Roteiro Adaptado – essa é uma das obras cinematográficas que ajudou a popularizar a obra da romancista britânica Jane Austen, que inclusive voltou a lista de livros mais vendidos do The New York Times logo após seu lançamento.

A vida das irmãs Elinor (Emma Thompson) e Marianne (Kate Winslet) vira de ponta a cabeça quando seu pai (Tom Wilkinson) falece e logo percebem que não ficarão com nada de sua herança. Filhas do segundo casamento – junto da jovem Margaret (Myriam Emilie Francois) – precisam sair da casa onde moraram a vida toda e são ajudadas por outros parentes indo morar em um chalé no campo. A sensível e romântica Marianne logo se apaixona John Willoughby (Greg Wise) enquanto Elinor começa a ter fortes sentimentos pelo gentil Edward Ferrars (Hugh Grant). Ao longo do tempo, vamos acompanhando as surpresas na vida das personagens.

Lançado em dezembro de 1995 nos Estados Unidos e logo depois chegando as telonas de todo o planeta, essa obra única para quem curte filmes de época nos coloca sob a perspectiva de duas mulheres completamente opostas que precisam decifrar os caminhos para a felicidade em meio a um machismo e dependência financeira, numa época onde o status social definia os olhares da sociedade.

O contraponto entre razão e a sensibilidade, características opostas que personificam cada qual uma personagem, nos levam até suas visões sobre o amor e outras questões mundanas imersas numa batalha emotiva entre o racional e o sensível. Outros personagens – alguns super carismáticos – nos ajudam a contar essa história agradável, com pitadas cômicas e momentos de profunda emoção.

No comando da obra, o ótimo cineasta taiwanês Ang Lee – em seu primeiro filme em língua inglesa – que durante a pré-produção se mudou para a Inglaterra para captar a essência de toda uma região. O futuro vencedor do Oscar foi escolhido também por conta do sucesso de seu último trabalho até então: Comer Beber Viver. Sua direção é delicada e objetiva com uma riqueza de detalhes que ajudam a dar um ritmo embasado. O interessante é que ele nunca tinha lido a obra de Jane Austen antes de acertar sua participação no projeto.

Filmado em sua maior parte do tempo no condado de Devon, no sudoeste da Inglaterra, ao longo de 136 minutos de projeção com seus diálogos memoráveis e arcos dramáticos com grande desenvolvimento dos personagens, Razão e Sensibilidade é um filme ainda vivo na memórias de muitos amantes da sétima arte.

Para quem se interessou em assistir novamente, ou mesmo quer descobrir essa obra pela primeira vez, o filme está disponível no catálogo da MAX.

 

Cloverfield – Monstro | Relembrando um dos MELHORES found footage dos anos 2000

Anos antes de comandar a aplaudida adaptação neo-noir de ‘Batman’ e entrar como produtor executivo da série derivada ‘Pinguim’, Matt Reeves aproveitou a crescente popularização dos filmes found footage para dar vida a uma das melhores incursões do gênero dos anos 2000: ‘Cloverfield – Monstro’.

Lançado em 2008, o longa-metragem teve uma recepção bastante positiva por parte da crítica, recebendo elogios pela condução da narrativa e pela envolvente estética promovida por Reeves, ainda que tenha dividido o público. Na obra, acompanhamos um grupo de amigos que, após uma festa de despedida, se vê lutando pela sobrevivência após um monstro gigante atacar a cidade de Nova York. Gravando a experiência dessa caótica noite sem fim em uma câmera de vídeo, os protagonistas descobrem segredos envolvendo até mesmo o governo dos Estados Unidos – e, quando decide-se lançar uma bomba atômica sobre a cidade, eles precisam correr para escapar da morte certa.

Unindo-se ao roteirista Drew Goddard, Reeves tem uma visão bastante clara em sua mente – e aposta em uma amálgama interessante de gêneros para que o projeto se concretize da maneira que desejava. Dessa forma, percebemos a influência do terror e da ficção científica, atrelados a uma homenagem clara a outras incursões do found footage que tiveram exponencial reconhecimento a partir da década de 1999. Ora, o cineasta sabe muito bem com o material que está trabalhando e puxa elementos de obras como ‘A Bruxa de Blair’ para construir um labiríntico jogo de gato e rato que, ao contrário do título de 1999, aposta em exibições momentâneas e borradas da gigantesca criatura que destrói tudo o que se conhece.

E isso não é tudo: Reeves abraça convencionalismos de uma maneira a não deixar isso tão óbvio – deixando, sim, que as fórmulas se desenrolem, mas mascarando-as com uma técnica bastante instigante e que, à época, ainda não havia se corroído com o peso da saturação. Assim, mesmo as sequências de mais movimento são coreografadas de forma a reiterar o “realismo” pretendido pela imagética do longa conforme cultiva jumpscares interessantes e que auxiliam no dinamismo e na atmosfera pretendidas. Ora, até mesmo o trabalho de fotografia assinado por Michael Bonvillain segue passos similares, deixando que a estética “pixelada” do final dos anos 2000 varie entre sequências de qualidade nítida e sequências de menor resolução para propositalmente confundir os espectadores e pegá-los de surpresa.

Ao longo de seus breves 85 minutos, o filme não deixa de ter seus equívocos – mas nada que seja tão derradeiro a ponto de estragar nossa experiência audiovisual. De certa forma, o projeto serve como um espelho dos traumas deixados pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, mas relido através de uma acidez ficcional que é próprio do estilo de Reeves através de sua carreira, e chegou até mesmo a ser criticado por se apoiar em um “humor sádico” para construir a narrativa de terror. Todavia, devo remar de encontro a esses comentários: o monstro, caso colocado em um âmbito simbólico, insurge como uma estrutura arquetípica das consequências da impetuosidade do ser humano, em uma construção dêitica que o coloca perante as forças imparáveis da natureza: em outras palavras, essa criatura pode ser a representação da pequenez do homem perante o mundo e o universo que o cercam – e de que forma esse complexo de superioridade é ínfimo e vão quando, eventualmente, todos vamos morrer.

É nesse aspecto que Reeves frisa a mensagem do filme. Os personagens lutam em constância exaurível para escapar do inferno em que estão enclausurados – e, no final das contas, tanto trabalho se valeu de nada. O monstro, aparentemente abatido pelas forças militares, levanta-se na cena final e ataca o helicóptero onde os poucos sobreviventes se encontram, atingindo-o como se fosse o galho seco de uma árvore. Assim, a conclusão anticlimática de Reeves e Goddard é frustrante pelos motivos certos e por caminhar a par com o que a narrativa vinha nos prometendo desde o princípio – a “festa de despedida”, destarte, funciona como uma assustadora “premonição” de um fim absoluto e inescapável.

Se essas investidas funcionam na maior parte, o fabuloso elenco se entrega a ótimas performances que deixam que cada ator e atriz se divirta do começo ao fim. Enquanto Michael Stahl-David e Odette Yustman fornecem o familiar escopo romântico que sustenta a subtrama em um prático jogo de “cavaleiro branco e donzela em perigo” e, apesar de ambos terem momento de brilhar, são os coadjuvantes que explodem em interpretações incríveis – com destaque aos trabalhos de Lizzy Caplan como Marlena, que rouba os holofotes em uma das cenas mais aterrorizantes do filme, e T.J. Miller como Hud Platt, o cameraman que captura os eventos apocalípticos do enredo.

‘Cloverfield – Monstro’ pode ter dividido os fãs de terror à época de seu lançamento – porém, quando o revisitamos, percebemos que julgamentos mais ferrenhos podem ter sido premeditados: afinal, o resultado dessa interessante obra é bem positivo e cumpre com o prometido sem precisar de valer de firulas exageradas ou de ambições em demasia.

Os Banshees de Inisherin

(The Banshees of Inisherin)

 

Elenco:

Barry Keoghan
Colin Farrell
Brendan Gleeson

 

Direção: Martin McDonagh

Gênero: Drama

Duração: 114 min.

Distribuidora: Disney

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 02 de Fevereiro de 2023

Sinopse: 

Os Banshees de Inisherin se passa em uma ilha remota na costa oeste da Irlanda, Pádraic e Colm são melhores amigos de longa data. Certo dia, Colm decide por fim na amizade repentinamente e a decisão gera consequências alarmantes para ambos.

Crítica: 

Crítica | Os Banshees de Inisherin: Colin Farrell e Brendan Gleeson são ex-amigos em extraordinária comédia dramática

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Martin McDonagh também assina o roteiro do longa;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Samara Weaving passa um INFERNO na mão de psicopata no trailer legendado de novo terror

O terror cômico ‘Borderline‘, estrelado pela Samara Weaving (‘Casamento Sangrento’) e Ray Nicholson (‘Sorria 2’), ganhou trailer legendado.

Um sociopata violento, Paul, escapa de um hospital psiquiátrico e embarca em uma perigosa onda de violência. Seu alvo: Sofia, uma estrela pop mundialmente famosa. Sendo um fã obsessivo, ele faz Sofia refém em sua própria casa, acreditando delirantemente que eles vão se casar. Paul está desesperado para provar sua dedicação, mas Sofia está apenas tentando sobreviver à noite.

À medida que Paul fica mais desequilibrado, sua fantasia se torna mais perigosa. Com a ajuda de seu leal guarda-costas, Sofia deve lutar não apenas por sua vida, mas por sua sanidade, e escapar do aperto sinistro de seu stalker e seu crescente grupo de cúmplices.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

Jimmy Warden, roteirista de ‘A Babá: Rainha da Morte‘, é responsável pela direção.

O elenco ainda conta com Eric Dane, Alba Baptista, Jimmie Fails, Catherine Lough Haggquist, Patrick Cox, Terence Kelly e Yasmeen Kelders.

O longa será lançado em VOD no dia 14 de março.

‘Na Mira do Júri’: Gravações da segunda temporada se encerram; novo ano estreia em breve!

Na Mira do Júri, a série de comédia que ganhou destaque ao colocar uma pessoa comum em um julgamento falso, em breve terá sua segunda temporada, trazendo novidades promissoras.

De acordo com o Deadline, a nova temporada já foi gravada e será disponibilizada em breve no Prime Video.

Embora os detalhes sobre a temporada estejam sendo mantidos em sigilo, sabemos que o tema da nova temporada será “Davi contra Golias”.

Inspirada em clássicos dos anos 80, comoClube dos Cafajestes e Clube dos Pilantras, a trama acompanha uma pequena empresa em um retiro corporativo, onde a verdadeira pessoa desprevenida será desafiada quando um “Golias” surgir inesperadamente, conforme fontes revelaram.

Para manter a integridade da premissa, a seleção do elenco e a produção da nova temporada aconteceu de forma sigilosa.

A maioria da equipe criativa da série deve retornar. A primeira temporada foi produzida por David Bernad, Lee Eisenberg, Ruben Fleischer, Nicholas Hatton, Cody Heller, Todd Schulman, Gene Stupnitsky, Jake Szymanski e Andrew Weinberg.

Eisenberg e Stupnitsky foram os co-criadores da série, Heller atuou como showrunner, e Szymanski foi o diretor.

A primeira temporada de ‘Na Mira do Júri’ está disponível no Prime vídeo.

Charlie Cox retornará como Demolidor em ‘Vingadores: Apocalipse’? Ator responde!

Em entrevista ao Entertainment Weekly, Charlie Cox esclareceu os rumores sobre seu retorno como o Demolidor no próximo filme dos Vingadores, intitulado ‘Vingadores: Apocalipse‘.

O ator, que reprisará o papel do herói na série ‘Demolidor: Renascido‘, revelou que tudo não passou de uma grande confusão.

No final do ano passado, ele esteve treinando para a 2ª temporada da série do Disney+, mas os donos pelo estabelecimento compartilharam uma foto sua alegando que estava treinando para participar do filme dos Vingadores – o que não é verdade.

“Eu estive lá por causa do Natal, que estava passando com a família. E, no último dia, eles perguntaram se poderiam tirar uma foto comigo. Eu disse que estava me preparando para interpretar o Demolidor, o que é verdade. Vou reprisar o papel na segunda temporada de ‘Demolidor: Renascido’.”

Ele completa, “Algumas vezes, pessoas que não são da indústria não entendem a terminologia [ou este universo do MCU]. Por alguma razão, eles postaram que eu estava me preparando para o filme dos Vingadores, o que não é verdade. Não acho que eles inventaram isso, só ficaram confusos.”

Vale lembrar que ‘Demolidor: Renascido‘ estreará em 4 de março.

Em ‘Demolidor: Renascido’, da Marvel Television, Matt Murdock (Charlie Cox), um advogado cego com habilidades aprimoradas, está lutando por justiça por meio de seu movimentado escritório de advocacia, enquanto o ex-chefe da máfia Wilson Fisk () vai atrás de seus próprios empreendimentos políticos em Nova York. Quando suas identidades passadas começam a emergir, os dois homens se encontram em rota de colisão inevitável.

Demolidor: Renascido‘ chega dia 04 de março de 2025 no Disney+

Além de Charlie Cox como o personagem-título e Vincent D’Onofrio como Wilson Fisk, Elden Hanson (Foggy Nelson), Deborah Ann Woll (Karen Page), Jon Bernthal (Justiceiro) e Wilson Bethel (Ben Poindexter/Mercenário) integram o elenco.

Matt Corman e Chris Ord, criadores da série ‘Assuntos Confidenciais‘, estão por trás do roteiro e produção do show.

Fique ligado para mais informações!

‘O Macaco’ registra a 2ª MAIOR pré-estreia da história da NEON nos EUA

De acordo com o Deadline, o terror ‘O Macaco‘, baseado no conto de Stephen King, arrecadou US$ 1.9 milhões em sua pré-estreia no território norte-americano.

Superando o recente ‘Acompanhante Perfeita‘ (US$1.7M), os números representam a segunda maior pré-estreia da história da produtora NEON – atrás apenas do aclamado ‘Longlegs – Vínculo Mortal‘ (US$3M).

Apesar das projeções iniciais indicarem uma estreia de US$ 17 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA, os valores foram reajustados para US$ 12-14 milhões.

Apesar da queda, o longa ainda se tornar a maior estreia doméstica do ano para um filme do gênero, superando os lançamentos de ‘Heart Eyes‘, ‘Lobisomem‘, ‘Acompanhante Perfeita‘ e ‘Presença‘.

O terror está previsto para abrir no TOP 2 do país, atrás apenas de ‘Capitão América 4‘ (US$30M).

Vale lembrar que o trailer do filme alcançou a marca de 109 milhões de visualizações nas primeiras 72 horas desde o seu lançamento, quebrando o recorde de trailer mais visto para um filme de terror independente.

Dirigido por Osgood Perkins (‘Longlegs – Vínculo Mortal’), ‘O Macaco‘ conta a história de dois irmãos gêmeos que encontram um macaco de brinquedo do pai no sótão. A partir daí, uma série de mortes horríveis começa a acontecer ao redor deles.

O terror será lançado nos cinemas nacionais dia 6 de Março.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

O elenco inclui Theo James, Tatiana Maslany, Elijah Wood, Christian Convery, Colin O’Brien, Rohan Campbell e Sarah Levy.

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‘Georgie e Mandy: Seu Primeiro Casamento’, spin-off de ‘Young Sheldon’, é RENOVADO para a 2ª temporada

A CBS renovou oficialmente ‘Georgie e Mandy: Seu Primeiro Casamento‘ (Georgie & Mandy’s First Marriage) para a 2ª temporada.

Sucesso de público, o spin-off de ‘Young Sheldon‘ registrou uma média de 12.9 milhões de espectadores – o que representa a segunda maior audiência da emissora, atrás apenas de ‘O Rastreador‘.

Estrelada por Montana JordanEmily Osment, a trama acompanha o casal titular conforme cria sua jovem família no Texas e enfrenta os desafios da vida adulta, da paternidade e do casamento.

No Brasil, a produção está disponível no catálogo do Max.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Chuck Lorre, Steven Molaro e Steve Holland são os responsáveis pelo novo derivado do universo de ‘The Big Bang Theory‘.

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Max Minghella se junta ao elenco da 4ª temporada de ‘Industry’

De acordo com o Deadline, Max Minghella (‘The Handmaid’s Tale’) foi confirmado no elenco da 4ª temporada de ‘Industry‘.

O ator interpretará Whitney Halberstram, diretor financeiro e fundador do Tender, um processador de pagamentos entrando em uma fase de crescimento.

Vale lembrar que, em contrapartida, Harry Lawtey não retornará para a nova temporada. O artista interpretou Robert Spearing, um recém-graduado em finanças arrogante e ambicioso que entrou para a Pierpoint & Co. com toda a confiança do mundo – mas logo se viu em meio a um impiedoso ambiente de trabalho.

As filmagens do próximo ciclo estão programadas para março, no Reino Unido.

A premiada dupla Mickey DownKonrad Kay, ambos vencedores do BAFTA, é responsável pelo roteiro.

A história gira em torno de um grupo de jovens graduandos competindo por limitadas vagas em uma empresa de investimento em Londres. As fronteiras entre colegas, amigos, amantes e inimigos logo se fundem umas com as outras à medida que eles mergulham num mundo marcado pelo sexo, pelas drogas e pela egolatria.

Crítica com spoilers | ‘Seu Amigão da Vizinhança: Homem-Aranha’ diverte entre acertos e erros

Chegou ao fim a primeira temporada de Seu Amigão da Vizinhança: Homem-Aranha, a nova série animada original do Disney+ sobre o Cabeça de Teia. Desde que foi anunciada, a produção foi cercada de rumores. O mais famoso dizia que ela seria um tipo de prequel para o Peter Parker de Tom Holland. No entanto, com a demora na aprovação, optaram por seguir um caminho diferente, criando uma nova versão do herói para as telinhas. Com isso, além de não precisar desse cuidado para não criar inconsistências com aquilo já mostrado nos cinemas, a série poderia aproveitar novos vilões sem comprometer o futuro do Universo Cinematográfico Marvel.

Ou seja, é uma animação ambientada em um universo alternativo, ainda incluído no MCU com o atual conceito de Multiverso, e com algumas similaridades ao que já foi visto nos cinemas. Foi uma saída inteligente para evitar limitações. Só que certamente acabou decepcionando alguns que já esperavam a série integrada ao cânone regular dos filmes. De qualquer forma, a produção resgata personagens esquecidos dos quadrinhos, dá uma nova versão ao Cabeça de Teia e ao mesmo tempo que se inspira em muitas cenas já vividas pelo Holland, consegue criar uma identidade própria.

Entretanto, a série sofre com um problema grave de ritmo. E muito disso se deve a uma dificuldade em encontrar o equilíbrio entre Peter Parker e Homem-Aranha. Enquanto a abordagem relacionada a vida pessoal do menino é muito interessante, há pelo menos três dos dez episódios que tornam as cenas do herói realmente chatas. É complexo, porque a dualidade entre a vida pública e a identidade secreta sempre foi um dos fatores mais fantásticos do personagem, independentemente da mídia em que é retratado. E aqui, ao mostrar Norman Osborn descobrindo que Peter era o Aranha logo nos primeiros episódios, a produção segue por um caminho que não é lá dos mais cativantes na hora de representar o herói.

Grande parte da graça desse ícone é mostrá-lo como um menino comum que vai aprendendo a ser herói por conta das adversidades. Ele tem seus mentores e ídolos, mas sempre recorre a seu senso de responsabilidade para aprender e melhorar como pessoa e como super-herói. Ao colocar o Norman como seu novo chefe e mentor, atuando como patrocinador e ‘treinador’ do Aranha, a série abre um caminho para explorar esse embate entre os dois futuramente, mas cai no mesmo rumo que foi duramente criticado por fãs e imprensa especializada em sua abordagem nos cinemas: deixar Peter Parker dependente de outra figura paterna controversa.

O lado positivo é que essa construção de relação de mentoria leva a um momento muito interessante no final da temporada, que é quando o Peter passa a lembrar do que ensinaram a ele sobre poder e respeito, chegando muito perto de se corromper para agradar a quem ele tem como símbolo de sucesso. E isso é perfeito para resumir a temporada. Por mais que ela tenha sido inconstante, parece que muita coisa foi implantada para ser desenvolvida futuramente nas próximas duas temporadas da série. É aquilo, né? Era plenamente possível inserir essas tramas para o futuro sem comprometer o andamento do presente.

A segunda semana da série foi praticamente toda focada no garoto testando os uniformes desenvolvidos pela Oscorp para “melhorar sua imagem”. E não poderiam ter feito escolha mais chata que essa. Parece que a série simplesmente não anda entre o terceiro e o quinto episódio, sendo salva na semana seguinte com o espetacular sexto capítulo, que é focado mais nas relações pessoais do Peter do que efetivamente na vida de Homem-Aranha.

E a frustração se dá muito porque os primeiros episódios dão um gostinho daquele personagem que busca essencialmente ser uma pessoa melhor em vez de querer agradar um bilionário que apostou nele. A cena dele prendendo a moça que roubou a pizzaria e depois explicando a situação para o dono, pedindo para ele aliviar a situação porque era só uma pessoa desempregada passando por tempos difíceis foi sensacional. A impressão é que a série seguiria por esse rumo mais intimista, mas preferiu ir atrás da megalomania do dinheiro infinito da Oscorp.

No fim das contas, é frustrante porque o nome do show é ‘Seu Amigão da Vizinhança’, mas uma boa parte dos episódios é voltado para ameaças mais elaboradas. Tanto que o show se reencontra quando assume esse lado mais ‘herói urbano’ do Aranha, trazendo ele para mediar problemas de gangues e enfrentar o Escorpião, e desenvolvendo o núcleo de amizades do Peter, que trazem ele de volta para lembrar que mesmo sendo um super-herói, ele é só um adolescente.

Mas o grande destaque da série é mesmo o desenvolvimento do Lápide. As outras adaptações do vilão, que é um dos maiores gângsteres do núcleo do Homem-Aranha, já traziam ele em sua forma mafiosa, fazendo dele uma ameaça praticamente genérica. Neste show, o jovem Lonnie teve sua história contada e muito bem desenvolvida. A jornada do menino negro extremamente promissor que acabou entrando para um gangue por conta de uma grande burrada do irmão, praticamente jogando futuro no lixo seu brilhante futuro nos estudos e no esporte, é uma história assustadoramente comum nos EUA – e em grande parte do mundo também.

Colocá-lo neste núcleo das gangues e do crime organizado como resposta ao preconceito foi muito sagaz da equipe criativa. Principalmente ao mostrar a situação de forma honesta, tentando fugir dos estereótipos de que todo bandido é burro ou grosseirão. Ao mesmo tempo, existe um cuidado no show para não incentivar esse tipo de comportamento, sempre deixando claro que o rapaz está em uma situação errada e que aquele caminho não deve ser considerado, já que faz o envolvido e toda a família sofrer. No final, quando ele tem a chance de concluir a corrupção de sua alma junto a bandidagem, o bom garoto prodígio do colégio emerge e ensina ao próprio Homem-Aranha sobre não perder sua essência.

Sobre o episódio final, a escolha por transformar a origem deste Homem-Aranha em um grande paradoxo pode ter desagradado a alguns, mas certamente foi surpreendente. De alguma forma, isso tudo me remetia àquelas ideias descartadas com a franquia O Espetacular Homem-Aranha (2012 – 2014), que trazia a aranha que picou o Peter sendo cientificamente alterada para liberar os poderes exclusivamente quando encontrasse com o DNA do garoto. E se isso já remetia à franquia de Andrew Garfield, o final da série, que deixa um gancho absurdo para a próxima temporada, meio que confirmou essa aproximação.

Resgatar a trama pouco tocada sobre Richard Parker já quase foi tentado na saga de 2012. No entanto, até mesmo os acionistas da Sony acharam que não seria bom mexer nesse passado dos pais de Peter e decidiram cortar da versão final do filme. Foi surpreendente ver Richard vivo novamente e interagindo com a Tia May, agora resta saber o que o time está guardando para a próxima temporada e como vão desenvolver essa trama, que parece ser central. O Homem-Aranha dos anos 2020 parece estar sempre à procura de uma figura paterna para suprir o vazio deixado pela morte dos pais e do Tio Ben. Depois de Tony Stark e Norman Osborn, parece que chegou a vez do próprio pai do Peter assumir a figura paterna.

A integração dos outros heróis Marvel também foi positiva. Apesar de haver alguns momentos de excesso de influência deles, as participações pontuais do Doutor Estranho e do Demolidor foram excelentes. É curioso como essa questão é bem resolvida nos quadrinhos, mas geralmente enfrenta dificuldades nas adaptações. O núcleo do Homem-Aranha é tão rico e vasto que o põe em uma prateleira acima de grande grupos consagrados desse universo. Pode estar havendo um apocalipse urgente, ainda assim é mais cativante ver o Peter ajudando a recuperar a bolsa de uma velhinha ou trocar socos com um cara usando pijama de rinoceronte para roubar um banco do que vê-lo fazer de tudo para tentar se enquadrar nos Vingadores.

O Homem-Aranha não nasceu para ser coadjuvante. Ele precisa ocupar o papel de protagonista, e a série entendeu bem isso. Em momento algum ele fica ofuscado pelas participações especiais dos outros heróis. Na verdade, o único que ofusca o Aranha é o próprio Peter Parker.

Enfim, é uma série ousada, que infelizmente se perdeu por alguns episódios, mas estabeleceu um futuro promissor e bastante curioso para as próximas temporadas. Por ser apenas a primeira temporada, fica a expectativa para que corrijam algumas rotas na próxima, como o estilo da animação, por exemplo. Sabemos que a estética não será mudada, porque a produção se estabeleceu com esse estilo, mas as cenas de luta podem ser um pouco mais dinâmicas. A escolha por retratar os golpes de forma mais vagarosa acabou não sendo visualmente agradável e tirou o peso de muitas lutas. Se derem um pouco mais de velocidade, ficará bom de assistir.

O lado bom do Homem-Aranha é esse. Por ser um personagem cuja mitologia engloba quase 63 anos de história, há sempre algo inédito para ser adaptado nas telas. Mais do que isso, agora é possível criar novos capítulos para esse núcleo riquíssimo do Universo Marvel. E parece que é isso mesmo que Seu Amigão da Vizinhança: Homem-Aranha quer: inovar para manter o herói vivo para novas gerações.

A primeira temporada de Seu Amigão da Vizinhança: Homem-Aranha está disponível no Disney+.

Série do Disney+ sobre assassinato do presidente dos Estados Unidos é RENOVADA para a 2ª temporada

A série de suspense ‘Paradise‘ foi oficialmente renovada para a 2ª temporada.

Sucesso em streaming, a produção alcançou 7 milhões de visualizações em seu primeira semana na plataforma do Hulu e Disney+ mundialmente.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o criador Dan Fogelman revelou seu plano para o futuro da produção: “Tenho planos para três temporadas. Sem entregar muito, cada temporada será diferente, mas mantendo os mesmos personagens e universo. O episódio piloto revela algo no final, e teremos novas reviravoltas no decorrer da temporada.”

Na trama, o assassinato do presidente dos Estados Unidos acaba envolvendo seu chefe de segurança em um perigoso segredo de estado.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no YouTube:

A série foi criada por Dan Fogelman (‘This Is Us’).

O elenco conta com Sterling K. Brown, James Marsden, Julianne Nicholson e Sarah Shahi.

Confira a próxima adaptação de Harlan Coben para a Netflix

As obras de Harlan Coben continuam a conquistar o público e a ganhar adaptações em formato de série pela Netflix. Desde que assinou um contrato milionário com a plataforma em 2018, os livros do autor têm ganhado vida em diversas produções que mesclam mistério, reviravoltas e personagens cativantes.

Até o momento, nove de seus livros já foram adaptados, com Coben atuando como produtor executivo em todas as produções. A próxima adaptação confirmada é baseada no livro Caught (em português, Capturado), que promete seguir o mesmo estilo de narrativa envolvente.

A trama de Caught acompanha o desaparecimento de Haley McWaid, uma jovem de 17 anos, cujas desaparecimento abala profundamente sua pequena cidade em Nova Jersey. A história explora os impactos dessa tragédia nos moradores locais, revelando segredos ocultos que transformam a vida dos personagens.

Diferentemente de produções anteriores, Caught foi filmada na Argentina, e o elenco conta com nomes como Soledad Villamil, Juan Minujín e Alberto Ammann.

A série será composta por seis episódios de 45 minutos cada. Embora a data de estreia ainda não tenha sido divulgada, tanto a Netflix quanto Harlan Coben confirmaram que a produção será lançada em 2025.

007: Aaron Taylor-Johnson pode ser o novo James Bond?

O ator Aaron Taylor-Johnson, conhecido por seus papéis de ação, continua sendo alvo de especulações sobre assumir o posto de James Bond.

Apesar de não confirmar os rumores, o ator desviou das perguntas com bom humor, deixando a dúvida no ar.

Durante sua participação no Good Morning America, o apresentador perguntou diretamente se ele aceitaria vestir o clássico smoking do 007. Taylor-Johnson, mantendo o mistério, respondeu: “Eu adoro vestir um smoking.

Ao ser pressionado para falar especificamente sobre James Bond, ele mudou de assunto, mantendo o mistério sobre a possibilidade de assumir o personagem.

“Sabe… Eu uso um smoking neste [filme, ‘Kraven, o Caçador’]. Você deveria assistir a este filme. Honestamente, tem muita ação, e é uma aventura emocionante, de verdade.” 

A Amazon assumiu recentemente o controle criativo da franquia James Bond, mas para que Barbara Broccoli e Michael G. Wilson filhos do lendário produtor de 007, Albert R. Broccoli, cedessem, a empresa de Jeff Bezos precisou investir uma verdadeira fortuna.

Conforme o Deadline, a Amazon desembolsou cerca de US$ 1 bilhão para garantir o controle total da franquia.

Inicialmente, a empresa pagou um valor acima do comum pela MGM, estúdio responsável pela franquia, em um acordo orquestrado pelo então presidente do conselho da MGM, Kevin Ulrich.

O estúdio foi adquirido por US$ 8,5 bilhões, embora sua avaliação girasse entre US$ 3,5 bilhões e US$ 4 bilhões.

No entanto, para ter controle criativo total sobre o personagem, a Amazon precisou investir mais US$ 1 bilhão, garantindo assim a liberdade para Broccoli e Wilson explorarem e controlarem a propriedade intelectual de Ian Fleming.

Essa decisão de compra foi motivada pelo desejo da Amazon de expandir a franquia James Bond para um universo próprio, semelhante ao que Marvel e Star Wars fizeram. Algo que Broccoli, não concordava. Eles sempre defenderam um controle rigoroso da qualidade da franquia, mantendo a série como uma marca independente nos cinemas.

‘Industry’: Harry Lawtey NÃO retornará para a 4ª temporada da série

De acordo com o DeadlineHarry Lawtey não irá retornar para a 4ª temporada da elogiada série Industry, da HBO.

As informações indicam que Lawtey deixou o elenco após três temporadas em virtude de conflitos de agenda.

Lawtey interpretou Robert Spearing na produção, um recém-graduado em finanças arrogante e ambicioso que entrou para a Pierpoint & Co. com toda a confiança do mundo – mas ele logo se vê em meio a um impiedoso ambiente de trabalho.

Lembrando que as três primeiras temporadas estão disponíveis na Max.

A premiada dupla Mickey DownKonrad Kay, ambos vencedores do BAFTA, é responsável pelo roteiro.

A história gira em torno de um grupo de jovens graduandos competindo por limitadas vagas em uma empresa de investimento em Londres. As fronteiras entre colegas, amigos, amantes e inimigos logo se fundem umas com as outras à medida que eles mergulham num mundo marcado pelo sexo, pelas drogas e pela egolatria.

Aunjanue Ellis-Taylor entra para o elenco de ‘Lucky’, nova série de SUSPENSE da Apple TV+

Segundo o Deadline, a indicada ao Oscar Aunjanue Ellis-Taylor (‘Nickel Boys’) foi escalada para o elenco de Lucky, nova série de suspense da Apple TV+.

A atriz dará vida à agente Billie Rand.

Ellis-Taylor se junta às previamente confirmadas Anya Taylor-Joy (‘Entre Montanhas’) e Annette Bening (‘NYAD’).

Na trama…

“Anos após ter deixado para trás a vida de crime em que foi criada, uma jovem precisa abraçar seu lado sombrio e criminoso uma última vez em uma tentativa desesperada de escapar de seu passado.”

Bening dará vida a Priscilla, uma perigosa líder da máfia.

Além de estrelar, Taylor-Joy também entra como produtora executiva ao lado de Reese Witherspoon e Jonathan Tropper.

Este será o primeiro projeto da atriz nas telinhas desde o sucesso de ‘A Rainha do Gambito‘, que lhe rendeu indicações ao Emmy, Globo de Ouro e SAG Awards.

“[A produtora] Hello Sunshine continua a fazer um trabalho fantástico em defender as vozes femininas e eu estou honrada em fazer parte dessa equipe ao lado de Jonathan, Cassie e a Apple TV+ para trazer a história de ‘Lucky’ à vida,” declarou Taylor-Joy.

Tropper (‘See’) atuará como showrunner ao lado de Cassie Pappas (‘Silo’).

As filmagens estão programadas para meados de 2025.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

‘O Brutalista’: Longa é criticado pela ausência do BRUTALISMO e IMPRECISÕES HISTÓRICAS

O Brutalista, filme indicado ao Oscar e um dos favoritos ao prêmio, está no centro de uma polêmica envolvendo arquitetos e especialistas da área. O drama é vagamente inspirado na vida e obra do arquiteto Marcel Breuer, mas gerou críticas por conta da ausência do estilo brutalista no enredo e algumas imprecisões históricas.

Para quem não conhece, o brutalismo é um estilo de design que tem como principais características o concreto exposto, formas geométricas imponentes e ousadas, sem adornos. Esse estilo foi muito popular na Europa pós-guerra, especialmente na década de 1950.

Contudo, apesar do título, a arquitetura brutalista está praticamente ausente do filme, sendo que a única obra representada de Toth é sua “obra-prima” mostrada no final. Além disso, o longa tem sido criticado por erros históricos.

No filme, Toth é um sobrevivente do Holocausto que chega aos Estados Unidos em busca de trabalho na América pós-guerra, até que seu talento é descoberto.

Entretanto, na realidade, ex-alunos da Bauhaus, como Breuer e Walter Gropius, chegaram aos Estados Unidos ainda na década de 1930, já como profissionais renomados, com cargos prestigiados em universidades como Harvard.

Outro ponto controverso é a representação de Toth como um viciado em heroína e devotamente religioso, algo completamente diferente da personalidade de Breuer, que era sóbrio e secular.

O Brutalista’ está em cartaz nos cinemas nacionais.

Homens abraçados em frente a ônibus verde.
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Anteriormente, o editor Dávid Jancsó havia revelado o uso de IA para naturalizar a pronúncia dos diálogos em húngaro para garantir uma precisão histórica e cultural significativa à narrativa.

“Judy Becker e sua equipe não usaram Inteligência Artificial para criar ou renderizar nenhum dos prédios. Todas as imagens foram pintadas a mão por artistas. Para esclarecer, no vídeo memorial apresentado no fundo de uma cena, nossa equipe criou imagens que intencionalmente pareciam renderizações ruins dos anos 80.”

Ele completa, “‘O Brutalista’ é um filme sobre a complexidade humana, e todos os aspectos de sua criação foram gerados por esforço humano, criatividade e colaboração. Nós estamos incrivelmente orgulhosos da nossa equipe e do que ela alcançou.”

Casal abraçado em ambiente iluminado
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ENTENDA…

Em uma recente entrevista ao RedShark News, o editor Dávid Jancsó revelou que o time criativo responsável pelo longa-metragem, que contou com o diretor Brady Corbet, não mediu esforços para garantir uma precisão histórica e cultural significativa à narrativa – e, considerando que boa parte do filme é falado em húngaro, parte do elenco tinha dificuldades em pronunciar os diálogos com fluidez.

Dessa forma, tomou-se a decisão de utilizar um programa ucraniano conhecido como Respeecher para “nativizar” possíveis equívocos dos atores.

“Eu sou falante nativo de húngaro e sei que essa é uma das línguas mais difíceis de serem pronunciadas”, Jancsó explicou. “Mesmo com o histórico húngaro de Adrien [a mãe de Brody é uma refugiada húngara que emigrou aos Estados Unidos em 1956], não é tão simples. É uma linguagem bastante única. Nós guiamos [Adrien e Felicity] e eles fizeram um trabalho fabuloso – mas também queríamos aperfeiçoá-lo para que nem os nativos percebessem qualquer diferença”.

O editor afirma que foram necessários ajustes para aprimorar letras específicas de seus sons vocais: “se você vem do mundo anglo-saxão, certos sons podem ser particularmente difíceis de entender. Primeiro tentamos abordar esses elementos mais difíceis com os atores. Então tentamos abordar completamente com outros atores, mas isso simplesmente não funcionou. Então procuramos outras opções de como melhorá-los”.

“É polêmico na indústria falar em IA, mas não deveria ser”, Jancsó completa. “Deveríamos ter uma discussão muito aberta sobre quais ferramentas a IA pode nos fornecer. Não há nada no filme usando IA que não tenha sido feito antes. Isso apenas torna o processo muito mais rápido. Usamos IA para criar esses pequenos detalhes que não tínhamos dinheiro ou tempo para filmar”.

Crítica | O Brutalista: Adrien Brody pode ser o próximo ganhador do Oscar com ESTUPENDO retrato de um artista autodestrutivo

A trama é centrada na vida do arquiteto visionário László Toth (Brody), recém-fugido da Europa, que chega aos Estados Unidos em busca de reconstruir sua vida por completo, incluindo seu trabalho e principalmente seu casamento, após uma separação forçada. Sozinho em um novo país, encontrará quem reconheça seu talento para a construção, mas o preço disso pode ser alto.

Andrew LaurenD.J. Gugenheim entram como produtores ao lado de Brian YoungTrevor MatthewsNick Gordon.

Cartaz do filme 'O Brutalista' com Estátua da Liberdade.
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