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Crítica com spoilers | ‘Seu Amigão da Vizinhança: Homem-Aranha’ diverte entre acertos e erros

Chegou ao fim a primeira temporada de Seu Amigão da Vizinhança: Homem-Aranha, a nova série animada original do Disney+ sobre o Cabeça de Teia. Desde que foi anunciada, a produção foi cercada de rumores. O mais famoso dizia que ela seria um tipo de prequel para o Peter Parker de Tom Holland. No entanto, com a demora na aprovação, optaram por seguir um caminho diferente, criando uma nova versão do herói para as telinhas. Com isso, além de não precisar desse cuidado para não criar inconsistências com aquilo já mostrado nos cinemas, a série poderia aproveitar novos vilões sem comprometer o futuro do Universo Cinematográfico Marvel.

Ou seja, é uma animação ambientada em um universo alternativo, ainda incluído no MCU com o atual conceito de Multiverso, e com algumas similaridades ao que já foi visto nos cinemas. Foi uma saída inteligente para evitar limitações. Só que certamente acabou decepcionando alguns que já esperavam a série integrada ao cânone regular dos filmes. De qualquer forma, a produção resgata personagens esquecidos dos quadrinhos, dá uma nova versão ao Cabeça de Teia e ao mesmo tempo que se inspira em muitas cenas já vividas pelo Holland, consegue criar uma identidade própria.

Entretanto, a série sofre com um problema grave de ritmo. E muito disso se deve a uma dificuldade em encontrar o equilíbrio entre Peter Parker e Homem-Aranha. Enquanto a abordagem relacionada a vida pessoal do menino é muito interessante, há pelo menos três dos dez episódios que tornam as cenas do herói realmente chatas. É complexo, porque a dualidade entre a vida pública e a identidade secreta sempre foi um dos fatores mais fantásticos do personagem, independentemente da mídia em que é retratado. E aqui, ao mostrar Norman Osborn descobrindo que Peter era o Aranha logo nos primeiros episódios, a produção segue por um caminho que não é lá dos mais cativantes na hora de representar o herói.

Grande parte da graça desse ícone é mostrá-lo como um menino comum que vai aprendendo a ser herói por conta das adversidades. Ele tem seus mentores e ídolos, mas sempre recorre a seu senso de responsabilidade para aprender e melhorar como pessoa e como super-herói. Ao colocar o Norman como seu novo chefe e mentor, atuando como patrocinador e ‘treinador’ do Aranha, a série abre um caminho para explorar esse embate entre os dois futuramente, mas cai no mesmo rumo que foi duramente criticado por fãs e imprensa especializada em sua abordagem nos cinemas: deixar Peter Parker dependente de outra figura paterna controversa.

O lado positivo é que essa construção de relação de mentoria leva a um momento muito interessante no final da temporada, que é quando o Peter passa a lembrar do que ensinaram a ele sobre poder e respeito, chegando muito perto de se corromper para agradar a quem ele tem como símbolo de sucesso. E isso é perfeito para resumir a temporada. Por mais que ela tenha sido inconstante, parece que muita coisa foi implantada para ser desenvolvida futuramente nas próximas duas temporadas da série. É aquilo, né? Era plenamente possível inserir essas tramas para o futuro sem comprometer o andamento do presente.

A segunda semana da série foi praticamente toda focada no garoto testando os uniformes desenvolvidos pela Oscorp para “melhorar sua imagem”. E não poderiam ter feito escolha mais chata que essa. Parece que a série simplesmente não anda entre o terceiro e o quinto episódio, sendo salva na semana seguinte com o espetacular sexto capítulo, que é focado mais nas relações pessoais do Peter do que efetivamente na vida de Homem-Aranha.

E a frustração se dá muito porque os primeiros episódios dão um gostinho daquele personagem que busca essencialmente ser uma pessoa melhor em vez de querer agradar um bilionário que apostou nele. A cena dele prendendo a moça que roubou a pizzaria e depois explicando a situação para o dono, pedindo para ele aliviar a situação porque era só uma pessoa desempregada passando por tempos difíceis foi sensacional. A impressão é que a série seguiria por esse rumo mais intimista, mas preferiu ir atrás da megalomania do dinheiro infinito da Oscorp.

No fim das contas, é frustrante porque o nome do show é ‘Seu Amigão da Vizinhança’, mas uma boa parte dos episódios é voltado para ameaças mais elaboradas. Tanto que o show se reencontra quando assume esse lado mais ‘herói urbano’ do Aranha, trazendo ele para mediar problemas de gangues e enfrentar o Escorpião, e desenvolvendo o núcleo de amizades do Peter, que trazem ele de volta para lembrar que mesmo sendo um super-herói, ele é só um adolescente.

Mas o grande destaque da série é mesmo o desenvolvimento do Lápide. As outras adaptações do vilão, que é um dos maiores gângsteres do núcleo do Homem-Aranha, já traziam ele em sua forma mafiosa, fazendo dele uma ameaça praticamente genérica. Neste show, o jovem Lonnie teve sua história contada e muito bem desenvolvida. A jornada do menino negro extremamente promissor que acabou entrando para um gangue por conta de uma grande burrada do irmão, praticamente jogando futuro no lixo seu brilhante futuro nos estudos e no esporte, é uma história assustadoramente comum nos EUA – e em grande parte do mundo também.

Colocá-lo neste núcleo das gangues e do crime organizado como resposta ao preconceito foi muito sagaz da equipe criativa. Principalmente ao mostrar a situação de forma honesta, tentando fugir dos estereótipos de que todo bandido é burro ou grosseirão. Ao mesmo tempo, existe um cuidado no show para não incentivar esse tipo de comportamento, sempre deixando claro que o rapaz está em uma situação errada e que aquele caminho não deve ser considerado, já que faz o envolvido e toda a família sofrer. No final, quando ele tem a chance de concluir a corrupção de sua alma junto a bandidagem, o bom garoto prodígio do colégio emerge e ensina ao próprio Homem-Aranha sobre não perder sua essência.

Sobre o episódio final, a escolha por transformar a origem deste Homem-Aranha em um grande paradoxo pode ter desagradado a alguns, mas certamente foi surpreendente. De alguma forma, isso tudo me remetia àquelas ideias descartadas com a franquia O Espetacular Homem-Aranha (2012 – 2014), que trazia a aranha que picou o Peter sendo cientificamente alterada para liberar os poderes exclusivamente quando encontrasse com o DNA do garoto. E se isso já remetia à franquia de Andrew Garfield, o final da série, que deixa um gancho absurdo para a próxima temporada, meio que confirmou essa aproximação.

Resgatar a trama pouco tocada sobre Richard Parker já quase foi tentado na saga de 2012. No entanto, até mesmo os acionistas da Sony acharam que não seria bom mexer nesse passado dos pais de Peter e decidiram cortar da versão final do filme. Foi surpreendente ver Richard vivo novamente e interagindo com a Tia May, agora resta saber o que o time está guardando para a próxima temporada e como vão desenvolver essa trama, que parece ser central. O Homem-Aranha dos anos 2020 parece estar sempre à procura de uma figura paterna para suprir o vazio deixado pela morte dos pais e do Tio Ben. Depois de Tony Stark e Norman Osborn, parece que chegou a vez do próprio pai do Peter assumir a figura paterna.

A integração dos outros heróis Marvel também foi positiva. Apesar de haver alguns momentos de excesso de influência deles, as participações pontuais do Doutor Estranho e do Demolidor foram excelentes. É curioso como essa questão é bem resolvida nos quadrinhos, mas geralmente enfrenta dificuldades nas adaptações. O núcleo do Homem-Aranha é tão rico e vasto que o põe em uma prateleira acima de grande grupos consagrados desse universo. Pode estar havendo um apocalipse urgente, ainda assim é mais cativante ver o Peter ajudando a recuperar a bolsa de uma velhinha ou trocar socos com um cara usando pijama de rinoceronte para roubar um banco do que vê-lo fazer de tudo para tentar se enquadrar nos Vingadores.

O Homem-Aranha não nasceu para ser coadjuvante. Ele precisa ocupar o papel de protagonista, e a série entendeu bem isso. Em momento algum ele fica ofuscado pelas participações especiais dos outros heróis. Na verdade, o único que ofusca o Aranha é o próprio Peter Parker.

Enfim, é uma série ousada, que infelizmente se perdeu por alguns episódios, mas estabeleceu um futuro promissor e bastante curioso para as próximas temporadas. Por ser apenas a primeira temporada, fica a expectativa para que corrijam algumas rotas na próxima, como o estilo da animação, por exemplo. Sabemos que a estética não será mudada, porque a produção se estabeleceu com esse estilo, mas as cenas de luta podem ser um pouco mais dinâmicas. A escolha por retratar os golpes de forma mais vagarosa acabou não sendo visualmente agradável e tirou o peso de muitas lutas. Se derem um pouco mais de velocidade, ficará bom de assistir.

O lado bom do Homem-Aranha é esse. Por ser um personagem cuja mitologia engloba quase 63 anos de história, há sempre algo inédito para ser adaptado nas telas. Mais do que isso, agora é possível criar novos capítulos para esse núcleo riquíssimo do Universo Marvel. E parece que é isso mesmo que Seu Amigão da Vizinhança: Homem-Aranha quer: inovar para manter o herói vivo para novas gerações.

A primeira temporada de Seu Amigão da Vizinhança: Homem-Aranha está disponível no Disney+.

Série do Disney+ sobre assassinato do presidente dos Estados Unidos é RENOVADA para a 2ª temporada

A série de suspense ‘Paradise‘ foi oficialmente renovada para a 2ª temporada.

Sucesso em streaming, a produção alcançou 7 milhões de visualizações em seu primeira semana na plataforma do Hulu e Disney+ mundialmente.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o criador Dan Fogelman revelou seu plano para o futuro da produção: “Tenho planos para três temporadas. Sem entregar muito, cada temporada será diferente, mas mantendo os mesmos personagens e universo. O episódio piloto revela algo no final, e teremos novas reviravoltas no decorrer da temporada.”

Na trama, o assassinato do presidente dos Estados Unidos acaba envolvendo seu chefe de segurança em um perigoso segredo de estado.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no YouTube:

A série foi criada por Dan Fogelman (‘This Is Us’).

O elenco conta com Sterling K. Brown, James Marsden, Julianne Nicholson e Sarah Shahi.

Confira a próxima adaptação de Harlan Coben para a Netflix

As obras de Harlan Coben continuam a conquistar o público e a ganhar adaptações em formato de série pela Netflix. Desde que assinou um contrato milionário com a plataforma em 2018, os livros do autor têm ganhado vida em diversas produções que mesclam mistério, reviravoltas e personagens cativantes.

Até o momento, nove de seus livros já foram adaptados, com Coben atuando como produtor executivo em todas as produções. A próxima adaptação confirmada é baseada no livro Caught (em português, Capturado), que promete seguir o mesmo estilo de narrativa envolvente.

A trama de Caught acompanha o desaparecimento de Haley McWaid, uma jovem de 17 anos, cujas desaparecimento abala profundamente sua pequena cidade em Nova Jersey. A história explora os impactos dessa tragédia nos moradores locais, revelando segredos ocultos que transformam a vida dos personagens.

Diferentemente de produções anteriores, Caught foi filmada na Argentina, e o elenco conta com nomes como Soledad Villamil, Juan Minujín e Alberto Ammann.

A série será composta por seis episódios de 45 minutos cada. Embora a data de estreia ainda não tenha sido divulgada, tanto a Netflix quanto Harlan Coben confirmaram que a produção será lançada em 2025.

007: Aaron Taylor-Johnson pode ser o novo James Bond?

O ator Aaron Taylor-Johnson, conhecido por seus papéis de ação, continua sendo alvo de especulações sobre assumir o posto de James Bond.

Apesar de não confirmar os rumores, o ator desviou das perguntas com bom humor, deixando a dúvida no ar.

Durante sua participação no Good Morning America, o apresentador perguntou diretamente se ele aceitaria vestir o clássico smoking do 007. Taylor-Johnson, mantendo o mistério, respondeu: “Eu adoro vestir um smoking.

Ao ser pressionado para falar especificamente sobre James Bond, ele mudou de assunto, mantendo o mistério sobre a possibilidade de assumir o personagem.

“Sabe… Eu uso um smoking neste [filme, ‘Kraven, o Caçador’]. Você deveria assistir a este filme. Honestamente, tem muita ação, e é uma aventura emocionante, de verdade.” 

A Amazon assumiu recentemente o controle criativo da franquia James Bond, mas para que Barbara Broccoli e Michael G. Wilson filhos do lendário produtor de 007, Albert R. Broccoli, cedessem, a empresa de Jeff Bezos precisou investir uma verdadeira fortuna.

Conforme o Deadline, a Amazon desembolsou cerca de US$ 1 bilhão para garantir o controle total da franquia.

Inicialmente, a empresa pagou um valor acima do comum pela MGM, estúdio responsável pela franquia, em um acordo orquestrado pelo então presidente do conselho da MGM, Kevin Ulrich.

O estúdio foi adquirido por US$ 8,5 bilhões, embora sua avaliação girasse entre US$ 3,5 bilhões e US$ 4 bilhões.

No entanto, para ter controle criativo total sobre o personagem, a Amazon precisou investir mais US$ 1 bilhão, garantindo assim a liberdade para Broccoli e Wilson explorarem e controlarem a propriedade intelectual de Ian Fleming.

Essa decisão de compra foi motivada pelo desejo da Amazon de expandir a franquia James Bond para um universo próprio, semelhante ao que Marvel e Star Wars fizeram. Algo que Broccoli, não concordava. Eles sempre defenderam um controle rigoroso da qualidade da franquia, mantendo a série como uma marca independente nos cinemas.

‘Industry’: Harry Lawtey NÃO retornará para a 4ª temporada da série

De acordo com o DeadlineHarry Lawtey não irá retornar para a 4ª temporada da elogiada série Industry, da HBO.

As informações indicam que Lawtey deixou o elenco após três temporadas em virtude de conflitos de agenda.

Lawtey interpretou Robert Spearing na produção, um recém-graduado em finanças arrogante e ambicioso que entrou para a Pierpoint & Co. com toda a confiança do mundo – mas ele logo se vê em meio a um impiedoso ambiente de trabalho.

Lembrando que as três primeiras temporadas estão disponíveis na Max.

A premiada dupla Mickey DownKonrad Kay, ambos vencedores do BAFTA, é responsável pelo roteiro.

A história gira em torno de um grupo de jovens graduandos competindo por limitadas vagas em uma empresa de investimento em Londres. As fronteiras entre colegas, amigos, amantes e inimigos logo se fundem umas com as outras à medida que eles mergulham num mundo marcado pelo sexo, pelas drogas e pela egolatria.

Aunjanue Ellis-Taylor entra para o elenco de ‘Lucky’, nova série de SUSPENSE da Apple TV+

Segundo o Deadline, a indicada ao Oscar Aunjanue Ellis-Taylor (‘Nickel Boys’) foi escalada para o elenco de Lucky, nova série de suspense da Apple TV+.

A atriz dará vida à agente Billie Rand.

Ellis-Taylor se junta às previamente confirmadas Anya Taylor-Joy (‘Entre Montanhas’) e Annette Bening (‘NYAD’).

Na trama…

“Anos após ter deixado para trás a vida de crime em que foi criada, uma jovem precisa abraçar seu lado sombrio e criminoso uma última vez em uma tentativa desesperada de escapar de seu passado.”

Bening dará vida a Priscilla, uma perigosa líder da máfia.

Além de estrelar, Taylor-Joy também entra como produtora executiva ao lado de Reese Witherspoon e Jonathan Tropper.

Este será o primeiro projeto da atriz nas telinhas desde o sucesso de ‘A Rainha do Gambito‘, que lhe rendeu indicações ao Emmy, Globo de Ouro e SAG Awards.

“[A produtora] Hello Sunshine continua a fazer um trabalho fantástico em defender as vozes femininas e eu estou honrada em fazer parte dessa equipe ao lado de Jonathan, Cassie e a Apple TV+ para trazer a história de ‘Lucky’ à vida,” declarou Taylor-Joy.

Tropper (‘See’) atuará como showrunner ao lado de Cassie Pappas (‘Silo’).

As filmagens estão programadas para meados de 2025.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

‘O Brutalista’: Longa é criticado pela ausência do BRUTALISMO e IMPRECISÕES HISTÓRICAS

O Brutalista, filme indicado ao Oscar e um dos favoritos ao prêmio, está no centro de uma polêmica envolvendo arquitetos e especialistas da área. O drama é vagamente inspirado na vida e obra do arquiteto Marcel Breuer, mas gerou críticas por conta da ausência do estilo brutalista no enredo e algumas imprecisões históricas.

Para quem não conhece, o brutalismo é um estilo de design que tem como principais características o concreto exposto, formas geométricas imponentes e ousadas, sem adornos. Esse estilo foi muito popular na Europa pós-guerra, especialmente na década de 1950.

Contudo, apesar do título, a arquitetura brutalista está praticamente ausente do filme, sendo que a única obra representada de Toth é sua “obra-prima” mostrada no final. Além disso, o longa tem sido criticado por erros históricos.

No filme, Toth é um sobrevivente do Holocausto que chega aos Estados Unidos em busca de trabalho na América pós-guerra, até que seu talento é descoberto.

Entretanto, na realidade, ex-alunos da Bauhaus, como Breuer e Walter Gropius, chegaram aos Estados Unidos ainda na década de 1930, já como profissionais renomados, com cargos prestigiados em universidades como Harvard.

Outro ponto controverso é a representação de Toth como um viciado em heroína e devotamente religioso, algo completamente diferente da personalidade de Breuer, que era sóbrio e secular.

O Brutalista’ está em cartaz nos cinemas nacionais.

Homens abraçados em frente a ônibus verde.
o brutalista 2

Anteriormente, o editor Dávid Jancsó havia revelado o uso de IA para naturalizar a pronúncia dos diálogos em húngaro para garantir uma precisão histórica e cultural significativa à narrativa.

“Judy Becker e sua equipe não usaram Inteligência Artificial para criar ou renderizar nenhum dos prédios. Todas as imagens foram pintadas a mão por artistas. Para esclarecer, no vídeo memorial apresentado no fundo de uma cena, nossa equipe criou imagens que intencionalmente pareciam renderizações ruins dos anos 80.”

Ele completa, “‘O Brutalista’ é um filme sobre a complexidade humana, e todos os aspectos de sua criação foram gerados por esforço humano, criatividade e colaboração. Nós estamos incrivelmente orgulhosos da nossa equipe e do que ela alcançou.”

Casal abraçado em ambiente iluminado
brutalista 1

ENTENDA…

Em uma recente entrevista ao RedShark News, o editor Dávid Jancsó revelou que o time criativo responsável pelo longa-metragem, que contou com o diretor Brady Corbet, não mediu esforços para garantir uma precisão histórica e cultural significativa à narrativa – e, considerando que boa parte do filme é falado em húngaro, parte do elenco tinha dificuldades em pronunciar os diálogos com fluidez.

Dessa forma, tomou-se a decisão de utilizar um programa ucraniano conhecido como Respeecher para “nativizar” possíveis equívocos dos atores.

“Eu sou falante nativo de húngaro e sei que essa é uma das línguas mais difíceis de serem pronunciadas”, Jancsó explicou. “Mesmo com o histórico húngaro de Adrien [a mãe de Brody é uma refugiada húngara que emigrou aos Estados Unidos em 1956], não é tão simples. É uma linguagem bastante única. Nós guiamos [Adrien e Felicity] e eles fizeram um trabalho fabuloso – mas também queríamos aperfeiçoá-lo para que nem os nativos percebessem qualquer diferença”.

O editor afirma que foram necessários ajustes para aprimorar letras específicas de seus sons vocais: “se você vem do mundo anglo-saxão, certos sons podem ser particularmente difíceis de entender. Primeiro tentamos abordar esses elementos mais difíceis com os atores. Então tentamos abordar completamente com outros atores, mas isso simplesmente não funcionou. Então procuramos outras opções de como melhorá-los”.

“É polêmico na indústria falar em IA, mas não deveria ser”, Jancsó completa. “Deveríamos ter uma discussão muito aberta sobre quais ferramentas a IA pode nos fornecer. Não há nada no filme usando IA que não tenha sido feito antes. Isso apenas torna o processo muito mais rápido. Usamos IA para criar esses pequenos detalhes que não tínhamos dinheiro ou tempo para filmar”.

Crítica | O Brutalista: Adrien Brody pode ser o próximo ganhador do Oscar com ESTUPENDO retrato de um artista autodestrutivo

A trama é centrada na vida do arquiteto visionário László Toth (Brody), recém-fugido da Europa, que chega aos Estados Unidos em busca de reconstruir sua vida por completo, incluindo seu trabalho e principalmente seu casamento, após uma separação forçada. Sozinho em um novo país, encontrará quem reconheça seu talento para a construção, mas o preço disso pode ser alto.

Andrew LaurenD.J. Gugenheim entram como produtores ao lado de Brian YoungTrevor MatthewsNick Gordon.

Cartaz do filme 'O Brutalista' com Estátua da Liberdade.
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Eric Mabius, astro de ‘Betty, A Feia’ e ‘Resident Evil’, é PRESO por agressão

O galã Eric Mabius, famoso por seu papel em Ugly Betty, foi preso recentemente, supostamente por agressão, no Condado de Nassau, na Flórida.

De acordo com o Deadline, o ator foi detido por volta das 2h da madrugada de quinta-feira e levado para a prisão do condado às 5h45, enfrentando duas acusações de contravenção.

Mabius está sendo acusado de agressão e resistência à prisão sem violência, ambas contravenções, e aguarda julgamento.

Ele é amplamente reconhecido por interpretar Daniel Meade emUgly Betty, versão da ABC de ‘Betty, A Feia’, durante suas quatro temporadas, de 2006 a 2010. O ator também teve papéis recorrentes emThe L Word,O.C.: Um Estranho no Paraíso e Chicago Fire’.

Diretor revela QUAL ameaça o Líder alerta Sam Wilson na cena pós-créditos de ‘Capitão América: Admirável Novo Mundo’

A cena pós-créditos de ‘Capitão América: Admirável Novo Mundo’ traz Sam Wilson entra em uma prisão falando com o Líder, que o avisa de que ameaças multiversais são iminentes.

Agora, o diretor Julius Onah revelou que a cena pós-créditos do filme faz referência aos Illuminati, mas não contou quais membros do grupo veremos invadindo o MCU.

“Não vou dizer. Digamos que as coisas foram deixadas propositalmente em aberto naquela cena pós-créditos por um motivo”, ele afirmou. 

Com 52% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o longa já está em exibição nos cinemas nacionais!

Crítica | ‘Capitão América: Admirável Mundo Novo’ é um filme morno, mas de entretenimento honesto

Crítica 2 | Com uma história esquecível, ‘Capitão América: Admirável Mundo Novo’ não justifica a própria existência

Confira nossa crítica em vídeo e siga o CinePOP no Youtube:

Dirigido por Julius Onah (‘O Paradoxo Cloverfield’), o longa servirá como sequência direta da série ‘Falcão e o Soldado Invernal‘. Além disso, será o primeiro filme solo do herói desde ‘Capitão América: Guerra Civil‘, lançado em 2016.

O roteiro fica por conta de Malcolm Spellman e Dalan Musson.

Anthony Mackie, Danny Ramirez, Carl Lumbly, Tim Blake Nelson, Shira Haas, Harrison Ford e Liv Tyler estrelam.

Última temporada de ‘The Handmaid’s Tale’ ganha teaser LEGENDADO e data de estreia no Brasil

A Paramount+ divulgou o teaser legendado da 6ª (e última) temporada de ‘The Handmaid’s Tale‘.

Além disso, foi confirmado que o ciclo final estreará no Brasil no dia 9 de abril – um dia após o lançamento no território norte-americano.

Confira o teaser e siga o CinePOP no Youtube:

Na sexta temporada, o espírito inflexível e a determinação de June a puxam de volta para a luta para derrubar Gilead; Luke e Moira se juntam à resistência; Serena tenta reformar Gilead enquanto o Comandante Lawrence e a Tia Lydia avaliam o que fizeram; e Nick enfrenta testes desafiadores de caráter.

Vale lembrar que todas as cinco iterações continuam disponíveis no catálogo do Disney+.

Confira o trailer LEGENDADO da série ‘Uma Família Perfeita’, baseada em história REAL que inspirou ‘A Órfã’

O Disney+ divulgou o trailer legendado de ‘Uma Família Perfeita‘ (Good American Family), nova série estrelada e produzida por Ellen Pompeo (‘Grey’s Anatomy’).

A produção é baseada na sinistra história real que inspirou o terror ‘A Órfã‘.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

A produção será lançada no serviço de streaming no dia 19 de março.

Antes chamada Orphan, a série é inspirada na história real de Natalia Grace e do casal do Meio-Oeste que a adotou, acreditando ser uma menina com nanismo, mas, com o tempo, passou a duvidar de sua identidade.

“Contada de múltiplos pontos de vista, a série explora questões de perspectiva, viés e trauma. O drama é inspirado em uma história perturbadora de um casal do Meio-Oeste que adota uma garota com uma rara forma de nanismo. Porém, à medida que começam a criá-la ao lado de seus três filhos biológicos, um mistério sobre sua idade e origem surge, levando-os a suspeitar que ela talvez não seja quem diz ser. Enquanto defendem sua família da filha que acreditam ser uma ameaça, ela enfrenta sua própria batalha para confrontar seu passado e o futuro, em um embate que acaba ganhando destaque nas tabloides e no tribunal”, diz a sinopse oficial.

O elenco conta com Mark Duplass e Imogen Reid, enquanto Dulé Hill, Christina Hendricks, Sarayu Blue e Jenny O’Hara fazem participações recorrentes.

Elenco de ‘Lusco-Fusco’ revela DETALHES sobre o novo filme dos diretores de ‘Onde Quer que Você Esteja’ [EXCLUSIVO]

Bel BecharaSandro Serpa são dois dos cineastas mais prestigiados do cenário contemporâneo da sétima arte nacional – e, ao longo de sua carreira, já comandaram projetos como ‘Onde Quer que Você Esteja’‘Histórias de Marabaixo’‘Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida’, entre muitos outros.

Agora, a dupla está retornando às telonas com o ambicioso projeto Lusco-Fusco, cujas gravações terminam hoje, 20 de fevereiro, em Osasco – na Grande São Paulo.

O enredo do longa-metragem gira em torno da relação de amizade entre duas mulheres. Vera (Amandyra), uma professora do ensino fundamental envolvida em uma relação abusiva com Matias (Allan Souza Lima), cujo retorno repentino abala sua vida. Já Alda (Sandra Corveloni), sua vizinha não alfabetizada e faxineira no mesmo colégio, desistiu de seus sonhos para cuidar do filho, Dinho (Pedro Ottoni), e da neta, Joana (Duda Sampaio). A amizade entre as duas fortalece e ilumina os caminhos para escaparem da opressão que vivem, inspirando a menina Joana, sobre o que é ser uma mulher no Brasil no século XXI.

Recentemente, tivemos a oportunidade de acompanhar as gravações do filme e a honra de conversar com Ottoni e Amandyra, que revelaram alguns detalhes sobre o projeto e sobre os personagens que interpretam. Também conversamos com Corveloni, cuja entrevista você pode conferir aqui!

O QUE PODEMOS ESPERAR DO FILME?

OTTONI: Olha, eu acho que o que eu posso contar até agora é o que tem de… De releases. É uma história sobre essas duas mulheres, Alda e Vera, que estão passando por diferentes situações de abuso nas suas vidas pessoais. A Vera com relacionamento abusivo, a Alda sendo vítima de fake news… E elas se encontram para que juntas consigam… Eu não digo vencer, porque não é uma história tão fantasiosa, assim, de “o bem vence o mal”, mas… Poder sobreviver através desses abusos e terem uma nova visão de mundo, sabe?

AMANDYRA: Eu espero que as pessoas possam esperar… Acho que o filme vem para abrir a perspectiva do que é possível e sempre será possível. Como a gente está retratando, falando sobre a amizade de duas mulheres, dois personagens, e o filme mostra como que essa sororidade, essa aproximação, essa amizade, [isso] é um caminho para sair de determinadas opressões. Então, acho que, com esse filme, a gente pode observar o que acontece mais no nosso bairro, estar atento às pessoas que a gente pode se aliar e ter essa disposição e confiança de sair das nossas opressões através dos encontros. Talvez isso seja uma das coisas.

O QUE VOCÊS PODEM CONTAR SOBRE SEUS PERSONAGENS?

OTTONI: O Dinho é esse homem, né? Eu gosto de enfatizar que é um homem pra não cair no erro que a sociedade tem de chamar homens de meninos. Porque aí tiram a responsabilidade desses homens, porque são tratados como meninos. E aí, eles são meninos até os 40, 50 anos de idade. O Dinho é um homem já com seus 20 e tantos, quase 30. É um pai, já tem uma filha de nove anos. E por que eu gosto de deixar claro que ele é um homem e não um menino? Porque ele não entendeu isso ainda. A responsabilidade de ser esse pai, de ser presente. Presente ele é, porque ele vive com a Alda e com a Joana na mesma casa. Mas na hora que ele tem que ser responsável, lhe falta essa responsabilidade: buscar a filha no horário, fazer o dever de casa com a criança. Estar presente ali pra ter um momento de qualidade com a filha. Então, eu acho que é um desafio muito grande fazer um personagem que tem muitos erros.

E ainda assim, protegê-lo em cena e mostrar que todo mundo tem os seus porquês. É uma coisa que a gente não vê no filme, ele tem um background ali de não ter a sua parceira. Ela não tá mais entre nós. Então, ele ficou com essa responsabilidade de ser um pai solo. Mas que não é solo, porque a Alda, que é a mãe dele e a avó da Joana, tá ali cuidando da menina até mais do que o Dinho faz. Eu adoro [interpretá-lo], porque é um personagem que tem muitas camadas. Eu acho que vocês vão gostar dele, mas vão estar sempre com o pé atrás de esse cara não tá fazendo o que deveria pra ajudar essa família.

AMANDYRA: Então, eu faço a professora Vera, que é uma professora do ensino fundamental e que tem essa relação dificultosa, tóxica, abusiva com o marido. Um namorado de muitos anos. E, ao conhecer a faxineira da escola que sofre outro tipo de opressão, elas começam a se fortalecer nessa relação através da amizade, do aprendizado, do ensino-aprendizagem. Então, eu faço essa personagem da professora.

E COMO FORAM AS GRAVAÇÕES EM OSASCO? ALGUMA HISTÓRIA DIVERTIDA DE BASTIDORES?

OTTONI: Ah, eu acho que [gravar em Osasco] está sendo maravilhoso. São Paulo tem sido muito bom pra mim, né? A verdade é essa. Eu acho que em 2024, todos os trabalhos audiovisuais que eu fiz foram em São Paulo. E agora, começar 2025, também aqui, tem sido… [As pessoas] têm me recebido muito bem. Eu estou adorando. É bem tranquila, né? A rua que a gente está gravando aqui em Osasco. Os vizinhos estão sendo muito… Estão sendo muito solícitos. Eles estão entendendo o que é uma gravação. Estão evitando o barulho pra que a gente possa fazer um filme bonito e maravilhoso.

AMANDYRACara, eu não sei se é uma história engraçada, mas quando eu faço uma professora, a gente teve o período de gravação com as crianças na escola. E teve o Caio. O Caio é um ator, uma criança maravilhosa. E na escola que a gente gravava, tinha um piano parado, ninguém nunca tocou, a gente passava despercebido. E o Caio um dia parou nesse piano e começou a tocar “Hit the Road Jack”. Nossa! É isso! E aí toda a vibe do set mudou e até hoje, quando eu encontro o Caio, ele me revigora. Isso foi uma situação curiosa de muita distensão. Criança faz isso no set.

Lembrando que Lusco-Fusco ainda não tem data de estreia nos cinemas nacionais.

Vencedora em Cannes, Sandra Corveloni fala sobre o filme ‘Lusco-Fusco’ e rasga elogios para Fernanda Torres [EXCLUSIVO]

Sandra Corveloni está prestes a voltar ao mundo da sétima arte e estender seu importante legado na cultura artística nacional.

Corveloni, que iniciou sua formação ainda nos anos 1990 e sagrou-se uma das maiores atrizes brasileiras após conquistar o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes por Linha de Passe, já eternizou diversos personagens nas telonas e nas telinhas – com seus últimos créditos incluindo a série dramática ‘Não Foi Minha Culpa’ e o longa ‘Alegria do Amor’ (que tem lançamento previsto para este ano).

Agora, a atriz, que também conquistou quatro indicações ao Grande Otelo, finaliza as filmagens do ambicioso drama tour-de-force Lusco-Fusco, que conta com a direção da dupla Bel BecharaSandro Serpa.

O filme, cujas gravações se encerram hoje, 20 de fevereiro, gira em torno da relação de amizade entre duas mulheres. Vera (Amandyra), uma professora do ensino fundamental envolvida em uma relação abusiva com Matias (Allan Souza Lima), cujo retorno repentino abala sua vida. Já Alda (Corveloni), sua vizinha não alfabetizada e faxineira no mesmo colégio, desistiu de seus sonhos para cuidar do filho, Dinho (Pedro Ottoni), e da neta, Joana (Duda Sampaio). A amizade entre as duas fortalece e ilumina os caminhos para escaparem da opressão que vivem, inspirando a menina Joana, sobre o que é ser uma mulher no Brasil no século XXI.

Recentemente, tivemos a oportunidade de participar das gravações da penúltima diária do longa, que ocorreu nas ruas de Osasco, na Grande São Paulo, convidando o público a conhecer uma história que, infelizmente, torna-se bastante comum entre inúmeras pessoas.

Ainda que o enredo do projeto tenha sido oficialmente divulgado, informações mais detalhadas permanecem sob sigilo – mas isso não impediu que Corveloni pudesse comentar um pouco sobre sua personagem e sobre as importantes temáticas retratadas pela história.

“A minha personagem, Alda, sofre uma violência envolvendo fake news, uma coisa bem grave. Só que ela, por ser uma pessoa muito simples, não tem muito conhecimento, não tem internet, não tem celular, ela é seminalfabeta, então ela não tem a dimensão [do problema]”, a atriz conta. “Ela sabe que é uma coisa séria, mas ela acha que é uma brincadeira de mau gosto. Nem ela, nem os familiares têm a dimensão da gravidade. E ela é muito amiga, vai se tornando amiga da Vera, que é a vizinha de frente, professora da neta dela, que sofre um outro tipo de violência do namorado – é um relacionamento tóxico -, sobre o qual a vizinhança toda já está a par, porque ele faz escândalo, quebra a porta, aquelas coisas ‘lindas’, né? Aquelas coisas incríveis”.

Corveloni continua: “então, o filme fala dessas violências. Não só essas violências mais explícitas, mas também as pequenas coisas de tratamento do dia a dia, dentro da própria família. Aquelas microagressões, que antigamente a gente nem chamava assim, a gente dizia só que a pessoa era folgada e preguiçosa. Mas isso é uma, digamos, um comportamento, uma educação que a gente vai perpetuando na nossa sociedade”.

“São essas pequenas agressões que levam, às vezes, a desrespeitos e agressões maiores. Então, acho que o filme está dentro desse universo, mas a seta que aponta para o norte do filme não pinta com tintas fortes. Tem cenas muito fortes, claro, mas o foco principal do filme é o fortalecimento da amizade entre essas duas mulheres, que é a Alda e a Vera. Mulheres que são de gerações diferentes, que têm uma formação diferente, profissões diferentes nelas. Uma é professora, outra faxineira da escola, uma estudou, a outra não. Uma é sozinha, a outra tem família. Uma tem 30 anos, a outra tem 55”.

“Então, elas estão nesses momentos, mas o fato de elas estarem próximas nesses momentos de violência, a preocupação de uma em relação à outra, faz com que essa amizade se fortaleça. E isso abre novas possibilidades tanto para a Alda quanto para a Vera, porque uma chama a atenção da outra. Porque, às vezes, a gente está tão ensimesmado no nosso problema que a gente não vê uma saída. Às vezes, precisa alguém de fora para te dizer: ‘olha, mas será que você não pode ir para cá? Você não pode parar de fazer isso? Ou você não pode tentar uma coisa melhor?'”.

“É um filme muito delicado”, ela reflete.

Apesar de ter iniciado sua carreira nos anos 1990, Corveloni ganhou proeminência e projeção mundiais ao ser condecorada com o prêmio de Melhor Atriz em Cannes por Linha de Passe.

Dirigido por Walter Salles e Daniela Thomas, a trama acompanhou quatro irmãos que são pela mãe, que trabalha como empregada doméstica e está mais uma vez grávida de pai desconhecido. Com a ausência do pai, lutam por seus sonhos e um deles vê seu talento como jogador de futebol a esperança de uma vida melhor.

Durante a conversa, Corveloni se recordou de seu trabalho com Salles – que, este ano, está indicado ao Oscar pelo aclamado drama de época ‘Ainda Estou Aqui’, estrelado por Fernanda Torres. Corveloni rasgou elogios tanto para o diretor, que apelidou carinhosamente de Waltinho, quanto para Torres, além de discorrer sobre a crescente projeção do cinema brasileiro no mercado internacional.

“É tão importante para a gente [esse reconhecimento], né? Porque a gente estava em um período até bom do cinema, fazendo coisas muito interessantes, muita coisa acontecendo. Aí veio a pandemia, junto com todo o apagamento da nossa cultura, e essas coisas de desmerecer a cultura, de desmerecer o trabalho dos artistas”, ela comentou.

Ela continua: “e isso é muito triste, mexe muito com a gente. Então, assim, é uma… Nossa, um respiro saber que a gente conseguiu, a gente foi lá no fundo e subimos para a superfície de novo com possibilidades de filmes. Em Cannes, o ano passado, o Baby’ foi super bem, ganhou o prêmio de atuação, e teve também o sucesso que fez Malu’“.

“Aí vem Fernanda Torres com essa obra-prima do Waltinho, Daniela Thomas também está junto, essas duas figuras tão importantes do nosso cinema. E um filme que fala dessa nossa memória, ou não-memória, né? Que fala sobre coisas tão terríveis, mas que estão nos escombros, ninguém fala disso. Então, assim, é um filme que vem num momento que o mundo está nessa onda de ultradireita, de cercear os direitos. É um filme que traz todas essas possibilidades de a gente se juntar e pensar juntos, uma outra forma”.

“Eu acredito que a arte serve para isso também, de nos acender para novas perspectivas, novas possibilidades e para não deixar a gente esquecer de coisas terríveis que aconteceram, né? E agora, em Berlim, ‘O Último Azul’, né? Que foi super bem, né? Também saíram críticas incríveis, eu recebi umas mensagens, tenho amigos e amigas no filme, Denise Weinberg, que acompanhei quando ela estava fazendo esse filme. Ela foi contando para a gente que era uma coisa muito poderosa filmar na Amazônia. Então, assim, isso é muito importante para nós. Para nos dar vontade e força de fazer coisas. De contar histórias, de reviver histórias, de ficcionar, de poetizar, de criar beleza e reflexão. Estou muito feliz”.

“O Waltinho é um diretor super dedicado, inteligente, delicado, ele sabe dirigir muito bem, ele conduz um set com muita maestria e com um mergulho no que ele tem que fazer, ele se prepara. Então, a gente se sente muito à vontade para trocar, para jogar dentro daquele roteiro que foi criado, que foi muito bem decupado, estudado. Ele tem uma estrela, o Waltinho, né? Fernanda Montenegro [também] concorreu ao Oscar, por ‘Central do Brasil’, ela continua. 

“Eu ganhei Cannes e agora a Fernanda Torres, que ganhou o Globo de Ouro e concorrendo ao Oscar, e ganhou muitos outros prêmios. Eu fico tão feliz e tão orgulhosa, sabe? Eu fico muito, muito feliz, assim, porque são as mulheres, né? Marcélia, Ana Beatriz Nogueira, Ruth de Souza, tantas mulheres que foram premiadas e que estão, que continuam a fazer cinema, né? As que já se foram, as que estão aqui, Fernanda Montenegro fazendo filme, gente, até agora. É muito bom, muito importante. Então, eu espero que isso traga um fôlego bem grande para o nosso cinema, porque a gente está merecendo. A gente merece; eu estou fazendo esse filme aqui, que diz para a minha personagem: ‘você merece mais'”.

Lusco-Fusco, que também traz nomes como Pedro OttoniAmandyraDuda Sampaio no elenco, ainda não tem previsão de lançamento.

‘Cobra Kai’: William Zabka revela se acredita que Johnny Lawrence e Daniel LaRusso continuaram amigos

Cobra Kai chegou oficialmente ao fim, e William Zabka, recentemente, compartilhou suas reflexões sobre a jornada de Johnny Lawrence, revelando se acredita se Johnny e Daniel LaRusso continuaram amigos.

Em uma entrevista ao The Hollywood Reporter, Zabka revelou que acredita que eles vão brigar de novo.

“(Risos) Acho que, no futuro, eles ainda vão bater de frente novamente. Mas, neste momento, colocaram todas as suas diferenças de lado. O arco dos dois personagens é interessante porque eles estão em lugares muito distantes. Eu vejo isso como um triângulo; ambos estão indo em direção ao mesmo ponto final, mas de maneiras diferentes. Ao longo da série, sempre que eles se enfrentam e fazem as pazes ou se reaproximam, eles ficam um pouco mais próximos do topo e mais alinhados. No final, estão totalmente em sintonia; então, acho que eles realmente se entendem”, explicou.

“Há um episódio ótimo na primeira temporada, chamado Different but Same, onde eles fazem sua primeira viagem de carro, ouvindo REO Speedwagon, indo para um bar e conversando sobre a ex-namorada Ali (Elisabeth Shue). Nessa cena, vemos pequenos momentos que mostram como esses dois caras, na verdade, são muito parecidos. O ferro afia o ferro”, acrescentou.

Sobre seus planos após o final da série, Zabka afirmou:

“Estou tão emocionado com isso agora, que não estou pensando no que vem a seguir. Estou aberto ao que aparecer. Estou tão feliz por ter interpretado esse personagem e por ter crescido como ator e também como produtor da série”, disse.

“Um dos destaques para mim foi dirigir o episódio 12, Rattled, nos cinco episódios finais da Parte 3. Tanto o Ralph quanto eu queríamos dirigir, mas não sentimos que era o momento certo, porque ainda estávamos construindo nossa confiança com os outros atores. Não queríamos dirigir enquanto interagíamos com eles. Mas o episódio 12 é provavelmente um dos meus favoritos de todos os tempos! Ele é sobre as pessoas e como elas crescem. Trabalhar com todos esses incríveis e lindos profissionais, que hoje são uma família, e apenas afiná-los aqui e ali, foi um momento realmente especial de círculo completo. Então, dirigir está definitivamente no meu futuro, assim como atuar e produzir. Mas agora, tudo é Cobra Kai. Nunca morra!”, concluiu.

Cobra Kai’ já está disponível na Netflix.

Relembre o trailer:

Após um resultado chocante no Sekai Taikai, Miyagi-Do e Cobra Kai devem acertar as contas com seus passados ​​enquanto enfrentam um futuro incerto dentro e fora do tatame. Quase 40 anos após os eventos do All Valley Karate Tournament de 1984, tudo resultará nisso.

O elenco conta com Xolo Maridueña, Tanner Buchanan, Mary Mouser, Jacob Bertrand, Peyton List, Dallas Dupree Young, Gianni DeCenzo, Courtney Henggeler, Vanessa Rubio, Alicia Hannah-Kim e Thomas Ian Griffith.

‘O Mistério dos Escavadores’: Jac Schaeffer, criadora de ‘WandaVision’, comandará adaptação do Disney+

De acordo com o Deadline, Jac Schaeffer, criadora de ‘WandaVision‘ e ‘Agatha Desde Sempre‘, irá dirigir o episódio piloto da série baseada em ‘O Mistério dos Escavadores‘ (Holes), filme clássico de 2003, estrelado pelo Shia LaBeouf (‘Transformers’).

O longa original foi baseado no livro homônimo de Louis Sachar.

A nova versão será estrelada por uma personagem feminina. Na trama, uma adolescente é enviada para um acampamento de detenção onde o diretor força os campistas a cavarem buracos por um motivo misterioso.

Liz Phang servirá como showrunner, atuando como produtora executiva ao lado de Alina Mankin, Drew Goddard, Sarah Esberg e Mike Medavoy.

O episódio piloto está sendo produzido pela Walden Media, que também estava por trás do longa original.

Na trama original…

Stanley é condenado injustamente e enviado a um campo de detenção onde ele e seus colegas são forçados por uma carcereira a cavar buracos o dia todo. O que eles não sabem é que estão procurando um tesouro escondido em algum lugar do local.

Grupo de jovens olha para baixo de buraco

‘Fantasmas’: Comédia sobrenatural é RENOVADA para mais DUAS temporadas

A CBS renovou oficialmente ‘Fantasmas‘ (Ghosts), comédia sobrenatural estrelada pela Rose McIver (‘iZombie’), para mais duas temporadas.

O canal garantiu a continuidade da produção até, pelo menos, o sexto ciclo.

Apresentando um crescimento gradual na audiência, o seriado figura entre as produções mais populares da emissora, com uma média de 11 milhões de espectadores – o que representa um aumento de 11% em comparação ao ciclo anterior.

“Nesta temporada, novas séries novatas e veteranas continuam a colocar a CBS como a líder de programação,” declarou Amy Reisenbach, presidente da CBS Entertainment. “Estas produções representam uma mistura de sucessos antigos e o nascimento de uma nova geração de favoritos pelo público. Em colaboração com nossos incríveis parceiros na frente e por trás das câmeras, estamos ansiosos para enfrentar um novo ano bem-sucedido.”

Vale lembrar que as duas primeiras temporadas foram lançadas recentemente na Netflix – e, atualmente, se encontram no TOP 5 das produções mais assistidas do serviço de streaming.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Criada por Joe Port e Joe Wiseman, a série é baseada na comédia homônima lançada originalmente no Reino Unido.

A trama segue um casal, Samantha e Ryan, cujos sonhos se tornam reais quando eles herdam uma linda casa no campo, apenas para descobrirem que o lugar está caindo aos pedaços e é habitado pelos vários residentes que morreram anteriormente.

O elenco ainda conta com Brandon Scott Jones (‘The Good Place’), Richie Moriarty (‘What We Do in the Shadows’), Asher Grodman (‘Chicago Med’), Rebecca Wisocky (‘Devious Maids’), Sheila Carrasco (‘Jane the Virgin’), Danielle Pinnock (‘Young Sheldon’) e Román Zaragoza (‘Austin & Ally’).

Cena pós-créditos de ‘O Macaco’ revela um NOVO terror; Entenda!

O diretor Osgood Perkins não está para brincadeira e engatou três filmes de terror em seguida. Após lançar o elogiado ‘Longlegs‘, ele fez ‘O Macaco‘ (The Monkey) –  baseado no conto do Stephen King.

Em uma jogada de marketing genial, a cena pós-créditos anexada em ‘O Macaco‘ é, na verdade, o teaser de ‘Keeper‘ – seu próximo terror que estreia nos cinemas norte-americanos dia 3 de outubro!

Keeper‘ é estrelado por Tatiana Maslany (‘She-Hulk: Defensora de Heróis’) e Rossif Sutherland (‘Órfã 2: A Origem’).

“A trama do novo filme seguirá um casal que viaja para um fim de semana romântico em uma cabana isolada. Quando Malcolm (Sutherland) precisa retornar repentinamente à cidade, Liz (Maslany) se vê isolada e na presença de um mal indescritível que desvenda os horríveis segredos da cabana.”

Além de dirigir, Perkins também assina o roteiro ao lado de Nick Lepard.

Dirigido por Osgood Perkins (‘Longlegs – Vínculo Mortal’), ‘O Macaco‘ conta a história de dois irmãos gêmeos que encontram um macaco de brinquedo do pai no sótão. A partir daí, uma série de mortes horríveis começa a acontecer ao redor deles.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 6 de Março.

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

“Na trama, quando os irmãos gêmeos Hal e Bill descobrem o antigo brinquedo de macaco de seu pai no sótão, uma série de mortes horríveis começa a ocorrer ao seu redor. Os irmãos decidem se livrar do macaco e seguir com suas vidas, se afastando ao longo dos anos. No entanto, quando as misteriosas mortes começam novamente, os irmãos precisam se reunir para encontrar uma maneira de destruir o macaco de uma vez por todas antes que ele tire a vida de todos os que estão próximos a eles”. 

O elenco inclui Theo James, Tatiana Maslany, Elijah Wood, Christian Convery, Colin O’Brien, Rohan Campbell e Sarah Levy.

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‘Elle’: Jason Moore é CONFIRMADO como diretor da série prequel de ‘Legalmente Loira’

‘Elle’, derivado deLegalmente Loira, anunciou oficialmente o nome do diretor responsável pela série prequel.

De acordo com o Deadline, Jason Moore, diretor de ‘A Escolha Perfeita’, ficará encarregado de dirigir os dois primeiros episódios da produção, que é uma colaboração entre os estúdios Amazon MGM e Hello Sunshine, de Reese Witherspoon.

A série irá acompanhar a vida de Elle Woods, interpretada por Lexi Minetree, no ensino médio, enquanto exploramos as experiências que a moldaram na jovem icônica que conhecemos e amamos no primeiro filme deLegalmente Loira.

Laura Kittrell e Caroline Dries atuarão como co-showrunners e produtoras executivas. Reese Witherspoon, Lauren Neustadter e Marc Platt também são produtores executivos da série.

Diretor de ‘Não Fale o Mal’ comandará novo terror da DC sobre o Cara-de-Barro

De acordo com o Deadline, James Watkins (‘Não Fale o Mal’) será responsável pela direção do filme focado no vilão Cara-de-Barro, da DC Comics.

O projeto terá elementos de terror, gênero conhecido pelo cineasta – que já comandou filmes como ‘Sem Saída‘, ‘A Mulher de Preto‘ e, mais recentemente, o remake de ‘Não Fale o Mal‘.

Vale lembrar que o personagem já foi introduzido no novo DCU, na animação ‘Comando das Criaturas‘.

Mike Flanagan (‘A Maldição da Residência Hill’) assina o roteiro.

As gravações devem começar entre os meses de março e junho de 2025.

James Gunn explicou recentemente a decisão de criar um filme baseado nesse personagem do Batman: “Eu não planejei fazer um filme do Cara de Barro. O Mike [Flanagan] chegou e apresentou essa ideia maravilhosa. Eu fiquei tipo: ‘Caramba, não acredito que você me fez querer fazer um filme do Cara de Barro’. Mas ele ainda tinha que escrever o roteiro, e quem sabe como isso ia funcionar. Ele foi lá e escreveu o roteiro. O primeiro rascunho ficou ótimo. O segundo ficou ainda melhor. E aí eu disse: ‘Vamos fazer isso.’ Encontramos um lugar para o projeto, porque se tem qualidade, podemos encontrar uma maneira de encaixar”.

Questionado sobre o fato do filme ser lançado um mês antes de ‘Batman – Parte II’, Gunn afirmou: “Bem, quero dizer, o Cara de Barro está no DCU, então não importa”.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

Robert Pattinson surge no espaço em clipe inédito do ACLAMADO ‘Mickey 17’

‘Mickey 17’, filme estrelado por Robert Pattinson, ganhou um clipe inédito.

Na trama, Mickey (Robert Pattinson) faz parte de um programa espacial de colonização e sempre é enviado para missões perigosas, quase suicidas.

Se morrer, ele é clonado e boa parte de suas memórias são recuperadas. Mas, após seis mortes, ele começa a entender o porquê de seu cargo nunca ter sido ocupado antes.

Assista:

O longa teve uma estreia positiva no Rotten Tomatoes, com 86% de aprovação com base em 28 críticas.

Os críticos elogiaram amplamente o filme, destacando a excelente atuação de Robert Pattinson e o brilhantismo de Bong Joon-ho na direção.

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“A má notícia – e possivelmente uma explicação para os atrasos em seu lançamento – é que o filme realmente não sabe qual abordagem quer seguir. No geral, deve ser considerado uma grande decepção por parte do diretor”, disse Hugh Montgomery da BBC.

“Para aqueles que se identificam com a sensação de estar na fila apenas para parar o mundo e descer, este é o filme para você, uma jornada selvagem, de tirar o fôlego e desafiadora”, disse Pete Hammond do Deadline.

“Infelizmente, esse não é o tom em que a visão de Bong funciona melhor, e embora ganhe pontos pela pura estranheza, grande parte de Mickey 17 acaba sendo desleixada, estridente e moralista”, disse Peter Debruge da Variety.

“Embora a performance de Robert Pattinson, em dois papéis e disposto a tudo, mantenha o filme suficientemente divertido, a crítica satírica acaba parecendo exagerada”, disse David Rooney do The Hollywood Reporter.

“Mickey 17 inclui o melhor papel (ou papéis) de Robert Pattinson até hoje e solidifica ainda mais Bong Joon-ho como o cineasta mais forte e consistente do século 21”, disse David Opie do Total Film.

“Como o próprio Mickey, é engraçado e um pouco inconsistente, mas também é divertido, reflexivo e mais plausível do que gostaríamos. Uma peculiaridade encantadora do espaço para estes tempos incomuns”, disse Helen O’Hara da Empire Magazine.

“Se ‘Parasita’ foi um comentário sobre como o capitalismo é a raiz do classismo e da desigualdade social, então ‘Mickey 17’, sátira de Bong Joon-ho, é uma visão hilária, mas tocante, de um futuro onde essa mesma ganância capitalista drenou as pessoas de toda a sua humanidade”, disse Andrew J. Salazar do Discussing Film.

“‘Mickey 17’ é uma reflexão profundamente sincera e desconfortavelmente engraçada sobre o capitalismo, a colonização e a corrupção. É um filme perfeito para o nosso tempo e o melhor trabalho de Bong Joon-ho em língua inglesa até agora”, disse BJ Colangelo do Slashfilm.

Mickey 17′ estreia dia 06 de março nos cinemas.

O elenco também conta com Steven Yeun, Mark Ruffalo e Toni Collette.