Com 59 críticas publicadas até o momento, o thriller de ação indiano ‘Kill – O Massacre no Trem‘, que promete ser um dos filmes mais violentos do gênero, alcançou 90% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.
O consenso geral elogia as cenas de ação implacáveis do longa, destacando a violência e comparando a produção com filmes clássicos como ‘Operação Invasão‘ e ‘John Wick‘.
Separamos os trechos das principais críticas:
“A missão deste filme é alcançada com uma energia e entusiasmo que o tornam uma saborosa produção de ação que não faz rodeios.” (Guardian)
“Este longa veloz e furioso de Nikhil Nagesh Bhat tem sua própria identidade, com o cuidado de nos cercar de elementos familiares, mesmo quando o nível de matança se torna o mais alto possível.” (The Indian Express)
“Para os puristas dos filmes de ação, o inferno desta viagem de trem não precisa de tradução.” (Globe and Mall)
“‘Kill – O Massacre no Trem’ continua a dominação do exército de um homem só no gênero de ação em um estilo explosivo e ultraviolento, mesmo que seu enredo deixe muito a desejar.” (Screen Rant)
“O filme é mais parecido com ‘Duro de Matar’ do que ‘Operação Invasão’, mas continua sendo uma jornada emocionante que prova que o cinema de ação está mais popular do que nunca.” (THN)
“‘Kill – O Massacre no Trem’ se tornará facilmente um dos melhores filmes de ação do ano. Se você quiser assistir um ‘Operação Invasão’ ambientado em um trem, então compre logo sua passagem para esta jornada.” (Keith and the Movies)
O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 19 de setembro.
Nikhil Nagesh Bhat é responsável pela direção, além de assinar o roteiro.
Quando o soldado do exército Amrit (Lakshya) descobre que seu verdadeiro amor, Tulika (Tanya Maniktala), está noiva contra sua vontade, ele embarca em um trem com destino a Nova Delhi em uma ousada missão para inviabilizar o casamento arranjado. Mas quando uma gangue de ladrões armados com facas, liderados pelo implacável Fani (Raghav Juyal), começa a aterrorizar passageiros inocentes em seu trem, Amrit os enfrenta em uma matança que desafia a morte para salvar todos ao seu redor – transformando um trajeto típico em uma armadilha mortal cheia de adrenalina.
A série nacional ‘Pedaço de Mim‘, estrelada por Juliana Paes eVladimir Brichta, estreou oficialmente na Netflix e já está conquistando os espectadores.
A série está sendo bastante elogiada nas redes sociais, e está sendo descrita como uma “novela compactada” pelos assinantes.
Falem o que quiser mas JULIANA PAES é uma das melhores atrizes da nova geração.
Atuação IMPECÁVEL na novela série/novela da Netflix#pedaçodemim.
Produção MUIITO bem feita. História massa, elenco enxuto mas excelente.
Tô amando os primeiros capítulos.
O projeto foi criado e escrito por Ângela Chaves, com direção artística de Maurício Farias.
Liana (Paes), uma mulher que sonha em ser mãe, acaba tendo sua trajetória atravessada por eventos de alta força dramática, que afetam seu casamento com Tomás (Brichta).
“As piadas parecem desgastadas. Apesar de os atores estarem se esforçando ao máximo, o roteiro frequentemente os faz apenas imitar a comédia em vez de realmente performá-la”, disse Alissa Wilkinson do New York Times.
“Um tributo à sororidade, aos sonhos lembrados e à audácia de alcançar as estrelas quando a gravidade do mundo parece insuperável. Brindemos a Uma Astronauta Quase Perfeita, um brinde às segundas oportunidades e aos talentos dentro de nós que transcendem diplomas e credenciais”, disse Sherin Nicole do RIOTUS.
“Com um roteiro elevado por Emma Roberts, Uma Astronauta Quase Perfeita é ao mesmo tempo uma celebração das mulheres em movimento, segundas chances, e um lembrete de que nunca é tarde demais para seguir seus sonhos”, disse Danielle Solzman do Solzy at the Movies.
“Se Apollo 13 e Legalmente Loira tivessem um filho insuportável, sem o suspense emocionante e o charme dos pais extraordinariamente bem-sucedidos, seria esta fan fiction pseudo-feminista da NASA”, disse Shaina Weatherhead da Collider.
“Um filme divertido, porém não marcante, que tem poucas risadas, mas possui um certo charme quando visto sem grandes expectativas”, disse Brian Orndorf da Blu-ray.
“Uma Astronauta Quase Perfeita parece um filme do Disney Channel lançado com 20 anos de atraso, com seu roteiro pouco engraçado e história, apesar da competente performance de Emma Roberts”, disse Grant Hermanns do Screen Rant.
“Uma Astronauta Quase Perfeita tem o sentimento de um filme dos anos 1990, da melhor forma possível. É uma comédia romântica divertida — deste tipo, já não se faz mais”, disse Tessa Smith do Mama’s Geeky.
A festeira da Flórida Rex (Roberts) acaba sendo a única esperança para o programa espacial da NASA depois que um acaso a coloca em treinamento com outros candidatos que podem ter currículos melhores, mas não têm sua inteligência, coração e coragem.
O filme é escrito e dirigido por Liz W. Garcia (‘Continência ao Amor’).
Mais do que nunca anteriormente, Hollywood hoje vive de marcas estabelecidas. Isso tem a ver com o selo de qualidade – confiamos em marcas que conhecemos e atestamos sua eficácia. No cinema, o termo é “IP”, que significa propriedade intelectual – ou seja, uma franquia, um título como Star Wars ou os filmes da Marvel. Todo estúdio corre atrás de uma, e toda grande produtora tenta fazer alguma acontecer, ao mesmo tempo em que tenta estabelecer um IP já em vigor para que não perca popularidade. É a luta da Sony por exemplo com marcas como ‘Ghostbusters’ e ‘Os Bad Boys’.
Justamente por isso, a cada ano, os diferentes grandes estúdios, assim como as produtoras menores, tentam emplacar com uma nova franquia – nem todos conseguem. Os que conseguem, no entanto, podem se tornar o mais novo fenômeno adorado pelos fãs. Abaixo iremos voltar no tempo dez anos para ver quais foram os filmes lançados na época que de fato conseguiram se tornar franquias de sucesso.
PS. Não falaremos sobre continuações de filmes que já haviam sido lançados em anos anteriores, como por exemplo ‘Planeta dos Macacos – O Confronto’ e ‘X-Men Dias de um Futuro Esquecido’, para nos concentrarmos em filmes originais que deram certo e geraram muitos frutos. Confira.
Sem dúvida uma das maiores franquias a terem estreado há 10 anos, tudo começou de forma “humilde”, em um thriller de ação e vingança estrelado por Keanu Reeves em uma época em que sua carreira não estava como antes. Mais eis que o filme caiu nas graças do público e virou cult. Assim, ‘John Wick’ se tornou uma das raras franquias que foi crescendo a cada novo exemplar – arrecadando mais bilheteria a cada filme – e gerando inclusive uma série de TV e um derivado (‘Bailarina’ – que estreia em breve). ‘John Wick’ se prepara para estrear o quinto filme em 2025.
‘John Wick’ talvez seja a franquia mais popular da atualidade a ter começado há 10 anos, mas ‘Guardiões da Galáxia’ é a mais rentável! Também, tendo o selo da Marvel fica fácil – ainda mais em uma época em que o estúdio estava a toda e tudo o que tocava virara ouro (diferente de hoje). Seja como for, ‘Guardiões da Galáxia’ foi então a aposta mais arriscada do estúdio de milhões, pois focava em um grupo de personagens do lado B da editora. A jogada de mestre do gênio James Gunn se provou e mostrou que com um bom desenvolvimento de personagens e uma boa história que equilibre emoção, aventura e humor, tudo pode dar certo. E assim foi. Agora só nos resta imaginar como os ‘Guardiões’ irão continuar sem James Gunn e com outra configuração na Marvel.
‘Godzilla’ é uma das propriedades mais valiosas do Japão – com uma franquia de “trocentos” filmes. É sério, fica até difícil catalogar todos, entre sequências e spin-offs. Fica mais fácil contar as vezes em que o lagartão radioativo foi parar em terras ianques, em produções norte-americanas. A primeira investida em um filme Hollywoodiano de Godzilla ocorreu em 1998, em um filme que apesar do sucesso, dividiu a opinião dos fãs e dos críticos. O plano de mestre ocorreria há 10 anos, com a intenção da Warner em criar um universo compartilhado de monstros, entre ‘Godzilla’ e ‘King Kong’, que já ganhou dois filmes do crossover. Mas tudo começou aqui, há 10 anos, com uma primeira peça neste tabuleiro que precisou dar certo.
A franquia mais fofa da atualidade atende pelo nome ‘Paddington’. Baseado em uma série de livros infantis britânicos sobre o ursinho do título, comedor de sanduíches de geleia, quase que a versão para o cinema foi por água abaixo. Tudo por causa de uma campanha de marketing que virou meme ao apresentar um tom meio macabro com o personagem principal. Mas a intenção dos trolls não deu certo e quando foi de fato lançado, ‘Paddington’ imediatamente foi abraçado e adorado por críticos e público. O segundo, de 2017, foi ainda mais longe e se tornou ainda mais enaltecido – se tornando por exemplo, até 2020 o filme mais bem-avaliado no Rotten Tomatoes, batendo clássicos como ‘Cidadão Kane’ (1941). Este ano, um terceiro filme será lançado nos cinemas, com uma nova aventura do ursinho e sua família visitando os parentes do Peru.
Outro que começou há 10 anos e já rendeu três filmes foi a franquia estrelada por ninguém menos que Denzel Washington, a primeira de sua irretocável filmografia. Surpreende sem dúvida um ator do porte de Washington aceitar ser o rosto de uma franquia, para tal o roteiro deve ter lhe agradado muito. O que acontece é que na verdade ‘O Protetor’ é baseado em uma série dos anos 80 chamada ‘The Equalizer’ – que se tornou mais cult do que de fato fez sucesso na época.
Há 10 anos, Washington levava a proposta para o cinema. E deu tão certo que a continuação sairia quatro anos depois com apelo público. Existe inclusive certa similaridade com ‘John Wick’, outra franquia lançada na mesma época – por se tratarem de protagonistas que são os melhores no que fazem e estão atrás de vingança. A diferença é que John Wick busca vingança pessoal, e ‘O Protetor’ é mais um serviço de ajuda extrema aos oprimidos. Ano passado estreou o que foi chamado de ‘O Capítulo Final’ da trilogia. Será? Ah sim, na TV uma série está no ar com Queen Latifah.
Baseado nos quadrinhos de Mark Millar sobre uma agência secreta britânica, ‘Kingsman’ foi outro filme que fez enorme sucesso há 10 anos, vindo a se tornar uma franquia nos cinemas. O primeiro se tornou um fenômeno cult, entre outras coisas apresentando ao mundo os talentos e carisma de Taron Egerton e Sofia Boutella. Foi essa sensação que fez gerar poucos anos depois uma sequência ainda maior e mais insana, com Jeff Bridges, Julianne Moore, Channing Tatum, Pedro Pascal, Halle Berry e até mesmo Sir Elton John no elenco.
‘Kingsman 2‘, no entanto, foi considerado uma versão inchada e exagerada do original, apesar de ainda se manter extremamente divertido. Já a terceira parte, dirigida pelo mesmo Matthew Vaughn, foi uma prequel sem qualquer membro do elenco original. Agora, o plano é trazer os protagonistas originais para mais um filme, intitulado ‘The Blue Blood’, com estreia, espera-se, para o ano que vem.
Outro que deve lançar mais um exemplar muito em breve é ‘Malévola’. Só estando vivo na época para compreender o tamanho hype que foi ‘Malévola’. A começar que Angelina Jolie estava na crista da onda, como uma das estrelas mais populares de Hollywood na época. Vê-la adentrando um projeto totalmente pop era algo bem inusitado, mas a atriz não cansava de espalhar para os quatro ventos que ‘A Bela Adormecida’ era seu filme preferido na infância, o que fazia do projeto algo bem pessoal para a atriz.
Ao invés de adaptar o conto da princesa dorminhoca, os realizadores resolveram dar foco para a vilã, a icônica bruxa do título. Jolie ficou perfeita em sua caracterização da personagem. Mas a sequência demoraria a sair, cinco anos para ser mais exato. Agora, mais um filme (o terceiro) promete chegar, novamente impulsionado pelo carisma de Jolie – já em fase de pré-produção.
‘Annabelle’ faz parte do universo ‘Invocação do Mal’ da Warner, e chegou logo no ano seguinte do filme original, sendo o primeiro spin-off – já que a boneca havia roubado a cena no filme citado. De fato, ‘Annabelle’ estreou até mesmo antes de o segundo ‘Invocação’ chegar. De lá para cá nesses 10 anos, outros filmes deste universo foram lançados, como dois ‘A Freira’ e ‘A Maldição de Chorona’, além de três ‘Invocação do Mal’ e três ‘Annabelle’. Um verdadeiro império foi construído em 10 anos. Com um universo tão rico e lucrativo, alguém duvida que em breve os produtores irão tirar do papel novos filmes. Bem, e ‘Annabelle 4’ definitivamente está nos planos do estúdio, embora nada de concreto tenha sido revelado até agora.
Há 10 anos no cinema muitas franquias foram criadas. Umas continuam a pleno vapor até hoje, com diversos exemplares. Outras deram uma pausa momentânea (como o item acima), mas sabemos que irão voltar. E temos ainda outros dois tipos – que são os dois últimos itens da lista: as promissoras que não entendemos por que pararam e as promissoras que não atingiram seu potencial e foram interrompidas.
Começamos com as promissoras que ninguém sabe o motivo de não terem rendido mais filmes. Falamos de ‘Uma Aventura LEGO’, uma das surpresas mais agradáveis da última década. Ninguém achava que um filme de Lego seria uma boa ideia, mas eis que (assim como ‘Barbie’) o longa se tornou uma febre e fez a música ‘Everything is Awesome’ grudar que nem chiclete. Fora isso, no mesmo ano o ator Chris Pratt emplacava com a voz do protagonista aqui e estrelava em ‘Guardiões da Galáxia’.
O filme custou US$60 milhões e rendeu US$470 milhões mundiais – garantindo assim o sucesso. Mas a verdade é que apesar da boa ideia e da parente infinitude de possibilidades de histórias, no fim das contas tudo se resume a dinheiro na indústria cinematográfica. Assim, depois de ‘Uma Aventura Lego’, vieram mais três filmes nesta franquia: ‘Lego Batman’, ‘Lego Ninjago’ e ‘Uma Aventura Lego 2’. Cada um deles custando mais caro e recuperando menos bilheteria, até a ideia ser totalmente diluída.
E se a franquia ‘LEGO’ foi uma ideia muito promissora, que começou bem, mas que viu seu retorno financeiro diluir a cada novo filme e derivado – o reboot em live-action de ‘As Tartarugas Ninja’ não teve a mesma sorte. Um dos produtos mais queridos pelas crianças que cresceram nos anos 80 e 90, as tartarugas adolescentes, mutantes e ninja dominaram a cultura pop na época, com um desenho animado na TV, videogames e brinquedos (como bonecos) – mas tudo começou em uma HQ bem underground.
É claro que iriam parar no cinema, e o fizeram surfando no hype de ‘Batman’ (1989) logo no ano seguinte. Seguindo estes moldes o primeiro filme de ‘As Tartarugas Ninja’ (1990) foi sombrio e violento demais e fez os pais reclamarem. A continuação de 1991 foi mais suavizada para as crianças, mas ainda agradou. A franquia viria a ser interrompida em 1993, com o terceiro filme. Há 10 anos, Michael Bay resolveu tirar as tartarugas da gaveta para mais um round, porém, as transformou em monstros mutantes gigantescos.
Apesar de ter ficado muito longe de ser o filme que todos queriam, foi sucesso o suficiente para gerar uma continuação – que tinha tudo o que os fãs queriam ver (em especial diversos personagens, alguns que nunca haviam dado as caras nas telonas), mas o resultado igualmente não agradou – e terminou por colocar um ponto final nesta iteração. Agora, fala-se em um novo reboot com atores reais. Esperemos.
Com estreia marcada para 29 de agosto nos cinemas nacionais, o terror psicológico ‘Vínculo Mortal’ ganhou um novo pôster, provocando o visual do sinistro serial killer vivido por Nicolas Cage.
“Existem momentos em que “Vínculo Mortal” parece ser um filme que você já viu antes, porém com uma camada de mal sobreposta: Isso se revela tanto uma fraqueza quanto uma força, pois o surrealismo de horror de Perkins torna o familiar estranho e o estranho, familiar”, disse Katie Rife do IGN Movies.
“Vínculo Mortal se infiltra sob sua pele e fica lá, imergindo-o tão profundamente na natureza repulsiva e desconfortante do mal, por meio de imagens aterrorizantes e uma atmosfera palpável, que se torna inabalável”, disse Meagan Navarro da Bloody Disgusting.
“É o filme de terror mais aterrorizante de 2024, uma obra que se instala sob sua pele e possivelmente nunca mais sairá”, disse Bill Bria do Slashfilm.
“Vínculo Mortal é incontestavelmente um dos filmes mais assustadores e melhores do ano”, disse Mary Beth McAndrews da Dread Central.
“Uma obra-prima; uma mistura sagrada e aterrorizante de alta arte e ansiedade, um filme no qual cada quadro é um pesadelo, e é belo”, disse J Hurtado da ScreenAnarchy.
“É como se o festival cinematográfico bizarro de Oz Perkins tivesse sido moldado no Inferno por Satanás e trazido como um artefato para o nosso mundo como um presente sinistro”, disse Courtney Howard da Fresh Fiction.
“Finalmente, a experiência de horror pura que esperávamos. Sem dúvida, é o filme mais assustador da década”, disse EJ Moreno do Flickering Myth.
“A agente do FBI Lee Harker (Monroe) é a talentosa nova recruta designada para o caso não resolvido de um perigoso serial killer (Cage). À medida que o caso sofre reviravoltas complexas, desenterrando evidências de ocultismo, Harker descobre uma conexão pessoal com o assassino impiedoso e deve correr contra o tempo para detê-lo antes que ele reivindique a vida de outra família inocente.”
Comandado por Osgood Perkins, diretor de ‘A Enviada do Mal‘ e ‘Maria e João: O Conto das Bruxas‘, o projeto está sendo descrito como “um horror psicológico na mesma veia dos antigos clássicos de Hollywood”.
Além de dirigir, Perkins também é responsável pelo roteiro do terror.
Cage também entra como produtor ao lado de Dan Kagan (‘Significant Other’), Brian Kavanaugh-Jones (‘Sobrenatural’), Dave Caplan (‘The End We Start From’) e Chris Ferguson (‘Brinquedo Assassino’).
Baseada em um caso real, a minissérie ‘O Homem com Mil Filhos‘ chegou à Netflix e conta a história de Jonathan Meijer, um músico e doador de esperma holandês que decidiu procriar em grande escala, chegando a ser responsável por uma quantidade exorbitante de filhos, como diz o título da produção.
Tudo começou quando famílias com pais estéreis procuraram possíveis doadores em anúncios online e encontravam o perfil de Meijer, requisitado por boa aparência, altura e longos cabelos loiros, sendo considerado perfeito para o processo.
Nos contatos iniciais com as famílias, Meijer afirmou que sua intenção era doar seu material genético para poucas famílias, mas estava mentindo.
As evidências de seu plano bizarro de procriação começaram quando um dos pais de uma criança concebida através da inseminação artificial suspeitou do número de crianças parecidas que viviam na mesma cidade.
Na mesma época, um médico do Isala Fertility Center recebeu um e-mail anônimo afirmando que um de seus doadores poderia ser pai de mais de 150 crianças na Holanda, violando o acordo com a instituição, já que também trabalhava diretamente com as famílias e doava para outros bancos de inseminação.
No entanto, ao longo do tempo, mais famílias fizeram queixas, aumentando exponencialmente o número de filhos de Meijer.
Dirigida por Josh Allott, ‘O Homem com Mil Filhos‘ tenta desvendar como e por que Meijer causou um caos não apenas na Holanda, mas em diversos continentes com a ajuda não intencional de 11 bancos de esperma da Holanda, que estavam enviando seus espermas para todo o mundo.
“Por que ele optou por usar seu charme, seu intelecto e sua criatividade para tentar procriar em grande escala e enganar todas essas pessoas?”, pergunta o diretor Josh Allott. “Falando com vários pais que o conheceram e com pessoas que o conhecem bem, parece que isso quase se tornou um vício para ele.”
Ao longo de três episódios, a série com entrevistas de diversas famílias que ainda estão lindando com o caso, algumas de forma mais descontraída, e outras tentando mover ações penais para que Meijer seja processado por seus atos, enquanto as autoridades tentam interromper a procriação do sujeito… Algo que já saiu de controle há muito tempo.
A terceira iteração é considerada a mais fraca da saga, e chegou a ser detonada publicamente pelo Eddie Murphy. Com isso em mente, o cineasta não deixou passar a oportunidade de tirar sarro da produção.
Em determinada cena no novo filme, o personagem de Joseph Gordon-Levitt diz que “1994 não foi o melhor momento de Axel” – fazendo referência ao ano que o terceiro capítulo foi lançado.
“Eu nunca assisti ‘Um Tira da Pesada 3’, e [o produtor] Jerry [Bruckheimer] também não. Quando eu conversei com ele [sobre o quarto filme], revelei que não tinha conferido o terceiro. E ele respondeu: ‘Eu também não vi, então você não precisa assistir’.”
Ele completa, “Eu nunca assisti ao filme, mas eu vi os comentários do Eddie [Murhpy] sobre ele. Eu até conversei com outros atores que já participaram do terceiro filme. Senti que seria divertido fazer uma referência para os fãs da franquia. Não vou assumir 100% de responsabilidade pela piada, mas eu estive envolvido na criação dela.”
O detetive Axel Foley (Murphy) está de volta a Beverly Hills. Depois que a vida de sua filha (Taylour Paige) é ameaçada, Foley e ela se unem a um novo parceiro (Joseph Gordon-Levitt) e aos antigos companheiros Billy Rosewood (Judge Reinhold) e John Taggart (John Ashton) para acabar com uma conspiração.
Mark Molloy é o responsável pela direção. Trata-se de um recém-chegado em Hollywood, tendo recebido muitos elogios no circuito comercial especificamente com comerciais da Apple.
Adil El Arbi e Bilall Fallah seriam responsáveis pela direção, mas precisaram abrir mão devido ao compromisso com a pós-produção de Batgirl. O filme da DC acabou sendo cancelado.
Lembrando que o acordo entre Netflix e Paramount Pictures prevê a produção de ‘Um Tira da Pesada 5′ caso esse quarto filme seja bem-sucedido.
Originalmente, a Paramount lançou a franquia em 1984, com o primeiro filme dirigido por Martin Brest, que deu lugar a Tony Scott na sequência de 1987. Em 1994, John Landis assumiu o cargo, marcando o encerramento da trilogia.
Ao total, a trilogia rendeu US$ 712 milhões arrecadou pelo mundo.
‘Madame Teia’ apresentou Emma Roberts (‘American Horror Story’) no papel de Mary, a mãe de Peter Parker. Apesar do filme ter sido criticado e ter tido um desempenho fraco nas bilheterias, a atriz revelou que amou o filme… e culpa a internet pelo fracasso do mesmo.
“Não sou intimidada pelo fracasso e não sou intimidada por pessoas que têm pensamentos negativos sobre algo. Eu pessoalmente amei muito ‘Madame Web’ Gostei muito do filme. Achei todos os atores excelentes. Acho que a diretora, SJ Clarkson, fez um trabalho incrível. Ela é a razão pela qual eu queria fazer aquele filme. Se não fosse pela cultura da internet e tudo virando piada, acho que a recepção teria sido diferente. E é isso que me deixa chateado em muitas coisas, até mesmo nas que eu fiz, é que as pessoas agora fazem piadas sobre tudo na internet”
Ela ainda disse que adoraria voltar às adaptações de quadrinhos se surgisse a oportunidade.
“Eu amei poder aparecer e interpretar a mãe de Peter Parker. Eu me diverti muito”, revelou Roberts. “Acho que interpretar personagens de quadrinhos é muito divertido, adoraria ter a chance de interpretar uma que talvez tenha um pouco mais de ação”.
A atriz também brincou: “Eu dei à luz Peter Parker. Me desculpe, o que poderia ser mais heroico que isso?”
A adaptação live-action de ‘Madame Teia‘ já está disponível no catálogo brasileiro do Max.
Na trama, Cassandra Webb é uma paramédica em Manhattan que tem habilidades de clarividência. Forçada a confrontar revelações sobre seu passado, ela forja uma relação com três jovens destinadas a futuros poderosos.
Com orçamento de US$ 80 milhões, o longa arrecadou US$ 100.2 milhões mundialmente.
‘Meu Malvado Favorito 4’ estreou ontem nos cinemas nacionais, mas não conseguiu tirar o fenômeno ‘Divertida Mente 2‘ da liderança das bilheterias brasileiras. E olha que essa é a terceira semana que a animação da Pixar está em cartaz.
Com 12 milhões de expectadores, ‘Divertida Mente 2‘ já ultrapassou os 9,8 milhões de espectadores de ‘Os Incríveis 2‘ e se tornou a maior bilheteria de animação da história no Brasil e uma das 20 maiores bilheterias de todos os tempos.
Confira o TOP 10 desta quinta-feira, dia 04, segundo o Comscore:
— Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) July 5, 2024
‘Meu Malvado Favorito 4’ , que marca mais um capítulo nas aventuras de Gru e dos Minions, arrecadou US$27 milhões em seu primeiro dia nos EUA, segundo a Variety.
Espera-se que ‘Meu Malvado Favorito 4’ alcance aproximadamente US$120 milhões ao longo do fim de semana prolongado de feriado.
A animação deve alcançar o topo das bilheterias norte-americanas, desbancando ‘Divertida Mente 2‘, que já ocupa a posição por três semanas seguidas.
Para termos de comparação, os três primeiros filmes arrecadaram US$ 56.3 milhões, US$ 83.5 milhões e US$ 72.4 milhões no final de semana regular, respectivamente.
O longa, que já arrecadou US$ 25.5 milhões em 20 mercados internacionais, ainda deve somar em torno de US$ 45-50 milhões até o próximo domingo (7) – totalizando uma estreia global de US$ 200 milhões.
Relembre o trailer:
“Na trama, Gru (Steve Carell) e Lucy (Kristen Wiig) ganharam um novo membro da família: Gru Jr., cujo propósito é, basicamente, atormentar seu pai. Além de lidar com as obrigações parentais, o protagonista ainda precisa encarar as ameaças de uma nova dupla de vilões formada por Maxime Le Mal (Will Ferrell) e sua namorada mulher-fatal Valentina (Sofia Vergara)”.
‘Meu Malvado Favorito 4’ já está em exibição nos cinemas brasileiros, marcando mais um capítulo nas aventuras de Gru e dos Minions.
Mas será que tem cena pós-créditos?
A amada tradição do cinema, especialmente em grandes franquias, é extremamente popular por nos dar pistas do que está por vir nas grandes sagas. E sim, o novo filme possui duas cenas pós-créditos, mas prepare-se para boas risadas e não grandes revelações sobre o futuro da franquia.
Em vez de pistas sobre o próximo capítulo, as cenas pós-créditos priorizam o humor e a leveza, proporcionando momentos divertidos com os adoráveis Minions.
Na primeira cena, após a primeira parte dos créditos, os Mega Minions e os Minions regulares são vistos em várias situações curtas. Vemos os Minions brincando com equipamentos de laboratório da AVL, recebendo aulas de boxe ou junto ao Mega Minion texturizado de pedra enquanto ele levanta pesos. Durante o restante dos créditos, outro Mega Minion — com uma cabeça em forma de cone, capa e habilidade de voar — voa pelos lados da tela até o último quadro.
Quando o último crédito aparece, um Minion com um dispositivo que dispara pinos atira os projéteis de plástico no Mega Minion voador. Isso faz referência ao início do filme, quando o mesmo Minion usa o dispositivo para criar o logo da Illumination Entertainment.
Relembre o trailer:
“Na trama, Gru (Steve Carell) e Lucy (Kristen Wiig) ganharam um novo membro da família: Gru Jr., cujo propósito é, basicamente, atormentar seu pai. Além de lidar com as obrigações parentais, o protagonista ainda precisa encarar as ameaças de uma nova dupla de vilões formada por Maxime Le Mal (Will Ferrell) e sua namorada mulher-fatal Valentina (Sofia Vergara)”.
A maior polêmica do mundo do cinema nesse início de 2024 se chama ‘Madame Teia’. O filme de super-heróis (ou heroínas) se tornou um fracasso retumbante de crítica e bilheteria, e pode acabar com a carreira de jovem estrela que protagonizou.
Você conhece Dakota Johnson, filha dos atores Melanie Griffith e Don Johnson, de filmes como a trilogia ‘Cinquenta Tons de Cinza’ – quem também foram excessivamente massacrados pela crítica, com a grande diferença de que foram também grandes sucessos de bilheteria. Para um filme se dar bem, é preciso atingir uma dessas duas coisas, ou uma bilheteria favorável, ou o prestígio de avaliações impecáveis.
Dakota Johnson demitiu seu empresário assim que ‘Madame Teia’ foi lançado nos cinemas – o que ligou um sinal de alerta em Hollywood de que as coisas não iriam bem para a atriz. Ela inclusive já deu entrevistas dizendo que será difícil se recuperar de um fracasso tão estrondoso em sua carreira. Será que a carreira deDakota Johnson chegou mesmo ao fim? Acreditamos que não, é só uma questão de escolher os próximos projetos certos.
Enquanto Dakota Johnson não aparece em seu próximo filme, iremos voltar um pouco no tempo para dar uma olhada em sua trajetória nas telonas, mais especificamente nos filmes que quase protagonizou e quais atrizes desbancou nos projetos que estrelou. Confira abaixo.
Dakota Johnson derrubou meia Hollywood para ‘Cinquenta Tons de Cinza’
Quando foi anunciado que o best-seller apimentado ‘Cinquenta Tons de Cinza’ seria transformado em um longa-metragem de um grande estúdio, o fato parou Hollywood. Toda jovem atriz e jovem ator queriam estar no filme, e correram atrás dos papeis principais da polêmica produção. Como toda escalação de filme, as audições começam com basicamente todos os atores trabalhando em Hollywood, para finalmente ser cada vez mais afuniladas até chegar na intérprete escolhida.
As finalistas para ser Anastasia Steele tiveram gente do porte de Kristen Stewart, Shailene Woodley, Alicia Vikander, Felicity Jones, Imogen Poots, Lucy Hale e Elizabeth Olsen. Mas como sabemos, Dakota Johnson derrotou todas elas e ficou com o papel para si – que viria a se tornar, até o momento, o mais famoso de sua carreira.
Existem diretores que se tornam famosos depois de apenas um filme. Basta que esse filme atinja um lugar muito almejado na cultura pop ou no zeitgesit. Mesmo que seja um lugar cult. Foi o caso com David Robert Mitchell – cineasta que achou ouro com o lançamento de ‘Corrente do Mal’, um dos melhores filmes de terror da última década. Os melhores filmes do gênero são aqueles que não são apenas terror, mas que se preocupam em entregar alguma conexão humana.
Sendo assim, é claro que todos estariam de olho no próximo passo do sujeito, e todo ator de Hollywood disputava um papel em seu projeto seguinte. ‘O Mistério de Silver Lake’ sem dúvidas foi uma obra ambiciosa e uma que havia escalado Dakota Johnson no elenco. A atriz tem a cara do filme, mas precisou sair do projeto por motivo de agenda – ela lançou no mesmo ano o remake de ‘Suspiria’, o terceiro ‘Cinquenta Tons de Cinza’ e o thriller ‘Maus Momentos no Hotel Royale’. Ou seja, seu tempo estava apertadíssimo.
No fim das contas, Dakota Johnson terminou sendo substituída por Riley Keough, a neta de Elvis Presley, amiga da atriz. Johnson foi inclusive madrinha do casamento de Keough em 2015.
Não sabemos especificamente em qual projeto isso ocorreria, mas Dakota Johnson já expressou publicamente algumas vezes o desejo de viver a personagem Selina Kyle, o alter-ego da Mulher-Gato, nos filmes da DC/Warner. Pela idade da atriz, que completou 34 anos em outubro passado, ela se encaixaria mais no reboot da franquia do Homem-Morcego que ocorreu em 2022, com Robert Pattinson protagonizando ‘Batman’.
Como sabemos, a personagem terminou nas mãos de Zoë Kravitz, também de 34 anos e também filha de pais famosos. Kravitz se tornou a segunda Mulher-Gato negra do cinema (depois de Halle Berry) e a terceira do audiovisual (depois de Eartha Kitt do seriado dos anos 60). Resta saber se Dakota Johnson ainda mantém esse interesse após o fiasco que se tornou sua primeira incursão em uma personagem do gênero.
Filme indie não muito conhecido de 2012, o cult traz na direção Sean Baker, que se tornaria famoso nas rodinhas de cinéfilos poucos anos depois graças a produções como ‘Tangerina’ (2015) e ‘Red Rockett’ (2021), mas principalmente ‘Projeto Flórida’ (2017), filme indicado ao Oscar de ator coadjuvante para Willem Dafoe. ‘Uma Estranha Amizade’, como diz o título, mostra uma relação afetuosa nascendo entre uma jovem de 21 anos e uma idosa, que talvez tenha motivos escusos por trás.
O diretor Sean Baker chegou muito perto de escalar Dakota Johnson para viver Jane, a jovem de 21 anos no cinema, e de quebra trazer também a estrela clássica de Hollywood Tippi Hedren (‘Os Pássaros’), avó de Dakota na vida real, para viver Sadie, a idosa do filme. Por algum motivo a escalação não rolou, e Baker terminou optando por Dree Hemingway para a jovem e Besedka Johnson para ser a idosa – a senhora viria a falecer um ano depois da estreia do filme.
Agora falamos da série cult sensação da HBO criada e estrelada por Lena Dunham. A proposta do programa era ser um relato nu e cru sobre jovens mulheres americanas na faixa dos vinte e poucos anos, suas aspirações profissionais, sociais e de relacionamentos no início da década passada. O programa chamou atenção por ter criação de uma mente jovem brilhante como a de Dunham.
Do elenco de ‘Girls’, os atores que obtiveram maior destaque na atualidade são Adam Driver e Allison Williams. O que muitos talvez não saibam é que o programa teve produção de Judd Apatow, e que o próprio produtor testou Dakota Johnson para um dos papeis no programa. Johnson não foi aprovada, mas no mesmo ano estrelaria sua própria sitcom ‘Ben and Kate’.
Substituir Margot Robbie, a estrela mais “quente” de Hollywood na atualidade não é uma tarefa das mais fáceis. Mas é claro que não falamos do blockbuster ‘Barbie’. Isso foi em uma época em que Margot Robbie não era o tsunami que se tornaria logo no ano seguinte. Aqui falamos de uma Margot Robbie que havia “causado” em sua estreia em ‘O Lobo de Wall Street’, de Martin Scorsese.
Com uma estreia desse nível, as atenções de Hollywood estavam voltadas para a australiana. Assim, em um de seus primeiros trabalhos de destaque, Margot Robbie foi escalada para um papel em importante em ‘Um Mergulho no Passado’, remake de ‘A Piscina’ (1969), do diretor italiano Luca Guadagnino, o mesmo de ‘Me Chame Pelo Seu Nome’. Poucos dias antes do início das filmagens, Robbie precisou deixar a produção, que correu desesperadamente atrás de uma substituta e encontrou Dakota Johnson.
Dakota confessou nervosismo em entrar em um projeto de maneira tão súbita, mas entregou um excelente trabalho, criando uma interessante parceria com Guadagnino, que se estendeu para seu trabalho vindouro, o remake de ‘Suspiria’.
Mesmo em 2024, é notável como existe uma resistência considerável por parte do próprio público brasileiro no tocante a produções nacionais. Há um estigma aparentemente inescapável de que o cenário do entretenimento apenas entrega comédias-pastelão ou novelas melodramáticas – o que sabemos que é mentira em dois âmbitos muito claros: no primeiro, é óbvio que temos produções voltadas mais para construções artísticas que refletem a habilidade inegável dos cineastas e dos atores brasileiros; segundo, comédias e melodramas são muito bem-vindos e costumam ajudar a fomentar esse escopo do entretenimento das mais diversas maneiras. E, como forma de continuar a mostrar que nossa arte deve ser respeitada e apreciada em cada um dos aspectos, a Netflix nos entregou hoje, 05 de julho, a série ‘Pedaço de Mim’.
Estrelada por Juliana Paes, Vladimir Brichta, Felipe Abib e grande elenco, a produção narra uma intrigante história centrada em Liana (Paes), uma terapeuta ocupacional que tem o desejo de construir uma família ao lado do marido, Tomás (Brichta). Entretanto, ao descobrir que ele a traiu, Liana vê seus sonhos serem varridos para debaixo do tapete e, em um ímpeto de se vingar do que aconteceu, ela resolve sair com a melhor amiga para uma balada e acaba se envolvendo com o irmão dela, Oscar (Abib). Depois de ser induzida a ingerir uma substância entorpecente, Oscar abusa dela, aproveitando de sua vulnerabilidade.
Liana, então, descobre que Oscar não usou proteção ao forças as relações sexuais – e isso não é tudo: Tomás acaba sofrendo um acidente de bicicleta, compelindo a protagonista a perdoá-lo e a trazê-lo de volta para casa. Liana engravida de gêmeos, mas o período em que isso aconteceu bate com a mesma época em que foi estuprada por Oscar. Ela, pois, decide fazer um teste de paternidade para checar de quem são os filhos – e um caso inesperado cai sobre ela: um dos gêmeos é de Tomás, enquanto o outro é de Oscar. A partir daí ela vê sua vida virar de cabeça para baixo, não sabendo lidar com as informações e incapaz de tomar uma decisão clara que não destrua tudo aquilo que ela sempre quis, sendo engolfada em um vórtice de ansiedade e de medo que dita toda a atmosfera do enredo.
A princípio, é preciso notar todo o background da obra. ‘Pedaço de Mim’ seria lançada como a primeira novela da gigante do streaming, mas os planos mudaram e ela foi remodelada como uma série de longos dezessete capítulos que arrancam os melhores trabalhos de seu poderoso elenco e até mesmo da equipe por trás do projeto. A ambientação e a estrutura técnica seguem os passos novelescos, mas cada diálogo e cada sequência é embebida em uma preocupação cinemática de tirar o fôlego – seja na escolha certeira de uma paleta de cores que preza pela melancolia, pela letargia e pelos múltiplos conflitos sociais que insurgem nos capítulos, seja no profundo desenvolvimento dos arcos.
A criadora Ângela Chaves, auxiliada por um time de extrema habilidade artística, sabe como delinear as importantes temáticas trazidas. De um lado, há toda a psicologia envolvida na personagem principal, permitindo que Paes entregue, de longe, a melhor atuação de sua carreira ao navegar pelas problemáticas que enfrenta e pelos traumas que carrega – incluindo uma potente cena no segundo episódio que deixa qualquer espectador arrepiado dos pés à cabeça. Ela divide os holofotes com a visceral entrega de Brichta, que traz elementos aplaudíveis já demonstrados no aclamado ‘Bingo – O Rei das Manhãs’, em um conflito interno que inclui a corrupção jurídica defendida pelo pai e um casamento a ponto de irromper em tragédia (e seu desconhecimento sobre a gravidez da esposa de cara); Abib encarna o odioso Oscar em uma diabólica performance, sendo responsável pela balada a que Liane vai e acobertando o abuso constante de outras mulheres, bem como um esquema de tráfico de drogas que reflete seu caráter condenável.
Como se não bastasse, esses temas são acompanhados de outras incursões que envolvem o núcleo de Silvia (Paloma Duarte), irmã de Tomás, que lida com uma doença degenerativa que está se alastrando em velocidade assustadora em seu filho, enquanto posa como uma das poucas aliadas de Liane ao descobrir o que aconteceu.; temos a questão do abuso sexual e da conivência policial contra esses casos – algo que faz sentido dentro da época em que a narrativa se esquadrinha, meados dos anos 2000; e uma necessidade de amparo social frente à questão da maternidade que ainda não tinha a devida atenção e que desperta no público uma reflexão provocativa.
É claro que ‘Pedaço de Mim’ carrega alguns problemas de ritmo, mas nada que consiga ofuscar o incrível trabalho por trás e à frente das câmeras. As fortes atuações são a força-motriz da série e, por mais que Duarte e sua equipe não consigam se esquivar das fórmulas das novelas, isso não impede que sejamos arrastados para um ambicioso drama que tem tudo para se tornar um dos melhores do ano.
Os anos 80 foram o berço do cinema entretenimento como conhecemos hoje. Foi nessa década que uma verdadeira enxurrada de produções icônicas saía do forno como em uma verdadeira fábrica de sucessos. E ‘Um Tira da Pesada’ é parte integral desse movimento de transformação dos chamados blockbusters. O filme que mudou para sempre a carreira de Eddie Murphy, o tornando um astro internacional, completa 40 anos de sua estreia em 2024. E como forma de celebrar finalmente o tão esperado quarto filme da franquia será lançado.
‘Um Tira da Pesada 4’ já está na Netflix, e a alegria não poderia estar mais alta para o retorno do zoador Axel Foley, novamente na pele de Murphy. Mas não só ele, pois grande parte dos rostos conhecidos do passado, assim como adições muito bem-vindas, também farão parte do elenco. Em homenagem aos 40 anos do original, dos 30 anos do terceiro filme, e da estreia do quarto longa, daremos uma revisitada nessa franquia de comédia policial muito querida do grande público. Confira.
Tudo começou aqui. Mas você sabia que ‘Um Tira da Pesada’ era inicialmente um projeto para ter Sylvester Stallone como protagonista? Pois bem, o filme foi desenvolvido para ter um policial durão de uma cidade barra-pesada como Detroit se deparando com um lugar luxuoso e “repleto de frescura” como Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia. É claro que foi só na substituição de Stallone por Eddie Murphy que o projeto adicionou muito humor e pôde fazer uso da personalidade carismática e hilária de Murphy, então um grande sucesso no programa Saturday Night Live.
Eddie Murphy já havia participado de filmes de sucesso como ’48 Horas’ e ‘Trocando as Bolas’, mas sempre como coadjuvante para atores como Nick Nolte e Dan Aykroyd. Foi em ‘Um Tira da Pesada’ que Murphy pôde protagonizar seu próprio filme e carregar uma grande produção nas costas, mostrando que era um astro muito viável e lucrativo. Para isso, foi preciso Murphy dizer “não” para sua participação em ‘Os Caça-Fantasmas’ no papel de Winston – em um aspecto profissional foi a melhor decisão que ele poderia tomar. Já Stallone, saiu para estrelar a comédia ‘Rhinestone’, com Dolly Parton, que se tornou um fracasso. Dois anos depois, reaproveitaria muitas das ideias originais para ‘Um Tira da Pesada’ em ‘Stallone Cobra’. ‘Um Tira da Pesada’ se tornaria um dos maiores sucessos da década e três anos depois já tiraria do papel sua primeira continuação.
Com o enorme sucesso do primeiro filme, a ideia da Paramount era levar Axel para estrelar sua própria série de TV, mas o astro Eddie Murphy tinha aspirações maiores e não queria voltar para a TV – e estava certo. Assim, um segundo filme foi produzido. Aliás, o longa marcou a primeira vez em que Murphy trabalhou no roteiro de um de seus filmes, o que para muitos soou como uma “ego trip” do astro. Já os produtores consideraram o resultado do segundo como uma mistura entre o primeiro ‘Um Tira da Pesada’ e ’48 Horas’, mais focado na ação e com um clima mais tenso.
Para apimentar as coisas, os produtores levaram a sério o conceito de que uma continuação precisa ser maior em todos os sentidos de seu original. Assim, contratavam Tony Scott para assumir a cadeira de diretor, substituindo Martin Brest do primeiro. É claro que isso se deu porque Scott havia acabado de entregar um presentão para a Paramount chamado ‘Top Gun’ no ano anterior, um dos maiores blockbusters dos anos 80 para o estúdio e que fez de Tom Cruise um astro. Os realizadores queriam levar esse escopo e energia para ‘Um Tira da Pesada’. E conseguiram, pois a sequência é muito mais centrada na ação. No entanto, as críticas foram justamente nesse sentido, já que o segundo esquecia os elementos que fizeram o primeiro tão divertido.
Em comemoração aos 10 anos de lançamento do filme original, os produtores da franquia resolveram dar de presenta ao público a estreia do terceiro filme da saga do policial Axel Foley. Para a direção, saía o especialista em ação Tony Scott, e entrava John Landis, com quem Eddie Murphy havia trabalhado em duas comédias de sucesso: ‘Trocando as Bolas’ (1983) e, principalmente, ‘Um Príncipe em Nova York’ (1988). Assim, ouvindo as reclamações dos fãs em relação ao segundo episódio, que focou mais na ação do que na comédia, o terceiro longa tentava voltar às raízes. No entanto, o resultado ficou muito mais para a comédia, com o filme mais leve da trilogia.
No entanto, na fase inicial do conceito para o terceiro filme diversas ideias foram tentadas: uma em que Axel lidava com sua fama de celebridade, outra na qual iria para Londres e ainda uma envolvendo uma parceria com a Scotland Yard, na forma de um agente que seria interpretado por Sean Connery. Aliás, a ideia mais alucinada para o terceiro filme era um crossover com ‘Crocodilo Dundee’, que teria Paul Hogan reprisando seu papel mais famoso. Essa ideia foi rejeitada por Eddie Murphy. Como sabemos, o roteiro final leva Axel atrás dos criminosos que mataram seu chefe, chegando até um parque de diversões na Califórnia, que é sátira da Disneylândia.
Piloto da Série de TV (2013)
Talvez pouquíssimos saibam disso, até mesmo os fãs mais entusiastas da franquia ‘Um Tira da Pesada’ e de tudo dos anos 80, mas a saga de Axel Foley quase foi parar na TV. Tudo bem, como dito acima, a ideia de levar o policial de Beverly Hills para as telinhas era antiga e já poderia ter acontecido em 1987 ao invés da continuação no cinema. Mas o fato é que em 2013 esta ideia chegou muito perto de acontecer. Não apenas isso, como o episódio piloto foi gravado, sem nunca ter ido ao ar, se tornando assim uma das grandes “lendas urbanas” de Hollywood, como a série da ‘Mulher-Maravilha’ de 2011 e o recente filme engavetado depois de pronto da ‘Batgirl’.
Eddie Murphy decidiu por uma série após não ter gostado de nenhum dos roteiros para ‘Um Tira da Pesada 4’, assim o próprio astro deu a ideia para o piloto, que traria Axel atuando ao lado do filho, Aaron Foley. Murphy interpretaria Axel novamente, além de servir como produtor do programa. Jerry Bruckheimer também retornaria como produtor, após ter ficado de fora do terceiro filme, e o episódio piloto teve direção de ninguém menos que Barry Sonnenfeld, de ‘A Família Addams’ e ‘Homens de Preto’.
A ideia de um policial atuando ao lado de seu filho já foi muito utilizada em Hollywood e a esta altura se tornou um clichê, como por exemplo em ‘Vovó…Zona 3’ (2011), ‘Duro de Matar – Um Bom Dia para Morrer’ (2013) e ‘Shaft’ (2019). Aliás, o mesmo Brandon T. Jackson, que foi o filho em ‘Vovó…Zona 3’ foi o escolhido para dar vida a Aaron Foley, o filho de Eddie Murphy na série. Porém, apesar de ter um time de peso na frente e atrás das câmeras, o piloto não foi adquirido por nenhum canal de TV para se tornar uma série, assim caindo rapidamente no limbo de Hollywood.
Marcando o aniversário de 40 anos de lançamento do primeiro ‘Um Tira da Pesada’, e os 30 anos de sua última aparição em ‘Um Tira da Pesada 3’, Eddie Murphy está de volta ao papel de Axel Foley para o quarto filme aos 61 anos de idade. A ideia foi fazê-lo ainda um policial nas ruas, e não um oficial graduado como era a ideia para a série. O quarto filme será um lançamento da Paramount direto na plataforma da Netflix, marcando assim uma parceria inédita entre os estúdios. Ainda não foi divulgado se o longa receberá antes alguma espécie de estreia restrita nos cinemas. O lançamento na plataforma será no dia 3 de julho.
O quarto filme verá a volta de inúmeros rostos conhecidos, em especial de Judge Reinhold como Billy Rosewood, ao lado de Murphy o único ator que participou de todos os filmes da franquia. John Taggart também estará de volta vivido novamente por John Ashton, depois da ausência no terceiro filme por motivo de agenda, sendo substituído por Hector Elizondo. Paul Reiser e Bronson Pinchot também retornam como Jeffrey Friedman e Serge (o primeiro dos dois primeiros filmes, e o segundo do primeiro e terceiro). As adições ficam por conta de Kevin Bacon, Joseph Gordon-Levitt e Taylour Paige.
Após diversos problemas nos bastidores e troca de diretores, o reboot de ‘Blade‘ parece ter engatado.
Segundo o Production Weekly, o atrasado filme da Marvel começa a ser filmado em 31 de outubro. Os locais de filmagem incluem BRASIL, México e Atlanta, Geórgia.
Sim, o filme terá cenas no Brasil!
O escritor veterano da MarvelEric Pearson, que mais recentemente trabalhou em ‘O Quarteto Fantástico‘, está atualmente trabalhando no novo roteiro. O reboot já passou pelas mãos de pelo menos seis roteiristas e dois diretores diferentes.
O novo longa do caçador de vampiros está em desenvolvimento desde pelo menos 2013. Em 2019, o aclamado atorMahershala Ali (‘Moonlight: Sob a Luz do Luar’) foi anunciado como o intérprete do herói. No entanto, desde então, o longa tem enfrentado uma série de contratempos, incluindo as greves de Hollywood em 2023.
Segundo o Variety, a Marvel Studios planeja gastar menos que US$ 100 milhões no orçamento do filme. O valor é bem baixo em comparação com as outras produções do estúdio. ‘As Marvels‘, por exemplo, custou altos US$ 250 milhões.
Como os filmes de super-heróis não estão arrecadando tanto quanto antigamente, o estúdio planeja diminuir os orçamento astronômicos para voltar a lucrar.
O elenco ainda contará com Mia Goth, Delroy Lindo, Aaron Pierre e Milan Ray.
“Como meio-humano/meio vampiro, Eric Brooks (Ali) aprimorou suas habilidades para caçar os mortos-vivos que há muito aterrorizaram a humanidade. Um híbrido humano-vampiro desde seu trágico nascimento, Blade passou sua longa tentando livrar o mundo de vampiros como aquele que matou sua mãe. Ao longo dos anos, ele dominou seu próprio estilo para lutar contra monstros de todos os tipos.”
O reboot é intitulado ‘Blade: O Caçador de Vampiros’ e faz referência direta aos primeiros quadrinhos do anti-herói, criado em 1973 pelo roteirista Marv Wolfman e pelo ilustrador Gene Colan.
Atualmente, o longa está programado para 7 de novembro de 2025.
“Foi incrível construir esse relacionamento com Timmy, ele se dedicou muito para dar vida a esse papel. O que vocês vão ver é ele cantando de verdade, se entregando de corpo e alma. Foi algo especial testemunhar isso pessoalmente porque ele é um amigo de longa data. Então, sim, estou muito feliz em fazer parte disso.”
A estrela também aproveitou para comentar sobre sua personagem.
“Na trama, minha personagem se chama Sylvie Russo, mas é inspirada em Suze Rotolo, que aparece com Bob Dylan na capa do álbum ‘The Freewheelin’. Suze era uma mulher incrível, foi muito interessante ler suas memórias e saber sobre o relacionamento entre eles. Afinal, ela foi seu primeiro amor.”
Anteriormente, imagens divulgadas pela Rolling Stone mostraram vemos Chalamet interpretando o icônico cantor.
Além de Chalamet, o elenco conta com Edward Norton (‘O Incrível Hulk’) interpretando Pete Seeger e Boyd Holbrook (‘Indiana Jones e o Chamado do Destino’) como Johnny Cash.
Com roteiro de Jay Cocks (‘Silêncio’) e direção de James Mangold (‘Logan’), o filme acompanhará a ascensão meteórica do jovem Dylan no mundo da música no início da década de 60.
Considerado por muitos como a melhor animação da Disney, O Rei Leão completa 30 anos nesta segunda-feira (20). Como todo grande filme, o longa tem uma série de curiosidades de bastidores, mas esse aqui teve uma dificuldade em especial a ser superada, que só mostra o quanto a equipe de animação estava empenhada em fazer dele um sucesso atemporal.
Isso porque a produção teve de enfrentar uma catástrofe natural histórica: o terremoto de Northridge. No texto de hoje, vamos contar um pouco mais sobre esse desastre e como a Disney fez para ‘driblá-lo’.
A produção de O Rei Leão começou em 1991 e passou por alguns imprevistos, como a troca de um dos diretores. Porém, seu maior percalço aconteceu em janeiro de 1994, faltando cerca de seis meses para o lançamento do filme. Na reta final da produção, ainda havia muito trabalho a ser feito, só que agora tinha um agravante: o público tinha altas expectativas sobre o longa. Isso porque a Disney bateu o olho no material que já estava pronto e decidiu não lançar um trailer, mas liberar a espetacular sequência de abertura nos cinemas. A resposta do público foi tão positiva que os executivos perceberam que sua previsão de sucesso para Pocahontas não chegaria nem perto do sucesso que O Rei Leão poderia alcançar.
Com essa pressão sobre as costas, eles correram para finalizar o restante do filme o quanto antes, sem dar espaço para atrasos ou coisas do tipo. Porém, em 17 de janeiro de 1994, aconteceu uma catástrofe natural assustadora: o Sismo de Northridge.
O Sismo de Northridge deixou prejuízos estimados em US$ 20 bilhões. Foto: Reprodução/ FEMA News
Na madrugada daquela segunda-feira (17), um terremoto de magnitude de 6,7 Mw atingiu Los Angeles, destruindo lares, estabelecimentos e estradas. Inicialmente, foi informado que o epicentro do abalo sísmico tinha sido em Northridge (daí o nome), mas depois foi descoberto que o epicentro aconteceu em Reseda.
O desastre natural deixou 57 mortos e mais quase nove mil feridos. Estima-se que o prejuízo financeiro tenha ficado em torno de 20 bilhões de dólares. Por ter acontecido na Califórnia, o terremoto afetou diversas produções de cinema e TV da época. Afinal, havia sets de filmagem na área e estúdios. No entanto, o que comprometeu O Rei Leão foi a questão das estradas.
Storyboard da sequência da morte de Mufasa feito pela artista Brenda Chapman. Reprodução/ Walt Disney Studios.
Com estradas comprometidas ou fechadas, grande parte da equipe de animadores não tinha como chegar aos estúdios daDisney. E correndo contra o tempo, eles não podiam só deixar de trabalhar. Em meio a uma catástrofe natural, houve um time de animadores que estava por lá que trabalhou em meio ao terremoto. Outros se esforçaram ao máximo e conseguiram chegar lá de trem.
E aqueles que conseguiram chegar ao trabalho acabaram optando por dormir no estúdio para tentar evitar o estresse e a possibilidade de não conseguir voltar no dia seguinte. O problema é que teve uma hora em que os estúdios Disney tiveram de ser fechados, até por questão de segurança. E vale lembrar que a internet ainda estava dando seus primeiros passos, então não tinha como ‘baixar o progresso’ e enviar por computador.
Diante desse caos, não houve alternativa. Ou eles atrasavam a produção ou trabalhavam de casa. E aí foi uma correria logística para conseguir dividir o trabalho entre a equipe e levar as peças para as casas do artistas. Dessa forma, o filme foi sendo finalizado nas garagens dos animadores, que ainda tinham que lidar com a incerteza de novos tremores.
No fim das contas, tudo deu certo e nenhum animador se feriu. O filme conseguiu ser finalizado e foi perfeitamente entregue no tempo planejado. Para melhorar um pouco a autoestima dos trabalhadores, o resultado foi louvado pela crítica, que definiu O Rei Leão como um dos melhores filmes de todos os tempos.
O ano de 1984 foi acompanhado do lançamento de diversas produções que, em pouco tempo, se tornariam clássicos da época – como ‘Um Tira da Pesada’, ‘Ghostbusters’, ‘Indiana Jones e o Templo da Perdição’ e outros.
Entretanto, enquanto boa parte dessas franquias ganhou revival nas décadas subsequentes, ‘Footloose’ parece que não fará parte desse grupo.
Em entrevista ao Cinema Blend, o astro Kevin Bacon, que faz parte do elenco do recém-estreado ‘Um Tira da Pesada 4: Axel Foley’, revelou que não tem interesse em reprisar seu papel como Ren McCormack em uma possível revisitação do icônico drama musical.
“[Ren] não vai voltar”, ele disse. “Digo, eles fizeram outro ‘Footloose’. Não acho que muitas pessoas tenham assistido, mas eles fizeram. Particularmente, não estou interessado… Não sei. Acho que este [‘Um Tira da Pesada 4’] faz muito mais sentido”.
Lembrando que Bacon integra o elenco de ‘Um Tira da Pesada: Axel Foley‘, já disponível na Netflix.
O detetive Axel Foley (Eddie Murphy) está de volta a Beverly Hills. Depois que a vida de sua filha (Taylour Paige) é ameaçada, Foley e ela se unem a um novo parceiro (Joseph Gordon-Levitt) e aos antigos companheiros Billy Rosewood (Judge Reinhold) e John Taggart (John Ashton) para acabar com uma conspiração.
Mark Molloy é o responsável pela direção. Trata-se de um recém-chegado em Hollywood, tendo recebido muitos elogios no circuito comercial especificamente com comerciais da Apple.
Adil El Arbi e Bilall Fallah seriam responsáveis pela direção, mas precisaram abrir mão devido ao compromisso com a pós-produção de Batgirl. O filme da DC acabou sendo cancelado.
Lembrando que o acordo entre Netflix e Paramount Pictures prevê a produção de ‘Um Tira da Pesada 5′ caso esse quarto filme seja bem-sucedido.
Originalmente, a Paramount lançou a franquia em 1984, com o primeiro filme dirigido por Martin Brest, que deu lugar a Tony Scott na sequência de 1987. Em 1994, John Landis assumiu o cargo, marcando o encerramento da trilogia.
Ao total, a trilogia rendeu US$ 712 milhões arrecadou pelo mundo.
Dia após dia, detalhes sobre o novo DCU vem à tona – principalmente sobre um dos projetos mais ambiciosos desse universo super-heroico, ‘Supergirl: A Mulher do Amanhã’.
Segundo o famoso insiderDaniel Richtman, a mais recente informação acerca do longa-metragem inclui uma participação de Jason Momoa (que interpretou Aquaman no extinto DCEU), em um personagem cuja descrição ressoa à risca com o icônico personagem Lobo.
Para aqueles que não conhecem, Lobo foi criado por Roger Slifer e Keith Giffen e fez sua estreia na DC Comics em 1983, na edição Omega Men #3. Um alienígena do planeta de Czarnia, o personagem trabalha como um mercenário interestelar e um caçador de recompensas e foi introduzido, a princípio, como vilão. Entretanto, sua aparição foi diminuindo pouco a pouco até ser ressurgido nos anos 1990 como caçador de recompensas, dotado de incrível força e resiliência.
Arrogante e ególatra, Lobo tem um apreço considerável pela violência desmedida e pela intoxicação, utilizando do assassinado como “fins para um meio”. Ele é o último de sua raça, tendo matado os outros Czarnianos por pura diversão.
Vale lembrar que nada foi confirmado pelo estúdio ou pelos co-CEOS Peter Safran e James Gunn. Dessa forma, acate as informações como rumores.
Lembrando que a Warner Bros. Pictures e aDC Studios confirmaram que Craig Gillespie, renomado cineasta por trás de ‘Cruella’ e ‘Eu, Tonya’, vai dirigir ‘Supergirl: A Mulher do Amanhã’.
O filme estrelado por Milly Alcock, de ‘A Casa do Dragão’, chega aos cinemas em 26 de junho de 2026.
Gunn, em uma coletiva de imprensa da DC Studios no ano passado, destacou a diferença entre Superman e Supergirl: “vemos a diferença entre Superman, que foi enviado à Terra e criado por pais amorosos desde que era um bebê, versus Supergirl, que foi criada em uma rocha, um pedaço de Krypton, e viu todos ao seu redor morrerem e serem mortos de formas terríveis durante os primeiros 14 anos de sua vida, e então veio para a Terra quando era uma menina. Ela é muito mais hardcore; ela não é exatamente a Supergirl que estamos acostumados a ver”.
Baseado na série de oito edições do escritor Tom King, ‘Supergirl: A Mulher do Amanhã’ será uma aventura de ficção científica que mostrará a prima do Superman de uma maneira que os espectadores não estão acostumados a vê-la. Na trama, Kara Zor-El, acreditando estar sem propósito, é procurada por uma garota alienígena para uma missão de vingança contra os vilões que exterminaram seu planeta. Agora, uma kryptoniana, um cachorro e uma criança com o coração partido partem para o espaço em uma jornada que mudará suas vidas para sempre.
Ti West (‘A Casa do Demônio’) revelou que já tem uma “ideia estranha” para um possível quarto filme da franquia iniciada por ‘X – A Marca da Morte‘.
O diretor, no entanto, afirmou que irá se concentrar primeiro em ‘MaXXXine‘, sequência direta do primeiro filme que dará continuidade à jornada da personagem titular vivida por Mia Goth.
“Eu tenho uma ideia estranha para um quarto filme que faria sentido se eu explicasse. Veremos o que vai acontecer. Vamos lançar ‘MaXXXine’ primeiro. Se os espectadores gostarem, veremos o que faremos a partir daí.”
“Eu suponho que eu sempre vou estar interessado em me distanciar desses filmes e então depois voltar para eles, porque tenho muito orgulho da trilogia, e eu acho que Mia também tem”, disse West ao The Playlist.
No Rotten Tomatoes, o filme conquistou uma aprovação de 75%.
Os críticos elogiaram o filme de maneira geral, destacando especialmente o desempenho da protagonista, Goth.
Confira os principais comentários:
“MaXXXine frequentemente aborda, às vezes de maneira desajeitada, mas na maioria das vezes com precisão, a questão da objetificação e humilhação das mulheres em Hollywood, tanto por parte de atores e diretores, quanto pela minimização do gênero de terror”, disse Damon Wise do Deadline.
“Maxxxine, tão divertido quanto o filme possa ser ao mergulhar na nostalgia dos anos 80 à meia-noite, apresenta uma estrutura moral que é ao mesmo tempo mais tradicional e mais frágil”, disse Owen Gleiberman da Variety.
“No final das contas, este é o espetáculo de Mia Goth e os fãs não aceitariam de outra forma. Ela é uma presença magnética que reforça seu domínio como uma nova estrela do terror, capaz de infligir punições tanto quanto recebê-las”, disse David Rooney do The Hollywood Reporter.
“A trilogia X de West provavelmente será lembrada na história como uma das mais prolíficas empreitadas de terror da década. Certamente, cada um terá seus favoritos distintos e, embora MaXXXine possa não ser o preferido de todos aqui, certamente terá seus fãs dedicados”, disse Jamie Jirak do ComicBook.
“Há camadas complexas que Goth precisa explorar, e ela cria um personagem multifacetado que é simultaneamente vítima e sobrevivente”, disse Tatiana Hullender do Screen Rant.
“Bacon e Debicki se deleitam em seus papéis, enquanto Goth se diverte intensamente como a personagem principal, uma mulher que sabe se impor. E se você está aqui pela carnificina, MaXXXine certamente saciará seu desejo por sangue”, disse James Mottram da Total Film.
“O resultado é um cataclismo erótico de mortes impressionantes, uma estética de tirar o fôlego, e mais uma atuação poderosa de Mia Goth”, disse BJ Colangelo do Slashfilm.
“Estiloso e divertido, mas o mais fraco da trilogia”, disse Chris Bumbray do JoBlo’s Movie.
O novo filme será ambientado durante os anos 80, e seguirá Maxine Minx, ex-estrela de filmes pornô e aspirante a atriz, que finalmente consegue sua grande chance em Hollywood. Mas quando um assassino misterioso espreita a cidade, uma trilha de sangue ameaça revelar o passado sinistro dela.
O terror será lançado nos cinemas nacionais no dia 11 de julho, uma semana após sua estreia nos EUA.
Por mais assustador que possa parecer para algumas gerações, O Rei Leão está completando 30 anos de lançamento. Ícone das animações da década de 90, a história do pequeno Simba, que viu seu pai ser morto em um golpe do tio para assumir o trono, teve de fugir para sobreviver e retornou após um tempo para tomar o que era seu por direito, encantou crianças e adultos com uma trama madura e aquele que talvez seja o auge da animação 2D.
No entanto, é curioso saber que a própria Disney não levava tanta fé no projeto. Inicialmente, os executivos acreditavam que a grande animação daquele ciclo seria Pocahontas(1995). Por conta disso, eles direcionaram os principais profissionais da casa para trabalharem no projeto, deixando a ‘segunda divisão’ para conduzir O Rei Leão. Esse tipo de visão de mercado ‘equivocada’ parece ter sido algo comum entre os estúdios de animação nos anos 90, já que a DreamWorks fez a mesmíssima coisa com Shrek (2001) e O Príncipe do Egito (1998), achando que o épico bíblico seria um sucesso estrondoso e que a animação 3D escrachada seria um fracasso.
Originalmente, George Scribner (Oliver e sua Turma) e Roger Allers (A Bela e a Fera) dirigiriam o filme. Só que houve algumas divergências entre a dupla. Durante as viagens que fizeram ao Quênia em 1991, os diretores decidiram buscar inspiração no mito de Osíris, o Deus da Agricultura egípcia e juiz dos espíritos, para contar a história do leão. Diante da seriedade da trama, George queria fazer um filme mais sóbrio e focado nas traições. Do outro lado, vendo a riqueza da cultura queniana e a possibilidade visual de brincar com os animais africanos, Roger queria fazer um musical mais alegre.
Nessa queda de braço, Roger saiu vencedor. Ele respeitou a sobriedade proposta por George, que saiu do projeto e deu lugar a Rob Minkoff, que havia trabalhado em curtas de Roger Rabbit. Junto a Allers, Minkoff trabalhou bem a condução da trama, conseguindo espaço para as brincadeiras musicais e para a densidade da trama. Foi com a nova dupla também que a equipe criativa conseguiu adicionar elementos de Hamlet, a clássica tragédia de William Shakespeare.
Com um projeto melhor encorpado, o time de animadores passou a frequentar bastante o zoológico de Los Angeles para entender melhor a movimentação dos animais. Afinal, era mais barato pagar um táxi para o Zoo do que dezenas de passagens para o Quênia. O time trabalhou de forma árdua para conseguir passar ao projeto a grandiosidade que ele merecia. Isso ficou nítido na sequência de pura tensão do estouro da manada de Gnus, que termina com a morte de Mufasa (James Earl Jones). Só essa sequência demorou cerca de três anos para ser concluída, dada a quantidade absurda de animais em tela e a dificuldade de trabalhar a movimentação deles.
Mas o ponto mais interessante dessa relação entre animadores e o filme foi a atuação de Jeremy Irons. O ator foi chamado para interpretar o vilão do longa, e seu trabalho foi tão impressionante que os animadores pegaram vídeos dele fazendo ‘caras e bocas’ para estudar melhor suas expressões faciais e adaptá-las à cara de Scar.
Mais do que o trabalho espetacular do elenco original do filme, o Brasil contou com um elenco inspiradíssimo para entregar aquela que é uma das dublagens mais assustadoramente incríveis da história dessa arte no país. Com destaque para o trabalho sobrenatural do saudoso Jorgeh Ramos – que era também o locutor oficial de trailers do Brasil na época, a dublagem brasileira foi considerada pela própria Disney como a melhor versão do filme.
O engraçado dessa situação é que o estúdio realizou uma festa com os atores do mundo inteiro nos parques da Disney para comemorar o sucesso. Logo Jorgeh, que recebeu carta do estúdio louvando sua atuação, não compareceu. Ele tinha medo de avião e não encarou as 14 horas de viagem até os EUA.
No fim das contas, as investidas de Roger Allers foram fundamentais para o sucesso do filme. Apesar de ter uma densidade dramática incomum para as animações da Disney, os escapes musicais e a dose cavalar de alívios cômicos deu um equilíbrio ao filme que criou laços quase familiares com o público. Para a geração que cresceu nos anos 90, assistir O Rei Leão é como fazer uma viagem a um parque de diversões com um ente querido. Você ri, você chora, você se diverte e emociona. Se alguém puxar ‘Hakuna Matata’ em um ônibus de qualquer parte do mundo, haverá pelo menos uma pessoa no ambiente que murmurará – ou cantará com empolgação – a música.
O filme também foi o primeiro contato de muitas crianças com o luto, aprendendo a lidar com a complexidade dessa emoção por meio de um animação infantil. Tudo isso com traços completamente fora de série, flertando com o realismo, mas sem abrir mão da personalidade das animações Disney. E hoje, 30 anos depois, tendo passado pelo teste do tempo e de gerações, O Rei Leão permanece como a animação 2D mais bela já feita e provavelmente um dos filmes mais espetaculares da história do cinema.