Neste domingo, o Pato Donald completa 90 anos de criação. Já lançamos mais cedo um especial sobre a história do personagem e suas ligações com o Brasil. Então, agora, o CinePOP selecionou dez produções para quem quer matar a saudade ou apresentar o Pato Donald para a molecada nesta data especial.
Em março deste ano, a Disney trouxe o Donald para o Pelourinho, em Salvador. Divulgação/ Equipe RG Produções
Para facilitar a busca, todos os filmes e curtas citados no texto estão disponíveis noDisney+, então basta abrir o streaming e assistir. Infelizmente, alguns deles não possuem dublagem em português, mas são alguns dos curtas mais antigos, que se apoiam mais no humor físico. Confira!
Em comemoração aos 90 anos do personagem, o Disney+ lançou este curta exclusivo que é dirigido por Mark Henn, o animador que trouxe à vida personagens como Ariel (A Pequena Sereia), Mulan (Mulan), Bela (A Bela e a Fera) e o jovem Simba (O Rei Leão), o curta mostra o Pato Donald tentando trocar uma lâmpada, mas, como de costume, tudo sai errado, ele perde a paciência e termina precisando consertar sua casa.
Alô, Amigosé uma animação com três curtas que abordam a viagem dos animadores da Disney pela misteriosa América do Sul em plena década de 1940. O curta final, claro, se passa no Rio de Janeiro, e mostra o início da amizade entre o Pato Donald e o Zé Carioca, que conduz o amigo norte-americano pelas maravilhas do Rio de Janeiro, levando o gringo para passear e tomar cachaça, além de dançar até tarde nos antigos cassinos da cidade.
Funcionando como uma sequência de Alô, Amigos, Você Já Foi à Bahia? traz o Pato Donald às vésperas de comemorar seu aniversário. E como era de se esperar, seus amigos da América Latina mandam grandes presentes para ele. No entanto, esses presentes acabam transportando o marreco para o México, onde ele se diverte com o Panchito, e para a Bahia, onde ele disputa com o Zé Carioca a atenção de Aurora Miranda em meio a um espetacular número musical.
Seguindo com a tradição dos curtas, Tempo de Melodia traz uma viagem pelos diferentes estilos musicais em vários curtas diferentes e sem ligação. Em um deles, a irritante ave Aracuã começa uma divertida e intensa roda de samba para tirar o Zé Carioca e o Pato Donald de uma tristeza profunda. Afinal, o que melhor para animar o dia do que uma perseguição ao som do batuque do samba, não é mesmo?
Como dito no especial Pato Donald | Os 90 anos do mal-humorado mais amado do mundo, o Donald é um tipo de ‘porta de entrada’ para uma série de personagens icônicos da Disney. Neste curta de 1938, o pato apresenta ao mundo seus sobrinhos: Huguinho, Zezinho e Luisinho. A trama mostra oPato Donald querendo educar a molecada por meio do livro “Técnicas Modernas para Treinar Crianças”. Conforme o esperado, ele não consegue amansar os ‘anjinhos’, que destroem a paciência e a casa do tio.
Acho que poucos filmes sintetizam melhor a essência do Pato Donald do que esse grande especial de natal. Ele traz três curtas focados no clima natalino, sendo um deles estrelado pelo Pato Donald e seus sobrinhos, que desejam a uma estrela para que seja natal todos os dias. O problema é que eles não vivem natais diferentes, mas sim o mesmo dia de natal pela eternidade. Dessa forma, os meninos vão tentar quebrar o loop natalino tocando o terror na ceia da família, o que vai tirar o coitado do Donald do sério.
Como é Bom Se Divertir
Esse filme dos anos 40 traz a junção de dois curtas, mas quem está aqui pelo Pato Donald pode focar só no segundo. Ele traz uma adaptação divertida do clássico literário “João e o Pé de Feijão”, estrelado porMickey, Pateta e Pato Donald. Essa era uma tradição muito comum do estúdio na época, que contava clássicos com seu ‘jeitão Disney’.
Lançado em 2004, esse foi o primeiro filme focado para o cinema que trouxe Mickey, Pateta e Pato Donald. O longa é uma adaptação de Os Três Mosqueteiros e acompanha os três amigos em uma missão para salvar a princesa Minnie do Bafo de Onça. É uma aventura divertida que acabou passando meio despercebida pelo Brasil no início dos anos 2000, mas agora pode ser vista noDisney+.
Primo Gus
Neste curta raiz de 1939, o Pato Donald estava vivendo sua vidinha em paz – ou quase isso, quando vê seu dia ser drasticamente interrompido pela chegada surpresa de seu primo sem-noção, o Gansolino. Na casa do parente, Gus vai acabar com a comida do Pato Donald, que vai fazer de tudo para se livrar do folgado. Porém, ele vai descobrir o que todo brasileiro já sabe: visita de parente mala não termina nem com vassoura atrás da porta.
Clássico dos anos 80, Uma Cilada Para Roger Rabbit mostra um mundo em que humanos e desenhos animados coexistem. Nesse contexto, o coelho Roger Rabbit, um astro em decadência, desaparece misteriosamente. Então, um detetive particular é contratado para tentar descobrir o que aconteceu e qual o paradeiro do coelho. Nessa viagem louca, centenas de personagens clássicos das animações marcam presença, incluindo o Pato Donald, que é mostrado em uma batalha de pianos com o Patolino.
Nesta série animada focada no núcleo do Pato Donald, o próprio Donald, Huguinho,Zezinho e Luisinho, Margarida e o Tio Patinhas viajam pelo mundo resolvendo mistérios e se envolvendo nas aventuras mais inesperadas possíveis. A nova série, lançada em 2017, tem três temporadas e 69 episódios, explorando também outros personagens menos ativos de Patópolis e da própriaDisney.
Todas as produções da matéria estão disponíveis no Disney+.
‘Minha Lady Jane’ (‘My Lady Jane’), nova série romântica de época baseada na vida da monarca Jane Grey, que ascendeu ao trono britânico por apenas nove dias, chega este mês ao catálogo do Prime Video.
Agora, a plataforma de streaming divulgou cenas inéditas da atração, que estreia no dia 27 de junho.
RAYE vem se tornando um dos grandes nomes do cenário musical contemporâneo e, pouco depois de sua aclamada estreia com o álbum ’21st Century Blues’, lançou a inédita “Genesis”.
A faixa, que já está disponível nas principais plataformas de streaming, é uma longa epopeia de sete minutos e configura-se como uma track conceitual, em que a artista, responsável pela escrita ao lado de Marvin Hemmings e pela produção ao lado de Rodney Jerkins, Shankar Ravindran e Tom Richards, aposta fichas em gênero como R&B, jazz, hip hop e gospel.
Ouça:
Lembrando que RAYE foi o principal destaque do BRIT Awards 2024, quebrando o recorde de maiores prêmios recebidos na história da premiação – levando para casa nada menos que seis estatuetas em uma noite.
A performer foi condecorada com os prêmios de Artista Britânica do Ano, Artista Revelação, Compositora do Ano e Melhor Ato R&B. Além disso, o aclamado compilado ‘My 21st Century Blues’ levou a estatueta de Álbum do Ano, e a faixa “Escapism” foi condecorada com o prêmio de Música do Ano.
Vale lembrar que a estatueta de Compositora do Ano marcou a primeira vez que uma mulher levou para casa o prêmio.
RAYE fez sua estreia oficial no mundo da música no ano passado com o aclamado ‘My 21st Century Blues’, que contou com nada menos que sete singles promocionais – incluindo “Escapism”, “Black Mascara” e “The Thrill Is Gone”.
Apesar de ter feito seu début apenas em 2023, ela já estava envolvida com a indústria musical através de seu trabalho como compositora e produção, trabalhando para nomes como Beyoncé, Little Mix, Rihanna, John Legend, David Guetta e outros.
Os apaixonados pelaDisney dizem que tudo começou com um rato, mas a verdade é que tudo se popularizou com um pato. Com seu jeitinho simpático e porte de bom moço, o Mickey Mouse virou o principal símbolo do maior império do entretenimento do mundo. Porém, quem gosta das animações antigas sabe que a origem do Mickey é bem diferente do ratinho gente boa que todos conhecem hoje. O ‘marco zero’ das criações de Walt Disney é Oswald, o Coelhinho Sortudo. Criado em 1927, o coelho era praticamente um anti-herói, que descia a porrada nos outros e aprontava para se dar bem. Não demorou para que ele fizesse sucesso, mas após uma série de desentendimentos contratuais, Walt perdeu os direitos do personagem para a Universal Studios.
Revoltado com a humilhação de quem acabou de ser sacaneado, Disney decide criar um novo personagem para ser 100%. Assim, em 1928, nasce o Mickey Mouse. Inicialmente, ele era mais magrinho e tinha herdado muito da personalidade do Oswald. Ou seja, o Mickey tinha esse jeitão mais politicamente incorreto, fumava, bebia e dava umas pancadinhas aqui e ali, principalmente quando se irritava. Com a popularidade absurda que o ratinho atingiu nos cinemas e nas tiras de jornal, Walt resolveu fazer um retcon do personagem, fazendo dele modelo a ser seguido pela molecada. Então, após dois anos de traquinagens, o Mickey lançou um “foi mal, tava doidão” e virou esse ratinho simpático e adepto dos bons costumes a partir de 1930.
O problema é que ter esse personagem bom-moço limitava as ações do Mickey. E isso era terrível, porque as décadas seguintes ficariam marcadas por personagens com a personalidade clássica do Trickster, como o Pica-Pau, o Pernalongae o próprioOswald, que fez sucesso até os anos 1940. Como fazer um protagonista que havia se tornado referência de bom comportamento para a molecada se enfiar em aventuras para tirar vantagem sobre os outros? Não dava. Paralelamente a isso, Walt Disney lidava com uma série de pressões vindas de investidores para que o Mickey fosse morto ou aposentado, algo que jamais passou pela cabeça do empresário.
Então, para resolver essa questão, Disney inventa o Bad Boy mais amado do mundo: o Pato Donald. Criado oficialmente em 9 de junho de 1934, Donald surgiu para que o desenhista pudesse usar sua criatividade para contar histórias e expressar sentimentos que o Mickey não podia mais ostentar. Nascido com a missão de fazer o trabalho sujo, o Pato Donald completa 90 anos de pura diversão e estresse neste domingo.
Donald fez sua estreia oficial no curta “A Galinha Esperta”, em 9 de junho de 1934. Divulgação/ D23.
Sua estreia aconteceu na animação A Galinha Esperta, que integrava a série de 75 curtas animados chamada Silly Symphonies. Ambientadas no mesmo universo do Mickey, essas animações contavam histórias por meio da música. E por terem saído entre 1929 e 1939, há muito do contexto da miséria da Crise de 29 inserida nas tramas. São sempre contos sobre algum personagem passando fome ou estressado por ter muito trabalho. E não há cenário mais propício para ter alguém querendo tirar vantagem sobre os outros do que nesse quadro de uma grave crise econômica. Ou seja, o Donald teve espaço para brilhar.
Em A Galinha Esperta, o público acompanha uma mamãe galinha e seus pintinhos que conseguem algumas espigas de milho e saem pela rua atrás de pessoas dispostas a ajudá-la a plantar o milho. Nisso, ela consulta um porquinho, que nega prontamente, e o Pato Donald, que estava dançando em seu barquinho e se recusa a ajudar alegando fome e cansaço. Percebendo que a ajuda não virá, a dona galinha bota a molecada para plantar o milho, até que nasce um pomposo milharal. Acreditando na boa vontade alheia, ela volta até o porquinho e o Pato Donald para pedir ajuda para colher o milho. Só que eles voltam a negar ajuda, alegando cansaço e fome. O detalhe é que a dupla aparece cantando e dançando o tempo todo, eles não ajudam por preguiça mesmo. Então, a galinha colhe o milho com seus pintinhos e vai para casa, onde prepara milho cozido, bolo e mais um monte de guloseimas. Então, o cheiro gostoso atrai a dupla preguiçosa, que é presenteada com um frasco do intragável óleo de rícino, o laxante da época.
O Pato Donald populariza os personagens que tentam tirar vantagem, mas se dão mal. Reprodução/ Disney.
Apesar da estrela ser a galinha esperta, quem roubou a cena mesmo foi o patinho preguiçoso de voz rouca. Inclusive, sua criação passa muito pela voz icônica. Na época da rádio, Walt Disney ouviu o ator Clarence Nash recitar Mary Had A Little Lamb (algo como Mary tinha um cordeirinho) com uma voz rouca e irritada de carneiro.Disney achou aquilo simplesmente genial e foi atrás do ator. Ainda em 1930 surgiu a ideia de um pato com aquela sonoridade. O curioso é que ele pediu para Nash replicar a atuação, mas o ator insistiu que não estava interpretando um pato, mas um carneiro. Clarence cresceu em uma fazenda e começou sua carreira imitando animais para a rádio, então ele tinha essa vivência de como os bichos soavam. Ainda assim, Walt não quis saber e pegou aquela interpretação para criar um pato. Nash, por mais que contrariado, foi chamado para dar voz ao personagem de forma fixa e se eternizou como a primeira voz do Pato Donald.
O visual do Pato Donald veio da ideia de que patos podem nadar. Se ele pode flutuar na água, nada mais lógico do que usar roupa de marinheiro. Por fim, reza a lenda que seu nome foi inspirado em Donald Bradman, um jogador australiano de críquete, considerado uma lenda do esporte, que estava em todos os radiojornais da época por conta de sua demissão.
Em A Galinha Esperta, Donald ajudou a popularizar entre as crianças um segmento que viria a se tornar muito popular nos anos seguintes que é o ‘anti-herói’ que não se dá bem no fim. Por mais que suas ações fossem moralmente questionáveis e quase nunca dessem certo, o público gostava de ver ele se irritando, extravasando o estresse por meio das reclamações, e ainda assim era conquistado por seu carisma e personalidade turrona.
A icônica ‘pose de luta’ que o Pato Donald usa para extravasar a raiva também surgiu em 1934. Reprodução/ Disney.
Ainda em 1934, em 11 de agosto, Donald voltou a aparecer, mas agora em uma animação do Mickey Mouse. Em Orphan’s Benefit, Mickey está fazendo um show para os órfãos e tem o Pato Donald como um dos convidados para se apresentar no palco. E aí começa uma apresentação hilária e cheia de referências escondidas. A começar que seu ‘talento’ é tentar recitar ‘Mary Had a Little Lamb’, o poema que ajudou em sua criação, mas ele é constantemente interrompido por todos no local.
Sabe o Festival da Boa Vizinhança do Chaves, em que o Kiko (Carlos Villagrán) tenta recitar ‘Mamãe Querida’, mas é interrompido pelas piadocas da plateia? É essencialmente a mesma proposta. Inclusive, sabendo da admiração que Roberto Bolaños tinha pelas animações de Walt Disney, não seria surpresa se ele tivesse se inspirado neste curta para escrever a cena. Pois bem, o mais importante de Orphan’s Benefit é que no palco daquele teatro nasce uma das ações mais icônicas da história da Disney: a ‘pose de luta’ que o Pato Donald faz toda vez que vai reclamar. O gesto fez tanto sucesso que virou marca registrada do personagem até os dias de hoje.
O Pato Donald virou uma grande ‘porta de entrada’ para os novos personagens da Disney. Reprodução/ Disney.
Com o passar dos anos, o Pato Donald viu sua popularidade crescer de forma absurda. Junto ao Mickey e ao Pateta, ele formou a Santíssima Trindade da Disney. Mais do que isso, ele se tornou uma grande ferramenta de propaganda. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele foi usado para criticar o nazismo e fazer campanha pela compra dos Bônus de Guerra. Com a chegada da chamada ‘Política da Boa Vizinhança’, Donald foi enviado em diversas viagens pela América Latina, apresentando ao mundo personagens como o Panchito e o queridíssimo Zé Carioca.
O sucesso dele foi tão grande que ganhou um universo próprio. Personagens como a Margarida, Huguinho, Zezinho e Luisinho, Tio Patinhas e muitos outros surgiram na franquia do Pato Donald, que era também um fenômeno mundial nas histórias em quadrinhos. Na Patópolis, Donald e seu núcleo viveram aventuras que iam desde releituras de clássicos da literatura, como a Viagem ao Centro da Terra, até situações do cotidiano, como tentar brincar com os sobrinhos. No Brasil, em especial, os gibis ligados ao Pato Donald sempre foram sucesso de vendas. Sua estreia foi em 1938, no Suplemento Juvenil de Adolfo Aizen. Anos mais tarde, em 1950, a revista O PatoDonald chegou com tudo junto a Editora Abril, sendo publicada ininterruptamente até julho de 2018, sendo o título de histórias em quadrinhos mais extenso da história brasileira.
É realmente interessante ver como um personagem 100% norte-americano caiu nas graças do povo brasileiro. Dois aspectos culturais muito fortes do Brasil, o samba e o futebol, trazem fortes ligações com o Pato Donald. A primeira é que os gibis do Pato Donald eram sucesso na juventude de alguns dos principais sambistas do país. Nomes como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Alexandre Pires e Dudu Nobre já falaram publicamente sobre as boas memórias que têm das aventuras dos personagens de Patópolis.
“É um prazer cantar sobre essa turma da Disney, porque eu, quando garoto, colecionava gibi do Tio Patinhas. Então ficou fácil cantar sobre esse universo que fez parte da minha infância. Esse samba tá arrumadinho, tá animado. Acho que vai dar pagode lá na Disney”, brincou Arlindo Cruz no lançamento da música ‘Pagode Na Disney’, do álbum Disney Adventures In Samba, em 2010.
A segunda referência nacional é que o Pato Donald foi o primeiro mascote da história do Botafogo. Na década de 1940, o cartunista argentino Lorenzo Molas, pai da charge esportiva no Brasil, foi contratado pelo Jornal dos Sports e criou mascotes para os clubes do Rio de Janeiro, que seriam usados nas charges do jornal para representar os jogos. Nisso, ele associou o temperamento irritadiço e brigão do Pato Donald aos dirigentes Alvinegros, que “agitavam os bastidores” do futebol da Cidade Maravilhosa atrás da igualdade de direitos esportivos para o clube. Não demorou para que Donald fosse abraçado pela torcida. O problema é que a Disney queria o valor referente aos direitos autorais, que era altíssimo. Por isso, a diretoria botafoguense jamais oficializou o Pato Donald como mascote, não que isso tenha impedido a torcida de adotá-lo como mascote extraoficial até hoje, estando presente em camisas de torcidas organizadas e bandeiras.
Em comemoração aos 90 anos, o Pato Donald caiu no carnaval da Bahia. Divulgação/ Equipe RG Produções
Sabendo do sucesso do personagem no Brasil, a Disney trouxe o Pato Donald para comemorar seus 90 anos nas sacadas dos sobrados da velha São Salvador. Sim, ele veio para o Carnaval da Bahia, onde dançou no Pelourinho, participou de festas e foi o grande astro do trio elétrico com Carlinhos Brown.
Ao longo desses 90 anos, o Pato Donald estrelou mais de 190 produções, dentre filmes e curtas, ganhou estrela na Calçada da Fama de Hollywood, apresentou o Oscar e conquistou milhões de fãs, atravessando gerações e se consagrando como um dos personagens mais amados de todos os tempos.
Ao longo de 90 anos, o Pato Donald teve vários visuais diferentes, mas sempre mantendo o ‘look’ icônico. Reprodução.
Em comemoração a essas nove décadas de histórias, o Disney+ lança neste domingo (9) um curta exclusivo chamado D.I.Y Duck. Dirigido por Mark Henn, o animador responsável por trazer à vida personagens como Ariel (A Pequena Sereia), Mulan (Mulan), Bela (A Bela e a Fera) e o jovem Simba (O Rei Leão), o curta mostra o Pato Donald tentando consertar sua casa, mas, como de costume, tudo sai errado e ele perde a paciência.
Comandada por Erica Messer, a produção serve como sequência de ‘Criminal Minds‘. A trama se passa dois anos após a conclusão da série original.
A equipe de elite de perfis criminais do FBI enfrenta sua maior ameaça até agora, um suspeito anônimo que se aproveitou da pandemia para construir uma rede de outros serial killers, obrigando nossos heróis a se dividirem para caçá-los através de um assassinato de cada vez.
‘Minha Lady Jane’ (‘My Lady Jane’), nova série romântica de época baseada na vida da monarca Jane Grey, que ascendeu ao trono britânico por apenas nove dias, chega este mês ao catálogo do Prime Video e, agora, a plataforma de streaming divulgou uma cena inédita da produção.
Lembrando que a atração chega à plataforma de streaming no próximo dia 27 de junho.
Alguns filmes ficam nas nossas memórias por conterem cenas intensas, marcantes, que acopladas a todo um contexto de reflexões nos levam para jornadas emocionais encostando muitos vezes em crises existenciais. Pensando nisso, resolvemos criar uma lista com filmes extremamente picantes mas que podem (ou não) terem algo a dizer:
Lançado oito anos atrás nos cinemas brasileiros, esse filmaço de Park Chan-wook, ambientada nos anos 30, nos mostra a história de uma jovem que é contratada como criada na casa de uma herdeira. Isso tudo faz parte de um plano dela, só que muitas situações imprevisíveis acontecem.
Com quase três horas de duração e dirigido pela lenda do cinema Stanley Kubrick, De Olhos bem Fechadosaborda reflexões sobre um relacionamento após uma das partes contar a outra sobre fantasias sexuais e a partir daí novas maneiras de enxergar a situação são colocadas aos olhos do público. Baseado na obra Traumnovelle do autor Arthur Schnitzler.
Na trama, conhecemos Simone (Sol Miranda), uma jovem negra, de vinte e poucos anos, que, após a faculdade de direito, está iniciando seu caminho na Defensoria Pública no Estado do Rio de Janeiro. Seu cotidiano é intenso, precisa lidar pelas possibilidades da lei sobre vários tipos de violências quase sempre contra mulheres. De noite, ela é Camgirl, faz performances sexuais online, buscando expor seus desejos e também os desejos do público que já a acompanha faz tempo. Quando ela se vê em um certo descontrole quanto a violência (e até mesmo os limites) de suas apresentações na internet, escolhas precisarão serem tomadas.
Na trama, um compulsivo sexual ao extremo (com uma promissora carreira profissional) vive dias de desespero após a chegada de sua irmã ao apartamento onde mora. Seus dias eram preenchidos com visitas a sites, coleção de revistas com tema adulto, vários encontros com desconhecidas, sempre terminando em sexo ou ações desse tipo. Quando sua irmã entra na história, sua rotina é abruptamente afetada e isso gera um descontrole intenso.
Na trama, conhecemos a fotógrafa Ronit (Rachel Weisz), uma mulher de meia idade, bem sucedida que mora em nova Iorque. Ronit é de família judia, e brigou com sua comunidade tempos atrás. Quando retorna para casa, após um telefonema avisando sobre a morte do pai, acaba reencontrando a melhor amiga de adolescência, Esti (Rachel McAdams) que está casada com Dovid (Alessandro Nivola). A questão é que Esti e Ronit já viveram uma história de amor no passado e com a volta da fotógrafa, as memórias se acendem, gerando um grande conflito na comunidade onde foram criadas.
Nesse polêmico filme, somos apresentados a Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma jovem que está passando por uma época de descobertas em sua vida pessoal. Adèle gosta de dançar, utiliza esse movimento corporal como forma de fugir dos conflitos que prefere não enfrentar. Após uma experiência traumática, acaba conhecendo Emma (Léa Seydoux) uma jovem artista que possui chamativos cabelos azuis. As duas logo se apaixonam e enfrentam todos os dramas de um relacionamento conturbado.
O fogo da paixão e as descobertas sobre o desejo. Baseado no livro homônimo do escritor britânico D.H. Lawrence, publicado no final da década de 20, O Amante de Lady Chatterley nos mostra uma saga de escolhas de uma mulher que joga para escanteio as frustrações de um relacionamento infeliz para viver de forma muito intensa os prazeres do amor com um funcionário da propriedade rural de seu marido. A descoberta do desejo, dos prazeres, de forma bem detalhista, contornam as linhas do roteiro que é assinado por David Magee. Como protagonista, a atriz Emma Corrin, intérprete da Princesa Diana em The Crown.
Na trama, acompanhamos um detetive que se envolve em uma intrigante investigação de assassinato e acaba sendo seduzido pela principal suspeita do caso.
Na trama, conhecemos Lee (Maggie Gyllenhaal) uma tímida mulher que passou por muitos momentos de aflições na vida, inclusive precisando ser internada por um tempo por conta do vício em se cortar. Quando recebe alta da clínica, percebe que seu mundo de alguma forma está no mesmo lugar que deixou e acaba investindo em uma profissão de datilógrafa. Assim, acaba chegando até o escritório de um advogado, Mr. Grey (James Spader), um homem extremamente controlador, amargurado, rígido que começa um jogo de dominação com a protagonista, fato que mudará a vida dos dois para sempre.
Na trama, conhecemos Nomi (Elizabeth Berkley), uma jovem com um passado misterioso que parece ter se metido em muitas encrencas mas sempre tendo o sonho de ser uma dançarina profissional. Ela então resolve ir para uma cidade de oportunidades de vida noturna pulsante, mas seu início já se apresenta com o pé esquerdo. Mal chega à Las Vegas, de carona, é roubada mas esse acontecimento a faz encontrar Molly (Gina Ravera), uma figurinista do show mais badalado da cidade que nunca dorme. Assim, Nomi começa a buscar entender essa cidade e fica fascinada com as oportunidades que vai conseguindo até chegar ao desejo de ser a estrela principal do mais badalado show do lugar.
A popstar vencedora do Grammy Ariana Grandelançou recentemente o clipe oficial de “the boy is mine”, segundo single do álbum ‘Eternal Sunshine’.
O vídeo traz Grande dividindo os holofotes com o astro Penn Badgley (‘Você’).
Lembrando que o compilado de originais já está disponíveis em todas as plataformas de streaming e também conta com as canções “yes, and?” e “we can’t be friends (wait for your love)”.
Confira:
Relembre a tracklist:
1. intro (end of the world) 2. bye 3. don’t wanna break up again 4. Saturn Returns Interlude 5. eternal sunshine 6. supernatural 7. true story 8. the boy is mine 9. yes, and? 10. we can’t be friends (wait for your love) 11. i wish i hated you 12. imperfect for you 13. ordinary things (feat. nonna)
O álbum é precedido por ‘positions’, lançado em 2020, contou com a faixa titular, “34+35” e “pov” como singles e rendeu à artista uma indicação ao Grammy de Melhor Álbum Pop Vocal.
Grande se tornou mundialmente famosa ao participar de diversas produções originais da Nickelodeon. Em 2013, fez sua estreia no mundo da música com ‘Yours Truly’, ascendendo a uma carreira de enorme sucesso desde então.
Em 2020, além de ‘positions’, colaborou com a lendária Lady Gaga no dueto “Rain On Me” para o álbum ‘Chromatica’, que se tornou a primeira parceria feminina a estrear em #1 na Hot 100. A canção foi aclamada pelos críticos e levou diversos prêmios para casa.
Este ano, além do novo álbum, Grande se prepara para retornar aos cinemas na vindoura adaptação do musical ‘Wicked’, em que interpretará Glinda, a Bruxa Boa do Norte.
A icônica popstarCharli XCX voltou ao mundo da música oficialmente e, no último dia 07 de junho, lançou seu aguardo sexto álbum de estúdio, ‘BRAT’.
Contando com quinze faixas, Charli se afastou das incursões de seu compilado de originais anterior, ‘CRASH’, abandonando a estética pop-disco dos anos 1980 e da eletrônica dos anos 2000; em vez disso, abriu portas para um glorioso retorno ao hyperpop, ao club e ao synth-pop, construindo uma jornada hedonista e escapista que apenas uma artista de seu calibre conseguiria fazer.
Para celebrar a recente estreia do álbum, montamos um breve ranking elencando suas cinco melhores faixas.
Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:
5. “365”
Como já mencionado, o disco é um arauto declamatório e urgente do mais puro hedonismo, focando em um prazer confessional que é inebriante e potente em cada elemento. Nesse tocante, “365”, finalizando o compilado da melhor maneira possível, fecha o ciclo iniciado por “360” e resolve enlaçar um tipo de setlist que nos joga de volta ao começo para absorver e aproveitar mais camadas.
4. “SYMPATHY IS A KNIFE”
“Sympathy is a knife” traz breves referências ao techno, mas mascarando as obviedades do estilo com um sintetizador industrial e um hard-pop pautado em transições vocais robóticas e um futurismo palpável que é bem comum ao estilo defendido pela performer.
3. “MEAN GIRLS”
“Mean girls” é um dos principais ápices do álbum e parte de um princípio da inevitabilidade dos samples e de escolhas instrumentais que são inesperadas e, por essa razão, bem-vindas: em meio ao hyper-EDM que pega páginas emprestadas de “S&M”, da icônica Rihanna, há uma presença inusitada do baixo eletrônico que antecipa o refrão e que nos faz imediatamente apertar o repeat.
2. “CLUB CLASSICS”
Cada iteração do álbum é empírica, substancialmente dosada para uma variedade de ouvintes que deseja encontrar algo que dialogue com seus gostos pessoais, ou mesmo aqueles que desejam se afastar do que existe no mainstream. “Club classics”, como o nome já indica, é pautado no club e no melhor do hyperpop, abrindo espaço para uma remodelagem interessante da clássica “Vroom Vroom”, bebendo de irreverências sonoras e mudanças bruscas que nos deixam à beira do assento (no sentido mais positivo do termo)
1. “VON DUTCH”
Charli já vinha nos preparando para essa exagerada e vibrante jornada com a divulgação de vários faixas promocionais, incluindo a irretocável investida “Von Dutch” – uma mistura pungente e dançante de electroclash e dance-pop, cuja lírica é uma exploração de um autoempoderamento necessário e que é tradução quase direta da intitulação do álbum, com uma repetição antêmica da frase “eu sou sua número 1” (“I’m your number one”), quase funcionando como um epítome que resume as principais mensagens.
Chegou recentemente ao catálogo da Netflix, o drama espanhol ‘Não Nos Calaremos’, que gira em torno de Alma (Nicole Wallace), uma jovem insegura e com baixa autoestima de dezessete anos. Um dia, em um ato desafiador, ela coloca uma placa na frente do instituto em que estuda com grandes letras vermelhas dizendo ‘aqui se esconde um estuprador'”.
Criada por Miguel Sáez Carral, que assina o roteiro ao lado de Isa Sánchez, a atração se tornou um dos assuntos mais comentados das redes sociais nos últimos dias.
Entre os comentários, o público está incentivando que outras pessoas assistam a série por conta da mensagem que ela transmite, tocando em diversos assuntos importantes, como o machismo, abuso psicológico e sexual, e até mesmo o bullying.
Ao longo dos episódios, ‘Não Nos Calaremos’ busca mostrar as consequências de cada um desses atos e como eles podem moldar a mente das vítimas para a pior.
Confira: as reações:
Obrigada Netflix por “Não nos calaremos”
Precisamos de filmes, séries, documentários e tudo o que está ao alcance p influenciar jovens a DENUNCIAR
Meninas, assistam “não nos calaremos” na netflix, que série necessária, levanta uma pauta muito importante pra nós mulheres, principalmente as com personalidade forte
apaixonada nessa querida chamada Greta (Clara Galle), ela se apaixonada por toda mulher que vê na série, emocionada amo kkkk ASSISTAM! o arco da principal amiga dela é pesado, leiam a sinopse antes por gatilhos pic.twitter.com/9jULhm107i
Depois de ver a série nova da Netflix “não nos calaremos” eu com certeza prefiro esbarrar com um urso brava e faminto do que com um homem na floresta a noite
Só assistam essa série homens, de verdade
“NÃO NOS CALAREMOS” acabou de ser lançada na dona #netflix e é pipoco. Uma adolescente é violentada, numa festa, por alguém de sua escola e resolve abrir a boca. O que acontece? Além do machismo de sempre, é desacreditada por não ser a “vítima perfeita”. pic.twitter.com/8cmQ8MUyl1
Baseada no best-seller homônimo escrito por Holly Smale, a série ‘Geek Girl‘ chegou ao catálogo da Netflix no último dia 30 e já está entre o TOP 10 da plataforma, assumindo a 2ª posição.
A trama gira em torno de Harriet Manners (Emily Carey), uma adolescente de 15 anos que se autodenomina geek, e também é apaixonada por fatos curiosos, argumentos lógicos e apresentações bem pesquisadas. No entanto, suas tenativa de interações sociais são constantes desafios, o que a deixa em situações um tanto embaraçosas.
Por outro lado, Harriet conta com a leal amizade de Nat (Rochelle Harrington) e Toby (Zac Looker) para ajudá-la a atravessar os obstáculos que a impedem de viver plenamente em sociedade.
No entanto, sua vida muda de uma hora para outra quando ela é descoberta por uma agência de modelos durante uma excursão escolar a Londres, dando início a um caminho de sucesso no mundo da moda, mas sem perder sua essência peculiar.
Nas redes sociais, a atração vem recebendo bastante elogios por conta da trama descontraída e, ao mesmo tempo, por trazer reflexões e importantes debates sobre temas sensíveis.
Confira as reações:
geek girl é uma série que a netflix acertou.
adolescentes com cara de adolescentes (e não de marmanjos com 40 anos nas costas).
história teen com clichês legais e dentro do universo da moda (que inclusive citou a Gisele com 9min do primeiro episódio)
— ursinho da parmalat (@leonardooosouza) May 30, 2024
Uma série cativante, com uma adolescente que tem crises de ansiedade e aprende a lidar com o desenrolar da série, com personagens bem feitos. O enredo foi bem desenvolvido, fotos lindas e atores maravilhosos.Uma verdadeira série adolescente vibe 2016
Assistam Geek Girl na Netflixpic.twitter.com/ZbiQY4eiOg
Tava caçando alguma coisa bobinha para ver na Netflix depois de Eric e cai nessa #GeekGirl!
Curtinha (episódios de 30min), acompanha a história de uma jovem adolescente desajeitada que tem sua vida mudada quando entra para o competitivo mundo da moda. É bem teen e divertida. pic.twitter.com/9dkI0bYKhE
Eu acabei de assistir Geek Girl na netflix e eu tô completamente apaixonado. É a melhor série adolescente que eu assisti recentemente, é incrível ver a evolução da protagonista e se identificar com ela, além de que o casal é extremamente amável.
Assumindo a 8ª posição entre as séries mais assistidas da semana na Netflix, ‘A Vida que Você Queria’ gira em torno de Gloria (Vittoria Schisano), uma mulher trans que construiu uma vida agradável, mas que é repentinamente perturbada pela reaparição repentina de Marina (Pina Turco), uma velha amiga.
Isso porque a simples presença de Marina faz Gloria relembrar um período de sua vida que deveria estar enterrado e, ao longo do desenrolar da trama, o reencontro traz à tona segredos e momentos de tensões, obrigando Gloria a se equilibrar entre um passado conturbado e a felicidade que está construindo no presente.
Dirigida por Ivan Cotroneo, a atração vem recebendo bastante elogios dos assinantes da plataforma por conta do roteiro equilibrado entre momentos descontraídos e das fortes reviravoltas entre os personagens.
Confira as reações:
Passei o dia maratonando um drama italiano perfeito na Netflix. Super recomendo: A vida que você queria
Adorei o série A vida que você queria da Netflix!
A Eva ligando no final no centro de ajuda LGBTQIA+ perguntando como fazia o bebê parar de chorar me tirou boa risada!
Gostei…
Mais conhecida por seu papel como a stalker Martha na série ‘Bebê Rena‘, a atrizJessica Gunning assumiu sua homossexualidade pela primeira vez após 36 anos desde que se descobriu gay.
Em entrevista para o podcast Reign With Josh Smith, Gunning disse que foi através da série que ela se sentiu segura para se assumir publicamente, alegando que sua vida mudou por completo após aceitar a si mesma como uma mulher lésbica.
“Há mais de 35 anos, eu percebi que eu era uma grande lésbica e pensei: ‘É assim que tem sido. É isso que é’, eu só não aceitava, não acreditava que pudesse me interessar sexualmente por outras mulheres.”
Gunning lembrou que, enquanto grava ‘Bebê Rena‘, percebeu que não havia motivos para esconder sua opção sexual e contou para os pais em 2022.
“Há algo realmente emocionante em ‘Bebê Rena‘, quando Donny (Richard Gadd) fala sobre suas inseguranças ao dormir pela primeira vez na casa de seus pais. E eu contei sobre minha sexualidade para minha família no Natal daquele ano. Acho que dormi por umas dez horas naquela noite.”
Ela continuou:
“Eu meio que pensei: ‘É assim que tem sido, é como um segredinho que acho que tenho escondido de mim mesma’. E não de uma forma ruim. Nunca senti que estava reprimindo algo de maneira negativa, ou que qualquer reação seria ruim. Eu só pensei que não poderia ser, eu não me aceitava. E então quando tudo deu certo, eu pensei: ‘Agora faz sentido, que sensação libertadora’.”
‘Bebê Rena‘ retrata uma história real vivida pelo ator e comediante escocês Richard Gadd quando foi vítima de uma perseguidora e predadora sexual por volta de seus 20 anos.
Na trama, ele interpreta Donny Dunn, que acaba virando a obsessão de Martha (Jessica Gunning), uma mulher ele conhece em um bar onde trabalha, despertando nela um interesse sufocante que pode destruir as vidas dos dois.
No caso real, Gadd relatou ao longo de alguns shows que foi perseguido por pelo menos quatro anos por uma mulher que o apelidou como Bebê Rena.
Apesar do apelido que costuma causar risos na plateia, ele disse que foi assediado com 41.071 e-mails, 350 horas de mensagens de voz, 744 tweets, 46 mensagens no Facebook e 106 páginas de cartas.
Além disso, ela tentou chamar sua atenção com presentes, incluindo uma rena de pelúcia, pílulas para dormir, um chapéu de lã e roupas íntimas, como pijamas e cuecas boxer.
Identificada na série como Martha, a mulher não teve sua real identidade revelada por Gadd para evitar represálias ou reforçar o traumas que algumas pessoas viveram na vida real.
Em entrevista à Variety, ele disse que:
“Há certas restrições [quando se faz uma produção baseada em fatos]. Você não pode simplesmente copiar a vida e o nome das pessoas e divulgá-los na TV. Obviamente, também estávamos cientes de que alguns personagens são baseados em pessoas vulneráveis. Não queremos tornar a vida das pessoas mais difíceis. Então é preciso ocultar certas coisas para se proteger e proteger outras pessoas.”
O comediante também admitiu que precisou fazer algumas alterações para deixar a história mais atraente e dramática.
“Muito da perseguição que sofri foi uma narrativa chata. Às vezes, Por razões artísticas, é necessário dramatizar o conteúdo para deixá-lo mais atraente para o público. O que aconteceu comigo foram ações repetitivas, do tipo: ‘Ai, Deus, uma mensagem dessa pessoa de novo. E, claro, na televisão, especialmente em um suspense, você precisa mover certas linhas do tempo, precisa mover certos pontos para o final dos episódios terem um resultado satisfatório. Além de uma história verdadeira, você precisa torná-la visualmente interessante. Ainda assim, é uma história verdadeira – vem de uma verdade emocional, e acho que é com isso que as pessoas mais se identificam.”
No entanto, Gadd reforça que o objetivo da série é repudiar comportamentos abusivos e a importunação e não glamourizar pessoas que fazem isso.
Ao fim da adaptação, Martha é presa depois de confessar perseguição e assédio, sendo condenada a nove meses de prisão, além de receber uma ordem de restrição.
Já no caso real, o destino da perseguidora é incerto, pois Gadd disse ao The Independent, que não fez questão da prisão dela, demonstrando empatia e encarando o caso como uma questão de doença mental.
“Não consigo enfatizar o suficiente o quanto ela é uma vítima em tudo isso. Perseguição e assédio são uma forma de doença mental. Teria sido errado colocá-la como um monstro, porque ela não está bem e o sistema falhou com ela.”
Com direção de Weronika Tofilska, a atração retrata o caso em sete episódios.
Dentro do universo do terror e suspense sempre tem aquelas brilhantes narrativas que através de reviravoltas ou acontecimentos bombásticos mudam todos os rumos da tensão. Pensando em algumas obras que seguem por esse caminho, segue abaixo uma lista bem legal para você que gosta de filmes assim:
Nós
Um dos grandes filmes de terror dos últimos anos, Nós conta a história de uma família que embarca em uma viagem para passarem férias e acabam em uma jornada de descobertas impactantes quando um grupo de outras pessoas aparecem. O filme é escrito e dirigido pelo ótimo Jordan Peele. No elenco a ganhadora do Oscar Lupita Nyong’o.
1996
Na rápida história, acompanhamos Bia (Léa Nogueira) e Luisa (Yuly Amaral), duas inseparáveis amigas da faculdade que resolvem ir se divertir longe da cidade delas. A bordo de um Volkswagen antigo com placa de São Lorenço, Luisa resolve filmar a viagem toda com uma câmera que acabara de ganhar de presente. Quando Bia resolve pegar um desvio para fugir do trânsito, acaba indo parar na cidade de varginha onde o pneu do carro onde elas estão fura. Depois de algumas horas sem ver uma alma, encontram um homem que as ajuda mas logo um enorme barulho de coisa caindo gera curiosidade e os três vão lá ver o que é.
Na trama, conhecemos uma família rica que fica completamente abalada com o sequestro da filha mais nova. Quando os sequestradores entram em contato, eles são surpreendidos pois os criminosos não querem dinheiro, mas se encontrar com eles, pois, alguém naquela casa, esconde um segredo sobre um ato terrível. Assim, ao longo de uma madrugada, verdades começam a aparecer.
Na trama, acompanhamos um escritor que se vê em enorme enrascada, junto de sua família, após encontrar uma caixa com filmagens antigas de alguns crimes.
Na trama, que fala sobre o universo do bicho papão em forma de entidade, conhecemos Amelia (Essie Davis), uma mãe solteira que vive em uma casa pra lá de estranha com seu único filho Samuel (Noah Wiseman). O garoto vive em um mundo solitário, não consegue ter amizades e sempre gera uma grande dor de cabeça para sua mãe. Certo dia, ele acha um livro macabro e a partir disso começa a ver um monstro pela casa. Sua mãe, a princípio, não acredita nele mas coisas estranhas começam a acontecer também para ela.
Na trama, conhecemos um grupo de amigos adolescentes que começam a serem perturbados quando estão dormindo, durante seus sonhos (que virão logo pesadelos), por uma figura monstruosa que usa chapéu, tem o corpo dominado por queimaduras e está sempre com um suéter vermelho e verde, conhecido por Freddy Krueger (Robert Englund). Após algumas mortes, a jovem Nancy (Heather Langenkamp), completamente abalada emocionalmente, se torna a única capaz de encontrar coragem para enfrentar a terrível situação que seu destino encontra.
Na trama, conhecemos Eva (Grazi Massafera), uma artesã de bonecos de bebês à espera do terceiro filho, o primeiro menino, que vive seus dias felizes ao lado do marido, o advogado Vicente (Reynaldo Gianecchini), e das duas filhas gêmeas em um condomínio de alto padrão numa grande cidade brasileira. Certo dia, já após o nascimento do novo filho, e em meio a uma depressão pós-parto evidente, suas filhas aparecem machucadas e Eva acaba sendo acusada de ter cometido tal ato. Assim, sua vida muda completamente, desencadeando uma série de conflitos que rebatem em acontecimentos estranhos e duvidosos.
Na trama, conhecemos um pequeno grupo de pessoas que se vê na inusitada situação de estarem todos presos dentro de um elevador. Só que um deles não é quem diz ser.
Na trama, conhecemos o jovem e apaixonado Chris (Daniel Kaluuya) que possui um relacionamento intenso com sua namorada Rose (Allison Williams) e adora fotografia. Certo dia, Rose convida Chris para conhecer sua família em uma cidade do interior. Chegando lá, é apresentado a família da namorada e coisas estranhas começam a chamar sua atenção e aos poucos o protagonista vai percebendo que nada é o que parece nessa família.
Com um orçamento de apenas 100.000 dólares, no final de 2020 foi lançado um filme que mistura quarentena, sessão espirita e um grupo de amigos que se veem de frente com o perigo onde menos esperavam.
Com a chegada dos streamings de forma definitiva em nossas vidas, temos acesso a milhares de produções que antes demoravam anos para termos poucas possibilidades de assistir. Mas uma coisa é certa: tem filmes que no cinema mudam totalmente a experiência! Pensando nisso, listamos abaixo algumas obras impactantes na imersão de uma sala de cinema:
Na fantástica aventura acompanhamos o veterano astronauta Matt Kowalski (George Clooney) e a engenheira médica Ryan Stone (Sandra Bullock) em um dia tumultuado no espaço. Enquanto estão consertando alguns probleminhas em uma estação espacial, são surpreendidos por uma chuva de meteoritos que atingem uma outra estação espacial, caminhando rapidamente na direção deles. Do lado de fora da nave, com pouco oxigênio e quase entrando em desespero, precisam unir forças para tentar sobreviver a essa eminente catástrofe.
Whiplash – Em Busca da Perfeição
Na trama, acompanhamos o jovem músico Andrew (Miles Teller), um garoto talentoso que estuda na escola de música mais prestigiada dos Estados Unidos. O protagonista é um prodígio da bateria e não pensa em outra coisa a não ser estudar e aperfeiçoar todos seus movimentos. Certo dia, durante uma seleção surpresa para a principal banda de Jazz da escola em que estuda, Andrew é recrutado pelo temido professor Fletcher (J.K. Simmons) e assim começa uma trajetória de dor, sofrimento, dedicação, esforço e amor pela música.
La La Land – Cantando Estações
Na trama, ambientada em Los Angeles, conhecemos o pianista Sebastian (Ryan Gosling), um amante do Jazz que vive buscando seu espaço em meio a mudanças constantes que a vida coloca em seu caminho. Rabugento e completamente sozinho, de maneira inusitada, acaba conhecendo a sonhadora Mia (Emma Stone), uma jovem que partiu para Los Angeles para buscar a difícil carreira de atriz mas que hoje trabalha em uma espécie de Starbucks dentro de um famoso Estúdio de gravações de filmes. Logo o amor entre os pombinhos acontece e, entre as estações do ano, precisarão compreender como é viver a vida a dois e o tamanho que o sonho de cada um tem na vida do outro.
Na trama, acompanhamos o em torno dos alicerces de Hollywood nos anos 20 na visão de alguns personagens. Manny (Diego Calva) é um imigrante mexicano que entre bicos em festanças descontroladas onde aparecem os grandes nomes da tão badalada indústria do cinema norte-americano consegue avançar no sonho de participar nos bastidores de algumas produções. Conhecemos também Nellie (Margot Robbie), um jovem atraente que tem um passado triste e acaba conseguindo adentrar ao mundo do cinema mudo. E temos Jack Conrad (Brad Pitt) um bem sucedido ator da Hollywood desse tempo que passará por intensos conflitos com a chegada do cinema falado. Essas três almas, interligadas pelos bastidores do cinema, nos guiam para uma trama que envolve declínios e ascensões meteóricas.
Na trama, ambientada em 180 D.C, conhecemos o respeitado general Maximus Decimus Meridius (Russell Crowe) um homem que lidera milhares de soldados em linhas de frente de batalhas e só possui um objetivo: voltar para casa e reencontrar a família. Só que após vencer uma importante batalha, já no final de uma grande guerra, o imperador Marco Aurélio (Richard Harris) lhe motiva a ser um dos próximos líderes romanos, fato que deixa o filho do imperador, Cômodo (Joaquin Phoenix), com enorme ciúmes. Num ato premeditado e cruel, Cômodo mata seu pai assumindo assim o poder máximo desse grande império. Em um de seus primeiros atos como grande chefão romano é ordenar a morte de Maximus e toda sua família. Só que o herói dessa história consegue fugir e começa aos poucos a planejar uma enorme vingança tendo pelo caminho que se tornar um gladiador.
Na trama, conhecemos a tripulação da Ares, uma equipe de astronautas que faz uma expedição no distante planeta Marte ao comando da toda poderosa NASA. Após serem surpreendidos por uma tempestade violenta, um dos astronautas, Mark Watney (Matt Damon), é dado como morto. Para surpresa de todos, e com a tripulação restante já fora de Marte, o astronauta em questão acaba sobrevivendo e agora vai precisar de toda sua inteligência como botânico de formação para tentar sobreviver durante muitos dias até um improvável mas possível resgate. A inteligência e a concentração para não entrar em pânico dão a Mark um respiro de esperança mesmo estando em uma situação extremamente complicada. Já, as questões políticas, principalmente nas decisões sobre as possibilidades de resgate dão um tom de aflição e medo à trama. Há uma grande tensão no ar, tanto em Marte, quanto na Terra.
Na trama, numa distopia futurística onde, após uma enorme tragédia, o ocidente trava uma guerra contra a inteligência artificial. Nesse contexto, conhecemos Joshua (John David Washington), um soldado que após um enorme trauma envolvendo sua esposa no seu passado, é chamado de volta para a ação com o objetivo de encontrar e eliminar um inteligente e desconhecido arquiteto que possui em suas experiências o projeto de uma arma poderosa.
Na trama, ambientada na segunda guerra mundial, conhecemos Rudolf Höss (Christian Friedel), alta patente nazista e comandante do campo de concentração de Auschwitz que vive com sua esposa Hedwig (Sandra Hüller) e seus filhos em uma casa confortável levando a vida que sempre sonharam. O lugar é situado ao lado do campo de concentração mencionado, onde atrocidades foram cometidas.
Na trama, conhecemos Jack (Keanu Reeves), um oficial da polícia que juntamente com seu parceiro Harry (Jeff Daniels) é chamado para uma situação complicada envolvendo um elevador que está caindo, em uma suposta ação premeditada. Após esses minutos de alta tensão e o resgate do reféns, Jack se vê novamente em confronto com a mente por trás do incidente com o elevador, um psicopata chamado Howard (Dennis Hopper), ex-membro do esquadrão anti-bombas da polícia que agora ameaça um ônibus que não pode chegar na velocidade de 50 milhas por hora senão uma bomba se arma. Jack contará com a ajuda de Annie (Sandra Bullock), uma simpática passageira.
Na trama, acompanhamos logo no início uma missão que não dá certo e onde ‘M’ precisa tomar uma decisão que influencia sua lealdade perante à Bond. Mas quando um passado escondido da chefe da agência vem à tona, o agente 007 precisa se entender com ‘M’ e combater um vilão excêntrico, especialista em computação.
A exibição-teste da aguardada sequência ‘Gladiador 2’, que traz Ridley Scott de volta à cadeira de direção, foi um SUCESSO!
Segundo o World of Reel, o corte exibido foi de impressionantes duas horas e 40 minutos e é descrito como uma crua e envolvente história de vingança, com cenas caracterizadas como “absolutamente insanas”.
O filme é “arrepiante e digno de Oscar”, afirmou uma das fontes.
Diversos elogios foram dados a Denzel Washington, ovacionado como “diabolicamente brilhante” em seu papel, a Joseph Quinn (Caracalla) e a Fred Hechinger (Geta) – estes últimos dois descritos como grandes valores de entretenimento ao longa-metragem.
As informações também indicam que os novos personagens são bastante fortes, com destaque à performance sutil e prática de Paul Mescal como Lucius e a Connie Nielsen, que faz um “ótimo trabalho” como Lucilla.
Tanto o design de produção quanto os figurinos receberam aplausos, replicando o visual e a atmosfera do título original. As cenas na arena de gladiadores chamaram a atenção dos espectadores – e incluíram tubarões, macacos assassinos, um rinoceronte gigante e ótimas sequências de ação e de luta.
Inicialmente prevista para 21 de Novembro, a aguardada sequência teve sua estreia antecipada nos cinemas nacionais.
Agora, a Paramount Pictures lança o filme por aqui dia 14 de Novembro, uma semana antes da estreia nos EUA. As informações são do FilmeB.
Dirigido por Ridley Scott, o novo filme promete trazer combates grandiosos e inesperados, que se estendem além do Coliseu.
Confira a descrição do trailer:
O trailer começa com uma narração do Paul Mescal como Lucius, filho do Maximus (protagonista do primeiro filme, interpretado por Russell Crowe). Sendo um escravo como seu pai, ele luta na arena e precisa enfrentar ameaças inesperadas, como um rinoceronte e até mesmo macacos assassinos – em combates muito mais grandiosos e perigosos do que no longa original.
Denzel Washington é um dos grandes destaques do vídeo, e promete ser uma figura importante na narrativa – manipulando conflitos políticos ao seu favor. Em sua busca pelo poder, ele quer a queda de Roma e pretende usar o personagem do Paul Mescal como um peão em seu jogo.
Vamos cenas de luta no Coliseu, mas uma das cenas mais impactantes é quando mostram o Coliseu cheio de água e tubarões. Vemos barcos se preparando para jogarem os Gladiadores na água. Em outra, vários macacos assassinos tomam conta da batalha.
Pedro Pascal lidera o exército romano em diversas cenas épicas de batalha naval, e o trailer se encerra com uma cena épica entre Pascal e Mescal na arena.
A trama, estrelada por Paul Mescal (‘Aftersun’), vai contar a história de Lucio, filho de Lucilla (Connie Nielsen), numa batalha contra Roma, após se inspirar nas façanhas de Maximus (Russell Crowe).
A sequência do épico histórico também conta com Pedro Pascal (‘The Mandalorian’), Denzel Washington (‘O Livro de Eli’), Connie Nielsen (‘Advogado do Diabo’), Djimon Hounsou (‘Diamante de Sangue’), Joseph Quinn (‘Stranger Things‘) e May Calamawy (‘Cavaleiro da Lua‘)
O roteiro fica a cargo de David Scarpa (‘Napoleão).
Lançado em 2000, ‘Gladiador‘ foi um dos filmes de maior bilheteria no ano em que estreou, ganhando o Oscar de melhor filme, bem como o prêmio de melhor ator para Russell Crowe.
O filme original está disponível na Netflix, Prime Video, Star+ e Telecine.
Andrew Stanton, diretor de ‘Wall-E‘ e ‘Procurando Nemo‘, foi confirmado na direção do projeto.
A nova sequência da franquia clássica da Pixar está programada para no dia 19 de junho de 2024.
De acordo com o Deadline, a Warner Bros/New Line também tem um título reservado para o mesmo dia, cujo título ainda não foi anunciado.
O novo filme contará com o retorno deTim Allen (Buzz Lightyear) e Tom Hanks (Woody).
A informação foi revelada pelo próprio Allen durante o programa The Tonight Show with Jimmy Fallon.
Em sua declaração, o astro disse que:
“Bob Iger nos disse o que estava acontecendo. Na verdade, ele disse que isso [o novo filme] iria acontecer. Eles entraram em contato com Tom Hanks e eu para voltarmos a dublar. Mas eles nem estão falando muito sobre isso.”
Ele continuou:
“Sabe? Você se pergunta se quatro [filmes] eram demais. Então, cinco vai ser demais? Boatos dizem que o roteirista que está nesta missão escreveu um dos melhores roteiros do estúdio, ele disse: ‘Se eu não acertasse, eu não o faria’.”
Confira:
Há alguns meses, o site The DisInsider apresentou alguns rumores do que podemos esperar da sequência.
Além disso, alguns detalhes da trama foram discriminados: o Sr. e a Sra. Cabeça de Batata irão retornar. Entretanto, como os dubladores Don Rickles e Estelle Harris faleceram nos últimos anos, ambos os personagens serão reelencados para a nova sequência. Além disso, Andy irá retornar como adulta, com sua família sendo parte importante da trama; e Randy Newman deve reprisar seu papel como compositor.
Além disso, o diretor criativo da Pixar, Pete Docter, confirmou à Variety que o filme terá o retorno de Woody e Buzz Lightyear.
“Temos outro Toy Story a caminho, então Woody e Buzz vão voltar”, afirmou.
Por enquanto, ainda não há maiores detalhes sobre a sequência, como uma previsão de estreia.
Até lá, vale lembrar que todos os filmes da franquia estão disponíveis na Disney+!
Charli XCX é uma das artistas mais interessantes do cenário fonográfico contemporâneo – e uma das responsáveis por uma revolução artística que introduziu o PC music e o hyperpop ao escopo mainstream. Ao longo de sua carreira, a cantora, compositora e produtora se manteve fiel à identidade inesperada que calcara no começo de sua ascensão, à medida que se permitia explorar mais incursões que fugiam do convencionalismo instrumental.
No último dia 07 de junho, Charli lançou seu aguardado álbum ‘BRAT’ – e, para celebrar a recente estreia do compilado de originais, preparamos uma breve lista elencando suas dez melhores canções.
Confira nossas escolhas abaixo e conte para nós qual a sua favorita:
10. “PINK DIAMOND”
Álbum: how i’m feeling now
Pouco depois de seu álbum homônimo, Charli XCXlançou de surpresa o álbum ‘how i’m feeling now’ e, conhecendo o estilo da cantora, ela iria se respaldar com força no PC music que vem explorando com mais e mais afeição desde o início da década passada. Com “pink diamond”, Charli deixa claro que não tem medo de experimentar e unir gêneros conflitantes em um mesmo espectro.
Para promover sua quinta investida artística, a cantora e compositora originou o lead single“Good Ones”, uma mistura enérgica e irretocável de synthwave e electro-pop que nos convida para as pistas de dança em uma nostalgia gritante e uma sagacidade lírica invejável; talvez o aspecto mais interessante da faixa seja seu respaldo no mainstream em vez dos experimentalismos clássicos de sua imagética sonora, bem como o fato de uma quantidade considerável de compositores se unir para um bem em comum.
Retomar o passado vem se tornando uma estética bastante utilizada pelos artistas musicais, como vemos desde 2020 com o lançamento de álbuns que recuperaram os anos 1980 e 1990 com originalidade e mimetismo surpreendentes – e é claro que Charli não ficaria de fora. Todavia, diferente dos outros, ela se mantém fiel a si mesma e às raízes do PC music que a colocou no centro dos holofotes. Dessa forma, temos a presença da evocativa e sensorial “Lightning”, em que ela “espirala por todo lugar” ao sentir o amor de seu par romântico, aproveitando para destilar suas afeições à eletrônica e à performance robótica de outrora.
Charli consegue encontrar mensagens metafóricas muito bem articuladas que se provam à frente de seu tempo sem abandonar aspectos nostálgicos, emulando aqueles que sempre lhe inspiraram. Não é surpresa seu álbum homônimo abra com “Next Level Charli”, cuja construção insurge com a impactante e pesada preferência da artista pelos brutos sintetizadores oitentistas, remasterizados com uma verborrágica versificação coming-of-age.
A parceria com Christine and the Queens e Caroline Polachek, “New Shapes”, é retumbante e não pensa duas vezes antes de se iniciar com uma impactante profusão de sintetizadores que se aglutina a vocais multiplicados e quase dêiticos. O reflexo oitentista é bem maior na track, principalmente quando paramos para prestar atenção à redundância proposital da bateria e do teclado eletrônico, aliados a uma narrativa divertida e a pincelada de um violino clássico – cortesia da produção conhecida de Lotus IV, que já trabalhou com Zedd e Avicii, por exemplo.
“Von Dutch” é uma mistura pungente e dançante de electroclash e dance-pop, cuja lírica é uma exploração de um autoempoderamento necessário e que é tradução quase direta da intitulação do álbum ‘BRAT’, com uma repetição antêmica da frase “eu sou sua número 1” (“I’m your number one”), quase funcionando como um epítome que resume as principais mensagens do compilado de originais.
4. “VROOM VROOM”
Álbum: Vroom Vroom
Se há uma música que define o estilo de Charli XCX, esta é a clássica “Vroom Vroom”. Lançada em 2016, a faixa é uma das principais representantes do movimento do PC music e do hyperpop, empregando novas camadas de sonoridade às fórmulas utilizadas ad nauseam pelos artistas mais conhecidos. Contando com a produção da saudosa SOPHIE, que também utilizou a canção para imprimir sua marca na indústria musical, a track mergulha em um pop industrial movido a batidas ressoantes e a sintetizadores propositalmente dissonantes para nos convidar a uma jornada sinestésica e bastante vanguardista.
O álbum ‘Charli’ aposta em seu hibridismo para voltar-se para a década passada em “White Mercedes” – que se configura, sem sombra de dúvida, como uma das melhores faixas. A delineação pop, travestida com certos elementos sintéticos que a tornam bastante diferente do normal. Aliás, se há algo do qual a lead singer foge é a normatização, e essa é a provável razão pela qual opta por não se importar com o que a indústria lhe exija: ela, em uma independência autoproclamada, arquiteta epopeias guiadas pela força descomunal do baixo, da guitarra e de alguns toques que vagamente nos trazem de volta para a atualidade
Em ‘CRASH’, somos presenteados com um resumão do que a indústria fonográfica foi capaz de fazer, desde a intensa faixa-titular, que abre de forma irrefreável, até a ode ao electro-house e ao power-pop dos anos 2000 com “Used To Know Me”, pegando elementos emprestados de Steve Angello e Laidback Luke com a memorável “Show Me Love”.
A mixtape‘Pop 2’ foi a responsável por cimentar a identidade sonora e a importância de Charli como uma das maiores artistas do século – movida pelo desejo de criar arte em vez apenas de emulá-la. E, dentro desse escopo absolutamente incrível, temos “Track 10”, uma de suas investidas mais conceituais e memoráveis, guiada pelo uso impactante de sintetizadores e pela impecável de vocais. Em 2019, Charli se reuniu com Lizzo para a colaboração “Blame It On Your Love”, apresentando uma nova versão da faixa.
Existem alguns filmes que mesmo se utilizando de histórias batidas e reciclando clichês conseguem se sobressair por usar velhos elementos para entregar algo inovador e diferente. E esse é o caso de ‘O Telefone Preto‘ (The Black Phone), suspense sobrenatural do diretor Scott Derrickson que estreou no Prime Video.
Derrickson tem se provado um dos maiores e melhores diretores dos últimos anos, especialmente quando se trata de terror. Para se ter uma ideia, foi ele quem comandou o aterrorizante ‘O Exorcismo de Emily Rose‘ (2005) – considerado por muitos o melhor filme de exorcismo desde o icônico ‘O Exorcista‘ (1973). Além disso, ele tem no currículo o terror ‘A Entidade‘ (Sinister), que foi eleito pela ciência como o terror mais assustador de todos os tempos.
Aqui em ‘O Telefone Preto‘ fica claro o talento e a sagacidade do diretor em criar uma atmosfera interativa e assustadora para a audiência, além de conseguir logo nos primeiros minutos criar personagens interessantes e aprofundados que geram empatia com o telespectador. E esse é o segredo de um suspense bem sucedido: fazer com que nos importamos com os personagens e suas dores.
A trama é baseada em um famoso livro doJoe Hill, o filho de Stephen King, mas traz uma história que já ouvimos antes. Acompanhamos o protagonista Finney Shaw, um garoto de 13 anos que é sequestrado por um sádico serial killer (Ethan Hawke) em um porão a prova de som, onde os gritos do menino não podem ser ouvidos. Na parede do porão, Finney encontra um telefone antigo. O telefone preto.
Quando o aparelho toca, o garoto consegue ouvir a voz das vítimas anteriores do assassino, e elas tentam evitar que o Finney sofra o mesmo destino. Enquanto isso, a irmã sensitiva de Finney tem sonhos que indicam o lugar onde ele pode estar e corre contra o tempo para resgatar o amigo antes que seja tarde demais.
Apesar da história não ser tão inventiva, os artifícios do roteiro escrito pelo próprio Scott Derrickson – com ajuda deC. Robert Cargill – fazem com que a história fique ainda mais interessante e convidativa, fazendo com que o espectador se contorça na cadeira na esperança que o protagonista sobreviva àquele terror.
E grande parte da veracidade e urgência do filme vem do talento de seu elenco. Mason Thames entrega uma atuação angustiante como o jovem Finney, e consegue passar todo o desespero do personagem através de suas expressões bastante emotivas. Uma grande atuação de um jovem em ascensão. Ethan Hawke como sempre entrega uma atuação poderosa e aterrorizante como o vilão, e consegue aterrorizar a audiência mesmo usando uma máscara sinistra boa parte do filme.
Mas quem rouba a cena é a garotinha Madeleine McGraw, que vive a sensitiva Gwen, e é o grande destaque do filme com uma personagem extremamente interessante e poderosa.
Produzido pela Blumhouse, ‘O Telefone Preto‘ não é um filme de terror aterrorizante como estava sendo vendido, mas sim um suspense instigante que consegue te envolver e entreter por 1 hora e 43 minutos. E ele funciona muito bem a que se propõe. Com apenas dois jumpscares, o filme prefere criar uma atmosfera que te faz ter medo e explora os maiores terrores da infância. E acredite, ele vai te fazer sentir medo sim, mas de uma maneira bem diferente. E essa é a graça do Scott Derrickson, subverter ideias e te surpreender. Que ele continue fazendo isso!