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FLOPOU! ‘A Reconquista’, ‘Sobrou pra Você’ e outros Grandes Fracassos do Cinema que Completam 24 Anos

Entra ano e sai ano, o mundo do cinema nos apresenta novos sucessos que iremos lembrar e comentar pelos próximos tempos, ou quem sabe para sempre. Mas para isso, como forma de equilibrar o universo, também ganhamos anualmente fiascos monumentais. Fracassos de crítica, público ou ambos, algumas produções azaradas simplesmente se tornam uma grande dor de cabeça para seus realizadores e podem inclusive marcar carreiras – chegando a terminar o sonho de estrelato para muitos.

A cada geração, no entanto, alguns fracassos (ou flops, como são carinhosamente chamadas atualmente estas obras) são redescobertos e reanalisados, podendo vir a se tornar filmes cults. São os casos com produções como Blade Runner e O Enigma de Outro Mundo, por exemplo, ainda hoje fortes na cultura popular após seus fracassos na época de lançamento.

Seja como for, aqui iremos abordar em especial os fracassos financeiros de alguns lançamentos do cinema, que custaram muito, renderam pouco, e em 2024 completam 24 anos. Vem conhecer.

 

A Reconquista

Não tem como começar a lista de outra forma. A Reconquista, ou Campo de Batalha Terra (no título original), é definitivamente um dos maiores fracassos da história do cinema. Projeto de estimação do astro John Travolta, a ficção científica é adaptada do livro homônimo de L. Ron Hubbard, o pai da cientologia, religião da qual o ator faz parte. A trama se passa no ano 3000 e é uma espécie de Planeta dos Macacos (1968) onde desta vez os humanos são escravizados por uma raça alienígena – da qual Travolta faz parte, ele é o vilão Terl.

Bancada pela Warner, a produção recebeu um orçamento de US$73 milhões, e viu de volta apenas algo em torno de US$21 milhões nos EUA. No mundo, não chegou nem a US$30 milhões. Fora isso, soma pífios 3% de aprovação no Rotten Tomatoes, e junto ao grande público no IMDB é o número 15 dos piores de todos os tempos. O filme fez a limpa nos prêmios Framboesa de Ouro, onde voltou a ser destaque no fim da década – eleito como o pior filme dos últimos dez anos, além do pior “drama” dos últimos 25 anos. Ah sim, e A Reconquista era planejado como uma trilogia, deixando até um gancho ao final para isso. E pensar que o diretor Roger Christian teve envolvimento com a saga Star Wars

Os Flintstones em Viva Rock Vegas

Muito antes de SCOOBY! fazer sucesso online com sua intenção de um Hanna-Barbera-verse, outras criações do clássico estúdio de animação já haviam emplacado nas telonas. O primeiro Os Flintstones (1994) chegava na esteira dos sucessos de Batman (1989), Dick Tracy (1990) e As Tartarugas Ninja (1990), que apesar de mais sombrios, mostravam que produtos como quadrinhos e desenhos podiam se dar muito bem nos cinemas. E apesar do primeiro filme, que tinha produção de Steven Spielberg, não ter caído no gosto dos críticos, arrecadou impressionantes US$341 milhões num orçamento de US$46 milhões para a Universal.

Porém, ao invés de engatilhar rapidamente a continuação, o estúdio resolveu esperar nada menos que 6 anos, perdendo totalmente o timing e hype do longa original. Assim, Viva Rock Vegas, uma pré-sequência, mudou seus atores e Spielberg saiu, mas trouxe novamente a direção de Brian Levant. E apesar de seguir não impressionando os críticos (com 25% de aprovação), o prego no caixão foi a irrisória bilheteria de US$35 milhões para um orçamento de US$83 milhões nos EUA. Mundialmente, o filme fez um pouco mais que US$59 milhões. Ah sim, o segundo Flintstones teve indicações no Framboesa e no Stinkers Bad Movie Awards e consta como um dos piores de todos os tempos (número 79) no IMDB.

Sobrou pra Você

A rainha da música pop Madonna é uma estrela irretocável nos palcos, mas sua carreira como atriz talvez tenha visto mais baixos do que altos. Quatro anos depois das críticas sofridas por Evita, Madonna, a atriz, retornava como protagonista nesta comédia dramática sobre uma mulher que decide ter seu primeiro filho (no auge dos 42 anos da atriz) com seu melhor amigo gay. A crítica deu apenas 19% de aprovação, e afirmou que “os elementos da história colidem e as atuações deixam a desejar”.

Sobrou pra Você não escapou dos prêmios ruins do cinema, e foi indicado para o Framboesa e o Stinkers Bad Movie Awards, sendo indicado para pior filme e “vencedor” de pior atriz para a material girl. O grande e saudoso diretor John Schlesinger (Perdidos na Noite e Maratona da Morte) já viu dias melhores. O filme fez uso de um orçamento mediano, de US$25 milhões, mas viu de volta apenas US$14 milhões nos EUA, e US$24 milhões mundialmente aos cofres da Paramount, não conseguindo sequer se pagar.

 

Dungeons & Dragons

Igualmente membro do seleto clube dos piores filmes de todos os tempos no IMDB (este em número 74), o filme é a adaptação do famoso jogo de RPG criado em 1974 – que fez e faz a alegria dos aficionados. Este longa, por outro lado, é uma aula de como NÃO fazer uma aventura de fantasia medieval (muito em voga nos anos 1980, e que voltaria com tudo no ano seguinte ao seu lançamento, com Senhor dos Anéis e Harry Potter).

Sim, o adorado desenho conhecido no Brasil como Caverna do Dragão (1983-1985) também é baseado em tal jogo e possui este título na versão original. Ao invés de adaptar o icônico cartoon, os envolvidos preferiram criar esta enfadonha história do zero dentro de tal universo. Dungeons & Dragons é uma das maiores vergonhas da carreira do vencedor do Oscar Jeremy Irons (que vive o vilão) e junto à crítica no Rotten Tomatoes soma histéricos 10% de aprovação. A produção custou US$45 milhões aos cofres da New Line (subsidiária da Warner) e viu o retorno de apenas US$15 milhões nos EUA, e um pouco mais de US$33 milhões ao redor do mundo.

O diretor Courtney Solomon seguiu para trabalhos melhores, como produtor do drama Cake, com Jennifer Aniston. E curiosamente, Dungeons & Dragons saiu ileso sem indicações ao Framboesa de Ouro.

Supernova

Um dos filmes mais polêmicos dos últimos anos, a ficção científica com ares de terror é um dos inúmeros filhotes de Alien – O Oitavo Passageiro (1979), mas um bem problemático. Orçamentos estourados, roteiro reescrito, adiamentos da estreia, e até mesmo a mudança do diretor. Sim, desde que Hollywood é Hollywood estas tretas acontecem. Aqui foi o icônico Walter Hill quem sofreu com esta superprodução da MGM, precisando assinar como Thomas Lee, e dizem que Francis Ford Coppola foi chamado às pressas para terminar o filme.

O resultado final é basicamente um slasher espacial, com uma força galáctica maligna possuindo um tripulante resgatado pela nave dos protagonistas. Em tela desfilam nomes como James Spader, Angela Bassett, Robert Forster, Lou Diamond Phillips e os então jovens talentos Robin Tunney e Peter Facinelli. Com um orçamento pra lá de inflado de aproximadamente US$90 milhões (é de deixar qualquer um de cabelo em pé), o filme não conseguiu recuperar mundialmente nem ao menos US$15 milhões. Os críticos não perdoaram e tascaram uma aprovação de meros 10%, elegendo o longa como “um insulto ao gênero da ficção científica, sem qualquer empolgação e efeitos especiais ruins”.

As Aventuras de Alceu e Dentinho

E quem disse que filmes infantis não podem ser um verdadeiro desastre de trem? Quando dói no bolso, quem sente é o estúdio. Assim, por mais inofensiva que possa parecer esta primeira adaptação para as telonas de um desenho clássico e adorado dos anos 1950, quem “entrou bem” foi a Universal, que distribuiu o longa. Alceu e Dentinho foram personagens criados para um desenho na TV, e aqui a proposta era levá-los ao cinema numa espécie de Roger Rabbit dos novos tempos, misturando atores reais com os personagens animados. Tudo parecia estar no lugar, e até mesmo o grande Robert De Niro estava a bordo no papel do vilão.

O problema é que o estúdio desembolsou US$76 milhões para o projeto, e o desejo do público de ver o filme era tão pouco, que ele só viu de volta US$26 milhões nos EUA, e um pouco mais de US$35 milhões mundialmente, se tornando assim um prejuízo. Fora isso, a imprensa especializada deu apenas 43% de aprovação ao filme, e o definiu como “um roteiro decepcionante e sem graça, apesar de se manter fiel à natureza do desenho original”. Para os fãs dos personagens, no entanto, nem tudo está perdido, já que foi lançada uma nova série de animação com o alce o esquilo na Amazon em 2018, com 26 episódios.

Jogo Duro

Já pensou um filme de ação protagonizado por Charlize Theron e Ben Affleck? Hoje isso seria o suficiente para deixar os fãs ansiosos. E se eu disser que esta produção já existe, e foi lançada há nada menos que 24 anos. Para começar, devemos dizer que na época, o segundo nome mais quente no elenco não era o de Theron (que ainda se firmava em Hollywood) e sim o do sumido Gary Sinise, indicado ao Oscar por Forrest Gump. Um thriller de ação igualmente problemático, que usa como temática a época de natal, mas que devido aos inúmeros empecilhos foi lançado em fevereiro. Já começa errado aí.

Na trama, Affleck vive um sujeito atraído por Theron para integrar a gangue do irmão dela (Sinise), que planeja um assalto na época do natal. A direção é do consagrado John Frankenheimer (que saía do sucesso do eletrizante Ronin) e o roteiro é de Ehren Kruger (Pânico 3). O filme produzido pela Dimension Films contou com um orçamento de US$42 milhões, mas só arrecadou US$23 milhões nos EUA, e US$32 milhões no mundo, não conseguindo se pagar. A crítica também não pegou leve, com 25% de aprovação, o considerando “um filme decepcionante, dono de um enredo forçado e atuações fracas, apesar do elenco decente”.

África dos Meus Sonhos

Projeto pessoal da ex-modelo Kim Basinger, este filme foi o seu primeiro após a vitória no Oscar em 1998 por Los Angeles – Cidade Proibida, ou seja, existia hype dos cinéfilos. Baseado no livro homônimo de Kuki Gallmann sobre suas próprias experiências, Basinger interpreta Gallmann no longa, uma socialite que recebe um “despertar” e muda sua vida após um acidente. Para tanto, a Columbia/Sony desembolsou US$50 milhões e escalou o cineasta Hugh Hudson (indicado ao Oscar por Carruagens de Fogo) para o comando – pretendendo assim dar mais credibilidade à obra.

No entanto, ao invés de prêmios, África dos Meus Sonhos viveu um fracasso de crítica e bilheteria. Com apenas 10% de aprovação no Rotten, a opinião geral foi que a obra “não emociona, nem entretém o espectador, com seu retrato simples e didático da vida da protagonista”. Nos EUA, o público tampouco se interessou, garantindo uma bilheteria de míseros US$6 milhões, que somados com a bilheteria mundial fizeram um total de US$14 milhões. Ou seja, longe de pagar seu investimento. Para não dizer que o filme não viu “prêmios”, Basinger foi indicada para pior atriz no Framboesa e no Stinkers Awards.

A Filha da Luz

A área do entretenimento pode ser cruel, e é preciso ter uma cabeça muito boa para suportar a pressão e os altos e baixos. Afinal, um dia se está no topo do mundo como a atriz mais quente de Hollywood, ganhando Oscars, e no outro, fracassos consecutivos podem colocar um ponto final ao seu estrelato. Mais ou menos isso ocorreu com Kim Basinger, que viu sua carreira cair em declínio após a vitória do Oscar. Tudo devido ao fatídico ano de 2000 que a atriz teve. Seguindo África dos Meus Sonhos, Basinger apostou neste terror, igualmente baseado num livro.

Se juntar com bons diretores é o primeiro passo para o sucesso de qualquer atriz. No entanto, muitas vezes isso pode não ser tudo. Aqui, trabalhar com Chuck Russell, vindo dos sucessos de O Máskara (1994) e Queima de Arquivo (1996), por exemplo, não quis dizer nada. E pior, essa era a volta do cineasta ao gênero que o consagrou em filmes como A Hora do Pesadelo 3 (1987) e A Bolha Assassina (1998). Resultado: com um orçamento inchado de US$65 milhões (mais caro que o drama acima), bancado pela Paramount, o terror só viu o retorno de um pouco mais de US$29 milhões nos EUA, e US$40 milhões mundialmente.

A Filha da Luz é mais um que pegou carona nos thrillers sobrenaturais com temática apocalíptica da virada do milênio na época, e trazia Basinger como uma mulher precisando proteger uma menina, sequestrada por um culto satânico. A crítica avaliou o longa com irrisórios 3% de aprovação e sobre ele disse que “desperdiça o talento do elenco numa trama mais propícia a inspirar risadas não intencionais do que arrepios e sustos”.

O Caminho para El Dorado

Disputar com a Disney no terreno das animações sempre foi uma missão suicida. Mas no fim da década de 1990, a Dreamworks, estúdios de três figurões do ramo do entretenimento, entre eles ninguém menos que Steven Spielberg, chegou forte. Foram filmes como Formiguinhaz (1998) e O Príncipe do Egito (1998) em seus primórdios, por exemplo. Mas antes de Shrek (2001) e no mesmo ano de A Fuga das Galinhas (2000), o estúdio lançava uma animação tradicional que iria amargar um dos maiores fracassos para a Dreamworks – embora depois tenha ganhado seus fãs: O Caminho para El Dorado.

Com uma história típica das aventuras de matinê do passado, o filme traz os aventureiros Tulio e Miguel – com as vozes de Kevin Kline e Kenneth Branagh respectivamente – em busca da cidade perdida de El Dorado, após se verem em posse de um mapa. O investimento para o longa animado foi um dos maiores do ano, com inacreditáveis US$95 milhões, daí um dos motivos de seu fracasso. A obra, embora fosse planejada como uma franquia para as aventuras da dupla, viu o retorno de US$50 milhões nos EUA, e US$76 milhões mundialmente, o que cancelou os projetos das continuações. Fora isso, as críticas também não animaram, com 48% de aprovação e a conclusão da imprensa de que os personagens eram fracos e a história previsível, resultando num filme raso.

Bônus: Um Tira à Beira da Neurose

Você lembra da comédia romântica protagonizada por Sandra Bullock e Liam Neeson? Pois é, nem mesmo os atores devem lembrar. Ou quem sabe querem esquecer. Mas tal filme de fato existe, e foi lançado há 24 anos por ninguém menos que a Disney – através de sua subsidiária Hollywood Pictures. Este é um dos filmes mais obscuros da carreira dos astros e fala sobre um agente estressado (Neeson) se apaixonando pela enfermeira que o trata (Bullock) enquanto tenta derrubar mafiosos. Ainda bem que a atriz lançaria 28 Dias e, principalmente, Miss Simpatia no mesmo ano.

Com um orçamento pra lá de modesto para os padrões Hollywoodianos, de US$14 milhões, o filme foi rapidamente ignorado e esquecido, recuperando menos de US$2 milhões nos EUA, e um pouco mais de US$3 milhões mundialmente. Com a crítica também falhou em agradar, conquistando 24% de aprovação, e sendo considerado “uma comédia de humor negro pouco inteligente, cheia de piadas de peidos e de gays, que nem mesmo Liam Neeson e Sandra Bullock conseguem salvar”.

Chris Hemsworth CONFIRMA ‘Resgate 3’

O astro Chris Hemsworth confirmou em entrevista ao Collider que o terceiro filme da franquiaResgate está em fase de desenvolvimento.

“Estamos no meio de escrever, preparar, deixar tudo pronto”, disse o ator. “Eu não sei quando vamos começar, mas está em andamento”.

Hemsworth também revelou como sua experiência em filmes de ação comoResgate o ajudou na produção de ‘Furiosa: Uma Saga Mad Max’. “A coisa legal sobre ‘Resgate’ foi que realmente me ensinou como fazer cenas de ação de verdade. Então, quando entrei em ‘Furiosa’, eu já tinha um conjunto de habilidades que pude usar.”

A atriz Anya Taylor-Joy, ainda relembrou uma história que ouviu: “A propósito, estávamos no set e estávamos falando sobre qualquer grande cena que acabávamos de fazer, e [Hemsworth] disse, ‘Sim, lembro-me de uma vez em que estava no topo de um trem e esse helicóptero…’ E eu estava tipo, ‘Do que você está falando? Isso é loucura.'”a'”.

Hemsworth confirmou a história e acrescentou que o dublê de ação Sam Hargrave quase se machucou em duas outras ocasiões durante as filmagens. “Sim, ele também estava preso à frente do carro que colidiu com outro carro… E a perna dele ficou presa entre o cubo da roda. Milagrosamente, ele não teve a perna esmagada. De qualquer forma, sim, há algumas dessas histórias”.

Lançados em 2020 e 2023, os dois filmes anteriores provaram ser grandes sucessos para a Netflix, e o primeiro está entre os 10 filmes mais assistidos da história da plataforma de streaming.

No entanto, pouco têm se falado sobre o novo filme desde a confirmação… Até agora.

Em entrevista para a Total Film, Joe Russo deu uma atualização sobre o projeto, confirmando que o roteiro continua em desenvolvimento e as gravações só dependem da agenda de Hemsworth e Hargrave.

“Continuamos desenvolvendo o roteiro no momento, enquanto dependemos da agenda de Chris e Sam Hargrave, que estará de volta como diretor.”

Ele continuou, comentando sobre a evolução de Rake.

“É uma franquia interessante porque ele é um personagem muito ferido emocionalmente, então acho que há uma boa narrativa para explorar em relação à sua história de fundo, e, você sabe, sua relação com a violência é construída em torno da culpa e da aversão a si mesmo. E então, acho que isso acrescenta muita textura, o que nos permite contar mais histórias sobre ele.”

Resgate 2‘ se tornou o maior lançamento do serviço de streaming de 2023.

De acordo com dados divulgados pela streaming, o filme foi assistido impressionantes 42,8 milhões de vezes em todo o mundo nos três primeiros dias de lançamento. Essa estatística se traduz em incríveis 88 milhões de horas de conteúdo assistido.

TERROR inspirado em ‘Peter Pan’ ganha primeira arte ASSUSTADORA; Confira!

Nos últimos meses, foram anunciados diversas produções slasher baseadas em clássicos personagens de contos de fada e da Walt Disney Studios – como o recente Ursinho Pooh: Sangue & Mel, ‘Alice no País das Trevas’ e vários longas que trazem Mickey Mouse como um assassino sanguinário.

Agora, seremos convidados a viajar para a Terra do Nunca com o terror Peter Pan’s Neverland Nightmare’, que acabou de ganhar sua primeira arte oficial.

Confira:

Funcionando como uma releitura da clássica peça de teatro e do romance assinados por J.M. Barrie, o filme é assinado por Rhys Frake-Waterfield, mesmo diretor de ‘Sangue & Mel’.

Scott Jeffrey entra como diretor.

A trama apresenta um maléfico Peter Pan, que rouba as almas de suas vítimas e as prende em um reino chamado Terra do Nunca.

Philip PhilmarKit GreenMichelle MinersIain TingleyJay RobertsonPeter DeSouza-FeighoneyKelly Rian SansonLila LassoMegan Placito e outros fazem parte do elenco.

Peter Pan’s Neverland Nightmare’ ainda não tem data de estreia confirmada, mas sabe-se que o primeiro teaser será revelado após os créditos de Ursinho Pooh: Sangue & Mel 2’.

As filmagens começam em maio deste ano.

Jude Law, Paul Dano e Alicia Vikander estrelam novo thriller político de Olivier Assayas

O diretor aclamado Olivier Assayas (Carlos, o Chacal) reúne um elenco de estrelas em seu novo thriller político, The Wizard of Kremlin (O Mago do Kremlin), baseado no best-seller homônimo de Giuliano da Empoli. Jude Law (‘Sherlock Holmes’), Paul Dano (‘The Batman’) e Alicia Vikander (‘Tomb Raider: A Origem’) lideram o elenco, que também conta com Zach Galifianakis (‘Se Beber, Não Case!’) e Tom Sturridge (‘Sandman’).

Segundo a Variety, o filme acompanha Vadim Baranov (Paul Dano), um jovem artista que se torna um produtor de TV de sucesso e, em seguida, o assessor de imprensa do presidente russo Vladimir Putin. Baranov navega pelo mundo complexo e perigoso da política russa, usando sua inteligência e carisma para manipular a mídia e o público.

Em meio a esse cenário de poder e intrigas, Baranov se apaixona por Ksenia (Alicia Vikander), uma mulher livre e idealista que o desafia a questionar suas lealdades e crenças.

“Trabalhando no coração do poder russo, Baranov mistura verdade com mentiras, notícias com propaganda, dirigindo toda a sociedade como um grande reality show. Somente seu amor pela magnética e de espírito livre Ksenia pode afastá-lo desse jogo perigoso”.

O roteiro é co-escrito por Assayas e Emmanuel Carrère, autor do romanceLimonov, que também foi adaptado para o cinema. A produção fica a cargo de Charles Gillibert, Mandarin Production e MK2 Films.

O filme ainda não tem data de lançamento definida.

“O filme terá em comum com ‘Carlos, o Chacal’ e ‘Wasp Network – Prisioneiros da Guerra Fria’ o fato de ser centrado nos personagens, proporcionando papéis emocionantes para atores fortes”, diz Assayas. “Além das paixões dos homens que navegam pelos fluxos perigosos da política moderna, vemos a poderosa varredura cinematográfica da História em construção. É drama, é ação, é sobre tentar entender o caos que está transformando nosso mundo das maneiras mais estranhas e perturbadoras”. 

Cassanet declarou: “Assayas é um dos únicos cineastas europeus contemporâneos que é celebrado em todos os lugares, incluindo na América, e ele tem o poder de reunir atores de primeira linha que estão ansiosos para acompanhá-lo neste projeto que promete ser subversivo e cativante”. 

‘My Hero Academia’: Midoriya se prepara para a ação em imagens do novo filme: Confira!

My Hero Academia: Your Next’ (My Hero Academia: Você é o Próximo – tradução livre), novo filme baseado em My Hero Academia, ganhou novas imagens. Segundo Kohei Horikoshi, criadora da obra, o novo longa é situado após a guerra entre heróis e vilões exibida na sexta temporada do anime.

O filme destará os personagens Izuku Midoriya/Deku, Shoto Todoroki, Katsuki Bakugo e All Might.

Yosuke Kuroda, roteirista dos anteriores filmes baseados no anime, está encarregado do roteiro, enquanto a direção ficará a cargo de Tensai Okamura (‘Tekken: Vingança de Sangue’). A supervisão é realizada por Kohei Horikoshi, a criadora de My Hero Academia’.

Este novo filme será o quarto baseado em My Hero Academia, seguindo My Hero Academia: 2 Heróis’ (2018),My Hero Academia: O Filme – Ascensão dos Heróis’ (2019) eMy Hero Academia: Missão Mundial de Heróis’ (2021).

My Hero Academia: Você é o Próximo’ tem previsão de estreia para 02 de agosto no Japão. Contudo, até o momento, nenhuma data referente ao lançamento mundial foi definida.

Já a sétima temporada do anime está em exibição na Crunchyroll.

‘Tipos De Gentileza’: Novo filme de Yorgos Lanthimos ganha teaser e cartaz; Confira!

Tipos de Gentileza (Kinds Of Kindness), o novo filme do aclamado diretor Yorgos Lanthimos, conhecido por ‘A Favorita’ e ‘Pobres Criaturas’, acaba de lançar um novo teaser e cartaz promocional. O filme estreará nos cinemas norte-americanos em 21 de junho.

No Brasil, a data de lançamento ainda não foi oficialmente anunciada, mas espera-se que isso ocorra em breve.

Confira, junto ao trailer:

Além de dirigir, Lanthimos também assina o roteiro ao lado de Efthimis Filippou (‘O Sacrifício do Cervo Sagrado’).

“A trama gira em torno de três personagens: um homem sem escolha que tenta assumir o controle de sua própria vida; um policial que está alarmado porque sua esposa desapareceu no mar e ao voltar, parece uma pessoa diferente; e uma mulher determinada a encontrar alguém específico, com uma habilidade específica, que esteja destinado a se tornar um líder espiritual prodigioso.”

Emma Stone é uma das protagonistas do projeto, marcando sua quinta colaboração com o diretor. O elenco ainda conta com Jesse Plemons, Willem Dafoe, Margaret Qualley, Hong Chau, Joe Alwyn, Mamoudou Athie e Hunter Schafer.

Filmagens de ‘Pânico 7’ começam em Setembro

A atriz Neve Campbell está pronta para retornar para ‘Pânico‘, e ela revelou que as filmagens do sétimo filme estão agendadas para começar em setembro. O filme tem estreia prevista para 2025.

Em entrevista à People, a atriz falou sobre as negociações contratuais que a afastaram do sexto filme e seu retorno no sétimo.

“Eu interpreto Sidney há 30 anos e estou muito, muito grata por poder voltar no sétimo filme. Estou muito grata pelo estúdio ter me ouvido quando falei sobre discrepância salarial e quando falei que não me senti respeitada durante as negociações de Pânico 6”. 

A saída de Campbell de ‘Pânico 6‘ ganhou as manchetes quando a estrela revelou que as negociações contratuais haviam sido interrompidas em torno de seu salário para o filme.

A atriz disse na época que sentiu que a oferta apresentada não correspondia ao valor que ela trouxe para a franquia, dizendo à People em 2022: “Sinceramente não acredito que se eu fosse homem e tivesse feito cinco filmes de uma franquia de sucesso de bilheteria franquia ao longo de 25 anos eles me ofereceriam aquele valor.”

Quando ela foi abordada para Pânico 7‘, Campbell disse que o tom das negociações foram completamente diferentes.

“Quando eles me abordaram pela primeira vez para Pânico 7, pensei: ‘Não sei o que é respeitoso para eles. Podemos estar em lugares muito diferentes. Mas eles começaram em um lugar forte, então foi adorável.”

A oferta inicial do estúdio mudou a forma como Campbell via a oportunidade de retornar a um personagem que ela ama, acrescenta a estrela.

“É bom ter divulgado isso ao mundo, ter sido ouvida e ter feito a diferença dessa forma”, diz ela. “Espero que outras pessoas também tenham essa oportunidade.”

Campbell também está emocionada por se reunir com o roteirista Kevin Williamson, que assumirá a direção de ‘Pânico 7‘ depois de escrever o primeiro, segundo e quarto filmes.

“Estou muito animada com a direção de Kevin Williamson”, diz Campbell. “Acho que ele quer fazer isso há anos e merece. Este é o bebê dele. Ele fará um trabalho fenomenal.” 

Courteney Cox (Gale Weathers) também estará de volta à franquia. Embora seu retorno ainda não tenha sido oficialmente confirmado, o jornalista afirma que ela já assinou o contrato.

Ele ainda destaca que Campbell e Cox serão novamente as protagonistas do terror. Além disso, revela que o filme buscará jovens atores para interpretarem a família de Sidney.

Além das duas, Patrick Dempsey está em negociações para reprisar o seu papel como Mark Kincaid.

Alegadamente, os produtores do filme estão procurando dois atores para interpretarem os filhos de Sid. O filme será focado na família dela, com os quatro sendo protagonistas: Sid, seu marido e os dois filhos.

Confira as nossas reações ao anúncio do filme:

Crítica | ‘Pânico VI’ é um espetáculo gore e um dos melhores filmes da franquia

‘Jardim dos Desejos’: Novo filme de Paul Schrader ganha trailer e data de estreia no Brasil!

O novo filme do aclamado diretor Paul Schrader (Taxi Driver), Jardim dos Desejos, finalmente chega ao Brasil!

O longa, que teve sua estreia mundial no 79º Festival Internacional de Cinema de Veneza, será distribuído no Brasil pela Pandora Filmes e chega aos cinemas no dia 06 de junho.

O longa é estrelado por Joel Edgerton, Sigourney Weaver e Quintessa Swindell.

“Narvel Roth (Joel Edgerton) é o meticuloso horticultor dos Jardins Gracewood. Ele é tão dedicado em cuidar dos terrenos desta bela e histórica propriedade quanto em agradar sua empregadora, a rica viúva Sra. Haverhill (Sigourney Weaver). No entanto, o caos invade a existência espartana de Narvel quando a Sra. Haverhill exige que ele aceite sua problemática e conturbada sobrinha-neta Maya (Quintessa Swindell) como nova aprendiz, desvendando segredos sombrios de um passado violento enterrado que ameaçam a todos eles”.

Paul Schrader, conhecido por sua filmografia densa e reflexiva, assina direção e roteiro de Jardim dos Desejos.

“A jardinagem é uma metáfora particularmente rica, tanto positiva quanto negativamente. Comecei a perguntar a razão desse jardineiro ser tão recluso. A partir daí, pensei no Programa de Proteção a Testemunhas, e novamente você se pergunta, ‘por que ele está no programa?’ Isso evoluiu para a ideia de que ele era um matador de aluguel”, afirma o cineasta.

Jardim dos Desejos estreia no dia 06 de junho nos cinemas nacionais.

‘X-Men ’97’: Após ser DEMITIDO, showrunner comenta sobre envolvimento na 2ª temporada

Todos os episódios da 1ª temporada de ‘X-Men ’97‘ já estão disponíveis na Disney+, e a atração recebeu bastante elogios do público e os críticos, registrando 98% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Grande parte desse sucesso se deve ao trabalho do roteirista e showrunner Beau DeMayo, que acabou sendo demitido por motivos que permanecem em segredo.

Por conta disso, os fãs estão se perguntando até que ponto o cineasta terá envolvimento com os próximos episódios.

Através do Twitter (via Comic Book), DeMayo se pronunciou sobre o assunto em resposta a um fã, dizendo:

“Eu escrevi muito sobre a 2ª temporada. No entanto, ao contrário da primeira temporada, não estarei fortemente envolvido ou liderando a produção, escolhas de elenco, design, editorial, postagem, trilha sonora, etc. Nem farei nenhuma reescrita da produção no que se refere à visão criativa do programa. É por isso que eu disse que não posso falar sobre a segunda temporada. Mas, estou ansioso para ver o produto final com todos vocês sempre que for ao ar. Tenho grandes esperanças.”

Recentemente, o chefe de streaming da Marvel, Brad Winderbaum, abordou a demissão de DeMayo em uma entrevista à Entertainment Weekly.

“Não posso falar sobre os detalhes. Mas posso dizer que Beau tinha verdadeiro respeito e paixão por esses personagens e escreveu o que considero roteiros excelentes nos quais o resto da equipe foi capaz de se inspirar para construir esse show incrível que está na tela.”

Relembre o trailer da 1ª temporada:

Lembrando que a 2ª temporada está em desenvolvimento, e parece que a 3ª também já está sendo planejada, como afirmou o produtor Brad Winderbaum.

Em entrevista para o Comic Book, o cineasta comemorou a popularidade que a animação está tendo entre os fãs e comentou sobre o desenvolvimento dos futuros episódios.

“Já temos uma 2ª temporada a caminho e estamos trabalhando no planejamento a longo prazo. Estávamos aguardando para descobrir como seria a recepção ao nosso trabalho, mas devido à popularidade que a série encontrou tão rápido, a 3ª temporada já está em desenvolvimento ativo.”

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

A série foi criada por Beau DeMayo, que foi afastado do projeto em virtude de polêmicas envolvendo sua conta no OnlyFans.

Continuando após os eventos de X-Men: A Série Animada’, os X-Men enfrentam novos desafios perigosos após a perda de seu líder, o Professor Xavier.

Cal DoddLenore ZannGeorge BuzaCatherine DisherChris PotterAlison Sealy-SmithAdrian Hough e outros estão no elenco de dublagem.

Lembrando que a 2ª e a 3ª temporada já estão em desenvolvimento.

‘Star Wars’: Filme dirigido por James Mangold tem título revelado; Confira!

O universo Star Wars‘ está se expandindo cada vez mais, e um dos projetos mais aguardados da saga é o filme que será dirigido e co-escrito por James Mangold (‘Logan’), que irá explorar a origem dos Cavaleiros Jedi.

Embora os detalhes sobre o longa ainda sejam desconhecidos, o título pode ter sido revelado pelo produtor Simon Emanuel, que já trabalhou com Mangold em ‘Indiana Jones e a Relíquia do Destino’.

Questionado pela SFX Magazine (via Comic Book) sobre a produção, Emanuel deixou escapar o título do filme: ‘Star Wars: Jedi Prime‘.

“O ‘Star Wars: Jedi Prime‘, de James Mangold, se passa milhares e milhares de anos antes da trilogia original, e estou muito animado para ver o que acontece lá”, revelou Emanuel.

Anteriormente, o longa foi anunciado em 2023 sob o título provisório de ‘Dawn of the Jedi’ (Amanhecer dos Jedi – tradução livre).

Agora resta saber qual será o título oficial.

Vale lembrar que o longa está sendo escrito em parceria com o roteirista Beau Willimon, conhecido por House of Cards’, The First, Duas Rainhas eThe Ides of March’.

Embora ainda não haja uma previsão de estreia para o aguardado filme de James Mangold no universo ‘Star Wars‘, os fãs estão ansiosos para testemunhar sua visão e descobrir como ele trará uma nova perspectiva para a amada franquia.

Lembrando que o último longa-metragem da saga intergaláctica foi Star Wars: A Ascensão Skywalker, lançado em 2019.

Apesar das críticas mistas, o filme arrecadou mais de US$1,07 bilhão mundialmente e conquistou três indicações ao Oscar – Melhor Trilha Sonora OriginalMelhor Efeitos VisuaisMelhor Edição de Som).

Relembre o trailer:

Com o retorno do Imperador Palpatine (Ian McDiarmid), todos voltam a temer seu poder. Assim, a Resistência toma a frente da batalha que ditará os rumos da galáxia. Treinando para ser uma completa Jedi, Rey (Daisy Ridley) ainda se encontra em conflito com seu passado e futuro, mas teme pelas respostas que pode conseguir a partir de sua complexa ligação com Kylo Ren (Adam Driver), que também se encontra em conflito pela Força.

Crítica | 1ª parte da 3ª temporada de ‘Bridgerton’ é DELICIOSAMENTE apaixonante

Dois anos depois de uma ótima segunda temporada, Bridgerton finalmente retornou com a primeira parte de um aguardado terceiro ciclo – que, dessa vez, tem como principal enfoque as centelhas de paixão e de amor entre Penelope Featherington (Nicola Coughlan) e Colin Bridgerton (Luke Newton). E, nesse primeiro compilado de episódios, que estreou hoje, 16 de maio, na Netflix, somos convidados a revisitar o delicioso mundo arquitetado por Chris Van Dusen e Jess Brownell em uma narrativa que, mesmo não tendo a mesma acidez das incursões predecessoras, mantém o sólido nível estético e artístico que nos foi apresentado nos outros anos.

É notável como a série de época, baseada na saga de romances assinada por Julia Quinn, causou um fervor enorme ao chegar à plataforma de streaming em 2020, angariando uma legião de fãs com o passar do tempo e consagrando-se como um dos títulos originais mais adorados do serviço. Agora, percebe-se que o time de diretores e de roteiristas nutre de maior estabilidade e liberdade para expandir esse divertido e instigante cosmos da high society ao oferecer camas de maior profundidade a cada um dos personagens à medida que explora as engrenagens da realeza e da entrada da nobreza no cenário matrimonial. E, mantendo-se fiel à identidade exuberante das iterações que já vieram, os novos capítulos são deliciosos – apesar de tropeçarem em eventualidades.

Como bem nos recordamos, o final da segunda temporada veio acompanhado de diversos acontecimentos bastante chocantes, incluindo a descoberta de Eloise (Claudia Jessie) da verdadeira identidade de Lady Whistledown (Penelope), causando um atrito irreversível em uma suposta amizade duradoura e cujas repercussões são um dos temas centrais; a ruína imediata da família Featherington, que antecipa seu “glorioso” retorno à sociedade, a tempo da nova temporada das debutantes; e uma mudança drástica no arco de Colin, que volta a Londres após passar meses no exterior procurando a própria identidade e regressando à casa em uma independência charmosa e que chama a atenção das jovens moças que desesperadamente buscam por um pretendente.

Em outro espectro, temos a contínua publicação dos folhetins de Whistledown, que se dirigem a membros específicos da sociedade londrina – incluindo Colin, Penelope (em uma espécie de autocrítica comiserativa que é muito interessante de ver) e, é claro, a Rainha Charlotte (Golda Rosheuvel) e sua constante busca por um novo diamante da temporada (que não está rendendo muitos frutos). E, como poderíamos imaginar, uma das filhas de Lady Bridgerton (Ruth Gemmell), Francesca (Hannah Dodd), pronta para fazer sua estreia em meio ao circuito aristocrático, chama a atenção da monarca e reitera o status da família através de olhares ressentidos de rivais e invejosos.

Não há muito o que dizer em relação à preocupação imagética da produção: assim como as iterações anteriores, a terceira temporada é marcada por uma fotografia e uma direção de arte que se afasta das costumeiras obras de época da Londres regencial, optando por cores claras e vibrantes em oposição aos convencionalismos de tons escuros e claustrofóbicos; ora, até mesmo as cenas noturnas são pautadas em uma arquitetura fabulesca que ajuda a premeditar os laços a serem formados por Colin e Penelope em um clássico arco friends-to-lovers que será explorado ao longo do ciclo – e que arrancam de ambos os atores uma química invejável e aplaudível. Como se não bastasse, os figurinos certeiros oferecem uma leveza interessante aos personagens e ajudam a refletir as mudanças de personalidade, indicando um merecido coming-of-age dos protagonistas a fim de esquadrinhar suas múltiplas camadas e retirá-los de um provável e formulaico maniqueísmo.

Newton e Coughlan são os pontos altos da temporada e, além de brilharem um ao lado do outro ao explodirem em uma química invejável e envolvente, trilham caminhos específicos que auxiliam no ritmo dos capítulos. Desde a temporada de estreia, Penelope chamou a atenção do público com sua construção adorável e instigante; agora, estamos diante de uma mulher que lida com as exigências sociais que lhe são feitas e que continuam a assombrá-la – e que tenta lutar contra o status quo da maneira que consegue, ao menos para ter o ínfimo gosto da liberdade enquanto se rende aos caprichos da mãe, Portia (Polly Walker), e do derradeiro prospecto que se abate sobre o legado dos Featherington. Colin, por sua vez, renegado a segundo plano, emerge em um galanteador que, mesmo sob uma nova roupagem, mantém-se fiel a seus princípios e deseja encontrar o amor.

Bridgerton retorna com os quatro primeiros episódios de seu novo ciclo da melhor maneira possível e, apesar dos constantes erros técnicos que insistem em manchar as telinhas, não podemos desviar a atenção dos aspectos positivos – que são eternizados pelo comprometimento de um elenco de peso e de personagens que aprendemos a amar (e que, aqui, são carregados com uma determinação inebriante e um senso de pertencimento e autonomia que nos encanta desde os momentos iniciais).

Crítica 2 | Furiosa – Uma Saga Mad Max – Com menos cenas de ação, prequel concentra-se na construção de um mito [Cannes 2024]

Diferente dos outros filmes da franquia, Furiosa Uma Saga Mad Max é construído para ser uma ópera mítica em cinco atos, contando desde a infância o percurso da poderosa mulher de um braço presente no premiado Mad Max: Estrada da Fúria (2015). Acostumado às sequências de ação aceleradas, George Miller segura um pouco as explosões para concentrar-se nas artimanhas e vivências da sua heroína, desta vez vivida por Anya Taylor-Joy na adolescência.  

Descoberta no Vale Verde, um dos poucos lugares dessa devastada terra desértica ainda em harmonia e, como dito no roteiro, em abundância de recursos, a pequena Furiosa (vivida por Alyla Browne) é capturada por aventureiros sob domínio de Dementus (Chris Hemsworth). Sua saúde e aparência tornam-se objeto de interesse em um reino onde mulheres são escassas e mantidas em cativeiro para procriação, mas poucas conseguem gerar crianças saudáveis. 

Embora tenhamos um vislumbre do Vale Verde, o local ainda é um mistério neste filme e pode ser algo ainda a ser explorado pela franquia. O primeiro ato é o rapto da menina e busca da sua mãe para recuperá-la. Ao arriscar sua vida nessa perigosa missão, a progenitora deixa uma promessa em forma de semente a ser regada com dor e lágrimas por toda a vida da filha. Assim como o herói Max do primeiro filme, ela vê-se incapaz de continuar sem completar a sua vingança. 

Figura principal da promoção da obra, Anya Taylor-Joy aparece somente depois da primeira hora de projeção. Depois que a sua versão juvenil já passou de bibelô de Dementus e a objeto de desejo de Rictus Erectus (Nathan Jones), filho do maligno Immortan Joe (Lachy Hulme), vivido anteriormente por Hugh Keays-Byrne — falecido em dezembro de 2020. A sensação é de uma reencontro com esses personagens e ambientes, nos quais nos aprofundamos na dinâmica de governança caótica da região de Desolação. 

Quando Chris Hemsworth aparece em tela os vemos transformado em sua fisionomia para uma imposição mais dura de um imperador tirano da Idade Média, o qual nos remete — apenas fisicamente — a Peter O’Toole em Lawrence da Arabia (1962), mas também cômico com seu ursinho à tiracolo. Com tantos homens brigando pelo poder, Furiosa consegue escapar de seus carrascos embaixo dos seus próprios olhos e tornar-se indispensável para continuar viva. 

Os momentos mais impactantes dessa aventura são guardados para os dois atos finais. Um deles é o encontro entre os personagens Furiosa e Praetorian Jack (Tom Burke). Ele torna-se um admirador da sua jornada e, portanto, um par na busca do seu ideal de encontrar o caminho de volta para casa, a terra prometida.

Ainda que as cenas não tenham a grandeza dos acordes musicais com as sequências de batalha de tirar o fôlego do seu antecessor, Furiosa Uma Saga Mad Max tem o objetivo de nos colocar no coração e na mente de uma personagem já conhecida. Um dos momentos mais esperados, portanto, é como Furiosa perdeu o braço e, em seguida, o transformou em arma. 

O primeiro momento é um choque rápido e pouco impactante, porém a perda é encenada em duas sequências. A segunda é emblemática para demonstração da força e da ambição da personagem. Em tempo, Anya Taylor-Joy convence com o desenvolvimento da força jovem e em pulsão para tornar-se a fera vivida por Charlize Theron em 2015. 

Nomeado como “Para além da Vingança”, o quinto ato e último ato fecha um dos ciclos da personagem e dá início a outro: o mito. Dessa forma, Furiosa Uma Saga Mad Max amarra as pontas perfeitamente entre o seu final e o início do seu percurso de modo que as próximas gerações devem começar por este filme, depois o de 2015 e, posteriormente, assistir a cronologia original dos anos 1980. 

Crítica | Mesmo com a sólida performance de Marisa Abela, ‘Back to Black’ é um filme redutivo e frustrante

Mesmo anos depois de seu trágico falecimento, Amy Winehouse permanece como um dos maiores nomes do cenário fonográfico. Através de uma lírica pungente e uma voz única, Amy tornou-se um dos estandartes da música jazz, soul e blues no escopo mainstream contemporâneo e continua viva na memória popular. Não é surpresa que o documentário da Netflix que carrega seu nome tenha sido recebido com aclame generalizado, conquistando uma merecida estatueta do Oscar e nos relembrando do impacto que a cantora e compositora teve com pouquíssimos anos de carreira e dois sólidos álbuns de estúdio que imediatamente conquistaram uma legião de fãs ao redor do planeta.

Agora, somos convidados a revisitar o conturbado arco de Winehouse com a antecipada cinebiografia Back to Black. Dirigida por Sam Taylor-Johnson, a produção procura explorar a transição da performer para o estrelato mundial, nos guiando até os momentos que antecederam sua morte – e, é claro, esquadrinhando as polêmicas em que se envolveu e que atraíram olhares maldosos dos paparazzi e de uma mídia que não tinham quaisquer interesses em protegê-la ou em trazer a verdade à tona, preferindo pintá-la como uma mulher louca e rendida às drogas e ao álcool. E, concretizando o que todos temiam, o longa-metragem é frustrante em sua estrutura estética e criativa, bem como redutivo a ponto de desumanizá-la mais do que já conseguiram em um passado não muito distante.

A obra é estrelada por Marisa Abela como Amy em uma atuação esplendorosa e que emerge como o maior ponto positivo do projeto. Diferente do que havíamos visto no trailer, Abela não está caricata em momento algum e, apesar do árduo trabalho em encarnar os trejeitos de uma artista idiossincrática em cada um de seus lados, ela cumpre a missão com êxito inesperado e que revela uma paixão incondicional por Winehouse – reiterada por um comprometimento que insurge em cada cadência vocal, cada crispar de lábios e cada passo dado. Devo dizer que a atriz poderia, inclusive, conquistar uma indicação ao Oscar caso o projeto tivesse saído em uma época melhor (mas é mais provável que seus esforços sejam ofuscados e subestimados conforme o tempo passa).

É claro, Abela não consegue fazer mágica com o superficial roteiro assinado por Matt Greenhalgh e um recorte tão restritivo que é impossível encontrarmos uma centelha de “novidade”, por assim dizer, em relação ao que já sabíamos sobre Winehouse. O que temos é uma espécie de ficção premeditada que passa longe do que, de fato, aconteceu – e que pinta forças-motrizes de sua queda como heroicas personas que apenas estavam tentando auxiliá-la a escapar de uma espiral autodestrutiva. Porém, considerando que o próprio estate de Amy ficou responsável pela supervisão do longa, era apenas natural que as índoles questionáveis do ex-marido Blake (Jack O’Connell) e do pai Mitch (Eddie Marsan) fossem adornadas com uma intragável e imperdoável comiseração.

Em outras palavras, somos convidados a entender de modo errôneo que Amy foi a única responsável pelo que aconteceu. Desde os primeiros momentos, ela é pintada como uma rebelde jovem que não se importa com ninguém além de si mesma e que não tem quaisquer papas na língua – algo que, sutilmente, tenta passar por uma reversão através da atuação de Abela. Com exceção de breves sequências, como as focadas em seu relacionamento com a avó, Cynthia (Lesley Manville em um dos melhores papéis de sua carreira), a originalidade é varrida para debaixo do tapete e nos dá a sensação de estarmos lendo a coluna de um tabloide cujo principal objetivo é manchar a reputação de seu objeto de estudo.

Para além das claras problemáticas encontradas, Taylor-Johnson segue de perto a fadiga criativa que vem se apoderando das recentes biografias do circuito cinematográfico. Em títulos como ‘Estados Unidos vs. Billie Holiday’, ‘Respect’ ou ‘Meu Nome é Gal’, todas as boas intenções caíram por terra ao apresentarem uma perspectiva engessada de artistas musicais, esquivando-se de incursões ousadas para seguir um manual exaurível de cortes secos, campos e contracampos e, quem sabe, certas superssimetrias ou câmeras na mão para indicar dois estados de espírito completamente diferentes. E algo muito similar ocorre aqui: Amy é condenada a uma insanidade inexplicável que, almejando a uma vulnerabilidade, dá um tiro no pé a um exagero melodramático e novelesco que beira o risível.

Back to Black só não posa como um completo desastre em virtude do trabalho magnífico e espetacular de Abela, que nos comove desde os primeiros momentos em que aparece em cena. O maior obstáculo enfrentado pelo longa-metragem é sua falta de engajamento com a realidade em prol de um panfletarismo barato e de uma redutiva recontagem dos fatos – além de uma omissão significativa de partes de uma arquitrama que, sem sombra de dúvida, deveria ter sido mencionada. Eventualmente, nota-se o fraco valor de entretenimento da produção – e o gostinho agridoce e decepcionante de uma falta considerável de profundidade e apreço.

‘Star Wars: O Acólito’: Revelados os cartazes individuais da série; Confira!

Star Wars: O Acólito’ chega ao catálogo da Disney+ em 04 de junho, e uma página do Twitter compartilhou algumas imagens dos cartazes individuais que ainda não foram revelados oficialmente.

A imagem mostra os principais personagens da atração, como os mestre Sol (Lee Jung-jae) e Indara (Carrie-Anne Moss), a padawan Jecki Lon (Dafne Keen) e o Wookie Jedi Kelnacca (Joonas Suotamo).

Confira:

Lembrando que a série vai estrear com episódio duplo.

Aproveitando que falta menos de um mês para o lançamento, foram divulgados também um novo trailer e um pôster.

Confira:

Criada por Leslye Headland“‘Star Wars: The Acolyte é um thriller de mistério que levará os espectadores a uma galáxia de segredos sombrios e poderes emergentes do lado sombrio nos dias finais da era da Alta República. Na trama, uma ex-Padawan se reúne com seu Mestre Jedi para investigar uma série de crimes, mas as forças que eles enfrentam são mais sinistras do que imaginavam”.

Anteriormente, o Sindicato dos Roteiristas anunciou os nomes que estarão por trás dos 8 episódios da aguardada série.

A distribuição dos episódios ficou assim:

Episódio 1: Leslye Headland (‘Boneca Russa’)
Episódio 2: Jason Micallef (‘Heathers’) e Charmaine DeGrate (‘A Casa do Dragão’)
Episódio 3: Jasmyne Flournoy (‘Falcão e o Soldado Invernal’) e Eileen Shim (‘A Casa do Dragão’)
Episódio 4: Claire Kiechel (‘Watchmen’) e Kor Adana (‘Mr. Robot’)
Episódio 5: Kor Adana e Cameron Squires (‘WandaVision’)
Episódio 6: Jason Micallef e Jocelyn Bioh (‘Boneca Russa’)
Episódio 7: Charmaine DeGrate, Jen Richards (‘Blindspotting’) e Jasmyne Flournoy
Episódio 8: Jason Micallef  

 

‘Amigos Imaginários’ faz sucesso com nota surpreendente no CinemaScore; Confira!

Apesar de ter registrado apenas 50% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, a comédia de fantasia ‘Amigos Imaginários‘ (If), está fazendo sucesso entre o público.

A trama acompanha Bea (Cailey Fleming), uma garota que passa a ver os amigos imaginários de todas as pessoas após viver um evento traumático. Quando Cal, personagem de Reynolds, descobre seu poder, eles embarcam numa jornada para reconectar os amigos às suas crianças, especialmente os que foram abandonados após seus criadores se tornarem adultos.

Dirigido por John Krasinski (‘Um Lugar Silencioso’), recebeu nota A no CinemaScore.

Para quem não sabe, a pesquisa do CinemaScore já é tradição e acontece desde 1978.

A votação é feita diretamente nos cinemas da América do Norte, com o público preenchendo os cartões de voto logo depois de terem assistido a um filme e atribuindo notas que vão de ‘A+’ a ‘F‘.

Confira a publicação:

“A nota é A para o #AmigosImaginários! Parabéns a todos os membros do elenco e da equipe. Você já viu esse filme? Compartilhe suas opiniões abaixo!”

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

O elenco também conta com Phoebe Waller-Bridge (‘Fleabag’), Cailey Fleming (‘The Walking Dead’), Louis Gossett Jr. (‘Watchmen’), Fiona Shaw (‘Harry Potter’), Alan S. Kim (‘Minari’) e Steve Carell (‘The Office’).

‘The Handmaid’s Tale’: Elisabeth Moss vai dirigir episódios da 6ª e ÚLTIMA temporada

A 6ª e última temporada de ‘The Handmaid’s Tale‘ provavelmente não chegará até 2025, mas quando isso acontecer, a estrela da série, Elisabeth Moss, estará por trás das câmeras para encerrar tudo.

De acordo com o TV Line, Moss deve dirigir quatro episódios da última temporada, incluindo a estreia e o final da série.

Contando com esses quatro episódios, Moss será creditada como diretora de 10 episódios da série, já que comandou também três episódios na 4ª temporada e três na 5ª temporada, incluindo o final desta.

Até lá, vale lembrar que todas as cinco temporadas continuam já está disponíveis no catálogo do Star+.

Lembrando que, na nova temporada, June (Elisabeth Moss) enfrenta as consequências pela morte de Waterford enquanto luta para redefinir sua identidade e propósito.

A viúva Serena (Yvonne Strahovski) está em Toronto, onde a influência de Gilead se aumenta. O comandante Lawrence (Bradley Whitford) trabalha com Lydia (Ann Dowd) para subir ao poder.

OT Fagbenle, Samira Wiley, Madeline Brewer, Amanda Brugel e Sam Jaeger também estão no elenco. Alexis Bledel deixou a série após quatro temporadas.

Crítica | Kinds of Kindness – Yorgos Lanthimos DOMINA 3 histórias de ESTRANHEZA e SUBMISSÃO [Cannes 2024]

Em competição no Festival de Cannes 2024, Yorgos Lanthimos mostra mais uma vez o seu domínio pela mise en scène de choque e provocação sem nunca ultrapassar o limite do palpável em Kinds of Kindness (Tipos de Bondade, na tradução livre). É exatamente por este elemento que a estranheza das narrativas propostas pelo cineasta grego nos fascina, ela é fora do nosso cotidiano, mas assustadoramente próxima da nossa subjetividade. 

Mais uma vez ele se reúne com a sua musa de A Favorita (2018) e Pobres Criaturas (2023), Emma Stone, além da repetição do elenco do seu último trabalho Willem Dafoe e Margaret Qualley. Kinds of Kindness, no entanto, não apresenta a opulência visual dos seus dois últimos títulos supracitados e nomeados ao Oscar.

Pelo contrário, o seu lado fantasioso sai do encantamento visual e torna-se completamente algo a ser acompanhado com afinco pelo roteiro extremamente bem trabalhado. Assim como, em seus primeiros filme Dente Canino (2009), O Lagosta (2015) e O Sacrifício de Cervo Sagrado (2017), nos quais as premissas são descoladas da nossa realidade, mas tão próxima a ponto de nos causar um pequeno pavor e um grande mal estar, ele mistura um certo senso de desconforto ao alertar de um perigo à espreita em todas as três narrativas.

O ponto negativo de ser três enredos é a comparação inevitável entre eles. Temos três obras em sequência unidas por uma linha tênue, um personagem e os títulos de cada um deles: A morte de R.M.F.; R.M.F. está voando; e R.M.F. come um sanduíche. Logo, é provável que elegeremos um preferido, mas todos os contos são igualmente instigantes. O primeiro nos transporta a uma zona cinza entre submissão e poder, articulado de modo dramático e intenso por Jesse Plemons, como sempre, competente e assustador. 

Como seria viver tento as tarefas dos seu dia completamente controladas, desde a hora de acordar até os dias que você fará sexo e o que vai comer. Parece assustador, não? Para Robert (Jesse Plemons) pode ser o único sentido à sua existência. Em todos os três episódios, há separação de cores, do colorido saturado —  já uma marca do direto — para o preto e branco dos momentos oníricos. 

Estes instantes são os mais inspiradores sob a perspectiva de dar vida aos pensamentos mais furtivos da nossa imaginação. A segunda proposta é sobre a insólita sensação de desconfiança e nos deixarmos comandar, agora não por outra pessoa e a carência de ser amado, mas pela esquizofrenia do nosso consciente. O sonho de Liz (Emma Stone) sobre uma realidade alternativa, na qual os cachorros comandam os humanos é o ponto chave da mecânica desse longa tripartite e, cada vez mais, aumenta o nosso espanto e catarse. 

Com o título mais peculiar — comer um sanduíche —, o terceiro ato é uma submissão em comunidade, no qual a personagem Emily (Emma Stone) vive no limiar entre renunciar uma vida comezinha —  de casamento e filhos —  para uma busca maior. Esta parte é respaldada no tom cômico de uma seita de amor livre entre si e afastada dos outros, quase uma paródia illuminati. Nessa parte, também é introduzida a participação de Hunter Schafer (da série Euphoria), pequena mas eficiente ao ritmo da produção

Embora Kinds of Kindness nos provoque a sentir emoções desagradáveis, ele não é uma obra tão memorável quanto os últimos trabalhos de Lanthimos, exatamente pela percepção de ser picotado. Sempre queremos acompanhar uma personagem em sua jornada mais profunda, porém, nesta compilação em três personagens distintos, temos a impressão de abandoná-los antes do tempo de termos um relacionamento satisfatório com eles. 

Apesar de Relatos Selvagens (2014), de Damián Szifron, fazer este tipo de pequenas narrativas temáticas e dar certo, a obra de Yorgos Lanthimos é provocativa, mas não tão incisiva quanto em Pobres Criatura ou Szifron. Portanto, apesar do gostinho bom na ponta da língua, Kinds of Kindness não é o bolo inteiro e nos sentimos usurpados de mais criaturas perturbadoras.

Dica do fim de semana | Filmes para todos os gostos no Amazon Prime Video

Uma Ideia de Você

A dica deste fim de semana é aproveitar o catálogo do Amazon Prime Video. Com a melhora na interface, a plataforma ficou mais fácil de ser usada e dá para explorar a quantidade absurda de bons filmes escondidos no catálogo básico do serviço.

Na lista desse fim de semana, reunimos dois lançamentos, um filme original e dois longas mais antigos que definitivamente merecem sua atenção. Confira!

Beekeeper: Rede de Vingança

Grande lançamento da semana, Beekeeper: Rede de Vingança é um filme ao melhor estilo ‘filme do Jason Statham‘, mas com uma roupagem meio John Wick. A trama é aquela que todo mundo já sabe. Jason Statham interpreta ele mesmo um homem aparentemente comum, mas que esconde um passado obscuro como agente de um rede clandestina de pura violência. Em um golpe do destino, ele tem seu passado exposto e as pessoas que ele ama começam a sofrer as consequências. Revoltado com o que está acontecendo, ele parte em uma jornada de vingança para fazer aquilo que faz de melhor: descer a porrada nos outros. É um filme de ação muito divertido, perfeito para os fãs do ator.

Um Parto de Viagem

Repetindo a parceria com o humorista Zach Galifianakis, o diretor Todd Phillips ganha uma adição de peso para essa comédia na estrada: Robert Downey Jr., no auge da era Homem de Ferro. O longa acompanha um homem esquentadinho (Downey Jr.), que tem exatos cinco dias para chegar até o hospital para ver o nascimento do filho. Porém, uma série de imprevistos acontece, o que põe o rapaz no caminho de um aspirante a ator (Galifianakis), que está indo ao Grand Canyon se desfazer das cinzas do pai. O longa mostra os dois aprendendo a se entender, enquanto o verdadeiro caos toma conta dessa viagem pelas estradas dos EUA.

Oppenheimer

Grande vencedor do último Oscar, o filme conta a história da criação da bomba atômica, usada para pulverizar a vida humana em Hiroshima e Nagasaki durante a Segunda Guerra Mundial, pela ótica do físico J. Robert Oppenheimer. O longa mostra desde a ascensão do físico até sua derrocada ao perceber o que tinha feito. O filme foi duramente criticado por supostamente desumanizar os crimes de guerra cometidos pelos EUA, dando uma visão imperialista sobre o caso, mas também foi louvado por seu primor técnico. Também é curioso ver como o diretor Christopher Nolan apostou em um elenco composto por seus atores de confiança e por uma série de atores que se destacaram em produções adolescentes para TV no início dos anos 2000.

Triângulo do Medo

Esse filme é prato cheio para quem gosta de plot twists. Por ter uma série de reviravoltas, vou tentar falar o mínimo possível dele, porque cada detalhe conta na hora de resolver esse mistério. O longa é contado pela ótica de Jess, uma jovem que foi praticamente intimada a embarcar em um veleiro para curtir com seus amigos, mesmo que não estivesse se sentindo bem para tal. Durante a viagem, uma tempestade leva o barco para uma zona remota e eles entendem que terão de subir em um navio abandonado se quiserem sobreviver em alto-mar. O problema é que tem um assassino em série dentro desse navio fantasma e não vai parar até matar um por um. Ou será que não?

Uma Ideia de Você 

Grande lançamento do mês no Prime Video, Uma Ideia de Você é mais uma comédia romântica inspirada em uma fanfic sobre o ex-One Direction Harry Styles. A trama acompanha uma mãe quarentona solteira (Anne Hathaway) que leva a filha para Coachella e acaba desenvolvendo um romance pra lá de inesperado com o integrante mais amado da principal Boyband do momento (Nicholas Galitzine). Agora, ela vai se apaixonando pelo rapaz por trás do ícone Pop, enquanto se abre novamente para os relacionamentos e curte essa vida agitada de estar com um grande nome da música.

Crítica | Terceira temporada de Chucky tem picos de criatividade, mas demonstra desgaste

Lançada entre 2023 e 2024, a terceira temporada de Chucky chegou ao fim com a conclusão da proposta mais ambiciosa da franquia desde sua criação na década de 1980. O mais curioso é que mesmo terminando com um gancho gigantesco, ainda não confirmação de uma quarta temporada.

Por mais que haja planos para ela, os investidores precisam saber se ainda há o que explorar do personagem nas telinhas. Porque a terceira temporada parece ter feito tudo e mais um pouco com Charles Lee Ray (Brad Dourif), inclusive trazer as tão sonhadas mortes explicitamente sangrentas e bizarras.

Em meio a altos e baixos, a terceira temporada conseguiu explorar bem o cenário mais caótico possível para se ter um psicopata homicida em forma de boneco: a Casa Branca. Ao mesmo tempo que isso trazia enormes possibilidades, também comprometeu a produção ao não mostrar as consequências do terror que o Chucky tocou por lá. É o lugar mais destrutivo do mundo, tanto que o boneco assassino chega a ativar um holocausto nuclear, mas as consequências de ter explodido o Ártico, por exemplo, não são mostradas. Da mesma forma, ele vai matando um por um, dentre repórteres, assessores, seguranças e até mesmo o presidente dos EUA. E nenhum reflexo disso é mostrado. É como se a série ficasse se segurando para nunca atingir o pleno potencial.

Por outro lado, todo o núcleo do Chucky estar morrendo por conta de um ‘câncer católico’ adquirido após o exorcismo que ele sofreu na segunda temporada é sensacional. O humor politicamente incorreto da situação é espetacular, além de criar situações completamente fora da caixinha, como levar o psicopata a um médico especialista em magia vodu e assassinos em série.

Já o núcleo dos adolescentes de Hackensack segue no mesmo lenga-lenga da temporada anterior. Jake (Zackary Arthur) é um baita protagonista humano e nas cenas em que contracena com o Chucky, segue demonstrando muita química. O problema é que seu núcleo de amigos parece estar passando da hora. O Devon (Bjorgvin Arnarson) já não tem mais sua paixão por filmes de terror ou pela investigação, então aparece apenas para ser interesse amoroso do Jake. A Lexy (Alyvia Alyn Lind) chega a ter uma química com o filho do presidente, mas toda sua participação se resume a encontrar sua irmã, que sofreu lavagem cerebral do bonecão. O fim da temporada foi chocante justamente por surpreender na hora de lidar com esse trio, mas seria benéfico para a série focar na relação entre Jake e Chucky novamente.

Mas o maior problema talvez seja o núcleo da Tiffany, que se assumiu de uma vez por todas como Jennifer Tilly. A Noiva do Chucky parece já ter mostrado tudo que podia, mas a produção se recusa a deixá-la morrer. E pelas promessas do fim da terceira temporada, ela estará no centro de uma possível temporada 4, já que ela ‘renova os votos’ com seu psicopata favorito e parte atrás dos filhos do casal.

Enfim, a terceira temporada de Chucky tem seus momentos de altos e baixos, mas já demonstra um claro desgaste da franquia. Mesmo com picos divertidíssimos de criatividade, fica a sensação de que talvez esteja na hora de parar, dando foco a uma despedida inesquecível para o brinquedo assassino favorito da galera.

As três temporadas de Chucky estão disponíveis no Star+.

Crítica | ‘Amigos Imaginários’ escorrega ao não definir bem seu público-alvo

Em cartaz nos cinemas, Amigos Imaginários é a nova aventura de John Krasinski na direção. Redescoberto pela geração atual de adultos como o Jim de The Office, Krasinski vem numa fase muito iluminada na carreira. Não apenas pela série que o consagrou ter ‘explodido’ novamente durante a pandemia, mas também pela sensação de que seu olhar artístico é extremamente palatável ao público. Ou seja, tudo que ele faz parece entregar tudo o que os espectadores sentiam falta. Não apenas pelo sucesso absurdo da franquia Um Lugar Silencioso, que ele comanda magistralmente, mas também por projetos menores, como o Some Good News, que era nada menos que um jornal que ele criou durante a pandemia para só mostrar notícias boas ou inspiradoras. Essa empreitada tão simples deu muito certo e acabou sendo comprada pela Paramount.

Quando se trabalha em um meio que depende prioritariamente da aprovação do público para conseguir novos trabalhos, essa habilidade do John é como ter um olho bom em meio a cegos. Porém, em Amigos Imaginários, Krasinski se perde um pouco na própria visão ao tentar contar uma história voltada para o público infantil, mas desenvolvendo a trama de uma forma que parece se comunicar mais com os adultos. Nessa mistura de elenco e direção adultas com personagens infantis e inocentes, o filme termina não agradando a nenhum dos dois públicos. É decepcionante constatar o bom potencial do longa e assistir a um filme que passeia entre boas ideias, mas não ao ponto de evitar que se torne uma produção muito chata.

E não é um chato unidimensional, focado exclusivamente no grave problema de ritmo que deixa a trama enfadonha. Ele é ‘chato’ em vários sentidos. Seja pela visão saudosista de querer viver um Estados Unidos dos anos 1950, pela opção de trazer um Ryan Reynolds no auge do timing cômico e forçá-lo a repetir as mesmas piadas por todo o filme, ou ainda por trazer uma protagonista típica das comédias de viagem – a pré-adolescente que se acha adulta – e não conseguir transformá-la em uma personagem divertida.

Para complicar ainda mais, o Blue (esse monstrão roxo que está sendo usado para promover o filme) é uma grande decepção. Principal estrela dos trailers, ele é utilizado de forma quase obrigatória no filme, dando a sensação de que o John não sabia como usar ele. Isso impede que ele seja querido pelo público, apesar do visual carismático. Miraram em um personagem amável, mas acertaram em um bichinho chato. As coisas pioram quando você descobre que ele foi interpretado pelo Steve Carell. A cabine foi dublada, então não deu para ouvir o trabalho de um dos atores mais geniais da comédia norte-americana. A versão brasileira é dublada pelo Murilo Benício, mas não se destaca tanto assim. Fica a impressão de que também não quiseram aproveitar o talento de brincar com a voz do ator e pediram para ele tentar replicar o tom do Steve, o que é uma das piores decisões na hora de trazer um star-talent.

Ainda assim, o problema mesmo é algo que transcende o elenco. É de direção mesmo. John Krasinski não decide se quer fazer um filme para o público infantil ou adulto. Suas escolhas remetem a produções que não serão reconhecidas pela molecada e refletem a visão nostálgica de um homem que está chegando aos 50 anos. E poderia funcionar se ele apostasse no Ryan Reynolds para ser seu protagonista, o que não acontece. Como a trama é conduzida por uma criança cheia de traumas no auge de seus 12 anos de idade, fica difícil de comprar a personagem, seja você adulto ou criança. Essa falta de definição de um público-alvo limita as opções para desenvolver a trama como comédia, como drama ou aventura. É um filme cheio de ‘quases’. Ele é quase uma comédia, quase um drama e quase uma aventura. O que reflete no ritmo vagaroso e muito propício a um cochilo, ainda mais no fresquinho de uma sala de cinema.

Alguns podem dizer que é esperar muito de um filme voltado para a molecada, mas há exemplos de filmes voltados para o público infantil que são plenamente capazes de agradar ao público adulto justamente porque a direção entende para onde quer ir. A fase de ouro inteira da Pixar foi construída por essa perspectiva, e vale ressaltar que a cena de abertura desse longa é Up – Altas Aventuras (2009) purinho. Em exemplos mais recentes, Detetive Pikachu (2019), também estrelado por Ryan Reynolds, é outro longa que aproveita essa pegada infantil bobinha para construir um universo lúdico e divertido que também se mostra atrativo aos adultos. É decepcionante, porque Amigos Imaginários despertava muita curiosidade e parecia ter tudo para ser um grande sucesso.

E para quem está indo ao cinema na expectativa de um tipo de live action de Mansão Foster Para Amigos Imaginários, já que a trama é essencialmente a mesma da animação do Cartoon Network, talvez seja melhor colocar os pés no chão. Enquanto o desenho era focado no comédia e abraçava o humor sem noção para engrandecer seus personagens carismáticos, o filme não chega a ter o humor como guia e os outros amigos imaginários que aparecem ou não ganham tanto tempo de tela ou apenas não são tão carismáticos assim.

Enfim, se fosse para descrever Amigos Imaginários em uma palavra, seria ‘decepcionante’. E pesa escrever isso, porque a expectativa para esse filme era muito boa. Os trabalhos de John Krasinski na direção são muito bons, o elenco dispensava apresentações… Mas não deu certo. Talvez a molecada abaixo dos dez anos ainda se encante com as cores do longa, mas no geral é um longa que não dialoga nem com as crianças e nem com os adultos.

Amigos Imaginários está em cartaz nos cinemas.