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‘Você’: Katya e Trixie Mattel reagem à 4ª temporada da série; Confira!

A segunda parte da 4ª temporada de ‘Você’ chegou recentemente à Netflix e, para promover o ciclo, a plataforma de streaming divulgou um vídeo promocional trazendo as icônicas drag queens KatyaTrixie Mattel.

Confira:

Relembre o trailer:

A série é estrelada por Penn BadgleyLukas GageCharlotte RitchieTilly KeeperAmy-Leigh HickmanEd Speleers completam o elenco.

Criada por Greg BerlantiSera Gamble, a série é baseada na saga literária escrita por Caroline Kepnes.

Um inteligente gerente de livraria depende de seu conhecimento na Internet para fazer a mulher dos seus sonhos se apaixonar por ele, enquanto ele fica perigosamente obcecado por ela.

Voce

‘Riverdale’: Sinopse do episódio de estreia da 7ª temporada nos leva de volta ao passado; Confira!

A CW divulgou a sinopse oficial de “Don’t Worry Darling”, episódio de estreia da 7ª (e última) temporada de ‘Riverdale‘.

Na trama, “depois de se unirem para impedir o cometa Bailey, a turma se vê transportada para uma época mais simples – para a Riverdale de 1955. Enquanto Archie tenta impressionar a nova garota, Veronica, uma estrela de Hollywood que acabou de chegar à escola local, Cheryl a vê como ameaça e formula um plano para destruí-la. Enquanto isso, Toni, Tabitha e Betty enfrentam o Diretor Featherhead depois que ele tenta impedir seus esforços de escrever sobre o assassinato de Emmet Till. Por fim, Jughead tenta convencer a turma que eles são do futuro”.

O capítulo vai ao ar no dia 29 de março.

Confira o trailer da temporada:

O ciclo final estreará oficialmente no dia 29 de março.

Criada por Roberto Aguirre-Sacasa, a série é baseada nos quadrinhos do Archie Comics.

Na trama da última temporada, Jughead Jones se encontra preso nos anos 50. Ele não tem ideia de como foi parar lá, nem como voltar ao presente. Seus amigos não podem ajudar, uma vez que eles estão vivendo vidas aparentemente autênticas – sem lembranças de terem vivido em outra época.

O elenco conta com KJ Apa, Lili Reinhart, Camila Mendes, Cole Sprouse, Madelaine Petsch, Casey Cott, Charles Melton, Vanessa Morgan, Drew Ray Tanner, Mädchen Amick e Erinn Westbrook.

RD Season 6 Poster Archie Betty Veronica Jughead Cheryl

‘Citadel’: Nova série de espionagem do Prime Video ganha clipe INÉDITO; Confira!

O Prime Video divulgou o um clipe inédito de ‘Citadel‘, a ambiciosa série de ação e espionagem produzida pelos Irmãos Anthony e Joe Russo.

Richard Madden (‘Game of Thrones’) e Priyanka Chopra Jonas (‘Triplo X: Reativado’) são agentes secretos sem lembranças de suas vidas passadas, mas ambos trabalham para a misteriosa organização chamada Citadel e terão que se unir para enfrentar um sombrio sindicato.

Confira, junto ao trailer:

Com estreia marcada para 28 de abril, a atração terá seis episódios e também conta com Stanley Tucci (‘O Diabo Veste Prada’) e Lesley Manville (‘Trama Fantasma’).

Josh Appelbaum, André Nemec, Jeff Pinkner e Scott Rosenberg entrarão como roteiristas e produtores executivos.

Bob Odenkirk vive um professor de inglês amargurado no novo teaser oficial da série ‘Lucky Hank’; Confira!

A AMC divulgou um novo teaser oficial de ‘Lucky Hank‘, nova série estrelada por Bob Odenkirk (‘Better Call Saul’).

A produção tem estreia agendada para o dia 19 de março nos EUA, ainda sem previsão de chegada ao Brasil.

Confira, junto ao trailer completo:

Aaron Zelman e Paul Lieberstein entram como showrunners e produtores executivos. A série é baseada no romance homônimo de Richard Russo.

William Henry Devereaux Jr. (Odenkirk) é o improvável e relutante chefe do departamento de inglês de um colégio na Pensilvânia. Seu descontentamento está ancorado em problemas não resolvidos com o seu pai, um estudante medíocre e insolente, e conflitos latentes em seu departamento.

Mireille EnosOscar NunezTom BowerKyle MacLachlanChris DiamantopoulosDiedrich BaderOlivia Scott WelchSara AminCedric YarbroughSuzanne CryerAlvina AugustShannon DeVidoLilah FitzgeraldJackson KellyArthur Keng também fazem parte do elenco.

Straight Man

‘Queen of the Universe’: 2ª temporada do reality musical ganha novas imagens oficiais; Confira!

A Paramount+ divulgou novas imagens oficiais da 2ª temporada do reality musical ‘Queen of the Universe‘.

Confira:

Anteriormente, foi divulgada a lista de competidoras do próximo ciclo, que inclui: Aura Eternal (Itália), Chloe V (Brasil), Jazell Royale (EUA), Love Masisi (Holanda), Maxie (Filipinas), Militia Scunt (EUA), Miss Sistrata (Israel), Taiga Brava (México), Trevor Ashley (Austrália) e Viola (Reino Unido).

Confira as imagens:

QOTU AUSTRALIA 08192022 JP 0002S RT 1024x782

QOTU DISCO2 ISRAEL 08192022 JP 0015S RT 1024x768

QOTU DISCO2 MANCHESTER 08192022 JP 0013 RT 1024x768

QOTU DISCO2 MEXICO 08192022 JP 0051 2 RT 1024x768

QOTU DISCO2 PHILIPPINES 08192022 JP 0068 RT 1024x768

QOTU GLITTERBALL FLORIDA 08192022 JP 0044 RT 1024x768

QOTU GLITTERBALL PITTSBURG 08182022 JP 0020 RT 1024x900

QOTU NETHERLANDS 08192022 JP 0110 RT 1024x768

QOTU WHITE BRAZIL 08192022 JP 0023 RT 1024x768

QOTU WHITE ITALY 08192022 JP 0090 RT 1024x962

A produção acompanha drag queens de todo o mundo para se enfrentarem em uma competição musical épica. As Queens irão dominar os palcos para cantar ao vivo e descobrir quem irá reinar suprema.

Mel B, Michelle Visage, Trixie Mattel e Vanessa Williams são os jurados do programa, que conta com Graham Norton como apresentador.

‘Pantera Negra: Wakanda para Sempre’: Vídeo de bastidores explora os ICÔNICOS figurinos do filme; Confira!

Disney+ divulgou um vídeo de bastidores inédito de Pantera Negra: Wakanda para Sempre’.

featurette explora como os icônicos figurinos do longa-metragem foram arquitetados por Ruth E. Carter.

Confira:

Vale lembrar que o filme foi o único da Marvel Studios a conquistar o selo “fresh” no agregador de críticas Rotten Tomatoes em 2022, com 84% de aprovação.

Crítica | ‘Pantera Negra: Wakanda para Sempre’ é uma incrível aventura da Marvel e uma tocante carta de amor a Chadwick Boseman

Relembre o trailer:

Dirigida por Ryan Coogler, a sequência conta com Letitia Wright, Tenoch Huerta, Angela Bassett, Winston Duke, Lupita Nyong’o, Martin Freeman, Danai Gurira e Michaela Coel.

“Em ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre‘, a Rainha Ramonda (Angela Bassett), Shuri (Letitia Wright), M’Baku (Winston Duke), Okoye (Danai Gurira) e as Dora Milaje (incluindo Florence Kasumba), lutam para proteger sua nação dos poderes intervenientes do mundo após a morte do Rei T’Challa. Enquanto os Wakandanos esforçam-se para abraçar seu próximo capítulo, os heróis devem se unir com a ajuda de Nakia (Lupita Nyong’o) e Everett Ross (Martin Freeman) para forjar um novo caminho para o Reino de Wakanda. Introduzindo Tenoch Huerta como Namor, rei de uma nação submarina secreta, o filme também traz Dominique Thorne, Michaela Coel, Mabel Cadena e Alex Livanalli“.

O primeiroPantera Negra foi lançado em 2018 e fez um estrondo gigantesco na bilheteria, arrecadando mais de US$1,3 bilhão de dólares mundialmente. Além disso, tornou-se o primeiro filme de super-heróis a ser indicado a Melhor Filme no Oscar.

Pantera Negra 2

Black Panther Wakanda Forever Shuri SR 1

‘Sombra e Ossos’: Cartazes individuais apresentam os novos personagens da 2ª temporada; Confira!

A 2ª temporada da elogiada e adorada série de fantasia Sombra e Ossos chega no dia 16 de março à Netflix e, agora, a plataforma de streaming divulgou três cartazes inéditos do próximo ciclo.

Os pôsteres apresentam os novos personagens da produção: Nikolai Lantsov (Patrick Gibson) and the twins, Tolya (Lewis Tan) e Tamar (Anna Leong Brophy)

Confira, junto ao trailer:

Sombra E Ossos 1 Sombra E Ossos 2 1 Sombra E Ossos 3 1

Recentemente, foi divulgado um vídeo apresentando os novos personagens que aparecerão no show: Tolya Yul-Bataar (Lewis Tan), Tamar Kir-Bataar (Anna Leong Brophy), Nikolai Lantsov (Patrick Gibson) e Wylan Hendriks (Jack Wolfe).

Veja:

A plataforma também promoveu três atores do ciclo original para um status regular: Danielle Galligan (Nina Zenik), Daisy Head (Genya Safin) e Calahan Skogman (Matthias).

A história gira em torno de Alina Starkov, uma órfã que se transforma em uma soldado para tentar sobreviver no perigoso e obscuro mundo d’A Dobra das Sombras.

Eric Heisserer (A Chegada) entra como showrunner e adaptou os dois primeiros volumes da franquia. Shawn Levy (Stranger Things) é o produtor-executivo.

A produção é baseada na saga de romances de Leigh Bardugo.

Jessie Mei LiArchie RenauxFreddy CarterAmita SumanKit YoungBen Barnes estrelam.

‘Gotham Knights’: A cidade está em perigo na sinopse do 3º episódio; Confira!

A The CW divulgou a sinopse oficial do terceiro episódio de Gotham Knights, intitulado “Under Pressure”.

Na trama, “depois de seu líder ser derrotado por Carrie, a Gangue Mutante retalia contra Gotham ao fazer os membros do Founder’s Gala de reféns – forçando Turner, Duela e Harper a saírem do esconderijo para proteger as pessoas. Enquanto isso, Cullen infiltra a GCPD depois do time descobrir uma possível conexão entre a Corte das Corujas e a morte de outro membro da família Wayne. Por fim, Harvey faz uma grande decisão sobre o futuro”.

O capítulo vai ao ar no dia 28 de março. A série, por sua vez, estreia em 14 de março.

Em ‘Gotham Knights‘, após o assassinato de Bruce Wayne, seu filho adotivo rebelde forja uma aliança improvável com os filhos dos inimigos de Batman quando todos são acusados ​​de matar o Homem-Morcego. Como os criminosos mais procurados da cidade, esse bando renegado de desajustados deve lutar para limpar seus nomes. Mas em uma Gotham sem Cavaleiro das Trevas para protegê-la, a cidade se torna a mais perigosa que já foi. No entanto, a esperança vem dos lugares mais inesperados, pois essa equipe de fugitivos incompatíveis se tornará sua próxima geração de salvadores.

O elenco conta com Oscar Morgan como Turner Hayes, Navia Robinson como Carrie Kelley, Fallon Smythe como Harper Row, Tyler DiChiara como Cullen Row, Olivia Rose Keegan como Duela, Anna Lore como Stephanie Brown, Rahart Adams como Brody, Misha Collins como Harvey Dent, Lauren Stamile como Rebecca Marchm e Damon Dayoub como Lincoln March.

A série foi criada por Chad FiveashJames StoterauxNatalie Abrams, roteiristas da adorada série Batwoman. Abrams também entra como co-produtora executiva.

Fiveash e Stoteraux entram como produtores executivos ao lado de Greg BerlantiSarah SchechterDavid Madden.

Astro de ‘Transformers: O Despertar das Feras’ precisou tirar habilitação para atuar no filme

Quando um ator participa de um filme em que os carros são os principais elementos, é de se esperar que ele já tenha habilitação.

Mas este não foi o caso de Anthony Ramos (‘Em um Bairro de Nova York’), protagonista de ‘Transformers: O Despertar das Feras‘.

Em entrevista para o Comic Book, Ramos admitiu que não sabia dirigir e a equipe por trás do longa lhe pediu para tirar a habilitação para que fosse escalado ao papel.

“Na verdade, consegui minha habilitação por causa do filme ‘Transformers‘. Estou muito orgulhoso. É uma das maiores conquistas de toda a minha vida”, disse ele.

Por outro lado, sua colega de elenco, Dominique Fishback (‘Judas e o Messias Negro’), ainda não aprendeu a dirigir, o que indica que ela não será vista atrás do volante no longa.

Lembrando que o filme chega aos cinemas nacionais no dia 8 de junho.

Assista ao trailer:

Transformers: O Despertar das Feras‘ será o primeiro filme de uma nova trilogia e se passará em 1994, mostrando dois humanos do Brooklyn que entram em um antigo conflito que se relaciona com três facções de Transformers. O filme será dirigido por Steven Caple Jr.

Confira a sinopse:

Voltando à ação e ao espetáculo que capturou pela primeira vez os espectadores ao redor do mundo 14 anos atrás com o ‘Transformers‘ original, ‘Transformers: O Despertar das Feras‘ levará o público à uma aventura pelo mundo, ambientada nos anos 90, e apresentará os Maximals, Predacons e Terrorcons à batalha existente na Terra entre Autobots e Decepticons.

O grande vilão será o Scourge, que incorpora pedaços de Transformers derrotados em seu corpo. Também teremos o Optimus Primal, o gorila líder dos Maximals, confidente de Optimus Prime.   

A história se passará em Machu Picchu, no Peru, na América do Sul e nos Estados Unidos. 

Anthony Ramos (‘Em um Bairro de Nova York’) e Dominique Fishback (‘Judas e o Messias Negro’) são os astros do próximo filme da franquia, que teve roteiro escrito por Joby Harold (‘Rei Arthur: A Lenda da Espada’).   

Lançada em 2007, a saga cinematográfica Transformers sempre teve performance considerável nas bilheterias, apesar das duras críticas negativas à grande parte dos filmes. Dirigida por Michael Bay, os cinco primeiros capítulos arrecadaram mais de US$4,3 bilhões, enquanto o spin-off Bumblebee, comandado por Travis Knight, conquistou 92% de aprovação no Rotten Tomatoes e arrecadou quase US$469 milhões.

Maze Runner: A Cura Mortal | Há 5 anos, franquia distópica teen chegava a seu frustrante final

A noção de deus ex machina provém do latim e sua tradução é literalmente “deus provindo da máquina”. Dentro do mundo narrativa, essa expressão refere-se a alguma acontecimento inesperado, improvável e incabível para finalizar o arco de algum personagem ou para colocar um ponto final em determinada história de forma a amarrar todas as pontas soltas – e isso funcionaria muito bem nas obras de tragédia grega onde cada um dos participantes de determinada encenação era movido por seu apreço e seu louvor aos deuses, cuja aparição servia para solucionar magicamente todos os obstáculos pelos quais as figuras humanas passaram. Mas estamos falando de produtos audiovisuais contemporâneos, respaldados por uma imensa gama de tramas e subtramas que ainda têm muito a ser exploradas, principalmente por perspectivas definidas – e parece que a terceira e última iteração da franquia Maze Runner não percebeu nada disso.

Wes Ball retornou como o diretor do último capítulo do cosmos idealizado por James Dashner – o que por um lado foi bom, visto que ele já estava familiarizado com o tom da história e com o escopo pós-apocalíptico em questão. Entretanto, por outro lado, Ball retomou maneirismos com os quais estava acostumado, principalmente a câmera na mão quando há a construção exacerbada de inúmeras cenas de ação: é claro que essas sequências são sempre muito bem-vindas, ainda mais se forem coreografadas com tamanha maestria quanto as que abrem o longo prólogo do terceiro longa-metragem. Combinado com uma fotografia e uma montagem um tanto quanto asséptica, nos sentimos em um ambiente relativamente confortável se levarmos em consideração a nostalgia que esses momentos causam, transportando-nos para outras franquias como Missão Impossível’ e Duro de Matar.

Maze Runner 2

Porém, a existência saturada dessas saídas narrativas são meramente iconográficas e emergem para tapar eventuais buracos de roteiro ou até mesmo para que os mais de 140 minutos não se tornem uma monotonia total como os “apreciados” em Prova de Fogo. Não posso tirar, pois, o cuidado um pouco maior que T.S. Nowlin, roteirista responsável pelas obras anteriores, traz para os inúmeros arcos. Personagens outrora inutilizados, como o de Giancarlo Esposito, Aidan Gillen e Rosa Salazar ganham uma roupagem mais complexa e que os tira de um convencionalismo linear, permitindo inclusive que o público seja guiado por suas nuances e crie conexões inexistentes no último filme.

De qualquer forma, A Cura Mortal’, assim como A Esperança’ foi para a franquia Jogos Vorazes, traz subtramas de rebeldia e levante perante uma organização opressora e cujos pensamentos em escala global não prezam pela manutenção da humanidade, e sim por um sucesso individualista, buscando a salvação de uma pequena parcela. É interessante que temas como meritocracia, livre-arbítrio e subjugação sejam trazidos mais uma vez para uma franquia jovem-adulta como esta; mas diferente do universo criado por Suzanne Collins, tais escolhas permaneçam em uma superfície condescendente para que as execuções mirabolantes encontrem mais espaço – pelo menos no tocante à transcrição cinematográfica.

Dylan O’Brien mais uma vez lidera o grupo de rebeldes contra a instituição conhecida como WCKD, agora para libertar os jovens remanescentes das garras do impetuoso Janson (Gillen) e da deturpada e racional mente progressista da Dra. Ava Paige (Patricia Clarkson em uma performance memorável dentro dos limites do filme). Thomas, o nome do protagonista que encarna, é obviamente um dos que mais mergulha dentro de um processo de amadurecimento forçado, visto que presencia inúmeras mortes e a perda de vários entes queridos lutando por uma causa maior – e não, não é por coincidência que sua personalidade irrefreável e muitas vezes impulsiva trace paralelos com a de Katniss Everdeen. Os dois parecem cegos pelos traumas que lhes foram impostos e trabalharam à mercê de forças superiores e que os comandam, ainda que indiretamente.

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Mas agora, Thomas sofre com uma dor ainda pior que a morte: a traição. Conforme descobrimos nos momentos finais do segundo filme, Teresa (Kaya Scodelario) traiu a confiança dos clareanos – ou seja, os sobreviventes ao labirinto do longa original – ao revelar sua localização para os agentes da corporação e então foi abraçada pelo lado inimigo, plantando uma semente de ódio e frustração naqueles que conseguiram escapar. Eventualmente, ambos os personagens se reencontram, visto que uma das tramas principais gira em torno do resgate de Minho (Ki Hong Lee), que permanece trancado dentro das facilidades da WCKD e passa por testes inimagináveis para que a tão famigerada cura seja adquirida.

E então chegamos a essa bendita cura: de forma simples e curta, ninguém se lembra dela; o filme é tão carregado com execuções muito boas de cenas de ação que a real sustentação da história, a cura para o mortal vírus que se espalhou pela Terra, nem ao menos é relembrada pelo público. Mais uma vez, o roteiro preza pelas relações intimistas entre os personagens e se esquece do escopo pós-apocalíptico que poderia ser muito bem aproveitado. E se isso se tornou um deslize, espere só até realmente entender o porquê da explicação do termo deus ex machina no começo do texto; cada um dos perigos enfrentados pelos heróis é resolvido magicamente por ações externas e ocasionais, que insurgem no momento em que mais precisam ou em que estão prestes a morrer. Isso é interessante durante o ato inicial, mas se torna muito repetitivo e previsível conforme a narrativa se desenrola.

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Thomas Brodie-Sangster também rouba o foco do filme ao interpretar mais uma vez o fiel “escudeiro” do protagonista, Newt. Diferentemente dos outros, ele foi infectado pelo vírus em questão e não sabe se vai sobreviver ou não; ele encontra sua ruína com a chegada do terceiro ato, e essa decisão do roteiro, bem como com a morte de Teresa, mostra ainda a perseverança de Ball e de Nowlin em não se poupar nos sacrifícios necessários para os arcos de outros personagens – mas isso também já é de se esperar, principalmente levando em consideração os longas anteriores.

‘A Cura Mortal’ definitivamente não é uma resolução justa o suficiente para Maze Runner, ainda que seja satisfatório. Se você espera uma obra com questões profundas sobre a humanidade e o caos instaurado dentro de uma sociedade em ruínas, sugiro que procure em outro lugar; caso sua busca seja por um filme com sequências de ação interessantes – algumas até de tirar o fôlego – parabéns: você está no lugar certo.

Leticia Colin e Julia Rezende falam sobre monogamia, relacionamento aberto e ‘A Porta ao Lado’ [Entrevista EXCLUSIVA]

O editor-chefe Renato Marafon entrevistou a atriz Leticia Colin e a diretora Julia Rezende, que falaram sobre ‘A Porta ao Lado‘, a carreira, monogamia e relacionamento aberto.

Assista:

Rafa e Mari são casados e vivem um matrimônio tradicional e estável. A união segue tranquila até o dia em que o casal Fred e Isis se muda para o apartamento ao lado. Os novos vizinhos são adeptos de um relacionamento aberto, separam sexo de amor e decidiram não ter filhos. Esta forma de se relacionar desafia e provoca Mari, que começa a questionar o seu casamento.

Crítica | A Porta ao Lado – Filme de Julia Rezende tem ótimas atuações, mas sem momentos brilhantes (Nota: 6.0)

A Porta Ao Lado Poster

PÂNICO 2 | Sidney e Gale MORRERIAM e filme teria outros assassinos; Confira as curiosidades!

Pânico 6‘ continua surpreendendo nas bilheterias e pode ter uma abertura ainda maior que o previsto.

O filme arrecadou US$ 19,3 milhões em 3.675 salas na sexta-feira, um número que inclui US$ 5,7 milhões em pré-estreias na quinta.

Para comparação, o último filme arrecadou US$ 13 milhões no mesmo período. Na verdade, ‘Pânico 6‘ está provando ser um sucesso maior do que os anteriores. Se as projeções se mantiverem, a sexta entrada marcará um fim de semana de abertura recorde da franquia de US$ 43,5 milhões, bem mais do que os US$ 32 milhões que ‘Pânico 2‘ arrecadou em 1997.

Para celebrar o sucesso, o CinePOP tem matérias que não acabam mais sobre os filmes anteriores. Tudo o que você quiser saber sobre os quatro filmes predecessores e mais um pouco tempos aqui – é só procurar no site.

Aqui, continuaremos focados na primeira continuação que o filme recebeu, desta vez para escancarar uma versão completamente diferente que o filme teria. Acontece que Pânico 2 foi um dos primeiros grandes filmes (ou quem sabe o primeiro) a sofrer com o advento da internet. Explico. O longa de terror teve seu roteiro vazado online por um figurante, e isso numa época em que ainda vivíamos os primórdios do mundo virtual. Pioneirismo até mesmo nas derrotas.

Os Assassinos Originais

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Apenas a Sra. Loomis, vulgo Debbi Salt (Laurie Metcalf) foi mantida como uma das identidades do Ghostface.

Como sabemos, Pânico 2 contém dois Ghostface assim como o original. E suas identidades são: Mickey, o estudante de cinema que está sempre com uma câmera na mão filmando tudo (vivido por Timothy Olyphant) e a jornalista Debbie Salt (Laurie Metcalf) que vive atormentando a outra repórter do filme Gale Weathers (Courteney Cox). Debbie, é claro, revela-se a Sra. Loomis, a mãe de Billy Loomis, o assassino do original, que é citada no primeiro Pânico como tendo abandonado o marido após descobrir uma traição. Pelo visto a família não era muito boa da cabeça, já que a mãe resolveu orquestrar sua própria matança, seguindo os passos do filho. A Sra. Loomis encontra Mickey num site e o contrata para seu plano sanguinolento.

Mas nem sempre foi assim. No primeiro roteiro vazado, Kevin Williamson havia programado os assassinos para serem Derek e Hallie; além da Sra. Loomis, a única mantida do roteiro original. Ou seja, no segundo filme teríamos três Ghostface: duas mulheres e um homem. Embora não saibamos a dinâmica dos três no filme, podemos imaginar que a mãe de Billy estaria no comando novamente, orquestrando os planos e usando os jovens como seus peões na matança. Essa revelação viria como dupla faca nas costas da protagonista Sidney (Neve Campbell). Isso porque Hallie, papel de Elise Neal, é sua melhor amiga no segundo filme. E Derek (Jerry O’Connell), seu novo namorado. Isso explica porque existe numa versão – que fez parte do trailer – Ghostface chama Sidney de “girlfriend” ao telefone. À princípio podemos pensar que está emulando Billy, mas com a conclusão originalmente pensada faz todo sentido. Essa versão foi mudada no filme. Ou seja, Sidney teria novamente um namorado se revelando um psicopata. Isso que é dedo podre.

 

Sidney e Gale morreriam

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Cotton Weary (Liev Schreiber) seria o assassino de Gale e Sidney na versão original.

Na versão original deste roteiro, o desfecho terminaria com um verdadeiro bad ending, onde numa matança todos os personagens principais seriam mortos. Além de Randy, Gale e Sidney também morreriam, e possivelmente Dewey também. Isso nos faz pensar que Kevin Williamson planejava encerrar a franquia com este segundo filme. O terceiro não havia sido planejado, e demoraria três anos até finalmente chegar aos cinemas – e sem um roteiro de Williamson.

Na primeira história do roteirista para Pânico 2, assim como no original a Sra. Loomis termina matando seus comparsas – aqui Derek e Hallie. No filme, a Sra. Loomis tenta convencer Cotton Weary (Liev Schreiber), que chega ao local armado, de deixa-la matar Sidney, já que a protagonista o acusou de assassinato e o manteve na cadeia por um ano. Por alguns momentos acreditamos que o sujeito irá aceitar a proposta, mas finalmente ele atira na assassina a matando. Na versão original do roteiro, Cotton iria esfaquear a Sra. Loomis, mas não iria parar por aí. Considerando que ambas Sidney e Gale foram responsáveis por arruinar sua vida, Cotton surtaria, e esfaquearia Gale a matando também. No fim, Cotton perseguiria Sidney, e o filme terminaria com os dois se esfaqueando até a morte, e caindo lado a lado. Um baita final mórbido.

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Na versão original do roteiro de Pânico 2, a protagonista Sidney (Neve Campbell) morria!

Desta forma, com a história nas mãos de qualquer um que quisesse ler, o mistério estava revelado. E como sabemos, os filmes desta franquia dependem muito das reviravoltas, de quem morre e quem fica vivo e, principalmente, quem são os assassinos da vez. Como consequência deste ato sem noção, o roteirista Kevin Williamson precisou basicamente reescrever a história, modificando diversos fatos, inclusive a identidade dos assassinos. Confira abaixo como seria Pânico 2 antes do vazamento. Ah sim, o texto abaixo contém inúmeros spoilers da trama, ou seja, continue se você já está cansado de saber tudo. Ou por sua conta e risco.

Debbie Salt mais agressiva

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Laurie Metcalf viveu a psicopata Sra. Loomis, vulgo Debbie Salt. Vinte anos depois seria indicada ao Oscar por Lady Bird.

A Sra. Loomis, vulgo Debbie Salt, é uma personagem que aparece pouco no filme, mas suas incisões são certeiras. Seu “disfarce” no filme é o de uma jornalista “abelhuda” que está sempre no lugar certo, na hora certa. É claro, assim estudando bastante não apenas os avanços da polícia em relação às mortes, como também o cenário de sua matança. Existe um meme na internet que diz que se Sidney a visse em algum momento, iria reconhece-la e o filme acabaria bem rápido. É verdade, mas justamente por isso a mulher se certificou de nunca cruzar o caminho com a ex-nora.

Na versão original do roteiro, Debbie Salt era mais agressiva e ácida, dando alfinetadas em suas perguntas jornalísticas. Talvez essa característica tenha sido mudada para que as pessoas não desconfiassem dela como sendo uma das assassinas. Em uma cena do roteiro original, ela perguntaria para Sidney se ela havia “finalmente surtado e se era ela cometendo todos os assassinatos”. No fim da cena, ela seria socada no rosto por Gale, emulando a cena do original em que Sidney soca Gale após a repórter fazer um comentário irônico sobre a acusação da protagonista. Só não sabemos como Sidney não reconheceria a Sra. Loomis. Talvez por isso a cena tenha sido mudada. Ou quem sabe a explicação viria com muitas cirurgias plásticas.

 

Dewey, o segurança do campus

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O policial “trapalhão” Dewey (David Arquette) deveria ter morrido no desfecho do original. Mas o diretor Wes Craven gostou tanto do desempenho de Arquette no papel, que gravou dois finais, um que ele morria e outro que ficava vivo. No final, terminou optando pelo segundo. Assim, na continuação Dewey dá as caras novamente e aparece no campus da universidade da amiga Sidney quando novos assassinatos começam a ocorrer. Neste segundo filme, Dewey não é mais um policial e tem a marca de seu ferimento, com uma perna manca e um braço quase inutilizado. Mas se pararmos para pensar, o personagem não tem uma profissão e nem muito o que fazer ali, a não ser ficar de olho na colega.

No texto original, Dewey seria um dos seguranças do campus da universidade. O personagem propositalmente iria pedir transferência da polícia de Woodsboro para o campus da faculdade, a fim de ficar perto de Sidney. Esse trabalho faz mais sentido e daria uma função maior ao personagem.

 

Derek, o documentarista

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“Copia, mas faz diferente”. Jerry O’Connell como Derek seria o segundo namorado de Sidney a ser revelado o assassino.

Faz sentido que o assassino do segundo filme agora ande com uma câmera filmando os crimes e suas vítimas. Bem, isso foi antes da época dos Smartphones e das câmeras de celulares, o que facilitaria bem mais a vida do Ghostface. Seja como for, em determinado momento do filme, esse fato entra em jogo quando os protagonistas descobrem estar sendo filmados pelo assassino. E bem, só um personagem anda com uma câmera para cima e para baixo no filme: Mickey. E adivinhe só: ele é o assassino. Porém, na versão original do roteiro, Derek seria o assassino. E não apenas isso, mas também seria ele o estudante de cinema que viveria com uma câmera documentando tudo à sua volta.

Randy, o cameraman

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Randy (Jamie Kennedy), o nerd preferido de todos, seria o cameraman de Gale na versão original.

Randy (Jamie Kennedy) foi um dos personagens favoritos dos fãs no primeiro filme. O nerd especialista em filmes de terror infelizmente é morto neste segundo longa, decisão que Wes Craven diz ter tomado para demonstrar que ninguém estava seguro desta vez. O diretor, no entanto, muitos anos depois disse ter se arrependido de matar o querido personagem. Seja como for, Randy é outro estudante de cinema na mesma universidade de Sidney. No roteiro original não seria assim, e Randy seria na verdade o cameraman de Gale Weathers. Essa dinâmica seria muito divertida.

Por outro lado, Joel (Duane Martin), o sujeito que de fato é o cameraman de Gale, e que espertamente “se manda” quando os corpos começam a se empilhar, conseguindo sobreviver no fim das contas, seria um estudante de medicina da mesma universidade. Joel seria um dos melhores amigos de Sidney nesta versão. Resta saber se ele também sobreviveria assim, ou com a mudança de profissão encontraria um destino pior.

Mickey, o cantor

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Em seu início de carreira, Timothy Olyphant era sempre o vilão.

Basicamente, teríamos os papeis de Derek e Mickey invertidos. A não ser pelo fato de que Derek ainda seria o namorado de Sidney. Nesta versão original do roteiro também seria adereçado de forma mais efusiva a paixão de Mickey por Hallie, a melhor amiga de Sidney – com os dois talvez engatando em um romance. O fato é levemente pincelado na versão que ganhamos nas telonas. No original, Mickey é quem cantaria no refeitório, assim como Derek fez para Sidney. O rapaz, porém, cantaria para Hallie e a canção também seria outra, ao invés de ‘I Think I Love You’, a escolhida seria ‘I Will Always Love You’, de Whitney Houston.

 

Cliffhanger para o PÂNICO 3

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Ambos Pânico (1996) e Pânico 2 (1997) terminam de uma forma que não necessariamente pedem continuações. Kevin Williamson disse que pensou na ideia para o dois enquanto ainda escrevia o primeiro. Mesmo assim, nada no desfecho do original indicava que o longa poderia ter uma sequência. Afinal, ele é uma história fechadinha em si. O que empurrou a continuação, podemos pensar que foi unicamente o sucesso e, claro, o dinheiro. O mesmo ocorre com Pânico 2. Mas nem sempre foi assim. No roteiro original de Williamson, o segundo filme terminaria revelando outro Ghostface, que olharia tudo de longe, do alto da torre do sino do campus. Esse final indicaria a existência de um quarto assassino na trama, ou simplesmente um novo psicopata se preparando para entrar em ação no três.

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Crítica | ‘Pânico VI’ é um espetáculo gore e um dos melhores filmes da franquia

Ranking PÂNICO | Do Pior ao MELHOR da Franquia; Concorda com a ordem?

Quem acessa o CinePOP sabe que o site nasceu do amor pelos filmes de terror, em especial em relação a um dos melhores slashers já produzidos, Pânico (Scream) – responsável pela revitalização do terror adolescente, adicionando muitos elementos que vemos reproduzidos até hoje.

Com a estreia de ‘Pânico 6‘, o CinePOP resolveu revisitar a franquia, para colocar todos os filmes em nossa ordem de preferência. Você concorda com a ordem?

Confira o ranking:

6. Pânico 3

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Queremos deixar claro que gostamos de todos os filmes da franquia, e somos verdadeiros especialistas nestes filmes. Como fãs ardorosos, é seguro nos incluirmos com a maioria no pensamento de que o terceiro capítulo é, digamos, o menos apreciado da franquia. É claro que Pânico 3 tem muitos atrativos, em especial a forma como brinca com os bastidores de uma produção Hollywoodiana e seu universo de atores, diretores e executivos de estúdios. De fato, a graça deste terceiro episódio é justamente se comportar mais como uma paródia do que como um terror adolescente em si – termo que este terceiro exemplar deixa de lado. Existe até certa denúncia ácida nas entrelinhas sobre ambientes de trabalho tóxico, e o abuso sexual dentro de tais empresas cinematográficas. É triste perceber, no entanto, que essa é uma produção da Miramax, companhia fundada pelos irmãos Weinstein, e saber que tudo que se passa nas telas, de fato acontecia na vida real.

Pânico 3, no entanto, se viu repleto de obstáculos que o colocam em último no gosto popular. O primeiro e mais claro foi a demora para sair do papel, levando em conta que os dois anteriores haviam sido lançados em 1996 e 1997, e que o terceiro deveria ter aproveitado sua popularidade para se encaixar numa lacuna em algum lugar por volta de 1998. Porém, o filme seria lançado somente em 2000, e sem o envolvimento de um dos criadores, o roteirista Kevin Williamson, tão “pai” de Pânico quanto Wes Craven. Assim, o filme sofreu com desencontros de um roteiro meio capenga, que deixava buracos quanto a um segundo assassino, e a reviravolta mais estapafúrdia da franquia – além dos personagens menos marcantes também. Justamente por isso, levaria nada menos que 11 anos até um novo exemplar chegar aos cinemas.

Dos três primeiros filmes, Pânico 3 foi o mais caro para ser produzido (com um orçamento de US$40 milhões) e o menos lucrativo (com um retorno mundial mesmo assim impressionante de US$161 milhões). Como dito, é também o filme menos apreciado pelos fãs e o grande público em geral. Com os críticos o conceito do filme não é muito diferente, sendo definido com uma aceitação de meros 39%, Pânico 3 é o único da franquia a receber um tomate podre no Rotten Tomatoes.

5. Pânico 2

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Pânico (1996) foi um sucesso estrondoso, mas não era um filme que pedia necessariamente uma continuação. Aliás, não tinha nada em sua trama que apontasse para isso, muito pelo contrário. Mas ela deixou de vir? É claro que não, pois onde houver cheiro de dinheiro, haverá continuação. É assim que funciona Hollywood. Assim, em 1997, chegava aos cinemas exatamente um ano depois a continuação Pânico 2. Nós brasileiros é que tivemos que penar, porque por motivo de troca de distribuidora por aqui (da Playarte para a Paris Filmes), Pânico 2 sofreu um embargo de quase dois anos, vindo a estrear somente em 1999 em nossas terras tupiniquins. Haja coração. Ainda mais se considerarmos que nestes primórdios da internet, não havia sequer gostinho dos famosos downloads.

O cinema é um lugar mágico, onde a criatividade deve imperar. Por diversas vezes, continuações consideradas desnecessárias de filmes de sucesso se mostraram tão boas que inclusive superaram seus originais. E para grande parte dos fãs é justamente onde se encaixa esse Pânico 2 – que elevou o conceito em diversas maneiras. Novamente Craven e Williamson garantiam os bastidores, enquanto o quarteto de atores principais, sim na época era um quarteto com a inclusão de Jamie Kennedy como o especialista em terror Randy, comandava o show na frente das câmeras. Os realizadores já chegaram a revelar que se arrependem de ter eliminado o personagem citado da franquia – mesmo com sua participação no terceiro filme.

Foi aqui que Pânico passava de um filme de terror bem sucedido e elogiado para uma verdadeira febre da cultura pop – e a máscara do assassino Ghostface se tornava um verdadeiro ícone não apenas do gênero, mas do cinema. Desta forma, sim, as continuações podem expandir seus universos de forma sem precedente, ampliando ainda mais a popularidade de um filme. Com dez milhões a mais no orçamento em relação ao primeiro filme, Pânico 2 fez US$172 milhões, chegando muito perto da bilheteria do original. A verdadeira surpresa está na avaliação dos críticos, que o consideram o melhor exemplar da franquia, dono de espantosos 82%, garantindo assim um tomate mais que fresco no Rotten Tomatoes.

 

4. Pânico (2022)

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Pânico‘, de 2022, é recheado de ação, mortes chocantes, um humor peculiar e reviravoltas de cair o queixo. Fiquei um pouco decepcionado com a grande revelação final, que poderia ter sido melhor trabalhada e com um ritmo mais compreensível, mas isso não afeta o resultado da produção. É o filme que a franquia precisava para ressuscitar a franquia.

Logo na cena inicial percebemos que o tom da franquia será o mesmo da obra original, muito mais assustador e realista e com menos humor. A metalinguagem continua presente, de uma maneira mais séria e bem escrita que das sequências anteriores. ‘Pânico‘ continua reconhecendo seu legado, mas entende que o cinema mudou nos últimos anos – e sabe brincar com isso de maneira genial. As piadas envolvendo o chamado “terror pós-moderno” de filmes como ‘Babadook‘ e ‘Hereditário‘ são hilárias e certeiras.

As cenas de morte são muito mais brutais e gore, agora com um Ghostface ainda mais sanguinário que deixará um rastro de tripas e desespero pelo seu caminho, de uma maneira muito mais aterrorizante que os seus antecessores. Esse filme é uma carta de amor para a franquia, para Wes Craven e para os fãs dos longas e do gênero terror.

Tyler Gillett e Matt Bettinelli-Olpin trazem a sagacidade, o suspense e o humor de maneira mais rebuscado para nos lembrar como a saga ainda tem fôlego para nos assustar – e conseguiram convencer Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette a retornarem mais uma vez. Sidney está mais bad-ass do que nunca, Gale está contida em uma jornada para ser uma pessoa melhor e Dewey entrega uma das cenas MAIS INCRÍVEIS de toda a franquia.

 

3. Pânico 6

Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett retornam para a cadeira de direção e continuam a provar que são uma das duplas mais interessantes do cenário contemporâneo do terror. Afinal, eles emprestaram suas habilidades para projetos como ‘V/H/S/’ e ‘Casamento Sangrento’ – conquistando o público e a crítica com perspectivas originais e uma pincelada de humor ácido que é sempre bem-vindo. Ao adentrarem a saga imortalizada por Craven e Williamson, eles conseguiram honrar o legado dos criadores e garantir o retorno do público para a sequência. Aqui, os realizadores sabem como conduzir a narrativa de formas subversivas, nos jogando em caminhos diversos e levando-nos a tentar imaginar quem é o culpado sem fornecer muitas pistas e garantindo que tanto os fãs de longa data quanto os novatos possam se divertir. Como se não bastasse, o classicismo dos jump-scares é deixado de lado para um mistério de suspense muito prático e que nos deixa vidrados na tela do começo ao fim.

Há um gigantesco quebra-cabeças a ser resolvido e, talvez mais do que nunca, a audiência é parte ativa do desenrolar da trama. A principal ideia é fomentar uma mitologia atemporal que é querida por todos: o mote do “legado” é ímpar para os diretores e estende-se a níveis estratosféricos, como quando os protagonistas descobrem um santuário que engloba cada um dos homicidas que já vestiram a máscara do Ghostface. Não é surpresa, pois, que também tenhamos a presença ilustre de Courteney Cox como Gale Weathers (que, apesar de ter menos tempo de cena que os capítulos predecessores, ainda causa grande comoção por seu lendário status) e o retorno mais que merecido de Hayden Panettiere como Kirby Reed, que sobreviveu ao ataque de Jill Roberts (Emma Roberts) e Charlie Walker (Rory Culkin) e agora trabalha para o FBI como uma poderosa agente.

Os vários elementos aglutinam-se em um show de horrores do qual não conseguimos desviar o olhar. Afinal, é notável como a estrutura técnica e artística é tratada com esmero, solidificando Sam, Tara e os outros personagens como integrantes de uma maquinaria complexa que pode ser bastante explorada. As atuações são de outro mundo, com destaque a Ortega (emergindo cada vez mais como uma scream queen da atualidade) e a Barrera (que fornece a mais robusta emoção com um mero olhar). E é claro que não poderíamos deixar de mencionar a presença de Mason Gooding e Jasmin Savoy Brown como Chad e Mindy em uma química aplaudível, além de Liana Liberato e Dermot Mulroney como adições impecáveis ao elenco.

Pânico VI’ é uma ótima adição a uma das maiores sagas de todos os tempos e consagra-se como um de seus melhores capítulos. É notável como, pouco a pouco, os requels se desprendem da necessidade dos personagens-legado e marcham em seu próprio ritmo – abrindo espaço para ofensivas inteligentes e que tem muito a nos contar. (por Thiago Nolla)

 

2. Pânico 4

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Esse pode ser considerado o filho temporão da franquia, até o presente momento. O hype aparentemente já havia passado há muito tempo, e o mundo era um lugar diferente para o terror, em especial para os slashers. No entanto, Pânico 4 se beneficiou de uma nova tendência que estava surgindo em Hollywood, as sequências tardias de produções queridas. Era a onda dos revivals. Clássicos dos anos 1980 e 1990 em especial, queridos para toda uma geração, ganhavam novas roupagens no fim dos anos 2000 e início de 2010. Assim, Pânico também voltava. E não apenas isso, mas essa era uma reunião completa da “banda” original, com Craven na direção, Williamson no roteiro, e Campbell, Arquette e Cox à frente do elenco. Não poderia ficar melhor!

É seguro dizer que Pânico 4 é um filme subestimado, menos apreciado do que deveria verdadeiramente. Williamson se mostrava antenado aos novos tempos, brincando com a nova realidade, já alfinetando as mídias sociais, blogs e a prévia da geração Youtube, com lives e todo tipo de transmissão ao vivo. De fato, o mote dos vilões aqui era se tornarem “celebridades instantâneas” – as chamadas subcelebridades da internet. E isso numa era antes da explosão do Instagram. Ao contrário do filme anterior, Pânico 4 voltava às origens, acrescentando novos jovens carismáticos à trama – e promovendo o encontro da velha geração (na faixa dos quase 40 anos), com a nova geração – que espelhavam os personagens originais inseridos numa realidade moderna.

Sem contar que a revelação e motivação da assassina são brilhantes: “Eu não preciso de amigos, preciso de fãs”.

Fora isso, Williamson e Craven apresentavam-se novamente como dupla harmoniosa, brincando e enchendo o longa de referências – uma das melhores envolve a enxurrada de remakes de terror que àquela altura já havia inundado Hollywood. A cena de abertura é puro ouro, com um loop hilário, fazendo um verdadeiro inception do filme dentro do filme dentro do filme. Ah sim, não podemos esquecer do elenco de nomes pra lá de famosos/promissores que ajudaram a elevar o status do quarto filme. No entanto, com um orçamento igual ao do filme anterior (US$40 milhões), Pânico 4 viu retorno de “apenas” US$97 milhões mundiais – garantindo assim o posto de menos rentável (o que deixa certo receio para o quinto). Com o grande público, no entanto, fica pau a pau com o segundo, e na opinião dos críticos, garantiu o tomate fresco com 60% de aprovação no Rotten Tomatoes.

 

1. Pânico

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Apesar de Pânico 4 ser muito querido, é difícil bater o original. Tudo nascia aqui. Nós concordamos e também adoramos aquelas grandes produções de marcas de sucesso pré-estabelecidas, vindas de outras mídias. Mas o gostoso do cinema é mesmo criar verdadeiras lendas a partir do zero. É aquela incógnita de saber se determinada obra cairá na boca do povo e no gosto coletivo, ou será esquecida logo na semana seguinte. Não existem regras, esse é um jogo imprevisível. E justamente por isso muito saboroso. Com Pânico ocorreu justamente isso. Foi um filme que veio do nada para tomar as multidões. Surgia com uma ideia de Kevin Williamson para brincar e homenagear os clássicos slasher saídos das décadas de 1970 e 1980, e terminou revitalizando o subgênero, e demonstrando enorme influência que ecoa até hoje.

De quebra lançou uma franquia milionária e se tornou um dos maiores ícones do terror. Tudo isso para uma pequena e jocosa produção de US$14 milhões, com atores saídos de séries de TV, cujo maior nome no elenco era uma participação de poucos minutos no início do filme de Drew Barrymore. Isso que é marcar um golaço. Fora isso, o filme foi redescoberto por todo um novo e massivo público – até mesmo aqui no Brasil – devido às videolocadoras. Este que vos fala entrou no filme por acidente, e saiu maravilhado do cinema. Pânico arrecadou impressionantes US$173 milhões ao redor do mundo, e na opinião do grande público, claro, é o filme favorito da franquia. Já para os críticos, o tomate fresco é garantido com 79% de aprovação no Rotten Tomatoes.

 

Bônus: Pânico – A Série de TV

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Se as franquias Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo tiveram suas séries de TV, porque Pânico não poderia ter? Assim, quatro anos após o resultado, digamos, infelizmente morno de Pânico 4, a MTV em parceria com a Dimension Television e a Netflix lançavam o primeiro derivado deste universo para a telinha. Pegando a mesma estrutura do “whodunit”, e inclusive tendo como vítima inicial um rosto conhecido, Pânico – A Série apresentava uma nova gama de personagens colegiais se deparando com um serial killer mascarado, que os eliminava um a um. As referências estavam lá, assim como o clima espertinho. No entanto, o programa funcionava mais como um reboot, sem qualquer ligação ou conhecimento da franquia original. A máscara do assassino também sofreu reformulação. Apesar das diferenças, um nome original ainda estava lá: o do cultuado Wes Craven, que serviu como produtor executivo do programa.

Com 10 episódios em sua primeira temporada, a série obteve sucesso suficiente para seguir logo no ano seguinte. Seja por esgotamento da trama, ou por baixos números de audiência, em 2016, Pânico apresentava sua segunda e última temporada então. Porém, uma reformulação era apresentada, com um novo elenco, máscara idêntica a dos filmes, e uma quantidade reduzida de somente seis episódios – assim ia ao ar três anos depois, em 2019, a terceira e última  temporada de Pânico. Um dos atrativos aqui eram as presenças de Mary J. Blidge, Keke Palmer (demonstrando mais diversidade racial no elenco) e Paris Jackson, a filha de Michael Jackson. No entanto, devido ao fim do acordo entre a MTV e a Netflix, a terceira temporada do programa não está disponível na plataforma.

Oscar 2023 | Indicados disponíveis nos streamings – parte 2

Última chamada! Se você ainda não assistiu aos filmes indicados ao Oscar, é melhor correr! Com a cerimônia mais famosa do mundo acontecendo neste domingo (12), é humanamente impossível assistir a todos os indicados. Então, nessa altura do campeonato, você pode correr para os cinemas e assistir aos que ainda estão em cartaz ou escolher os indicados que constam nos catálogos dos principais streamings do Brasil. Como essa é parte 2, vocês podem encontrar outros grandes indicados na parte 1.

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Mas antes de começar este post, você pode conferir a lista com todos os indicados ao Oscar clicando aqui. A separação dos filmes foi feita de acordo com as plataformas em que podem ser encontrados.

Amazon Prime Video

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Grande vencedor da última edição do Oscar, o Amazon Prime Video vem forte com o grande favorito a ser o papa-títulos da noite e uma paródia escatológica que pode surpreender.

Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

Tudo Em Todo O Lugar Ao Mesmo Tempo Michelle Yeoh

Com “apenas” 11 indicações ao Oscar, nas categorias Melhor Filme;  Melhor Atriz (Michelle Yeoh);  Melhor Direção;  Melhor Roteiro Original;  Melhor Ator Coadjuvante (Ke Huy Quan);  Melhor Atriz Coadjuvante (Jamie Lee Curtis), Melhor Trilha Sonora e Melhor Figurino, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo é o favoritaço a sair com um caminhão de troféus ao fim da noite. A história acompanha uma imigrante chinesa que construiu sua vida com o marido frouxo nos EUA, mas agora sofre para pagar as taxas. A monotonia e o desespero da vida comum se esvaem quando uma ameaça do Multiverso começa a atacar as múltiplas realidades e ela é escolhida para ajudar a parar essa criatura.

Triângulo da Tristeza

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Depois de brilhar no Palma de Ouro, Triângulo da Tristeza chega ao Oscar com indicações a Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Roteiro Original. Apesar de não ser um dos favoritos, nunca se sabe quando a Academia vai tentar surpreender. O filme é uma sátira sueca sobre a natureza humana e a liquidez dos relacionamentos modernos. A trama acompanha um modelo masculino que já foi o mais desejado do mundo, mas agora pena para conseguir um emprego que o valorize devidamente. E isso afeta diretamente seu relacionamento com uma influenciadora digital mais preocupada com sua imagem virtual do que com o resto. Mas a situação se complica mesmo quando eles vão para um cruzeiro de ricaços, que acaba naufragando, o que leva os sobreviventes às mais insanas e nojentas atitudes.

Apple TV+

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Ainda galgando seu espaço aos poucos na premiação, o Apple TV+ vem com menos indicados do que na última edição, mas tem chance de beliscar alguma coisa.

O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo

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Indicado na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação, O menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo é uma adaptação de um livro infantil que foi um estrondoso sucesso de vendas. A história segue um garotinho, que é muito amigo de uma Toupeira, confessa que seu sonho é ter um lar. Assim, eles começam uma jornada para tentar realizar esse sonho, mesmo que não entendam muito bem o que é exatamente um lar.

Disney+

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Nos últimos anos, além das categorias animadas, o Disney+ tem aparecido também na categoria de documentário por conta da aquisição do NatGeo. E esse ano não foi diferente.

Vulcões: a tragédia de Katia e Maurice Krafft

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Com indicação na categoria de Melhor Documentário de Longa-Metragem, Vulcões: a tragédia de Katia e Maurice Krafft conta a história de um casal de cientistas que dedicou a vida a estudar e entender melhor os vulcões para que ninguém mais tivesse que morrer por conta de uma erupção. O doc usa muitas imagens feitas pela própria dupla, até chegar ao seu triste fim, justamente envolvendo um vulcão.

Le Pupille

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Indicado na categoria Melhor Curta-Metragem em Live Action, Le Pupille é um curta sobre a inocência infantil e a ganância, mostradas pela perspectiva de um grupo de meninas de um orfanato católico no período das Grandes Guerras. Com a proximidade do natal e a miséria tomando conta do mundo com os recursos sendo direcionados para os confrontos, as garotinhas rebeldes se organizam para tentar conseguir um bolo da Madre Superiora.

HBO Max

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O HBO Max é outra plataforma que acumulou indicações nessa premiação.

Tudo o Que Respira

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Indicado na categoria de Melhor Documentário de Longa-Metragem, Tudo o Que Respira é um doc sobre preservação ambiental. Ele acompanha a saga diária de dois irmãos para salvar o milhafre-preto, uma ave de rapina fundamental para o ecossistema indiano, que sofre com a poluição descomunal de Nova Delhi.

Navalny

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Também indicado a Melhor Documentário de Longa-Metragem, Navalny surfa na onda do movimento anti-Rússia, fortalecido pela guerra contra a Ucrânia, para contar a história do advogado Alexei Navalny, que se tornou o principal adversário de Putin e sobreviveu a uma tentativa de envenenamento. A trama traz uma série de causos e investigações que trazem à luz diversos escândalos da política russa. É o grande favorito da categoria.

Netflix

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Presença certa na cerimônia, Netflix agora também ganha força nos documentários.

O Efeito Martha Mitchell

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Outro Doc de cunho político, O Efeito Martha Mitchell foi indicado a Melhor Curta-documentário. Ele acompanha a socialite e fofoqueira, Martha Mitchell, que tinha muita influência durante o governo de Richard Nixon, mas que começou a perder prestígio e viver dificuldades após o escândalo de Watergate.

Como Cuidar De Um Bebê Elefante

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Assim como a produção anterior, Como Cuidar De Um Bebê Elefante concorre na categoria de Melhor Curta-documentário e pode surpreender, já que traz um drama bem construído de um casal de indianos que adota e toma conta de Raghu, um bebê elefante que foi abandonado por sua manada após ver a mãe morrer eletrocutada. E como o elefante é uma criatura incrivelmente sagrada, o casal, que tinha suas dificuldades, enxerga a possibilidade de criar esse bebê como uma benção divina. É uma história sensível e emocionante.

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Com apresentação de Jimmy Kimmel, o Oscar 2023 acontece neste domingo, 12 de março.

 

‘Transformers: O Despertar das Feras’ terá a MAIOR batalha da franquia

Transformers: O Despertar das Feras‘ chega aos cinemas nacionais no dia 08 de junho, e promete ser um dos títulos mais ambiciosos da franquia, apresentando diversos novos personagens.

Entre eles, os Maximals, Predacons e Terrorcons, que pertencem a diferentes facções de Autobots e Decepticons.

E, durante uma entrevista para o Comic Book, o produtor Lorenzo di Bonavetura garantiu que isso vai levar à maior batalha já vista em toda a franquia.

“Quando se trata dessa franquia, muitas pessoas falam sobre escala, como superar os filmes anteriores? Penso que o grandioso é algo épico, e foi essa a nossa preocupação, tanto m termos visuais quanto narrativos. Este filme traz uma das maiores batalhas que já fizemos – se não a maior . Portanto, estamos muito conscientes de que a experiência que o público espera de nós é dessa escala.”

Ele também explicou como o filme renova a relação entre os humanos e as máquinas, e acredita que o público vai ficar encantado com a forma em que isso é mostrada.

“Os seres humanos no filme são a conexão com o público na sala de cinema, especialmente quando você está lidando com um monte de robôs. Para nós, o mais importante é que o público se sinta no lugar dos personagens humanos, sentindo suas emoções ao lidarem com os robôs. A experiência do protagonista quando vê um robô pela primeira vez o robô é um dos grandes momentos desse filme. Então você tem que ser capaz de se colocar no lugar do personagem enquanto assiste, então você também vai experimentar suas reações.”

E aí, você está animado para o novo filme?

Assista ao trailer:

Transformers: O Despertar das Feras‘ será o primeiro filme de uma nova trilogia e se passará em 1994, mostrando dois humanos do Brooklyn que entram em um antigo conflito que se relaciona com três facções de Transformers.

O filme é dirigido por Steven Caple Jr.

Confira a sinopse:

Voltando à ação e ao espetáculo que capturou pela primeira vez os espectadores ao redor do mundo 14 anos atrás com o ‘Transformers‘ original, ‘Transformers: O Despertar das Feras‘ levará o público à uma aventura pelo mundo, ambientada nos anos 90, e apresentará os Maximals, Predacons e Terrorcons à batalha existente na Terra entre Autobots e Decepticons.

O grande vilão será o Scourge, que incorpora pedaços de Transformers derrotados em seu corpo. Também teremos o Optimus Primal, o gorila líder dos Maximals, confidente de Optimus Prime.   

A história se passará em Machu Picchu, no Peru, na América do Sul e nos Estados Unidos. 

Anthony Ramos (‘Em um Bairro de Nova York’) e Dominique Fishback (‘Judas e o Messias Negro’) são os astros do próximo filme da franquia, que teve roteiro escrito por Joby Harold (‘Rei Arthur: A Lenda da Espada’).   

Lançada em 2007, a saga cinematográfica Transformers sempre teve performance considerável nas bilheterias, apesar das duras críticas negativas à grande parte dos filmes. Dirigida por Michael Bay, os cinco primeiros capítulos arrecadaram mais de US$4,3 bilhões, enquanto o spin-off Bumblebee, comandado por Travis Knight, conquistou 92% de aprovação no Rotten Tomatoes e arrecadou quase US$469 milhões.

‘Homem-Aranha: Através do Aranhaverso’: Ator afirma que sequência é MELHOR do que original

O ator Shameik Moore, que dá voz ao Miles Morales na animação ‘Homem-Aranha: Através do Aranhaverso‘, declarou em entrevista para a Empire que o novo filme supera bastante o anterior, de 2018.

Durante a entrevista, Moore estava bastante animado ao afirmar que ‘Através do Aranhaverso‘ busca alcançar patamares em escala ainda maiores do que seu antecessor.

“Vou te dizer que esta história supera a do primeiro filme”, afirmou Moore. “Se o céu era o limite da última vez, o céu agora é o chão. Estamos pisando nele e olhando para Júpiter!”, afirmou o astro.

Veja o trailer:

O segundo filme seguirá o Miles Morales (Shameik Moore), que assumiu o manto do amigão da vizinhança do Brooklyn, enquanto ele se reúne com a Gwen Stacy (Hailee Steinfeld) para tentar navegar na complicada teia do multiverso em busca de um novo vilão e uma equipe de pessoas-aranha.

Kemp PowersJustin K. Thompson também entram como diretores.

Santos é conhecido por seu trabalho em ‘A Lenda de Korra’‘Avatar: A Lenda de Aang’, enquanto Powers co-dirigiu o aclamado ‘Soul’ ao lado de Peter DocterMike Jones.

Thompson, por sua vez, ficou responsável pelo design de produção do primeiro ‘Aranhaverso’.

Vale lembrar que Chris Lord e Phil Miller roteirizaram a continuação ao lado de David Callaham (‘Shang-Chi’). Lord originalmente co-assinou o filme original ao lado do diretor Rodney Rothman.

Daniel Pemberton também retorna para compor a trilha sonora das próximas aventuras de Miles Morales.

Lançado em 2019, ‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ tornou-se um sucesso de crítica e público, arrecadando US$ 375 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 90 milhões.

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‘Outer Banks’: Assista aos HILÁRIOS erros de gravação da 3ª temporada!

A 3ª temporada da adorada série Outer Banks finalmente chegou à Netflix, e, para promovê-la, a gigante do streaming divulgou um vídeo compilando os hilários erros de gravação do ciclo.

Confira:

A terceira temporada acompanha os personagens após eles terem ido parar em uma ilha deserta, onde eles “passam seu tempo pescando, mergulhando e se divertindo em sua moradia temporária… mas tudo vira de cabeça para baixo quando o grupo novamente se vê em uma corrida pelo tesouro e por suas vidas”.

Relembre o trailer:

Lembrando que a produção já está renovada para a 4ª temporada.

Jonas Pate, Josh Pate e Shanon Burke retornam como showrunners e produtores executivos.

A história gira em torno de um grupo de adolescentes que mora na praia de Outer Banks, Carolina do Norte. Quando um furacão destrói a vontade de viver o verão, dá origem a uma série de eventos ilícitos que força os amigos a mudar completamente suas vidas. A busca pelo pai perdido do líder do grupo, romances proibidos, uma caça ao tesouro conturbada e o conflito crescente entre eles e seus rivais transforma o verão em uma aventura que nunca vão esquecer.

Chase StokesRudy PankowJonathan DavissMadison BaileyMadelyn ClineCharles EstenAustin NorthDrew Starkey estrelam.

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‘The Power’: Vídeo nos leva aos bastidores da nova série sci-fi do Prime Video; Confira!

O Prime Video divulgou um novo vídeo promocional nos levando aos bastidores da série sci-fiThe Power‘.

O suspense dramático da SISTER (‘Chernobyl’) é baseado no romance homônimo premiado da autora britânica Naomi Alderman, e será lançado exclusivamente na plataforma de streaming no dia 31 de março.

Confira, junto ao trailer completo:

The Power mostra o nosso mundo, mas com uma reviravolta da natureza. De repente, e sem aviso, as meninas adolescentes desenvolvem o poder de eletrocutar as pessoas quando quiserem. A série apresenta um elenco de personagens notáveis de Londres a Seattle, da Nigéria à Europa Oriental, enquanto o Poder evolui de um formigamento nas clavículas das jovens para uma reversão completa do equilíbrio de poder do mundo.

No elenco, Toni Collette estrela a série interpretando a prefeita Margot Cleary-Lopez, junto a John Leguizamo como Rob Lopez, Auli’i Cravalho como Jos Cleary-Lopez, Toheeb Jimoh interpretando Tunde Ojo, Josh Charles no papel de Daniel Dandon, Eddie Marsan como Bernie Monke, Ria Zmitrowicz como Roxy Monke, Zrinka Cvitešić como Tatiana Moskalev, Halle Bush no papel de Allie Montgomery, entre outros.

‘Fora da Prisão’: Vídeo nos leva aos bastidores da série estrelada por Kerry Washington e Delroy Lindo; Confira!

O Hulu divulgou um novo vídeo de bastidores de Fora da Prisão (‘Unprisoned’), série de comédia estrelada por Delroy Lindo e Kerry Washington interpretando pai e filha, respectivamente.

A produção, composta por 8 episódios, chega no Brasil pelo Star+ no dia 29 de março.

Confira, junto ao trailer:

Yvette Lee Bowser entra como showrunner.

Inspirado na vida de Tracy McMillan, Fora da Prisão é uma comédia sobre uma confusa, mas perfeccionista terapeuta de relacionamento e mãe solteira cuja vida vira do avesso quando seu pai sai da prisão e vai morar com ela e seu filho adolescente.

Jee Young HanMarque RichardsonEdwin Lee Gibson e Jordyn McIntosh também fazem parte do elenco.

Dica do Fim de Semana | ‘Caraval’ é um incrível e instigante romance de fantasia que você precisa conhecer

Caraval é um lugar mágico. E sombrio. E apaixonante, mas ao mesmo tempo oculto por segredos inimagináveis. Caraval pode ser considerado uma mistura do misticismo sobrenatural da Terra do Nunca com o inebriante cheiro agridoce das ambições dos parques da Disney – ao menos foi exatamente isso o que se transmitiu no livro homônimo assinado por Stephanie Garber, uma jornada épica que remonta os grandes clássicos da literatura fantástica com maneirismos e toques singelos da cultura pop contemporânea. 

A trama principal gira em torno de Scarlett Dragna, uma jovem moça que permaneceu anos e anos tentando receber uma resposta de um de seus ídolos das terras além-mar, o inenarrável Lenda. Este é o idealizador do majestoso evento mágico que empresta seu nome ao título da obra, e nunca foi visto por ninguém. Sua trupe de atores e atrizes tem como principal objetivo garantir a mais inesquecível experiência a seus participantes, visto que este é o único lugar de todo o mundo idealizado pela autora no qual alguém pode chegar perto de tocar a materialidade da Magia. 

Ao que tudo indica, Caraval’ é uma narrativa infantil. Entretanto, essa perspectiva ingênua, apesar de permanecer nos traços superprotetores e puritanos da heroína, logo deixa de existir após o término de um prólogo interessante e baseado nas narrativas epistolares do Romantismo, em meados do século XIX. Scarlett agora deixou seu sonho dar lugar à necessidade de seguir as tradições de sua casa, comandada pelo cruel e tirânico Governador Dragna, uma figura totalitarista cuja visão se restringe às ambições da própria riqueza em decadência e do próprio nome. Já nos primeiros acontecimentos, Scarlett flagra sua irmã mais nova, Donatella, em um momento íntimo com um marinheiro chamado Julian. A partir daí, podemos traçar um paralelo psíquico entre as personagens que iremos acompanhar. 

Enquanto a protagonista desenrola-se como uma presença protetora e altruísta, colocando o bem-estar dos outros acima do seu. O ápice de sua personalidade cuidadora vem com o fato dela estar “ansiosa” por seu casamento com um desconhecido conde, o qual nunca viu na vida – tudo para poder sair de sua vida como prisioneira e dar novos votos de esperança para a irmã. Donatella, por sua vez, decide se jogar de cabeças nas pequenas oportunidades que aparecem em seu caminho, principalmente quando estão relacionados aos pequenos prazeres mundanos, como ser cortejada por um charmoso homem. Todavia, seus atos inconsequentes colocam a si mesma e aos outros em constante perigo. 

Uma das grandes reviravoltas dentro da monótona vida de Scarlett é, sem sombra de dúvida, quando a irmã decide criar uma situação inventiva de sequestro, dentro da qual a principal vítima é ela mesma. Ao descobrir que Donatella iria fugir com o marinheiro, ela corre até o quarto da irmã para impedi-la, apenas para encontrá-lo totalmente revirado; momentos depois, uma figura desconhecida a dopa e Scarlett acorda em alto-mar, completamente desorientada e acompanhada da irmã e de Julian, ambos realizando seu sonho de finalmente conhecer o maravilhoso Caraval. É claro que o contraste de objetivos e desejos suprimidos, a partir daqui, começam a ser o principal foco de diversas sequências. 

A ilha na qual o mágico evento ocorre traz inúmeras referências da literatura clássica, porém com uma dose extra de traços descritivos próprios da autora. Podemos ver elementos metalinguísticos que conversam com obras similares, como Peter Pan’ e Alice no País das Maravilhas’, em se tratando de uma das escolhas narrativas: o tempo. Em Caraval, a contagem dos dias segue um outro ritmo e, por isso mesmo, torna a experiência dos jogadores ainda mais intrínseca e emocionante, levando-os a mergulhar em um território totalmente desconhecido. Os elementos que mais se destacam curiosamente seguem o mesmo padrão distorcido e metafórico da obra de Lewis Carroll: em diversos momentos, as ambiências são detalhadas em formas de relógios de bolso, cartolas ou até mesmo carrosséis, mantendo o lirismo das narrativas fantásticas à medida em que uma atmosfera turva gradativamente toma conta da jornada dos protagonistas. 

Caraval é idealizado pelo místico Lenda, uma figura nunca antes vista e que assume diversas formas ao longo do jogo. Seu passado conturbado atravessou os sete mares e sempre foi pincelado com acontecimentos macabros ou trágicos – incluindo a morte de uma participante do jogo que se envolveu demais com a storyline. Em uma jornada à la “caça ao tesouro”, o principal objetivo deste ano é encontrar uma personalidade desaparecida – a própria Donatella Dragna, que aparentemente foi capturada por Lenda e levada para um lugar inimaginável. Scarlett, temendo o pior, mas mantendo uma crescente confiança em seu parceiro Julian, deve encontrar cinco pistas para finalmente chegar ao local no qual a irmã está mantida, para que volte para casa e possa se casar com o Conde. Entretanto, as coisas não são tão simples e seguras quanto aparentam ser. 

A narrativa seria um tanto quanto monótona se se restringisse às clássicas saídas dos épicos fantasiosos. Entretanto, Garber opta por incrementar sua obra com traições políticas, reviravoltas inesperadas e conspirações mágicas, tudo enquanto mantém-se fiel à real – ou não – personalidade de seus personagens. Claro, os clichês e as premeditações existem, principalmente no tocante ao romance escandaloso entre Scarlett e Julian que cresce página à página. O interessante é o modo como a autora decide retratar esse arco, polvilhando-o com momentos de ódio, paixão e terror. 

O deslize ocorre com o encontro de todos os personagens no início no quarto ato. A saturação é inegável, mas resolve algumas pontas soltas que se alastraram pelo livro desde o princípio. Entretanto, essa sólida e transbordante mistura é logo ofuscada pela capacidade de Garber de brincar com as palavras e criar sentenças sem qualquer lógica gramatical aparente, mas que elevam a tradução de sentimentos e emoções para outro patamar: as descrições com cores como azul-miosótis ou vermelho-escarlate normalmente são associadas ao que os personagens sentem em determinados momentos, adicionando camadas de complexidade para a literatura jovem-adulta contemporânea. 

Em suma, Caraval’ é uma surpresa muito interessante que definitivamente nos deixa sedentos por mais. Afinal, as resoluções estão ali, bem como o final feliz. Mas o epílogo não apenas refuta toda essa ideia burlesca do felizes para sempre, como também indica uma possível continuação ainda mais irrefreável que o original.