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Crítica 3 | Adão Negro – Filme da DC com The Rock é a mistura PERFEITA de aventura e pura diversão

Poucas pessoas em Hollywood precisaram brigar tanto por um filme do que The Rock e seu xodó, Adão Negro. Ele foi anunciado para o papel do vilão/ anti-herói lá em 2007, há nada menos que 15 anos, e desde então conviveu com uma série de adiamentos e ameaças de cancelamento. Mas ele não se deu por vencido e seguiu atrás de seu sonho de levar seu personagem favorito para as telonas. O projeto foi anunciado há tanto tempo que, na época em que foi escalado para viver Teth-Adam, o ator ainda tinha cabelo. Pois bem, após tantos perrengues, o arquirrival do Shazam! enfim chega aos cinemas nesta quinta-feira (20) em uma aventura à moda antiga que promete mudar os rumos do Universo DC.

A história gira em torno de Teth-Adam (The Rock) um escravo de Khandaq, a primeira nação governada por homens na Terra, que sofre uma ameaça de morte do líder, mas acaba sendo escolhido o primeiro campeão do Mago Shazam (Djimon Hounsou). Assim, ele herda seus poderes dos deuses egípcios. O vigor de Shu; o voo superveloz de Hórus; a força de Amon; a sabedoria de Zehuti; o poder de Aton e a coragem de Mehen. Então, quando ele grita “Shazam!”, se torna um deus praticamente invencível. Tomado pela magia, ele busca vingança contra quem o escravizou, mas acaba sendo trancado em uma tumba por mais de cinco mil anos.

No presente, enquanto buscava uma coroa forjada por demônios no passado, a revolucionária Adrianna (Sarah Shahi) se vê em uma situação de risco e acaba invocando o Adão Negro como tentativa de se salvar. O campeão de Khandaq desperta, o que liga um alerta para que Amanda Waller (Viola Davis) aja rápido ao tentar evitar que essa ameaça em potencial destrua o mundo. Sem vilões para chamar seu Esquadrão Suicida e sem verba da Warner para convocar a Liga da Justiça, ela apela para a Sociedade da Justiça, que é formada pelo Senhor Destino (Pierce Brosnan), Gavião Negro (Aldis Hodge), Ciclone (Quintessa Swindell) e o Esmaga-Átomo (Noah Centineo), para trazer o Adão Negro como prisioneiro.

Os destaques desse elenco de coadjuvantes é a dupla Senhor Destino e Gavião Negro. Apesar do roteiro ser bem simplão, mais focado em criar momentos de ação do que desenvolver personagens, os atores que dão vida a esses dois personagens roubam a cena. A outra metade do grupo está no filme mais para marcar presença e ficar flertando. Eles também deveriam trazer um diferencial no visual, já que a Ciclone cria ciclones coloridos e o Esmaga-Átomo cresce até uns seis metros de altura. Infelizmente, o uso de seus poderes acaba ficando estranho em tela por conta da computação gráfica e do uso “pragmático” dessas habilidades. Em certos momentos, as cenas da dupla parecem ter saído de um videogame. Não que comprometa a história, mas fica um pouco frustrante dado o potencial desses dois.

Por outro lado, o uso dos poderes do mago Senhor Destino é absurdo. Os roteiristas e o diretor exploraram suas habilidades das formas mais criativas possíveis, fazendo valer cada segundo do personagem em tela. É tão bom que deixa um gostinho de “quero mais”. E a atuação de Pierce Brosnan por baixo do capacete místico é tão competente, que ele consegue transmitir uma segurança quase irritante de um herói que é capaz de prever o futuro e mascara seus medos e incertezas com a serenidade de um ancião que sabe tudo o que está fazendo.

Ele convence demais como o personagem e poderia facilmente segurar um filme ou uma série solo, ao melhor estilo Pacificador, no HBO Max.

O roteiro, como disse anteriormente, é bem simples e raso. Ele sabe que está construindo um blockbuster, um famoso FILMÃO PIPOCA, e foca em criar momentos de diversão e ação mirabolantes. Para situar o Adão Negro no presente, ele adota uma estratégia bem similar a de Shazam! (2019). Na ocasião, Billy Batson (Asher Angel) aprende a ser um herói com os conselhos e testes de seu irmão adotivo, o nerdão Freddy Freeman (Jack Dylan Grazer). Em Adão Negro, Thet-Adam recebe dicas do aspirante à revolucionário, Amon (Bohdi Sabongui), cujo sobrenome não é revelado, mas sabe-se que é filho da Adrianna.

Apesar de não dizer o sobrenome do menino, a relação sensacional que ele desenvolve com o Adão Negro, funcionando quase como um guia para os heróis DC dos dias atuais, dá a entender que ele futuramente possa ser revelado como Amon Tomaz, o Osiris. Nos quadrinhos, ele é um jovem que faz parte da Família Marvel Negra e ganha parte dos poderes do Adão Negro, virando também um super, assim como o protagonista do longa de 2019 fez com seus irmãos adotivos.

A interação entre esses dois é bastante divertida e traz um caminhão de referências e easter eggs do Universo DC, sendo os principais relacionados ao Superman, personagem que The Rock já disse amar e estar doidinho para enfrentar no futuro. Com esse desejo público há algum tempo, o filme brinca bastante com isso e coloca o famoso ‘S’ no caminho do protagonista algumas vezes.

Mas o grande destaque do longa é mesmo seu protagonista. The Rock sobra em cena e carrega o filme nas costas. O ator é mestre em fazer filmes nos quais seu protagonismo parece ser maior do que a própria história, e aqui não é diferente. Ele corresponde exatamente àquilo que se espera do The Rock vivendo uma criatura superpoderosa.

Ele é poderoso, implacável e assombrado por fantasmas do passado que o perseguem há cinco mil anos. E ao mesmo tempo em que ele se recusa a ser um herói, ele também não se encaixa como vilão. É apenas uma pessoa falha, como qualquer outra, que ganhou habilidades que permitiram a ele se vingar de todos que ameacem a soberania de Khandaq. É um guerreiro do povo que fará de tudo e matará todos aqueles que ameaçarem a liberdade de seu povo, impedindo que mais gente passe pelos horrores da escravidão, aos quais ele foi submetido em sua vida sem poderes.

Essas questões de soberania e o conceito do heroísmo chegam a ser levantadas no longa, mas nunca desenvolvidas. Nesse ponto, o roteiro poderia ter trabalhado um pouquinho mais. Afinal, é uma temática muito forte e promissora, ainda mais com o viés revolucionário dos coadjuvantes.

Além do roteiro fraquinho, que segue a estrutura de Shazam!, mas com menos alma, a direção de Jaume Collet-Serra, que em vários momentos tenta replicar a estética dos filmes do Zack Snyder, também é pouco inspirada e “fora do tempo”. A impressão que dá é que certas cenas foram gravadas seguindo um estilo bem parecido com os longas de 2008. É como se Adão Negro fosse um filme de 2008 (ano que deveria ter sido originalmente lançado) estreando em 2022. E o CGI de alguns momentos realmente não ajuda. O vilão também é bastante apático, mas cumpre seu papel de mostrar que o protagonista é um anti-herói, não apenas um malfeitor.

Sobre a introdução do Adão Negro no DCU, o próprio filme já dá indícios dos rumos que a DC seguirá daqui para frente. E com a participação de The Rock nos bastidores, com ele ganhando bastante influência por trás das câmeras, um monte de novos heróis e vilões clássicos devem ganhar uma chance nas telonas, além de resgatar personagens que muitos davam como acabados nos cinemas. É muito interessante o que futuro parece guardar para essa nova Era DC.

Com um protagonista ridiculamente carismático, muita pancadaria e piadas que acertam em cheio o público de filmes com super-heróis, Adão Negro é a mistura perfeita de aventura e pura diversão. Um filmão pipoca que não tem vergonha ser assim, e que passará nas sessões vespertinas em alguns anos, arrancando risadas e alguns suspiros a cada exibição.

Ah sim, o filme tem apenas uma cena pós-créditos. E acreditem: vale muito a pena esperar por ela.

Adão Negro estreia exclusivamente nos cinemas amanhã, dia 20 de outubro de 2022.

Rir Para Não Chorar

 

Elenco:

Rafael Cortez
Fafy Siqueira
Mariana Xavier

 

Direção: Cibele Amaral

Gênero: Comédia

Duração: 100 min.

Distribuidora: Elo Company

Orçamento: R$ 3 milhões

Estreia: 20 de Outubro de 2022

Sinopse: 

Um comediante de sucesso entra em crise depois que sua mãe morre. Ele se percebe fortemente apegado e dependente afetivamente dela. Acaba se convencendo de que não é mais engraçado e que uma “nuvem de tristeza” lhe persegue. Faz de tudo para tentar recuperar sua comicidade perdida: acupuntura, biodança, constelação familiar, hipnose e tudo isso ajuda, mas não resolve. Seu estado é patético e, por isso mesmo, as situações são hilárias. Já quase sem esperanças, Flávio procura uma terapia de choque comum psicólogo/psiquiatra alemão muito radical. Com a ajudado médico, entende que precisa amadurecer e resgatar sua criança interior que está sozinha e assustada.

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Cibele Amaral também assina o roteiro ao lado de Erik de Castro;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

‘Pantera Negra: Wakanda para Sempre’ ganha imagem detalhando o novo uniforme da heroína

A Hasbro divulgou o seu colecionável da linha Marvel Legends que traz o visual completa da nova Pantera Negra em ‘Pantera Negra: Wakanda para Sempre‘.

Confira:

As primeiras projeções indicam que o filme terá uma abertura GRANDIOSA nas bilheterias dos EUA.

A análise atual de bilheteria é que a sequência arrecadará PELO MENOS US$ 175 milhões em seu fim de semana de estreia (11 a 13 de novembro) só nos EUA. Essas projeções estão sendo vistas como conservadoras, já que a Marvel Studios e a Disney ainda não começaram o grande esforço promocional e de marketing do filme.

O filme original estreou com US$ 202 milhões nos EUA em fevereiro de 2018, quebrando recordes. Ele acabou acabou faturando US$ 1,34 bilhão em todo o mundo, e transformou T’Challa de Chadwick Boseman – e o reino de Wakanda – em alguns dos maiores marcos do Universo Cinematográfico da Marvel.

Pantera Negra: Wakanda para Sempre‘ deve terminar a corrida nas bilheterias domésticas com um valor estimado entre US$ 445 milhões e US$ 590 milhões.

Já o original encerrou seu período em exibição com US$ 700 milhões.

Ainda assim, a sequência pode ser mais rentável que os últimos títulos lançados pela Marvel, como ‘Shang-Chi‘ (US$ 224,5 milhões), ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura‘ (US$ 411,3 milhões) e ‘Thor: Amor e Trovão‘ (US$ 343,2 milhões).

Lembrando que os valores entre parênteses referem-se às bilheterias dos EUA.

Dirigido por Ryan Coogler, ‘Pantera Negra: Wakanda para Sempre‘ estreia em 10 de novembro e conta com Letitia Wright, Angela Bassett, Winston Duke, Lupita Nyong’o, Martin Freeman, Danai Gurira, Tenoch Huerta e Michaela Coel.

Confira o trailer e a sinopse:

“Em ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre‘, a Rainha Ramonda (Angela Bassett), Shuri (Letitia Wright), M’Baku (Winston Duke), Okoye (Danai Gurira) e as Dora Milaje (incluindo Florence Kasumba), lutam para proteger sua nação dos poderes intervenientes do mundo após a morte do Rei T’Challa. Enquanto os Wakandanos esforçam-se para abraçar seu próximo capítulo, os heróis devem se unir com a ajuda de Nakia (Lupita Nyong’o) e Everett Ross (Martin Freeman) para forjar um novo caminho para o Reino de Wakanda. Introduzindo Tenoch Huerta como Namor, rei de uma nação submarina secreta, o filme também traz Dominique Thorne, Michaela Coel, Mabel Cadena e Alex Livanalli.

O primeiroPantera Negra foi lançado em 2018 e fez um estrondo gigantesco na bilheteria, arrecadando mais de US$1,3 bilhão de dólares mundialmente. Além disso, tornou-se o primeiro filme de super-heróis a ser indicado a Melhor Filme no Oscar.

Crítica Netflix | A Escola do Bem e do Mal: Fantasia de Paul Feig é cheia de clichês cafonas, mas pode agradar os fãs de contos de fadas

Do clássico “beijo do amor verdadeiro” ao dualismo moral absoluto, A Escola do Bem e do Mal é um genuíno reciclado de clichês de contos de fadas. Como uma colcha de retalhos, o novo original da Netflix é um emaranhado de recortes de algumas das mais clássicas histórias dos Irmãos Grimm, passando pelas infindáveis releituras desenvolvidas por Walt Disney e a Disney Animation entre as décadas de 40 e 70. Adaptado a partir da obra homônima de Soman Chainani, a fantasia de Paul Feig é uma mistura entre uma montagem performática e uma narrativa pouco inventiva, que reproduz frases de efeito batidas e já replicadas dezenas de vezes em tantos outros longas muito melhores.

Mas o diretor e corroteirista tenta imprimir sua digital na produção, brincando com uma estética colorida e muitas vezes repleta de tons pastéis, à medida em que abusa dos efeitos visuais em todas as cenas possíveis. Mas nem esse aglomerado de informações, disperso em figurinos flamboyant e penteados exagerados e extravagantes, consegue nos distrair do fato de que A Escola do Bem e do Mal é de fato exaustivo – sendo demais até para os padrões de Feig. Com uma trama prolixa e que muitas vezes caminha em círculos, o filme possui uma enorme barriga em seu segundo ato, arrastando o ritmo e repetindo a mesma premissa inicial logo apresentada em seus primeiros minutos.

Com uma história que reúne todo tipo de maneirismo, lição de moral e estereótipo de contos de fadas, o original Netflix não funciona bem como uma homenagem ao gênero de fantasia. Tentando se apoiar na proposta da metalinguagem, a produção se confunde em suas repetições formulaicas – achando que elas são suficientes para compor o roteiro -, perdendo nossa atenção em uma hora de filme, ao final de seu primeiro ato. Mas ainda que A Escola do Bem e do Mal não valha duas horas e meia do seu tempo, existe uma inegável verdade de que Feig pode sim encontrar seu nicho ali na grade de programação da Netflix.

Dinâmico, cheio de cenas teatrais de batalhas um tanto desnecessárias e esteticamente atraente aos olhos, a fantasia pode encantar o público mais novo, ainda que seu elenco formado por Charlize Theron, Kerry Washington e Laurence Fishburne tenha sido escolhido com o alvo na geração millennial. Não exigindo nada da audiência além de muita paciência para quase duas horas e meia de filme, o longa pode despertar a atenção da geração Z, se tornando uma experiência divertida sobre príncipes encantados, briguinhas de ego adolescente e aventuras mirabolantes.

Como uma esquete inacabada e exagerada da amada franquia de Harry Potter, A Escola do Bem e do Mal facilmente se identificará com as audiências mais jovens, atraídas pelo excesso de informação e pela insanidade de subtramas jogadas na tela. Mas se ao menos Feig e David Magee tivessem deixado a trama seguir seu fluxo natural com leveza e mais calma, talvez a fábula da Netflix fosse capaz de furar aquela mesma bolha que J.K. Rowling e Potter conseguiram nos idos dos anos 2000, com a estreia do fascinante A Pedra Filosofal nos cinemas.

‘Cem Anos de Solidão’: Adaptação da Netflix ganha primeiro teaser OFICIAL; Confira!

Netfflix divulgou o primeiro teaser oficial de ‘Cem Anos de Solidão’, adaptação seriada do clássico e aclamado romance homônimo de Gabriel García Márquez.

O vídeo revela o visual de Macondo, cidade fictícia em que a narrativa é ambientada.

A produção ainda não tem data de estreia confirmada.

Confira:

A série é a primeira adaptação audiovisual da obra de Márquez, que é considerado um dos maiores romances da história da literatura e conquistou o Prêmio Nobel em 1982.

Em Cem Anos de Solidão’, um dos maiores clássicos da literatura, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía – a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.

Mais informações não foram divulgadas

‘Adão Negro 2’: Dwayne Johnson sugere que Barry Keoghan deva interpretar o Coringa na sequência

Em entrevista ao site Joe, o astro Dwayne Johnson falou sobre a recente estreia de Adão Negro nos cinemas mundiais e sobre sua empolgação para o futuro da DC.

Ainda é cedo para que o longa-metragem ganhe uma continuação, mas isso não impediu o ator de dar uma sugestão interessante para uma possível sequência. Johnson revelou que adoraria ver Barry Keoghan como o icônico vilão Coringa.

“Vou dizer isso para que fique registrado: Barry Keoghan é um amigo meu e eu acho o Coringa dele fenomenal. Eu sei o tanto de trabalho que ele realmente colocou lá, então estou realmente ansioso para ver mais desse cara! Seja na franquia do Batman ou… Ei, você nunca sabe, em Adão Negro, ele disse.

E você? O que acharia de Keoghan na sequência?

Adão Negro deve abrir com US$60 milhões nas bilheterias estadunidenses, não enfrentando competição de ‘Halloween Ends’ (que dominou as bilheterias da última semana).

O principal obstáculo é a comédia romântica Ingresso para o Paraíso, estrelada por Julia RobertsGeorge Clooney, que deve arrecadar mais US$15 milhões.

O filme está sendo exibido em 4350 salas de cinema na América do Norte, mas ainda não se sabe quanto terá arrecadação. Previsões apontam, entretanto, que a produção não deve superar os números de ‘Batman’, que saiu em março deste ano e faturou US$770 milhões mundialmente.

No Rotten Tomatoes, o filme amargou apenas 45% de aprovação, com nota 5.20/10 baseada em 139 reviews até o momento. Os especialistas elogiaram o as cenas de ação, mas criticaram o ritmo, o roteiro e até mesmo alguns efeitos especiais.

Confira os principais comentários:

“Os efeitos são falsos e sem peso, mesmo para esse tipo de coisa, e os riscos são inexistentes” – The Playlist.

Dwayne Johnson e o diretor Jaume Collet-Serra tentam oferecer uma grande teoria unificada da DC, misturando tropos de filmes familiares com um protagonista que mata pessoas diretamente. O resultado às vezes é uma bagunça, mas, no geral, é divertido” – Empire.

“Não há um único personagem aqui que não pareça uma fotocópia barata de Gotham ou do MCU” – indieWire.

“É divertido e nunca chato, mas também é sábio ao se mover rápido o suficiente para distrair os espectadores das perguntas que levanta” – United Press International.

“[O filme] é repleto de personagens não desenvolvidos e um número excessivo de cenas de ação repetitivas, a ponto de seu debate incompleto sobre o que significa ser um herói se perder em todo o barulho” – IGN Movies.

Quase 5.000 anos depois que ele foi concedido com os poderes onipotentes dos deuses egípcios – e preso com a mesma rapidez – Adão Negro (Dwayne Johnson) é libertado de sua tumba terrena, pronto para liberar sua forma única de justiça no mundo moderno.

O filme também apresentará os membros da Sociedade da Justiça: Senhor Destino (Pierce Brosnan), Gavião Negro (Aldis Hodge), Esmaga-Átomo (Noah Centineo) e Ciclone (Quintessa Swindell).  

Dirigido por Jaume Collet-Serra (‘Águas Rasas’), o longa se passará no mesmo universo de ‘Shazam!‘.

Tom Hanks é ‘O PIOR Vizinho do Mundo’ no fofo trailer da comédia dramática

remake do clássico filme sueco A Man Called Otto, estrelado por Tom Hanks, ganhou trailer e título nacional.

O Pior Vizinho do Mundo‘ estreia dia 5 de Janeiro de 2023 no Brasil.

Assista ao trailer e siga o CinePOP no YouTube:

O longa-metragem foi adquirido pela Sony Pictures pelo altíssimo valor de US$60 milhões.

A produção é baseado no aclamado romance ‘A Man Called Ove’, de Frederik Backman, e acompanha o personagem titular, um irritável e extremamente estrito viúvo que investiga e julga as atividades que se desenrolam em seu bairro. Um homem isolado, profundo e solitário que ainda lida com o luto de perder a esposa, a vida tem sido injusta com Otto. Entretanto, ele acaba criando uma amizade inesperada com seus novos vizinhos, o que permite que ele cresça e se cura. Entretanto, velhos hábitos são difíceis de serem mudados – e sua jornada será bastante árdua.

Marc Foster (‘Finding Neverland’) fica responsável pela direção do longa, enquanto David Magee (‘As Aventuras de Pi’) está sendo considerado para assinar a adaptação.

Rachel KellerManuel Garcia-RulfoMariana Treviño também fazem parte do elenco.

Novo filme de FANTASIA da Netflix com Charlize Theron está dividindo opiniões dos assinantes; Confira as reações!

A Netflix apostou alto na adaptação ‘A Escola do Bem e do Mal‘ (The School for Good and Evil) e trouxe um elenco de peso para o filme de fantasia.

Sophia Anne Caruso (‘Evil’) e Sofia Wylie (‘High School Musical: O Musical: A Série’) são as protagonistas Sophie e Agatha – estudantes da escola titular onde jovens são treinados para se tornarem personagens de contos de fadas.

Kerry Washington e Charlize Theron estrelam como a Professora Dovey e a Lady Lesso, respectivamente. Cate Blanchett é a narradora, enquanto Michelle Yeoh vive a professora Emma Anemone.

Apesar do grandioso elenco e da superprodução, o filme dividiu opiniões dos assinantes. No Twitter, algumas pessoas adoraram a adaptação, enquanto outras reclamaram do roteiro.

Confira as reações:

Crítica Netflix | A Escola do Bem e do Mal: Fantasia de Paul Feig é cheia de clichês cafonas, mas pode agradar os fãs de contos de fadas

O filme recebeu 38% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes. Segundo o consenso geral, “o elenco é um espetáculo e os visuais são deslumbrantes, mas uma narrativa profundamente derivada cria buracos narrativos”.

Confira a sinopse e o trailer:

No povoado de Gavaldon, a cada quatro anos, dois adolescentes somem misteriosamente há mais de dois séculos. Os pais trancam e protegem seus filhos, apavorados com o possível sequestro, que acontece segundo uma antiga lenda: os jovens desaparecidos são levados para a Escola do Bem e do Mal, onde estudam para se tornar os heróis e os vilões das histórias. Sophie torce para ser uma das escolhidas e admitida na Escola do Bem. Com seu vestido cor-de-rosa e sapatos de cristal, ela sonha em se tornar uma princesa. Sua melhor amiga, Agatha, porém, não se conforma como uma cidade inteira pode acreditar em tanta baboseira. Ela é o oposto da amiga, que, mesmo assim, é a única que a entende. O destino, no entanto, prega uma peça nas duas, que iniciam uma aventura que dará pistas sobre quem elas realmente são. Este best-seller é o primeiro livro de uma trilogia que mostra uma jornada épica em um mundo novo e deslumbrante, no qual a única saída para fugir das lendas sobre contos de fadas e histórias encantadas é viver intensamente uma delas. 

Com roteiro de David Magee (‘As Aventuras de Pi’) e Laura Solon (‘A Última Ressaca do Ano‘), a trama adapta a saga de romances assinada por Soman Chainani e Alice Klesck.

Paul Feig (‘Uma Segunda Chance para Amar’) é responsável pela direção.

SCHOOL FOR GOOD AND EVIL

‘Os Winchesters’: Spin-off de ‘Supernatural’ estreia na HBO Max!

A série ‘Os Winchesters‘, spin-off de ‘Supernatural‘, chegou no catálogo da HBO Max Brasil.

A produção estreou no último dia 20 de outubro na plataforma de streaming.

Relembre o trailer legendado:

A série será narrada por Jensen Ackles, reprisando seu papel como Dean. O show irá explorar as aventuras de seus pais, John e Mary, décadas antes dos eventos da série original.

Robbie Thompson é responsável pelo roteiro, além de também servir como produtor executivo. Nida Khurshid e Jojo Fleites completam o elenco. Jensen Ackles retornará como narrador da produção.

“Mary (Meg Donnelly) tem 19 anos e tem lutado contra forças sobrenaturais desde que era criança. Após perder alguém próximo a ela, a caçadora considera sair do negócio da família – até que seu pai desaparece e a chegada do novato John (Drake Rodger) a força a liderar uma nova equipe. John voltou recentemente do Vietnã. Altruísta, ele encontra uma nova missão ao retornar para casa, onde traços o passado do seu pai o levam até uma organização secreta e uma guerra completamente nova como um caçador.”

‘Bárbaros’: 2ª temporada da série histórica já está disponível na Netflix!

A 2ª temporada da série histórica ‘Bárbaros’ já está disponível na Netflix.

Os novos episódios foram disponibilizados hoje, 21 de outubro, na plataforma de streaming.

Relembre o trailer:

A série foi criada por Arne NoltingJan-Martin ScharfAndreas HeckmannSteve Saint LedgerBarbara Eder comandam os episódios.

Durante a batalha na floresta de Teutoburgo, em 9 d.C., os destinos de três vidas distintas se cruzam quando as tribos germânicas tentam impedir o crescente domínio do Império Romano.

David SchütterLaurence RuppBernhard Schütz estrelam a produção.

Jovens participam de jogo MORTAL no trailer do terror ‘The Friendship Game’; Confira!

O terror ‘The Friendship Game‘ ganhou o primeiro trailer.

Confira:

Scooter Corkle é responsável pela direção, a partir de um roteiro assinado por Damien Ober (‘The OA’).

A trama gira em torno de um grupo de amigos que encontra um estranho objeto que testa a ligação de cada um deles com consequências cada vez mais mortais.

Peyton List (‘Cobra Kai’) estrela a produção. O elenco ainda conta com Brendan MeyerKelcey MawemaKaitlyn Santa JuanaDylan Schombing.

O terror será lançado em VOD no dia 11 de novembro.

Crítica | ‘Midnights’ funciona como uma culminação testamentária da carreira de Taylor Swift

Taylor Swift é uma das artistas de maior renome do cenário fonográfico contemporâneo – e uma das mais prolíficas também. Desde 2020, por exemplo, ela lançou o aclamado álbum folklore, que lhe rendeu sua terceira estatueta de Álbum do Ano do Grammy Awards, o impecável evermore e duas regravações de produções antigas, Fearless (Taylor’s Version)’ e ‘Red (Taylor’s Version)’ (todos conquistando o público e a crítica mundiais). Agora, Swift retorna para o mundo da música com mais um compilado de originais conhecido como Midnights, cuja nostalgia não se restringe apenas à estética visual, como a uma divulgação em peso que incluiu o anúncio de cada uma das faixas em um especial intitulado Midnights Mayhew with Me.

A cantora e compositora sempre teve uma mente mercadológica bastante aguçada – e isso é refletido na composição e na arquitetura de cada disco que ela venha a lançar. Aqui, a ideia principal por trás das 13 faixas inéditas é mergulhar no intimismo das noites em claro que Swift passou, que serviram inclusive de ápice catártico e criativo, como ela comentou em postagens promocionais. No final das contas, entre altos e baixos, o resultado é o que poderíamos esperar de uma incursão da incrível discografia de Taylor, consagrando-se como uma culminação testamentária de todas as experiências pelas quais passou em sua vida.

Em Midnights, a barreira entre imagem e som é diluída como nunca antes dentro das produções de Swift: a visão setentista não aparece apenas nas fotos de divulgação, mas na construção das canções, adotando uma persona propositalmente anacrônica ao tempo e à sucessão dos eventos e gestando um universo único que abarca as outras eras da artista. Temos uma remodelação do glam-rock e do art rock, aglutinados à supressão terminológica do dream-pop, do pop-rock e do new wave: isso significa que o principal elemento que vem com urgência nas músicas é um potente e dissonante sintetizador que serve como ponto de apoio para que as narrativas convirjam em um canal em comum – que é explorar sentimentos particular e espontâneos, desde uma espécie de síndrome de impostor até o significado de estar apaixonado.

A obra não tem o melhor dos começos, por assim dizer, mas é feita com inteligência o suficiente para não estragar a surpresa das faixas seguintes: “Lavender Haze” almeja pelo minimalismo, principalmente por dar espaço para a rendição de Swift tomarem forma, porém, a progressão repetitiva deixa a desejar, enquanto a superposição de camadas vocais parece destoar do restante. Além disso, a estrutura instrumental e a cadência dos versos parecem homenagear demais artistas que já fizeram isso antes – como Lana Del Rey, que participa de uma das tracks, Selena Gomez e a recém-estreada Olivia Rodrigo. Em relação à composição não há muito o que falar: Taylor sempre foi uma força incomparável em relação à lírica (“eu fiquei sob escrutínio, você lidou com isso lindamente” é uma das várias entradas que nos chamam a atenção).

Logo na primeira metade, temos inflexões poéticas aplaudíveis e que se configuram como algumas das melhores da carreira da performer. “Maroon”, em contraposição à faixa anterior, mergulha na repetição tonal de modo evocativo, nos levando de volta para 1989 e ‘Lover’ (em especial a faixa “The Archer”, que grita synth-dream com todas as forças) e guiada por uma espécie de teoria de cores que dialoga com sensações e com a realidade percebida pela cantora; “Anti-Hero”, uma grata surpresa do álbum, parte de uma configuração similar sem perder uma idiossincrasia interessante (a profunda aliteração) e servindo como um discurso confessional de autossabotagem, marcado por “sou eu… Oi… Eu sou o problema, sou eu”. Ambas as canções são irretocáveis, envolventes e ecoantes, dialogando com qualquer um que já tenho passado por qualquer uma das situações acima delineadas.

Há outras iterações que merecem atenção dos ouvintes e que estão lado a lado com as supracitadas. “Question…?”, ainda que recicle progressões do mesmo álbum e de anteriores, se vale bastante do saudosismo que se inicia logo no refrão, com os versos “posso lhe fazer uma pergunta? Você já foi beijado em uma multidão? E todos os seus amigos zombavam de você?” infundidos com uma retórica apaixonante e explosiva; “Vigilant Shit”, sem sombra de dúvida a faixa mais original, puxa aspectos de ‘Reputation’ para um electro-synth comedido e uma história de vingança arrepiante (“eu não me visto para mulheres, não me visto para homens; ultimamente, me visto para vingança”), arrancando semelhanças de “Look What You Made Me Do” e pincelando com pulsões à la Charli XCX.

A coesão é algo que não falta em Midnights – e, justaposta à composição, essa é a maior conquista do álbum. Todavia, é necessário mencionar os deslizes cometidos por Taylor e pelo colaborador de longa data Jack Antonoff, também responsável pela produção. Tudo o que ouvimos aqui não traz nada de novo à discografia de Swift, representando, talvez, uma emulação do que ela já nos entregou. Para além das repetições mencionadas nos parágrafos acima, os problemas se estendem para a temática, que não foge muito do convencionalismo, apesar de descrita com maestria; “Snow On The Beach” desperdiça um dos maiores talentos da atualidade, colocando Del Rey em versos longínquos e que não representam suas habilidades; “Midnight Rain” se inicia com um autotune desnecessário e que funciona como coadjuvante da música seguinte; e “Sweet Nothing” parece uma música descartada de evermore.

Não posso tirar mérito, entretanto, de referências inesperadas que aparecem no álbum. O art rock, mesmo não esquadrinhado em sua totalidade, é fruto de emulações que provém de atos como Triumvirat e Wallenstein, seja na confecção das vibrantes notas, seja na amálgama entre o sintetizador, a guitarra, o baixo e a bateria; já a universalização conceitual permite que Swift mantenha-se fiel ao que fazia desde sua estreia no cenário fonográfico – que é conquistar o público pelo que sabe fazer de melhor: enredar coisas comuns a todos nós.

Midnights é uma boa obra e funciona na maior parte, mesmo não tendo o frescor de títulos predecessores. No final das contas, a produção funciona como uma culminação testamentária do que Swift foi, é e continuará a ser décadas depois de ter nos deixado – uma jornada breve no tempo e permanente no impacto, que, de fato, não pensa duas vezes antes de fazer o que bem entender.

Nota por faixa:

1. Lavender Haze – 2,5/5
2. Maroon – 5/5
3. Anti-Hero – 5/5
4. Snow on the Beach, feat. Lana Del Rey – 2/5
5. You’re on Your Own, Kid – 4/5
6. Midnight Rain – 3/5
7. Question…? – 4,5/5
8. Vigilante Shit – 5/5
9. Bejeweled – 3/5
10. Labyrinth – 3/5
11. Karma – 4/5
12. Sweet Nothing – 3/5
13. Mastermind – 4,5/5

Taylor Swift lança ‘Midnights’, seu aguardado 10º álbum de estúdio

A icônica cantora e compositora Taylor Swift lançou hoje, 21 de outubro, o aguardado Midnights, seu 10º álbum de estúdio.

A produção já está disponível em todas as plataformas de streaming.

Relembre a tracklist oficial:

1. Lavender Haze
2. Maroon
3. Anti-Hero
4. Snow on the Beach, feat. Lana Del Rey
5. You’re on Your Own, Kid
6. Midnight Rain
7. Question…?
8. Vigilante Shit
9. Bejeweled
10. Labyrinth
11. Karma
12. Sweet Nothing
13. Mastermind

Taylor Swift é uma das mais artistas mais vendidas de todos os tempos e uma das mais premiadas também. Ela já possui 11 estatuetas do Grammy em sua coleção, incluindo três Álbuns do Ano por Fearless, 1989e Folklore.

Recentemente, ela lançou novas versões dos álbuns Fearless‘Red’, ambos ovacionados pela crítica especializada e pelo público.

Os 50 Melhores Álbuns Internacionais do Século XXI

O mundo da música é recheado de álbuns incríveis e que caem tanto no gosto popular quanto da crítica. E, só neste século, diversos artistas fizeram sua estreia ou continuaram a encantar os ouvintes com produções memoráveis, músicas envolventes e um legado infindável.

Pensando nisso, trouxemos para vocês um compilado dos 50 melhores álbuns internacionais do século, focando não necessariamente na recepção crítica da época que foram lançados, mas sim na importância cultural, estética e fonográfica que apresentaram e que continuam apresentando nos dias de hoje.

Confira abaixo as nossas escolhas:

50. LET GO, Avril Lavigne

“Em 2002, Avril Lavigne fazia sua estreia oficial na indústria fonográfica com o lançamento de Let Go, um dos álbuns mais conhecidos e celebrados da história da música. Seu début veio acompanhado de uma reformulação do cenário mainstream com a popularização do pop-punk feminino, através de singles que marcaram época e que são relembrados até os dias de hoje, como “Complicated”, “Sk8er Boi” e “I’m With You”, colocando a cantora e compositora no centro dos holofotes e iniciando uma carreira marcada por sucessos que se estende até os dias de hoje” – Thiago Nolla

49. TEENAGE DREAM, Katy Perry

“em virtude de tudo o que Teenage Dream representa para Katy Perry e para seus fãs, críticas mistas não mudam o significado do álbum, nem sua importância. Em um olhar mais contemporâneo (mais de uma década depois de seu lançamento), é notável que, apesar dos problemas, a artista se mostrou ousada em provocar os ouvintes com certos experimentalismos ainda crus, como visto nas dissonâncias “Circle the Drain”, ou com a fusão de dubstep techno de “E.T.”, uma das simbólicas assinaturas da discografia de Perry. E, enquanto os especialistas internacionais destacaram a falta de personalidade e de vulnerabilidade do CD, “The One That Got Away” merece mais atenção por mostrar um outro lado da performer” – T.N.

48. ARTPOP, Lady Gaga

Já se foi o tempo que falar mal de ARTPOP era moda; agora, é necessário reconhecer o grandioso impacto do terceiro álbum de Lady Gaga na cultura mundial e entender que a produção, lançada em 2013, estava muito além de seu tempo. Diferente de investidas anteriores, Gaga mergulhou de cabeça na desconstrução da imagem solidificada na década anterior, assim como Andy Warhol e Sun Ra (que servem de referência para a arquitetura estética em questão). O positivismo crítico de “Applause” e a rendição à cultura mainstream com “Donatella” e “Fashion!”, embebidos em um pastiche que faz menção a si mesma e àqueles que influenciaram sua carreira, ganham uma dimensão para além do visto em primeiro plano.

47. BLACKOUT, Britney Spears

“O álbum funciona em sua completude de diversos modos: a visão mercadológica e comercial está ali, dialogando com sua repaginação modernizada e refrescante a um pop prestes a mergulhar na era digital. Ao mesmo tempo, há também um experimentalismo claro, partindo do hibridismo de inúmeros estilos que casam e criam uma harmonia quase perfeita. É claro que os baixos existem, incluindo na participação de Pharrell Williams em “Why Should I Be Sad”, construindo um parênteses fragmentado em comparação ao restante da sólida base. Mas os ápices são mais frequentes, senão pelos vocais em autotune de Britney, por tudo que suas investidas representam – afinal, é sua primeira participação como produtora executiva, conferindo-lhe mais autonomia em fazer o que quiser.” – T.N.

46. POP 2, Charli XCX

Charli XCX fazia o grande lançamento de sua carreira em 2017, com a divulgação da mixtape Pop 2. Ganhando aclame pela crítica especializada, a cantora e compositora britânica apostava fichas em um pesado PC music, pincelado com avant-pop e industrial pop (cortesia do lendário produtor A.G. Cook) e foi liderado pelo single “Out of My Head”, com Alma e Tove Lo.

45. TURN OFF THE LIGHT, Kim Petras

“É certo dizer que, para os ouvintes acostumados a sonoridades mais convencionais e comerciais, o EP insurge como uma obrigatória dissonância que se vale muito mais do ecletismo oscilante do industrial pop do que dos acordes eletrônicos aos quais já nos deparamos. Em cada uma das faixas, a cantora imprime um inebriante escopo que se apoia na épica narrativa antes de se render completamente a uma gritante mixórdia de sons que envolve seu público do começo ao fim – isso sem falar que os títulos fazem claras (ou não tão claras assim) alusões a ambientações espirituais, a breves contos de terror e à total falta de esperança por parte de quem canta” – T.N.

44. MULTITUDE, Stromae

Oito anos depois de seu último álbum, o cantor e compositor belga Stromae retornou com o incrível Multitude – que, apesar de lançado em 2022, causou um impacto gigantesco em sua própria carreira e no cenário musical europeu. O álbum foi aclamado pelos críticos e mergulhou de cabeça na mistura estilística de vários gêneros, como visto em “Sant锓L’enfer”. Em entrevista ao TF1, Stromae disse que a narrativa do álbum foi inspirada pelas frequentes viagens que ele fazia com a mãe.

43. RED, Taylor Swift

Taylor Swift começou a transitar entre os gêneros musicais com Red, uma das melhores e mais coesas entradas de sua discografia. Lançado em 2013, a versatilidade da artista começa a aflorar em um country-pop que incorporava diversas outras inflexões e premeditava seu amadurecimento, culminando com ‘1989’. Retomando sua parceria com Max Martin e Shellback, Swift parou o mundo com uma épica produção sonora, incluindo a evocativa “All Too Well”.

42. CURRENTS, Tame Impala

‘Currents’, de Tame Impala, foi lançado em 2015 e, em pouco tempo, tornou-se um dos melhores álbuns recebidos pelos críticos internacionais. Trazendo elementos do pop psicodélico, do disco, do R&B e do electropop, todas as faixas do compilado foram escritas e produzidas por Kevin Parker, em uma reflexão contínua sobre o processo de transformação pessoal e uma visão romântica do mundo – para o bem ou para o mal.

41. IS THIS IT?, The Strokes

Em uma época em que o rock já não tinha a força prometida, a banda The Strokes fazia sua estreia oficial no cenário fonográfico com o aplaudido ‘Is This It?’. Lançado em 2001, a produção é considerada por vários especialistas como um momento que mudou o mundo, com impacto imediato e dramático na cultura global. Movido pelo indie rock, pelo garage rock revival e pelo post-punk revival, o breve disco de pouco mais de meia hora conquistou diversos prêmios e aparece em várias listas de Melhores Álbuns do século.

40. VAMPIRE WEEKEND, Vampire Weekend

O álbum de estreia homônimo da banda Vampire Weekend causou grande comoção quando lançado e é relembrado como um dos melhores do século pelos fãs. Com produção de Rostam Batmanglij, a produção amalgama indie pop, música de câmara e Afropop e foi elogiado à época de seu lançamento – além de trazer singles como “Mansard Roof”“A-Punk”“Oxford Comma” e vários outros.

39. RIOT!, Paramore

A banda de rock estadunidense Paramore acompanhou a adolescência da última fase da geração millenial com força incontestável – e uma de suas marcas registradas é o álbum ‘Riot!’. Lançado dois anos após o début ‘All We Know Is Falling’, os membros do grupo se reuniram com o produtor David Bendeth para um disco que iria exaltar o pop punk e o pop-rock de maneira explosiva, garantindo aplausos e imortalizando canções como “Misery Business” “That’s What You Get”.

38. AMERICAN IDIOT, Green Day

‘American Idiot’ é uma das produções mais icônicas da história da indústria fonográfica e marca o retorno de Green Day à forma. Vencedor do Grammy de Melhor Álbum de Rock em 2005, a poderosa ópera punk-rock gira em torno das desilusões de uma geração que se viu no centro de eventos bélicos tumultuosos – e traz como personagem central o anti-herói Jesus of Suburbia. O sucesso crítico e mercadológico do CD deu origem ao aclamado musical homônimo da Broadway.

37. WHATEVER PEOPLE SAY I AM, THAT’S WHAT I AM, Arctic Monkeys

Arctic Monkeys é uma das bandas de rock alternativo mais conhecidas de todos os tempos – e nada mais justo que celebrar a carreira e a importância do grupo com o álbum de estreia ‘Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not’. Conquistando aclame e um sucesso comercial gigantesco, a produção foi elogiada por seu retrato pungente e real da cultura britânica jovem da época, além de auxiliar no ressurgimento da música indie no país que havia desvanecido depois dos anos 1990.

36. WHAT’S YOUR PLEASURE, Jessie Ware

Jessie Ware fez um estrondoso e aplaudível retorno para o mundo da música com o lançamento de ‘What’s Your Pleasure’, seu quarto álbum de estúdio. Sua arquitetura requintada e a ressonância que criou com o hi-NRG e com o post-disco transformaram o que poderia ser uma produção qualquer em um escapismo de alta qualidade, pincelado com as conhecidas incursões semi-melancólicas e uma narcótica jornada arranjada com perfeição ao longo de doze faixas” – T.N.

35. FOLKLORE, Taylor Swift

“Swift foge do escapismo e, ao mesmo tempo, retorna a ele: as impalpáveis texturas que delineia se distanciam de um teatralismo exacerbado, acompanhando de perto uma “humanização” que, mais que nunca, faz-se necessária. “Cardigan”, o carro-chefe do álbum, é uma crítica quase sociológica e hierárquica, guiada pelas notas lo-fi do piano que, numa rápida busca pela discografia da artista, quase nunca foi usado. De fato, Taylor sempre teve em mente construções mercadológicas, essencialmente voltadas para a compra em massa. Folklore renega tudo o que ela já foi e o que é, mas não a deixa de lado por completo, escolhendo mostrar um lado visto com brevidade em incursões menos conhecidas.” – T.N.

34. ROUGH AND ROWDY WAYS, Bob Dylan

Rough and Rowdy Ways é uma narrativa que transcende o que se entende e o que se entendeu por música nas últimas décadas. Assim como Apple e seu mais recente lançamento (que alçou voo para o patamar de melhor álbum do ano), Dylan não se restringe apenas a um método de contar o que deseja e o que precisa; pelo contrário, ele tem uma necessidade intrínseca e inalienável de juntar investidas artísticas diversas e bastante abrangentes em um único lugar, fugindo do canto e optando diversas vezes por apresentações faladas – como “Crossing the Rubicon”, que premedita a epítome formada por “Key West” e por “Murder Most Foul”.” – T.N.

33. FUNERAL, Arcade Fire

A épica estreia de Arcade Fire‘Funeral’, é inquestionavelmente um dos highlights do século, tendo sido revisitada por diversos artistas contemporâneos. A amálgama simples e epopeica entre art rock e chamber rock viria a influenciar grande parte dos grupos que o seguiriam. Indicado ao Grammy de Melhor Álbum Alternativo, a produção apareceu em diversas listas de fim de ano e entrou para o ranking dos melhores CDs da revista Rolling Stone.

32. GOOD SOULS BETTER ANGELS, Lucinda Williams

Em 2020, Lucina Williams voltaria a nos encantar com o lançamento de ‘Good Souls Better Angels’, seu 15º álbum de estúdio. Forte candidato para as categorias principais do Grammy 2021, a produção foi extremamente elogiada pela crítica por seu teor devastador e catártico, e por sua capacidade de conexão emocional primitiva com os ouvintes e com qualquer um que ouse se aventurar nessa sinestésica jornada.

31. CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR, Madonna

“[Em 2005], Madonna fez o que ninguém esperava: retornou à forma. Com diversos veículos falando sobre o fim da veia artística da popstar, o público começava a duvidar de que a performer conseguiria resgatar as raízes que a colocaram no topo do mundo – mas foi exatamente o que ela fez. Em 2005, a cantora e compositora mergulhou de cabeça na nostalgia oitentista de seus primeiros anos com Confessions on a Dance Floor, seu CD mais bem produzido depois de Ray of Light. Aliando-se a Stuart Price (um conhecido nome da música contemporânea que, em 2020, trabalhou com Dua Lipa em uma das obras-primas do ano) e chamando novamente as ousadas mãos de Mirwais Ahmadzaï, as doze longas faixas se comprimem em um set dançante, vibrante, colorido e incansável que reitera o status imbatível de uma das mulheres mais poderosas de todos os tempos.” – T.N.

30. JANE DOE, Converge

‘Jane Doe’, da banda Converge, é um divisor de águas em praticamente toda a indústria fonográfica e, até hoje, é considerado o marco inicial do metal contemporâneo. Recheado de construções fora dos convencionalismos mainstream, sua arquitetura propositalmente bizarra e emocionalmente extenuante teve uma ótima recepção pela crítica e serve de influência para inúmeros artistas atuais.

29. 21, Adele

Contando com tracks como “Rolling in the Deep”“Someone Like You” e “Set Fire to the Rain”Adele recebeu aclame pela simplicidade de 21 e pelo teor autobiográfico dos versos, que auxiliaram na aceitação do público e nos diálogos criados com cada um dos ouvintes. Não é surpresa que, além da estatueta de Álbum do Ano21 também seja considerado como o álbum mais vendido do século XXI, tendo quebrado até mesmo o recorde de Michael Jackson ao se tornar o CD mais comercializado durante dois anos seguidos.

28. FEVER, Kylie Minogue

Fever continua tão original quanto quando estreou: ao longo de breves doze faixas, Kylie demonstrou um apreço pelo minimalismo estético e pela coesão sonora, marcado pelas batidas envolventes e eletrônicas que refletiam sua entrada no “mundo moderno” e no novo milênio – fazendo um barulho considerável que estendeu seus ramos para inúmeros discos futuros, incluindo o elogiado Confessions on a Dance Floor, de Madonna, em 2005; o aguardado comeback de Britney Spears em 2007, ‘Blackout’; a estreia de Paris Hilton no escopo fonográfico com sua obra homônimo, em 2006; e até mesmo com a mistura explosiva do synth-pop e do electro-pop de ‘The Fame’, de Lady Gaga. Enquanto alguns historiadores insistem em reafirmar que não há como estudar a relação de causa-consequência entre um e outro, ouso discordar e dizer que quaisquer referências não são mera coincidência” – T.N.

27. ANTI, Rihanna

O último álbum de Rihanna,ANTI, foi lançado em 2016 e recebeu inúmeros elogios da crítica e do público ao mostrar um novo lado de sua carreira. Não é surpresa que o disco seja tenha entrado para várias listas de melhores álbuns de todos os tempos. Contando com inúmeras músicas icônicas, incluindo “Work”“Needed Me”“Love on the Brain”, a produção é nostálgica, retumbante, narcótica e mais tantos ótimos adjetivos que consiga pensar – motivo pelo qual está presente na nossa lista.

26. A SEAT AT THE TABLE, Solange

O terceiro álbum de estúdio de Solange refletiu sua importância e sua incrível habilidade como artista musical. Lançado em 2016, a produção trouxe diversas colaborações para o compilado, incluindo Kelly RowlandLil WayneThe-Dream, além de ter feito sucesso considerável de vendas. Aclamado pelos críticos, a produção foi elogiada pelo potente liricismo, pela exaltação do neo-funk, do disco e do R&B, e foi consagrada como um dos Melhores Álbuns de Todos os Tempos pela revista Rolling Stone.

25. MOTOMAMI, ROSALÍA

ROSALÍA fez sua estreia no cenário fonográfico em 2017, com o lançamento de ‘Los Ángeles’ e, desde então, calcou um sucesso fenomenal que a colocou no centro dos holofotes. A cantora e compositora se tornou um ícone do resgate da cultura latina e das incursões fora do mainstream anglo-saxônico, criando histórias envolventes e emocionantes através de uma fusão de literatura e música. E é claro que MOTOMAMI não seria diferente: seu terceiro álbum de estúdio é descrito como uma antêmica produção pessoal, íntima e declamatória, em que a performer mergulha de cabeça nos sentimentos que guardou pelos últimos três anos, traduzindo-os em um dos melhores discos conceituais de todos os tempos. Contando com nada menos que seis singles oficiais, a obra se estrutura no contraste de dois tipos de energia que existem inerentemente uma a outra.

24. MAGDALENE, FKA Twigs

FKA Twigs lançou o álbum de sua carreira em 2019 com o irretocável ‘MAGDALENE’, principalmente por misturar o vanguardismo do art pop com uma pessoalidade urgente e tocante. O compilado foi inspirado no término de seu relacionamento com o ator Robert Pattinson e trouxe um grupo considerável de co-produtores que a ajudou a manter o álbum coeso e limpo. Dentre os vários singles, podemos mencionar “Cellophane”“Sad Day” como os destaques.

23. THE BLUEPRINT, Jay-Z

‘The Blueprint’ é facilmente um dos pontos altos da carreira do icônico rapper Jay-Z. Além da aclamação universal, o musicista foi elogiado pela composição das músicas e pela visão artística, considerado como um dos melhores álbuns do cantor e compositor e um dos melhores de hip-hop de todos os tempos. Logo, não é nenhuma surpresa que ele apareça na nossa lista.

22. GOLDEN HOUR, Kacey Musgraves

Vencedor do prêmio de Álbum do Ano do Grammy Awards em 2019, Golden Hour é um marco no cenário da música country e a obra-prima de Kacey Musgraves. A limpa produção é cortesia do fato da cantora e compositora ter assinado e produzido as 13 faixas ao lado de Daniel TashianIan Fitchuk, incrementando-as com discoelectropopyacht rock. Além da estatueta supracitada, o álbum rendeu à artista mais três estatuetas.

21. RENAISSANCE, Beyoncé

“A verdade é que o primeiro capítulo de Renaissance marca mais uma transição profunda nas idiossincrasias eternizadas pela cantora e compositora, em que o art pop, o trip-hop e o R&B conceituais do disco anteriores são deixados de lado em prol de um mergulho no ponto de encontro entre o passado e o futuro. Logo, a amálgama de estilos, que já vinha sido explorada por nomes como Lady GagaDua Lipa e Drake nos últimos meses e anos, ganha um escopo gigantesco e de profunda sinestesia em basicamente qualquer uma das faixas que escolhamos para ouvir. A jornada, por exemplo, se inicia com a ótima “I’m That Girl”, que serve como ponte entre Lemonade e a obra mais recente – em que a densidade do baixo se aglutina ao tropical house e ao rap” – T.N.

20. SONGS IN A MINOR, Alicia Keys

“Em seu primeiro álbum, a performer mostrou que não estava para brincadeira – e sua necessidade de se provar alcançou seu objetivo, seja por ter vendido nada menos que 12 milhões de cópias desde seu lançamento, seja por ter garantido cinco estatuetas do Grammy à lead singer. Logo de cara, com a breve e evocativa introdução “Piano & I”, a artista exibe aos ouvintes um domínio das “normas cultas” da música, por assim dizer, enquanto promove um sensual e envolvente anacronismo. As cartas estão dadas – e ela não perde a mão em nenhuma das tracks subsequentes. A upbeat e misteriosa atmosfera de “Girlfriend”, que foi lançado como single final da obra, merecia mais reconhecimento do que tem e definitivamente integra uma das quintessenciais construções de sua carreira; a epopeica “Rock wit U”, estendendo por mais de cinco minutos, é uma jornada em rapsódia digna de nota e de estudo – afinal, como não ficar intrigado com a mistura de violino, piano e bateria que ergue-se logo nos segundos iniciais?” – T.N.

19. TITANIC RISING, Weyes Blood

Weyes Blood vinha trabalhando no CD desde 2017, logo após ter assinado contrato com a gravadora Sub Pop e se reunir com Jonathan Rado. Não demorou muito para que ela abrisse espaço para homenagear um dos filmes que mais impactaram em sua vida, ‘Titanic’, dirigido por James Cameron em 1997 – ora, não é à toa que o título seja homenagem ao gigantesco transatlântico e premedite e tragédia que acometeu o navio em pleno oceano Atlântico. É a partir dessas concepções que “A Lot’s Gonna Change” dá o tom dessa perifrástica aventura, invadindo as ideias memorialísticas e saudosistas de um tempo que não mais irá voltar – como também nos abraça numa narcótica necessidade de compreender a misteriosa atmosfera setentista da qual ela se vale.” – T.N.

18. BLONDE, Frank Ocean

Blonde, de Frank Ocean, definitivamente não poderia estar de fora da nossa lista. Com diversas colaborações, a produção experimental funciona como um mergulho em conceitos abstratos, afastando-se de suas incursões anteriores. Além de contar com uma produção minimalista, a obra lida com temas importantes, como masculinidade e emoções, inspirados por suas experiências sexuais, românticas e traumáticas.

17. THE ARCHANDROID, Janelle Monáe

O álbum de estreia de Janelle Monáe é, sem sombra de dúvida, um dos melhores do século e foi aclamadíssimo desde o momento em que chegou aos ouvidos dos fãs e da crítica. Misturando letras profundas e ritmos dançantes – além de fazer uma declaração de amor para o clássico filme ‘Metrópolis’ -, a fusão de neo-soul e psychedelic pop é irretocável do começo ao fim e foi apenas o pontapé inicial para uma carreira meteórica.

16. RANDOM ACCESS MEMORIES, Daft Punk

As egrégias canções de Random Access Memories são consideradas por inúmeros especialistas como o melhor compilado da carreira da extinta dupla Daft Punk (cujo sucesso é refletido nas múltiplas estatuetas do Grammy, incluindo uma de Álbum do Ano). Ao aliarem-se com nomes como The Weeknd e Pharrell Williams, o duo provou que se encaixava do modo mais inesperado tanto às subculturas quanto ao mainstream.

15. NORMAN FUCKING ROCKWELL!, Lana Del Rey

“Apesar de sua costumeira doce sonoridade, Lana Del Rey vive dentro de belíssimas e sofridas contradições que, diferente do que poderíamos pensar, é o principal aspecto que sempre nos rouba a atenção quando anuncia uma peça musical nova ou um álbum em potencial. E é claro que, dois anos depois do lançamento de ‘Lust for Life’, ela retornaria com mais uma obra conceitual e nostálgica, sem perder sua originalidade e sua incrível habilidade como compositora. Nesse escopo, a parceria entre Del Rey e Jack Antonoff intitulada Norman Fucking Rockwell!’ acerta em praticamente tudo a que se propõe a fazer – incluindo desenhar uma triste jornada amorosa que se desenvolve em mais de uma hora de duração.” – T.N.

14. THE FAME MONSTER, Lady Gaga

Ninguém acreditava que a performer repetiria o sucesso de The Fame, mas The Fame Monster’ conseguiu superar as expectativas de todo mundo. Aclamado pela crítica especializada, o EP de apenas oito faixas trouxe as melhores produções de Gaga, incluindo “Bad Romance”“Telephone”“Alejandro” e “Dance in the Dark”, além de levar para casa três gramofones dourados. O álbum, inclusive, carrega consigo um legado extenso e que até hoje é revisitado por vários artistas.

13. BEYONCÉ, Beyoncé

“Se os álbuns iniciais de Beyoncé tinham um elo mais forte com as tendências do escopo mainstream – fossem infundidos com R&B, pop ou rap -, esta obra-prima musical se afastaria dos convencionalismos em prol de uma abordagem mais conceitual e que reiterasse, novamente, uma habilidade incrível de reinvenção e repaginação. Mesmo que estejamos analisando a versão padrão do álbum, a sólida jornada sinestésica e multimidiática promovida pela cantora é de tirar o fôlego e é redescoberta em camadas e mais camadas de profundidade toda vez que a ouvimos e canalizamos nossa atenção para um aspecto em particular. Entretanto, o que se exalta em foco principal é a explosão de incursões inesperadas que regem cada canção, movendo-se graciosamente por instrumentos contrastantes e um time de produção que demonstra estar sempre atento aos mínimos detalhes” – T.N.

12. OIL OF EVERY PEARL’S UN-INSIDES, SOPHIE

“Colocar tanto a performer quanto sua magnum opus em um gênero é querer limitá-la a rótulos, algo que definitivamente não pode existir quando analisamos sua discografia: as dissonâncias cosmológicas dos sintetizadores e do industrial pop servem de base para declamações intimistas, como “It’s Okay to Cry”, enquanto a impactante des-organização proposital de “Whole New World/Pretend World” rende-se ao glitch e à maximização eletrônica conhecida como hyperpop“Immaterial”, uma alusão às incursões oitentistas e noventistas, já se rende às peculiaridades do avant-pop à medida que critica e a reutilizada, numa desconstrução experimental e envolvente; mesmo “Infatuation”, que flerta com baladas, é diferente daquilo a que estamos acostumados, talvez tentando explicar o que significa estar apaixonado por alguém ou alguma coisa, talvez mostrando que tais explanações não são necessárias” – T.N.

11. MASSEDUCTION, St. Vincent

Masseductionrecebeu aplausos diversos pelos especialistas internacionais e promoveu uma profunda mudança na identidade sonora de St. Vincent – que já havia entregado diversos álbuns incríveis. Focando em temas como sexo, drogas, tristeza e imperialismo predatório, o disco funde electro-popnew wave e glam rock e conta com quatro singles oficiais, incluindo a irretocável faixa “Los Ageless”.

10. VESPERTINE, Björk

Björk é uma das artistas mais interessantes da história da música e sempre construiu narrativas únicas e originais que a afastavam do mainstream e criavam tendência no escopo experimental. Depois de ‘Homogenic’, a cantora e compositora islandesa entregou mais uma obra espetacular com ‘Vespertine’, considerado um dos melhores de sua carreira. Além da música eletrônica, o compilado nos chama a atenção pelo uso inesperado do art pop e do glitch pop.

9. BLACKSTAR, David Bowie

O 26º e último álbum da carreira do icônico David Bowie é considerado como um dos melhores de sua discografia. Intitulado ‘Blackstar’, a produção foi feita em segredo em Nova York e conquistou o público por sua construção memorialística e testamentária, ainda mais considerando que Bowie infelizmente faleceu dois dias depois do lançamento da obra. Na cerimônia do Grammy, o álbum levou para casa cinco merecidas estatuetas.

8. BACK TO BLACK, Amy Winehouse

Amy Winehouse nos deixou muito cedo, mas causou um impacto gigantesco na indústria da música com seus únicos dois álbuns. Back to Black, sua última produção antes da trágica morte, resgatou a elegância do neo-soul, do jazz e do blues através de músicas como “Rehab” e “You Know I’m No Good”, além de ter influenciado artistas como Adele e Duffy. Winehouse levou inúmeros prêmios por seu CD, incluindo cinco estatuetas do Grammy Awards.

7. FETCH THE BOLT CUTTERS, Fiona Apple

“A verdade é que Fetch The Bolt Cutters vai muito além de uma simples resenha ou de algo que ouvimos apenas para passar o tempo: o novo álbum de Fiona Apple atravessa quaisquer preceitos engessados que já carregávamos da indústria musical, destroçando-os em mil pedacinhos e reorganizando-os em um romance, um thriller, um drama, cujas páginas são pequenas e suntuosas caixinhas de surpresas. Mais do que isso, este é um dos poucos casos que entrega muito mais do que promete: iniciando com um irreverente estrondo e terminando com um estrondo ainda mais espetacular.” – T.N.

6. BODY TALK, Robyn

Em seu sétimo álbum de estúdio, a artista sueca Robyn continuou a ser adorada internacionalmente. ‘Body Talk’ foi aclamado pela crítica internacional, apesar de ter sido esnobado nas principais premiações musicais. Através de quinze faixas originais compostas em menos de seis meses, a compositora se transformou em uma das vozes da atualidade, entregando para o mundo impecáveis tracks como “Call Your Girlfriend” e “Dancing On My Own”.

5. BORN THIS WAY, Lady Gaga

Considerado por muitos especialistas, estudiosos e ouvintes como “a bíblia do pop”, Born This Way não poderia ficar em outro lugar no ranking. Se há alguém que sabe o significado do verbo arriscar, essa pessoa é Lady Gaga. Dois anos depois de ‘The Fame Monster’, a cantora estreou em primeiro lugar na Billboard com hinos musicais em prol da comunidade LGBTQ+ que quebravam tabus religiosos e que cutucavam os membros conservadores e reacionários da sociedade – não é surpresa que as vendas do CD tenham caído exponencialmente na segunda semana, reafirmando sua importância política e ativista.

4. MELODRAMA, Lorde

Considerado um dos melhores e mais aclamados álbuns de todos os tempos, Melodrama mostrou que a cantora e compositora neozelandesa Lorde ainda tinha muito a contar para seus fãs. Ovacionado pela crítica especializada pelo afastamento da obra anterior e pelas breves incursões ao conceitualismo musical, a produção foi indicada Álbum do Ano no Grammy e apareceu em diversas listas de fim de ano e de década.

3. LEMONADE, Beyoncé

“Passando por arranjos ainda mais cínicos com “Sorry” e por obscurantismos muito bem-vindos com a joia “6 Inch”, Knowles-Carter alcança mais um ápice em seu álbum com “Daddy Lessons”, que é diferente de tudo o que já ouvimos até hoje. Com a música em questão, a lead singer eleva as expectativas de sua própria sonoridade, iniciando com os primórdios do jazz apenas para cultivar um terreno propício à insurgência de um country texano que louva, como preconiza o título, as lições que seu pai lhe ensinou: “ele me disse para não chorar; meu pai disse ‘atire’”, repetindo o refrão inúmeras vezes como forma de encontrar as forças necessárias para seguir em frente; tudo isso incluso em um escopo paradoxalmente nostálgico e modernizado.” – T.N.

2. MY BEAUTIFUL DARK TWISTED FANTASY, Ye

‘My Beautiful Dark Twisted Fantasy’ é um consenso no mundo da música como o melhor álbum de Kanye West (ou, atualmente, Ye) e um dos mais ovacionados e importantes do século XXI. Alcançado aclame generalizando por parte da crítica e estreando em primeiro lugar nas paradas mundiais, o quarto álbum de estúdio do conhecido e controverso rapper ganhou um prêmio do Grammy, mas foi esnobado na principal categoria – a de Álbum do Ano.

1. TO PIMP A BUTTERFLY, Kendrick Lamar

Nenhum outro álbum poderia ocupar o topo da nossa lista além de ‘To Pimp a Butterfly’. O terceiro álbum de Kendrick Lamar é considerado um dos melhores da história por se configurar como um arauto do empoderamento racial, movido por versos que falam sobre a discriminação sofrida pela população negra e pela importância da cultura como arma de luta contra a opressão. Aqui, Lamar mergulha no experimentalismo do hip hop e no jazz rap, arquitetando uma magnum opus que viria a influenciar gerações de artistas e que reafirmaria sua importância no cenário fonográfico.

No clima de HALLOWEEN! Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone se reúnem para esculpir abóboras

Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone se reuniram para esculpir algumas abóboras para o Halloween. No Instagram de Schwarzenegger, o astro de filmes de ação postou uma foto ao lado do colega de cena.

Um detalhe na foto que os fãs podem achar engraçado é a dupla usando facas para cortar suas aboboras. Com essa foto, os espectadores podem ficar felizes em ver as duas estrelas apenas curtindo seus últimos anos. Schwarzenegger fez, recentemente, uma arriscada cirurgia cardíaca e tem compartilhado uma tonelada de sua vida diária nas redes sociais. Enquanto isso Stallone está se prepara para estrear numa nova série.

Confira a diversão de Halloween abaixo por si mesmo:

Ao falar com o ET sobre sua participação em Tulsa King’, Stallone disse que os espectadores poderão ter uma ideia de quem ele é de verdade. O ator falou que:

“Você provavelmente vai ver, para melhor ou pior, quem eu sou. Muitos atores entram no tópico ‘em quem eu deveria me transformar?’ Acho que se você apenas disser o que acontece – como seria se Sylvester Stallone… acabasse de se tornar um gângster? A personalidade é minha; eu sou um gângster. Mas eu não mudo a maneira como eu falo… Você tem sua personalidade do jeito que você é agora… Você nunca vê isso acontecer. Você não se torna automaticamente o gangster estereotipado. Isso é muito óbvio. Você apenas seja você mesmo.”

Enquanto a série não é lançada, confira:

Vale lembrar que a produção irá estrear no dia 13 de novembro.

A série foi criada por Taylor Sheridan, da aclamada ‘Yellowstone‘.

Após 25 anos na prisão, o mafioso Dwight “The General” Manfredi (Stallone) é libertado e exilado por seu chefe para a cidade de Tulsa. Percebendo que sua família mafiosa pode não ter seus melhores interesses em mente, Dwight lentamente cria uma “equipe” com um grupo de pessoas improváveis, para ajudá-lo a estabelecer um novo império do crime.

O elenco ainda conta com Max Casella, Domenick Lombardozzi, Vincent Piazza, Jay Will, A.C. Peterson, Andrea Savage, Martin Starr, Garrett Hedlund, Dana Delany e Annabella Sciorra.

‘Adão Negro’ deve enfrentar POPULAR personagem da DC na sequência [SPOILER]

*SPOILERS ABAIXO*

Em entrevista ao ComicBook, o produtor Hiram Garcia revelou os planos para a possível sequência de ‘Adão Negro‘, indicando que o anti-herói interpretado pelo Dwayne Johnson deve enfrentar o Superman (Henry Cavill) no novo filme.

“Nosso objetivo sempre foi estabelecer que o Superman existe no mesmo universo que o Adão Negro. Esses dois personagens existem no mesmo universo, e isso é muito importante para nós. É o mesmo universo da Sociedade da Justiça.”

Ele completa, “Nós queríamos que o público soubesse que esses caras irão se cruzar, e ainda estamos trabalhando nisso. Não quero revelar muito, mas posso confirmar que será ainda mais grandioso do que as pessoas imaginam.”

No Rotten Tomatoes, o filme amargou apenas 54% de aprovação, com nota 5.40/10 baseada em 87 reviews até o momento. Os especialistas elogiaram o as cenas de ação, mas criticaram o ritmo, o roteiro e até mesmo alguns efeitos especiais.

Confira os principais comentários:

“Os efeitos são falsos e sem peso, mesmo para esse tipo de coisa, e os riscos são inexistentes” – The Playlist.

Dwayne Johnson e o diretor Jaume Collet-Serra tentam oferecer uma grande teoria unificada da DC, misturando tropos de filmes familiares com um protagonista que mata pessoas diretamente. O resultado às vezes é uma bagunça, mas, no geral, é divertido” – Empire.

“Não há um único personagem aqui que não pareça uma fotocópia barata de Gotham ou do MCU” – indieWire.

“É divertido e nunca chato, mas também é sábio ao se mover rápido o suficiente para distrair os espectadores das perguntas que levanta” – United Press International.

“[O filme] é repleto de personagens não desenvolvidos e um número excessivo de cenas de ação repetitivas, a ponto de seu debate incompleto sobre o que significa ser um herói se perder em todo o barulho” – IGN Movies.

Lembrando que o filme estreia hoje, 20 de outubro, nos cinemas.

Quase 5.000 anos depois que ele foi concedido com os poderes onipotentes dos deuses egípcios – e preso com a mesma rapidez – Adão Negro (Dwayne Johnson) é libertado de sua tumba terrena, pronto para liberar sua forma única de justiça no mundo moderno.

O filme também apresentará os membros da Sociedade da Justiça: Senhor Destino (Pierce Brosnan), Gavião Negro (Aldis Hodge), Esmaga-Átomo (Noah Centineo) e Ciclone (Quintessa Swindell).  

Dirigido por Jaume Collet-Serra (‘Águas Rasas’), o longa se passará no mesmo universo de ‘Shazam!‘.

Crítica ‘Chucky’ | Primeiro episódio da segunda temporada traz um Chucky ainda mais sem limites

Depois de voltar com tudo para os holofotes da Cultura Pop, o boneco assassino de Don Mancini retornou cheio de moral e ainda mais sem escrúpulos do que da última vez que o vimos. Bem, ao menos é isso que o primeiro episódio da segunda temporada dá a entender. Ambientado no Halloween, um ano após a chegada do ruivinho endiabrado a Hackensack, o capítulo introdutório começa exatamente de onde a trama havia parado, dando uma solução inesperada para aquele plano de dominação mundial visto no season finale de 2021. E por mais surpreendente que tenha sido, essa cena de abertura já dita o tom certinho do que deve ser essa nova temporada: grotesca e recheada de humor de tiozão de botequim, que curiosamente casa bem com o assassino diminuto.

Claro que as consequências desse início não devem ser duradouras. Afinal, ela segue uma regrinha fundamental dos filmes de terror. A dica de que isso não é definitivo vem já mais próximo do final, quando o Jake questiona essa mesma regra ante o boneco. De qualquer forma, a série mostra o destino dos três principais personagens humanos após o massacre do ano passado. Cheios de traumas e praticamente todos órfãos, cada um segue um caminho traçado pelo Conselho Tutelar.

Jake (Zackary Arthur) foi adotado por uma nova família de Salém, onde ganhou um irmãozinho que o trata como um herói – literalmente. Já seu namorado, Devon (Bjorgvin Arnarson) foi adotado por uma mulher rica que o usa para ostentar sua “modernidade” para os amigos e o deixa ao relento enquanto viaja pelo mundo. E Lexy (Alyvia Alyn Lind) seguiu com sua mãe e irmã na cidade, enquanto a família tenta se reerguer, e a mãe tenta uma nova candidatura para tentar retornar ao seu cargo de prefeita.

Um dos pontos interessantes desse primeiro episódio é que ele transita, principalmente entre Jake e Lexy, pelos efeitos que o Chucky causou em suas vidas e como cada um lida com eles. Enquanto Jake despeja seu amor no irmãozinho novo, suprindo o tanto de ódio e perda do último ano com a admiração do caçula, Lexy cede às drogas e sensações mundanas para suportar a dor e as crises de ansiedade. O Devon que ficou meio esquecido no rolé, mostrando que ele segue com a pose de adolescente maduro, mesmo que tenha muitos traumas consigo.

Aparentemente, todos seguiam bem seus rumos, até o momento em que o boneco assassino retorna e toca o terror na vida deles. E aí entra um ponto muito bem executado pela direção que é adotar uma estética mais “terror de TV”, com direito a longas cenas de corredores vazios e perspectivas de personagens baixinhos, brincando com a audiência de quando há ou não a presença do Chucky no recinto. É uma opção bem simples da direção, mas que tem bastante efeito na hora de criar tensão. E, claro, eles usam alguns jumpscares simples, mas suficientes para dar aquele sustinho despretensioso no coração.

E a forma como Chucky se refere à Tiffany (Jennifer Tilly) já dá a sensação de que essa temporada vai a fundo na rivalidade dos dois. A própria presença da versão “boneca normal” da noiva do Chucky já flerta com uma possível competição entre os ex-noivos. Pena de quem estiver pelo caminho.

Por fim, o episódio já elimina um personagem recém-introduzido, mas faz isso de forma tão bem executada que você se sente mal pela partida do infeliz assassinado. É uma forma de deixar claro que eles não vão poupar ninguém nessa nova temporada. Principalmente agora os protagonistas vão ficar presos em um internato católico.

Os novos episódios de Chucky estreia toda quarta-feira no Star+.

Primeiras impressões ‘Chucky’ | Nova temporada deve expandir a mitologia e se reconectar com o terror

Quando lançada no ano passado, a série do Chucky pegou a muitos de surpresa por sua pegada “corajosa”. Na época, o material promocional ia todo em cima da relação do boneco assassino com seu novo dono, Jake Wheeler (Zackary Arthur), um adolescente homossexual, cuja vida era um inferno por conta dos bullies do colégio e do preconceito de sua família. Assim, foi vendido que o Chucky seria um tipo de anti-herói, que mataria todo mundo que enchesse a paciência do garoto. Ainda bem que isso não aconteceu. Quer dizer, mais ou menos. Ele realmente matou todo mundo que atazanou a vida do Jake, mas em momento algum ele assumiu esse posto de anti-herói. Na verdade, tudo não passava de um plano para que ele pudesse fazer o máximo possível de vítimas enquanto armava seu exército de bonecos para dominação mundial junto a uma série de personagens queridos apresentados nos outros filmes da franquia.

Terminando com esse gancho surpreendente do exército de Chuckys, a primeira temporada deixou no ar esse medo do que ele seria capaz com tantos bonecos a seu dispor. Ao mesmo tempo, ela também investiu pesado no passado de Charles Lee Ray (Fiona Dourif) por meio dos flashbacks e das histórias de sua infância no orfanato, até virar um jovem assassino em série. Agora, na segunda temporada, passado e presente se unem ao levar os protagonistas para um internato católico construído exatamente onde era o orfanato no qual Charles cometeu seus primeiros assassinatos.

Fazendo esse “Chucky: De Volta ao Lar”, a segunda temporada deve explorar um pouco mais do passado do psicopata por meio dos bonecos novos e de seu lapso de memória. Afinal, eles lembram de algumas coisas do Chucky original, mas conseguem ativar gatilhos de memória por meio do estímulo visual. Ou seja, levá-los para onde tudo começou deve conseguir criar uma série de memórias de homicídios e traumas do bonecão encapetado.

Falando em traumas, o rastro de sangue deixado por Chucky na última temporada já reflete nos protagonistas humanos. Principalmente em Jake e Lexy (Alyvia Alyn Lind), que lidam com as sequelas psicológicas cada um a seu jeito. No entanto, quem deve ter essas consequências mais exploradas é justamente a Lexy, que passou de “Rainha do Baile” para “Jovem Viciada”. Não apenas pelo que as drogas podem fazer com ela em um ambiente hostil, mas também pelas sequências de terror que o Chucky pode criar quando ela estiver sob efeito alucinógeno.

Já Jake e Devon (Bjorgvin Arnarson) devem sofrer mais pelo fato de serem um casal LGBT precisando existir dentro de um internato católico, no qual padres e freiras tratam seu relacionamento como um pecado, uma doença.

Falando nesse internato, a simples ideia de tê-lo na série já é promissora por demais. Desde sua concepção, o Chucky é um boneco profano. Suas origens têm relação com magia obscura e a invocação demoníaca. Conforme os filmes foram passando, ele matou pessoas dos mais diversos meios, fez sexo, engravidou, fumou, bebeu… Tudo que contraria os dogmas cristãos.

E a religião, ao que parece, terá muito peso nessa segunda temporada, com ele explorando formas grotescas de matar os jovens internados, os padres e as freiras. No próprio trailer já há uma sugestão bem interessante do que esperar nesse quesito, que vai trabalhar pontos do humor politicamente incorreto, mas deve também conectar a produção de volta ao terror.

Seja por meio de sustinhos simples, mas bem construídos, ou pelo uso de câmeras mais características de produções de terror televisivo, essa temporada parece mais disposta a voltar para o terror “raiz”, mesmo que não abra mão dos seus momentos de humor sacana e grotesco. E esse compromisso já é feito nesse primeiro episódio, mostrando que o boneco assassino voltou completamente impiedoso, disposto a matar todo tipo de gente e até mesmo sua ex-companheira Tiffany (Jennifer Tilly), que andou meio ausente, mas ainda vai aprontar muito.

Isso porque o trailer mostrou a volta dos filhos do casal. E com o racha entre Chucky e Tiffany, Glen e Glenda vão voltar a esse universo pela primeira vez desde 2004. E como vocês devem se lembrar, eles tinham forte relação com a mãe. Outro ponto interessante desse episódio, já que falamos indiretamente de O Filho de Chucky, é a metalinguagem de alguns diálogos, que tratam da própria franquia como uma série de filmes que existe nesse mesmo universo. É meio confuso, só que tem potencial, principalmente se trabalharem direitinho. É uma chance de ouro para unificar os capítulos todos dessa franquia.

Enfim, se a temporada seguir os rumos desse primeiro episódio, podemos esperar mais um acerto de Don Macini nesse formato televisivo. É uma temporada que tem tudo para dar mais desse humor grotesco e metalinguístico que a gente adora, mas sem abrir mão do terror inescrupuloso que aterrorizou milhões de crianças desde os anos 80.

Os novos episódios de Chucky estreiam toda quarta-feira no Star+.

‘Death Note’: Nova adaptação live-action da Netflix contrata roteirista

De acordo com o Deadline, Halia Abdel-Meguid foi contratada para roteirizar a série live-action baseada no clássico ‘Death Note‘, que está sendo desenvolvida pela Netflix.

Ela também servirá como produtora executiva do projeto ao lado de Matt e Ross Duffer, criadores de ‘Stranger Things‘.

A nova versão não terá nenhuma relação com o filme live-action lançado pela plataforma em 2017, que teve Nat Wolff no papel principal.

Não se sabe até agora maiores detalhes sobre elenco ou como será a adaptação, mas ela será produzida pela Upside Down Pictures, companhia recém-fundada pelos irmãos Duffer.

Death Note‘ começou a ser publicado em mangá no ano de 2003 contando a história de Light Yagami, um jovem que encontra um misterioso caderno. Ao escrever o nome de alguém nele, tal pessoa morre nos momentos seguintes. Com tanto poder em mãos, Light começa um plano para matar aqueles que “merecem”, mas entra na mira do detetive L.

‘Duna: A Irmandade’: Cinco novas atrizes se juntam ao elenco da série derivada

De acordo com o Deadline, cinco novas atrizes se juntaram ao elenco de ‘Duna: A Irmandade‘ (Dune: The Sisterhood), série derivada da adaptação de Denis Villeneuve.

Sarah-Sofie Boussnina (‘A Colônia’), Shalom Brune-Franklin (‘O Turista’), Faoileann Cunningham (‘O Homem do Norte’), Aoife Hinds (‘Normal People’) e Chloe Lea (‘Foundation’) foram confirmadas no elenco da produção.

Boussnina interpretará a Princesa Ynez, uma jovem independente lidando com a pressão de suas responsabilidades como herdeira do trono; Brune-Franklin interpretará Mikaela, uma forte mulher Fremen que serve a família real enquanto deseja conhecer seu planeta natal que nunca chegou a conhecer; Cunningham interpretará a Irmã Jen, uma acólita em treinamento na escola da Irmandade; Hinds interpretará a Irmã Emeline, uma acólita descendente de uma longa linhagem de mártires; Lea interpretará Lila, a acólita mais jovem da Irmandade.

Emily Watson, Shirley HendersonIndira Varma estrelam a produção.

Diane Ademu-John entra como criadora, roteirista, co-showrunner e produtora executiva, enquanto Alison Schapker também será co-showrunner e produtora executiva. O vencedor do Emmy Johan Renck irá dirigir os dois primeiros episódios.

A história de ‘Duna: A Irmandade‘ se passa 10 mil anos antes dos eventos do filme, abordando duas irmãs Harkonnen entre os perigos e disputas políticas da saga espacial. A origem da irmandade Bene Gesserit também será explorada.

Por enquanto, a série ainda não tem previsão de lançamento.

Lembrando que o primeiro filme, que já tem a sequência confirmada, está disponível no catálogo da HBO Max!

Crítica | Duna – Denis Villeneuve corresponde às expectativas?