Os três primeiros episódios de ‘Star Wars: Andor‘ estreiam em 21 de setembro, e a página oficial da saga divulgou um novo teaser no Twitter.
A prévia resgata diversos elementos icônicas da franquia, como o um Destroier Imperial e caças TIE, além de apresentar o retorno de Saw Gerrera (Forest Whitaker), líder uma facção rebelde, mas que acaba se sacrificando em ‘Rogue One‘.
Vê-lo cinco anos antes dos eventos do filme deve ser muito interessante, especialmente quando ainda há muitas perguntas em torno de sua história.
Confira o teaser:
“A rebelião vai se erguer. A série original ‘Star Wars: Andor‘ estreia em 21 de setembro, com três episódios, apenas na Disney+.”
A primeira temporada contará com 12 episódios, que serão dirigidos por Ben Caron, Susanna White e Toby Haynes.
A trama seguirá as aventuras de Cassian Andor durante os primeiros anos de formação da Rebelião, antes dos eventos de ‘Rogue One: Uma História Star Wars‘. O emocionante thriller irá explorar contos cheios de espionagem e missões ousadas para restaurar a esperança para a galáxia nas garras de um império implacável.
Além de Diego Luna, o elenco conta com Genevieve O’Reilly, Adria Arjona (‘Esquadrão 6’), Denise Gough (‘Guerrilla’), Stellan Skarsgård(‘Chernobyl’), eKyle Soller(‘The Titan’). Ewan McGregor também pode reprisar seu papel como Obi-Wan Kenobi, enquanto Andy Serkis volta como Snoke.
O’Reilly reprisará seu papel como a membro-chefe da Aliança Rebelde, Mon Mothma, personagem que representou pela primeira vez em ‘Star Wars: A Vingança dos Sith’ (2005) e depois em ‘Rogue One‘ (2016).
Nicholas Britell ficará responsável pela trilha sonora. Ele é conhecido por inúmeros projetos de grande aclame no cinema e na televisão. Ele recebeu duas indicações ao Oscar por seu trabalho em ‘Moonlight: Sob a Luz do Luar’ e em ‘Se a Rua Beale Falasse’. Além disso, conquistou um Emmy Award por sua magnífica trilha para o ovacionado drama ‘Succession’, onde trabalhou na primeira e na segunda temporadas. Seus outros créditos incluem ‘A Grande Aposta’, ‘Vice’, ‘Cruella’ e ‘Não Olhe para Cima’.
Na prévia, Rhaenyra (Milly Alcock) entoa uma profecia sobre a chegada do Príncipe Prometido, o mais novo herdeiro da Casa Targaryen, filho do rei Viserys I (Paddy Considine) e Alicent Hightower ( Emily Carey).
Além disso, parece que Rhaenyra vai continuar sendo o centro de desavenças entre os Targaryen agora que seu direito ao Trono de Ferro está em jogo.
Confira:
A série é baseada no romance ‘Fogo & Sangue‘, de George R.R. Martin, que também entra como criador ao lado de Ryan J. Condal.
A trama se passa 200 anos antes dos eventos de ‘Game of Thrones’, e 172 anos antes do nascimento de Daenerys Targaryen, focando nos conflitos e na queda da Casa Targaryen.
O trailer mostra vários momentos da vida de Senor Abravanel, desde os dias como camelô nas ruas do Rio de Janeiro, passando pelo início do Baú da Felicidade, até os anos de sucesso como dono do SBT. Confira acima.
Intitulado “Sunrise, Sunset”, o capítulo vai ao ar no próximo dia 06 de setembro.
Confira:
“No chocante último episódio da terceira temporada, Nandor, Guillermo e Nadja deixaram Staten Island para seguirem caminhos diferentes enquanto Laszlo permaneceu em casa para cuidar da criatura que saiu do peito do Colin Robinson – o bebê Colin. Nessa temporada, os vampiros retornam para Staten Island apenas para encontrarem sua mansão na beira do colapso – e sem dinheiro para repará-la. Enquanto a busca eterna de Nandor por amor evolui, Nadja finalmente descobre o seu sonho de abrir a boate de vampiros mais sexy da área.
Laszlo luta enquanto tenta criar o Bebê Colin, tentando fazê-lo não se tornar um vampiro de energia. E até mesmo Guillermo se encontra em uma jornada emocional enquanto ele lida com seu amor por sua família.
Com locações assustadoras como o secreto Mercado da Noite, com mais monstros estranhos e convidados especiais surpreendentes, a quarta temporada de ‘O Que Fazemos nas Sombras‘ continuará a arrancar sangue e risadas. E, dessa vez, com um toque de renovação domiciliar.”
Vale lembrar que as três primeiras temporadas já estão disponíveis no Star+.
A trama segue três vampiros que vivem juntos: Laszlo (Berry), Nadja (Demetriou) e Nandor (Novak) – os dois primeiros são marido e mulher. Também morando com eles está um quarto vampiro chamado Colin Robinson (Proksch), que é um “vampiro energético”. Em vez de sangue, ele suga a energia de suas vítimas prendendo-as à morte com anedotas mundanas e piadas ruins. O escritório é seu campo de alimentação, mas seus poderes também funcionam em seus companheiros de vampiros. Suas vidas se complicam quando nossos três vampiros centrais percebem que um antigo líder vampiro chamado Barão está vindo para visitá-los do exterior, supostamente para ver como a conquista da América está indo.
‘Arcane’ tornou-se uma das produções mais aclamadas da Netflix e, agora, ela fez história na última edição do Emmy Awards 2022.
A primeira temporada, que foi extremamente elogiada pela crítica, conquistou a estatueta de Melhor Programa Animado na premiação. Este foi o primeiro show do gênero da plataforma a conquistar tal condecoração.
Ambientada na próspera região de Piltover e na oprimida cidade subterrânea de Zaun, a história explora as origens de duas campeãs icônicas e do poder que irá separá-las. Em meio ao conflito entre essas cidades-gêmeas, duas irmãs lutam em lados opostos de uma guerra entre tecnologias mágicas e convicções incompatíveis.
Beyoncé Knowles-Carter, um dos maiores nomes não apenas da música contemporânea, mas da história da indústria fonográfica, completa 41 anos no dia de hoje, 04 de setembro.
Dona de algumas músicas de maior sucesso de todos os tempos, Beyoncé começou sua carreira como membro do girl group Destiny’s Child, lançando-se à carreira solo a partir de 2003, com o lançamento de ‘Dangerously in Love’. Desde então, quebrou inúmeros recordes de vendas e de aclamação, eventualmente tornando-se a mulher mais premiada do Grammy Awards e consagrando um legado infindável e imortal.
Entretanto, nossa Queen B não tem uma carreira apenas na música, como também no cenário cinematográfico – já tendo participado de obras como ‘Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro’ e ‘O Rei Leão’.
Para finalizar nosso especial sobre essa performer icônica, separamos uma breve lista com cinco longas-metragens de que Beyoncé participou e/ou dirigiu (afinal, não poderíamos deixar ‘Black Is King’ de fora, não é?).
Veja abaixo as nossas escolhas:
AUSTIN POWERS EM O HOMEM DO MEMBRO DE OURO (2002)
Já fazem 3 anos desde o último confronto entre Austin Powers (Mike Myers) e seu arqui-inimigo Dr. Evil (Mike Myers), que fez com que Evil e seu comparsa Mini-Me (Verne Troyer) fossem levados à prisão. Entretanto, a dupla consegue escapar da penitenciária e, juntamente com Goldmember (Myers), elabora mais um arrojado plano de dominação mundial, que envolve uma viagem no tempo e ainda o sequestro de Nigel Powers (Michael Caine), pai de Austin e o mais renomado espião de todos os tempos. Austin também viaja no tempo para deter os planos do trio de vilões, reencontrando em 1975 uma antiga namorada, Foxxy Cleopatra (Beyoncé Knowles-Carter), que o ajudará em seus planos.
O primeiro filme da franquia ‘A Pantera Cor-de-Rosa’ foi lançado em 2006 e trouxe Steve Martin como Jacques Clouseau, um atrapalhado policial francês, que trabalha em uma pequena cidade. Após ser chamado a Paris, ele promovido a inspetor e fica encarregado de investigar a morte de Yves Gluant (Jason Statham), técnico de um time de futebol local. Logo após a morte de Gluant, foi roubado dele o diamante conhecido como Pantera Cor-de-Rosa, que estava em um anel. Aqui, Beyoncé interpreta a popstar Xania que era namorada de Gluant e que, como vemos no final do filme, é a verdadeira culpada pelo diamante ter desaparecido.
Detroit, década de 60. Curtis Taylor Jr. (Jamie Foxx) é um vendedor de carros, que sonha em deixar seu nome marcado no mundo da música. Ele deseja abrir sua própria gravadora, mas ainda não tem o formato e o produto certo para vender ao público. Curtis encontra o que procura ao conhecer o grupo The Dreamettes, formado pelas cantoras Deena Jones (Beyoncé), Lorrell Robinson (Anika Noni Rose) e Effie White (Jennifer Hudson). Elas se apresentam em um show de talentos local, usando perucas baratas e vestidos feitos em casa. Suas vidas mudam quando Curtis, já seu agente, consegue que elas façam o backup do show de James “Thunder” Early (Eddie Murphy), o pioneiro de um novo som em Detroit. Posteriormente o grupo alça voo solo, mudando de nome para The Dreams. Porém Curtis sabe que para alcançar o sucesso o grupo precisará apostar na beleza provocante e tímida de Deena, mesmo que tenha que deixar de lado a voz potente de Effie.
Derek (Idris Elba) trabalha como vice-presidente de uma conceituada empresa, é casado com Sharon (Beyoncé), com quem tem um filho, e acaba se mudar para uma casa confortável. Um dia, ao chegar no trabalho, ele conhece no elevador Lisa (Ali Larter), uma funcionária temporária. Eles trocam gentilezas e há um nítido interesse de Derek por ela. Lisa percebe e passa a se informar sobre a vida de Derek. Ela aproveita a festa de Natal da empresa para incentivá-lo a beber e então agarrá-lo. Entretanto, Derek se recusa a ter algo com ela e se afasta. Sem aceitar a situação, Lisa passa a persegui-lo cada vez mais.
O REI LEÃO (2019)
O remake em live-action de ‘O Rei Leão’ pode ter tido uma recepção mista por parte dos críticos internacionais, mas fez um sucesso gigantesco de bilheteria Na produção, Beyoncé foi escalada para dublar Nala, a melhor amiga de Simba (Donald Glover) e futuro interesse romântico do protagonista. Diferente da animação, Nala teve seu tempo de tela aumentado, principalmente para dar mais enfoque na carreira performática de Beyoncé – além de ter permitido que ela assinasse a canção original “Spirit” e ficasse responsável pela curadoria do álbum ‘The Lion King: The Gift’.
Em 2018, Beyoncé quebrou inúmeros recordes e foi extremamente ovacionada quando fez duas apresentações no icônico Festival Coachella, exaltando a cultura afro-americana e mostrando o processo criativo por trás das apresentações, revelando imagens de arquivo pessoal, além de explorar a riqueza de materiais-fonte compilados ao longo de toda arquitetura da performance, até o seu grandioso dia. Com vídeos que parecem ter sido feitos com uma câmera Super 8, a produção nos leva para dentro dos ensaios da Beyoncé com seus dançarinos, à medida que nos permite – gradativamente – adentrar sua vida.
Além de estrelar o filme musical ‘Black Is King’, Beyoncé também ficou a encargo da direção de uma das pérolas do ano e também da década. Em uma comovente jornada sinestésica e coming-of-age, a artista não se retém em nenhum momento: cada cena que constrói é uma joia audiovisual, seja para nos presentear com os diversificados panoramas do continente africano fora do espectro panfletário, seja para nos chocar com irreverências cênicas e reviravoltas que fogem do convencionalismo, arrancando metáforas de um âmago marcado pela amargura e pela necessidade de gritar. O traslado imagético que transpõe para breves 85 minutos retrai-se e expande-se com naturalidade aplaudível, dando um significado único ao que entendemos como “multiculturalismo”. Mas não se engane: apesar da bonança promovida pela atmosfera do longa-metragem, suas sequências são carregada com críticas veladas e ironias mascaradas que denunciam o que precisa ser denunciado – e o que já deveria ter entrado como pauta de discussão há muito tempo.
O terror ‘Não! Não Olhe!‘, novo filme do aclamado cineasta Jordan Peele (‘Corra!’), conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 150 milhões nas bilheterias mundiais.
Nos EUA, o longa arrecadou US$ 120.4 milhões – sendo o terceiro filme de Peele a ultrapassar US$ 100 milhões no país – após ‘Corra!‘ (US$176.1M) e ‘Nós‘ (US$175M). No mercado internacional, foram US$ 38.9 milhões.
Ao total, a produção já soma US$ 159.4 milhões mundialmente.
Vale lembrar que ‘Corra!‘ e ‘Nós‘ conseguiram superar a marca dos US$ 255 milhões nas bilheterias mundiais.
Sucesso! O filme de ação ‘Trem-Bala‘, estrelado pelo astro Brad Pitt (‘Era uma Vez em…Hollywood’), já arrecadou quase US$ 200 milhões nas bilheterias mundiais.
Nos EUA, o longa arrecadou US$ 87.3 milhões. No mercado internacional, foram US$ 109.5 milhões.
Ao total, a produção já soma US$ 196.8 milhões mundialmente.
Vale lembrar que o longa estreou internacionalmente com US$ 32.4 milhões através de 57 mercados – o que representa a melhor estreia internacional para um filme original desde ‘TENET‘.
“Ao contrário de muitos dos filmes recentes sobre assassinos e piadistas, ‘Trem-Bala‘ reconhece sua estranheza desde o início e ainda consegue conectar tantos pontos de forma criativa e com humor.” – Chicago Sun-Times.
“‘Trem-Bala‘ é confuso e repetitivo. É apenas um desastre de trem em movimento. O filme tem muitas estrelas famosas, mas no fim das contas tem pouca substância ou imaginação para uma comédia de ação.” – Culture Mix.
“Esta locomotiva desajeitada prova não ser nem hilariamente amoral nem violentamente agressiva. Ela faz uma grande comoção, em certos momentos mas na maioria das vezes apenas gira suas rodas.” – Screen International.
“A maior arma de ‘Trem-Bala‘ está na forma esculpida do astro Brad Pitt, que mais uma vez prova que ele é tão charmoso como um deus do cinema quanto um ator de comédia irônico e auto-depreciativo numa variedade de cenas engraçadas.” – Globe and Mail.
“Esse é mais um daqueles filmes que você assiste quando não tem nada melhor para fazer. Sabe quando os primeiros filmes de Tarantino encorajaram muitos cineastas a pensar que eles também poderiam fazer uma comédia rápida com sangue explícito, referências pop e uma maleta cheia de dinheiro? Então…” – The Wrap.
“A ação é de primeira classe, e Brad Pitte Aaron Taylor-Johnson estão se divertindo como nunca – e com todo aquele estilo hiperativo e violência caricata, você estará pronto para desembarcar em seu destino final.” – Empire.
“‘Trem-Bala’ é mistura caótica de referências japonesas e americanas misturas num tumulto exagerado, violento pra caramba e muito divertido.” – Punch Drunk Critics.
Baseada no livro Maria Beetle de Kotaro Isaka, a trama acompanha “cinco assassinos que se encontram em um trem-bala em movimento indo de Tóquio a Morioka, com apenas algumas paradas durante a viagem. Eles descobrem que suas missões não estão relacionadas entre si, mas a questão é: quem conseguirá sair do trem com vida e o que os espera na estação final?”.
No dia de hoje, 04 de setembro, celebramos o aniversário de um dos maiores nomes não apenas da música contemporânea, mas da história da indústria fonográfica: Beyoncé Knowles-Carter.
Dona de algumas músicas de maior sucesso de todos os tempos, Beyoncé começou sua carreira como membro do girl group Destiny’s Child, lançando-se à carreira solo a partir de 2003, com o lançamento de ‘Dangerously in Love’. Desde então, quebrou inúmeros recordes de vendas e de aclamação, eventualmente tornando-se a mulher mais premiada do Grammy Awards e consagrando um legado infindável e imortal.
Para continuar nosso especial sobre essa performer tão especial, elencamos os dez melhores videoclipes de sua carreira – de “Single Ladies (Put a Ring on It)” a “Formation”.
Confira as nossas escolhas e conte para nós qual o seu clipe favorito:
10. “BEAUTIFUL LIAR”
Direção: Jake Nava
Dando vida a uma das maiores colaborações femininas do século, “Beautiful Liar” é, de fato, uma música que marcou época e que, até hoje, é relembrada nas playlists dos ouvintes. A mistura de pop árabe e R&B uniu as forças de Beyoncé e Shakira ganhou uma nova camada com a chegada de Jake Nava no comando do videoclipe – cujo simples e prático conceito transformou-se em um orgasmo visual, recheado de simetria, química e uma inclinação apaixonante para a teatralidade.
9. “NAUGHTY GIRL”
Direção: Jake Nava
Atravessando décadas e mais décadas e pegando uma ou duas coisas emprestadas da icônica Donna Summer, Beyoncé fez um ótimo trabalho performático no videoclipe de “Naughty Girl”, single de seu álbum de estreia ‘Dangerously in Love’. Dirigido por Nava, a coreografia é inspirada por Cyd Charisse e Fred Astaire e exala uma química absolutamente incrível com Usher, além de emanar uma riqueza de detalhes e de bastante glitter que mantém o clipe como um dos melhores dos anos 2000.
8. “IF I WERE A BOY”
Direção: Jake Nava
Em uma das primeiras incursões pré-feministas da cantora, Beyoncé resolveu inverter os papéis de gênero com a canção “If I Were a Boy”. O single, pertencente ao álbum ‘I Am… Sasha Fierce’, veio acompanhado de um clipe comandado por Nava em que a performer vive uma oficial de polícia que não respeita seu parceiro romântico e parece distante da relação que criaram – adotando um tom condescendente que não é nada além do que sente na realidade, em que seu marido não demonstra qualquer presença ou empatia por ela.
7. “COUNTDOWN”
Direção: Adria Petty
Uma das canções mais conhecidas do álbum ‘4’, “Countdown”, não poderia receber um clipe que fosse menos que icônico. Além das habilidades de dança conhecidas de Beyoncé, toda a atmosfera construída por Adria Petty abraça a arte cinematográfica com paixão inegável, revivendo o clássico ‘Cinderela emParis’, estrelado por Audrey Hepburn, não apenas nas escolhas certeiras, mas na montagem frenética e na própria performance da cantora. Temos, aqui, o contraste de cores e uma sensual rendição sessentista que nos tira o fôlego desde os primeiros acordes.
6. “ALREADY”
Direção: Ibra Ake, Dafe Obro, Meji Alabi
Integrando o álbum ‘The Lion King: The Gift’ e o espetacular filme ‘Black Is King’, “Already” é um dos videoclipes mais importantes do século por trazer inúmeras referências da cultura africana ao mainstream, desde os passos de dança inspirados no povo Maasai aos estilos de cabelo inspirados nos povos Dinka e Mursi. Recheado de uma simbologia gigantesca, o clipe, comandado por Ibra Ake, Dafe Obro e Meji Alabi, merece estar nesta lista e posa como uma obra de arte aplaudível.
5. “PARTITION”
Direção: Jake Nava
A imagética de Nava são bastante conhecidas – e é claro que isso não seria diferente com o videoclipe de “Partition”. Exaltando a cultura voyeurística, o clipe em questão integra o lendário álbum ‘BEYONCÉ’ e traz elementos dos cabarés para uma sensual e empoderada protagonista que fala abertamente sobre sexualidade. Aqui, a artista vive uma dona de casa rica e entediada cujos desejos mais ardentes são mostrados através de flashes e de uma ode ao onírico e ao extravagante.
“Pretty Hurts” foi lançado como o quarto single oficial do álbum ‘BEYONCÉ’ e, obviamente, veio acompanhado de um incrível videoclipe dirigido por Melina Matsoukas. Infundido nas incursões estéticas dos anos 1980 e permeado por temas sobre a problemática dos padrões de beleza impostos pela sociedade, narrando sobre o que significa o conceito de “beleza” e trazendo Queen B como uma participante de concursos de beleza e mostrando a realidade exaustiva por trás da busca pela perfeição.
3. “HOLD UP”
Direção: Jonas Åkerlund
Jonas Åkerlund é um dos maiores diretores de videoclipes da contemporaneidade e, depois de ter trabalhado com Beyoncé na lendária colaboração “Telephone”, com Lady Gaga, foi recrutado pela Queen B para a impecável canção “Hold Up”. No clipe, que faz parte do álbum ‘Lemonade’, Beyoncé destrói diversos carros e câmeras de segurança com um taco de beisebol, trazendo referências a Janet Jackson e Pipilotti Rist e colocando a performer como uma versão materializada de Oxum, divindade iorubá da Umbanda e do Candomblé.
2. “SINGLE LADIES (PUT A RING ON IT)”
Direção: Jake Nava
Colaborando novamente com Nava, que já havia fornecido suas habilidades para os clipes de “Beautiful Liar” e “Crazy In Love”, Beyoncé protagonizou o icônico vídeo “Single Ladies (Put a Ring on It)”, single de seu icônico álbum ‘I Am… Sasha Fierce’, de 2008. Vencedor do Vídeo do Ano no VMA, a obra incorpora a coreografia J-Setting e traz referências a Bob Fosse e Gwen Verdon. A maior conquista do clipe, sem sombra de dúvida, é sua estrutura elegante e minimalista, que foi feita com baixíssimo orçamento e, rapidamente, alcançou um status icônico.
1. “FORMATION”
Direção: Melina Matsoukas
Assim como na nossa lista das 10 Melhores Músicas de Beyoncé, “Formation” também ocupa o primeiro lugar da nossa lista – e não poderia estar em nenhum outro lugar. O icônico videoclipe, considerado um dos mais bem produzidos da história, foi dirigido por Matsoukas e causou comoção significativa à época de seu lançamento – chegando a invocar a ira da sociedade conservadora por suas mensagens poderosas e a exaltação da cultura negra (ora, até mesmo membros do governo canadense queriam banir o clipe pelo que ele representava).
Ambientado em Nova Orleans, a narrativa descreve a variedade e a heterogeneidade da cultura afroamericana sulista, incluindo o Mardi Gras, os cowboys negros e vários outros. Além de ser objeto de estudo de diversos pensadores contemporâneos (ao lado do álbum a que canção pertence, ‘Lemonade’), a obra ganhou dezenas de prêmios e merece ser apreciada em sua completude.
O filme é descrito como uma “história de amor” e é ambientado “em torno de um lindo e antigo cinema, na costa sul da Inglaterra, nos anos 1980”. Mais detalhes sobre a produção estão sendo mantidos sob segredo.
Colman é considerada uma das melhores atriz da atualidade e recebeu imenso aclame por parte da crítica e do público por seus papéis na minissérie ‘The Night Manager’, que lhe rendeu um Globo de Ouro e uma indicação ao Emmy Awards; pelo drama de época ‘The Crown’, que também lhe rendeu um Globo de Ouro e outra indicação ao Emmy; e pela ovacionada produção ‘A Favorita’, que lhe garantiu um Oscar, um Globo de Ouro e um BAFTA de Melhor Atriz. Ela também co-estrela o recente ‘Meu Pai’ ao lado de Anthony Hopkins.
Mendes, por sua vez, é um conhecido cineasta que ficou responsável por alguns dos filmes mais bem recebidos dos últimos anos, incluindo ‘007: Operação Skyfall’ e o épico de guerra ‘1917’, que lhe rendeu indicações ao Oscar de Melhor Direção, Melhor Roteiro Original e Melhor Filme.
‘Império da Luz’ fez sua estreia oficial no Festival de Telluride, no último dia 03 de setembro, e chega em breve ao Brasil.
Uma pequena cidade no nordeste dos Estados Unidos e uma reserva de nativos-americanos veem o mundo virar de cabeça para baixo quando uma lenda local e que empresta seu nome ao vilarejo, Nathan Rutherford (Helms), luta contra a remoção de uma estátua histórica.
A era digital ajudou a tornar tênue aquela linha que separa os famosos e poderosos do restante da população. Em um tempo onde todos parecem mais descuidados – frequentemente expondo seus estilos de vida, seus hábitos e gostos na internet -, desmascarar pessoas públicas se tornou uma espécie de fascínio social.
Entre exposés de youtubers e influencers que pregavam o #FicaemCasa e furavam a pandemia e outras polêmicas e bombásticas revelações envolvendo grandes artistas, o que antes era tão especulado a respeito das vidas secretas das celebridades no auge da Era de Ouro de Hollywood, hoje se tornou uma curiosidade facilmente descoberta em uma rápida busca no Google. Com mais acesso à informação e a possibilidade de todos terem uma voz, histórias pavorosas como a de Armie Hammer passaram de insanas fake news para “isso pode realmente ter acontecido”.
E House of Hammer: Segredos de Famíliachega ao streaming Discovery+ como fruto de uma fagulha que se acendeu em uma misteriosa conta do Instagram chamada House of Effie. Inicialmente anônimo, o perfil reunia acusações impressionantes de estupro, canibalismo e abuso emocional envolvendo um dos homens mais belos, desejados e talentosos de Hollywood.
Surgindo pouco depois da confirmação de que as alegações de abuso sexual contra Justin Bieber eram falsas, o cenário cultural não estava tão convencido de que Hammer seria capaz de tais atrocidades. Mas o surgimento de novos depoimentos tornou inevitável o levantar de sobrancelhas da opinião pública. E diante de tanto escrutínio, uma pergunta ecoava dentro e fora do universo virtual: Seria Armie Hammer um abusador canibal?
Embora existam muitas acusações e diversas mensagens de texto bem gráficas envolvendo seu nome, é necessário afirmar que tudo ainda segue sendo visto como especulações e alegações. Com investigações ainda em andamento e sem qualquer indiciamento de Armie Hammer, não é possível atestar sua real criminalidade. Ainda assim, é impossível dar às costas às dolorosas inúmeras revelações feitas por Courtney Vucekovich, Paige Lorenze e Effie.
E House of Hammer tenta compreender quem o artista se tornou, olhando para sua ancestralidade e o ostensivo histórico dos patriarcas de sua casa. Elli Hakami e Julian P. Hobbs fazem de sua minissérie documental uma análise clínica sobre a raiz do mal, buscando informações e pequenos grandes segredos que envolvem o magnata do petróleo Armand Hammer e toda a sua prole.
E mesmo sem qualquer condenação – exceto a garantia comprovada de que Armand se envolveu no escândalo do Watergate e que manipulava todos à sua volta com ostensiva vigilância e subornos -, o documentário é uma experiência importante, pois nos leva aos átrios de uma excêntrica família aparentemente forjada na agressão doméstica, corrupção, abuso de drogas e violência sexual, física e emocional. Mostrando que ninguém nasce mau, mas torna-se perverso a partir de sua criação, gradativamente conseguimos entender as origens de tanta misoginia estampada em mensagens explícitas enviadas por Hammer. Com informações valiosas que sinalizam um alerta vermelho em qualquer um, a produção tenta montar um quebra-cabeça de todas as pequenas peças rastreáveis deixadas por Armie Hammer ao longo dos anos.
Além de trazer à tona sua conta privada do Instagram, onde ele compartilhava sem qualquer pudor o seu abuso de drogas, práticas sexuais perigosas e comportamento perturbador, a minissérie busca dar voz às supostas sobreviventes, que entre lágrimas e insegurança expõe algumas de suas experiências vividas ao lado do belo ator.
Seus depoimentos são validados por Casey Hammer, neta de Armand Hammer, sobrevivente de estupro por parte de seu pai Julian Hammer e tia de Armie Hammer. Relatando sua própria experiência como a ovelha negra da família – que decidiu expor os homens de sua casa em uma antiga biografia até então desconhecida -, ela não se surpreende com as acusações e entende de qual fonte Armie bebeu.
Testemunha ocular de uma sucessão de comportamentos perniciosos, ela é a única consciente dentro de um lar que parece uma caricatura da família Roy da série Succession. E ao longo de três episódios de uma hora de duração, a minissérie da Discovery+ mais sacia nossa curiosidade do que realmente responde nossas perguntas. Incompleto por ser unicamente calcado em alegações, este não é o documentário definitivo sobre o ator mais controverso da atualidade.
Surgindo dentro do hype de toda a confusão envolvendo o seu nome, ele é uma oportunidade genuína das supostas vítimas terem o respaldo e a segurança que precisam para compartilhar seus traumas. Angustiante e com sérios indicativos de que as acusações são verdadeiras, House of Hammer: Segredos de Família é ainda um alerta de que hoje nenhum segredo hollywoodiano nojento permanecerá escondido por muito tempo. Que isso sirva de lição para aqueles que ainda praticam suas maldades nas sombras da impunidade.
Zé Arigó (Dalton Mello) era um homem simples que morava junto com a sua esposa Arlete (Juliana Paes) em Congonhas, Minas Gerais. Durante a década de 50, uma época em que a religião espírita não era tão conhecida e respeitada no país, Arigó tornou-se um símbolo de esperança através de cirurgias e curas espirituais.
É unânime: a novela ‘Pantanal’ se tornou um dos maiores sucessos da Rede Globo, mesmo sendo uma adaptação de uma versão anterior. São muitos os personagens que fazem a cabeça do povo: o peão Trindade e seu pacto com o cramulhão, a Maria Bruaca e força feminina para dar um basta à violência doméstica, e, claro, Juma Marruá, a mulher que vira onça e não leva desaforo pra casa. A bem da verdade é que se sairmos dos centros urbanos e adentrarmos no interior dos países, encontramos muitas Jumas espalhadas por aí, vivendo e sobrevivendo, apesar do mundo. E a história de uma dessas ‘Jumas’ chega na próxima semana aos cinemas no filme ‘Um Lugar Bem Longe Daqui’.
Na década de 1950, na pacata Barkley Cove, rodeada por pântanos por todos os lados, vive a família Clark. Eles moram numa casa isolada às margens do brejo e longe da cidade. O pai, (Garret Dillahunt) é um cara violento e começa a agredir a família. Então, a mãe (Ahna O’Reilly) decide ir embora, e, aos poucos, todos os outros três filhos também vão embora, exceto Kya Clark (Jojo Regina). Com o passar do tempo, também o pai parte, e a pequena fica completamente só, vendo-se obrigada a ter que aprender a se virar. É nessa época que conhece o pequeno Tate (Luke David Blumm) e o casal Mabel (Michael Hyatt) e Pulinho (Sterling Macer Jr.), donos da mercearia. Assim se passam mais de dez anos na vida de Kya (Daisy Edgar-Jones), isolada do convívio social, tornando-se uma espécie de lenda local na cidade, chamada de “A Garota do Brejo”. Tudo ia bem na vida da jovem, até um homicídio ocorrer na cidade e a polícia local culpá-la do ocorrido.
‘Um Lugar Bem Longe Daqui’ é desses filmes deliciosos que você nem vê o tempo passar, tamanha a desenvoltura do roteiro de Lucy Alibar, construindo cenas envolventes que costuram o enredo de maneira muito competente, desenvolvendo os personagens e a história no tempo certo. Ajuda muito, claro, o fato de a história ser baseada no livro de Delia Owens (lançado no Brasil pela editora Intrínseca), e do livro ter participado do clube do livro daReese Witherspoon, que é a produtora executiva do longa. Ainda bem, pois o empenho da atriz em tornar esse projeto realidade fez toda a diferença para que a história ganhasse o apoio necessário.
E é mesmo uma história muito emocionante, que merecia ganhar as telonas. A direção de Olivia Newman emprega sentimento em cada sequência, tirando o melhor do seu elenco que imprime os sentimentos certos para que o espectador tenha muito claro de quem deve gostar. As tomadas aéreas na natureza, explorando as sombras e as luzes, o movimento dos animais, tudo isso é transposto no longa de maneira imersiva e envolvente, transportando-nos para aquele mundo de Jumas Marruás vivendo sozinhas no meio do mato lutando pelo simples direito de serem deixadas em paz por Joves, Leôncios e companhia.
Com música inédita de Taylor Swift, ‘Um Lugar Bem Longe Daqui’ tem cheirinho de Oscar, misturando drama e suspense em uma história bem construída e humana. Leve seu lencinho para o cinema.
Kya é uma garota abandonada, que teve que se criar sozinha no brejo da Carolina do Norte. Por anos, rumores da “Menina do Brejo” assombraram Barkley Cove, isolando a afiada e inteligente Kya de sua comunidade. Atraída por dois jovens na cidade, Kya se abre para um mundo novo e estimulante, mas quando um deles é encontrado morto, ela é imediatamente considerada a principal suspeita. Conforme o caso vai se desdobrando, a verdade sobre o que aconteceu se torna cada vez mais nebulosa, ameaçando revelar os muitos segredos que existem no brejo.
» O longa é baseado no romance homônimo de Delia Owens;
» A produção terá uma música original da Taylor Swift;
» Lucy Alibar assina o roteiro da adaptação;
» Tendo vendido mais de 2 milhões de cópias, o livro figura nas listas de best-sellers dos Estados Unidos desde seu lançamento em 2018. O sucesso do romance foi tanto que Reese Witherspoon o integrou ao seu clube literário, sendo responsável pela produção do longa-metragem;
‘Pearl‘, pré-sequência de ‘X – A Marca da Morte’ estrelada por Mia Goth, chega em breve aos cinemas de todo o mundo – e já está sendo elogiado pela crítica internacional.
No Rotten Tomatoes, o longa-metragem abriu com 78% de aprovação, com nota 7/10 baseada em 9 reviews até o momento. Como a contagem de críticas ainda é baixa, é bem provável que a porcentagem mude nos próximos dias.
Dentre os comentários, os especialistas rasgaram elogios para a atuação de Mia Goth, que reprisa o papel titular, apesar de dizerem não ser tão original quanto o filme predecessor.
Confira:
“‘Pearl’ acaba realçando ‘X’ um pouco ao essencialmente narrar toda a repressão e os eventos que deixaram Pearl louca. Mas não sem seus próprios problemas” – Collider.
“Talvez eu não devesse ter gostado tanto de ‘Pearl’ quanto eu gostei: mas é inteligente, ágil, tenebroso e brutalmente bem atuado. Uma joia” – The Guardian.
“É uma conquista impressionante da arte fílmica, mas uma que não revela nada de novo” – IndieWire.
“Um retrato arrepiante de mais uma jovem cobiçando por uma vida melhor do que a que tem, tornando-se uma companhia divertida a ‘X’” – THR.
“‘Pearl’ se sustenta por conta própria, uma divertida ‘Imitação da Vida’ cheia de referências internas a clássicos do terror” – Variety.
Relembre o trailer:
O filme estreia em breve no Brasil.
O diretorTi West afirmou estar desenvolvendo o roteiro do terceiro filme.
“Sou muito grato à A24 por ter tido a oportunidade de fazer isso. Uma das partes mais legais desse filme é a noção que há algo maior por trás de tudo isso. O que eu posso dizer sobre [a pré-sequência] ‘Pearl’, que nós já filmamos, é que será focada nessa personagem. Nós iremos descobrir mais sobre ela. Terá uma estética muito diferente de ‘X’. Eles poderão ser assistidos de forma independente, mas os dois filmes se completam de uma forma específica.”
Ele completa, “O terror ‘X’ é influenciado pelos filmes independentes dos anos 70, enquanto ‘Pearl’ irá abordar uma era muito diferente do cinema. Se tivermos a chance de fazermos o terceiro filme, ele também será inspirado por uma era diferente.”
Em 1979, um grupo de cineastas viajam até a zona rural do Texas para gravar um filme adulto, mas sua anfitriã reclusa os pega no ato e eles logo precisam lutar desesperadamente por suas vidas.
Em 1831, durante a travessia do Atlântico em uma fragata inglesa rumo à Europa, Pedro, o ex-imperador do Brasil, busca forças físicas e emocionais para enfrentar o irmão, que usurpou seu reino em Portugal. Pedro se vê doente e inseguro. Ele entra na embarcação em busca de um lugar e de uma pátria. Em busca de si mesmo.
Eve Vernet foi a maior criadora de rosas. Hoje, está à beira da falência, prestes a ser comprada por um poderoso concorrente. Véra, sua fiel secretária, acha que encontrou uma solução ao contratar três presidiários que tentam se reinserir na sociedade, mas que não tem nenhum conhecimento de jardinagem. Enquanto quase tudo os separa, eles embarcam juntos em uma aventura singular para salvar a pequena fazenda.
Curiosidades:
» Além de dirigir, Pierre Pinaud também assina o roteiro ao lado de Fadette Drouard;
A Dra. Alithea Binnie é uma acadêmica – contente com a vida e uma criatura da razão. Enquanto em Istambul participando de uma conferência, ela encontra um Djinn que lhe oferece três desejos em troca de sua liberdade. Isso apresenta dois problemas. Primeiro, ela duvida que ele seja real e, segundo, por ser uma estudiosa de histórias e mitologia, ela conhece todas as histórias de advertência sobre desejos que deram errado. O Djinn defende seu caso contando histórias fantásticas de seu passado. Eventualmente, ela é seduzida e faz um desejo que surpreende os dois.
O período imperial brasileiro até hoje desperta muita curiosidade para a nossa população – e mesmo no exterior, uma vez que ainda há muita gente que não sabe que no Brasil se fala português como língua oficial. Embora a temática e o período histórico já tenham sido bastante (e quase que exaustivamente) abordados no formato de novela histórica na tv aberta, pouco desse tema foi levado às telonas. Na contramão do que vinha sendo trazido ao público brasileiro, ‘A Viagem de Pedro’ é um longa-metragem imersivo, que pôde ser visto pelo público previamente durante o Festival do Rio2021 e a Mostra de Cinema de São Paulo2021 e tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros em 2022.
O ano é 1831. O então imperador do Brasil, D. Pedro I (Cauã Reymond) se vê obrigado a retornar à Europa, pois seu irmão. D. Miguel (Isac Graça), ameaça tomar o trono de Portugal para si, uma vez que os próprios portugueses estariam desgostosos com o abandono da família real ao território português. Por conta disso, D. Pedro I embarca numa viagem pouco planejada, bastante às pressas, e deixa para trás não só o grande amor de sua vida, Domitila (Rita Wainer), mas também seu filho, D. Pedro II, que fica no Brasil sozinho, sendo ainda uma criança. Mas essa viagem, que é mais uma fuga do que um passeio, irá despertar diversas percepções no imaginário do monarca.
Em cerca de uma hora e meia de duração, ‘A Viagem de Pedro’ não é um filme comum. A produção de Laís Bodanzky não obedece aos padrões narrativos conhecidos, criando um filme que é uma espécie de documentário ficcional. Uma vez que o período imperial e colonial são conhecidos pelo povo brasileiro quase que inteiramente a partir dos registros escritos feito por europeus e seus descendentes (resgatados por pesquisadores e historiadores), mas cujos detalhes não chegam ao grande público nem mesmo durante o período escolar (não dá nem tempo né, são muitas matérias para estudar), ao trazer uma parte da história brasileira, ainda que com a liberdade da ficção, a diretora presta um grande serviço ao país, iluminando este episódio nublado do período imperial.
Escrito pela diretora, ‘A Viagem de Pedro’ é um filme experimental que mistura diversas técnicas de filmagem e de narrativa, ora indo para o teatro, ora documentando, ora, ainda, flutuando no fantasmagórico, na fantasia e no misticismo, num embate entre a branquitude e o orgulho imperial. Cauã Reymond despe o imperador dos seus inúmeros sobrenomes e entrega um protagonista confuso, paranoico, a beira do surto, doente e disposto a se agarrar nas religiões de matriz africana para blindar seu destino. E quem disse que não teria sido assim? De quebra, ainda contracena com sua filha da vida real, Sofia, que faz uma breve participação no filme.
‘A Viagem de Pedro’ é uma experiência cinematográfica que alcança a expectativa gerada desde o anúncio de sua filmagem. Com ares de superprodução, porém com baixo orçamento e parceria com a Marinha, o longa contribui para desconstruir a imagem da família imperial perfeita e intocável, colocando-a, felizmente, dentre o mundo dos mortais.