Sucesso! Em menos de um mês, a sequência ‘Avatar: Fogo e Cinzas‘ conseguiu ultrapassar a marca de US$ 1.2 bilhão nas bilheterias mundiais.
O longa conseguiu ultrapassar a arrecadação total do live-action de ‘Lilo & Stitch‘, subindo para o TOP 3 dos maiores lançamentos de 2025 – atrás apenas das animações ‘Ne Zha 2: O Renascer da Alma‘ (US$2.2B) e ‘Zootopia 2‘ (US$1.6B).
Além disso, a continuação se tornou o primeiro filme a permanecer quatro finais de semanas consecutivos no topo das bilheterias norte-americanas desde ‘Barbie‘, em 2023.
Nos EUA, o longa soma US$ 342.5 milhões. Internacionalmente, foram US$ 888 milhões – o que representa 72% da arrecadação total.
O TOP 5 dos maiores mercados internacionais conta com a China (US$137.9M), França (US$91.7M), Alemanha (US$73.7M), Coreia (US$48.5M) e Reino Unido (US$48M).
Ao total, o longa já arrecadou US$ 159 milhões mundialmente em IMAX.
Lembrando que ‘Fogo e Cinzas‘ abriu com US$ 345 milhões bilheterias mundiais, o que representa a segunda maior estreia do ano – atrás apenas de ‘Zootopia 2‘ (US$556M).
Nos EUA, o longa arrecadou US$ 88 milhões em seu primeiro final de semana. Para termos de comparação, o terceiro filme conseguiu superar a abertura do longa original no país, mas ficou muito abaixo da estreia de ‘O Caminho da Água‘ (US$134M).
Com 68% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o longa recebeu uma nota A do público no CinemaScore. Esta é a mesma média de aprovação dos filmes anteriores, o que indica que, ao contrário dos críticos, os espectadores ainda não se cansaram do fantástico universo de Pandora.
‘Avatar: Fogo e Cinzas’ segue em exibição nos cinemas nacionais!
Na trama, décadas após o primeiro contato da humanidade com Pandora, uma nova expedição retorna para coletar o que restou dos recursos do planeta — apenas para descobrir que a espécie alienígena está se preparando para contra-atacar a Terra.
O elenco ainda conta com Erika Marks, Jordan Iverach, Biagio Castelo e William McNamara.
Está chegando a hora de começar o primeiro festival de cinema no Brasil – e estamos ansiosos! Com uma programação maravilhosa, que reúne cerca de 140 filmes, a Mostra de Cinema de Tiradentes 2026 promete ser um dos festivais de cinema mais impactantes deste ano! De 23 a 31 e janeiro, o público que estiver na histórica cidade mineira poderá conferir um recorte profundo e importante do nosso cinema.
A atriz Bruna Linzmeyer foi a grande homenageada na edição 2025 da Mostra de Cinema de Tiradentes. Foto Leo Lara/Universo Produção
Em meio a essa vasta lista, que inclui muitos filmes inéditos, uma obra se destaca. Vencedor do principal prêmio da última edição do Festival do Rio e ainda inédito no circuito exibidor, o longa-metragem Pequenas Criaturas, escrito e dirigido por Anne Pinheiro Guimarães é um projeto encantador que busca a comunicação com o público através de um roteiro envolvente, com personagens complexos e fascinantes, reunindo fragmentos de uma família dentro de recortes geracionais que se entrelaçam pelas amarguras do presente.
Ambientada numa Brasília de quase quarenta anos atrás, conhecemos Helena (Carolina Dieckmann) e seus dois filhos – uma criança e um adolescente – que chegam à capital do Brasil e se mudam para um prédio numa região central. Frustrada pela partida do marido, que logo viaja a negócios, ela se vê perdida e aflita, enquanto marcas do passado e inesperadas aventuras do presente se chocam, nos levando a um recorte cheio de conflitos, não só pra ela, mas para seus dois filhos.
Sob os três olhares desse núcleo familiar, as amarguras do presente logo se chocam com o acaso e o inusitado. A solidão, as perdas, os medos, os perigos, as travessuras, o cuidar, a vida e a morte, se tornam elementos jogados em uma tempestade de sensações que nos entrega uma obra atemporal, vibrante e capaz de deixar marcas em nossos corações.
Este é o segundo longa-metragem como diretora de Anne Pinheiro Guimarães. Em 2022 co-dirigiu o filmeTranse, ao lado de Carolina Jabor. A cineasta reside em Los Angeles, é membro da WGA (sindicato dos roteiristas americanos) e, entre alguns outros trabalhos no mundo do cinema, realizou há 20 anos o curta-metragem Desejo, que traz no elenco Roberta Rodrigues, Lázaro Ramos e Wagner Moura.
O Globo de Ouro acontece hoje, à partir das 22 horas, com exibição na HBO Max e na TNT.
Este ano, a premiação também será transmitida ao vivo pela TV Globo, após o fim do Fantástico.
O CinePOP fará uma live no YouTube sobre os possíveis vencedores, das 19h às 20h.
Confira abaixo:
O evento visa premiar o melhor do cinema e da televisão do ano passado, e conta com diversos títulos que se tornaram os favoritos do público e da crítica, incluindo o aclamado drama brasilero ‘O Agente Secreto’, que conquistou três indicações.
Para prepará-lo para a cerimônia, preparamos uma breve matéria apresentando os longas-metragens indicados a drama e a comédia/musical – e que devem aparecer nas próximas premiações também.
O longevo projeto de Guillermo Del Toro, ‘Frankenstein’, surpreendeu a todos por honrar o legado de Mary Shelley e seu romance homônimo que deu início à literatura moderna. Estrelado por Oscar Isaac, Jacob Elordi e Mia Goth, a adaptação encontrou sucesso em um estilo épico de terror e ficção científica que explorou a natureza humana e a condição autodestrutiva do homem ao nos apresentar a Victor Frankenstein, um cientista ambicioso que desejava vencer a morte, trazendo uma poderosa, perigosa e imortal criatura à vida.
Estrelado por Jessie Buckley e Paul Mescal em papéis definidores de suas carreiras, ‘Hamnet – A Vida Antes de Hamlet’ é um poderoso drama de época que traz o melhor de Chloé Zhao à tona em uma inspiradora e memorável trama. A trama é centrada em de Agnes – a esposa do escritor mais famoso do mundo, William Shakespeare – enquanto ela luta para aceitar a perda de seu único filho, Hamnet. O romance traça as consequências emocionais, familiares e artísticas dessa perda, trazendo à vida uma história humana e emocionante como pano de fundo para a criação da peça mais famosa de Shakespeare, ‘Hamlet’.
Um dos filmes mais aclamados do ano passado, que conquistou prêmios importantes nos principais festivais ao redor do planeta, ‘O Agente Secreto’ marcou presença em uma das principais categorias do Globo de Ouro – além de render a Wagner Moura uma indicação a Melhor Ator em Filme de Drama. A trama acompanha Marcelo, que decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. Marcelo chega na capital pernambucana em plena semana de Carnaval e percebe que atraiu para si todo o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, ele começa a ser espionado pelos vizinhos. Inesperadamente, a cidade que ele acreditou que o acolheria ficou longe de ser o seu refúgio.
Joachim Trier construiu a obra-prima de sua carreira com o potente drama ‘Valor Sentimental’, um dos principais títulos cotados para o Oscar. A trama traz RenateReinsve interpreta Nora, uma bem-sucedida atriz de teatro que, junto com sua irmã Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas), se reúne com seu pai, Gustav Borg (Stellan Skarsgård) – um ex-renomado diretor de cinema que está planejando um grande retorno com um roteiro baseado em sua própria família. Quando Gustav oferece a Nora o papel principal, que ela prontamente recusa, ele volta sua atenção para Rachel Kemp (Elle Fanning), uma jovem e ambiciosa estrela de Hollywood pronta para sua grande estreia. Com as dinâmicas tensas entre eles ainda mais complexas, Nora, Agnes e Gustav são forçados a confrontar seus passados difíceis.
Explorando as feridas abertas do Irã marcado por uma autoritária e opressiva teocracia, Jafar Panahi rodou o potente e marcante drama ‘Foi Apenas um Acidente’ sem autorização do governo, colocando-se em perigo para eternizar um dos melhores filmes de 2024. Na trama, quando o mecânico Vahid encontra por acaso o homem que acredita ter sido seu torturador na prisão, ele o sequestra decidido a se vingar. A única pista sobre a identidade de Eghbal é o som peculiar de sua perna protética, e Vahid, então, recorre a um grupo de vítimas libertas em busca de confirmação.
Quando Ryan Coogler anunciou que estava trabalhando em um projeto de terror envolvendo vampiros, tornou-se claro que o projeto poderia ou se tornar um sucesso absoluto, ou um fracasso retumbante. Felizmente, a habilidade artística do cineasta transformou ‘Pecadores’ não apenas no melhor filme do gênero do ano, mas um dos melhores da década, voltando aos anos 1930 e nos engolfando em uma jornada pela sobrevivência regada a atuações irretocáveis de Michael B. Jordan, Wunmi Mosaku, Hailee Steinfeld e o aclamado cantor e compositor Miles Caton.
Explorando a estupidez humana ao retratar com ironia a decadente popularização das teorias conspiratórias e das fake news, Yorgos Lanthimos voltou com uma de suas melhores obras com ‘Bugonia’. A tragicomédia satírica estrelada por Emma Stone e Jesse Plemons, e baseado no clássico ‘Save The Green Planet!’, é mais uma entrada fabulosa a uma filmografia exemplar, e centra em uma dupla de teóricos da conspiração que sequestram a CEO de uma importante empresa farmacêutica, crentes de que ela, na verdade, é a rainha de uma raça alienígena que pretende dominar o planeta.
Em ‘Nouvelle Vague’, Richard Linklater constrói uma carta de amor à lendária estreia de Jean-Luc Godard, ‘Acossado’, que anunciou a chegada da nouvelle vaguefrancesa e que revolucionou a maneira como fazemos, assistimos e pensamos sobre cinema. Recriando meticulosamente as circunstâncias de sua criação no espírito jovial de seu material original, Linklater se uniu a Guillaume Marbeck e Zoey Deutch no elenco, estrelando como Godard e Jean Seberg.
‘Blue Moon’, estrelado por Ethan Hawke, se passa em grande parte em 31 de março de 1943, a noite de estreia de ‘Oklahoma!’. A peça é a primeira escrita pela dupla Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II e se tornará um sucesso de crítica e público. Quem não está nada feliz com isso é o lendário letrista Lorenz Hart que, fugindo do teatro, acaba amargurado no bar Sardi onde acontecerá a festa de celebração. Ao lado de um simpático barman, que empresta seu ouvido e seus conselhos, Hartz reclama de ter sido abandonado pelo antigo parceiro criativo Rodgers e do sucesso que ele tem cultivado sem ele. Blue Moon acompanha a depressão e os problemas com alcoolismo de Hartz enquanto explora as trapaças e as artimanhas do showbiz.
Depois de ter codirigido a dramédia satírica ‘Joias Brutas’ ao lado do irmão, Josh Safdie continou explorando uma identidade muito específica e peculiar com ‘Marty Supreme’. Aliando-se a Timothée Chalamet em um dos melhores papéis de sua expressiva carreira, Safdie constriu uma obra-prima cinematográfica infundida com esteroides que não nos deixa respirar por duas horas e meia de puro cuidado estético e técnico. A trama acompanha Marty Mauser, um jovem jogador de tênis de mesa com uma ambição desmedida que está pronto para tudo para realizar seu sonho e provar ao mundo inteiro que nada é impossível para ele.
UMA BATALHA APÓS A OUTRA
Marcando mais uma magnífica entrada à filmografia de Paul Thomas Anderson, ‘Uma Batalha Após a Outra’ é um ácida comédia satírica de ação que reitera a constante reinvenção da própria arte cinematográfica. Estrelado pelo Leonardo DiCaprio, o longa segue o ex-revolucionário Bob, que vive recluso com sua filha Willa (Chase Infiniti) e é forçado a reviver seu passado radical quando seu antigo inimigo, o sádico Coronel Lockjaw (Sean Penn), ressurge e ameaça sua família, desencadeando uma missão frenética de resgate e acerto de contas em um cenário distópico e paranoico.
A ÚNICA SAÍDA
Depois de ter comandado os aclamados ‘A Criada’ e ‘Oldboy’, Park Chan-wook voltou com força à sétima arte com o thriller satírico ‘No Other Choice’, uma reflexão pesarosa e iminente sobre o corporativismo predatório e a forma como somos condicionados a um sucesso inalcançável que nos drena de qualquer senso de moral e ética. O filme, carregado de influências de títulos como ‘O Talentoso Sr. Ripley’ e funcionando como uma gloriosa adaptação do romance de Donald E. Westlake, é apenas o que podemos considerar o melhor e mais inesperado suspense do ano, que acerta todas as marcas e foi selecionado como representante da Coreia do Sul na atual temporada de premiações.
Vivemos em uma época onde as possibilidades de assistir a um conteúdo audiovisual de qualidade estão ao alcance de um simples clique. Espalhados pelos streamings disponíveis no Brasil, séries, reality shows e filmes não faltam, fazendo com que estejamos sempre atentos a boas dicas. Para você que está à procura do que assistir, segue abaixo um monte de opções interessantes e bem variadas:
Nesse belíssimo filme, acompanhamos a trajetória de vida de um humilde lenhador marcada por acontecimentos impactantes, entre a felicidade e as perdas.
Abordando muitos detalhes de um julgamento – onde todos são atores exceto um dos jurados -, acompanhamos uma ideia inusitada, que mistura reality show e pegadinha, se tornando um dos projetos mais criativos do universo dos streamings em 2023.
De Férias com Você (Netflix)
Dois amigos de longa data, que se encontram anualmente para férias em lugares que nunca visitaram, começam a se questionar sobre a relação que vivem.
Disponível no streaming Universal+ – um daqueles que tem dentro das parcerias do Prime Video – o intrigante The Traitors nos leva para uma instigante caça às mentiras, quase um jogo de tabuleiro, ao melhor estilo ‘Detetive’, da vida real. Tem de tudo! Traições, assassinatos de mentirinha, lavagem de roupa suja, reviravoltas inacreditáveis, discussões, dilemas, jogando numa linha tênue o espírito competitivo – de entender por completo que é um jogo – e as emoções ligadas às questões morais que pulsam em emoções intensas.
Ed (Alan Ritchson) é um pai e marido amado. Quando a esposa parte precocemente, o tempo passa e uma de suas filhas é diagnosticada com uma doença que exige um transplante urgente. Com as conta hospitalares e custos diários aumentando, entra em sua vida Sharon (Hilary Swank), uma cabelereira com marcas no passado e por seus problemas com o alcoolismo. Sensibilizada pela situação da família de Ed, Sharon vai atrás de soluções, se tornado peça-chave de alguns milagres.
Baseado em um vídeo viral e também na série de ficção Round 6, chegou ano passado na Prime Video um reality show empolgante que leva competidores vindos de todos os lugares dos Estados Unidos na busca por um prêmio milionário. Mas a tarefa não é nada fácil! Provas em grupo, elos e confianças sendo quebrados, sorte, inteligência emocional são algumas das variáveis que encontramos em Beast Games. A segunda temporada já começou a chegar, nesse início de 2026.
Um fenômeno global que ganhou segmentos em muitos país, o reality show The Circle coloca jogadores e suas estratégias para criar alianças e usar (ou não) perfis falsos, se apoiando em ações totalmente virtuais, para chegar ao prêmio.
Marissa (Sarah Snook) é uma empresária bem-sucedida que leva uma vida confortável ao lado do marido, o investidor Peter (Jake Lacy), na cidade de Chicago. No entanto, toda a aparente perfeição e sucesso da família é colocado em xeque quando o filho do casal é sequestrado por uma mulher misteriosa. A partir desse ponto, pessoas próximas ao casal passam a se tornar suspeitas, nos guiando para desenrolares bombásticos que afetam a vida de todos os personagens.
Ao longo de oito temporadas, conhecemos Vince, um jovem ator que se torna um badalado artista em Hollywood. Vivendo fases de altos e baixos na carreira, está sempre cercado dos amigos de infância e do indecifrável Ari Gold (seu agente).
Allison (Florence Pugh) é uma mulher de 26 anos que está em um momento muito feliz, prestes a se casar com o grande amor de sua vida. Só que um dia, uma tragédia acontece. Tentando seguir em frente, meses após o ocorrido, seu destino novamente se cruza com o do seu ex-sogro, Daniel (Morgan Freeman), um ex-policial e também ex-alcoólatra. Ambos vão buscar curar feridas do passado.
Na série, Monkey D. Luffy (Godoy) é um garoto de espírito livre que tem energia e coragem de sobra. Seu maior sonho é se tornar o Rei dos Piratas e conquistar os mares e, para isso, ele tem como missão encontrar o legado de Gold Roger. O One Piece é o maior tesouro escondido pelo pirata e achá-lo é a única forma de chegar ao seu objetivo. Para essa arriscada missão, Luffy reúne uma tripulação habilidosa e pronta para enfrentar perigosos rivais e explorar ilhas misteriosas.
Vale lembrar que a série já está renovada para a 3ª temporada!
O filme de terror sobre vampiros ‘Padre‘ (Priest, 2011) encontrou uma nova vida desde que chegou ao catálogo da Netflix e rapidamente se transformou em um dos títulos mais comentados do gênero na plataforma.
Lançado originalmente nos cinemas há mais de uma década, o longa voltou a chamar atenção do público graças à sua mistura de terror sobrenatural, ação estilizada e um universo pós-apocalíptico dominado por vampiros, ingredientes que têm funcionado muito bem no streaming.
Estrelado por Paul Bettany, o filme se passa em um futuro devastado por uma longa guerra entre humanos e vampiros. Nesse mundo controlado por uma Igreja autoritária, o personagem principal é um padre guerreiro lendário que vive isolado após o fim do conflito. Tudo muda quando sua sobrinha é sequestrada por vampiros, forçando-o a quebrar as regras impostas pela instituição religiosa e embarcar em uma missão desesperada de resgate.
Ao longo do caminho, ele se alia a um xerife durão e enfrenta criaturas cada vez mais mortais, colocando sua fé e seu passado em confronto direto.
Assista ao trailer:
‘Padre’ atualmente é o segundo filme mais visto da Netflix!
Parte do apelo atual de ‘Padre‘ está em sua estética visual marcante. O diretor Scott Stewart aposta em cenários áridos, cidades muradas e um clima constantemente sombrio, criando um mundo que lembra faroestes futuristas misturados com horror gótico. Os vampiros, retratados como criaturas selvagens e monstruosas, também ajudaram a diferenciar o filme de outras produções do gênero na época.
Na época de seu lançamento original, porém, a recepção da crítica foi fria. O longa registrou baixa aprovação no Rotten Tomatoes, com muitos críticos apontando que, apesar do visual estiloso e das boas cenas de ação, o roteiro era raso e pouco desenvolvido. Avaliações semelhantes apareceram no Metacritic, onde o consenso indicava que o filme tinha potencial, mas não explorava profundamente seu universo nem seus personagens. Ainda assim, parte da crítica reconheceu o esforço em criar uma identidade própria e elogiou a performance física de Paul Bettany no papel principal.
Com o público, a história foi diferente. Mesmo sem grande aclamação crítica, ‘Padre‘ sempre manteve um certo status cult, especialmente entre fãs de terror e ação. Agora, na Netflix, o filme tem sido redescoberto por uma nova geração de espectadores, muitos deles mais dispostos a embarcar na proposta exagerada e estilizada do longa. Comentários nas redes sociais destacam justamente o ritmo acelerado, a ambientação e o clima de “sessão da tarde sombria”, fatores que ajudam a explicar seu bom desempenho no streaming.
Entre as curiosidades de produção, vale lembrar que ‘Padre‘ foi inspirado em uma graphic novel coreana, e marcou a segunda parceria entrePaul Bettany e o diretor Scott Stewart, logo após ‘Legião‘ (2010). O filme também contou com um orçamento considerável para a época, o que se reflete nos efeitos visuais e nas sequências de ação ambiciosas.
O sucesso atual de ‘Padre‘ reforça uma tendência cada vez mais comum no streaming: filmes que passaram quase despercebidos ou foram mal recebidos nos cinemas acabam encontrando um público fiel anos depois. Mesmo longe de ser unanimidade, o longa prova que ainda consegue entreter, assustar e despertar curiosidade, garantindo seu espaço entre os títulos de terror mais vistos da Netflix no momento.
‘Família de Aluguel’ (Rental Family), novo longa estrelado pelo vencedor do Oscar Brendan Fraser (‘A Baleia’), conquistou 88% de aprovação da crítica, baseado em 162 avaliações, e 96% de aprovação do público.
No geral, os críticos elogiaram o filme, descrevendo a trama como doce e delicada.
“Este é um filme delicado, o tipo de comédia humana discreta que raramente vemos hoje em dia”, disse Pete Hammond do Deadline.
“Uma dramédia que se revela uma surpresa encantadora, equilibrando emoção e humor com rara delicadeza”, disse Frank Scheck do The Hollywood Reporter.
“Um filme como Família de Aluguel vive ou morre pelo tom, e o que Hikari estabelece se reflete nas preocupadas rugas da testa de Fraser: é piegas e pouco convincente, bem-intencionado, mas não acima de nos manipular para alcançar o efeito emocional desejado”, disse Peter Debruge da Variety.
“Hikari sabe como acionar os botões emocionais na medida certa, sem que o público sinta que está sendo manipulado. E, para muitos, essas qualidades fazem com que Família de Aluguel provoque lágrimas genuínas”, disse Gregory Ellwood do The Playlist.
“É um filme comovente que faz perguntas instigantes, e eu prometo que você não ficará decepcionado com as respostas”, disse Mae Abdulbaki do Screen Rant.
O longa chegará aos cinemas nacionais no dia 19 de fevereiro de 2026.
“Um ator deprimido que vive em Tóquio é contratado como um americano típico por uma empresa japonesa de aluguel familiar, o que o leva em uma jornada inesperada de autodescoberta através dos papéis que ele desempenha na vida de outras pessoas.”
Hikari, da aclamada série ‘Beef‘, é responsável pela direção. Ela também assina o roteiro ao lado de Stephen Blahut.
A franquia ‘Os Farofeiros‘ se tornou um fenômeno de público no Brasil, com o primeiro (2018) atraindo mais de 2 milhões de espectadores e o segundo (2024) superando 1 milhão.
Agora, ‘Os Farofeiros 3‘ já está sendo filmado e traz o retorno de Cacau Protásio, Maurício Manfrini, Danielle Winits, Antônio Fragoso, Nilton Bicudo, Aline Campos, Elisa Pinheiro e Charles Paraventi. E o filme promete uma aventura internacional, levando nossos farofeiros preferidos para o Caribe.
Na primeira viagem internacional do grupo de amigos, eles chegam à ilha fictícia de San Martinez, no Caribe. O motivo da viagem é o casamento de Anita, filha de Rocha.
Os amigos viajam achando que estão com tudo pago em um resort de luxo, mas somente lá descobrem que Rocha mentiu: para garantir o casamento mais chique para a filha, colocou todos no hotel mais barato da América Latina. Entre confusões com a língua e o dinheiro do país, praias caribenhas lotadas e problemas com a imigração local, todos escondem de Anita a real situação financeira de Rocha. E para complicar, a noiva começa a desistir do casamento.
Já que a viagem é uma roubada mesmo, todos se unem para tentar salvar o casamento de Anita. Será que conseguem?
As filmagens aconteceram no Rio de Janeiro e o filme já tem data de estreia marcada para 24 de dezembro de 2026.
Veja a primeira foto:
Dirigido por Roberto Santucci e escrito por Paulo Cursino, ‘Os Farofeiros 3’ é uma produção da Camisa Listrada, coprodução Globo Filmes e Telecine, e distribuição da Downtown Filmes.
A atriz Katie Leung, que interpretou Cho Chang na franquia ‘Harry Potter’, abriu o jogo em entrevista recente ao The Guardian sobre os desafios de crescer sob os holofotes. Leung revelou que, apesar de se divertir no set, sofreu profundamente com ataques racistas e ofensas online no início da carreira.
“Não acho que lidei com aquilo. Foi devastador”, afirmou a atriz, explicando que a insegurança da adolescência potencializou o impacto das críticas.
“Estar sob os holofotes desde aquela idade, quando você já é insegura, foi difícil, para dizer o mínimo. Na época, eu estava me divertindo muito. Eu pensava: isso é diferente da escola, e eu realmente não gostava da escola. Então era uma forma de escapar. Ainda estou tentando entender, de verdade, como isso me afetou”, acrescentou.
Cho Chang
Na época, a saúde mental dos jovens astros não era um tema tão debatido quanto hoje. Leung admite que buscava seu nome no Google por curiosidade e acabava encontrando comentários cruéis, o que a tornou mais introspectiva e cautelosa com sua imagem.
“Não sei se algo poderia ter sido feito naquela época para tornar as coisas melhores ou mais fáceis. Nessa idade, você é curiosa. Eu me lembro de ser muito curiosa sobre o que as pessoas estavam dizendo sobre mim, e eu me procurava no Google. Ninguém poderia ter me impedido, porque eu já tinha idade suficiente para formar minha própria opinião”, destacou.
Sobre como lidou com o preconceito, ela é honesta: “Eu não lidei. Acho que aquilo simplesmente ficou comigo e me afetou de maneiras como: ‘Ah, sim, eu tomei aquela decisão porque as pessoas estavam dizendo isso sobre mim’. Provavelmente me tornou menos extrovertida. Eu era muito consciente do que saía da minha boca”.
Além do preconceito, Katie enfrentou a “síndrome do impostor”, sentindo que seu sucesso era fruto do acaso e não do seu talento.
“Aconteceu por puro acaso. E, por muito tempo, talvez eu tenha tentado compensar isso em excesso. Eu fui muito dura comigo mesma. Eu tentava provar constantemente que era mais do que apenas a atriz de Harry Potter”, recorda.
Lembrando que a franquia ‘Harry Potter’, ganhara um remake em formato de série.
Sem data de estreia, a primeira e a segunda temporadas devem contar com seis episódios cada, segundo informações recentes.
J.K. Rowling, autora da saga de romances original, assume a cadeira de produtora executiva ao lado de Neil Blair e Ruth Kenley-Letts.
O astro Sebastian Stan, conhecido por ‘Capitão América 2: O Soldado Invernal’, está em negociações para se juntar a Robert Pattinson em ‘The Batman – Parte II’. Novos rumores, agora, revelaram qual personagem ele poderá interpretar.
De acordo com o The Hollywood Reporter, Stan deve dar vida a Harvey Dent, o icônico comissário de polícia que se transforma no terrível vilão Duas-Caras.
Além disso, o estilista de Sebastian Stan, Michael Fisher, postou uma foto em seu Instagram Stories, aparentemente confirmando que Stan interpretará Harvey Dent.
Até o momento, não se sabe se ele assumirá o papel do heróico comissário ou já aparecerá como o vilão.
LEMBRANDO QUE ATÉ O MEMENTO AS INFORMAÇÕES NÃO PASSAM DE RUMORES.
A aguardada sequência do filme de super-herói deve iniciar as filmagens na próxima primavera, com estreia prevista para 1º de outubro de 2027, nos cinemas, pela Warner Bros. O primeiro ‘The Batman’ estreou em março de 2022 e arrecadou US$ 772 milhões em bilheteria mundial.
Vale lembrar que Sebastian Stan não é estranho ao universo dos heróis. O ator marcou o cinema ao interpretar Bucky Barnes, o Soldado Invernal, no Universo Cinematográfico da Marvel (UCM). Sua aparição mais recente nesse gênero foi em ‘Thunderbolts*’.
‘The Batman – Parte II’ tem estreia confirmada para 1º de outubro de 2027.
De acordo com o The Hollywood Reporter, a DreamWorks Animation possui um roteiro finalizado para um filme derivado de ‘Shrek’ focado no vilão Lord Farquaad.
O personagem, que foi o antagonista do primeiro longa, é o governante de Duloc que buscava o “mundo perfeito” ao banir todas as criaturas mágicas de seu reino.
Sua história de origem já foi levemente explorada em “Shrek: O Musical”, onde ele afirma ser filho do anão Zangado e da princesa do conto “Princesa e a Ervilha”. Na peça, ele alega ter sido abandonado na floresta pelo pai, embora a verdade seja bem menos dramática: ele foi expulso de casa aos 20 anos por ser preguiçoso e morar no porão dos pais.
Vale ressaltar que a franquia principal continua a todo vapor: ‘Shrek 5’ já está confirmado e tem estreia prevista para 30 de junho de 2027.
Ainda não há detalhes sobre a trama do quinto filme da franquia, mas o retorno dos personagens icônicos — Shrek, Fiona, Burro e Gato de Botas — já é esperado pelos fãs, que aguardam novidades desde o lançamento de ‘Shrek Para Sempre‘, em 2010.
Mais detalhes sobre o quinto filme da franquia não foram revelados.
‘Shrek’ tornou-se uma das produções mais conhecidas do século e conta com quatro longas-metragens e uma mini-franquia spin-off intitulada ‘Gato de Botas’. Os seis filmes desse universo cinemático arrecadaram nada menos que US$4,01 bilhões ao redor do mundo.
“Interpretar uma personagem negra e queer nessa franquia icônica significa muito pra muita gente e pra mim. Foi incrível trabalhar com Kevin Williamson, ser dirigida por ele foi um sonho, ele é maravilhoso.”, afirmou.
Enquanto Jasmin Savoy Brownretorna, Melissa Barrera e Jenna Ortegaficaram de fora do filme. A grande pergunta é inevitável: esse novo capítulo conseguirá repetir — ou ao menos se aproximar — do sucesso comercial de Pânico (2022) e Pânico 6 (2023)?
Nos últimos anos, a franquia viveu um momento extremamente positivo. Pânico (2022) arrecadou cerca de US$ 139 milhões mundialmente, provando que havia espaço para um renascimento da marca. Já Pânico VI foi ainda mais longe, tornando-se o filme de maior bilheteria da série, com aproximadamente US$ 169 milhões globais, além de um desempenho sólido no Brasil e em outros mercados internacionais. Parte desse êxito veio justamente da introdução de novos personagens, que dialogavam diretamente com um público mais jovem, sem abandonar completamente a nostalgia.
É aí que ‘Pânico 7‘ enfrenta seu maior desafio. A ausência de Barrera e Ortega representa a perda de duas figuras que se tornaram rapidamente queridas pelo público e ajudaram a reposicionar a franquia para uma nova geração. Ao mesmo tempo, o retorno de Sidney Prescott funciona como um poderoso chamariz emocional, especialmente para os fãs mais antigos, que sentiram sua falta em ‘Pânico 6‘. Trata-se de uma troca clara: menos foco na continuidade recente e mais aposta no legado clássico.
Imagina se tivessemos Neve Campbell de volta no sexto filme, o peso que teria o santuário com todas as peças clássicas da franquia? Por opção de não pagar mais para a atriz, a Spyglass boicotou o público de ver esse momento icônico. Mas agora, com a saída das protagonistas, a produtora topou aumentar o cachê da nossa “mother”, que agora é, literalmente, mãe.
Do ponto de vista comercial, essa estratégia pode funcionar — mas com algumas ressalvas. Sidney é um ícone absoluto do terror, e seu retorno tende a gerar grande curiosidade, impulsionar trailers e fortalecer a campanha de marketing. Porém, o mercado atual é diferente do início dos anos 2000. Hoje, o sucesso de bilheteria depende muito do engajamento nas redes sociais, do apelo entre o público jovem e do “boca a boca” digital, terreno onde Jenna Ortega, por exemplo, tinha enorme peso.
Outro fator importante é o contexto em torno do filme. As polêmicas nos bastidores e a forma como as saídas das atrizes foram recebidas por parte do público podem influenciar diretamente a recepção inicial. Embora o terror seja um gênero tradicionalmente resistente a crises — com fãs fiéis e custos de produção mais baixos —, qualquer ruído pode impactar o desempenho nas primeiras semanas, que são decisivas.
Diante desse cenário, a projeção mais realista é que ‘Pânico 7’ tenha uma bilheteria sólida, sustentada pela força da marca e pelo retorno deNeve Campbell, mas dificilmente repetirá o pico alcançado por ‘Pânico VI‘. O novo filme tem tudo para se sair bem, especialmente entre os fãs clássicos, mas pode encontrar mais dificuldade para alcançar o mesmo nível de alcance entre o público mais jovem que impulsionou os capítulos anteriores.
No fim das contas, ‘Pânico 7‘ parece marcar uma virada estratégica na franquia: menos reinvenção, mais nostalgia. Se essa escolha será suficiente para manter a saga no topo do terror contemporâneo, a resposta virá nas bilheterias — e, principalmente, na reação do público após a estreia.
Na trama, quando um novo Ghostface surge na pacata cidade onde Sidney Prescott (Neve Campbell) reconstruiu sua vida, seus medos mais sombrios se tornam reais enquanto sua filha (Isabel May) se torna o próximo alvo do assassino. Determinada a proteger sua família, Sidney terá que enfrentar os horrores do seu passado para acabar com o massacre de uma vez por todas.
Kevin Williamson, criador dos personagens da franquia, é diretor e roteirista da produção. Guy Busick assina o roteiro em conjunto com Williamson e a história ao lado de James Vanderbilt. Vanderbilt ainda atua como produtor ao lado de William Sherak e Paul Neinstein.
Um jovem protagonizou uma pegadinha inusitada em um shopping center ao tentar levar para casa o pôster oficial do logo de ‘Batman’.
O rapaz chegou a retirar e carregar a estrutura por alguns metros antes de ser abordado pelos seguranças. Ao ser questionado, ele afirmou que estava apenas brincando e garantiu que devolveria o pôster ao local de origem.
Vale lembrar que ‘The Batman’ ganhará uma sequência.
A aguardada continuação do filme de super-herói deve iniciar as filmagens na próxima primavera, com estreia prevista para 1º de outubro de 2027, nos cinemas, pela Warner Bros. O primeiro ‘The Batman’ estreou em março de 2022 e arrecadou US$ 772 milhões em bilheteria mundial.
‘The Batman – Parte II’ tem estreia confirmada para 1º de outubro de 2027.
Lançado em 2023, Gran Turismo: De Jogador a Corredor chegou aos cinemas para tentar emplacar nas telonas uma das franquias mais populares dos videogames de corrida. Apesar de ter grandes marcas por trás, o longa foi realizado a um custo relativamente baixo para os padrões de Hollywood.
Feito com “apenas” 60 milhões de dólares, o longa arrecadou pouco mais de 122 milhões de dólares. Ele não foi considerado um sucesso, mas também não foi um fracasso. Ainda assim, o resultado não foi o suficiente para emplacar uma franquia. De qualquer forma, o filme conseguiu fãs e sofreu com algumas polêmicas. Pensando nisso, o CinePOP selecionou 10 curiosidades sobre o filme. Confira!
História real
Sim, por mais absurdo que pareça, houve mesmo uma competição que promoveu um jogador de Gran Turismo a piloto de corridas na vida real. Essa história começa em 2006, quando um executivo da Nissan, Darren Cox (interpretado no filme por Orlando Bloom), fechou uma parceria com a Sony para ver se jogadores de videogame poderiam replicar suas habilidades na pista de verdade. Eles fizeram uma ação promocional que deu uma boa repercussão e, então, o executivo recebeu sinal verde para bolar um programa maior. Dessa forma, em 2008, a ideia cresceu surgiu a GT Academy, que foi pensada para ser um show televisivo que traria maior exposição para os carros da Nissan e para a franquia Gran Turismo. O filme adapta a história da terceira temporada do show, que revelou ao mundo o piloto britânico Jann Mardenborough.
Falando em Jann Mardenborough, o piloto entrou “tardiamente” no projeto. Isso porque o filme entrou em desenvolvimento lá atrás, ainda em 2013. Porém, a ideia era dar uma outra abordagem a ele. Isso acabou sendo revisto após o fracasso colossal de Need for Speed – O Filme (2014). Com isso, Jann foi procurado para ter sua história adaptada apenas em 2017, quatro anos após o início do desenvolvimento do projeto. Inclusive, o piloto faz uma ponta no filme como um dublê dele mesmo.
Tragédia
Porém, a carreira de Jann ficou marcada por um terrível acidente na pista Nürburgring Nordschleife, na Alemanha, em 2015. Considerada uma das pistas mais complicadas do circuito, a etapa ficou tragicamente eternizada pela perda de estabilidade do carro de Jann, que praticamente alçou voo contra uma curva repleta de torcedores. O incidente terminou com um morto e uma porção de feridos. Jann, por outro lado, saiu sem ferimentos graves.
Autorização
Quando anunciaram a adaptação da história do piloto para os cinemas, logo o evento foi “resgatado” pelos fãs de automobilismo. Havia um rumor que dizia que o acidente poderia não ser incluído no filme. No entanto, ele foi retratado de forma assustadora a pedido do próprio Jann Mardenborough. Em entrevista ao The Sunday Times, o piloto afirmou que “seria um desserviço para o público se [o acidente] não fosse retratado no filme”.
Polêmica
O filme teve críticas mistas da imprensa especializada, mas foi alvo de uma forte polêmica por conta da forma como o acidente em Nürburgring Nordschleife foi retratado. Na vida real, o evento aconteceu em uma fase mais avançada da carreira do piloto, anos após Le Mans. Enquanto isso, o filme retrata a decolagem do carro como um acontecimento do início da carreira de Jann. Mais do que isso, é usado como uma motivação para o piloto melhorar e não desistir da carreira. A grande controvérsia foi utilizar a morte de Andy Gehrmann, de 49 anos, uma pessoa real, como fator motivacional para quem esteve envolvido no acidente.
Desafio
O grande momento do filme é a disputa das 24 Horas de Le Mans. Porém, diferentemente de F1: O Filme (2025), que pôde gravar cenas em meio ao GP de Silverstone, Gran Turismo não conseguiu autorização para gravar ou digitalizar imagens e carros em Le Mans. Para resolver esse problema, eles gravaram cenas de uma corrida na Hungria e a computação gráfica resolveu tudo na pós-produção.
Hungria
Na verdade, o circuito de Mogyoród, o Hungaroring, foi a grande “casa” das cenas de corrida do filme. Além de Le Mans, o circuito foi “mascarado” para recriar o centro de treinamento do projeto e até mesmo o circuito de Silverstone. Além das envelopagens diferentes, a equipe de computação gráfica teve de inserir elementos diferentes na composição dos cenários e a direção precisou buscar ângulos para disfarçar curvas muito diferentes das presentes nos circuitos retratados em cena. Outras pistas foram usadas ao longo do filme, como as do Autódromo de Dubai, de Nürburgring, do Red Bull Ring na Áustria e do Slovakia Ring.
Direção
A direção do filme ficou a cargo do sul-africano Neill Blomkamp, que despontou como um dos diretores de ficção científica mais promissores dos anos 2000, mas que nunca atingiu as altas expectativas impostas a ele. Blomkamp se destacou com filmes como Distrito 9 (2009), Elysium (2013) e Chappie (2015). Ao assumir a direção deGran Turismo, ele deu um passo inédito na carreira, que foi comandar seu primeiro filme PG-13.
Oportunidade
Ao saber do envolvimento do diretor no filme sobre corridas, David Perel, piloto profissional de corridas e simuladores da África do Sul, escreveu um e-mail para o compatriota oferecendo seus serviços de consultoria. O que parecia uma tentativa despretensiosa (o famoso “o não eu já tenho”), não demorou nada para se tornar realidade. Isso porque Neill Blomkamp viu a mensagem e respondeu cinco minutos depois do piloto ter enviado. Ele fez uma visita e acabou sendo contratado como consultor de corridas do filme.
Inspiração
Além da história real, a equipe de roteiro afirmou que as grandes inspirações para o filme foram Rocky, Um Lutador eTop Gun: Ases Indomáveis. O mais curioso é que Joseph Kosinski foi trazido para dirigir o filme, mas acabou deixando o projeto em 2015. Anos mais tarde, ele comandaria dois projetos que têm tudo a ver com a proposta desse filme: Top Gun: Mavericke F1: O Filme.
Se há um gênero cinematográfico que não perde o lugar no coração dos cinéfilos, é o de comédias românticas. Oferecendo uma visão esperançosa sobre o amor e sobre as próprias pessoas, esses filmes têm um lugarzinho especial nas listas de favoritos dos apaixonados pela sétima arte, muitas vezes por oferecerem um escape a uma realidade cruel – ocasionalmente oferecendo narrativas originais, envolventes e memoráveis, como é o caso de ‘Bonequinha de Luxo’, ‘Podres de Ricos’ e ‘Amores à Parte’. E, iniciando 2026 com o pé direito, a Netflix nos convida a retornar para o gênero com o lançamento da antecipada adaptação de ‘De Férias com Você’.
Baseado no romance best-seller homônimo de Emily Henry, a trama é centrada em Poppy Wright (Emily Bader), uma jovem de espírito livre que trabalha como uma jornalista turística que “viaja de férias” como parte do trabalho. Ao ser convidada para um casamento em Barcelona, ela encontra a chance de se reconectar com Alex Nilsen (Tom Blyth), seu ex-melhor amigo com quem teve um grande desentendimento há dois anos. A partir daí, somos convidados a conhecer toda a história envolvendo a dupla – e de que forma essa relação quase fraternal se transformou em um romance inescapável que levou anos para ser concretizado.
Poppy e Alex se conheceram nove anos antes, como descobrimos com os constantes flashbacks que colocam passado e presente em rota de colisão: ambos dividiram um carro em uma viagem para Linfield, Ohio, cidade-natal dos dois protagonistas. Durante o trajeto, Poppy e Alex foram forçados a dividir um quarto de hotel após um imprevisto envolvendo o veículo, unindo-se em uma belíssima amizade que foi colocada em xeque quando, mais de meia década mais tarde, Poppy quase beijou o melhor amigo, dando início a uma série de altercações que culminou em um afastamento longo e dolorido de quase dois anos que ganha continuidade no idílico cenário barcelonense.
Enquanto escapar das fórmulas das rom-coms é um trabalho impossível, o diretor Brett Haley faz o que pode para mostrar que o projeto não deve ser levado a sério demais, mas sem deixar de imprimir uma identidade quase original ao projeto. Há uma certa preocupação estética promovida pelo diretor que é traduzida pelo uso de uma paleta de cores desenvolta e vibrante que reúne os personagens principais em um enlace marcado por memórias do que um dia já foram, em contraste com uma rigidez melancólica que coloca um ponto de interrogação no futuro dos dois. Construindo um pseudo-final que premedita uma última pitada de drama e de conflito entre os amantes desafortunados, antes que o final feliz se concretize como deveria.
Quando pensamos em produções do gênero, nosso foco de atenção primário destina-se à química do elenco – e Bader e Blyth têm isso de sobra. Navegando sem muitos esforços pela crescente e complexa relação entre Poppy e Alex, ambos os performers deixam que as personalidades estruturadas e totalmente diferentes deles se mesclem pouco a pouco, denotando com todas as letras que eles devem e merecem ficar juntos, principalmente por trazerem o melhor do outro à tona em uma fusão emocional que nos tira o fôlego e que nos conduz por essa honesta e prática história. E, compondo o time de artistas, temos nomes como Jameela Jamil, Molly Shannon e Miles Heizer para dar impulso ao arco principal.
O roteiro, assinado pelo trio formado por Yulin Kuang, Amos Vernon e Nunzio Randazzo, é um deleite para os fãs inveterados de comédias românticas, por não abandonar nenhuma das fórmulas, mas não deixar que repetições cansativas sejam o foco de atenção do público. isso se dá por um sagaz roteiro que oferece uma perspectiva um pouco diferenciada a tantas outras obras similares, sem abandonar a magia características das rom-coms conforme reúne a essência e os principais elementos que transformaram o livro original de Henry em um best-seller incontestável. É claro que algumas sequências soam intangíveis demais, porém, esses caprichos exagerados podem ser deixados de lado quando a soma do todo supera nossas expectativas.
A Netflix resolveu começar o ano com o pé direito ao apostar fichas em uma sólida e prática comédia romântica, colocando um tempero saboroso em um mês marcado pela correria das premiações. Acertando onde deve acertar e não se excedendo em ousadias desnecessárias, ‘De Férias com Você’ se beneficia da ótima química dos protagonistas e de uma construção bem estruturada para entregar exatamente o que nos promete.
O Globo de Ouro 2026 acontece hoje, 11 de janeiro – dando continuidade à temporada de premiações após a exibição do Critics Choice Awards.
O evento visa premiar o melhor do cinema e da televisão do ano passado, e conta com diversos títulos que se tornaram os favoritos do público e da crítica, incluindo o aclamado drama brasilero ‘O Agente Secreto’, que conquistou três indicações.
Para prepará-lo para a cerimônia, preparamos uma breve matéria apresentando os longas-metragens indicados a drama e a comédia/musical – e que devem aparecer nas próximas premiações também.
O longevo projeto de Guillermo Del Toro, ‘Frankenstein’, surpreendeu a todos por honrar o legado de Mary Shelley e seu romance homônimo que deu início à literatura moderna. Estrelado por Oscar Isaac, Jacob Elordi e Mia Goth, a adaptação encontrou sucesso em um estilo épico de terror e ficção científica que explorou a natureza humana e a condição autodestrutiva do homem ao nos apresentar a Victor Frankenstein, um cientista ambicioso que desejava vencer a morte, trazendo uma poderosa, perigosa e imortal criatura à vida.
Estrelado por Jessie Buckley e Paul Mescal em papéis definidores de suas carreiras, ‘Hamnet – A Vida Antes de Hamlet’ é um poderoso drama de época que traz o melhor de Chloé Zhao à tona em uma inspiradora e memorável trama. A trama é centrada em de Agnes – a esposa do escritor mais famoso do mundo, William Shakespeare – enquanto ela luta para aceitar a perda de seu único filho, Hamnet. O romance traça as consequências emocionais, familiares e artísticas dessa perda, trazendo à vida uma história humana e emocionante como pano de fundo para a criação da peça mais famosa de Shakespeare, ‘Hamlet’.
Um dos filmes mais aclamados do ano passado, que conquistou prêmios importantes nos principais festivais ao redor do planeta, ‘O Agente Secreto’ marcou presença em uma das principais categorias do Globo de Ouro – além de render a Wagner Moura uma indicação a Melhor Ator em Filme de Drama. A trama acompanha Marcelo, que decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. Marcelo chega na capital pernambucana em plena semana de Carnaval e percebe que atraiu para si todo o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, ele começa a ser espionado pelos vizinhos. Inesperadamente, a cidade que ele acreditou que o acolheria ficou longe de ser o seu refúgio.
Joachim Trier construiu a obra-prima de sua carreira com o potente drama ‘Valor Sentimental’, um dos principais títulos cotados para o Oscar. A trama traz RenateReinsve interpreta Nora, uma bem-sucedida atriz de teatro que, junto com sua irmã Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas), se reúne com seu pai, Gustav Borg (Stellan Skarsgård) – um ex-renomado diretor de cinema que está planejando um grande retorno com um roteiro baseado em sua própria família. Quando Gustav oferece a Nora o papel principal, que ela prontamente recusa, ele volta sua atenção para Rachel Kemp (Elle Fanning), uma jovem e ambiciosa estrela de Hollywood pronta para sua grande estreia. Com as dinâmicas tensas entre eles ainda mais complexas, Nora, Agnes e Gustav são forçados a confrontar seus passados difíceis.
Explorando as feridas abertas do Irã marcado por uma autoritária e opressiva teocracia, Jafar Panahi rodou o potente e marcante drama ‘Foi Apenas um Acidente’ sem autorização do governo, colocando-se em perigo para eternizar um dos melhores filmes de 2024. Na trama, quando o mecânico Vahid encontra por acaso o homem que acredita ter sido seu torturador na prisão, ele o sequestra decidido a se vingar. A única pista sobre a identidade de Eghbal é o som peculiar de sua perna protética, e Vahid, então, recorre a um grupo de vítimas libertas em busca de confirmação.
Quando Ryan Coogler anunciou que estava trabalhando em um projeto de terror envolvendo vampiros, tornou-se claro que o projeto poderia ou se tornar um sucesso absoluto, ou um fracasso retumbante. Felizmente, a habilidade artística do cineasta transformou ‘Pecadores’ não apenas no melhor filme do gênero do ano, mas um dos melhores da década, voltando aos anos 1930 e nos engolfando em uma jornada pela sobrevivência regada a atuações irretocáveis de Michael B. Jordan, Wunmi Mosaku, Hailee Steinfeld e o aclamado cantor e compositor Miles Caton.
Explorando a estupidez humana ao retratar com ironia a decadente popularização das teorias conspiratórias e das fake news, Yorgos Lanthimos voltou com uma de suas melhores obras com ‘Bugonia’. A tragicomédia satírica estrelada por Emma Stone e Jesse Plemons, e baseado no clássico ‘Save The Green Planet!’, é mais uma entrada fabulosa a uma filmografia exemplar, e centra em uma dupla de teóricos da conspiração que sequestram a CEO de uma importante empresa farmacêutica, crentes de que ela, na verdade, é a rainha de uma raça alienígena que pretende dominar o planeta.
Em ‘Nouvelle Vague’, Richard Linklater constrói uma carta de amor à lendária estreia de Jean-Luc Godard, ‘Acossado’, que anunciou a chegada da nouvelle vaguefrancesa e que revolucionou a maneira como fazemos, assistimos e pensamos sobre cinema. Recriando meticulosamente as circunstâncias de sua criação no espírito jovial de seu material original, Linklater se uniu a Guillaume Marbeck e Zoey Deutch no elenco, estrelando como Godard e Jean Seberg.
‘Blue Moon’, estrelado por Ethan Hawke, se passa em grande parte em 31 de março de 1943, a noite de estreia de ‘Oklahoma!’. A peça é a primeira escrita pela dupla Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II e se tornará um sucesso de crítica e público. Quem não está nada feliz com isso é o lendário letrista Lorenz Hart que, fugindo do teatro, acaba amargurado no bar Sardi onde acontecerá a festa de celebração. Ao lado de um simpático barman, que empresta seu ouvido e seus conselhos, Hartz reclama de ter sido abandonado pelo antigo parceiro criativo Rodgers e do sucesso que ele tem cultivado sem ele. Blue Moon acompanha a depressão e os problemas com alcoolismo de Hartz enquanto explora as trapaças e as artimanhas do showbiz.
Depois de ter codirigido a dramédia satírica ‘Joias Brutas’ ao lado do irmão, Josh Safdie continou explorando uma identidade muito específica e peculiar com ‘Marty Supreme’. Aliando-se a Timothée Chalamet em um dos melhores papéis de sua expressiva carreira, Safdie constriu uma obra-prima cinematográfica infundida com esteroides que não nos deixa respirar por duas horas e meia de puro cuidado estético e técnico. A trama acompanha Marty Mauser, um jovem jogador de tênis de mesa com uma ambição desmedida que está pronto para tudo para realizar seu sonho e provar ao mundo inteiro que nada é impossível para ele.
UMA BATALHA APÓS A OUTRA
Marcando mais uma magnífica entrada à filmografia de Paul Thomas Anderson, ‘Uma Batalha Após a Outra’ é um ácida comédia satírica de ação que reitera a constante reinvenção da própria arte cinematográfica. Estrelado pelo Leonardo DiCaprio, o longa segue o ex-revolucionário Bob, que vive recluso com sua filha Willa (Chase Infiniti) e é forçado a reviver seu passado radical quando seu antigo inimigo, o sádico Coronel Lockjaw (Sean Penn), ressurge e ameaça sua família, desencadeando uma missão frenética de resgate e acerto de contas em um cenário distópico e paranoico.
A ÚNICA SAÍDA
Depois de ter comandado os aclamados ‘A Criada’ e ‘Oldboy’, Park Chan-wook voltou com força à sétima arte com o thriller satírico ‘No Other Choice’, uma reflexão pesarosa e iminente sobre o corporativismo predatório e a forma como somos condicionados a um sucesso inalcançável que nos drena de qualquer senso de moral e ética. O filme, carregado de influências de títulos como ‘O Talentoso Sr. Ripley’ e funcionando como uma gloriosa adaptação do romance de Donald E. Westlake, é apenas o que podemos considerar o melhor e mais inesperado suspense do ano, que acerta todas as marcas e foi selecionado como representante da Coreia do Sul na atual temporada de premiações.
Bruno Marsé um dos artistas musicais mais populares da atualidade e, desde sua estreia no mundo da música, trilhou um caminho de extremo sucesso que lhe rendeu músicas atemporais e que marcaram época, além de centenas de prêmios que reiteram seu favoritismo pela mídia e pelos apreciadores de boa música. E, depois de ter dominado os últimos dois anos com colaborações que incluíram Lady Gaga, ROSÉ e Sexyy Red, o cantor e compositor está pronto para voltar para mais uma era que promete encantar seus fãs.
Anunciando seu próximo álbum de estúdio, ‘The Romantic’, Mars retoma as rédeas de sua carreira solo após uma irretocável colaboração ao lado de Anderson .Paak para o compilado ‘An Evening With Silk Sonic’. E, para marcar o início definitivo do próximo capítulo de sua memorável discografia, o performer escolheu a divertida e contagiante canção “I Just Might” como lead single – mantendo-se fiel à identidade já explorada em sua iteração predecessora à medida que recupera inúmeros elementos esquadrinhados em seus maiores hits.
Bruno faz o que sabe de melhor – construir tracks que nos envolvem logo nas primeiras batidas e que denotam seu apreço pelo escapismo sonoro através de melodias inebriantes e um charme inescapável. E esses são os elementos que encontram maior palco ao longo de breves três minutos e meio, iniciando-se com uma mistura de trompetes, percussões e uma guitarra elétrica que nos extasia com um revestimento sintético certeiro e narcótico. Navegando em território familiar no cosmos que eternizou com sua sobressalente identidade, o artista constrói uma narrativa romântica que parte de tantas outras líricas que assinou.
Enquanto alguns podem comentar sobre a construção da faixa ser muito parecida com outras do mesmo catálogo de Mars, ouso dizer que, na verdade, existe uma coesão muito clara na imagem que o performer imortalizou no cenário do entretenimento e, produção a produção, ele busca um polimento ainda maior que se traduz em sua constante capacidade de encantar os ouvintes. Unindo-se a Dernst Emile II, Philip Lawrence e Brody Brown, Bruno singra pelo pop-soul, pelo doo-wop e pelo disco, pincelando a trajetória com notas marcantes do funk e promovendo uma clara homenagem a Leo Sayer.
“I Just Might” é um sólido início para o que pode se tornar uma das melhores e mais divertidas eras de Bruno Mars, promovendo um resgate de suas raízes aos moldes de tantos outros artistas que fizeram isso nos últimos anos – mantendo-se de alguma forma original em suas próprias reinvenções, mas sem abandonar o que outrora o transformou em um dos maiores astros da música atual.
Autor de algumas das novelas mais emblemáticas da televisão brasileira, Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família. A causa da morte não foi divulgada.
Conhecido carinhosamente como Maneco, o autor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento contra a Doença de Parkinson. No último ano, a enfermidade avançou de forma significativa, comprometendo tanto suas funções motoras quanto cognitivas.
A trajetória de Manoel Carlos na televisão começou muito antes de seu vínculo com a TV Globo. Ainda jovem, aos 17 anos, iniciou sua carreira artística nos palcos, dando os primeiros passos no teatro. Ao longo dos anos, passou por diversas emissoras brasileiras, atuando em diferentes frentes: foi autor, produtor, diretor e até ator, acumulando uma experiência rara e abrangente no meio artístico.
Sua chegada à Globo aconteceu em 1972, quando assumiu a função de diretor-geral do programa “Fantástico”. No entanto, foi como autor de novelas que construiu um legado definitivo na dramaturgia nacional. Suas obras ficaram profundamente marcadas pelo Rio de Janeiro, frequentemente retratado não apenas como cenário, mas como um verdadeiro personagem, presente no cotidiano, nos conflitos e nas emoções das histórias que contava.
Manoel Carlos também se destacou pela maneira sensível e realista com que abordava os dramas familiares, explorando relações afetivas, dilemas morais e os desafios da vida cotidiana da classe média brasileira. Um dos elementos mais simbólicos de sua obra foram as famosas “Helenas”, personagens recorrentes em suas novelas. De *Baila Comigo* (1981) a *Em Família* (2014), essas mulheres fortes e complexas representavam, sobretudo, mães movidas por um amor incondicional pelos filhos, capazes de enfrentar qualquer obstáculo.
Além de novelista, Manoel Carlos foi também escritor e diretor, deixando uma contribuição ampla e duradoura para a cultura brasileira. Ele deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida, que participou de várias de suas novelas, e a roteirista Maria Carolina.
O velório será fechado e restrito a familiares e amigos mais próximos. Em nota, a família agradeceu as manifestações de carinho e solidariedade recebidas e pediu respeito à privacidade neste momento de luto: “A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado.”
Durante passagem pelo Rio de Janeiro para divulgar ‘Mãos à Obra‘ (2025) no Festival de Cinema Francês, a diretora francesa Valérie Donzelli concedeu uma entrevista sincera e inspiradora, falando sobre o processo criativo do filme, sua relação pessoal com a história, a parceria com o ator Bastien Bouillon e os desafios enfrentados por artistas no cenário cultural atual.
Mãos à Obra nos mostra um homem e sua série de decepções e aprendizados ao decidir por uma grande virada na vida: trocando a estabilidade e encontrando desilusões. O protagonista dessa história se coloca como observador do que gira ao seu redor, sem nunca perder a esperança – mesmo diante de dificuldades evidentes.
Inspiração pessoal e literária
Donzelli explicou que Mãos à Obra é baseado no livro homônimo de Franck Courtès — base que serviu como ponto de partida para o longa — mas que a adaptação ganhou contornos profundamente pessoais.
“A inspiração veio do livro, já que o filme é uma adaptação, mas também veio muito de mim. Eu sei o que é essa luta. Quando li o livro, eu estava vivendo uma situação mais ou menos semelhante à da personagem”, contou.
Segundo a diretora, essa identificação foi essencial para construir personagens mais verdadeiros, especialmente na forma como o filme aborda conflitos internos, resistência e desejo de transformação.
Ao falar sobre o trabalho com Bastien Bouillon, Valérie destacou a sensibilidade do ator e a conexão criativa entre eles, algo fundamental para dar vida à complexidade emocional do filme.
Embora não romantize o processo, ela ressaltou que a troca artística foi marcada por escuta, entrega e confiança mútua — elementos que, segundo ela, são indispensáveis para um cinema que busca humanidade e verdade.
Por que os artistas são tão desvalorizados?
Um dos momentos mais fortes da entrevista foi quando Donzelli refletiu sobre a desvalorização dos artistas na sociedade contemporânea. Para ela, o problema está diretamente ligado à lógica do sucesso financeiro.
“Alguns artistas só passam a ser reconhecidos quando se tornam conhecidos ou lucrativos. Existe sempre essa relação entre reconhecimento e sucesso econômico, e isso é muito ambivalente.”
A diretora também criticou a visão de que a arte não é um trabalho “real”:
“As pessoas acham que ser artista é um hobby, algo leve, mas não é. Os artistas são extremamente importantes. Eles se alimentam do mundo, transcendem o real, e isso é algo de que todos nós precisamos.”
Segundo Donzelli, o grande problema é que muitos artistas não são levados a sério, apesar do impacto profundo que a arte tem na sociedade.
Realização profissional e reconhecimento na França
Questionada sobre sua própria trajetória, Valérie Donzelli foi honesta ao falar de realização e valorização.
“Eu me sinto totalmente realizada com a minha profissão e também valorizada. Faço parte de um grupo de diretoras que, na França, são reconhecidas. Tive sucessos, recebi prêmios, e isso contribui para a confiança.”
Ainda assim, ela fez questão de destacar que continua movida pela curiosidade e pelo desejo de aprender:
“Mesmo não sendo mais tão jovem, eu ainda tenho muita sede, muito desejo de aprender. Essa chama continua sempre acesa dentro de mim.”
Para Donzelli, o filme não traz uma mensagem fechada, mas propõe uma reflexão essencial sobre liberdade e escolhas.
“Eu gostaria que as pessoas entendessem que existe um lugar de escolha, um lugar de liberdade. A gente só tem uma vida, e nessa vida a gente tem o direito de ser feliz.”
Paixão pelo cinema brasileiro
Encerrando a conversa, Valérie revelou que ainda conhece pouco do cinema brasileiro, mas fez questão de destacar um filme que a marcou profundamente:
“Eu vi um filme chamado Baby, de um jovem diretor chamado Marcelo Caetano. Assisti em Cannes, numa mostra de filmes latino-americanos, e ele ganhou um prêmio. É um filme incrivelmente belo, cheio de humanidade. Eu amo Baby.”
A diretora ainda agradeceu a recepção calorosa no Brasil e demonstrou entusiasmo em apresentar Mãos à Obra ao público brasileiro.
Conhecido por viver galãs em blockbusters, Tom Cruise (‘Missão: Impossível’) resolveu sair fora da sua zona de conforto e surge irreconhecível no teaser do novo filme do diretor vencedor do Oscar Alejandro G. Iñárritu (‘Birdman’)
O ator sempre brilha quando aposta em personagens diferentes, como fez em ‘Trovão Tropical‘ (2008) e ‘Magnólia‘ (1999).
Agora, o ator estrela ‘Digger’, que teve seu trailer divulgado pela Warner Bros. e chega aos cinemas nacionais em outubro de 2026.
Confira:
Além de assumir a cadeira de direção, Iñárritu assina o roteiro ao lado de Sabina Berman, Alexander Dinelaris Jr. e Nicolás Giacobone.
Detalhes sobre a trama estão sendo mantidos sob segredo.