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Crítica | Twinless – Um Gêmeo a Menos – Dylan O’Brien Surpreende em Profundo RomCom Gay

Dylan O’Brien é um dos nomes mais concorridos dentre os jovens atores nessa última década e meia. Tendo estrelado séries de sucesso como ‘Teen Wolf’ e a franquia ‘Maze Runner’, aos poucos o jovem talento foi se distanciando de produções de larga escala e se enveredando mais para criações que lhe proporcionassem maior expressividade artística. E é exatamente isso que vemos no surpreendente ‘Twinless – Um Gêmeo a Menos’, longa que teve exibição prévia durante o Festival do Rio 2025 e que está atualmente em cartaz no circuito brasileiro.

Dennis (James Sweeney) é um jovem gay completamente inseguro de muitas coisas sobre si mesmo. Certo dia, casualmente, ele conhece Rocky (Dylan O’Brien), um cara confiante, charmoso, estiloso, ou seja, o extremo oposto de Dennis. Por mais improvável que pudesse parecer, Dennis e Rocky se envolvem e vivem um romance… até que, de repente, Rocky para de responder. Atordoado e sem entender como que o romance poderia ter desaparecido assim, tão de repente, Dennis começa a perseguir Rocky, certo de que conseguirá obter as respostas de que precisa e retomar o relacionamento dos dois. Porém, um trágico acidente mudará o rumo de tudo… e Dennis conhecerá Roman (Dylan O’Brien), o irmão gêmeo de Rocky.

Escrito e dirigido por James Sweeney (que também protagoniza o filme), ‘Twinless – Um Gêmeo a Menos’ é, sem exageros, um dos filmes mais surpreendentes do ano.

O roteiro é construído de tal forma que o espectador se vê entrando no drama desse protagonista e sofre, junto com ele, por uma saída digna à situação embaraçosa que vai se construindo. Há toda uma rede de mentiras, enganações, teatro e mais mentiras para poder construir uma história de ficção plausível de modo a acobertar as escolhas do protagonista – e nós, espectadores, vamos vendo toda essa rede sendo montada na nossa frente, cientes de que alguma hora aquilo tudo vai ruir e, muito embora sintamos empatia e solidariedade por Dennis, é impossível concordar com tudo que ele faz, mesmo que em nome do amor.

Para contar essa história de amor obsessivo e responsabilidade emocional, James Sweeney imprime humor, romance e drama na medida certa para construir uma atmosfera de tensão (e tesão) crescente, que surpreende na hora certa e conduz bem as emoções que o público deve sentir – raiva, empatia, desejo, repulsa, vergonha, pena, compreensão, amor –, tudo pela roupagem de um filme que começa como uma comédia romântica e se transforma em um drama profundo e reflexivo, que pode fazer chorar aos mais sensíveis. Sob uma segunda camada, há todo um debate sobre saúde mental, sobre toxicidade, isolamento social e busca por afeto, e em até que ponto podemos permitir que nossos traumas do passado ditem nossas ações no presente.

Em um projeto que mistura temas tão sensíveis – romance gay, saúde mental, crimes de perseguição, relacionamento tóxico, suicídio, entre outros – destaca-se não só o roteiro e a direção dedicada, mas, acima de tudo, as atuações, com surpreendente destaque a Dylan O’Brien, que flexibiliza entre um cara altamente descontraído e solar para um outro mais introvertido, totalmente diferente, empenhado nas cenas de relação íntima com igual dedicação como em qualquer outro projeto.

Com plot twists surpreendentes e uma história bastante contemporânea, ‘Twinless – Um Gêmeo a Menos’ é dessas pequenas joias que entram silenciosamente em circuito e que quem gosta de um bom filme precisa garimpar para assistir.

Crítica | Para Vigo Me Voy! – Documentário Tece Afetuoso e Intimista Retrato de Cacá Diegues

Carlos José Fontes Diegues. Esse é o nome de um dos grandes cineastas brasileiros de todos os tempos, que nos deixou em fevereiro desse ano. Responsável por clássicos do cinema nacional, como ‘Xica da Silva’, ‘Tieta do Agreste’, ‘Bye Bye Brasil’ e ‘Deus é Brasileiro’, o diretor e roteirista ganhou um emocionante documentário, pelas mãos do também diretor Lírio Ferreira, sob o título ‘Para Vigo Me Voy!’, que teve exibições antecipadas em diversos festivais pelo país ao longo desse ano e estreia mundial no Festival de Cannes.

Escrito pelo próprio Lírio Ferreira, o documentário passeia por alguns momentos-chave da trajetória de Cacá: faz um panorama sobre suas obras mais impactantes, apresenta bastidores do último filme de Cacá (o ainda inédito ‘Deus Ainda é Brasileiro’), usa entrevistas dadas por ele no passado para costurar os temas que permearam sua obra – tudo isso intercalado por uma mega festa em sua residência, onde podemos observar a presença de incontáveis artistas de todas as áreas, comprovando o quão querido o diretor era pela classe.

A dedicação empregada no trabalho de garimpo do material de acervo se reflete no resultado do que vemos: de uma maneira bem didática, o roteiro pacientemente explica a importância do biografado para o espectador (para o eventual caso de alguém não saber quem Cacá Diegues seja), exibindo diversas entrevistas dadas pelo diretor na época da formação do Cinema Novo, onde já então o diretor apontada a direção dos seus filmes e como ele enxergava o país (que, à época, enfrentava os anos de chumbo da ditadura).

Na tecitura do longa, é de suma importância a ilustração dos filmes que mais se destacaram na carreira do diretor – e, nesse sentido, é prazeroso (re)ver José Wilker em cena, falando a célebre frase ‘Para Vigo Me Voy!’ – título do documentário; ainda que não explicado ao espectador, fica evidente que para falar de um criador de filmes, é preciso usar a linguagem cinematográfica.

É muito gostoso também ver as imagens de bastidores de ‘Deus Ainda é Brasileiro’ com Antônio Fagundes em cena. Mesmo que não podendo mostrar muita coisa, ao ver Cacá ali, no comando, em ação na direção, somos lembrados de que seu legado permanece, para além dos filmes prontos.

A maneira carinhosa com que o diretor Lírio Ferreira e a montadora Karen Harley juntam o passado e o presente para construir um filme de afeto imprime na telona através dos depoimentos e gestos, tanto de Cacá quanto de outros personagens, como sua esposa Renata Magalhães; vê-los no cotidiano, com tanto carinho, faz o espectador se sentir parte da família.

Com uma hora e trinta e sete de duração, ‘Para Vigo Me Voy!’ é, segundo palavras próprias, uma viagem cinematográfica pela obra do biografado. E, para isso, presta-se muito mais ao processo da viagem em si do que em relatar pormenores da vida do biografado, resultando, portanto, num documentário muito mais inclinado a mostrar o cineasta Cacá Diegues do que os detalhes da vida civil do Carlos Diegues. Por isso mesmo, ‘Para Vigo Me Voy!’ é obra fundamental a todos os estudantes e profissionais do cinema brasileiro. Para ficar de olho quando entrar no circuito em 2026.

Crítica | A Cabra – Pierre Richard e Gérard Depardieu em EXCELENTE Comédia das Antigas [Festival de Cinema Francês]

Muitos dos atores mais consagrados dos nossos tempos tiveram suas carreiras iniciadas tempos antes de muitos de nós sequer termos nascido. O que significa, na prática, que muitos de nós criou imagens fixas de artistas consagrados como se eles não tivessem tido um início de carreira – mas tiveram. E aí está o encantamento de assistir a clássicos restaurados ou filmes antigos que voltam ao circuito para o público de hoje: entender como esses artistas se tornaram quem são hoje. Foi o que o Festival de Cinema Francês fez este ano, ao trazer para o circuito exibidor o longa ‘A Cabra’, de 1981, como parte da mostra em celebração ao ator Pierre Richard, homenageado desse ano.

Um homem muito rico e dono de uma importante empresa enfrenta uma situação difícil: é que sua filha, Marie (Corynne Charbit) está desaparecida há meses. Acontece que a jovem além de rica e herdeira, é também muito, muito azarada, por isso o pai colocou um investigador, Campana (Gérard Depardieu), que não conseguiu encontrar seu paradeiro. É então que um funcionário da empresa dá uma sugestão: contratar François (Pierre Richard) para encontrar Marie, uma vez que o sujeito é tão azarado quanto a filha do magnata. Assim começa a improvável campanha de resgate no meio da selva, promovida por um contador mega azarado e um detetive particular mega frustrado por não conseguir realizar seu trabalho direito.

Mais do que uma comédia estrelada pelo tropo policial mau versus policial bom, ‘A Cabra’ é uma comédia crua, bem aos moldes de antigamente, moldada pelas comédias de costume para criticar a metodologia que o inconsciente cria sobre o que é sorte e o que é azar dentro de um contexto em que tudo muda o tempo todo, encabeçados por dois personagens diametralmente opostos que usam a razão e a inspiração como motivadores de suas ações. Desse contraste nasce o humor genuíno no filme de Francis Veber.

Mas são as atuações da dupla principal que arrancam verdadeiras gargalhadas do público. Pierre Richard simplesmente brilha como um cara totalmente azarado, mas que não tem o menor conhecimento do que está acontecendo consigo mesmo, ao contrário: certo de que tudo é acaso, ao receber a proposta de seu chefe entende-se, de uma maneira bem torta, que é ele quem está no comando da missão, levando à loucura o pobre do Campana – e ao vermos o jovem Depardieu em cena, conseguimos entender o frisson que causou tanto no público quanto na indústria da época.

Ter uma dupla de atores em total sintonia faz com que ‘A Cabra’ seja mais do que um filme, e sim uma aula de direção, de roteiro de comédia e de improvisos. E de como é possível fazer comédia sem ser ofensivo, mesmo cinquenta anos atrás. É claro que aqui e ali há alguma situação mais datada, que não seria bem-visto se produzido hoje, mas a ideia e o desenvolvimento de ‘A Cabra’ são tão geniais, que é simplesmente impossível não se permitir rir das situações insanas em que os personagens se metem – principalmente a partir da inocência de François, pois é a sua ingenuidade que proporciona o absurdo da trama.

Simples, atemporal e engraçado do início ao fim, ‘A Cabra’ poderia muito bem ser um filme brasileiro estrelado pelo Hassum, mas é filme francês. O que demonstra a universalidade da comédia bem feita, e também comprova porque Pierre Richard e Gérard Depardieu se tornaram atores tão consagrados até os dias de hoje, cinquenta anos após seu lançamento. Ainda bem que o Festival de Cinema Francês trouxe essa experiência em tela grande para o público de hoje!

Novo “Barbenheimer”? ‘Duna 3’ e ‘Vingadores: Doutor Destino’ mantêm estreia no mesmo dia

Mesmo com o domínio histórico dos filmes de super-heróis nas bilheterias, a Warner Bros. decidiu não recuar. O estúdio manteve o lançamento de ‘Duna 3’ para o dia 18 de dezembro de 2026, mesma data prevista para a estreia deVingadores: Doutor Destino’.

De acordo com o portal World of Reel, a coincidência de datas está sendo vista como o potencial nascimento de um novo “Barbenheimer”. No entanto, o fenômeno é atípico, já que raramente dois blockbusters voltados para grandes fandoms estreiam simultaneamente.

Vale lembrar que o sucesso do “Barbenheimer” original (Barbie e Oppenheimer) se deveu ao fato de os filmes atingirem públicos distintos, enquanto a disputa entre ‘Duna’ e ‘Vingadores’ coloca frente a frente dois gigantes do cinema de entretenimento.

Ainda assim, a Warner parece ter dobrado a aposta, confiando na força da obra de Denis Villeneuve para encarar o MCU.

‘Duna 3’: Timothée Chalamet aparece no deserto em primeira imagem dos bastidores; Confira!

Na trama do livro, Paul Atreides governou como Imperador por 12 anos. Ao aceitar o papel de messias para os Fremen, ele desencadeou uma jihad que conquistou a maior parte do universo, mas é impotente para deter os excessos letais movimento religioso que ele criou.

Lembrando que ‘Duna: Parte 2‘, lançado no começo deste ano, conquistou impressionantes 93% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.

O filme está disponível no catálogo da Max.

Confira nossa crítica em vídeo:

Crítica | ‘Uma Vida de Esperança’ – Um filme convencional sobre superações morais, mas que emociona

Os milagres acontecem, mas é sempre bom termos pessoas que nos conduzem até eles. Preenchendo a tela com superações morais e com a fé atravessando seu roteiro, o longa-metragem Uma Vida de Esperança nos coloca de frente com o luto e, ao mesmo tempo, a necessidade de sermos uma fortaleza, a partir de um protagonista que enfrenta tempestades em forma de tragédias.

Com filmagens no Canadá (Winnipeg) e nos Estados Unidos (Albany), o projeto, ambientado em meados da década de 1990, tem uma fácil compreensão quando pensamos em sua estrutura narrativa – que não se arrisca, seguindo a cartilha da maioria dos filmes sobre superação –, com atalhos usuais e uma base linear que provoca essa assimilação rápida. Inspirado em uma história real, a obra se constrói em torno de uma ideia solidária, batendo nessa tecla com frequência para gerar mensagens positivas, algo que se mostra como o grande objetivo do projeto.

 

Ed (Alan Ritchson) é um pai e marido amado. Quando a esposa parte precocemente, o tempo passa e uma de suas filhas é diagnosticada com uma doença que exige um transplante urgente. Com as conta hospitalares e custos diários aumentando, entra em sua vida Sharon (Hilary Swank), uma cabelereira com marcas no passado e por seus problemas com o alcoolismo. Sensibilizada pela situação da família de Ed, Sharon vai atrás de soluções, se tornado peça-chave de alguns milagres.

Mãos dadas são mais firmes do que qualquer caminhada solitária. Da superação moral à fé – esta colocada à prova de muitas formas – nossos olhos estacionam, na maioria parte do tempo, na personagem Sharon (interpretada pela duas vezes vencedora do Oscar, Hilary Swank), grande força motriz da história. Achando um propósito ao ler no jornal uma notícia, parte ao encontro de algo que dá significado para sua trajetória – marcada pelo vício, que a afastou de muitas pessoas, incluindo seu único filho. Essa história de superação, a partir do fazer o bem, é um exemplo das já mencionadas mensagens positivas que o filme se propõe a transmitir.

Uma Vida de Esperança, mesmo em um sua forma simplista e direta na definição dos conflitos, encontra algumas camadas pelo caminho, chegando inclusive na transmissão da emoção de forma intensa em seu clímax. Esse é um filme para ser sentido, entrega lindas mensagens, mas recorre ao habitual quando pensamos em sua estrutura dramática.

‘Guerreiras do K-Pop’: Netflix revela que o longa já foi visto por meio bilhão de pessoas

Guerreiras do K-Pop é um verdadeiro fenômeno, e agora a Netflix revelou que o longa alcançou 500 milhões de visualizações na plataforma desde a sua estreia no serviço de streaming.

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No longa, quando não estão lotando estádios, as estrelas do K-pop Rumi, Mira e Zoey usam seus poderes secretos para proteger os fãs contra ameaças sobrenaturais.

Além de se tornar um fenômeno no serviço de streaming, o longa alcançou 95% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, além de ter arrecadado quase US$ 25 milhões nas bilheterias norte-americanas.

Daniela Melchior comenta possível retorno como Caça-Ratos no novo DCU

Daniela Melchior, que conquistou o público como a Caça-Ratos 2 em ‘O Esquadrão Suicida’ de James Gunn, falou recentemente sobre a possibilidade de reprisar o papel no novo universo da DC (DCU).

Em entrevista ao portal ScreenRant, a atriz expressou seu desejo de retornar, mas manteve os pés no chão:

“Não sei. Eu adoraria voltar. Cresci muito como pessoa e como artista. Meu sotaque ainda é forte, mas não tanto quanto antes. Seria interessante ver se o James Gunn gostaria de uma versão mais adulta da Caça-Ratos. Tento não pensar muito nisso para não ficar triste”, desabafou.


Lembrando que ‘Supergirl’, próximo longa do dcu, chega aos cinemas nacionais no dia 25 de junho.

Quando um inimigo inesperado e implacável surge como uma ameaça, Kara Zor-El é forçada, contra a sua vontade, a unir-se a uma companheira improvável. Juntas, elas embarcam numa jornada cósmica épica onde vingança e justiça estão em jogo – e onde Kara precisa confrontar as suas origens para encontrar o seu próprio caminho como heroína.

DC Studios escala roteirista de ‘Supergirl’ para novo filme da ‘Mulher-Maravilha’

Dirigido por Craig Gillespie (‘Cruella’), o longa é baseado nos quadrinhos Supergirl: Woman of Tomorrow, da DC.

O elenco ainda conta com Matthias Schoenaerts (Krem), Eve Ridley (Ruthye), David Krumholtz (Zor-El), Emily Beecham (Alura In-Ze), Jason Momoa (Lobo) e Ferdinand Kingsley (Elias Knoll).

James Gunn revela detalhes da nova ‘Supergirl’: “Ela não é o Superman”

Crítica Netflix | ‘Adeus, June’ – Estreia de Kate Winslet tropeça na ausência de visão

Lançado globalmente no dia 24 de dezembro pela Netflix, Adeus, June (Goodbye, June) se apresenta como um drama de despedida formatado para o período natalino. O filme, no entanto, carrega um peso simbólico que ultrapassa o calendário: trata-se da estreia de Kate Winslet na direção. Vencedora do Oscar por O Leitor (2009), Winslet agora assume o controle da narrativa — com resultados aquém da força que marcou sua trajetória diante das câmeras.

A curiosidade inicial em torno do projeto não se limita à mudança de função da atriz. O roteiro é assinado por Joe Anders, filho de Winslet, que também estreia como roteirista. Entre tantas primeiras vezes, instala-se uma sensação incômoda. O impulso por trás da obra parece menos uma urgência artística do que um gesto de legitimação familiar. Essa impressão se infiltra na obra e se manifesta no texto e na encenação padronizada.

Johnny Flynn como Connor, Helen Mirren como June em 'Adeus, June'. (Crédito: Kimberley French/Netflix © 2025.)
Johnny Flynn como Connor, Helen Mirren como June em ‘Adeus, June’. (Crédito: Kimberley French/Netflix © 2025.)

A trama acompanha os últimos dias de June (Helen Mirren), internada em um hospital enquanto a família se reúne para antecipar um Natal que talvez não volte a acontecer. Os quatro filhos retornam à casa dos pais trazendo conflitos apenas esboçados. Entre eles está Julia, personagem interpretada pela própria Winslet, mãe de duas crianças, uma no espectro autista. O papel sugeria uma abordagem complexa, mas acaba reduzido à disputa emocional com a irmã Molly (Andrea Riseborough). Desde a primeira cena, ambas são enquadradas de forma esquemática: a executiva bem-sucedida em oposição à dona de casa ressentida.

Helen (Toni Collette), a irmã distante, surge como um alívio cômico, enquanto Connor (Johnny Flynn), o filho que permanece na casa dos pais, ocupa uma posição ambígua entre cuidador e figura acomodada, com uma trajetória queer. O personagem mais injustiçado, no entanto, é o pai, Bernie (Timothy Spall). Ignorado pelos filhos e emocionalmente invalidado, ele ainda é empurrado para um lugar de culpa, pedindo desculpas por não ter “cuidado melhor” de June. O filme tenta extrair empatia dessa dinâmica, mas acaba minando seus próprios personagens com atitudes que não encontram sustentação dramática.

Andrea Riseborough como Molly e Kate Winslet como Julia em 'Adeus, June'. (Crédito: Kimberley French/Netflix © 2025.)
Andrea Riseborough como Molly e Kate Winslet como Julia em ‘Adeus, June’. (Crédito: Kimberley French/Netflix © 2025.)

O problema central de Adeus, June está nas escolhas formais. A mise-en-scène abdica de qualquer impacto visual em favor de diálogos explicativos e reiterativos. As imagens raramente comunicam algo por si mesmas, tudo precisa ser dito, explicado, reforçado. O resultado é um cinema que desconfia da própria capacidade expressiva e se comporta como um texto ilustrado. Ambientado majoritariamente em espaços fechados — especialmente quartos de hospital —, o filme não transforma o confinamento em tensão, apenas em clausura estética.

Essa limitação se evidencia ainda mais quando Adeus, June é colocado em perspectiva com As Três Filhas, de Azazel Jacobs. Também ambientado quase integralmente dentro de uma casa, o filme de Jacobs converte o sufocamento espacial em potência dramática. Ali, a dor não é verbalizada em excesso: manifesta-se nos silêncios, nos olhares desviados, nos corpos que hesitam entre o afastamento e o contato. As três irmãs — Carrie Coon, Natasha Lyonne e Elizabeth Olsen —, vindas de realidades distintas, tentam compreender quem era aquele pai em estado paliativo quando elas não estavam presentes. O embate revela ressentimentos reais.

Se As Três Filhas é uma xícara de café transbordante — espessa, quente, capaz de queimar —, Adeus, June se assemelha a um copo de água esquecido sobre a mesa. A comparação evidencia que o problema não está no tema, mas na execução: quando os ingredientes não dialogam, resta apenas a sensação de sorver palavras e imagens sem sabor.

Johnny Flynn, Andrea Riseborough, Timothy Spall, Kate Winslet e Fisayo Akinade em 'Adeus, June'. (Crédito: Kimberley French/Netflix © 2025.)
Johnny Flynn, Andrea Riseborough, Timothy Spall, Kate Winslet e Fisayo Akinade em ‘Adeus, June’. (Crédito: Kimberley French/Netflix © 2025.)

A diferença se cristaliza no desfecho. Em As Três Filhas, a cena final — marcada por uma conversa imaginativa, quase fantasmal — reorganiza as tensões acumuladas e produz um impacto emocional. Em Adeus, June, nada semelhante acontece. Não há catarse, ruptura ou imagem que permaneça. Apenas a confirmação de uma despedida anunciada, mas jamais verdadeiramente sentida.

Diante de outras estreias recentes de atores na direção — como Kristen Stewart em Cronologia da Água ou Harris Dickinson em Urchin —, o filme de Winslet soa cauteloso. Enquanto alguns arriscam linguagem e forma, Adeus, June escolhe o caminho mais seguro. Não falha por ser simples, mas por se conformar ao já conhecido, sem pulsão cinematográfica ou ambição estética.

Para uma artista cuja carreira foi construída a partir de escolhas ousadas e personagens memoráveis, como em Almas Gêmeas (1994), de Peter Jackson, e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004), de Michel Gondry, essa estreia no comando das lentes revela menos uma nova voz autoral do que uma hesitação. No cinema, a emoção não se decreta. Constrói-se. E aqui, infelizmente, não chega.

Kate Winslet como Julia e Toni Collette como Helen em 'Adeus, June'. (Crédito: Kimberley French/Netflix © 2025.)
Kate Winslet como Julia e Toni Collette como Helen em ‘Adeus, June’. (Crédito: Kimberley French/Netflix © 2025.)

Ralph Macchio afirma que ‘Karatê Kid’ precisa de um reboot para continuar vivo

O astro Ralph Macchio, eternizado como Daniel LaRusso, comentou recentemente sobre os rumos da franquia ‘Karatê Kid’. Em entrevista à revista People, o ator defendeu que a saga precisa de um “reset” para organizar as diferentes frentes da história.

“Houve discussões”, revelou Macchio. “Com a série e o novo filme com Jackie Chan colidindo ao mesmo tempo, acredito que precisamos de um reinício. É necessário encontrar a maneira perfeita de relançar a marca, pois a base de fãs nunca desapareceu, ela se mantém fiel desde 1984. O desafio é respeitar o público de forma orgânica e manter a integridade dos personagens a longo prazo”.

Embora afirme que não há nada definido para o futuro imediato, o ator garantiu que os envolvidos mantêm contato constante: “Eu, os roteiristas da série e o elenco estamos abertos ao diálogo. Não teremos novidades amanhã, mas estamos explorando possibilidades. Cobra Kai nunca morre e Karatê Kid vive para sempre”.

Vale lembrar que Ralph Macchio voltou a interpretar Daniel LaRusso na série ‘Karatê Kid: Lendas’, atualmente disponível no Disney+.

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Vale lembrar que Ralph Macchio, o eterno Daniel LaRusso, e Jackie Chan, no papel do Sr. Han, também estão confirmados no elenco ao lado de Ben Wang.

O elenco conta com talentos como Aramis Knight (‘Ms. Marvel’), Wyatt Oleff (‘Guardiões da Galáxia’), Joshua Jackson (‘Atração Fatal’), Sadie Stanley (‘Kim Possible’) e Ming-Na Wen (‘Agentes da S.H.I.E.L.D.’).

A trama, ambientada na Costa Leste, focar em um adolescente chinês que encontra força e direção através da mentora de artes marciais.

Jonathan Entwistle (‘Goosebumps 2: Halloween Assombrado’) é responsável pela direção.

O roteiro do novo longa é assinado por Rob Lieber, criador da série ‘I Am Not Okay with This‘.

Aryan Simhadri se inspirou em ‘Um Sonho de Liberdade’ para o arco de Grover na 2ª temporada de ‘Percy Jackson’ [EXCLUSIVO]

A 2ª temporada de Percy Jackson e os Olimpianos’, que adapta o segundo livro da franquia, ‘O Mar de Monstros’, já chegou ao streaming – e recentemente tivemos o privilégio de conversar com o elenco protagonista da atração.

Durante a entrevista, Aryan Simhadri, que interpreta o fauno Grover na atração, explorou a forma como dosou comédia e drama para uma nova iteração que se mostra mais obscura e amadurecida em comparação à anterior.

Nos primeiros episódios, Percy (Walker Scobell) tem um sonho premonitório e descobre que Grover, em sua busca por Pan, foi raptado pelo perigoso ciclope Polifemo, levando o semideus filho de Poseidon em uma mortal missão para resgatar o melhor amigo – e reaver o Velocino de Ouro para restaurar a proteção do Acampamento Meio-Sangue e do mundo. E, mesmo em meio a situações mais pesarosas, Simhadri conseguiu, com sucesso, dosar os elementos dramáticos e cômicos.

“Eu assisti a muita coisa e li muita coisa sobre como é estar em cativeiro e o que significa manter a esperança dentro de um cativeiro”, ele explica. “Sabe, há uma cena em ‘Um Sonho de Liberdade’ em que o protagonista diz: ‘você não pode deixar isso te afetar’. Você tem que mostrar a eles que não irá quebrar. Você tem que focar no que te aguarda do outro lado”.

Simhadri continua: “acho que Grover é a personificação desse princípio. Ele tem um monólogo sobre isso no decorrer da série. Não acho que isso seja um grande spoiler, mas sim, em tudo isso, acho que ele encontra paz na natureza cômica dessa situação toda. E eu também acho que ele tem TDAH, aquela cabeça de semideus como qualquer outra pessoa, mesmo que ele tenha maneiras diferentes de se expressar”.

“Ele tem um começo e fim definitivos para todas as suas frases, mas ele segue caminhos diferentes o tempo todo. Ele muda as coisas na própria mente e eu acho que ele tende a ser engraçado sem perceber”.

Confira a entrevista completa e siga o CinePOP no YouTube:

A série acompanha o jovem Percy Jackson, um garoto que acaba de descobrir que é um semideus – metade humano, metade deus. Percy é filho de Poseidon, o deus dos mares e oceanos na mitologia grega, e precisa aprender a controlar suas habilidades especiais. Frequentando o Acampamento Meio-Sangue, um lugar para crianças e adolescentes como ele, Percy se aproxima de Grover e Annabeth. Grover é um sátiro sensível à natureza e as emoções dos outros, enquanto Annabeth é uma garota astuta e curiosa, características de sua mãe, a deusa Atena.

Juntos, os melhores amigos embarcam em uma jornada para impedir que aconteça uma guerra entre os deuses do Olimpo. Pouco depois de descobrir sua verdadeira origem como semideus, Percy é acusado por Zeus, o deus do céu e também seu tio, de ter roubado o seu mais precioso raio. Percy e seus amigos devem viajar pelo país para encontrar o raio e restaurar a ordem no Olimpo.

A série é estrelada por Walker Scobell (Percy Jackson), Leah Sava Jeffries (Annabeth Chase), Aryan Simhadri (Grover Underwood), Dior Goodjohn (Clarisse La Rue) e Charlie Bushnell (Luke Castellan).

Alec Baldwin revela impacto físico e emocional após tragédia no set de ‘Rust’

O ator Alec Baldwin revelou recentemente que enfrenta graves problemas físicos e de saúde mental desde a tragédia no set deRust, que resultou na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins, em 2021.

De acordo com a Entertainment Weekly, Baldwin afirmou que a experiência “quebrou todos os nervos do meu corpo, espiritual, financeira e profissionalmente, em termos de trabalho e carreira”.

“Se eu te contasse quais foram as minhas condições de saúde desde 21 de outubro de 2021… isso tirou cerca de 10 anos da minha vida”, declarou o ator.

Baldwin não entrou em muitos detalhes sobre os problemas enfrentados, mas revelou que, em determinado momento, “mal conseguia se mover” e que houve um período em que “tirava uma soneca todos os dias durante um ano”.

‘Rust’: Armeira do filme deixa a prisão e cumprirá liberdade condicional

Halyna Hutchins morreu no set do faroeste após Baldwin disparar uma arma cenográfica que continha munição real. O ator chegou a ser acusado de homicídio culposo em janeiro de 2023, mas as acusações foram retiradas meses depois. Ele voltou a ser indiciado em janeiro de 2024; no entanto, um juiz arquivou o caso definitivamente em julho do mesmo ano, impedindo que fosse reaberto.

O ator já havia falado anteriormente sobre os impactos psicológicos do episódio. Em um episódio do reality show The Baldwins, que estreou em fevereiro e foi gravado antes de seu julgamento em 2024, Baldwin revelou sofrer de transtorno de estresse pós-traumático.

“Eu não sei onde estaria se não tivesse você e essas crianças passando por isso comigo”, disse ele à esposa, Hilaria Baldwin, em episódio exibido em 23 de fevereiro.

Em outra edição do programa, Hilaria contou que o marido enfrentou pensamentos suicidas: “Ele sente culpa de sobrevivente. Você se envolve em algo que ninguém poderia imaginar, então tudo volta àquele dia. Ele gostaria que tivesse sido ele”.

Segundo a reportagem, Baldwin aprofundou o tema ao relatar que passava dias deitado na cama, lutando para seguir em frente.

“É algo difícil até de falar, porque pensar em se matar e realmente se matar são coisas profundamente diferentes. Acho que muitas, incontáveis pessoas pensam em tirar a própria vida. E muito poucas realmente fazem isso”, concluiu.

Série baseada na vida da Bruna Surfistinha está fazendo SUCESSO em streaming

Todas as quatro temporadas da série brasileira ‘Me Chama de Bruna‘ já estão disponíveis na Netflix.

Baseada na vida da Bruna Surfistinha, a produção está fazendo sucesso no serviço de streaming – onde já alcançou o TOP 3 das séries mais assistidas da plataforma nacional, desbancando ‘Beijo Explosivo‘, ‘Homem x Bebê‘, ‘Casadas e Caçadoras‘ e ‘Os Donos do Jogo‘.

O seriado retrata a história real da Raquel Pacheco, uma adolescente de classe média que, atraída pelo dinheiro, emoção proibidas e pela busca de sua própria independência, decide mudar de vida e se tornar a Bruna Surfistinha.

Maria Bopp (‘Amigos sem Compromisso’) interpreta a personagem titular.

O elenco ainda conta com a Simone Mazzer, Nash Laila, Stella Rabello, Ariclenes Barroso, Clarice Niskier, Wallie Ruy e Jonas Bloch.

‘Wicked: Parte 2’: Vídeo de bastidores mostra transformação de Jonathan Bailey em Espantalho; Confira!

Wicked: Parte 2’ segue em cartaz nos cinemas nacionais e, agora, a Universal divulgou um vídeo de bastidores que revela a preparação de Jonathan Bailey para dar vida a Fiyero, o icônico personagem que se transforma no Espantalho.

No vídeo, é possível acompanhar o ator passando por todo o processo de maquiagem e caracterização até assumir a aparência do clássico Espantalho, figura emblemática do universo deO Mágico de Oz’.

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‘Wicked: Parte 2’: Final do longa cria erro de roteiro com ‘O Mágico de Oz’

Wicked: Parte 2‘ segue em exibição nos cinemas nacionais!

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A continuação chega aos cinemas também na versão dublada, com as vozes das atrizes Myra Ruiz (Elphaba) e Fabi Bang (Glinda).

O longa é dirigido pelo premiado cineasta Jon M. Chu e conta ainda com a participação da vencedora do Oscar Michelle Yeoh, Jonathan Bailey e Jeff Goldblum, entre outros no elenco.

Confira o trailer de ‘Zero D.C.’, novo drama religioso do diretor de ‘Som da Liberdade’

A Imagem Filmes divulgou o primeiro trailer do drama religioso ‘Zero D.C.‘.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 2 de abril.

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Alejandro Monteverde (‘Som da Liberdade’) é responsável pela direção.

Um rei consumido pelo medo recebe uma profecia sobre o nascimento de uma criança que ameaça seu reinado. Determinado a impedir o cumprimento dessa promessa divina, ele ordena a morte do menino. Mas uma mãe, guiada pela fé, protege seu filho e aceita o plano de Deus. Em meio à perseguição, uma batalha espiritual se desenrola pela salvação da humanidade. Esta é a origem de uma fé que mudará o mundo para sempre.

Com roteiro assinado por Rod Barr, ‘Zero D.C.‘ é baseado no Evangelho de Mateus, da Bíblia, retratando um império em decadência e um governante consumido pelo medo diante de uma profecia capaz de mudar o destino da humanidade. Após o nascimento de uma criança vista como símbolo de rebelião, o rei ordena que seus exércitos a eliminem, espalhando violência e desespero, porém, em meio ao caos, uma mulher se recusa a fugir de seu destino, mantendo viva a chama da esperança.

O elenco conta com Ben Mendelsohn (Rogue One) como o cruel Nahash, Jim Caviezel (A Paixão de Cristo) como o Rei Herodes, Deva Cassel (The Leopard) como Maria, Jamie Ward (Julieta & Romeu) como José e Sam Worthington (Avatar) e Gael García Bernal (Y tu mamá también) em papéis não revelados.

Thomas Jane se junta ao elenco da 5ª temporada de ‘Star Trek: Strange New Worlds’

De acordo com o Deadline, Thomas Jane (‘Do Fundo do Mar’) foi confirmado no elenco da 5ª (e última) temporada de ‘Star Trek: Strange New Worlds‘.

O ator irá interpretar o Leonard “Bones” McCoy, personagem vivido pelo DeForest Kelley na série original.

Além dele, Kai Murakami também foi anunciado como Hikaru Sulu – que foi originalmente interpretado pelo ator George Takei.

Ambos serão introduzidos no episódio final da quinta temporada, que dará conclusão à narrativa.

Apesar do derivado se passar anos antes dos eventos do seriado original, muitos fãs especulavam que os personagem seriam introduzidos na história conforme a produção se aproximasse da linha do tempo original.

Ainda sem estreia, a quarta temporada está programada para 2026.

 

O elenco é formado por Anson MountRebecca Romijn, Ethan Peck, Babs OlusanmokunChristina ChongCelia Rose GoodingJess Bush, Carol KaneMelissa Navia.

Depois de localizarem o outrora perdido Spock, a temporada terminou com a nave Discovery e sua tripulação viajando no futuro, enquanto Pike e o restante da Enterprise ficou para trás. A nova produção gira em torno dessas aventuras, “na década anterior ao aparecimento do Capitão Kirk”.

Diretor de ‘TRON: O Legado’ afirma que ‘TRON: Ares’ é uma história paralela, não uma sequência

O cineasta Joseph Kosinski, responsável porTRON: O Legado’ (2010), falou recentemente sobre TRON: Ares, a nova sequência da franquia.

Vale lembrar que, por anos, Kosinski esteve envolvido no desenvolvimento de ‘TRON: Ascension’, projeto que acabou preso no chamado “inferno do desenvolvimento” até evoluir para o filme que deu origem aTRON: Ares.

“Eu não vejo isso exatamente como uma sequência”, afirmou o diretor, segundo o SFFGazette. “O filme definitivamente utiliza elementos de um projeto em que trabalhei, chamado Tron: Ascension, talvez em algumas cenas e no visual, mas a história foi totalmente invertida e contada a partir de um ponto de vista completamente diferente”.

“Por isso, eu o enxergo mais como uma história paralela do que como uma continuação. Ainda assim, fico feliz em ver que aquilo que Steve Lisberger criou em 1982 continua ressoando até hoje”, completou.

Ao relembrar a produção de TRON: O Legado’, lançado em 2010, Kosinski destacou a liberdade criativa que teve na época:

“Hoje percebo o quanto fui sortudo por a Disney ter me dado tanta liberdade naquele filme. Não sei se isso aconteceria atualmente. Eles queriam que eu ousasse, desde a contratação do Daft Punk até a escolha de atores que ainda não tinham feito grandes produções, além de uma equipe muito jovem”, recordou.

“Foi minha primeira experiência em um set de filmagem. E, de certa forma, acredito que o que torna o filme tão único é justamente o fato de não sabermos quais eram as regras. Nós simplesmente fizemos”, concluiu.

Na trama, Leto (‘Morbius’) interpreta Ares, a manifestação do programa Tron.

O elenco ainda conta com Evan Peters (‘Dahmer: Um Canibal Americano’), Greta Lee (‘The Morning Show’), Jodie Turner-Smith (‘Mistério em Paris’), Cameron Monaghan (‘Gotham’) e Jeff Bridges (‘The Old Man’).

Luiza Mariani e Magali Biff falam sobre ‘Cyclone’, os direitos feministas e suas escritoras favoritas [EXCLUSIVO]

As atrizes Luiza Mariani (‘Todas as Canções de Amor’) e Magali Biff conversaram com o CinePOP sobre Cyclone‘, que já está em exibição nos cinemas nacionais.

O longa é um projeto pessoal de Mariani, que interpretou a protagonista no teatro e há 20 anos trabalha para levá-lo para as telonas. Não à toa, além de estrelar o filme, ela também assina a produção ao lado de Joana Mariani e Eliane Ferreira, e colabora no roteiro de Piffer.

Na entrevista, Luiza e Magali falaram sobre o filme, os direitos femininos  suas escritoras favoritas.

O longa é inspirado na história de Maria de Lourdes Castro Pontes, figura apelidada como Miss Cyclone pelos Modernistas, a partir de uma perspectiva contemporânea, feminina e feminista. Diante dos poucos registros sobre a CYCLONE da vida real, a roteirista Rita Pfiffer preenche as lacunas da sua trajetória e cria uma personagem original, capaz de honrar a memória da única mulher a participar do “O Perfeito Cozinheiro das Almas Deste Mundo”, de Oswald de Andrade, na mesma medida que reflete os dilemas das mulheres modernas.

O elenco de CYCLONE ainda conta com Eduardo Moscovis (“Ela e Eu”), Karine Teles (“Benzinho”), Luciana Paes (“Sinfonia da Necrópole”), Magali Biff (“Pela Janela”), Rogerio Brito (“Um Ano Inesquecível – Primavera”) e Ricardo Teodoro (“Baby”).

‘Anaconda’ deve arrecadar US$ 20 milhões e se tornar a MAIOR estreia da franquia nos EUA

De acordo com o Deadline, o reboot de ‘Anaconda‘ deve arrecadar em torno de US$ 20 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA.

A expectativa é que a nova versão se torne a maior estreia da franquia no país, superando o primeiro filme (US$16.6M), de 1997, e a sequência ‘Anaconda 2: A Caçada pela Orquídea Sangrenta‘ (US$12.8M).

O longa deve alcançar o TOP 2 das maiores arrecadações no território norte-americano, atrás apenas de ‘Avatar: Fogo e Cinzas‘ (US$75M).

Vale lembrar que os críticos não ficaram muito impressionados com o reboot – que conquistou apenas 43% de aprovação no Rotten Tomatoes. O consenso geral detona o tom exageradamente cômico desta nova versão, criticando as piadas que não funcionam, as cenas de ação pouco memoráveis e a falta de destaque da cobra titular.

Crítica | Paul Rudd e Jack Black estrelam o divertido e despretensioso meta-reboot de ‘Anaconda’

Separamos os trechos das principais críticas:

“Lamentavelmente, a estrela de ‘Anaconda’ que recebe menos atenção é justamente a mais importante: a cobra.” (Slant Magazine)

“É meio trágico que, atualmente, a única maneira de Hollywood fazer uma comédia seja forçando de forma desajeitada alguma franquia pré-estabelecida nela.” (ScreenCrush)

“Infelizmente, [o diretor Tom] Gormican tirou completamente a graça da piada principal. As cenas cômicas não funcionam, a ação é desleixada e todos os atores parecem tão perdidos quanto o pobre Owen Wilson parecia estar no filme original.” (Globe and Mail)

“A sequência meta de ‘Anaconda’ cumpre a cota mínima de risadas enquanto zomba alegremente do material original, assumidamente brega. O filme alcança um sucesso básico ao abraçar palhaçadas bobas com uma piscadela para o absurdo óbvio.” (MovieWeb)

“Apesar do filme ser prejudicado por alguns efeitos visuais questionáveis, uma cinematografia sem graça e piadas preguiçosas, essa desordem se torna uma força em uma produção que defende um espírito cinematográfico despojado e amador.” (But Why Tho? A Geek Community)

“‘Anaconda’ é um trabalho decepcionante do diretor Tom Gormican, que falha em criar um reboot bem-sucedido da franquia da Sony Pictures.” (IGN Movies)

“O reboot de ‘Anaconda’ é muito adulto para agradar ao público de ‘Jumanji’, mas não é maduro suficiente para explorar seu próprio potencial.” (New York Magazine)

O longa será lançado nos cinemas nacionais nesta quinta-feira, no dia 25 de dezembro.

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

‘Anaconda’ virou ‘Jararaca’! Vem ver o cartaz…

Tom Gormican (‘O Peso do Talento’) é responsável pela direção.

O elenco conta com Jack Black (‘Jumanji: Bem-vindo à Selva’), Paul Rudd (‘Homem-Formiga’), Steve Zahn (‘Silo’), Thandiwe Newton (‘Westworld’), Selton Mello (‘Ainda Estou Aqui’) e Daniela Melchior (‘O Esquadrão Suicida’).

Ice Cube retornará em reboot de ‘Anaconda’, afirma insider

‘Avatar: A Lenda de Aang’: Novo filme animado será lançado direto em STREAMING

Anteriormente programado para chegar às telonas no dia 9 de outubro de 2026, o novo filme animado da ‘Avatar: A Lenda de Aang‘ teve sua estreia nos cinemas cancelada.

O longa, que recebeu sinal verde por uma administração anterior da Paramount Animation, será lançado direto no serviço de streaming da Paramount+.

Sem data de lançamento, o filme está programado para estrear durante o outono norte-americano (período entre os meses de setembro e novembro).

Na trama…

“Avatar Aang, o último Mestre do Ar do mundo, descobre um poder ancestral que pode salvar sua cultura da extinção. Com a ajuda de seus amigos, ele embarca em uma jornada global para encontrá-lo antes que caia em mãos erradas e ameace destruir a paz pela qual eles sacrificaram tudo.”

A produção contará com as vozes de Taika Waititi, Geraldine Viswanathan, Dee Bradley Baker, Freida Pinto, Ke Huy Quan, Dave Bautista, Eric Nam, Jessica Matten, Dionne Quan, Román Zaragoza e Steven Yeun.

Lauren Montgomery, Steve Ahn e William Mata são responsáveis pela direção.

A trama do longa se passará anos após os eventos de ‘A Lenda de Aang‘, mas antes do início de ‘A Lenda de Korra‘.

Vale lembrar que a série animada conta a história de Aang, o último mestre do ar e atual Avatar, que precisa dominar todos os elementos para derrotar o Senhor do Fogo Ozai e salvar o mundo.

A série original está disponível na Netflix.

Encare seus medos no novo cartaz da sequência ‘Os Estranhos: Capítulo 3’; Confira!

A sequência ‘Os Estranhos: Capítulo 3‘, que marcará o desfecho da trilogia, ganhou um novo cartaz sinistro.

A arte destaca a atriz Madelaine Petsch (‘Riverdale’), que retornará como a sobrevivente Maya, em seu último embate contra os assassinos mascarados.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

O terror está programado para estrear no dia 6 de fevereiro.

No segundo filme, após descobrirem que sua vítima, Maya (Madelaine Petsch), ainda está viva, três maníacos mascarados retornam para terminar o serviço. Sem ter para onde correr e sem ninguém em quem confiar, Maya se vê em uma luta pela sobrevivência contra psicopatas.

Crítica | Os Estranhos: Capítulo 1 – Primeira Parte da Trilogia de TERROR Frustra Exatamente Por Este Motivo

Renny Harlin (‘Do Fundo do Mar’) retorna à direção.