Site Página 383

‘Zootopia 3’: Voz original da Judy revela o que espera de uma possível sequência

Zootopia 2’ segue em exibição nos cinemas, consolidando o sucesso da franquia bilionária da Disney. A atriz e dubladora Ginnifer Goodwin, voz original da protagonista Judy Hopps, comentou recentemente a popularidade da sequência e revelou suas expectativas para um possível terceiro longa.

Em entrevista à Variety, Goodwin destacou o vasto potencial inexplorado do universo de Zootopia:

“Existem outros mundos que eu adoraria ver explorados, porque nem pensei quando estávamos fazendo o primeiro, tipo, ‘E os animais semi-aquáticos?'”, afirmou.

A atriz mencionou que a cena pós-créditos deZootopia 2’ já aponta para essa expansão:

“Se você ficou para a cena pós-créditos de ‘Zootopia 2’, apresentamos outro mundo com um novo tipo de animal. Eu nem fingiria poder prever o que eles vão fazer com ‘Zootopia 3′”, completou.

Zootopia 2’ já está em exibição nos cinemas.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no YouTube:

Jared Bush e Byron Howard (‘Encanto’) são responsáveis pela direção.

Após desvendarem o maior caso da história de Zootopia, os policiais novatos Judy Hopps (Ginnifer Goodwin) e Nick Wilde (Jason Bateman) descobrem que sua parceria não é tão sólida quanto imaginavam quando o Chefe Bogo (Idris Elba) os ordena a se juntarem ao programa de aconselhamento Parceiros em Crise.

Mas não demora muito para que a parceria seja posta à prova quando eles se veem na trilha sinuosa de um mistério ligado à chegada de uma cobra venenosa à metrópole animal.

Prefeito Winddancer é destaque na imagem INÉDITA de ‘Zootopia 2’; Confira!

A produção ainda conta com as vozes de Nate Torrence, Ke Huy Quan, Fortune Feimster, Quinta Brunson, Bonnie Hunt, Don Lake, Jenny Slate, Tommy Chong, Raymond S. Persi, Alan Tudyk e Shakira.

O olhar inventivo e delicado de MICHEL GONDRY é um dos grandes presentes do FESTIVAL DE CINEMA FRANCÊS DO BRASIL

Trazendo filmes novíssimos de realizadores e artistas famosos do universo do cinema mundial, o Festival de Cinema Francês do Brasil consolida-se a cada ano que passa, agora com um novo nome, como um dos eventos cinematográficos mais importantes a chegar ao país. Um desses artistas presentes na programação deste ano é o veterano cineasta francês Michel Gondry.

Dos videoclipes até o mundo mágico do cinema, a carreira de Gondry na sétima arte decolou anos atrás, mas antes disso ele já era um renomado diretor de clipes de grandes nomes da música, como Paul McCartney e Bjork. A virada na carreira veio há cerca de duas décadas, quando esse criativo realizador, neto do engenheiro e inventor Constant Martin – conhecido por criar um aparelho eletrônico eficiente antes mesmo da existência dos sintetizadores – presenteou os cinéfilos do mundo inteiro com a obra-prima protagonizada por Kate Winslet e Jim Carrey, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, que lhe rendeu o Oscar de Melhor roteiro no ano de seu lançamento.

Depois vieram ‘Rebobine, Por favor’, Sonhando Acordado, A Espuma dos Dias e uma série de curtas-metragens que foram consolidando uma filmografia de respeito, criando histórias deliciosas e sem esquecer das reflexões que todo bom roteiro deve provocar nos espectadores.

Seu novo trabalho, o média-metragem Maya, Me Dê um Título, selecionado para o Festival de Cinema Francês do Brasil, explora uma técnica específica de animação com enorme criatividade, construindo uma narrativa delicadamente construída que insere histórias dentro de histórias a partir da relação de um pai cineasta e a saudade da filha.

A trama é muito bem bolada. Por conta da distância, um diretor de cinema resolve criar uma dinâmica com a filha, Maya: pedindo a ela que envie ideias para curtas-metragens de animação nos quais ela será a personagem principal. Ao longo do tempo, de um inusitado terremoto a criação de um avião-pássaro, passando por situações em que ela diminui tamanho, ou se torna uma sereia, ou mesmo em um oceano destruído por ketchup chegando nas incertezas da pandemia, um alegre e contagiante vínculo é criado.

Cena do filme: 'Maya, me dê um Título', disponível na programação do Festival de Cinema Francês do Brasil
Cena do filme: ‘Maya, me dê um Título’, disponível na programação do Festival de Cinema Francês do Brasil

Nessa forma contagiante de aproximar a família ao rico universo da sétima arte da qual faz parte, Gondry mais uma vez brinda os cinéfilos transformando em poesia seu amor por tudo que o cerca. (leia a crítica completa do filme aqui)

O Cinepop está fazendo a cobertura do Festival de Cinema Francês do Brasil, não deixem de conferir todas nossas matérias no site e pelas redes sociais.

Entre os silêncios da empatia e as rupturas do abismo moral: Três destaques do FESTIVAL DE CINEMA FRANCÊS DO BRASIL

Quem não gosta de um bom filme francês? Apresentando um recorte profundo e contemporâneo de uma das filmografias mais aclamadas por cinéfilos de todo o mundo, o Festival de Cinema Francês do Brasil 2025 trouxe na bagagem um leque filmes interessantes de novos e experientes cineastas, que vem adicionando emoção e reflexão ao panorama atual  desse país que todos nós amamos.

Entre os títulos que serão exibidos até o dia 10 de dezembro, em diversas cidades brasileiras, três filmes logo se tornaram um grande destaque por conta de uma temática em comum: as emoções e os comportamentos nas relações interpessoais, que rapidamente se transformam em um mar de reflexões sobre a sociedade atual.

Cena do filme: 'O Apego', um dos destaques do Festival de Cinema Francês do Brasil
Cena do filme: ‘O Apego’, um dos destaques do Festival de Cinema Francês do Brasil

Um deles é O Apego (leia a crítica do filme aqui). Dirigido pela parisiense Carine Tardieu e baseado na obra L’Intimité, de Alice Ferney, o filme apresenta uma narrativa que consegue se posicionar entre o dito e o sentido, traduzindo o interior dos personagens e suas emoções conflitantes. Consegue chegar em pontos de rasgar o coração com uma leveza poética pronta para distribuir reflexões ligadas às complexidades do desamor.

Sandra (Valeria Bruni Tedeschi) é uma mulher solteira que vive seus dias dedicada ao trabalho como administradora de uma livraria. Um dia, sua vizinha da frente precisa que ela cuide de seu filho pequeno, Elliot, pois está em trabalho de parto e precisa ir ao hospital. Quando a vizinho morre durante o parto, o marido dela, Alex (Pio Marmaï), enfrenta a dor dessa perda, e Sandra passa a fazer cada vez mais parte dessa família, acompanhado situações pelos meses que se seguem após o ocorrido.

Cena do filme: 'O Apego', um dos destaques do Festival de Cinema Francês do Brasil
Cena do filme: ‘O Apego’, um dos destaques do Festival de Cinema Francês do Brasil

Outro título que chamou nossa atenção foi Mãos à Obra (leia a crítica do filme aqui). Esse longa-metragem nos mostra um homem e sua série de decepções e aprendizados ao decidir por uma grande virada na vida: trocando a estabilidade e encontrando desilusões. O protagonista dessa história se coloca como observador do que gira ao seu redor, sem nunca perder a esperança – mesmo diante de dificuldades evidentes.

Paul (Bastien Bouillon) deixou uma carreira de relativo sucesso na fotografia para se arriscar no universo literário. Pressionado a realizar um grande romance – com seus trabalhos anteriores sendo um sucesso com os críticos e um fracasso de vendas – e com as contas se acumulando, ele precisa enfrentar a situação enquanto lida com a distância dos filhos, que estão indo com a ex-esposa morar no Canadá, além dos questionamentos e preocupações do pai. Enfrentando essas e outras questões para manter seu novo desejo vivo, Paul luta para sobreviver junto a seus sonhos e acaba se cadastrando em um aplicativo que funciona como um leilão de trabalhos mal pagos.

Cena do filme: 'Mãos à Obra', um dos destaques do Festival de Cinema Francês do Brasil
Cena do filme: ‘Mãos à Obra’, um dos destaques do Festival de Cinema Francês do Brasil

E vale mencionar também, talvez, o filme mais impressionante e certeiro de todos esses – dentro do recorte mencionado. O Estrangeiro (leia a crítica completa aqui) do cultuado cineasta francês François Ozon expõe de forma brilhante o ‘melô da indiferença’. A natureza das relações interpressoais, sob o ponto de vista de um personagem com uma indiferença alarmante, é o alicerce desse longa-metragem denso que destrincha a morte moral do incômodo, em vez do arrependimento. Nada em O Estrangeiro, é rasteiro: do amor às hipocrisias, vamos caminhando pelas camadas que revelam através de um observador apático diante do que está ao seu redor.

Em uma Argélia do início dos anos 1930, com grande desigualdade social entre franceses e argelinos nativos, conhecemos Meursault (Benjamin Voisin, em atuação irretocável), um homem que vive seus dias com um distanciamento emocional latente em relação a toda construção de relações que estabelece. Após sua mãe morrer em um asilo, ele se reaproxima de Marie (Rebecca Marder), uma conhecida de outros tempos com quem acaba se envolvendo. No entanto, distante de qualquer vínculo mais próximo, se vê envolvido em um assassinato a sangue frio, sendo julgado e condenado.

Cena do filme: 'O Estrangeiro', um dos destaques do Festival de Cinema Francês do Brasil
Cena do filme: ‘O Estrangeiro’, um dos destaques do Festival de Cinema Francês do Brasil

O Cinepop está fazendo a cobertura do Festival de Cinema Francês do Brasil, não deixem de conferir todas nossas matérias no site e pelas redes sociais.

Overman – O Filme

 

Elenco:

Caco Ciocler
Karina Ramil
Otávio Müller

 

Direção: Tomas Portella

Gênero: Comédia

Duração: — min.

Distribuidora: Disney

Orçamento: R$ — milhões

Estreia: 2 de Julho de 2026

Sinopse: 

Em OVERMAN, acompanhamos um homem sem propósito e com a vida desorganizada emocional e financeiramente. Até que recebe, do Governador, uma proposta de trabalho na Secretaria de Segurança Pública, porém, nosso super-herói logo percebe que o novo emprego é mais desafiador do que imaginava.

Curiosidades: 

» O longa é baseado nos quadrinhos da premiada cartunista Laerte Coutinho;

» Overman ficou popularmente conhecido pelas tirinhas publicadas no jornal Folha de São Paulo. A artista paulistana considera que Overman não conhece os próprios limites, chegando até mesmo a ser “over”, por isso, Overman;

» O diretor Tomás Portella revela um dos grandes desafios do filme: “Temos um personagem dos anos 90 e precisamos atualizar o discurso e o humor para os tempos atuais. E, para transformar uma tirinha em um longa-metragem, é preciso dar uma tridimensionalidade para os personagens e ter uma coerência afetiva nas histórias. As tirinhas por si só são um recorte, mas, neste projeto, temos o objetivo de desenvolver o filme e deixá-lo crescer de maneira fluida, sem transformá-lo em esquetes”;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Cássia Eller

(Cássia Eller)

 

Elenco: Cássia Eller, Nando Reis, Luiz Melodia, Milton Nascimento, Zélia Duncan, Chicão.

Direção: Paulo Henrique Fontenelle

Gênero: Documentário

Duração: 96 min.

Distribuidora: H2O Filmes

Orçamento: R$ — milhões

Estreia: 29 de Janeiro de 2015  – Relançamento em 4 de Dezembro de 2025 nos cinemas

Sinopse: 

Documentário sobre a cantora Cássia Eller, uma poderosa força inquieta no palco e a timidez em pessoa fora dele. Um dos grandes nomes da música brasileira, Cássia Eller marcou a década de 1990 e chocou o país com sua morte precoce em 2001. Um filme sobre a cantora, a mãe, a mulher que expôs sua vida pessoal e rompeu barreiras, deixando um belo legado social e artístico.

Curiosidades: 

» Foi exibido na sessão Hour Concours, do Festival do Rio 2014.

» Os cantores Zélia Duncan, Nando Reis, e a companheira de Cássia, Maria Eugênia, participam do documentário.

 

Crítica: 

Crítica | Cássia Eller, por  (Nota: 10,0)

 

Trailer:

Cartazes: 

Fotos:

‘Landman’ é RENOVADA para a 3ª temporada pela Paramount+

Paramount+ renovou oficialmente a série ‘Landman‘ para a 3ª temporada.

Estrelada por Billy Bob Thornton, a produção se tornou uma das 10 séries mais vistas do segmento streaming durante o quarto trimestre de 2024. O seriado ainda manteve uma audiência sólida no início de 2025, acumulando quase 9.7 bilhões de minutos de visualização ao longo de 11 semanas, no ranking TOP 10 de Streaming da Nielsen.

Com 77% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, a segunda temporada segue em exibição. O próximo episódio, intitulado Dancing Rainbows, irá ao ar no dia 7 de dezembro.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

O elenco ainda conta com Jon HammMichael PeñaJames JordanKayla WallaceMark ColliePaulina ChavezDemi Moore, Ali LarterMichelle RandolphJacob Lofland.

Baseada no podcast ‘Boomtown‘, a série e é descrita como uma série de altos e baixos sobre magnatas e bilionários selvagens alimentando um boom tão grande que está remodelando nosso clima, nossa economia e nossa geopolítica.

Criador de ‘Alien: Earth’ comenta sobre possível CROSSOVER com ‘Predador’

Em entrevista ao podcast Smartless, o criador Noah Hawley (‘Legion’) foi questionado sobre um possível crossover entre a série ‘Alien: Earth‘ e a franquia ‘Predador‘.

Apesar de um futuro embate entre as criaturas ter sido indicado em ‘Predador: Terras Selvagens‘, Hawley descartou a possibilidade dos Predadores fazerem uma visita ao seu universo.

“Acredito que [o crossover] não acontecerá na série. Acho que o Dan Trachtenberg, que dirigiu ‘O Predador: A Caçada’ e ‘Predador: Terras Selvagens’ está fazendo um ótimo trabalho com aquela franquia. Ele claramente tem um plano [para o futuro da saga]. Eu só o encontrei uma vez, então não estamos coordenando nenhum tipo de crossover. Isso não está realmente nos meus planos.”

Vale lembrar que a série já está renovada para a 2ª temporada.

A produção é ambientada em 2120, dois anos antes dos eventos do longa original, ‘Alien, o 8º Passageiro‘.

Ridley Scott, diretor do filme original, entra como produtor da série.

O elenco é formado por Sydney Chandler, Alex Lawther, Timothy Olyphant, Essie Davis, Samuel Blenkin, Babou Ceesay, David Rysdahl, Adrian Edmondson, Adarsh Gourav, Jonathan Ajayi, Erana James, Lily Newmark, Diem Camille e Moe Bar-El.

Richa MoorjaniKaren AldridgeEnzo CilentiMax RineheartAmir BoutrousVictoria MasomaTom MoyaAndy YuMichael SmileyJamie BispingTanapol Chuksrida fazem parte da atração como atores convidados.

Confira o trailer DUBLADO da 3ª temporada de ‘Teerã’, série de espionagem da Apple TV+

A Apple TV+ divulgou o primeiro trailer da 3ª temporada de ‘Teerã‘ (Tehran), série de espionagem criada por Moshe Zonder (‘Fauda’).

O próximo ciclo estreará oficialmente no dia 9 de janeiro.

Nos novos episódios, Hugh Laurie (‘House’) retorna como Eric Peterson, um inspetor nuclear sul-africano. Ele estrela ao lado de Niv Sultan, que retoma seu papel amplamente celebrado como a agente Tamar Rabinyan.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

Vale lembrar que a produção já está renovada para a 4ª temporada!

A série é comandada por Daniel Syrkin.

‘Tehran’ conta a história de uma agente da Mossad que se disfarça durante uma perigosa missão no Teerã, que coloca ela e todos a sua volta em perigo.

A atriz israelense Niv Sultan estrela. Shaun ToubNavid Negahban, Shervin AlenabiLiraz CharhiMenashe Noy completam o elenco.

Keke Palmer investiga mistério no teaser do reboot de ‘Meus Vizinhos são um Terror’; Confira!

O Peacock divulgou o primeiro teaser de ‘The ‘Burbs‘, reboot da série clássica ‘Meus Vizinhos são um Terror‘.

Keke Palmer (‘Não! Não Olhe!’) estrela a nova versão.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

A produção estreará oficialmente no dia 8 de fevereiro.

Criado por Celeste Hughey (‘Disque Amiga para Matar’), o seriado ainda conta com roteiro de Rachel Shukert (‘The Handmaid’s Tale’).

Nzingha Stewart (‘Daisy Jones & the Six’) é responsável pela direção.

Ambientada em um subúrbio dos dias atuais, a trama segue um jovem casal que retorna para a casa da infância do marido. Logo, o mundo deles vira de cabeça para baixo quando novos vizinhos se mudam para a casa ao lado, trazendo velhos segredos à tona e uma nova ameaça mortal que estilhaça a ilusão de sua vizinhança tranquila.

O elenco ainda conta com Jack WhitehallJulia DuffyPaula PellMark ProkschKapil Talwalkar.

Ella Purnell é destaque em cena inédita da 2ª temporada de ‘Fallout’; Confira!

O Prime Video divulgou um novo clipe da 2ª temporada de ‘Fallout‘, elogiada adaptação pós-apocalíptica da aclamada franquia homônima de games.

No vídeo dublado, Ella Purnell (‘Yellowjackets’) tenta fazer um resgate pacífico de seu companheiro de missão, Walton Goggins (‘Os Oito Odiados’).

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

O próximo ciclo estreará oficialmente no dia 17 de dezembro.

20250818 102809

20250818 102806

20250818 102752

20250818 102757

20250818 102747

20250818 102744

20250818 102735

Vale lembrar que a série já foi renovada para a 3ª temporada.

Jonathan Nolan, cocriador de ‘Westworld‘, é responsável pela adaptação.

A trama dos jogos se passa em uma realidade alternativa durante o século XXII, nos EUA, após uma guerra nuclear. Os sobreviventes da guerra vivem em abrigos subterrâneos conhecidos como Cofres. A franquia é conhecida pelo seu estilo futurista, humor negro e violência extrema.

O elenco conta com Ella Purnell (‘Yellowjackets’), Walton Goggins (‘Os Oito Odiados’), Xelia Mendes-JonesAaron MotenKyla MacLachlan (‘Twin Peaks’).

Geneva Robertson-Dworet (‘Tomb Raider’) e Graham Wagner (‘Silicon Valley’) servem como showrunners.

Lançado em 1997, a primeira iteração teve aclame universal por parte da crítica especializada. O sucesso de público rendeu outras três sequências, bem como cinco games derivados.

Taron Egerton deve estrelar novo terror de LOBISOMENS da Netflix

De acordo com o Deadline, a Netflix venceu uma disputa acirrada e adquiriu os direitos do terror de lobisomens ‘Alpha‘.

Taron Egerton (‘Kingsman: Serviço Secreto’), que já fez sucesso no serviço de streaming com o suspense ‘Bagagem de Risco‘, está sendo cotado para estrelar a produção.

Descrito como uma mistura entre ‘Psicopata Americano‘ e ‘Um Lobisomem Americano em Londres‘, o longa promete trazer “um tom divertido e sexy ao explorar o universo da masculinidade tóxica, ganância e o mito do sucesso”.

Na trama…

“Um analista americano de temperamento ameno ascende na hierarquia de uma implacável empresa de investimentos londrina, apenas para descobrir um horror mais assustador do que o próprio setor: o monstro insaciável que desperta dentro dele.”

Adam GoldwormTory Tunnell e Joby Harold servirão como produtores.

Vale lembrar que Egerton será o protagonista de outro projeto da Netflix: o suspense de sobrevivência ‘Apex‘, ao lado da Charlize Theron.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

Cary-Hiroyuki Tagawa, de ‘Mortal Kombat’, morre aos 75 anos

Cary-Hiroyuki Tagawa, conhecido por estrelar a adaptação live-action de ‘Mortal Kombat‘, morreu aos 75 anos.

De acordo com o Deadline, o artista faleceu ontem (4) devido a complicações de um AVC.

Além de ter interpretado o vilão Shang Tsung na adaptação de 1995, o ator reprisou seu papel nas séries ‘Mortal Kombat: Legacy‘ e ‘Mortal Kombat X: Generations‘. Ele também deu voz ao personagem nos jogos ‘Mortal Kombat 11‘ e ‘Mortal Kombat: Onslaught‘.

Recentemente, Tagawa estrelou as três primeiras temporadas de ‘O Homem no Castelo Alto‘, que seguem disponíveis no catálogo brasileiro do Prime Video.

O ator fez sua estreia nas telonas no clássico ‘Os Aventureiros do Bairro Proibido‘, e voltou a trabalhar com o mestre John Carpenter no terror ‘Vampiros‘, de 1998.

Com mais de 100 créditos em sua filmografia, ele estrelou filmes como ‘007 – Permissão para Matar‘, ‘Aconteceu em Los Angeles‘, ‘Massacre no Bairro Japonês‘, ‘Tigre Branco‘, ‘Passagem para o Inferno‘, ‘Pearl Harbor‘, ‘Planeta dos Macacos‘, ‘Elektra‘, ‘Memórias de uma Gueixa‘, ‘47 Ronins‘, entre outros.

Na TV, participou de produções populares como ‘Miami Vice‘, ‘Os Justiceiros‘, ‘S.O.S. Malibu‘, ‘Sabrina, Aprendiz de Feiticeira‘, ‘Poltergeist – O Legado‘, ‘Heroes‘, ‘Revenge‘, ‘Teen Wolf‘ e ‘Grimm‘.

Seu trabalho mais recente foi na série animada ‘Samurai de Olhos Azuis‘, onde deu voz ao Eiji, mestre na forja de lâminas.

Milla Jovovich busca VINGANÇA no trailer do suspense ‘Protector’; Confira!

O thriller de ação ‘Protector‘, estrelado pela Milla Jovovich (‘Resident Evil’), ganhou o primeiro trailer.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

Adrian Grünberg (‘Rambo: Até o Fim’) é responsável pela direção.

Na trama, Nikki (Jovovich), uma veterana heroína de guerra, pensava ter deixado seu passado violento para trás para viver uma vida tranquila com sua filha, Chloe. Porém, quando sua filha é sequestrada por uma quadrilha de tráfico humano, Nikki é forçada a mergulhar no submundo do crime da cidade em uma busca implacável. Ao usar seu treinamento militar para desmantelar um sindicato do crime impiedoso, Nikki atrai a atenção da polícia e do exército, tornando-se a criminosa mais procurada. Nessa corrida contra o tempo, Nikki precisa usar as habilidades de combate que pensava ter deixado para trás para salvar sua filha.

O elenco ainda conta com Isabel Myers, Manny Montana, Michael Stahl-David, Lydia Hull, D.B. Sweeney, Chase E. Kim, Don Harvey, Gabriel Sloyer, Texas Battle, Arica Himmel e Matthew Modine.

O longa será lançado nos cinemas norte-americanos no dia 20 de fevereiro.

‘Alpha’: Novo TERROR da diretora de ‘Raw’ e ‘Titane’ ganha data de estreia

O terror ‘Alpha‘, próximo filme da diretora Julia Ducournau (‘Raw’ e ‘Titane’), finalmente ganhou data de estreia.

O longa está programado para ser lançado no dia 27 de março.

Na trama, Alpha é uma adolescente problemática de 13 anos que vive com sua mãe solteira. O mundo delas entra em colapso no dia em que ela volta da escola com uma tatuagem no braço.

Crítica | Alpha – Corpos em Pó, HIV, Estética e o Vazio Alegórico de Julia Ducournau [Cannes 2025]

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Golshifteh Farahani (‘A Pedra da Paciência’) e Tahar Rahim (‘A Serpente’) serão os protagonistas.

“‘Alpha’ será o filme mais pessoal da Julia, o seu trabalho mais profundo, e estamos ansiosos para o público ao redor do mundo conferir essa história,” declararam as produtoras FilmNation Entertainment e Charades. “Mal podemos esperar para trazer este filme para Cannes e começar as negociações de venda.”

“‘Alpha’ é uma nova página do trabalho da Julia Ducournau; consistente com seus projetos anteriores, mas com um tom inteiramente novo,” afirmaram os produtores em comunicado oficial. “Para fazer justiça a este projeto excepcional, tivemos que superar as convenções, o que é evidente por essa combinação de produtores.”

Trailer de ‘Casamento Sangrento 2’ quebra RECORDE de visualizações

Sucesso! O primeiro trailer da aguardada sequência ‘Casamento Sangrento: A Viúva‘ (Ready or Not 2: Here I Come) registrou 68 milhões de visualizações em suas primeiras 24 horas desde o seu lançamento.

O vídeo se tornou o trailer mais assistido da história da Searchlight Pictures neste mesmo período, superando a cinebiografia ‘Um Completo Desconhecido‘ (48M de views).

De acordo com o Deadline, o trailer alcançou 33 milhões de visualizações no TikTok; 12 milhões no Facebook; 10 milhões no Instagram; 6 milhões no YouTube; 3 milhões no Twitter; 2 milhões no Pinterest; e 1 milhão no Reddit.

Vale lembrar que o terror será lançado nos cinemas nacionais no dia 9 de abril.

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Momentos após sobreviver a um ataque sangrento da família Le Domas, Grace (Samara Weaving) descobre que alcançou o próximo nível do jogo mortal — e, desta vez, com sua irmã distante, Faith (Kathryn Newton), ao seu lado. Grace tem apenas uma chance de sobreviver, manter sua irmã viva e reivindicar o Alto Assento do Conselho que controla o mundo. Quatro famílias rivais estão à sua caça pelo trono, e quem vencer governará tudo.

O elenco ainda conta com Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy, Néstor Carbonell, David Cronenberg, Elijah Wood, Kevin Durand, Olivia Cheng, Varun Saranga e Daniel Beirne.

Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, de ‘Pânico VI‘, retornam à direção.

O roteiro de ‘Casamento Sangrento 2‘ foi assinado por Guy Busick e R. Christopher Murphy, que prometem manter o tom ácido e sangrento da franquia.

‘O Senhor dos Anéis’: Épico retorna aos cinemas dos EUA para celebrar 25 anos da trilogia

No próximo ano, o épicoO Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel’ completará 25 anos de estreia. Para celebrar a data e a marca histórica da franquia no cinema, a Warner Bros. anunciou que relançará os três filmes da saga, em suas versões estendidas, de volta às telonas.

Conforme a Variety, nos Estados Unidos, as exibições ocorrerão em formato DBOX entre 16 e 19 de janeiro, e depois em formatos padrão de 23 a 25 de janeiro.

Até o momento, não há confirmação sobre o relançamento das versões estendidas nos cinemas no Brasil.

Além de relançar as versões estendidas (que somam cerca de 11 horas e meia de duração, contra as nove horas da versão de cinema), a Warner Bros. oferecerá itens de colecionador temáticos: Baldes de pipoca especiais com mapas da Terra-média estarão disponíveis por tempo limitado em cinemas selecionados.

Elijah Wood indica possível retorno como Frodo em ‘O Senhor dos Anéis: A Caçada por Gollum’

Baseados nos romances de fantasia de J.R.R. Tolkien, os filmes foram dirigidos e escritos por Peter Jackson e filmados consecutivamente na Nova Zelândia.

O impacto da trilogia é monumental, a série arrecadou quase US$ 3 bilhões no mundo todo. Além de acumular 17 Oscars no total.

O terceiro filme, ‘O Retorno do Rei’, levou 11 Oscars, empatando comBen-Hur e Titanic como os filmes mais premiados da história.

senhor dos aneis

‘Stranger Things’: Jamie Campbell Bower revela segredos surpreendentes por trás da criação da maquiagem de Vecna

A 5ª temporada de Stranger Things já está disponível na Netflix e o ator Jamie Campbell Bower, que interpreta o temido vilão Vecna/One/Henry, falou recentemente sobre o complexo processo de criação do visual de seu personagem no novo ano.

Em entrevista ao Deadline, Campbell Bower detalhou que o visual de Vecna na 5ª temporada foi uma experiência mais colaborativa e menos dependente de maquiagem protética de corpo inteiro em comparação com a 4ª temporada.

O ator explicou a transição no uso de próteses e o foco na presença imponente do vilão: “Essa temporada, com certeza, é mais uma colaboração entre departamentos, o que para mim foi realmente divertido, porque obviamente adorei o processo de corpo inteiro na 4ª temporada. Foi fabuloso. Não é algo que você faz com frequência como ator”.

“Nesta temporada, o que você está vendo são predominantemente próteses, daqui para frente [gesticulando para o rosto]. A mão é protética… mas estou usando um traje morph pintado com vinhas também”, acrescentou.

Campbell Bower revelou que teve discussões ativas com a equipe de efeitos práticos e visuais (VFX) para garantir que a escala e o tamanho de Vecna permanecessem ameaçadores, apesar da mudança no figurino:

“Lembro de conversar com o Barry [Gower, da BGFX] depois que fizemos a primeira prova com a maquiagem e dizer para ele: ‘O que seria ótimo é se pudéssemos aumentar o tamanho dos ombros. Então talvez seja melhor pensar em usar algo como protetores de futebol americano,’ só para garantir que ele ainda seja imponente quando eu estiver enfrentando outra pessoa”, destacou.

Ele também mencionou soluções práticas para a performance:

“O Barry voltou e tinha incorporado no próprio traje dois blocos que eu podia simplesmente colocar os braços para baixo, então não precisava me preocupar em andar assim. Eu podia andar como Vecna sem muita preocupação. Depois, algo como altura também… Eu tinha elevações de seis polegadas nos meus sapatos”, afirmou.

Apesar do uso de CG em certas partes do corpo, o ator insistiu em manter sua performance física:

“O que você vê na tela sobre o jeito que ele se move, o que ele faz, como ele se move, isso ainda sou eu por baixo, por baixo do CG, até o ponto em que, antes dele aparecer no quarto episódio de 5, vemos ele em silhueta atrás da membrana”, ressaltou.

Ele concluiu que a equipe preferiu usar sua performance específica, mesmo para silhuetas:

“Eles dizem: ‘Bem, podemos fazer com um duplo ou só na pós-produção… Mas seria ótimo ter você, porque você se move de um jeito específico.’ Eu pensei: ‘Claro que vou estar lá. É meu trabalho. Eu amo estar aqui.’ Então foi legal. Foi um processo completamente diferente”, concluiu.

‘Stranger Things’: Criador faz apelo para que fãs desliguem as “configurações lixo” da TV antes de assistirem à série

O segundo volume da última temporada de ‘Stranger Things‘ estreará no dia 25 de dezembro, às 22h. O capítulo final, no entanto, tem transmissão agendada para 31 de dezembro, às 22h.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Os novos episódios se passam no outono de 1987. Hawkins segue abalada pela abertura dos portais, e nossos heróis se unem pelo mesmo objetivo: encontrar e matar Vecna (Jamie Campbell Bower). Mas ele desapareceu e ninguém sabe seu paradeiro. Para complicar tudo, o governo colocou a cidade sob quarentena militar e intensificou a caça à Onze (Millie Bobby Brown), que precisou se esconder novamente. Conforme o aniversário do desaparecimento de Will (Noah Schnapp) se aproxima, uma ameaça familiar volta à tona. A batalha final se aproxima e, com ela, uma escuridão ainda mais poderosa e mortal. Para acabar com esse pesadelo, todo o grupo precisará se unir de novo pela última vez.

O elenco estelar conta com Millie Wolfhard, Millie Bobby Brown, Noah Schnapp, Caleb McLaughlin, Gaten MatarazzoSadie Sink, Joe Keery, Maya Hawke, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Jamie Campbell Bower, Brett Gelman, David Harbour e Winona Ryder.

Jessica Alba relembra cena “humilhante” em ‘Quarteto Fantástico’: “Eu achei aquilo horrível”

A atriz Jessica Alba, que interpretou Susan Storm, a Mulher Invisível, no filme Quarteto Fantástico, relembrou recentemente suas memórias das filmagens, destacando uma cena em particular que ela considerou “humilhante”.

Em entrevista à Variety, Alba contou que sua “cena menos favorita” foi a de Sue Storm reaparecendo completamente nua sobre uma ponte após ficar invisível:

“Eu achei aquilo horrível. Foi muito humilhante na vida real. Cresci em uma família bastante conservadora, e sou uma pessoa muito modesta. Eu temi essa cena por semanas. Tenho muito ‘trauma de chicote’ daqueles dias”, disse ela.

Apesar do desconforto com a cena, Alba guarda boas lembranças de interpretar Sue Storm, destacando a força moral e a independência da personagem:

“Ela era uma mulher em quem eu me inspirava”, disse. “Era muito maternal e gentil, mas também não era alguém que deixava os outros passarem por cima; ela falava o que pensava. Tinha um ótimo senso moral. Não importa quem você seja, dá para admirar essa personagem”.

Ela também pontuou como o papel se destacava na época: “Muitas vezes, as mulheres nessas histórias precisavam ser salvas por um homem ou eram o problema da trama. Isso naquela época. Hoje é diferente”.

‘Quarteto Fantástico: Primeiros Passos’: Grande parte do filme foi DESCARTADA e REMODELADA antes do lançamento

Questionada se assistiu à interpretação recente de Vanessa Kirby como Sue Storm em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos’, Alba disse que ainda não conseguiu ver o filme:

“Geralmente assisto a esses filmes com meus filhos, e se ‘Sonic’ estiver disponível, meu filho quer ver 85 vezes seguidas. Quando se trata de filmes para a família, meus filhos dominam totalmente o que assistimos. Mas preciso convencê-lo, porque nós temos que ver! Eu amo a Marvel, e eles são tão divertidos”, destacou.

Quarteto Fantástico, estrelado por Chris Evans, Jessica Alba, Michael Chiklis e Ioan Gruffudd, está disponível no Disney+.

Crítica | ‘O Estrangeiro’ – Uma obra-prima desconfortante que avança pelo ‘melô da indiferença’ [Festival de Cinema Francês do Brasil]

A natureza das relações interpessoais, sob o ponto de vista de um personagem com uma indiferença alarmante, é o alicerce de um longa-metragem denso que destrincha a morte moral do incômodo, em vez do arrependimento. Nada em O Estrangeiro, novo trabalho do cultuado cineasta francês François Ozon, é rasteiro: do amor às hipocrisias, vamos caminhando pelas camadas que se revelam através de um observador apático diante do que está ao seu redor.

Em uma Argélia do início dos anos 1930, com grande desigualdade social entre franceses e argelinos nativos, conhecemos Meursault (Benjamin Voisin, em atuação irretocável), um homem que vive seus dias com um distanciamento emocional latente em relação a toda construção de relações que estabelece. Após sua mãe morrer em um asilo, ele se reaproxima de Marie (Rebecca Marder), uma conhecida de outros tempos com quem acaba se envolvendo. No entanto, distante de qualquer vínculo mais próximo, se vê envolvido em um assassinato a sangue frio, sendo julgado e condenado.

Algumas obras do filósofo franco-argelino Albert Camus buscam reflexões profundas sobre o ser humano e os porquês da existência. Uma dessas, L’Etranger, inspira este novo trabalho de Ozon, trazendo ao público uma série de questionamentos existenciais em uma narrativa que se sobrepõe a importância do fato em relação ao detalhe, e onde a prisão é o próprio reflexo de como se sente. Outro ponto importante, o silêncio, ganha tons mais fortes do que sussurros, tornando-se constante na narrativa e ampliando a expressividade nas emoções.

Guiados por um personagem taciturno, indecifrável, cuja característica mais expressiva é a indiferença, completamente distante de esperanças, caminhamos por ares filosóficos questionadores, nos quais a justiça e a fé ganham espaço como um complemento de uma representação complexa, que se fortalece com a fotografia em preto e branco – destacando sentimentos que progridem para uma atmosfera cada vez mais angustiante.

Selecionado para o Festival de Veneza deste ano, e integrando a programação do Festival de Cinema Francês do Brasil 2025, O Estrangeiro é uma obra impressionante que traduz a essência humana sob uma perspectiva da apatia, onde o sentir tristeza e o questionar encontram a indiferença de um protagonista acomodado em não sentir nem refletir sobre o que observa.

Crítica | ‘Mãos à Obra’ – Um malabarismo por conflitos existenciais sem nunca perder o rumo do discurso [Festival de Cinema Francês do Brasil]

Nem sempre a vida que sonhamos se realiza da maneira – e no tempo – que queremos. Selecionado para a programação do Festival de Cinema Francês do Brasil, o longa-metragem Mãos à Obra nos mostra um homem e sua série de decepções e aprendizados ao decidir por uma grande virada na vida: trocando a estabilidade e encontrando desilusões. O protagonista dessa história se coloca como observador do que gira ao seu redor, sem nunca perder a esperança – mesmo diante de dificuldades evidentes.

De mãos dadas com a melancolia, a narrativa se torna cada vez mais intimista, com uma narração do ‘eu interior’ compondo os elos dessas correntes emocionais. Nessa densidade, e com ritmo dosado, o malabarismo dos conflitos nunca perde o rumo do discurso de sua premissa sobre reconstruir a vida, encontrando algumas camadas que servem de apoio às reflexões propostas.

Paul (Bastien Bouillon) deixou uma carreira de relativo sucesso na fotografia para se arriscar no universo literário. Pressionado a realizar um grande romance – com seus trabalhos anteriores sendo um sucesso com os críticos e um fracasso de vendas – e com as contas se acumulando, ele precisa enfrentar a situação enquanto lida com a distância dos filhos, que estão indo com a ex-esposa morar no Canadá, além dos questionamentos e preocupações do pai. Enfrentando essas e outras questões para manter seu novo desejo vivo, Paul luta para sobreviver junto a seus sonhos e acaba se cadastrando em um aplicativo que funciona como um leilão de trabalhos mal pagos.

Os estágios da sensação de falta de sentido – ou mesmo de propósito – vão ganhando espaço como se fossem episódios de uma trajetória com altos e baixos. Pendurar quadros, montar objetos, cortar grama e madeira, jogar árvores de natal fora para as pessoas: tudo isso vira sua rotina, enquanto ele se joga no que lhe resta – o sobreviver – e nadando contra a maré das incertezas. O interessante desse roteiro é que não se joga questionamentos, prefere apresentar os fatos e os acasos como uma ferramenta de imersão existencialista, mas sem muito confrontos com o ‘próprio eu’.

Para quem gosta de se encontrar com histórias de fáceis resoluções, esse filme pode ser um grande desafio. Nada em Mãos à Obra acontece depressa; há um reforço do tempo como elemento representativo do aprendizado – algo ligado também à maturidade. Contando ainda com uma competente direção de Valérie Donzelli, esse é um interessante projeto que pode gerar muitas reflexões.