Em um futuro apocalíptico, o jovem Thomas é escolhido para enfrentar o sistema. Ele acorda dentro de um escuro elevador em movimento e não consegue se lembrar nem de seu nome. Na comunidade isolada em que foi abandonado, Thomas conhece outros garotos que passaram pela mesma situação. Para conseguir escapar, ele precisa descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr muito.
A quinta temporada de ‘Phineas e Ferb’ capturou a atenção dos fãs logo no primeiro teaser ao sugerir a morte de Linda Flynn-Fletcher, a mãe dos protagonistas. No clipe, Linda era atingida por um raio de energia disparado acidentalmente durante uma briga entre o Dr. Doofenshmirtz e Perry, o Ornitorrinco.
Felizmente, Linda não morreu. No episódio, ela foi apenas transformada em uma nuvem, o que, ainda assim, representou um grande desafio para o elenco principal.
Em entrevista ao ComicBook, os co-criadores Jeff “Swampy” Marsh e Dan Povenmire comentaram sobre a intensa reação negativa que se seguiu ao clipe que insinuava a morte de Linda.
Dan Povenmire confirmou que a resposta do público foi exatamente o que eles esperavam:
“Estávamos ocupados na época, mas foi ótimo ver uma resposta tão forte do público. Essa é uma das minhas coisas favoritas que já fizemos, o final daquele episódio. Mostrei para cinco pessoas diferentes que nem eram grandes fãs da série, e todas estavam rindo… até que aquilo acontece, e elas ficam de boca aberta!”, afirmou.
Marsh disse que adorou assistir aos vídeos de reação dos fãs: “Foi muito divertido ver os vídeos de reação, porque todo mundo estava tão feliz que a série tinha voltado, e de repente era tipo ‘AAAAAA!'”.
Povenmire complementou, destacando o choque da desintegração: “Ela se desintegrou de forma tão completa que as pessoas pensaram: ‘não tem como voltar disso!'”
O co-criador ainda revelou uma brincadeira que fez com a imprensa antes da estreia, provando que cumpriu, de certa forma, as duas promessas:
“O mais divertido é que, antes da estreia, a imprensa perguntava o que esperar da quinta temporada, e eu dizia: ‘Vamos matar um personagem principal logo no primeiro episódio. E mais pra frente, Phineas e Ferb vão construir uma estante com o pai deles’. As duas coisas realmente aconteceram!”, concluiu.
“A nova temporada de Phineas e Ferb seguirá os inventivos meio-irmãos enquanto eles enfrentam mais 104 dias de verão. Candace está mais determinada do que nunca a finalmente pegar seus irmãos mais novos, enquanto seu ornitorrinco de estimação, Perry, continua levando uma vida dupla como o elegante Agente P, cuja única missão é impedir que o Dr. Doofenshmirtz domine a área Tri-State”, diz a sinopse.
Vincent Martella (Phineas) e David Errigo Jr. (Ferb) retornarão para reprisar seus papéis nesse revival, e eles não estarão sozinhos. Ashley Tisdale dublará Candace mais uma vez, enquanto Dee Bradley Baker dará voz ao nosso querido Perry, o Ornitorrinco. E, claro, Dan Povenmire retornará para dar vida ao icônico Dr. Doofenshmirtz.
Olivia Olson também se juntará à equipe, escrevendo e interpretando Vanessa Doofenshmirtz.
O ator Tyrese Gibson, conhecido pela franquia ‘Velozes e Furiosos’, foi preso nesta sexta-feira, 3 de outubro, na Geórgia, após um acidente trágico envolvendo seus cães. A prisão ocorreu semanas depois de seus quatro cães da raça mastim supostamente atacarem e matarem o animal de estimação de um vizinho.
Segundo a People, Gibson foi fichado na cadeia do Condado de Fulton, na Geórgia, e acusado de um crime de maus-tratos contra animais, segundo registros online. O ator havia recebido um prazo para se entregar às autoridades após a emissão de um mandado de prisão, mas não havia cumprido a ordem.
Gibson foi liberado pouco tempo após a prisão, mediante pagamento de fiança no valor de US$ 20.000.
A capitã da polícia do Condado de Fulton, Nicole Dwyer, comentou que Gibson“sabia que havia um mandado de prisão contra ele há mais de uma semana e não se entregou conforme solicitado”.
No final do mês passado, um ou mais dos cães mastim de Gibson supostamente mataram Henry, um Cavalier King Charles Spaniel de 5 anos de um vizinho.
Harrison Parker, tutor de Henry, relatou à WSB-TV 2 que havia deixado seu cão no quintal, protegido por uma cerca. Ao voltar minutos depois, Parker encontrou o animal morto na entrada de casa. Documentos judiciais indicam que Henry sofreu hemorragia interna e perfurações.
“Não ouvir mais seus latidos por aqui é simplesmente horrível. Ele era um dos cães mais doces, e vê-lo ser assassinado assim… não há palavras para descrever”, disse Parker ao canal, em luto.
O advogado de Gibson, Gabe Banks, afirmou que o ator estava cooperando plenamente com as autoridades para resolver a situação e que “expressa suas mais profundas condolências à família que perdeu seu amado cão nesse trágico incidente, ocorrido enquanto o Sr. Gibson estava fora de casa”.
O advogado informou que, após a tragédia, Gibson já havia encaminhado seus cães para novos lares.
‘Monstro: A História de Ed Gein’, terceira temporada da popular série antológica baseada em crimes reais, já está disponível na Netflix. No Rotten Tomatoes, o novo ano conquistou 45% de aprovação da crítica, com base em 11 avaliações, e 64% de aprovação do público.
Para efeito de comparação, a primeira temporada, ‘Dahmer: Um Canibal Americano’, obteve 57% de aprovação da crítica (com base em 30 críticas) e 82% do público. Já a segunda temporada, ‘A História de Lyle e Erik Menendez’, registrou os mesmos 45% de aprovação crítica (baseada em 31 avaliações) e 58% do público.
Os críticos se dividiram: alguns consideraram a série superficial e sensacionalista, enquanto outros destacaram o novo ano como uma produção complexa e perturbadora.
“O melhor Monster até agora. A história de Ed Gein é perturbadora e complexa, e você vai sair se perguntando se o monstro não é você por ter assistido”, disse EJ Moreno do EJ Moreno.
“‘Monstro: A História de Ed Gein’ é tão sensacionalista e descuidado quanto os quadrinhos que Ed lê, um produto do sensacionalismo, da provocação gratuita e da desinformação”, disse Therese Lacson do Collider.
“‘Monster’ transforma Ed Gein em uma figura mítica novamente e, com isso, elimina a complexidade e a crueza que eram desesperadamente necessárias para que a série funcionasse”, disse Aramide Tinubu da Variety.
“Dizer que ‘Monstro: A História de Ed Gein’ é uma das produções mais sem foco de Ryan Murphy não é pouca coisa”, disse Brian Tallerico do RogerEbert.
“Os criadores Ryan Murphy e Ian Brennan optaram por um elemento da Segunda Guerra Mundial para destacar o mundo interior dele. Isso acaba se tornando um tanto exagerado em alguns momentos, o que, imagino, não agradará a todos. Para ser honesto, não agradou a mim”, disse Karina Adelgaard do Heaven of Horror.
“Monstro: A História de Ed Gein faz um bom trabalho ao apresentar ao público um serial killer que muitos talvez não conheçam, mas que teve enorme influência em filmes de terror, de Psicose a O Massacre da Serra Elétrica”, disse Joel Keller do Decider.
Nos campos congelados da zona rural de Wisconsin, na década de 1950, um recluso simpático e gentil chamado Eddie Gein vivia tranquilamente em uma fazenda decadente – escondendo horrores tão macabros que redefiniriam o pesadelo americano. Motivado pelo isolamento, pela psicose e por uma obsessão avassaladora pela mãe, os crimes perversos de Gein deram origem a um novo tipo de monstro que assombraria Hollywood por décadas.
Laurie Metcalf dará sua à mãe do psicopata titular, enquanto Suzanna Son viverá sua única amiga e Tom Hollander interpretará Alfred Hitchcock, diretor de ‘Psicose‘.
Tem dias, semanas, meses e até anos que nos sentimos com a energia baixa, reclusos, cheio de dúvidas sobre o futuro e com inúmeros problemas aparecendo diariamente me nossa frente. Nesses momentos nada melhor do que distrair a mente com uma boa obra cinematográfica. Pensando nisso, separamos abaixo 10 produções que você precisa conferir:
Nunca mais Nevará
Na trama, conhecemos Zenia (Alec Utgoff), um jovem ucraniano que está na Polônia (não sabemos de maneira ilegal ou não) oferecendo seus serviços de massagem para um leque de famílias de um condomínio na Polônia. O personagem, bastante introspectivo e com dons no piano acaba virando um grande conselheiro e bastante querido por todos pelas suas ótimas sessões de massagens e energia que é levada de casa em casa. Por meio de lembranças curtas e noites mal dormidas, vemos conhecendo pouco a pouco esse intrigante personagem de poucas falas.
O Efeito Aquático
Na trama, conhecemos o tímido Samir, um operador de guindaste que mora próximo de Paris e vive uma vida pacata. Certo dia, em uma local da cidade avista a professora de natação Agathe, uma mulher forte e cheia de energia que conquista o coração de Samir logo à primeira vista. Para viver esse amor platônico e intenso, Samir resolve se matricular nas aulas de natação de Agathe (mesmo já sabendo nadar) para assim ir conhecendo melhor a personalidade da amada.
Na trama, conhecemos Bessie Smith (Queen Latifah), um furacão, um ego enorme e uma energia carismática que conquistava plateias por onde passava. Bessie teve uma infância pobre e lutou muito para chegar aonde chegou. Após romper com sua mestre Ma Rainey (mais um show de interpretação da impactante Mo’Nique), Bessie vai em busca de criar seu próprio show. Nas longas ferrovias que interligavam os Estados Unidos, a imperatriz dos blues segue sua trajetória de sucesso, porém, possui lembranças que ainda a assombram.
Na trama, conhecemos Usnavi (Anthony Ramos), imigrante da República Dominicana, perto dos seus 30 anos que possui um pequeno mercadinho em Washington Heights, bairro de Nova York (um bairro que na visão dos seus moradores, estava desaparecendo em Nova York). Nesse mesmo bairro moram vários imigrantes latinos e personagens que acompanhamos mais de perto, como Vanessa (Melissa Barrera), uma jovem que busca o sonho de ser estilista mas trabalha para pagar as contas em um salão de cabelereiro; Nina (Leslie Grace) a jovem que é o orgulho do bairro pois conseguiu entrar na prestigiada faculdade de Stanford mas ela volta para passar as férias no lugar onde nasceu com segredos sobre sua jornada; Benny (Corey Hawkins) um jovem que trabalha numa empresa de táxi do pai de Nina e sonha em assumir o negócio quando o chefe se aposentar. Esses e outros personagens passarão dias intensos quando um apagão acontece, alguém do bairro ganha 96.000 dólares na loteria, uma querida personagem parte e sonhos precisarão ser reconquistados.
Na trama, conhecemos Tracy (Lola Kirke), um jovem estudante que tende à solidão por não conseguir se socializar com os jovens ao seu redor. Certo dia, é orientada por sua mãe a conhecer sua mais nova meia-irmã que está morando na mesma cidade que ela. Assim, ela conhece Brooke (Greta Gerwig) e sua vida começar a ter algum sentido, guiada pelas ações e pelo modo de viver a vida da meia irmã, que possui um positivismo do sonhar, típico de toda uma geração.
Na trama, exibida no Festival de Berlim, conhecemos parte da vida e trajetória de redenção do famoso cartunista norte americano John Callahan (Joaquin Phoenix) que sofrera um grave acidente quando tinha 21 anos, que o deixou paraplégico. Entre as idas e vindas do roteiro, acompanhamos John e as mudanças que sua nova condição transformam sua vida, desde a batalha contra o alcoolismo até o foco nas artes quando resolve se tornar cartunista, sempre com um humor ácido e polêmico.
Na trama, ambientada na mais famosa cidade francesa e seu enorme centro egocêntrico de concorrência coorporativa, conhecemos o brilhante professor e homem de negócios Alain Wapler (Fabrice Luchini) que passa mais tempo no trabalho do que em casa, tendo pouca proximidade com a filha, principalmente após a perda da esposa. Durante uma semana corrida e cansativa, Alain tem um AVC que afeta seu cérebro na região da memória e onde grava palavras, assim, precisa passar um tempo longe do trabalho para se recuperar e conta com a ajuda de sua filha Julia (Rebecca Marder) e da Fonoaudióloga Jeanne (Leïla Bekhti). Com o passar dos dias Alain percebe que sua vida entrou em uma grande e inesperada mudança.
Tal Pai, Tal Filha
Na trama conhecemos Rachel (Kristen Bell), uma jovem, workaholic, que vem crescendo rapidamente na empresa onde trabalha. Sua vida é 90% trabalho e isso acaba por terminar seu noivado no dia da cerimônia de casamento, evento que seu pai Harry (Kelsey Grammer) apareceu de surpresa. Sem entender direito a sucessão de fatos que acontecem nesse dia direito, Rachel, resolve à noite, sair, para uma bebedeira com Garry, que não vê a mais de duas décadas e acabam acordando em um cruzeiro onde seria sua lua de mel. Assim, ao longo de curtos dias, os dois precisarão enfrentar os dramas do passado e tentar construir uma ponte para um entendimento melhor para o futuro.
Na trama, conhecemos um grupo de amigos muito unidos que passam por um momento de tristeza quando um deles falece precocemente por conta de uma doença. A única herança que ele deixara para sua única filha foi o dinheiro investido em um passe de um jogador de futebol perna de pau. Para tentar recuperar o dinheiro em questão, os amigos farão de tudo para tornar o perna de pau em pelo menos um jogador negociável/rentável e assim conseguirem recuperar o dinheiro investido e dar uma boa vida para a filha do amigo.
Na trama, voltamos à Polônia, no final da década de 30, perto da invasão nazista, onde o casal Antonina (Jessica Chastain) e Jan (Johan Heldenbergh) vivem felizes administrando um zoológico bastante frequentado em Varsóvia. Quando a invasão nazista chega mais forte na Polônia, a rotina da família é modificada, resolvendo abrigar dezenas de judeus perseguidos pelos alemães por todos os lados na capital polonesa. Dedicando seus esforços nesse tempo de guerra e perseguição, o casal precisará com Lutz Heck (Daniel Brühl) que antes um amigo acaba se tornando um dos chefes da invasão nazista naquela parte da Polônia.
É inegável dizer que a cultura celta, principal base para as inúmeras lendas sobrenaturais envolvendo as mais fantásticas figuras do folclore mundial, sempre foi alvo de exploração por artistas, seja no campo da literatura, do cinema ou até mesmo da televisão. Afinal, ela espalha seus ramos desde os primórdios da sociedade – com seu ápice de conquista nos primeiros séculos depois do endossamento da era comum, até seu refreamento forçado com a dominação da Igreja Católica perante a Europa da Idade Média – até os dias de hoje, sendo cada vez mais relida, readaptada e distorcida para atender a um novo público-alvo, sem perder sua essência.
Logo, já era de se esperar que uma iteração analisando a secularidade de um grupo particular de criaturas sobre-humanas – as bruxas – caísse nos olhos de Ryan Murphy, principalmente se levarmos em consideração seu apreço pelo macabro e pelo horror. Em meados de 2013, o showrunner anunciou que sua série antológica ‘American Horror Story’ havia sido renovada para uma terceira temporada, e aproveitou o hype dos anos anteriores para fornecer sua própria perspectiva sobre um clã de feiticeiras residentes em uma Nova Orleans contemporânea, mas ainda carregada de preconceitos e retrocessos.
‘Coven’ pode não ser exatamente a melhor temporada da série, mas é uma de suas mais ousadas. É possível encontrar tudo o que mais gostamos em uma boa narrativa mística, incluindo feitiços, sangue, sexo e reviravoltas emocionantes – e tudo isso sem perder o toque já conhecido de seu criador, atrelado a temas-base que perpassam todas as fases do gênero de terror. Deste modo, não espere apenas uma história linear sobre bruxas, e sim um compilado de referências atemporais que se inclinam à imortalidade dos clássicos que sempre povoaram o imaginário popular.
A CASA DO SOL NASCENTE
Mais uma vez, nos deparamos com uma atmosfera cercada pelo ininteligível. Seguindo o padrão visto nas iterações anteriores, Murphy nos apresenta a um cenário reconhecível apenas pela verossimilhança com a sociedade à qual estamos acostumados: a estrutura de uma mansão que, como já podemos imaginar, esconde segredos por trás das fortes estruturas marmóreas. É fácil traçar uma linha comparativa com as outras duas ambiências principais de ‘Murder House’ ou ‘Asylum’: o grande casarão traz uma arquitetura própria do início do século XX, com sua simetria exacerbada e sua majestuosidade perante ao bairro ao qual pertence, nos relembra daquele comprado pela família Harmon na primeira temporada, seja por sua característica sombria (reafirmada com a serenidade de sua morbidez) ou até mesmo pelo modo como nos é apresentada – utilizando a técnica de distorção com contra-plongées e lentes olho-de-peixe.
Uma das primeiras sequências, toda coreografada em câmera lenta, leva a protagonista Zoe (Taissa Farmiga) através dos nada convidativos portões de ferro para sua nova vida. Afinal, ela descobriu pertencer à linhagem de bruxas há pouquíssimo tempo – e de uma forma bem traumática -, e agora deve arcar com as consequências de seus poderes ao sair de sua confortável para o subúrbio de Nova Orleans. Diferentemente de Vivien ou Lana, Zoe entra em uma concepção um tanto quanto não ortodoxa da jornada do herói, atendendo ao chamado pela aventura sem pedi-lo ou sem desejá-lo, e mergulhando em um mundo de feitiços, vodus, guerras de sangue e uma busca pela nova líder do clã branco. É interessante notar que o uso do slow motion é angustiante, demorado e justificável pela transição entre o plano terrestre e o plano espiritual: sua entrada na mansão marca um desequilíbrio na ordem natural das coisas, visto que desencadeia uma série de eventos culminando em mortes, ressurreições e até mesmo vinganças.
As marcas do manicômio Briarcliff também são fortes, principalmente se levarmos em consideração a estrutura de seus corredores claustrofóbicos e sufocantes. A cor branca neste novo cenário é predominante; entretanto, em vez de nos remeter à pacificidade e à plenitude, entra em constante conflito com sua simbologia ao ser perscrutado por presenças estranhas. Assim que a jovem entra na casa, ela é perseguida por figuras trajas em preto – que logo revelam ser suas companheiras: Queenie (Gabourey Sidibe), Madison (Emma Roberts) e Nan (Jamie Brewer), três aprendizes de feiticeira que foram descobertas pelo Conselho Ancião nos ápices de seu desabrochar.
As quatro alunas são marcadas pela cor preta. Uma cor neutra, que pode inclinar-se para o refinamento e para o amadurecimento quanto para a podridão e a morte. Apenas pelo cenário principal, pela imponência superficial a tomar conta de cômodos amplos, porém vazios, é possível premeditar que uma tempestade está vindo – e que alguém irá se machucar. Os momentos de escape e de pureza estão encarnados na figura materna de Cordelia Foxx (Sarah Paulson), a responsável pelo desenvolvimento das jovens bruxas. Ela, diferentemente das outras, acredita que seus poderes devem ser usados estritamente para o bem, mas não refreia seus instintos protetores e não mede seus esforços para manter o bem-estar do coven ao qual foi designada. Até mesmo seu jeito de se portar carrega semelhanças aos arquétipos dos guardiões de histórias épicas, ainda que não carregue todo o cinismo necessário para a completude de seu arco.
As garotas são suas próprias inimigas. É claro que inúmeras diferenças se apossam da convivência entre elas, seja nos assuntos mais fúteis imagináveis ou seja a partir de um embate identitário e espacial. Cada uma ali luta por uma presença necessária dentro do coven e dentro da sociedade, havendo de sofrer os preconceitos carregados pelos humanos – que muitas vezes não compreendem a capacidade extraterrena concedida a uma pequena parcela de seus iguais – e emergindo como uma nova raça. Através dos novos treze episódios, somos apresentados a flashbacks de décadas e séculos passados, discorrendo sobre questões raciais, misticismo, tortura e crença no inexplicável. Afinal, é inerente ao ser humano buscar nas divindades e na fé algo concreto para aquilo que não se vê, e sim se sente. O time criativo de Murphy e Brad Falchuk, seu eterno colaborador, realizou um ótimo trabalho traduzindo a veracidade de temas-base como o preconceito racial – através de pequenas pérolas muito bem trabalhadas de assassinato e luto – e o encantamento da cultura celta aplicada em facetas como a vingança.
É aqui que as coisas começam a ficar mais interessantes. É de se esperar que a comunidade bruxa seja, de forma generalizada, autoprotetora – mas não é exatamente isso o que acontece. Temos uma rixa secular entre negros e brancos, iniciada até mesmo com o prólogo fundador da temporada – os terrores empregados por Madame Delphine LaLaurie (Kathy Bates), uma matriarca conhecida por instituir a câmara de horrores para seus escravos, utilizando-se de métodos desumanos para castigá-los como bestialização, desfiguração e castração. Entretanto, seus métodos não se restringiam apenas aos servos, mas espalhavam-se para suas próprias filhas como forma de educá-las. Sua completa falta de percepção atraiu as forças de uma lendária feiticeira chamada Marie Laveau (Angela Bassett), a qual arquitetou um plano para torná-la imortal e forçá-la a passar a eternidade confinada num caixão de madeira.
Esse é o momento-chave que marca a disparidade entre as duas raças. Laveau tem uma concepção imutável de que sempre será rechaçada por aquelas que jurou apoiar – e com razão: como supracitado, os flashbacks não apenas nos apresentam as diversas vertentes mágicas que inspiraram os personagens de ‘Coven’, mas também as diárias batalhas sofridas por grande parte dos personagens, incluindo aqueles com os quais a personagem de Bassett se relacionava. Atravessando diferentes décadas, ela presenciou cenas horríveis em que crianças eram enforcadas simplesmente por serem negras, em que amigos próximos a esfaqueavam pelas costas após conseguirem arrancar-lhe segredos místicos, até que sua personalidade resiliente a permitisse selar um acordo com uma das “chefonas” do clã branco no tocante à divisão territorial, mantendo uma trégua durante quase cinquenta anos.
AS SETE MARAVILHAS
Não espere encontrar apenas um tipo de narrativa nessa temporada de ‘American Horror Story’. Aqui, todo cuidado é pouco, e manter-se fiel apenas à perspectiva eurocêntrica de como a cultura mágica conseguiu se atrelar à atemporalidade psicoantropológica de cada uma das fases da sociedade é cometer um erro imperdoável. Cada personagem criado para esta iteração em específico tem suas raízes fincadas às inúmeras subculturas mundiais que interferem fortemente nas narrativas contemporâneas: Cordelia, Madison e Zoe, por exemplo, são inspiradas nos clãs escoceses de Stonehenge que, desde o início do milênio passado, idolatravam as deusas celtas pedindo por proteção, fertilidade e amor. Queenie e Laveau, por sua vez, encarnam as inúmeras referências aos cultos africanos, associando-se até mesmo à figura de Tituba – ícone da obras ‘As Bruxas de Salem’ – para emergirem como representantes dignas de uma vertente que cada vez mais é explorada pelos artistas.
Temos também a presença de outras personagens que aumentam essa complexidade. Misty Day (Lily Rabe) é uma clara alusão às ninfas da natureza da mitologia grega, adornada com uma insegurança e uma feminilidade dócil, porém dúbia, que lhe torna uma das mais atraentes personagens de toda a franquia ‘AHS’. Sua inocência perante os atos errôneos dos homens a fez ser queimada na fogueira; entretanto, seus poderes a trouxeram de volta e permitiram que se tornasse uma subestimada protetora dos necessitados, sendo convidada para se juntar ao coven branco antes de encontrar um doloroso fim. Myrtle Snow (Frances Conroy) é uma figura um tanto quanto tragicômica, visto que tornou-se parte do Conselho Ancião por falta de opções e utiliza-se de uma abordagem conservadora para impor seus ideais à comunidade bruxa, ao mesmo tempo em que busca pela justiça e emerge como a principal presença materna para Cordelia, sua protegida. Apesar das boas intenções e da sensatez com a qual comanda as coisas, ela é um alvo fácil para forças superiores a diminuírem.
E então temos Fiona Goode (Jessica Lange), a qual pode ser considerada a principal inimiga da essência da série. Fiona é a Suprema, ou seja, a principal líder do clã branco que, como qualquer pessoa pode entender, deveria lutar pela integridade e pela proteção de suas “crias”, incluindo sua filha, Cordelia. Entretanto, precisamos entender que Fiona é fruto de uma sociedade podre e cujo único objetivo é o alcance do poder absoluto: ela não apenas é uma vilã inescrupulosa, mas sim um poço de ambição que a levou a assassinar a antiga Suprema para que fosse coroada como a governante-mor ainda adolescente. Seus fortes traços permanecem até o tempo presente, em suas rugas e sua constante decadência física, reflexo do que deixou acontecer ao prestígio que sua casa outrora carregava. Até mesmo suas responsabilidades são deixadas de lado para benefício próprio – ora, ela abandonou sangue de seu sangue para buscar algo que nem mesmo o mais poderoso dos magos poderia lhe conceder: a vida eterna – e, forçada a retornar para suas raízes, ela tem como afeição aproximar-se das futuras feiticeiras para roubar-lhe o brilho, a juventude e o crescente fluxo de poder.
Mesmo assim, a beleza da personagem está em seu coração obscuro, o qual, pontualmente, deixa-se levar por sentimentos puros para proteger aqueles que magoou, direta ou indiretamente. Percebemos que ela passou sua vida inteira mergulhada numa mentira, afastando-se da filha quando poderia ajudá-la e buscando por uma redenção que nunca chegou – muito pelo contrário: seu definhamento caminhou paralelamente aos trágicos acontecimentos dos clãs e encontrou um fim à medida em que uma nova era se iniciava com a emergência sem precedentes de uma nova Suprema. A queda do velho e a ascensão do novo.
FETISH FOR MY LUST
Já sabemos que Murphy é apaixonado pela distorção, pelo horror e, principalmente, pela sensualidade – e ‘Coven’, mesmo com suas falhas estruturais, é a clara representação de como os princípios básicos do terror podem ser tratados com o máximo de sexualidade possível. Todas as personagens, inegavelmente, têm ciência de sua presença em cena e deslizam da forma mais graciosa possível através dos grandiosos cenários, impondo-se como peças imprescindíveis para as resoluções da trama.
As protagonistas da narrativa principal buscam pela supremacia mágica e pela realização das Sete Maravilhas, ou seja, sete habilidades sobrenaturais que as permitirão ou não se tornar a nova Suprema. Apesar da surpresa, é agradável saber que Cordelia, após ser subestimada por aqueles à sua volta, será essa nova figura. Mas o mais satisfatório é entender que cada um desses feitiços a serem realizados é representação de um pecado capital – e o domínio sobre cada um deles indica o autoconhecimento de determinado indivíduo. Suas alunas “falharam” em completá-los por não atingirem o amadurecimento necessário, mas a personagem encarnada por Paulson estava apenas esperando o momento certo para endossar sua posição soberana (em outras palavras, após controlar um dos instintos mais primitivos do ser humano – a luxúria).
A terceira temporada de ‘American Horror Story’ mais uma vez supera expectativas e adiciona outra camada ao microcosmos idealizado pelos diversos montantes do místico, do horrendo e até mesmo do sedutor. Ela pode não ser a melhor entrada da antologia, mas certamente merece o devido reconhecimento, ainda mais por ter conquistado os fãs com força descomunal.
Uma das carreiras profissionais mais instáveis é a dos artistas. Assim como a dos esportistas, ela pode ter uma vida útil curta. No esporte, um profissional precisa dar tudo de si em sua fase de ouro, para colher os frutos depois – isso porque aos 40 anos de idade, um esportista já é considerado velho e está buscando sua aposentadoria. Com muitos artistas acontece o mesmo. Por isso se deve colher os frutos quando ainda se tem muitos produtores batendo à sua porta. Raros são os casos de artistas que se mantém no topo por décadas, ou em alguns casos, por toda a sua carreira.
Mesmo os que se tornam lendários precisam reconhecer que em determinada fase, os tipos de papeis oferecidos já não são mais os mesmos, você se torna quase sempre coadjuvante e só será protagonista em filmes menores e menos significativos. Isso quando não cai diretamente no ostracismo. Ser grande em determinada época não significa que será mantido para sempre no mesmo patamar. É a lei natural não apenas do negócio, como também da vida.
Pensando nisso, resolvemos dar uma olhada em algumas atrizes bem famosas dos anos 80, que estavam em tudo quanto é lugar na época, mas que infelizmente não conseguiram dar continuidade a tal fama nas décadas seguintes. Confira abaixo.
Para os que cresceram nos anos 1980, a graciosa Helen Slater será sempre a ‘Supergirl’ daquela década. Ou será que será sempre a Billie Jean? Isso porque seus dois primeiros filmes foram justamente os cult ‘Supergirl – O Filme’ (1984 – sua estreia no cinema) e ‘A Lenda de Billie Jean’ (1985). Mas seus maiores sucessos seriam duas comédias: ‘Por Favor, Matem Minha Mulher’ (1986), com Danny DeVito e Bette Midler, dos mesmos criadores de ‘Corra que a Polícia Vem Aí’; e ‘O Segredo do Meu Sucesso’ (1987), com Michael J. Fox. A atriz fecharia a década com ‘Namorados por Acaso’ (1989), comédia romântica com Patrick Dempsey.
Shelley Long
A loirinha Shelley Long ficou famosa graças à sitcom ‘Cheers’, um marco da TV norte-americana, no qual interpretou Diane Chambers em 122 episódios (de 1982 a 1993). No cinema, seu filme mais marcante foi a produção de Steven Spielberg, ‘Um Dia a Casa Cai’ (1986), no qual atuou ao lado de Tom Hanks. A atriz ainda estrelou ‘Corretores do Amor’ (1982), ‘Diferenças Irreconciliáveis’ (1984), ‘Que Sorte Danada!’ (1987), ‘Está Sobrando uma Mulher’ (1987) e ‘Bandeirantes de Beverly Hills’ (1989) na década.
Por falar em ‘Corra que a Polícia Vem Aí’, o primeiro filme de Julie Hagerty foi justamente ‘Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu’, em 1980, dos mesmos realizadores: Jim Abrahams, David Zucker e Jerry Zucker. A atriz também voltaria para a sequência do filme, em 1982. Ela também foi dirigida por Woody Allen em ‘Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão’ (1982), Albert Brooks em ‘Relax’ (1985) e Robert Altman em ‘Além da Terapia’ (1987) e ‘Ária’ (1987). Hagerty também atuou ao lado de Steve Guttenberg em ‘Esses Médicos Muito Loucos’ (1985) e Madonna em ‘Doce Inocência’ (1989).
Rae Dawn Chong
Rae Dawn Chong foi uma das atrizes de grande representatividade nos anos 1980. Ela é uma destas atrizes que víamos em todo lugar, mas a maioria nunca descobriu seu nome. É claro que na década, seu filme mais marcante foi o thriller de ação ‘Comando para Matar’ (1985), ao lado de Arnold Schwarzenegger, que passou sem parar em muitas reprises. No mesmo ano, no entanto, ela era dirigida por Steven Spielberg no indicado ao Oscar ‘A Cor Púrpura’, no papel de Squeak. Depois vieram comédias como ‘Uma Escola Muito Louca’ (1986) e ‘Os Trapaceiros da Loto’ (1987), com Michael Keaton. A atriz também esteve em suspenses dramáticos como ‘Cidade do Medo’ (1984) e ‘Um Diretor Contra Todos’ (1987).
Lori Singer
Lori Singer foi outra loira que marcou a década de 1980 e poderia ser facilmente confundida com Daryl Hannah. É claro que quando falamos em Lori Singer, o filme que vem imediatamente à cabeça foi sua estreia no cinema com ‘Footloose – Ritmo Louco’ (1984), um dos longas mais dançantes da sétima arte, com Kevin Bacon. No ano seguinte, ela apareceria ao lado de Sean Penn e Timothy Hutton no thriller ‘A Traição do Falcão’ (1985), na comédia ‘O Homem do Sapato Vermelho’ (1985), com Tom Hanks, e em ‘Vidas em Conflito’ (1985), com o saudoso Kris Kristofferson (falecido em 28 de setembro deste ano). Singer fecharia a década com o terror ‘Warlock – O Demônio’ (1989).
Alexandra Paul
O caminho normal para grande parte dos atores e atrizes é começar a carreira na TV, para depois escalar até o cinema. Muitos fizeram essa trajetória. Mas com Alexandra Paul foi diferente. Isso porque o segundo trabalho da atriz no cinema já foi ao lado de John Carpenter em ‘Christine – O Carro Assassino’ (1983), baseado no livro de Stephen King. Seria só em 1992 que ela estrelaria seu papel mais famoso, como a salva-vidas Stephanie Holden na série sensação ‘Baywatch – S.O.S. Malibu’, na qual ela ficaria por 92 episódios até 1997. Antes, Paul marcaria em filmes como o drama de esporte ‘Competição de Destinos’ (1985), com Kevin Costner e Rae Dawn Chong, no thriller ‘Morrer Mil Vezes’ (1986), com Jeff Bridges e Rosanna Arquette, e na comédia ‘Dragnet – Desafiando o Perigo’ (1987), com Dan Aykroyd e Tom Hanks.
Catherine Mary Stewart
Com seu jeito de menina, traços fortes e olhos de diamantes, Catherine Mary Stewart foi uma das jovens atrizes mais populares dos anos 1980. Sua estreia no cinema seria em ‘A Maçã’, musical futurista que iniciaria a era da Cannon Films em 1980. Mas o ano divisor de águas na carreira da moça foi mesmo 1984, quando ela estrelou dois cult ainda muito queridos dos fãs: o “clone” de Star Wars, ‘O Último Guerreiro das Estrelas’ e o pós-apocalíptico ‘A Noite do Cometa’. Depois veio a comédia cult ‘A Primeira Transa de Jonathan’ (1985). A atriz fecharia a década com outra comédia cult, a nonsense ‘Um Morto Muito Louco’ (1989).
Kim Greist
Atrizes famosas em determinada década podem sumir dos radares pelos mais variados motivos. Segundo reza a lenda, o “desaparecimento” da loira Kim Greist foi por motivo de ser “difícil” durante as filmagens, que se tratando dos anos 80 pode significar muitas coisas. Seja como for, após a estreia no terror cult ‘C.H.U.D. – A Cidade das Sombras’ (1984), Kim Greist já adentrava o primeiro time de Hollywood como parte vital do elenco de um dos longas mais elogiados da época: ‘Brazil – O Filme’ (1985), de Terry Gilliam. No ano seguinte, foi dirigida por Michael Mann em ‘Caçador de Assassinos’ (1986). O maior sucesso de Greist seria a comédia de Danny DeVito, ‘Jogue a Mamãe do Trem’ (1987). A atriz ainda apareceria em ‘Palco de Ilusões’ (1988), ao lado de Tom Hanks e Sally Field.
Deborah Foreman
As covinhas de Deborah Foreman merecem todos os louros possíveis, isso porque sobreviveram a filmes com Nicolas Cage e Val Kilmer. Brincadeiras à parte, o primeiro papel de destaque da moça foi mesmo em ‘Sonhos Rebeldes’ (1983) comédia romântica adolescente que ressurgiu com uma forte aura cult – graças em parte ao remake de 2020. É claro que no original, Foreman estrelou ao lado de Nick Cage. Com Val Kilmer atuaria dois anos depois, na comédia ‘Academia de Gênios’. Em 1986, estrelou a comédia ‘Meu Chofer’ e o terror dos mesmos realizadores de ‘Sexta-Feira 13’, ‘A Noite das Brincadeiras Mortais’ (1986), fazendo o papel de irmãs gêmeas. A atriz terminou a década com a comédia de John Travolta ‘Os Espertinhos’ (1989).
Kelly Jo Minter
Finalizando, temos mais uma atriz incrivelmente representativa, mas que não recebe muito crédito. Os anos 80 são considerados uma época politicamente incorreta. Sendo assim, por mais que tivesse espaço para certa representatividade, Hollywood ainda era dominada por estereotípicos europeus, ou seja, o destaque absoluto era para os brancos – ainda mais no caso de atrizes loiras. Por isso, existe grande valor nas carreiras de Rae Dawn Chong e também de Kelly Jo Minter, heroínas que não tiveram o mesmo reconhecimento de gente como Whoopi Goldberg, por exemplo. Minter, estreou no cinema ao lado de Cher em ‘Marcas do Destino’ (1985). Dois anos depois, participaria de sucessos como ‘Curso de Verão’ (1987), ‘Um Diretor Contra Todos’ (1987) e em um papel menor em ‘Os Garotos Perdidos’ (1987). A atriz terminaria a década enfrentando o maníaco Freddy Krueger em ‘A Hora do Pesadelo 5’ (1989) – e para a nossa alegria não se tornaria uma das vítimas do assassino.
Exibido no Festival de Sundance, o longa-metragem argentino O Lago da Perdição é um compilado da fragilidade humana rumo a um conflito existencial. Confuso? Não há outra forma de explicar. É impressionante como em 90 minutos de projeção, somos apresentados a uma história muitas vezes ‘sem pé nem cabeça’, em que a violência ganha destaque em vez de se aprofundar nos conflitos vividos pelas personagens. A contextualização que se propõe só se torna compreensível ao ler a sinopse. Em resumo: Um naufrágio sangrento de uma premissa promissora onde não paramos de olhar para o relógio.
Selecionado também para o Festival do Rio 2025, o projeto busca uma interseção entre um momento conturbado argentino de duas décadas atrás – economicamente falando, algo que persiste até hoje – e as aventuras pela feitiçaria de uma protagonista com sede de vingança, já que seu grande amor está com os olhos em outras direções. Abordando o sobrenatural através do desejo – e aquelas incansáveis e piegas bolhas do ciúmes -, vai se construindo uma narrativa espaçada que acredita que o chocar apresenta a solução.
Ambientado no início dos anos 2000, na periferia de Buenos Aires, encontramos três amigas inseparáveis que adoram se reunir durante o verão num lago próximo. Uma delas é uma adolescente perdida no seu cotidiano, sem almejar nada para um futuro próximo tomada por uma paixão avassaladora por um garoto que conhece desde a infância. Quando uma mulher mais velha se junta a esse grupo e desperta o interesse no crush da protagonista, coisas sinistras começam a acontecer.
Dirigido por Laura Casabe e com roteiro assinado por Mariana Enriquez e Benjamín Naishtat, O Lago da Perdiçãoe seu ritmo lento apresenta o terror partindo da complexidade do ciúmes – algo que, de alguma forma, é próximo de todos nós. Em cena, percebemos uma necessidade de maximizar esse sentimento – nada é sutil – seja numa direção de arte que apresenta uma atmosfera sombria, ou no raio-x emocional que se desenvolve em ações da personagem principal. No entanto, os elos dessas correntes até o clímax se desprende da premissa, muito por uma contextualização superficial e coadjuvantes que não somam a todo esse universo construído.
Sem muito desenvolvido nas camadas superficiais que se apresentam, os holofotes se jogam para a violência. É cena de sangue pra todo lado. Essa tentativa de usar o chocar para ampliar o entendimento da inconsequência vira um condensado de situações que arregalam os olhos, mas que, em seu conteúdo, não apresenta consistência para alcançar reflexões mais profundas. Uma decepção.
O novo filme do diretor Justin Lin (‘Velozes e Furiosos’), ‘Last Days’, ganhou seu primeiro trailer. O longa é baseado na história real do missionário americano John Allen Chau, que faleceu na Ilha Sentinela do Norte, o local mais isolado do mundo.
O drama é baseado na história real deJohn Allen Chau (interpretado por Sky Yang), que embarca em uma missão de vida: atravessar o mundo em uma aventura perigosa para compartilhar sua fé com a tribo isolada da ilha.
Enquanto Chau avança, uma detetive das Ilhas Andamã, interpretada por Radhika Apte, corre contra o tempo para impedi-lo antes que ele cause danos a si mesmo ou ao povo sentineles.
O italiano Luca Guadagnino é um dos mais interessantes cineastas da atualidade – e isso não vai mudar. Seu cinema busca reflexões sociais atuais, dialogando com o público a cada ponto de suas narrativas, como já se viu na maioria dos seus filmes. Em seu novo trabalho, Depois da Caçada, exibido pela primeira vez no prestigiado Festival de Veneza – e filme de Abertura do Festival do Rio 2025 -, ele volta a recortes sociais importantes e, dessa vez, convida o público a embarcar em um elevador para camadas de assuntos que vão se amontoando, sem respiro para reflexões.
Pra embarcar nesse longa-metragem, é preciso atenção. Pelas entrelinhas de diálogos bem construídos, a filosofia surge como base – o principal ingrediente desse molho que busca, no conflito, as pausas necessárias pra expor a ética e a moral em uma sociedade cada vez mais egoísta. Foucault, Locke são citados e servem de gancho para camadas que exploram desde a necessidade de controle e o cancelamento até as relações interpessoais e as linhas tênues que se apresentam no caminho para pensar a existência.
Alma (Julia Roberts) é uma professora renomada da prestigiada universidade de Yale. Casada com Frederick (Michael Stuhlbarg), ela trabalha há anos para ganhar a titularidade e reconhecimento do seu trabalho. Quando Maggie (Ayo Edebiri), uma aluna de doutorado, faz uma acusação contra Hank (Andrew Garfield), outro professor da instituição, Alma se vê perdida em dilemas trazendo à tona um segredo do passado que transforma seu presente num mar de instabilidades emocionais.
Com uma trilha sonora muitas vezes incessante – um elemento complementar a composição da ebulição das emoções que se apresentam –, somos colocados no papel de observadores de um castelo de cartas que se constrói e descontrói. Tudo funciona em cena para potencializar o caos interno dos personagens a partir dos assuntos que surgem, elevado por um elenco primoroso que sustenta um roteiro denso com o foco nas perspectivas desses personagens.
O cancelamento e os caminhos para lidar com isso – tanto dos envolvidos quanto por quem está ao redor – é um dos temas que mais se projetam, onde realmente há uma construção mais constante, um assunto que busca lapidar as camadas que se expandem. A questão é que essas muitas camadas que se abrem, deixam o respiro em segundo plano, alongando o tempo de projeção – mesmo que sem redundância. É maçante em muitos momentos, pois enquanto estamos pensando sobre um ponto, logo outro se apresenta, e costurar isso tudo quando se chega ao fim é uma tarefa árdua – talvez até um convite para assistir ao filme de novo.
A partir também da moral e da ética, o roteiro busca com seu discurso cheio de significados pensar o hoje sob muitos olhares. Provavelmente vai dividir opiniões, mas tem méritos que são facilmente absorvidos.
‘Pantera Negra’ foi um verdadeiro sucesso, sendo um dos filmes mais importantes entre todos os lançamentos do Universo Cinematográfico da Marvel.
No entanto, o estúdio não parecia tão seguro com o título.
Em uma entrevista no BFI London Film Festival, a atriz Lupita Nyong’o, uma das estrelas do longa, afirmou que a Marvel Studios não tinha tanta confiança em ‘Pantera Negra’ e acreditava que o filme poderia ser um fracasso de bilheteira.
“[Havia] muito medo, definitivamente por parte dos executivos — a Marvel estava um pouco apreensiva. Então, o trailer foi lançado, e todos nós ficamos tipo: ‘Uau, isso é incrível!’ Lembro que estávamos em um grupo de chat, compartilhando memes e comentando sobre como o mundo estava respondendo.”
Após a ótima recepção do trailer, o filme também não decepcionou nas bilheteiras. ‘Pantera Negra’ arrecadou mais de US$ 1 bilhão ao redor do mundo, tornando-se um dos principais sucessos do estúdio.
Além dos ótimos números de bilheteira, o filme também se tornou um dos longas com melhor avaliação do UCM, agradando tanto aos críticos quanto ao público.
Com o destaque o personagem alcançou, a Marvel Studios segue expandindo sua história.
A franquia Jogos Vorazes se tornou um verdadeiro fenômeno mundial, conquistando fãs ao redor do globo e transformando a vida de muitos envolvidos na produção — especialmente a da atrizJennifer Lawrence. Foi interpretando Katniss Everdeen, a corajosa protagonista da saga distópica baseada nos livros de Suzanne Collins, que Jennifer alcançou o estrelato em Hollywood e consolidou seu nome como uma das grandes estrelas de sua geração.
Em uma entrevista concedida à Variety, Jennifer Lawrence reacendeu a esperança dos fãs ao expressar seu carinho pela personagem e seu desejo de retornar ao papel que marcou sua carreira. Quando questionada sobre a possibilidade de reviver Katniss nas telonas, a atriz não hesitou em demonstrar entusiasmo, ainda que sua resposta tenha sido breve e direta:
“Se a Katniss puder voltar à minha vida algum dia, 100%.”
Apesar dessa declaração animadora, a volta da personagem ao universo cinematográfico ainda parece improvável no futuro próximo. Tanto a produtora da franquia, Nina Jacobson, quanto o diretor Francis Lawrence já comentaram publicamente que a trajetória de Katniss teve um encerramento satisfatório e completo. Para eles, a história da heroína foi concluída de forma sólida e coerente, o que torna difícil justificar um novo capítulo com a personagem no centro da narrativa.
Mesmo assim, o carinho do público e o próprio entusiasmo deJennifer Lawrence mantêm viva a chama da possibilidade — ainda que remota — de ver Katniss Everdeen novamente em ação. Afinal, em se tratando de Hollywood, nunca se pode dizer nunca.
A quinta temporada de ‘Stranger Things’ será a última e promete finalmente responder uma das maiores questões deixadas pela série: a origem dos poderes de Vecna.
Embora Henry Creel tenha sido revelado como o grande vilão na quarta temporada, com sua transformação sendo mostrada para o público, a série ainda não explicou exatamente como ele adquiriu suas habilidades sobrenaturais.
Sabemos que Henry Creel era uma criança poderosa que matou sua própria família; no entanto, ainda não temos nenhum detalhe sobre a fonte de seus poderes.
Enquanto os poderes de Onze surgiram como resultado de experimentos no projeto MK Ultra, as habilidades de Vecna ainda são um enigma. A série da Netflix não confirmou se Henry conseguiu seus poderes de alguma forma ou se simplesmente nasceu assim.
Com a quinta temporada estreando em 26 de novembro, há grande expectativa de que ‘Stranger Things’ finalmente explique a origem dos poderes de seu vilão mais temido e poderoso.
Os novos episódios se passam no outono de 1987. Hawkins segue abalada pela abertura dos portais, e nossos heróis se unem pelo mesmo objetivo: encontrar e matar Vecna (Jamie Campbell Bower). Mas ele desapareceu e ninguém sabe seu paradeiro. Para complicar tudo, o governo colocou a cidade sob quarentena militar e intensificou a caça à Onze (Millie Bobby Brown), que precisou se esconder novamente.
Conforme o aniversário do desaparecimento de Will (Noah Schnapp) se aproxima, uma ameaça familiar volta à tona. A batalha final se aproxima e, com ela, uma escuridão ainda mais poderosa e mortal. Para acabar com esse pesadelo, todo o grupo precisará se unir de novo pela última vez.
Lembrando que o ciclo de encerramento será dividido em três partes:
Volume 1: 26 de novembro, às 22h Volume 2: 25 de dezembro, às 22h Episódio final: 31 de dezembro, às 22h
Na manhã do dia 28 de agosto de 2020, o mundo amanheceu mais triste. Foi nesta data que perdemos o talentoso e carismático Chadwick Boseman, um dos astros mais boa-praça de Hollywood. O ator, é claro, ficaria para sempre imortalizado como o herói ‘Pantera Negra’, da Marvel. O herói e o filme se tornaram muito mais do que um blockbuster de US$1 bilhão, se tornaram um movimento social de representatividade.
Boseman faleceu aos 43 anos de idade, vítima de um câncer. O ator, no entanto, tinha outros sucessos em sua carreira e viveu, por exemplo, lendas culturais como o jogador Jackie Robinson em ’42 – A História de uma Lenda’ e James Brown em ‘Get on Up – A História de James Brown’. Boseman interpretou o herói Pantera Negra em quatro filmes e inclusive o dublou na série ‘What If…?’ (2021), tendo sido lançado como trabalho póstumo.
Quando foi a hora de lançar a continuação do sucesso esmagador, a opção dos produtores foi por não substituir Boseman no papel, matando o personagem também nas telas. Assim, com o peso maior de um drama, e uma despedida na vida real que invadia também o filme. ‘Pantera Negra: Wakanda para Sempre’ (2022) foi um filme de despedida e de como seguir em frente após uma enorme perda.
Os fãs, por outro lado, acreditavam que a melhor solução seria ter reescalado o herói com outro ator. Decisão essa que a Marvel começa a reconsiderar, segundo rumores cada vez mais fortes. E esse parece o caminho a ser seguido no eventual ‘Pantera Negra 3’, que começa a ganhar forma e já confirmou Denzel Washington no elenco, segundo o próprio deixou escapar em uma entrevista. Porém, outros rumores dizem que alguns atores recusaram a oportunidade, já que seguir os passos de Chadwick será um grande fardo.
Pensando nisso, resolvemos entrar na brincadeira e eleger dez atores que poderiam assumir o manto do Pantera Negra no terceiro filme. Aqui, ranqueamos do décimo ao primeiro todas as opções. Confira abaixo e não esqueça de comentar, elegendo também os seus favoritos.
Edi Gathegi tem 45 anos e já esteve em filmes da Marvel e da DC. O ator foi visto em ‘X-Men: Primeira Classe’, 2011, no papel de Darwin. Esse ano, ele aparecerá no novo filme do ‘Superman’, que dará o pontapé inicial para o novo universo DC no cinema, comandado por James Gunn. No filme, Gathegi interpreta o herói Senhor Incrível.
Aqui temos uma escolha mais jovem, caso a opção da Marvel seja por esse caminho – afinal não sabemos em que circunstâncias o personagem voltará, ou se terá alguma coisa a ver com seu filho, mostrado ao final do segundo filme. Shameik Moore possui 29 anos e é mais conhecido como a voz de Miles Morales nas animações ‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ e ‘Através do Aranhaverso’. Mas também já esteve na série ‘The Get Down’ e no filme de herói ‘Samaritano’, com Sylvester Stallone.
Seguimos por uma opção de um Pantera Negra mais jovem. Toheeb Jimoh é britânico e tem 27 anos, sendo dois anos mais novo que o ator acima. Seu grande papel na carreira até o momento é como o jogador de futebol Sam Obisanya, na série sensação ‘Ted Lasso’, da Apple. No programa, o ator demonstra uma boa forma física para as cenas do esporte.
Agora trazemos uma opção com um pouco mais de idade. O ator Derek Luke está com 50 anos, idade próxima a de Chadwick Boseman. O ator é um daqueles que sabemos ter visto antes, mas não exatamente onde. Ele já fez ótimos trabalhos, mas parece nunca ter decolado verdadeiramente. Luke esteve até no primeiro ‘Capitão América’ (2011), mas isso não seria um problema já que Gemma Chan viveu personagens diferentes em ‘Capitã Marvel’ e ‘Eternos’. Luke inclusive obteve destaque no primeiro filme dirigido porDenzel Washington, ‘Voltando a Viver’ (2002), e aí está uma conexão favorável.
Descendente de nigerianos, Sope Dirisu tem 33 anos. O ator já fez de tudo um pouco, mas sua especialidade são as séries de TV. Dirisu já esteve em programas como ‘Black Mirror’, ‘Gangs of London’ e na recente ‘Slow Horses’. Ele também estrelou para a Netflix o terror social ‘O Que Ficou para Trás’ (2020), sobre os terrores da imigração. E este ano aparecerá ao lado de Miles Teller e Anya Taylor-Joy em ‘Entre Montanhas’, da Apple.
Esse dispensa apresentações. Embora grande parte do público não saiba pronunciar seu nome. O ator esteve em ‘Corra!’ (2017), de Jordan Peele, e ‘Entre Facas e Segredos’ (2019), de Rian Johnson. Stanfield também tem 33 anos. Muitos talvez não lembrem, mas ele foi indicado ao Oscar pelo excelente trabalho em ‘Judas e o Messias Negro’ (2021). Ou seja, traria prestígio ao personagem.
Outro que dispensa apresentação, John Boyega será para sempre o Finn, o Stormtrooper desertor da mais recente trilogia de ‘Star Wars’. Além de permanecer para sempre na “friendzone” com Rey, o ator também esteve em filmes como ‘Círculo de Fogo: A Revolta’, ‘A Mulher Rei’ e ‘Clonaram Tyrone!’. Boyega também é inglês e tem 32 anos.
Agora adentramos o top 3 de nossas escolhas para o papel do novo Pantera Negra na Marvel. Em terceiro lugar temos um rosto ainda desconhecido de grande parte do público, o que poderia mudar com a entrada do ator no projeto. Outro ator inglês, Damson Idris tem 33 anos de idade e em breve aparecerá ao lado de Brad Pitt no filme de esporte e corrida, ‘F1’, do mesmo diretor de ‘Top Gun Maverick’. O ator também esteve em ‘Black Mirror’, no filme da Netflix ‘Zona de Combate’ e mais recentemente na série ‘Snowfall’.
Agora chegamos aos dois últimos itens da lista. Se dependesse apenas de nossa opinião, Aldis Hodge possui o físico e a presença certa para ser o intérprete do personagem, além de ter a idade aproximada (38 anos). Mas acreditamos que o primeiro lugar é quem deverá ficar com o papel. Você já vai ficar sabendo. Hodge já interpretou um herói no cinema, o alado Gavião Negro em ‘Adão Negro’ (2022). O filme, no entanto, não teve o sucesso esperado. Já na TV, Hodge acaba de lançar a série de suspense ‘Detetive Alex Cross’, da Amazon, revivendo um personagem dos livros, que já foi interpretado por Morgan Freeman em dois filmes.
E se Derek Luke possui a vantagem de ter trabalhado com Denzel Washington (que já confirmou estar no elenco), o que dirá John David Washington, filho do astro. John David é o que está no radar de todos para assumir o manto do herói. O ator não é apenas o filho de Denzel, já que coleciona trabalhos significativos em sua carreira, como ‘Infiltrado na Klan’, ‘Tenet’, ‘Amstedã’ e ‘Resistência’. Washington tem 40 anos. Porém, a maior questão quanto a ele assumir o papel talvez seja a sua altura. Com 1.75m, o ator é considerado baixo para os padrões americanos. Mas temos certeza de que isso será contornado.
‘(Des)controle‘, dirigido por Rosane Svartman e Carol Minêm, terá pré-estreia mundial no Festival do Rio 2025, a maior vitrine do cinema nacional. A sessão de gala para convidados ocorre no dia 9 de outubro, às 21h45, no histórico Cine Odeon – CCLSR, no Centro do Rio de Janeiro.
A noite terá presença das diretoras, da produtoraIafa Britz, que criou o argumento da história, e de grande parte do elenco: Carolina Dieckmmann, Caco Ciocler, Julia Rabello, Stefano Agostini, Rafael Fuchs, Mouhamed Harfouch, Assucena, entre outros. O longa tem nova previsão de estreia: 5 de fevereiro de 2026, nos cinemas de todo o país.
Inspirado em histórias verdadeiras, ‘(Des)controle‘ traz Carolina Dieckmmann em uma performance que transita em emoções extremas. A personagem precisa lidar com a antiga adicção enquanto a vida segue seu curso, numa corda bamba em busca do controle, tentando desesperadamente preservar suas conquistas, responsabilidades e afetos.
O filme também retrata o impacto do alcoolismo na família de Kátia e a importância de uma rede de apoio, reunindo nomes de peso nestes papéis: Irene Ravache e Daniel Filho, como pais da escritora; Caco Ciocler, como o marido; eJúlia Rabello, interpretando a melhor amiga e também agente de Kátia. Já Stefano Agostini e Rafael Fuchs Müller interpretam os filhos, que acabam lidando pela primeira vez com o alcoolismo da mãe.
‘(Des)controle‘ acompanha a história de Kátia Klein, escritora bem-sucedida e mãe dedicada, que vê sua vida sair do eixo quando passa por um bloqueio criativo que a impede de trabalhar, além de um casamento em ruína. Isso tudo ao mesmo tempo que administra o acúmulo das demandas de seus dois filhos e de seus pais.
Sobrecarregada e em busca de um alívio, ela passa de uma simples taça de vinho ao descontrole total, reativando seu alcoolismo. Protagonizado por Carolina Dieckmmann, acompanhada de grande elenco, (Des)controle é um drama envolvente, com pitadas de humor que busca discutir o alcoolismo e mostrar a vida como ela é.
Como todo amante da sétima arte sabe, outubro é mês de Festival do Rio! Em 2025, na 27ª edição desse evento – que ao longo dos anos foi se consolidou como uma importante vitrine das produções de nosso país – mais de 120 filmes brasileiros serão exibidos entre os dias 02 a 12 de outubro, em diversos espaços na capital carioca. Para você que curte uma lista, ou já está em busca sobre o que assistir no festival, selecionamos abaixo 20 produções para você ficar de olho durante o evento:
São Paulo, 1919. Desafiando todas as regras, uma jovem operária e dramaturga conquista uma cobiçada bolsa para estudar teatro em Paris, mas logo descobre que o maior obstáculo para realizar seu sonho é ter nascido em um mundo onde as mulheres sequer são donas do próprio corpo. (Sinopse Oficial)
Um ator ambicioso e um político em ascensão vivem um caso em sigilo e, juntos, descobrem ter fetiche por sexo em lugares públicos. À medida que se aproximam da fama, mais intenso se torna o desejo de se colocarem em risco. (Sinopse Oficial)
Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar
Às vésperas de completar 65 anos, Dolores tem uma premonição: sua vida irá mudar. Ela será dona de um cassino de sucesso. Mas seu passado de vício no jogo pode atrapalhar. Deborah, sua única filha, espera a saída do namorado da prisão para começar uma nova vida, enquanto Duda, neta de Dolores, recebe uma oferta para trabalhar nos Estados Unidos. As três mulheres tentam transformar seus sonhos de uma vida melhor em realidade, apostando no tudo ou nada. (Sinopse Oficial)
Em uma Detroit pós-pandêmica, dois imigrantes latinos indocumentados se veem envolvidos em um assassinato e, sem querer, resgatam a única testemunha: uma mulher com uma síndrome rara que lhe dá olhos infantis, dificuldades de socialização e uma percepção além do comum – ela enxerga o que ninguém mais vê. Agora, essa tríade improvável protagoniza sua própria aventura, onde redenção, traição e ironia se entrelaçam em meio aos escombros de uma cidade que esconde segredos sujos sob o disfarce de reconstrução. (Sinopse Oficial)
Virtuosas, de Cíntia Domit Bittar
Um retiro VIP para mulheres em busca de sua melhor versão se transforma em uma jornada absurda e perigosa. (Sinopse Oficial)
Rosa, 13 anos, é uma celebridade da internet no auge da carreira. A angústia se instala quando ela descobre que é manipulada e vive uma vida de mentiras. O contraste entre a imagem perfeita nas redes sociais e a realidade opressiva cria um drama visceral sobre exposição precoce e relações tóxicas. (Sinopse Oficial)
O documentário retrata a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil da UnB assassinado pela ditadura aos 26 anos. A partir de arquivos e escritos inéditos, o filme reflete sobre sua luta, legado e o Brasil que ele sonhou transformar. (Sinopse Oficial)
Massa Funkeira, de Ana Rieper
Documentário sobre sexo a partir do universo do funk, gênero musical de maior potência e popularidade no país. Sem moralismos, o filme revela como, através do corpo, da dança, das letras e vivências de seus artistas, o funk expressa resistência, desejo, prazer e afirmação pessoal. Combinando registros de bailes, corpos em movimento, grandes personagens desse universo, cenas cotidianas e um batidão que quando toca ninguém fica parado, o filme celebra o funk como força vital e cultural da periferia brasileira. (Sinopse Oficial)
Um encontro improvável entre dois brasileiros transforma-se num road movie inusitado, um dispositivo radical de espelhamento onde sobrevivem apenas fragmentos de discursos. Trafegando pelo humor, a tensão e momentos poéticos, o filme faz um retrato de uma sociedade dilacerada pela impossibilidade de escuta e equilíbrio entre narrativas truncadas e ideologias cooptadas. (Sinopse Oficial)
Documentário que acompanha a transformação na relação entre mãe e filha das atrizes brasileiras Angela e Leandra Leal, quando confinadas durante a pandemia de COVID-19. Com o teatro da família em crise e temendo o futuro, decidem ler e estudar a peça Esperando Godot, início de uma jornada de amor e arte onde o Teatro é espaço de transformação. Captado de forma íntima e artesanal, é amparado em profundo arquivo familiar, que atravessa o tempo e reverencia a memória e a maternidade. (Sinopse Oficial)
Documentário que revive a década de ouro do pagode, celebrando o gênero musical que marcou uma geração, dominando festas, programas de tv e rádios por todo o Brasil. Com imagens de arquivo e depoimentos de artistas e personalidades dos bastidores, o filme explora as raízes desse fenômeno, seu meteórico sucesso e o legado que ainda ecoa na música atual. Em um musical nostálgico, formado por grandes nomes do gênero, sucessos atemporais ganham novas interpretações, homenageando o impacto do pagode na cultura brasileira. (Sinopse Oficial)
Kátia é uma escritora bem-sucedida e mãe dedicada que vê sua vida sair do eixo quando passa por um bloqueio criativo, ao mesmo tempo que seu casamento entra em ruína. Isso tudo enquanto administra o acúmulo das demandas de seus dois filhos e de seus pais. Sobrecarregada e em busca de um alívio, ela passa de uma simples taça de vinho ao descontrole total, reativando seu alcoolismo. (Des)controle é um drama envolvente, com pitadas de humor, que busca discutir o alcoolismo e mostrar a vida como ela é. (Sinopse Oficial)
As Vitrines, de Flavia Castro
Chile, 1973. Logo após o golpe militar de Pinochet, centenas de militantes de esquerda latino americanos se refugiam na embaixada da Argentina, à espera de um visto para poder sair do país. Para Pedro (12) e Ana (11), filhos de militantes, esse confinamento forçado se torna um parêntesis no tempo. Juntos, experimentam uma rara liberdade ao mesmo tempo em que tentam lidar com as rupturas que o golpe provocou em suas vidas. (Sinopse Oficial)
Brasil, 1977. Fugindo de um passado misterioso, Marcelo, um especialista em tecnologia, na casa dos quarenta, volta ao Recife em busca de um pouco de paz, mas percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. (Sinopse Oficial)
Documentário que mergulha na obra de Carlos Diegues, cineasta que retratou a história e o espírito do Brasil desde 1961. O longa navega entre os filmes dele e sua trajetória pessoal. Trechos das obras são intercalados com entrevistas do diretor. Acompanhamos a evolução de seu cinema e de seu discurso, costurando esse diálogo com imagens inéditas da última filmagem de Diegues em Deus Ainda é Brasileiro, uma sessão de Bye Bye Brasil no Vidigal em que esteve presente e um grande encontro com artistas que foram companheiros de jornada. (Sinopse Oficial)
Filme sobre amor, esperança e possibilidades. A queda de uma ponte numa noite de tempestade une os mundos de Elsa e Oswaldo, que acabam por se encontrar no Rio de Janeiro às vésperas do Ano Novo, nos escombros de um prédio abandonado por seus construtores. (Sinopse Oficial)
Fernanda Abreu – Da Lata 30 anos, o documentário, de Paulo Severo
O documentário parte do vasto material inédito captado em vídeo no ano de 1995 durante as gravações do álbum Da Lata, da cantora Fernanda Abreu. Registros feitos nos estúdios no Rio de Janeiro, e mixagem no Soul II Soul Studio / Londres, nas filmagens de videoclipes, na sessão de fotos com Walter Carvalho para a capa e em trechos do show Da Lata. Conta também com depoimentos atuais dos colaboradores envolvidos no universo “da lata” na época. Uma celebração musical e visual contextualizada na expressão social e cultural da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil de 1995. (Sinopse Oficial)
Milton Gonçalves, Além do Espetáculo, de Luiz Antonio Pilar
Documentário sobre a vida e obra de um dos mais prolíficos artistas do país, Milton Gonçalves, ator e diretor com mais de 80 trabalhos na televisão, 70 obras no cinema e 30 produções no teatro. De clássicos como Macunaíma e O Beijo da Mulher Aranha a algumas das principais dramaturgias da televisão brasileira, como O Bem-Amado e Roque Santeiro, Milton rompeu barreiras impostas aos artistas negros e participou da história da televisão brasileira, da fundação do teatro contemporâneo e do cinema nacional, tornando-se uma das maiores referências de nossa arte. (Sinopse Oficial)
Bárbara, 60 anos, está indignada com as injustiças do envelhecimento feminino. Depois de seu último romance, resolve abrir mão do amor para ter uma boa relação com o filho, que a vê como uma idosa recatada e do lar. Mas Bárbara é mais do que uma sexagenária, ela é SEXA! Já diria a amiga Cristina, com quem cultua o botox e amaldiçoa a falta de colágeno entre boas doses de sarcasmo e vinho. Aí ela conhece Davi, 35 anos, e eles se apaixonam. Agora Bárbara precisa decidir entre ser o que a sociedade conservadora espera de uma mulher madura ou viver essa paixão arrebatadora. (Sinopse Oficial)
Comovente retrato de Regi, engenheiro carioca de 85 anos, no momento em que lida com a perda recente de sua esposa. A narrativa nos guia por sua rotina solitária, mostrando o apoio dos filhos e sua determinação em seguir em frente ao escrever um livro e se apaixonar por uma talentosa atriz. O filme celebra a vida, a resiliência e o poder do amor em meio às complexidades do processo de envelhecimento. (Sinopse Oficial)
O Festival do Rio 2025 terá uma ampla cobertura no Cinepop. Acompanhem tudo de 02 a 12 de outubro, em nossas redes sociais e aqui no site.
‘Avatar: Fogo e Cinzas‘ chegará aos cinemas em dezembro e quase certamente será um sucesso de bilheteria. Mesmo em um momento em que é mais difícil do que nunca para os sucessos de bilheteria de Hollywood superar US$ 1 bilhão em todo o mundo, US$ 2 bilhões parecem uma aposta segura para a trilogia de James Cameron.
Msmo com o sucesso, Cameron revelou que não está feliz e se revoltou com os altos custos de produção que o cinema está demandando.
˜A grande oscilante em tudo isso é, ganharemos algum dinheiro com Avatar 3? Quero dizer, vamos ganhar algum dinheiro. Mas a questão é: que tipo de margem de lucro, se houver, existe, e quanto de incentivo é esse para continuar neste universo? Ou talvez esperemos um pouco até descobrirmos como reduzir os custos. Porque os custos de produção subiram em espiral nos últimos anos, especialmente em Efeitos Especiais. Tudo subiu muito, e está começando a atrapalhar o tipo de filmes que eu gosto de fazer.”, ele afirmou à Variety.
Cameron desenvolveu sua própria tecnologia para criar o mundo de Pandora.
“Então há um argumento para fazer uma pausa e descobrir isso”, continuou ele. “Há um argumento para sair e fazer um filme menor e mais pessoal enquanto isso, enquanto isso é resolvido. Há um argumento, em sucesso selvagem, para nós apenas lançarmos e irmos direto para [Avatar 4 e 5] e eu descobrir uma metodologia de produção em que tenho um pequeno hiato onde posso fazer outro filme.”
O último trailer de ‘Avatar: Fogo e Cinzas‘ pegou os fãs de surpresa foi uma reviravolta que promete mudar o destino da franquia.
O humano Spider aparece respirando o ar de Pandora — sem máscara. Sim, você leu certo. Até agora, a toxicidade da atmosfera de Pandora era um dos pilares da trama: os humanos não podiam sobreviver sem o auxílio de máscaras ou da transferência para avatares. O simples fato de um humano estar ali, ao ar livre e respirando normalmente, não é só chocante — é um indicativo de que as regras desse universo estão prestes a mudar.
No trailer, Jake Sully (vivido por Sam Worthington) verbaliza o impacto dessa possível mudança com uma frase que já está dando o que falar:
“E se todo humano pudesse viver aqui sem máscara? Os Na’vi estariam condenados.”
Essa fala expõe um medo real: a balança do poder entre humanos e Na’vi pode estar prestes a pender para o lado dos invasores. Se o que torna Pandora protegida da colonização humana for neutralizado, o povo azul enfrentará uma ameaça sem precedentes.
A cena de Spider (Jack Champion), filho humano criado entre os Na’vi, caminhando livremente por Pandora sem qualquer equipamento respiratório, não parece ser um erro de continuidade ou um descuido de roteiro. Pelo contrário, é uma pista cuidadosamente colocada que pode indicar o próximo grande arco narrativo da franquia.
Outra pista importante vem de uma sequência simbólica no trailer: Spider aparece junto à Árvore das Almas — centro espiritual sagrado para os Na’vi — em um momento que sugere uma espécie de renascimento. Há quem diga que ele teria sido tocado (ou até escolhido) por Eywa, a força viva que conecta toda a vida em Pandora.
Se for esse o caso, Spider não seria apenas um humano adaptado. Ele se tornaria algo novo — uma ponte viva entre dois mundos, um símbolo de reconciliação ou destruição, dependendo de qual caminho ele escolher.
E isso levanta uma questão ousada: será que Spider está sendo moldado para substituir Jake Sully como protagonista da franquia? Afinal, ele carrega dentro de si o conflito central da saga — humano de nascimento, mas Na’vi de coração.
A nova trama retoma os acontecimentos de ‘Avatar: O Caminho da Água‘, que mostrou Jake e sua família unindo forças com os Metkayina — o clã aquático de Pandora — para enfrentar a opressiva RDA (Recursos de Desenvolvimento da Administração). Em ‘Fogo e Cinzas‘, a ameaça vem dos Ash People, grupo que rompeu com a cultura tradicional dos Na’vi e abandonou sua conexão com a natureza.
Vale lembrar que as sequências ‘Avatar 4‘ e ‘Avatar 5‘ já foram confirmadas, estão programadas para 21 de dezembro de 2029 e 19 de dezembro de 2031, respectivamente.
‘Superman‘ foi um dos maiores sucessos do ano, e o público está empolgado para aprender mais sobre o retorno da Garota de Aço à tela grande com ‘Supergirl‘ – que estreia em Junho de 2026.
De acordo com o THR, “Supergirl teve uma exibição tranquila no lote de Burbank para um grupo seleto de executivos e alguns membros do confiável estábulo de James Gunn na DC”.
A exibição não revela nenhum detalhe, mas alguns scoopers confiáveis alegaram ter ouvido grandes coisas sobre o filme, e não ficaríamos surpresos se algumas primeiras reações começassem a se infiltrar nas próximas semanas.
A direção do longa fica por conta de Craig Gillespie, conhecido por filmes como ‘Cruella’ e ‘Eu, Tonya’. O roteiro é assinado por Ana Nogueira, e a estreia de ‘Supergirl’ está prevista para 2026 nos cinemas.
A protagonista será interpretada porMilly Alcock (‘House of the Dragon’), e o elenco também conta com Eve Ridley (‘Ruthye’), Matthias Schoenaerts (‘Krem’), David Krumholtz (‘Zor-El’) e Emily Beecham (‘Alura In-Ze’).
O terror, que tem produção da Novelo Filmes, produção associada da Cajamanga e coprodução da Olhar Filmes, foi selecionado para a mostra competitiva “Première Brasil: Ficção” e é o primeiro longa-metragem de ficção da diretora catarinense.
A obra se passa em um retiro VIP para mulheres, que estão em busca de sua melhor versão. Porém, tudo se transforma em uma jornada absurda e perigosa.
Bruna Linzmeyer, Maria Galant e Juliana Lourenção fazem parte do elenco principal. Linzmeyer dá vida à Virgínia, uma coach que tem como o foco o público feminino conservador e que prega sobre os valores da mulher virtuosa e seu papel na família e na sociedade. Um desconforto rapidamente se instala e, conforme o retiro avança, a tensão cresce na tela por meio do fascínio e inquietação do público diante das atitudes das personagens, surpreendendo-se com até onde podem chegar.
“A ideia da “mulher virtuosa”, embora desconhecida por muitos, é um conceito comum em contextos conservadores. Mergulhei em uma densa pesquisa sobre o assunto, em busca de verossimilhança e solidez para a criação das personagens, dos diálogos, da estética como um todo. E, a partir desse contexto, exploro as possibilidades do terror, trabalhando com o absurdo, a ironia e a tragédia.”, explica a diretora Cíntia Domit Bittar.
‘Virtuosas‘ promove uma narrativa de suspense com uma inquietude constante e sem motivo tão explícito no início, com humor ácido e um final amargo.
“O terror é um gênero que me fascina desde a infância. É muito rico e são diversas as maneiras de evocar o medo e o estranho. Um território fértil para abordar temas contemporâneos da sociedade e tecer críticas, ainda mais no meu caso, pois o que mais me assusta não são demônios e espíritos, mas sim a maldade das pessoas e até onde elas são capazes de ir para conseguir o que querem”, comenta a diretora, que explora o feminismo no terror de forma diferente da usual final girl. “É interessante e desafiador ampliar o conceito do olhar feminista para o cinema a partir do terror, já que o lugar comum disso é a mulher que sobrevive, a mulher que é possuída, a mulher que dá a luz ao demônio, a que vence o mal e por aí vai. Acredito que uma forma de contribuir é criar mulheres ambíguas, por vezes sem qualquer escrúpulo, porque são demasiadamente e monstruosamente humanas. Isso também é fortalecer mulheres no cinema, pois trazer a complexidade e a contradição é trazer humanidade. E é também colocar as personagens mulheres em foco, já que é sobre elas e não sobre algum personagem homem que está ali”. Cíntia acrescenta que “É empolgante ver o gênero em alta mais uma vez”.
No Festival do Rio, o filme tem estreia marcada para o dia 10 de outubro, às 19h15, no Estação NET Gávea. Também haverá sessão no dia 11, às 13h30, no Cine Odeon, e no dia 12 de outubro, às 18h45, no Cinesystem Belas Artes.
Com 62 reviews publicadas até o momento, o terror erótico ‘Lago dos Ossos‘ (Bone Lake), estrelado pelo brasileiro Marco Pigossi (‘Gen V’), conquistou 87% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.
Os críticos aclamaram a performance de seus quatro protagonistas, destacando o contraste bem equilibrado entre o humor sombrio e as cenas sangrentas da produção.
Separamos os trechos das principais críticas:
“Marco Pigossi e Maddie Hasson entregam performances realistas e críveis, enquanto Andra Nechita e Alex Roe trazem uma energia mais exagerada e envolvente, que resulta em um magnetismo assustador.” (New York Times)
“Até mesmo quando ‘Bone Lake’ mostra ao seu veio e liberta toda a sua insanidade, o filme traz uma execução sagaz e afiada. A trama também oferece aos seus quatro atores a chance de brilhar.” (San Jose Mercury News)
“Embora não seja perfeito, este terror foi criado de forma inteligente e executado com confiança o suficiente para ser uma aventura divertida, que eventualmente mergulha de cabeça em uma comédia sombria e sangrenta.” (Variety)
“‘Lago dos Ossos’ é perversamente divertido, em vez de moderadamente incisivo.” (Austin Chronicle)
“Em sua primeira hora, este filme parece um drama de relacionamento europeu… antes de explodir em um caos extremamente sangrento.” (RogerEbert.com)
“Este filme tem um bom senso de humor sem se tornar uma paródia; traz o equilíbrio perfeito entre risos e cenas sangrentas.” (Detroit News)
O terror será lançado nos cinemas nacionais no dia 5 de fevereiro de 2026.
As férias românticas de um casal em uma propriedade isolada à beira de um lago são interrompidas quando eles são forçados a dividir a mansão com um casal misterioso e atraente. Uma escapada dos sonhos se transforma em um labirinto de pesadelos, sexo, mentiras e manipulação, revelando segredos aterrorizantes e desencadeando uma batalha sangrenta pela sobrevivência.