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Os Piores Filmes de 2016

2016, considerado o ano maledetto, não poderia trazer outra lista além da dos piores filmes. Também conhecida como “a vingança dos críticos”, a lista dos piores filmes do ano é a nossa retribuição para aquelas obras que nos fizeram perder duas preciosas horas de nossas vidas, duas horas que nunca mais recuperaremos – como diriam os imortais Roger Ebert e Gene Siskel. Então vamos a eles, e não esqueça de comentar e dizer quais são os seus piores filmes do ano (eleja os seus e não fique apenas reclamando dos que eu escolhi!).

#10 – Esquadrão Suicida

Esquadrão Suicida CinePOP 2

 

Este filme já apareceu na lista dos mais decepcionantes do ano, mas merece lugar nesta lista também. Esquadrão Suicida tinha tudo para figurar em outra lista, a dos melhores do ano. Algo saiu muito errado, e o longa dos vilões da DC terminou com gosto de comida sem tempero, daquelas que não conseguimos lembrar que comemos ao final do dia.

#9 –Deuses do Egito

Deuses do Egito CinePOP

A grande diferença entre este carnaval fora de época e Esquadrão Suicida, é que o primeiro transcende o fato de ser ruim, se tornando bom de tão ruim. O segundo é simplesmente ruim. Além disso, alguém realmente levava fé nesta produção quando as primeiras artes (ou cartazes) começaram a ser divulgadas? Ao contrário, uma alegria me tomou, porque sabia que renderia boas risadas e um bom prazer culposo nos cinemas. Dito e feito.

#8 – Bruxa de Blair

Bruxa de Blair CinePOP

O filme original da franquia, datando de 1999, foi precursor no subgênero do found footage, e uma obra verdadeiramente assustadora. Essa espécie de reboot/continuação é apenas irritante, com seus clichês, sustos fáceis e personagens idiotas. Para completar, o novo Bruxa de Blair ainda entrega algo que todo fã de terror detesta e revela, sem necessidade, o monstro.

#7 – 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi

13 Horas CinePOP

Uma coisa que o diretor Michael Bay sabe fazer como ninguém, e disso não podemos reclamar, é entregar ação megalomaníaca. O problema é assistir a somente isso durante duas horas e meia de projeção, sem se tornar dormente à violência e explosões. Seu desenvolvimento de personagens é pobre, para dizer no mínimo, e não nos importamos se os personagens vivem ou morrem. Esses são soldados robóticos, com menos personalidade que os seres gigantescos de Transformers.

#6 – A Escolha

A Escolha CinePOP

Estão notando um padrão na lista? O que os filmes selecionados possuem em comum é uma estrutura pré-concebida dentro de um gênero, no qual se utilizam de todos os clichês imagináveis, se tornando quase paródias de si mesmos. Já falamos dos gêneros do terror, da ação, de super-heróis e agora chega o romance. Sim, tudo o que você pode imaginar apenas olhando para a capa de A Escolha (nova produção açucarada de Nicholas Sparks) provavelmente está contido neste longa.

#5 – O Contador

O Contador CinePOP 1

Este filme protagonizado pelo astro Ben Affleck também foi um dos itens na lista das decepções. Desde que se tornou um diretor (muito talentoso, diga-se), Affleck também melhorou suas escolhas como ator, e até mesmo seu trabalho frente às câmeras. Para se ter uma ideia, o último havia sido Garota Exemplar. Acho que não preciso dizer mais, né? Mas aí veio 2016, e Affleck foi o Batman (o ator até se sai bem, já o filme…). O Contador é um filme tão bagunçado quanto BVS. Pois é. E segundo dizem as más línguas, A Lei da Noite (novo longa de Affleck) não é muito diferente. Banho de sal grosso, meu filho.

#4 – Um Suburbano Sortudo

Um Suburbano Sortudo CinePOP

Uma coisa deve ser dita em relação às comédias nacionais, elas melhoraram muito no ano de 2016. Com obras como Minha Mãe é uma Peça 2, O Roubo da Taça, Um Namorado para Minha Mulher e Uma Loucura de Mulher, pode-se dizer que o humor nacional nos cinemas subiu de nível. No entanto, o início do ano trouxe uma pequena pérola chamada Um Suburbano Sortudo, o tipo de comédia que ainda necessita se prender ao humor grosseiro, de baixo calão e piadas escatológicas.

#3 – Invasão a Londres

Invasão a Londres CinePOP

Invasão a Casa Branca (2013) foi um filme bem divertido, que soou como bela homenagem ao cinema de ação da década de 1980, em especial a Duro de Matar, filme que tem como forte referência. Pode-se dizer inclusive que foi mais Duro de Matar do que o quinto exemplar da franquia lançado no mesmo ano. E aqui é onde entra a máxima “desistir enquanto está ganhando”. A continuação se tornou apenas um filme de ação formulaico, que se assemelha mais a um vídeo game do que a um filme. E vem mais um aí… esperamos que a coisa melhore.

#2 – A 5ª Onda

A 5ª Onda CinePOP

Filmes como A 5ª Onda servem para mostrar o quanto é difícil a transição de um livro juvenil de sucesso para o cinema. E também para mostrar que nem tudo que os adolescentes consomem em forma literária é ouro. É difícil ser o novo Harry Potter ou Jogos Vorazes, e A 5ª Onda está bem longe disso. Pensando pelo lado positivo de morrer na praia antes de poder se tornar uma pretensa franquia: não é preciso passar pelo constrangimento da série Divergente.

#1 – Independence Day: O Ressurgimento

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Por que a continuação de Independence Day está em primeiro lugar dos piores? Bem, porque foi um dos filmes de orçamento mais caro do ano, e que deu muito pouco em troca para o público e aos fãs. Porque continuou algo que não necessitava de continuação – e que embora não fosse uma obra prima, desenvolveu sua base de culto ao longo dos anos. Por sugar toda a graça, a tensão e o carisma de seus personagens e do filme. Por não ser nada mais do que uma orgia de efeitos visuais sem qualquer identificação humana. E por querer desavergonhadamente lucrar em cima de uma marca pré-estabelecida.

Os Melhores Filmes de 2016

Muitos diziam que, para a grande indústria, este era o ano dos filmes de super-heróis, no entanto, a bem da verdade, a maioria deles decepcionaram, como Batman vs Superman: A Origem da Justiça, Esquadrão Suicida e X-Men: Apocalipse, ou apenas deixaram os fãs satisfeitos, trazendo só algumas boas sacadas, o caso das produções Marvel Studio, vide Capitão América: Guerra Civil e a chegada do Doutor Estranho. Só mesmo Deadpool surpreendeu e rendeu rasgados elogios, tendo uma sequência confirmada sendo até indicado ao Globo de Ouro (!).

Comentava-se também que em 2016 veríamos o começo do sucesso das franquias de games migrando para o cinema. Porém a maldição continua, porque tanto Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos e o ainda inédito no Brasil, Assassin’s Creed tiveram péssima recepção por parte da crítica mundial e uma morna bilheteria. Quem sabe o último Resident Evil venha para ser um ponto fora da curva dentre essa leva.

Outro tópico curioso, esse sim positivo, é que tivemos bons spin-offs das consagradas sagas Star Wars, Harry Potter e Caça-Fantasmas, com Rogue One – Uma História Star Wars, Animais Fantásticos e Onde Habitam e As Caça-Fantasmas. As continuações Procurando Dory, Star Trek Sem Fronteiras e Invocação do Mal 2 não fizeram feio. Aliás, o gênero do terror nos brindou logo no início do ano com a obra-prima A Bruxa. E no quesito de animação o nível foi de bom para ótimo com Zootopia, Mogli – O Menino Lobo, O Bom Gigante Amigo e Kubo e a Espada Mágica, além do soberbo Anomalisa.

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E o cinema autoral é aquele que nunca desaponta. Depois de alguns anos fora de cena, o mestre Paul Verhoeven voltou a filmar e nos deu de presente o intrigante Elle. Quenti Tarantino parece mesmo não saber fazer filmes ruins, já que Os Oito Odiados é mais uma grande perola de sua brilhante carreira. Para variar, Denis Villeneuve é outro que ano após ano lança espetáculos cinematográficos, e dessa vez com A Chegada ele pode ter ido até mais longe, tendo feito um instantâneo jovem clássico da ficção cientifica. E como foi bom ver um novo trabalho de Shane Black com o delicioso Dois Caras Legais.

Falando em bom cinema, o canarinho está cada vez mais interessante e numeroso. Dessa vez a disputa para concorrer à vaga de representante oficial no Oscar foi bem acirrada e marcada por alguns fatos peculiares de extra-produção. O novo e polêmico longa de Kleber Mendonça Filho, Aquarius, deu o que falar no mundo inteiro, devido a manifestação feita pela equipe em Cannes. E logo depois sobre sua faixa etária; e por assim ter ficado fora da então disputa pela vaga no Oscar. Boi Neon, Mate-me Por Favor, Para Minha Amada Morta e Ela Volta Na Quinta também engrossaram o caldo e mantiveram a altíssima qualidade da nossa cinematografia.

Sem mais delongas, vamos então para a aguardada e já tradicional lista de melhores filmes do ano feita pela equipe do CinePOP, o seu site favorito de cinema, que agora comenta também sobre séries de maneira mais aprofundada. Aliás, não mandamos recado, vamos lá cobrir as notícias e trazer para vocês entrevistas e matérias exclusivas, tudo em primeira mão. E não se esqueçam de listar abaixo quais são os seus filmes favoritos, assim o nosso inventário ficará completo. Bom 2017!

Confira a lista final com os melhores do ano:

10 – A Grande Aposta

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“Ainda que não seja um filme para consumo do grande público, “A Grande Aposta” deve ser lembrado não apenas pelos temas que aborda com eficácia e responsabilidade, mas também em aspectos cinematográficos, pois possui uma direção segura, um texto rico em temática e estilo, atuações marcantes e uma montagem virtuosa.”

9 – Julieta

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“Com uma trilha hitchcockiana do cúmplice habitual de Almodóvar, Alberto Iglesias, e passando por paisagens magníficas, a intriga do filme cresce a cada imagem, e existe um plano genial em que a jovem Julieta é substituída pela versão mais velha.

8 – Os Oito Odiados

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“De volta à sua habitual base estrutural narrativa, recheada de longos e surpreendentes diálogos hilários, Quentin Tarantino tem rapidamente o espectador nas mãos pelo fabuloso texto que apresenta logo no primeiro capítulo e por sua hábil condução fílmica.”

7 – Anomalisa

Anomalisa

“Um texto riquíssimo em temas, metáforas e alegorias, e ao mesmo tempo belo e tocante, que mostra realmente o quão genuíno é o trabalho do roteirista. Que para chegar nesse ponto teve ao seu dispor uma equipe técnica eficientíssima.”

6 – Dois Caras Legais

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“Para quem aprecia o bom cinema, foi ótimo rever Shane Black fazendo aquilo que sabe de melhor e entregando um filme que, mesmo sendo entretenimento puro, carrega consigo temas delicados e personagens interessantes.”

5 – Elle

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“Às vezes como um filme de suspense, às vezes como um drama, às vezes como uma história de sedução, Elle pode ser visto por várias óticas. Paul Verhoeven apresenta seu melhor. A todo tempo esperamos o desenrolar dos fatos nas cenas seguintes. Uma espantosa atuação de Isabelle Huppert.”

4 – Rua Cloverfield, 10

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“No comando da obra, o estreante Dan Trachtenberg entra pela porta da frente de Hollywood, entregando um dos longas mais eficientes de um debutante. Além disso, Trachtenberg comanda seus atores tão bem a ponto de retirar performances realmente únicas.”

3 – A Bruxa

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“À medida que a trama vai caminhando se observa contornos completamente diferentes e inesperados. Mas a certeza mesmo é que ao fim da sessão você provavelmente estará apavorado ou impressionado diante do que viu. Sendo assim um filme eficientíssimo em seu propósito.”

2 – Aquarius

Aquarius

“É correto afirmar que a alma de Aquarius é Sônia Braga e por assim a sua Clara. Absolutamente crível do início ao fim, Braga confere grande dignidade e veracidade à personagem que interpreta.”

1 – A Chegada

Arrival Amy Adams

A Chegada é grandioso e mínimo ao mesmo tempo. Olha para o universo, para o planeta e para crises mundiais, de forma simultânea analisando um único ser e sua importância no contexto geral. É um desses filmes cuja mensagem pode render diversas interpretações, sem nunca perder a relevância.”

Agora a lista individual de cada colaborador:

Renato Marafonrenato

1. A Chegada
2. Aquarius
3. Rogue One: Uma História Star Wars
4. Deadpool
5. Capitão América: Guerra Civil
6. Doutor Estranho
7. O Homem nas Trevas
8. Zootopia
9. Animais Fantásticos e Onde Habitam
10. A Bruxa

Mari Valadaresmari

1. A Grande Aposta
2. Aquarius
3. Elle
4. O Quarto de Jack
5. Julieta
6. Rua Cloverfield, 10
7. Café Society
8. Mãe Só Há Uma
9. Cinco Graças
10. Capitão América: Guerra Civil

Pablo Bazarellopablo

1. A Chegada
2. O Regresso
3. Anomalisa
4. O Convite
5. O Quarto de Jack
6. A Bruxa
7. Animais Noturnos
8. Sinfonia da Necrópole
9. Dois Caras legais
10. Rua Cloverfield, 10

Raphael Camachorapha

1. Capitão Fantástico
2. Elle
3. A Chegada
4. O Cavalo de Turim
5. Os Oito Odiados
6. O Silêncio do Céu
7. O Novíssimo Testamento
8. O Botão de Pérola
9. Mundos Opostos
10. Truman

Wilker Medeiroswilker

1. Anomalisa
2. Dois Caras Legais
3. Aquarius
4. Always Shine
5. Os Oito Odiados
6. A Bruxa
7. Elle
8. Julieta
9. Toni Erdmann
10. Para Minha Amada Morta

Georgenor Francogeo

1. A Chegada
2. A Bruxa
3. O Filho de Saul
4. As Montanhas Se Separam
5. Ave, Cesar!
6. Elle
7. Rua Cloverfield, 10
8. A Grande Aposta
9. Café Society
10. Rogue One: Uma História Star Wars

“O roteiro era uma porcaria”, diz Michael Keaton sobre ‘Batman Eternamente’

Michael Keaton, o primeiro intérprete do Batman no cinema, revelou em entrevista ao The Hollywood Reporter que deixou a franquia após Joel Schumacher substituir Tim Burton como diretor.

“O roteiro era uma porcaria. Eu sabia que teria problemas quando Schumacher disse: ‘Porque tudo tem que ser tão sombrio?'”, afirmou.

Segundo ele, Schumacher fez questão de chamar outro ator para viver o personagem após uma série de reuniões catastróficas com Keaton.

Após realizar o ruim ‘Batman Eternamente‘, Schumacher ainda fez a sequência ‘Batman & Robin‘.

Recentemente, o ator revelou que gostaria de interpretar o herói novamente em um filme de Burton.

“Se fosse com Tim Burton dirigindo? Aceitaria na hora. Foi Tim quem realmente inventou essa coisa toda de super-herói sombrio. Ele começou essa onda e alguns desses caras que vem fazendo filmes do gênero não admitem, e estão errados.”

O ator viveu o Homem-Morcego duas vezes, em ‘Batman: O Filme‘ (1989) e ‘Batman: O Retorno‘ (1992), ambos dirigidos por Burton.

EXCLUSIVO: Assista ao trailer LEGENDADO de ‘Marguerite & Julien: Um Amor Proibido’

O CinePOP divulga, com EXCLUSIVIDADE, o trailer legendado de ‘Marguerite & Julien: Um Amor Proibido‘ (Marguerite et Julien).

Assista:

Julien de Ravalet (Jérémie Elkaïm) e Marguerite (Anaïs Demoustier), filhos do Senhor de Tourlainville (Frédéric Pierrot), sempre foram muito próximos desde a infância e amam-se carinhosamente. Mas ao crescer, o carinho transforma-se em uma paixão avassaladora. Esse amor escandaliza a sociedade que os perseguem e não aceitam de forma alguma o amor incestuoso, buscando meios de afastá-los um do outro. Incapazes de resistir aos sentimentos, eles decidem fugir.

A Mares Filmes lança o filme nos cinemas nacionais dia 9 de fevereiro de 2017.

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Novas imagens revelam o da série ‘Riverdale’, que será lançada no Brasil pela Netflix

A série ‘Riverdale ganhou várias imagens que apresentam o elenco completo do TV Show, que será exibido no Brasil pela Netflix.

A produção, inspirada nos desenhos animados de A Turma do Archie, da década de 60, trará Archie Andrews (K.J. Apa) envolvido em um triângulo amoroso com Betty Cooper (Lili Reinhart) e Veronica Lodge (Camila Mendes).

Nesse meio tempo, todo o elenco estará envolto em uma trama de mistérios por meio dos dramas adolescentes e, claro, por mortes misteriosas.

Confira, com as promos:

A CW encomendou 23 episódios, com a exibição do primeiro marcada para a quinta-feira, 26 de janeiro de 2017.

 

Crítica 2 | Passageiros

Passageiros‘ é a contradição em forma de filme, pois é vendido como suspense espacial, e trata-se de uma comédia, que ainda permeia em drama, romance e aventura. Jannifer Lawrence e Chris Pratt, com a breve ajuda de Michael SheenLaurence Fishburne, conseguem sustentar a história, mas mesmo assim o longa começa bem e vai decaindo até o seu encerramento.

Morten Tyldum, que dirigiu o ‘Jogo da Imitação‘ (2014), não consegue trazer algo novo, a nível de ficção científica. Com isso o diretor vai perdendo a originalidade, visual, inicial do longa-metragem. A história gira em torno de uma falha no sistema, causada por uma chuva de meteoritos que entram em contato com a nave (alienígena) que transporta os passageiros para um outro planeta. Este erro, abre a cápsula de hibernação em que Jim Preston (Pratt) se localizava, e acaba saindo de sua função principal: preservar a vida do rapaz por mais 90 anos.

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O fato de um problema gerar outros problemas, e assim por diante, causa uma certa tensão ao decorrer do percurso dos personagens. Porém, com o surgimento do romance, além de fazer o longa cair em uma marasmo de clichê, ele perde importância. Isso até que os personagens descubram as anomalias da nave. Além disso, Aurora (Jennifer Lawrence) faz uma completa alusão ao conto da Bela Adormecida, mas neste caso a escritora não tinha a intenção de ser acordada por um príncipe encantado, nem mesmo pelo Senhor das Estrelas. A questão é semelhante ao desejo de boa parte dos homens, que ao invés de esperarem a pessoa certa, os mesmos preferem escolher, a dedo, a mulher da sua vida. E é o que acontece aqui.

Pratt carrega muito bem o primeiro ato da história, onde o clima de Passageiros é semelhante ao filme de Matt Damon, ‘Perdido em Marte‘ – um cara, acordado, sozinho com várias coisas para fazer. Pratt tem talento para a comédia, mas não para o drama. Sua atuação pode ser resumida em três momentos de sua carreira: ‘Parks and Recreation‘ (comédia em que interpretou Andy Dwyer), Peter Quill (‘Guardiões da Galáxia‘) e em momentos dramáticos é similar ao fechado Owen Grady (‘Jurassic World‘). Chris Pratt é limitado quando o longa exige muitas variações, mas nos momentos mais cômicos é visível que o ator se sente mais confortável, entregando assim uma atuação competente.

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Por outro lado, Jennifer Lawrence mostra porque é a queridinha de Hollywood. A atriz que ganhou o Oscar por sua interpretação em ‘O Lado Bom da Vida‘, não merece tamanha honraria pela interpretação de Aurora. Aqui, em ‘Passageiros‘, Lawrence mostra que tem recursos, carisma, sensualidade e uma dramaticidade expressiva, que resumem sua ótima atuação no longa.

Como se não bastasse fazer uma colagem, repaginada, de ‘A Bela Adormecida‘, ‘Passageiros‘ usa elementos similares de outras produções do cinema e da TV norte-americana. É impossível não lembrar de ‘Titanic‘, ‘Perdidos no Espaço‘ e do visual de filmes como ‘Wall-E‘ e até mesmo ‘Prometheus‘, quando os personagens precisam utilizar uma AutoDoc (cápsula médica de alta tecnologia). Elementos como este, reafirmam a falta de originalidade do filme, mesmo assim o visual consegue se sobressair e criar um ambiente agradável. As referências são boas, mas o longa se prende a isso em muitos momentos para ser realmente atrativo.

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Laurence Fishburne é mais um clichê de ‘Passageiros‘, pois quando entra em cena precisa de poucos gestos para mostrar o futuro do personagem na trama. Isso é fruto de um roteiro preguiçoso, que não consegue apresentar uma história aceitável, pois o mesmo dá margem para o espectador pensar em “outras” possibilidades que a história poderia seguir, mostrando a fragilidade do enredo. Com isso pode-se dizer que todo o acontecimento que traça o rumo da história poderia ter soluções melhores, mas ao invés disso Jon Spaihts (que também assina o roteiro de ‘Doutor Estranho‘ e ‘Prometheus‘) escolhe o caminho mais óbvio para seguir. Mas, como contraponto, Michael Sheen interpreta o android e bartender Arthur, que ao lado de Chris Pratt, lembra muito algumas cenas memoráveis de ‘O Iluminado‘ (1980). O personagem ainda serve como alívio cômico e funciona como um desafogo da história e dos personagens.

Mal vendido pelo marketing, com roteiro decepcionante e alguns pontos positivos, ‘Passageiros‘ é um bom entretenimento. Inicialmente divertido, o longa perde qualidade para as suas próprias limitações e mesmo assim o talento de Jennifer Lawrence encanta em tela, da mesma forma que Chris Pratt consegue entreter e divertir. Faltou apenas Celine Dion cantando My Heart WIll Go On.

 

‘The Expanse’: Série espacial mais cara do Syfy tem tenso clipe divulgado

‘The Expanse’, série espacial do canal americano Syfy que foi lançada no Brasil pela Netflix, ganhou seu primeiro clipe, mega eletrizante.

Confira, com os trailers:

Baseada na obra ‘Leviathan Wakes’, de James S. A. Corey, a atração situada 200 anos no futuro mostra as tensões sociais e políticas entre planetas do Sistema Solar que foram colonizados pelos humanos.

O conflito aumenta quando o capitão Jim Holden (Steven Strait) encontra uma nave abandonada, que pode estar carregando um grande segredo capaz de levar todo o Sistema Solar à guerra. Ele então se junta ao detetive Joe Miller (Thomas Jane) na tentativa de evitar a situação.

Jonathan Banks (Breaking Bad), Paulo Costanzo (Royal Pains) e Jay Hernandez (Gang Related) fazem participações especiais.

Dos mesmos roteiristas de Homem de Ferroe ‘Filhos da Esperança’, ‘The Expanse’, a série mais cara da história do Syfy.

Crítica | Invasão Zumbi

Trem para Busan

Indiscutivelmente os zumbis são os monstros mais famosos da cultura pop atual. As criaturas deterioradas já assumiram forma de namoradas insatisfeitas (Vida Após Beth e Enterrando Minha Ex), filha sofredora (Contágio – Epidemia Mortal) e até mesmo galã romântico (Meu Namorado é um Zumbi), desde que George Romero as popularizou em 1968. O que faltava, ou ao menos o que foi pouco usado, era se tornarem personagens num drama de arte sul coreano. Bem, essa lacuna acaba de ser preenchida.

Invasão Zumbi é uma das produções mais eletrizantes do ano, que chega aos cinemas neste fim de 2016 para sacudir o ano maledetto. No filme escrito e dirigido por Yeon Sang-ho – diretor de animações asiáticas, fazendo sua estreia no cinema live action – um acidente numa fábrica causa um estranho fenômeno, espalhando um terrível vírus e mantendo parte da cidade em quarentena. Logo na cena de abertura, percebemos a crise iminente com o atropelamento de um animal, que irá ditar o tom macabro para o longa.

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Como dito, este é um filme diferente dentro do subgênero, no qual os sustos e arrepios são balanceados com o drama pessoal dos personagens, em trechos verdadeiramente emocionantes. E não é eufemismo, Invasão Zumbi consegue dar nó na garganta e trazer lágrimas aos olhos. O motivo para isso é o relacionamento entre o workaholic Woo (Gong Yoo) e sua filha pequena, a graciosa Soo-an (Kim Soo-na). O trabalho excessivo do pai yuppie deixa a filha aos cuidados da avó materna, porém, desejando mais atenção do progenitor. Essa é a razão pela qual a menina cisma em ir ver a mãe, moradora da cidade de Busan do título original.

A viagem para Busan de pai e filha é o que dá início para a trama nervosa, na qual um trem se torna o cenário para algumas das situações mais tensas e assustadoras já apresentadas neste tipo de cinema. No local também somos apresentados ao grupo inusitado de sobreviventes, aos quais nos afeiçoaremos ao longo da projeção, até que alguns deles saiam de cena – e isto é tudo o que irei dizer sobre o assunto. Ao lado da ficção Expresso do Amanhã (lançado por aqui no ano passado), esta obra faz uma boa sessão dupla, apresentando um subtexto rico além de seu gênero saliente e enfatizando o cenário de um trem como paralelo para questões sociais e políticas.

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Do egoísmo protagonista, vendido para a filha como virtude, sinalizando a época cínica e individualista na qual vivemos; passando pelo altruísmo heroico de um truculento e bonachão futuro pai; até a coragem e provação do amor jovem e a união de familiares, que se quebrada fará perder a razão de sobrevivência, Invasão Zumbi possui demasiadas entrelinhas para ser consumido apenas como uma máquina de sustos e adrenalina. Não que a produção careça neste quesito, já que o ritmo imposto pelo cineasta Sang-ho é acelerado o suficiente para capturar a atenção do público disperso que lota os multiplex de shopping.

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Por ter sido produzido bem longe de Hollywood, Invasão Zumbi tem toda a liberdade criativa desejada pelo diretor, deixando espaço para belos momentos contemplativos, visualmente estratégicos e ausentes no cinemão massificado. Por exemplo, uma perseguição de zumbis frenéticos se torna um entusiasmante quadro em movimento, quando a câmera de Sang-ho é posicionada em plongê absoluto (ângulo zenital, de cima para baixo) e acompanha a fuga de um personagem rumo a seu porto seguro. É este desejo pela arte que faz sobressair o filme sul coreano. Além disso, o cineasta trabalha esteticamente sua horda de mortos vivos, em uma cascata que se assemelha ao confeccionado por Marc Forster em Guerra Mundial Z (2013), criando ainda um balé de contorcionismo para as criaturas. O gore (sanguinolência) é deixado de lado em nome do clima construído, mais importante para o diretor do que o grafismo e a gratuidade.

Com eficientes homenagens, que chegam até o clássico A Noite dos Mortos Vivos (1968) – com um desfecho que reverencia o mestre Romero – personagens carismáticos que funcionam na medida planejada, e uma encantadora protagonista mirim, Invasão Zumbi tem na interação humana sua grande virtude. O final é poderoso e aponta o quanto é difícil encontrar um desfecho que funcione em qualquer tipo de filme. Ao nos depararmos com um encerramento como o apresentando aqui, compreendemos com mais facilidade o quão distante está a maioria das produções cinematográficas de confeccionar um ponto final poético e harmonioso.

Invasão Zumbi

(Train to Busan)

 

Elenco:
Yoo Gong – Seok Woo
Soo-an Kim – Soo-an
Yu-mi Jeong – Sung Gyeong
Dong-seok Ma – Sang Hwa
Woo-sik Choi – Young Gook

Direção: Sang-ho Yeon

Gênero: Terror

Duração: 118 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ – milhões

Estreia: 29 de Dezembro de 2016

Sinopse: 

Um surto viral misterioso deixa a Coréia em estado de emergência. Como um vírus não identificado se alastra pelo país, o governo Coreano declara lei marcial. Todos que estão no trem expresso para Busan, uma cidade que defendeu com sucesso o surto viral, devem lutar por sua própria sobrevivência.

O percurso de Seul a Busan é de 453 km. Trata-se da luta pela sobrevivência por aqueles que têm outros a proteger. Suba a bordo para permanecer vivo!

Crítica | Invasão Zumbi 

 

Curiosidades: 

» O thriller coreano ao estabelecer sucessivas quebras de recordes de bilheterias no Oriente e acabou por chamar a atenção da imprensa internacional. Na sua primeira semana de estreia, na Coréia do Sul, cerca de 5 milhões de espectadores assistiram ao filme.

» A produção ficou à frente de produções como ‘A Era do Gelo: O Big Bang‘ e ‘Procurando Dory‘. O terror contabilizou 75% do total das bilheterias coreanas e mais de 1,2 milhão de espectadores foram aos cinemas assistir ao filme em um único dia.

 

Trailer:

Cartazes: 

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Fotos: 

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Animais Noturnos

(Nocturnal Animals)

 

Elenco:

Amy Adams – Susan Morrow
Jake Gyllenhaal – Tony Hastings / Edward Sheffield
Michael Shannon – Bobby Andes
Aaron Taylor-Johnson – Ray Marcus
Isla Fisher – Laura Hastings
Ellie Bamber – India Hastings
Armie Hammer – Hutton Morrow

Direção: Tom Ford

Gênero: Drama, Suspense

Duração: 117 min.

Distribuidora: Universal Pictures

Orçamento: US$ 20 milhões

Estreia: 29 de Dezembro de 2016

Sinopse: 

Baseada no romance ‘Tony and Susan’, de Austin Wright, ‘Animais Noturnos‘ traz “uma história dentro de uma história”, com a primeira parte acompanhando uma mulher chamada Susan (Adams), que recebe um manuscrito do ex-marido (Gyllenhaal), a quem deixou há 20 anos, pedindo sua opinião.

O tal manuscrito, então, traz duas histórias: a do romance do título, ‘Animais Noturnos’, que conta a história de um homem cujas férias em família se tornam violentas e mortais; e a história de Susan, em que ela recorda seu primeiro casamento e enfrenta algumas verdades sombrias sobre si mesma.

Crítica | Animais Noturnos 

 

Curiosidades: 

» A produção em si já é mega aguardada por ser de Ford, que estreou em 2009 com ‘Direito de Amar‘ e levou Colin Firth a uma indicação ao Oscar de Melhor Ator. Só que o longa ganha ainda mais status por conta de Amy Adams e Jake Gyllenhaalduas das maiores estrelas de Hollywood da atualidade. Fora que os dois são atores sensacionais.

 

Trailer:

Cartazes: 

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Fotos: 

Os Maiores Vilões de 2016

As listas do que rolou no cinema em 2016 não param de chegar. Conhecido como o ano maledetto, aproveitamos a má fama de 2016 para enumerar os piores personagens que passaram pelos cinemas – no melhor sentido da palavra. Aqui, você encontrará aquele personagem que mais causou ódio ou arrepio. Leia com cuidado para não aborrecê-los e não esqueça de listar os seus preferidos nos comentários.

Barron (Samuel L. Jackson) – O Lar das Crianças Peculiares

Barron CinePOP

Barron é mais um antagonista no currículo do ótimo Jackson, e apesar de trazer cenas mais intensas no longa de fantasia do cultuado Tim Burton, igualmente foi responsável por algumas das tiradas mais engraçadas do filme.

Asset (Vincent Cassel) – Jason Bourne

Asset CinePOP

O retorno de Matt Damon para a franquia Bourne dividiu opiniões do público e críticos, mas o que ninguém duvida é da capacidade de Cassel para viver um vilão assustador. Aqui, o francês redefine o termo “pedra no sapato”, vivendo um espião à caça de Bourne.

Diana (Alicia Vela-Bailley) – Quando as Luzes se Apagam

Diana CinePOP

A primeira personagem de um filme de terror a aparecer na lista. Quando as Luzes se Apagam é baseado num curta do mesmo diretor e, como esperado, uma história de origem é dada para a criatura assombrada que só aparece no escuro, aqui batizada de Diana – uma mistura de Samara (O Chamado) com Mama (Mama).

Brahms (Jett Klyne / James Russell) – Boneco do Mal

Brahms CinePOP

Ele poderia ser o novo Chucky, só que não! A premissa do filme apresenta um casal de idosos ricos que tratam um boneco como seu filho, acreditando que ele está vivo. Quando saem de férias, deixam uma incauta babá cuidando do “menino”. Quando ela descobre que Brahms, o boneco, realmente existiu, é que coisas estranhas começam a ocorrer na mansão.

As irmãs (Rooney Mara) – Kubo e as Cordas Mágicas

irmãs CinePOP

Deixe para os estúdios Laika produzirem fantásticas animações em stop-motion, que faz homenagem a clássicos do cinema,  e teor com pitadas de terror. Seu quarto filme traz duas das mais assustadoras antagonistas do ano, as tias gêmeas do carismático menino Kubo.

Gigi (Bella Heathcote) e Sarah (Abbey Lee) – Demônio de Neon

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Gigi e Sarah materializam a ideia de mulheres frias, calculistas e que fazem de tudo para chegar ao topo. Essas aspirantes a modelo vivem uma competição cerrada até as últimas consequências com a ingênua e virginal novata Jesse (Elle Fanning). Puxar o tapete para elas é fraco. Nunca o termo ‘o mundo irá te devorar’ foi tão bem aplicado, como neste conto perturbador de Nicolas Winding-Refn.

Krall / Shere Khan (Idris Elba) – Star Trek: Sem Fronteiras / Mogli: O Menino Lobo

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O que um tigre vingativo e insistente tem em comum com um líder alienígena maligno disposto a acabar com a ordem na galáxia? Ambos foram interpretados pelo talentosíssimo Idris Elba e se tornaram vilões memoráveis em 2016. Seja apenas cedendo a voz para um personagem inteiramente criado em computador (Shere Khan) ou enterrado em quilos de maquiagem, se tornando quase irreconhecível (Krall), a presença de Elba como estes personagens malvados é inegável.

Howard (John Goodman) – Rua Cloverfield, 10

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John Goodman é um ator carismático, dono de uma carreira formada por personagens amáveis e engraçados. Bem, exceto quando está sequestrando pessoas e mantendo-as em cativeiro. Howard é um destes personagens bipolares, com mudanças bruscas de temperamento e que soa como se tivesse parafusos a menos. Não ajuda vir com uma história apocalíptica para justificar seus atos. Mas será que ele estava tão errado assim?

Tubarão (CGI) – Águas Rasas

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Este é o segundo animal na nossa lista, atrás do tigre Shere Kahn, de Mogli. Ao contrário do felino, este animal não fala, mas consegue ser igualmente assustador e efusivo. A história do cinema já mostrou que animais conseguem render ótimos antagonistas e poucos são tão perigosos quanto os peixes que são verdadeiras máquinas de matar. Desde Tubarão (1975), de Steven Spielberg, uma criatura marinha não era tão arrepiante no cinema. Pobre Blake Lively.

A Freira (Bonnie Aarons), Bill Wilkins (Bob Adrian) e O Homem Torto (Javier Botet) – Invocação do Mal 2

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Existe um forte argumento e discussão sobre qual dos filmes Invocação do Mal é o melhor. Eu digo que ambos são  bons em medidas iguais. Mas no que a continuação se sai melhor é criar vilões icônicos. Na sequência, temos não apenas um, mas três antagonistas sobrenaturais que nos deixaram dormindo de luz acessa por um bom tempo. Destes, o que se sobressai é a Freira Demônio, que ganhará um derivado (assim como a boneca Annabelle) ano que vem. Uma curiosidade é que Javier Botet, que interpretou o Homem Torto, também viveu a criatura em Mama (2013).

The Blind Man (Stephen Lang) – O Homem nas Trevas

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Stephen Lang e seu Blind Man nos farão nunca mais olhar para cegos como pessoas indefesas. O cineasta Fede Alvarez transforma o deficiente visual em seu gelado thriller, de vítima em um dos mais perigosos e cruéis antagonistas que vimos em 2016 nas telonas. Pobre trio de jovens, que decidiu roubar o sujeito mais errado possível. O melhor? Ao que tudo indica, o cego menos bondoso da história deverá retornar.

Darth Vader (Spencer Wilding / Daniel Naprous / James Earl Jones) – Rogue One: Uma História Star Wars

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Como terminar a lista dos maiores vilões de 2016 sem apontar o maior vilão da história do cinema. Sim, Darth Vader está de volta! E pior do que nunca. Embora tenha pouco tempo em cena, é inegável que sua participação neste derivado rende as melhores cenas do longa. Pior para o burocrata Krennic (Ben Mendelsohn), o novo vilão, que sentiu o aperto e sufocou com as aspirações de dividir o posto de antagonista com o irado Lorde Sith. Pode-se dizer que o desfecho do filme mostrou um Vader com “sangue nos olhos” com nunca havíamos visto.

Crítica | Animais Noturnos

História Sem Fim

A cena de abertura revela corpos nus de mulheres em uma dança sensual. A cena é provocativa, mas não exatamente da forma que você está pensando. Esta entrelinha serve de grande paralelo para todo o restante de Animais Noturnos, novo filme exuberante de Tom Ford. O cineasta adapta o livro de Austin Wright para o cinema, assinando o roteiro, e utiliza bem seu background como estilista da Gucci para criar imagens belíssimas, dotadas de muito charme e elegância. Em tal quesito era esperado que o longa não desafinasse.

Como dito, Animais Noturnos guarda inúmeras surpresas, a maior delas para quem assistiu aos trailers de divulgação ou simplesmente leu a sinopse. Tais prévias dão erroneamente a ideia deste ser um thriller de vingança. Bem, pode ser dito que o é, mas não da forma intensa, explícita e rotineira na qual estamos acostumados a ver os suspenses serem moldados.

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Na trama, a cinco vezes indicada ao Oscar Amy Adams (Retratos de Família, Dúvida, O Vencedor, O Mestre e Trapaça) interpreta uma rica socialite dona de galeria de arte. Casada com o refinado homem de negócios vivido pelo galã Armie Hammer, e morando em uma mansão, a vida perfeita da protagonista exibe apenas a fachada do que são estruturalmente as ruínas de uma fria existência.

A vida social com os amigos – que guarda as pontas dos atores britânicos Andrea Riseborough e Michael Sheen – reserva uma das melhores cenas do filme, logo de início, entregando ótimos diálogos. “É ótimo ter uma marido gay. Não preciso me preocupar com outras mulheres, ele me ouve e é meu melhor amigo”, dispara a personagem de Riseborough ao comentar sobre o companheiro para a amiga, que não possui a mesma sorte. “Sou rica, bem sucedida e bem casada. Não tenho motivo para ser infeliz”, profere a protagonista de Adams para o personagem de Sheen, que retruca: “Aproveite o absurdo de nosso mundo. É muito menos doloroso”. Tais diálogos conformistas colidem com o fervor atual do mundo em relação ao discurso social, o que torna a obra de Ford ainda mais contundente e necessária, nem que seja simplesmente pelo desconforto.

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Desconforto é a palavra que mais define Animais Noturnos, cujo maior êxito é justamente nos colocar na posição que menos desejaríamos estar, em repetidos momentos na projeção, nas quais nos pegamos com a fatídica questão: O que faríamos? O passado da protagonista volta com força quando esta recebe uma cópia do livro intitulado Animais Noturnos em mãos, escrito por seu ex-marido, interpretado pelo talentoso Jake Gyllenhaal. Automaticamente, a personagem de Adams sabe que a obra é sobre ela, já que, não bastasse a dedicatória em seu nome no prefácio, o título era o apelido dado para ela pelo sujeito. Coincidentemente, a protagonista revela estar pensando muito no ex-companheiro nos dias que precedem a surpresa.

Embora relate no livro uma história fictícia, o antigo companheiro explora ao máximo as semelhanças com o relacionamento real, criando uma conexão e traçando uma analogia com o tempo em que passou com a protagonista, que de prontidão percebe as influências. Cada vez mais perturbada com a selvageria e violência contida no texto, a personagem principal entende o recado com pesar, embora a culpa já a tomasse antes do presente.

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Animais Noturnos definitivamente não é um filme para todos os gostos ou para todo tipo de público. Sua narrativa funciona em três linhas: uma no presente, uma no passado (através de flashbacks revelando o relacionamento dos personagens de Adams e Gyllenhaal desde seu primeiro encontro) e uma na ficção, num trecho que decorre apenas no livro e toma a maior porcentagem da projeção (o que pode afastar a maioria, com o equivocado argumento “não está acontecendo de verdade” – o que de fato em um filme está?). Talvez este desequilíbrio proposital seja realmente o calcanhar de Aquiles deste que é apenas o segundo longa-metragem de Tom Ford. Ficamos esperando mais cenas com Adams, afinal ela é a protagonista.

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Seja como for, o que ganhamos é inteiramente satisfatório, ao ponto de declararmos a obra como um dos ápices de 2016 no cinema. Há muito tempo um filme sobre relacionamentos não era tão cruel, vicioso e dolorido. Há muito não víamos personagens serem destroçados de forma tão unânime ao ponto de não conseguirem seguir com suas vidas, ou ao menos não da mesma forma. Fora o subtexto implícito, Animais Noturnos ainda faz uso de performances inesquecíveis, como as de Michael Shannon (sempre ótimo) e Aaron Taylor-Johnson. Curiosamente, o roteiro não favorece os protagonistas, em especial o desempenho apenas correto de Adams (tirando a dúvida sobre qual performance da atriz em uma produção de 2016 merece atenção nos prêmios).

Cada cena gelada, cada momento tenso, cada situação dilacerante apresentada acrescenta em Animais Noturnos sua substância rica em entrelinhas, dignas de discussões demoradas e do desejo masoquista (no melhor sentido) de voltar para mais incursões em nossas psiques abaladas.

Norman vai chegar mais cedo… 5º Temporada de ‘Bates Motel’ tem estreia adiantada

Produtores e criadores de ‘Bates Motel‘, seguem os parabéns do CinePOP porque a gente por aqui é realmente fã do TV Show.

Quem confirma a novidade é o TV Line.

A quinta e última temporada estreará em 20 de fevereiro, nos Estados Unidos.

Até então, todas as temporadas tinham sido lançadas em março.

A publicação não revelou uma justificativa aparenta para esse adiantamento, mas se especula que toda a série já está filmada e em processo final de montagem, assim, os produtores chegaram a conclusão de que não tinha necessidade de esperar mais dois meses para que os fãs pudesses acompanhar o final da jornada de Norman.

Sem ter liberado a sinopse completa, os produtores apenas mencionaram que a série caminhará totalmente em sintonia com o longa, tendo em vista que a 5° e última temporada trará o ápice do psicótico Norman.

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‘Shooter’, série inspirada no filme com Mark Wahlberg, ganha teaser para o 9º episódio

A série baseada em ‘Atirador‘ (Shooter), filme de ação estrelado por Mark Wahlberg em 2007, e que inclusive já está com a segunda temporada mais do que garantida, ganhou sua prévia para o nono episódio.

As gravações da nova leva de episódios acontecerá a partir de abril de 2017 para um lançamento entre outubro e novembro.

Assista:

Ryan Phillippe (‘Segundas Intenções’) estrela a série, produzida por John Hlavin (‘Anjos da Noite: O Despertar’, ‘The Shield’) e Mark Wahlberg.

O longa original, dirigido por Antoine Fuqua, é centrado no exímio atirador Bob Lee Swagger (Wahlberg), que isola-se nas florestas do Arkansas depois de causar a morte de um inocente.

Algum tempo depois, ele é persuadido por seus ex-parceiros a ajudá-los a impedir o assassinato do presidente. Mas ele acaba sendo enganado e acusado de ter planejado o crime.

A trama conspiratória foi adaptada do livro ‘Point of Impact’, de Stephen Hunter.

 

Scott tenta capturar um dos Ghost Rider em prévia do 7º episódio de ‘Teen Wolf’

A 6ª e última temporada de ‘Teen Wolf‘ ganhou a prévia do sétimo episódio, que será exibido na próxima terça-feira.

A série será encerrada em 2017, no seu episódio número 100!

Assista, com a nova abertura:

 

 

 

Brennan e Booth estão de volta em novo teaser da temporada final de ‘Bones’

Apesar do tom de despedida, a dupla principal continua a mil por hora nas investigações.

Pelo menos é o que mostra o teaser do segundo episódio da última temporada de ‘Bones‘.

A série estreou ontem nos Estados Unidos e a gente por aqui já está ansioso pelos números da audiência.

12 episódios foram produzidos para esta temporada.

Lançada em setembro de 2005, ‘Bones‘ traz como plot a investigação de assassinatos envolvendo restos mortais, mais precisamente ossos. A série é estrelada por David Boreanaz e Emily Deschanel. 

O TV Show é inspirado na vida da real Kathy Reichs, uma antropóloga forense considerada uma das melhores nos Estados Unidos em sua área.

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Aida se revolta contra humanos em clipe de ‘Agents of SHIELD LMD’

O canal ABC liberou o mais novo clipe para o episódio de retorno da quarta temporada de ‘Agents of S.H.I.E.L.D.

Confira, com o cartaz:

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Faltando pouco mais de uma semana para o retorno de ‘Agents of SHIELD‘ nos EUA, o Heroic Hollywood revelou o título dos episódios 11, 12, 13 e 14.

4.11: “Wake Up”
4.12: “Hot Potato Soup”
4.13: “BOOM”
4.14: “The Man Behind The Shield”

O site já havia revelado informações do nono e do décimo episódios, intitulados ‘Broken Promises’ e ‘The Patriot’, respectivamente.

Veja

“Broken Promises 4,09 – Embora Coulson e May estejam se aproximando, Coulson permanece inconsciente do segredo secreto que May está escondendo. Enquanto isso, Aida é implacável em sua busca ao Darkhold, em “Agentes da SHIELD da Marvel.”

Entre os convidados estão Natalia Cordova-Buckley como Elena “Yo-Yo” Rodriguez, Jason O’Mara como Diretor Jeffrey Mace, Mallory Jansen como Aida, Parminder Nagra como Senador Nadeer, John Pyper-Ferguson como Terrence Shockley, Manish Dayal como Vijay Nadeer, Patrick Cavanaugh como Burrows, Blaise Miller como agente Nathanson, Shari Vasseghi como Sunjna Nadeer e Bryan Keith como Zack Bynum.

“Broken Promises” foi escrito por Brent Fletcher e dirigido por Garry A. Brown. “

“The Patriot 4.10 – Separados de sua equipe, Coulson e Mack descobrem um segredo chocante sobre Mace, deixando todos na SHIELD em uma posição difícil, em Agents of SHIELD da Marvel.”

Entre os convidados estão Jason O’Mara como o diretor Jeffrey Mace, Mallory Jansen como Aida, Adrian Pasdar como Glenn Talbot, Maximillian Osinski como o agente Davis, Patrick Cavanaugh como Burrows, Troy Caylak como Yuri Zaikin, Kimberley Drummond como Agente Crawford, Shelly Robertson como Michelle Caldwell e Alastair Bayardo como Agente McCafferty.

“The Patriot” foi escrito por James C. Oliver e Sharla Oliver, e dirigido por Kevin Tancharoen. “

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‘Shadowhunters’ ganha clipe para o segundo episódio; Assista!

Shadowhunters’, série de TV baseada na franquia literária ‘Os Instrumentos Mortais’, ganhou seu primeiro clipe para o segundo episódio, que estreia na Netflix um dia depois da exibição nos EUA.

Assista:

 

No Brasil, a série é exibida pelo serviço de streaming Netflix.

A previsão de estreia é Janeiro de 2017. A primeira temporada, ainda em exibição nos EUA, é composta por 13 episódios.

Katherine McNamara (‘Happyland’) faz a protagonista Clary Fray que, no seu aniversário de 18 anos, descobre ser uma descendente dos shadowhunters (caçadores de sombras), híbridos de anjos com seres humanos. Quando sua mãe, Jocelyn, é sequestrada, Clary então se une a Jace (Dominic Sherwood), outro shadowhunter, e seu melhor amigo Simon (Alberto Rosende) para caçar demônios. Vivendo entre as fadas, bruxos, vampiros e lobisomens, Clary começa a desvendar sua própria história. Alan Van Sprang (da série ‘Reign’) será o vilão Valentine e terá participações regulares na trama.

O cineasta McG (‘O Exterminador do Futuro – A Salvação’, ‘As Panteras’) dirigiu o episódio piloto e também servirá como produtor executivo.

Inspirado nos livros de Cassandra Clare, ‘Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos’ teve orçamento de US$ 60 milhões e arrecadou míseros US$ 31 milhões nos EUA. Com o fraco desempenho, a Constantin Films cancelou o início das filmagens da sequência, Os Instrumentos Mortais: Cidade das Cinzas‘.

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Crítica | Passageiros

Perdidos no Espaço

Obviamente você já ouviu a pergunta: quem você levaria para uma ilha deserta? Ou com quem gostaria de se perder? Atualmente, a maioria das meninas e rapazes diriam Chris Pratt e Jennifer Lawrence. De fato, a dupla de jovens atores está no topo do mundo, como os astros mais rentáveis da atualidade em Hollywood.

Lawrence dispensa apresentação. Com as franquias X-Men (3 filmes) e Jogos Vorazes (4 filmes), J-Law – como é conhecida pelos fãs – escreveu sucesso em seu nome. Mas foi com produções como O Lado bom da Vida (que rendeu a vitória no Oscar), Trapaça (2013) e Joy: O Nome do Sucesso (2015), que a atriz se mostrou uma força da natureza e que seu nome no letreiro é capaz de arrastar multidões para os cinemas como poucos.

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Pratt, de gordinho em comédias, foi resgatado pela Marvel / Disney para se tornar um herói de ação sarado e permear os sonhos das (e dos) adolescentes. O filme era Guardiões da Galáxia (2014), obra que mostraria ao mundo o potencial do novo adorável canalha do cinema. Desde então, Pratt foi visto nos sucessos Jurassic World (2015) e Sete Homens e um Destino (2016). E esse ano tem Guardiões Vol 2

Bem, chega de enrolar. Vocês já entenderam que Lawrence e Pratt são grandes, tão grandes que não dá para ficar muito maior. O que você quer saber é o que esperar de Passageiros. Bem, voltando àquele primeiro parágrafo, sobre se perder numa ilha deserta, essa é a sensação ao assistir ao novo longa de ficção protagonizado pelo casal quentíssimo. Essa é uma ilha deserta, mas uma ilha tecnológica, saída diretamente do futuro, e dona de todos os itens que vocês mais gostam, ou seja, vídeo games, filmes, academia, comida, é um verdadeiro paraíso.

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Na trama, centenas de pessoas viajam pelo espaço a fim de colonizar um novo planeta, uma espécie de segunda Terra. Esse cruzeiro de luxo é caro, e dividido em classes econômicas, assim como o Titanic. Além disso, a viagem é longa e dura uns 90 anos, só sendo possível para os tripulantes realizar essa transição em criogenia (aquele sono profundo no qual não se envelhece, que conhecemos bem de produções do gênero). A trama começa a girar quando após um incidente, a câmara contendo o protagonista Jim Preston (Pratt) abre trinta anos antes do tempo.

E agora? O que resta ao nosso intrépido herói? Passar o resto de sua existência neste transatlântico de luxo, usufruindo de toda tecnologia que o colosso tem a lhe oferecer, sozinho, e sem nunca conseguir botar os pés no novo planeta – já que até a espaçonave chegar a seu destino final, o sujeito terá provavelmente morrido de idade avançada. Bom, isso é, até outra câmara dar defeito e dela sair a estonteante Aurora Lane (Lawrence) – não, você não está enganado, o nome da personagem é uma referência à clássica princesa da Disney de A Bela Adormecida (1959), dentre tantas que o longa irá fazer ao longo de sua projeção.

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A esta altura vale mencionar as mentes pensantes por trás do projeto: o roteirista Jon Spaihts (Doutor Estranho e Prometheus) – como é bom ver um filme com apenas um roteirista, peitando o sucesso ou o fracasso por conta própria – e o diretor norueguês Morten Tyldum (Headhunters), indicado ao Oscar por O Jogo da Imitação (2014). A história confeccionada por Sapihts captura de imediato nossa atenção e mistura na trama suspense, drama, romance, certo humor e adrenalina, em doses equilibradas e satisfatórias. A direção de Tyldum é enérgica e mantém um bom ritmo, fazendo de Passageiros um dos entretenimentos mais ofuscantes deste início de ano. Tudo é belo visualmente, brilha e ecoa magnitude. Esta é uma produção esplendorosa, que destaca sua direção de arte, figurinos, fotografia e maquiagem, remetendo às grandiosas produções da era de ouro de Hollywood.

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Passageiros talvez careça da importância existencialista que a obra poderia ter, mas de qualquer forma levanta questões suficientes para dar substância a um produto voltado e vendido para as massas sem entediar o público disperso que lota as salas dos multiplex de shopping. A química entre os protagonistas está lá e funciona. Sabemos que nem sempre colocar dois grandes astros fazendo par é garantia de sucesso (que o diga Johnny Depp e Angelina Jolie O Turista feelings). Pratt está mais contido do que o habitual, arriscando momentos um pouco mais dramáticos e Lawrence igualmente mantém uma nota mais baixa em sua costumeira extravagância performática.

Completando o elenco principal, temos o sempre ótimo Michael Sheen num papel curioso, cujas cenas mantém O Iluminado (1980), de Stanley Kubrick, em nossas mentes com mais uma das muitas referências do longa.  Passageiros é um espetáculo visual, divertido e que acerta em todas as notas, levantando as questões necessárias, sem esquecer detalhes adereçados pelo roteiro, que poderiam passar em branco se os realizadores não demonstrassem verdadeiramente se importar com o que estão vendendo. Romance e egoísmo nunca caminharam tão lado a lado. Ah, o amor.

Andrew Lincoln diz que Rick voltará a ser como era nas temporadas passadas de ‘The Walking Dead’

Em conversa com o ComicBook sobre a segunda parte da sétima temporada de ‘The Walking Dead‘, o mega talentoso Andrew Lincoln explicou que Rick voltará a ter um tom mais próximo das temporadas passadas, mais ligado a ação e menos conectado ao drama.

“Ele será o oposto do que você viu no final da primeira parte. Certamente do ponto de vista de Rick, você terá um homem em ação novamente ao lado de alguns membros de sua família. Ele reviverá a emoção de lutar. Ele está de volta. Tudo o que estou dizendo é que o grupo está completamente de volta e ainda mais unidos.”

Apesar da terrível temporada, ‘The Walking Dead’ fecha 2016 como o programa mais assistido nos EUA

Vale lembrar, que para a continuação da 7ª temporada, é esperado que a guerra entre Alexandria, Hiltop e Reino contra Negan (Jeffrey Dean Morgan) e Os Salvadores aconteça.

Vídeo reúne todas as mortes de ‘The Walking Dead’ em 2016

The Walking Dead‘ retorna com episódios inéditos no dia 12 de Fevereiro de 2017.

Terminam as filmagens da 7ª temporada de ‘The Walking Dead’ 

‘The Walking Dead’: [SPOILER] pode estar deixando a série!

Baseada na história em quadrinhos escrita por Robert Kirkman, ‘The Walking Dead‘ se transformou através de suas temporadas no maior sucesso mundial quando se trata de séries. A história, situada logo após um apocalipse zumbi, gira em torno de um grupo de sobreviventes liderados pelo policial Rick Grimes (Andrew Lincoln), que vai em busca de um lugar seguro para viver. Neste cenário, os conflitos pessoais dos sobreviventes representam um perigo tão maior do que o que os rodeia, que alguns estão dispostos a fazer o que for necessário para sobreviver.