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O Último Cine Drive-In

(O Último Cine Drive-In)

 

Elenco:

Breno Nina, Othon Bastos, Rita Assemany, Chico Sant’anna, Fernanda Rocha, André Deca, Rosanna Viegas e Vinícius Ferreira. Participação Especial: Mounir Maasri e Zécarlos Machado

Direção:  Iberê Carvalho

Gênero:  Drama

Duração: 100 min.

Distribuidora: Vitrine Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 20 de Agosto de 2015

Sinopse:

Ao retornar a sua cidade natal com sua mãe adoecida, Marlombrando reencontra seu pai e o cinema Drive-in onde passou sua infância. Almeida, mantém o cinema funcionando com apenas dois funcionários: Paula cuida da projeção e da lanchonete; José, um velho amigo de Almeida, atende a bilheteria e faz limpeza do local. A chegada de Marlombrando e a ameaça de demolição do Drive-in, trará um novo rumo para suas vidas.

Curiosidades:

» —

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

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Sexo, Amor e Terapia

(Tu veux ou tu veux pas?)

 Sexo, Amor e Terapia (2014) on IMDb

 

Elenco:

Sophie Marceau
Patrick Bruel
André Wilms

Direção:  Tonie Marshall

Gênero:  Comédia

Duração: 88 min.

Distribuidora: Mares Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 20 de Agosto de 2015

Sinopse:

Em ‘Sexo, Amor e Terapia‘, presenciamos o encontro inesperado de Judith (Sophie Marceau), uma mulher que vive abertamente a sua sexualidade, mantendo casos com diversos homens; e Lambert (Patrick Bruel), um viciado em sexo que tenta justamente pensar em outra coisa e conter os seus desejos. Mas quando Judith passa a trabalhar como assistente no consultório de Lambert, a situação não vai ficar muito fácil para nenhum dos dois.

Curiosidades:

» EXCLUSIVO: Entrevistamos a gata Sophie Marceau, de ‘Sexo, Amor e Terapia’ 

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

 

Anne Hathaway vai estrelar a série ‘The Ambassador’s Wife’

Mais uma estrela de Hollywood vai tentar a sorte nas telinhas. Anne Hathaway, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por ‘Os Miseráveis‘, assinou para estrelar a série de TV ‘The Ambassador’s Wife‘.

Na trama, a atriz vai interpretar Miranda, esposa americana de um embaixador britânico que vive em um país árabe. Em meio a Guerra Civil do Oriente Médio, ela é sequestrada.

Miranda e o marido terão que tomar decisões difíceis para tentarem eventualmente se reunir novamente.

O showrunner Mark Gordon revelou que a série ainda não está ligada a nenhuma emissora, mas o episódio-piloto já está sendo preparado. A série é inspirada no romance homônimo de Jennifer Steil.

“The Ambassador’s Wife tem uma história incrível… Não podíamos imaginar alguém melhor que Anne para representar esta heroína tão complexa”, afirmou Mark Gordon.

Não há previsão de lançamento.

‘O Pequeno Príncipe’: Cena exclusiva e entrevista com Larissa Manoela

A animação francesa ‘O Pequeno Príncipe‘ é a principal estreia no circuito brasileiro nesta quinta-feira, dia 20, com lançamento em 530 salas.

Para comemorar o lançamento, o CinePOP divulga uma cena exclusiva e uma entrevista com Larissa Manoela (‘Carrossel’), que dupla a A Pequena Garota.

Assista:

A atriz Larissa Manoela fala sobre a sua dublagem no filme “O Pequeno Príncipe

Posted by CinePOP on Sexta, 24 de julho de 2015

 

Crítica | O Pequeno Príncipe 

O Pequeno Príncipe‘ mescla a história original do romance com uma narrativa inédita. Na trama, uma menina que vive sob rígido controle de sua mãe acaba conhecendo um velho aviador, seu vizinho, que vai lhe contar a história de um pequeno príncipe. A animação é dirigida por Mark Osbourbe (‘Bob Esponja – O Filme’).

A Paris Filmes informou ao CinePOP que o filme não terá a versão com áudio em inglês lançada nos cinemas brasileiros. Sendo assim, não teremos a oportunidade de ouvir o trabalho de dublagem dos astros hollywoodianos James Franco, Rachel McAdams, Jeff Bridges, Marion Cotillard, Benicio Del Toro e Paul Giamatti.

Duas versões serão lançadas no Brasil: a dublada em português, com as vozes de Larissa Manoela e Marcos Caruso, e a com o áudio original em francês (em lançamento restrito).

 

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Crítica | Que Horas ela Volta?

A personalidade criadora deve pensar e julgar por si mesma, porque o progresso moral da sociedade depende exclusivamente da sua independência. Transformando uma história simples em um fabuloso roteiro, chega aos cinemas dia 27 de agosto um dos filmes mais elogiados dos últimos tempos de nosso cinema, ‘Que Horas ela Volta?‘ – Sensação por onde foi exibido e contando com uma direção inspirada de Anna Muylaert, o longa-metragem de 112 minutos é cativante do início ao fim. Para dar vida à forte protagonista, parece não haver dúvidas que a escolha pela atriz e apresentadora Regina Casé foi mais do que certeira, uma atuação espetacular que vai fisga o espectador desde os primeiros diálogos.

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Na trama, acompanhamos a carismática empregada Val (Casé), uma mulher que vive já há anos com uma família de classe alta em São Paulo. A personagem é detalhada, um raio-x completo de sua personalidade é apresentado ao público de maneira muito eficiente. Val possui um grande conflito mal resolvido em seu passado, com sua única filha que precisou abandonar há mais de 10 anos. Toda essa junção de emoções chega como uma erupção sentimental quando a antes jovem, agora vestibulanda Jéssica (interpretada pela excelente Camila Márdila), bate em sua porta. Seu único contato em São Paulo, onde quer prestar o vestibular, é a própria mãe. Assim, numa leque de situações, algumas um tanto quanto constrangedoras, mãe e filha precisam definir para sempre seu destino.

Estimado em cerca de 4 milhões de reais, esse possível concorrente brasileiro ao próximo Oscar, escancara ao público situações que acontecem frequentemente em nossa sociedade, muito por conta do desmotivador senso comum que algumas pessoas utilizam, as vezes sem nem perceberem no seu cotidiano. Val é a simplicidade em pessoa, ingênua, amorosa, que faz de tudo para cumprir fielmente seus afazeres no lar de seus patrões. A relação maternal que possui com Fabinho (Michel Joelsas), filho de seus patrões, em vários momentos geram emoção. Ela é quase a mãe que ele não teve presente, e ele é quase o filho que ela se distanciou. Há um complemento muito bonito nas conclusões de todos os personagens, entendemos isso melhor já no desfecho da trama.

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Que Horas ela Volta?‘ traduz, usando o cinema como linguagem, a questão do ser se sentir livre novamente, quase um exercício do recomeçar. A relação entre mãe e filha chega nesse ponto. A vida de Val era tão vaga, tão pequena que precisou chegar sua filha que não via há anos para mostrar a Val que o indivíduo vive melhor perto da família e quando o sonhar volta a aparecer em nossas vidas. Nessa hora, Regina Casé mostra todo seu talento e posiciona de vez sua personagem como uma das melhores do cinema nacional dos últimos anos.

O filme deixa uma lição muito importante, um raciocínio que Ernesto Guevara de La Serna, o Che, já proclamava aos montes por onde passava: Sonha e serás livre de espírito… luta e serás livre na vida.

Crítica | Exorcistas do Vaticano

Quando o Anticristo nos governou

Imagine o mais genérico dos filmes de terror. Agora, imagine isto dentro do subgênero dos filmes de exorcismo. Pois bem, imaginou? Talvez você tenha conseguido algo melhor do que o resultado de Exorcistas do Vaticano com sua mente. O roteiro de Michael C. Martin (Atraídos pelo Crime) e Christopher Borrelli (Reféns do Mal) não consegue criar sequer um pequeno momento de brilho que evidencie a obra e a diferencie das cinquenta outras do gênero.

Em filmes assim podemos fazer uma lista com tudo o que imaginamos que irá acontecer, e depois ir somente checando os itens. Na trama, a jovem Angela (Olivia Taylor Dudley) é possuída pelo demônio. Aos poucos, estranhos acontecimentos começam a ocorrer ao seu redor – sim, você adivinhou, como animais (em especial pássaros) se chocando contra janelas. Obviamente também, sua família e amigos acham que sua saúde está em risco, e que um tratamento médico é o mais adequado.

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Um padre (Michael Peña) acidentalmente presencia os eventos incomuns, e o Vaticano entre em jogo para combater este mal milenar – sim, você adivinhou novamente, através de um exorcismo. Entendo que após O Exorcista (1973), filme quintessencial sobre o assunto, ter dito tudo o que o tema tem a oferecer ficou muito difícil outra produção abordar tais tópicos sem ficar redundante. Mas veja, por exemplo, o que o eficiente e subestimado O Exorcismo de Emily Rose (2005) conseguiu configurar utilizando certas reviravoltas em seu roteiro. Criatividade não precisa ser um item raro.

No elenco, formado pela nata do time B de Hollywood (vide Dougray Scott, Djimon Hounsou, Kathleen Robertson e Michael Paré), surpreende a presença de Michael Peña – que vinha escalando em bons projetos e desempenhos (Marcados para Morrer, Trapaça, Corações de Ferro e Homem-Formiga). Olivia Dudley, que vive a protagonista Angela, é linda e extremamente fotogênica. A câmera adora ela. Em matéria de atuação, bem, digamos que a moça ainda tem um bom caminho pela frente.

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É uma pena que Exorcistas do Vaticano seja este produto tão diluído, que nos desafiará a lembrar dele alguns dias após termos assistido. É uma pena em especial por se tratar de um filme dirigido por Mark Neveldine, cineasta de estilo visual interessante e fôlego frenético. Sempre assinando seus trabalhos como Neveldine e operando ao lado do amigo (Brian) Taylor, a dupla foi responsável por produções como Adrenalina (2006), Gamer (2009) e Adrenalina 2 (2009). Nenhuma obra-prima, mas o valor estético e de entretenimento estiveram sempre presentes. Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança (2012) talvez seja o responsável pela queda da dupla.

Exorcistas do Vaticano é o primeiro trabalho de Neveldine sem Taylor. O diretor utiliza inclusive sua esposa, a atriz Alison Lohman (aposentada desde 2009, quando se casou com o cineasta) numa pequena ponta – que admito, passou em branco por mim. Neveldine é bom para filmar ação, sempre nos incluindo nas cenas. Nem mesmo isto ganhamos nesta obra (culpa do orçamento bem seguro). O melhor momento é o desfecho ousado e corajoso. Pena que aí o filme já tinha acabado.

Cavaleiro de Copas

(Knight of Cups)

 

 Knight of Cups (2015) on IMDb

Elenco:

Christian Bale – Rick
Natalie Portman – Elizabeth
Cate Blanchett – Nancy
Isabel Lucas – Isabel
Imogen Poots – Della
Teresa Palmer – Karen
Wes Bentley – Barry
Ben Kingsley – Narrador
Antonio Banderas – Tonio

Direção: Terrence Malick

Gênero: Drama, Romance

Duração: 118 min.

Distribuidora: Diamond Filmes

Orçamento: R$ — milhões

Estreia:  2017

Sinopse:

Acompanha um homem perdido entre tentações, celebridades e excessos. O filme tem sido apresentado apenas com uma pequena parábola – “era uma vez um príncipe cujo pai, o rei do Leste, mandou-o para o Egito para encontrar uma pérola. Mas quando o príncipe chegou ao seu destino, o povo lhe ofereceu uma xícara para beber. Ao bebê-la, o príncipe esqueceu que era o filho do rei, esqueceu da pérola e caiu num sono profundo”.

 

Curiosidades:

» Rodado em 2012.

» Escrito e dirigido pelo premiado Terrence Malick (Amor Pleno, A Árvore da Vida).

» Teve première no Festival de Berlim 2015.

 

Trailer:

 

Cartazes:

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Fotos:

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Eu, Você e a Garota que vai Morrer

(Me and Earl and the Dying Girl)

 Me and Earl and the Dying Girl (2015) on IMDb

Elenco:

Thomas Mann – Greg
RJ Cyler – Earl
Olivia Cooke – Rachel
Nick Offerman – Pai do Greg
Connie Britton – Mãe do Greg
Molly Shannon – Denise
Jon Bernthal – Sr. McCarthy

Direção:  Alfonso Gomez-Rejon

Gênero:  Comédia Dramática

Duração: 105 min.

Distribuidora: Fox Film

Orçamento: US$ 8 milhões

Estreia:  2016

Sinopse:

Baseada na obra de Jesse Andrews, a trama acompanha Greg (Thomas Mann), estudante do ensino médio e apaixonado por cinema, que produz paródias de filmes clássicos com o amigo Earl (RJ Cycler). Diante de seu problema com relacionamentos, Greg é obrigado pela mãe a fazer amizade com uma colega de classe, Rachel (Olivia Cooke), que tem câncer. Greg só não imaginava que Rachel mudaria a sua vida para sempre.

Curiosidades:

» ‘Eu, Você e a Garota que vai Morrer‘, filme sensação no Festival de Sundance 2015 com premissa similar a de ‘A Culpa é das Estrelas’, é dirigido por Alfonso Gomez-Rejon, das séries ‘American Horror Story’ e ‘Glee’.

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Crítica | O Pequeno Príncipe

Assim como o autor do livro ‘O Pequeno Príncipe‘ (Le Petit Prince), Antoine de Saint-Exupéry, o diretor Mark Osborne (‘Kung Fu Panda’) também é um visionário. Sabendo que estender o curto livro em um longa-metragem poderia ficar com um ritmo demasiadamente lento, ele teve a brilhante ideia de tomar a liberdade criativa de fazer uma história paralela à do livro, mantendo a essência do texto e adicionando novos elementos que conseguem transmitir o efeito que o clássico conto tem nas pessoas – e, principalmente, nas crianças.

Não bastando a genial ideia de colocar duas tramas paralelas no filme – a do livro e a da garotinha que lê o livro pela primeira vez – Osborne teve outra brilhante ideia: usar duas técnicas diferentes de animação para contar as duas histórias – em animação 3D para o segmento inédito, e em stop-motion para a história do Pequeno Príncipe. Visualmente, o filme é um deleite em ambas as técnicas de animação, mas beira a genialidade com o visual do Príncipe feito com a técnica diferenciada.

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Logo nos primeiros minutos de projeção, descobrimos que não se trata de uma adaptação direta de ‘O Pequeno Príncipe‘ – em que um aviador bate seu avião no deserto, e, em seguida, encontra um garoto misterioso que afirma viver em um planeta minúsculo. No centro de tudo está A Pequena Garota (em nenhum momento seu nome é revelado), que está sendo preparada por sua mãe para o mundo muito adulto no qual vivem – e é interrompida por seu excêntrico e amável vizinho, O Aviador.

O Aviador apresenta sua nova amiga a um mundo extraordinário, no qual tudo é possível. Um mundo ao qual ele mesmo foi apresentado há muito tempo pelo Pequeno Príncipe. É aí que começa a jornada mágica e emocionante da Pequena Garota pela sua própria imaginação – e pelo universo do Pequeno Príncipe. E é onde a Pequena Garota redescobre sua infância e aprende que o que importa são as relações humanas e o que é realmente essencial somente pode ser visto com o coração.

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É incrível ver a maneira que o diretor consegue traçar essas duas tramas e uni-las, mostrando o efeito que o conto do Principe tem na garota: o mesmo que o livro tem em seus leitos. Ela é tocada pela história, que lhe mostra o que é realmente essencial… e como isso é invisível aos olhos.

Os adultos no segmento da Pequena Garota são frios, secos e só se importam em trabalhar e produzir excessivamente, esquecendo dos sentimentos e transformando o mundo que conhecemos em um lugar inóspito e triste. É um belo paralelo ao que o livro de Saint-Exupéry tenta ensinar a seus leitos.

 

Somente em seu terceiro ato o filme perde um pouco de ritmo, podendo ter reduzido sua duração em dez minutos,o que pode deixar as crianças entediadas por alguns minutos.

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Por fim, o final consegue encerrar as duas tramas de maneira brilhante e interlaçá-las com uma bela lição de moral que deixará o espectador extremamente emotivo (grande parte da sala de cinema na pré-estreia estava aos prantos quando o filme acabou).

O Pequeno Príncipe‘ é uma obra-prima diferenciada, um filme de animação com toques de arte que foge do padrão hollywoodiano e traz um tema mais adulto, mas encanta por sua simplicidade e pureza. A mensagem passada pelo filme – a mesma do livro – deixará você pensativo por dias. Afinal, o que é essencial?

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Crítica | Linda de Morrer

Linda de Morrer‘ não se trata de um desastre absoluto, mas com frequência se aproxima bastante desta condição. Os realizadores parecem estar satisfeitos em realizar uma obra que apresente nenhuma sensibilidade, em todos os sentidos da palavra. Caracterizações pífias, humor risível e uma narrativa que anda cambaleando são os aspectos que mais se sobressaem no filme, para o imenso desgosto do espectador. Este é o tipo de filme que te faz, como brasileiro, não rir ou aproveitar um filme, mas sim se questionar: o que estamos fazendo com o nosso cinema?

Nada contra comédias, longe de mim. Eu mesmo sou um grande fã de Chaplin, mas se for fazer uma comédia, faça-a com competência, pensando-a e realizando-a de uma maneira extensiva e articulada. Não recorra abordagens e tratamentos que são rasteiros e desonestos de forma conveniente e preguiçosa.

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Por conta dessa pobreza de pensamento no filme, no final da projeção me encontrava um pouco triste e preocupado com o nosso cinema. Já sei que, enquanto filmes bastante ambiciosos e comprometidos com a arte como ‘O Som ao Redor‘ (Kleber Mendonça filho, 2013) e ‘Sangue Azul‘ (Líriro Ferreira, 2015) não ficaram em cartaz por mais de duas semanas e com salas nunca lotadas, ‘Linda de Morrer‘ ficará por pelo menos um mês (pela média Globo Filmes). Mudanças precisam ser feitas. Está se privilegiando a mediocridade, em todos os sentidos, em vez da inovação e do cinema bem feito (importante ressaltar que este filme foi beneficiado com o fundo setorial do audiovisual, ao mesmo tempo que é coproduzido pela Globo Filmes e distribuído pela 20th Century Fox).

A narrativa é a de Paula (Glória Pires), que criou uma espécie de comprimido que elimina celulites. Ela resolve se automedicar, e acaba falecendo em razão de um efeito colateral do produto, a clássica história de redenção post mortem. Obviamente, não há nenhuma análise ou discussão sobre a indústria da saúde ou sobre a vaidade e a repulsa ao envelhecimento no século XXI, o filme se limita a um ou dois diálogos bestinhas em relação a isso. Nos primeiros minutos, uma grande falha no roteiro ajuda a aumentar ainda mais o afastamento e descrença do espectador.

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A grande questão do roteiro, a de que o remédio tem efeitos colaterais que causam a morte é incrivelmente implausível. Como alguém, em sã consciência, pode ter deixado isto passar? E, por acaso, neste universo ficcional que se assemelha muito ao Brasil, não há ninguém que regule medicamentos? Alguém pode simplesmente lançar um medicamento que tenha como efeito colateral a morte com tanta facilidade assim? Essas são questões que surgiram no decorrer do filme e que enfraquecem e muito a credibilidade do filme para com o espectador. É difícil acreditar nesta história.

As caracterizações são as mais pedestres possíveis: a mãe que é viciada em trabalho, a adolescente excêntrica que não é entendida e a empregada alívio cômico sempre atrapalhada são exemplos. Junto com os diálogos pavorosos que quase nunca contém contrações e são mal articulados, onde se predomina o “onde você está?” ao invés do “onde cê tá?” (mas sério, quem é que fala assim? Ainda mais numa conversa informal…), este filme consegue trazer níveis de vergonha alheia altíssimos, de forma que esta sensação é a que predomina.

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Uma das coisas que mais me chamaram atenção no longa foi um comprometimento insano com o “ritmo”, chegando-se até a atropelar o tempo que uma cena exige para que se troque os planos de uma maneira que soa aleatória. O comprometimento com esse ideário de ritmo é preocupante, a ideia de que não se pode manter um plano por um determinado tempo senão o espectador irá “enjoar”, ainda mais vindo de um país que não tem tanta pressão para se realizar um filme comercial. Em um momento, chega-se a comprimir o fechar de uma porta, que duraria três ou quatro segundos, no máximo, para que se torne mais rápido, numa concepção irracional de montagem. Os planos não são mantidos por mais de dois segundos e isso compromete ainda mais os já despedaçados ritmo cômico e tensão das cenas, além de chamar atenção para a montagem de uma forma ruim, para o que os realizadores almejaram, soando como um videoclipe de duas horas.

Nana Gouvêa e Eric Roberts em fotos do terror hollywoodiano ‘Black Wake’

Na última semana, a atriz Nana Gouvêa parou a internet com o trailer do terror norte-americano ‘Black Wake‘, que a brasileira estrela ao lado de Eric Roberts (o irmão da Julia), Tom Sizemore (‘O Resgate do Soldado Ryan’) e Rich Graff.

Hoje, o terror ganha imagens inéditas estampado por nossa “diva dos desastres”.

Confira, com o trailer:

 

Especialistas se reúnem em uma unidade ultra-secreta para investigar uma série de mortes misteriosas em praias ao longo do Oceano Atlântico. Quando uma cientista (Nana Gouvêa) examina as provas em vídeo para descobrir uma possível explicação para as mortes, ela descobre que a ameaça real pode ser mais perigosa – e muito mais antiga – do que qualquer um jamais imaginou. Ela precisa convencer seus colegas (liderados por Eric Roberts) do verdadeiro perigo: uma antiga força que sobe do mar para trazer a loucura e a morte para toda a humanidade.

O filme é dirigido por Jeremiah Kipp e produzido pelo marido da brasileira, Carlos Keys. A estreia acontece em 19 de Fevereiro de 2016 nos EUA, sem previsão no Brasil (como pode?)

Ansiosos?

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EXCLUSIVO ‘O Pequeno Príncipe’: Entrevistamos a foférrima Larissa Manoela

A atriz Larissa Manoela, que chegou aos cinemas neste final de semana com ‘Carrossel – O Filme‘ e dubla A Pequena Garota em ‘O Pequeno Príncipe‘ (Le Petit Prince), conversou com o CinePOP em uma entrevista exclusiva.

Ela nos conta como foi o acidente que lhe rendeu cinco pontos na cabeça, qual sua frase preferida do filme e convida os leitores do CinePOP a assistir a animação nos cinemas dia 20 de Agosto.

Assista:

A atriz Larissa Manoela fala sobre a sua dublagem no filme “O Pequeno Príncipe

Posted by CinePOP on Sexta, 24 de julho de 2015

 

Crítica | O Pequeno Príncipe 

O elenco de vozes conta com Larissa Manoela e Marcos Caruso.

‘O Pequeno Príncipe’ não terá versão em inglês lançada nos cinemas nacionais 

No centro de tudo está A Pequena Garota, que está sendo preparada por sua mãe para o mundo muito adulto no qual vivem – e é interrompida por seu excêntrico e amável vizinho, O Aviador. O Aviador apresenta sua nova amiga a um mundo extraordinário, no qual tudo é possível. Um mundo ao qual ele mesmo foi apresentado há muito tempo pelo Pequeno Príncipe. É aí que começa a jornada mágica e emocionante da Pequena Garota pela sua própria imaginação – e pelo universo do Pequeno Príncipe. E é onde a Pequena Garota redescobre sua infância e aprende que o que importa são as relações humanas e o que é realmente essencial somente pode ser visto com o coração.

Mark Osborne (‘Kung Fu Panda’) dirige a adaptação do clássico da literatura mundial escrito por Antoine de Saint-Exupéry.

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Crítica | Missão: Impossível – Nação Secreta

Tom Cruise é o cara! Tendo esse pensamento em mente, vamos analisar como o astro conseguiu reerguer sua carreira após um breve período de fracasso. Quando ele estrelou o divertido ‘Encontro Explosivo‘ (Knight & Day) ao lado de Cameron Diaz em 2010, o filme afundou nas bilheterias e seu “star power” foi colocado em xeque.

A maldosa imprensa hollywoodiana logo espalhou que o astro não atraia mais espectadores aos cinemas, e seria substituído por Jeremy Renner na franquia ‘Missão Impossível’, após este ser escalado para o elenco da quarta incursão, ‘Protocolo Fantasma’. Balela. Não existe Missão Impossível sem Tom Cruise, e a prova disto é que Renner retorna apenas para uma participação especial neste último.

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Em ‘Missão: Impossível – Nação Secreta‘, Cruise mostra o que fez dele um astro: além de estrelar, ele produz, faz suas próprias cenas de ação, ajuda a reescrever o roteiro, escolhe o diretor ideal para cada aventura da franquia… Ele é um faz tudo, com habilidades maiores que as de Ethan Hunt.

A franquia demonstrou uma evolução absurda em cada um de seus filmes, assim como o personagem vivido pelo astro. Além da ação, cada um dos filmes trazia um enredo que se aprofundava em um aspecto da personalidade do agente Hunt e sua equipe.

O melhor exemplo é  ‘Missão: Impossível 3‘ (2006), dirigido pelo genial J. J. Abrams (que depois seria chamado para comandar ‘Star Trek’ e o novo ‘Star Wars’), em que o lado humano do protagonista é aprofundado quando ele decide sossegar com Julia (Michelle Monaghan), mas tem que enfrentar o traficante de armas Owen Davian (Philip Seymour Hoffman, em atuação brilhante). Aqui, a franquia se tornou mais séria e realista, se distanciando de outro grande personagem da espionagem, James Bond.

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Cruise está de volta como Ethan Hunt, enfrentando sua mais intensa missão impossível de todos os tempos. A agência de espionagem super secreta conhecida como IMF sofreu enfrenta total dissolução, mesmo quando a mais terrível ameaça ao mundo livre se esconde nas sombras. Esta ameaça é O Sindicato, um grupo impenetrável, primorosamente treinado de espiões renegados que deixaram seus países por um plano totalmente próprio. Hunt descobre a desagradável realidade de que esta nação secreta não é apenas real, mas também uma bomba relógio prestes a explodir caso ele não entre em ação. A CIA não acredita. Sua própria equipe está ameaçada. Mesmo assim, Ethan nunca dará as costas para os riscos mais altos.

Todas as qualidades que tornaram Ethan indispensável são testadas ao mesmo tempo quando ele enfrenta o inimigo supremo: sua habilidade de se mover deliberadamente em circunstâncias repletas de adrenalina, sua elegância ao viajar para locais globais glamorosos, seu desejo de ver o mal sendo punido e a vitória do bem.

De Viena à Casablanca, do exterior de um avião militar em pleno voo às profundidades subaquáticas, a ação é ininterrupta e realista (afinal, é o ator que faz suas próprias cenas de ação).

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Porém, Cruise dá espaço para outra estrela brilhar como protagonista de sua própria franquia: a atriz sueca Rebecca Ferguson (‘Hércules’) é a personagem mais importante e interessante da trama, como a misteriosa Ilsa Faust. É ela quem rouba a cena com uma personagem dúbia, que oscila entre heroína e vilã o tempo todo, deixando o público cativado com suas próximas ações, que só serão desvendadas no final do filme.

Outro que tem sua participação destacada é Simon Pegg. Além de ser o alívio cômico, desta vez o ator parte para a ação ao lado de Hunt como o inteligente Benji.

A direção de Christopher McQuarrie (que já trabalhou com Cruise em ‘Jack Reacher – O Último Tiro‘) é primorosa, e podemos reparar como ele consegue comandar um espetáculo com grandiosidade e elegância, como na sequência de ação durante a ópera em Viena. Belíssima.

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Missão: Impossível – Nação Secreta‘ prova que a franquia ganhou novo fôlego e ainda consegue respirar embaixo d’água por muito mais tempo (assim como seu protagonista). A habilidade que Tom Cruise tem de se renovar a cada capítulo o torna um astro sem igual em Hollywood, nos deixando ansiosos para a sua próxima missão. Como já havíamos adiantado no começo do texto, Cruise é o cara!

Conheça os heróis de ‘Heroes Reborn’

Heroes Reborn‘ ganhou quatro vídeos, focados nos personagens Luke, Miko, Joanne e Tommy.

Assista online o prelúdio de ‘Heroes Reborn’ 

Assista:

Primeiras fotos oficiais de ‘Heroes Reborn’

A estreia de ’Heroes Reborn’ acontecerá dia 24 de Setembro nos EUA.

A saga por trás da sérieHeroes‘, de 2006, vai continuar nas telinhas com o retorno do criador Tim Kring para o desenvolvimento de novas camadas do seu conceito da origem dos super-heróis. Esse aguardado retorno da minissérie, em 13 episódios, irá reconectar com os elementos básicos da primeira temporada da série, em que pessoas comuns um dia acordam e descobrem ter habilidades extraordinárias. Esta série será precedida de uma nova web série, que vai introduzir para o público s novos personagens e enredos que levará  o fenômeno dos heróis para novos lugares.

A nova temporada, intitulada ‘Heroes Reborn‘, terá 13 episódios e será precedida por uma web serie que apresentará os novos personagens.

Criada por Tim Kring, a série original contou a história de pessoas comuns que descobrem ter habilidades especiais, tais como telepatia, capacidade para voar, etc. Esses indivíduos percebem que estão conectados e de que têm por missão evitar a realização de desastres normalmente previstas nas imagens feitas por pintores com o dom de precognição. Em ‘Heroes Reborn‘, voltaremos a ver o dilema de pessoas que descobrem ter poderes sobrenaturais.

Sendhil Ramamurthy reprisará o papel de Mohinder Suresh, além de Masi Oka (Hiro Nakamura), Jack Coleman (Noah Bennett), Greg Grunberg (Matt Parkman)
Cristine Rose e Jimmy Jean-Louis (O Haitiano).

Zachary Levi (‘Chuck’), Danika Yarosh (‘Shameless’), Robbie Kay (‘Once Upon a Time’), Judith Shekoni (‘A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2’), Gatlin Green, Ryan Guzman (‘O Garoto da Casa ao Lado’), Francesca Eastwood, filha do diretor Clint Eastwood, Toru Uchikado, Pruitt Taylor Vince (‘True Blood’), Eve Harlow (‘The 100’) e Dylan Bruce (Orphan Black) estão no elenco de novatos.

 

Os 116 anos de Alfred Hitchcock

Na quinta-feira, 13 de Agosto, os fãs de cinema comemoram os 116 anos do nascimento do icônico cineasta Alfred Hitchcock.

Provavelmente meu diretor preferido, Hitch como era conhecido pelos amigos, faleceu em 1980, aos 80 anos de idade. Iniciando sua carreira em sua terra natal, a Inglaterra, Hitchcock mudou-se para a terra do cinema, Hollywood, onde entregaria suas obras mais famosas.

O cineasta que possui quase 70 títulos como diretor no currículo, foi para o seu tempo o que artistas como Steven Spielberg ou Christopher Nolan são para a atualidade: diretores que mesclam satisfatoriamente um cinema artístico de qualidade e conteúdo, com o cinema espetáculo de Hollywood. Um perfeccionista tanto no aspecto técnico quanto em seus roteiros, o mestre do suspense (como ficou conhecido) deixou um legado com verdadeiras obras-primas da sétima arte, como poucos fizeram. Em homenagem a esse grande mestre, vamos dar uma olhada em seis de suas obras, não as melhores, mas as que por último revi.

FESTIM DIABÓLICO (1948)

Embora a lista não seja dos meus filmes preferidos do mestre Hitch, ou medidos por nenhuma ordem, a não ser simplesmente pelo fato de que foram os últimos que assisti (das muitas vezes), “Festim Diabólico” facilmente entraria na minha lista dos filmes preferidos do diretor. Importante por diversos motivos, o filme não foi um sucesso na época de seu lançamento. Esse foi o primeiro filme do diretor a ser produzido em cores. Foi também a primeira parceria com o ator James Stewart, que viria a se tornar um de seus parceiros preferidos, ao lado de Grace Kelly e Cary Grant. O filme também marca a estreia da produtora de Alfred Hitchcock, a Transatlatinc Pictures (que não aguentaria o fracasso desse filme e do seguinte, “Sob o Signo de Capricórnio”, e fecharia as portas com apenas duas produções lançadas).

Baseado numa peça de teatro, a trama todos já conhecem. Dois jovens playboys de Manhattan, recém-saídos da faculdade, decidem matar um colega simplesmente pela adrenalina da coisa, e para provarem que conseguiriam escapar sem serem descobertos. E não apenas isso, os jovens macabros decidem dar uma festa de aniversário em homenagem ao sujeito, convidar seus amigos, parentes e inclusive sua namorada, e usar como mesa de jantar um baú com seu corpo desfalecido dentro. Os jovens matam seu companheiro com uma corda, daí o título original “Rope” ou “Corda”. Hitchcock faz o filme muito similar a uma peça de teatro, somente com um único cenário: o apartamento onde a festa está ocorrendo. Esse é um dos filmes mais marcantes da história a ser passar num único local (coisa que o cineasta repetiu em sua carreira apenas mais três vezes).

James Stewart interpreta um professor dos jovens que é o único inteligente o suficiente para começar a juntar certas peças, num verdadeiro jogo de gato e rato com os intelectuais e frios assassinos. Hitchcock não faz suspense sobre a identidade dos criminosos, ou sequer põe em dúvida se eles foram realmente os culpados, pois a primeira cena que abre a produção é justamente o assassinato. A jogada aqui é se os culpados serão pegos ou não. A cada cena desse eletrizante suspense o jogo se eleva, assim como a tensão. Outra jogada de mestre do diretor foi desejar filmar a obra de uma tacada só, sem cortes. Porém, como os rolos de filme não aguentavam tanto tempo, Hitchcock ludibriava seu público focando nas costas de algum personagem, ou em uma cadeira, para dar o fade out, trocar rapidamente o filme e continuar gravando.

A tensão é visível nos atores, já que as longas cenas eram feitas sem cortes, cada erro retrocederia a tomada e custaria milhares de dólares ao estúdio. Outro ponto presente que pode passar despercebido para muitos é a opção sexual implícita dos protagonistas, fato pelo qual os responsáveis pela censura quase suspenderam o filme. Muitos filmes como “Cálculo Mortal”, com Sandra Bullock, foram inspirados nessa obra do diretor.

 

PACTO SINISTRO (1951)

Ao contrário do filme acima, “Pacto Sinistro” se tornou um grande sucesso de público assustando ferozmente sua audiência. Nova parceria do diretor com o ator Farley Granger, cujos filmes mais conhecidos da carreira são os dois citados até agora na lista. Ao contrário de “Festim Diabólico”, Granger vive o herói aqui, o tenista Guy Haines, que cansado das traições da esposa, inicia um novo romance com a filha de um senador. O problema é que o famoso sujeito não tem paz, agora que sua esposa descobriu seu caso, resolveu não facilitar dando-lhe o divórcio. É então que surge num trem, como diz o título original “Strangers on a Train” ou “Estranhos em um Trem”, o lunático Bruno Antony, vivido por Robert Walker.

O sujeito reconhece o tenista e os dois começam a conversar. Em pouco tempo o psicótico propõe um verdadeiro “pacto sinistro” para o tenista: que ele mate seu pai, e em troca Antony mataria sua esposa, facilitando assim a vida dos dois. Dessa forma ninguém seria incriminado, já que tecnicamente não se conhecem e não teriam proximidade com os crimes. Essa trama é familiar? O motivo é que “Pacto Sinistro” também já foi muito satirizado e homenageado principalmente por filmes de comédia, sendo os mais famosos “Jogue a Mamãe do Trem”, de Danny DeVito, e o recente “Quero Matar o Meu Chefe” (2011), com Jennifer AnistonKevin Spacey e Colin Farrell. Aqui Hitchcock volta ao preto e branco para entregar um de seus grandes feitos.

Sua filha, Patricia Hitchcock possui um papel importante no filme, como a irmã mais nova da protagonista feminina, também filha do senador, e que servirá como tormento e isca para capturar o psicopata fora de controle. A atriz precisou fazer o teste de elenco como qualquer outro ator para trabalhar no projeto de seu pai. O ator Robert Walker, que vive o desequilibrado Bruno Antony ficou mais conhecido por viver galãs e heróis em sua carreira, por sua aparência jovial. Aqui, ele vive um dos mais elaborados e atraentes vilões da filmografia do grande diretor, o sujeito que simplesmente não aceita não como resposta, e que continuará aparecendo até que você ceda, ou trará à tona a lama que o homem comum de Granger está entranhado.

Um filme recente que aborda tal comportamento e relacionamento entre personagens é a comédia mal sucedida com Jim Carrey, “O Pentelho”. Algumas das cenas mais marcantes e icônicas dessa produção envolvem o assassinato da esposa do protagonista num parque de diversão, no qual tudo o que vemos de fato é o reflexo em seus óculos caídos, e o final apoteótico que envolve um carrossel em alta velocidade. A cena que foi realizada de verdade, e estranhamente não estava no roteiro. O filme foi baseado num livro de Patricia Highsmith, famosa por escrever os livros do personagem Tom Ripley (o mais famoso sendo “O Talentoso Ripley”). Uma triste curiosidade é que esse foi o último trabalho do ator Robert Walker, que vive o vilão do filme. O ator tirou a própria vida aos 32 anos por não conseguir superar a separação de sua então companheira Phylis Lee Isley, transformada em Jennifer Jones pelo novo marido, o mega empresário do cinema David O. Selznick.

 

JANELA INDISCRETA (1954)

Sentindo falta das famosas garotas de Hitchcock? Então que tal um filme estrelado pela maior delas, a musa Grace Kelly. Em seu segundo trabalho com o diretor (no mesmo ano), Kelly vive a companheira de James Stewart (outro grande favorito do diretor) no filme. Durante as filmagens de “Disque M para Matar”, Hitchcock vivia mencionando para sua musa estar muito empolgado com um próximo projeto. Assim, terminaram o filme em que estavam trabalhando sem perder tempo, para logo em seguida adaptar o conto “It Had to be Murder”. Na trama de um dos filmes mais lembrados do diretor, Stewart vive um fotógrafo aventureiro e de espírito livre da revista Time. Após um acidente ele fica com a perna quebrada, e paralisado em seu apartamento, numa cadeira de rodas por semanas.

Tudo o que lhe resta é espionar os vizinhos de um condomínio em frente, de sua janela traseira (daí o título original). Ele recebe visitas de sua enfermeira (vivida por Thelma Ritter), e como vemos numa cena esplêndida de primeira aparição, de sua namorada, uma dama da alta sociedade, vivida por uma das mais belas atrizes que Hollywood já viu, a eterna musa Grace Kelly. O protagonista acredita que seus estilos de vida bem diferentes será sempre um problema, mas tudo o que a bela dama deseja é se casar. É reportado que Kelly abriu mão do filmeSindicato de Ladrões”, com Marlon Brando, para trabalhar em “Janela Indiscreta” com Hitchcock. A atriz Eva Marie Saint levou o Oscar de coadjuvante pelo filme, mas Kelly levou como atriz principal no mesmo ano por “Amar é Sofrer”.

Hitchcock adorava Kelly, ela era sua musa definitiva, e extremamente profissional aos 24 anos de idade. “Janela Indiscreta” também marca o início da parceria de Hitch com a Paramount, e uma liberdade criativa maior, que o produtor David O. Selznick (que financiava a maioria de suas produções anteriores) não lhe dava. Para o filme, o maior set foi criado até então pelo estúdio, com diversos apartamentos e aquela grande e icônica fachada, tudo sendo completamente funcional. O diretor dava as ordens do apartamento do protagonista, para todos os atores do outro lado, com fones no ouvido. Essa é uma história que pode ser considerada simples para os padrões de hoje, mas que gira com a precisão de um relógio, em torno da suspeita de assassinato de uma vizinha por seu próprio marido. A clara homenagem atual é do suspense juvenil “Paranoia” (2007), com Shia LaBeouf.

 

LADRÃO DE CASACA (1955)

Mais uma vez um filme importante por diversos motivos na filmografia do mestre, constando na lista. Se achando velho demais, e deixando a concorrência de novos atores passaram à frente (gente como Marlon Brando), Cary Grant estava semi-aposentado quando Hitchcock conseguiu convencê-lo a voltar a atuar para esse filme. Também baseado num livro, Grant, aos 50 anos de idade, interpreta um ex-ladrão profissional conhecido como O Gato. O sujeito sai da aposentadoria quando outro criminoso começa a realizar roubos sob sua alcunha. O filme é passado na Riviera Francesa, tornando a produção o local mais belo de qualquer filme do mestre do suspense. A obra soa como uma viagem de férias que qualquer um de nós desejaríamos.

O filme também marca a última parceria com a musa Grace Kelly, que se tornava a princesa de Mônaco após o casamento com o príncipe Rainier. Com uma aposentadoria precoce aos 26 anos de idade, Kelly tem poucos, mas marcantes, trabalhos no cinema. O suficiente para garantir-lhe o título de uma das grandes musas de Hollywood.  Esse é um dos filmes mais descontraídos e bem humorados de Hitchcock. Infelizmente a musa Grace Kelly viria a falecer pouco tempo depois de seu grande amigo (que ficou muito desapontado com sua aposentadoria), em 1982, aos 52 anos de idade, num acidente de carro passado no mesmo local em que aparece dirigindo descontroladamente no filme.

 

INTRIGA INTERNACIONAL (1959)

Provavelmente o mais icônico filme de espionagem dirigido por Hitchcock, que usou o tema mais do que outro em sua filmografia. É dito também que “Intriga Internacional” inspirou os filmes de espiões como os conhecemos hoje, em especial a série de “007”, com seus vilões charmosos e elegantes, cenas de ação eletrizantes e femme fatales. Nova parceria com o ator Cary Grant, que aqui vive o sujeito errado na hora errada, no mais chamativo dos filmes sobre o tema do diretor. A bela Eva Marie Saint vive uma personagem dúbia no filme, e sua relação com Hitch era dita ser ótima. Mesmo assim essa foi a única vez em que trabalharam juntos. Saint ainda está viva, e foi Martha Kent no filme de Bryan Singer, “Superman – O Retorno” (2006). Uma curiosidade é que esse foi o único filme bancado pela MGM da carreira do diretor. O fato aconteceu enquanto ainda estava sob contrato com a Paramount, que permitiu o ocorrido, mas logo em seguida forçava o cineasta a produzir uma obra nos mesmos moldes desse, que é um de seus maiores sucessos financeiros.

 

CORTINA RASGADA (1966)

Produção extremamente problemática, e uma das últimas da carreira de Hitchcock. O filme tem como pano de fundo o muito presente (na época) medo da Guerra Fria. Paul Newman interpreta um cientista americano, que após ter suas pesquisas terminadas pelo governo americano, se alia ao governo russo. Julie Andrews interpreta sua noiva, surpresa com a traição do companheiro. O estúdio, com medo dos constantes fracassos que vinham ocorrendo com os últimos filmes do cineasta, impôs que trabalhasse com nomes muito famosos (Newman e Andrews) para chamar a atenção e render boa bilheteria. Mas não foi o caso. O ator do método Paul Newman não aceitava todas as ordens de Hitch, tendo ele mesmo muitas dúvidas sobre o roteiro e sugestões.

Os dois não tiveram o melhor dos relacionamentos, coisa que se arrependeram depois, mas tudo era movido em relação ao projeto errado. Longo demais, o filme se arrasta em diversos trechos, mesmo assim ainda deixando espaço para a cena clássica do assassinato de um capanga russo numa casa de fazenda. Newman ao lado de uma fazendeira, penam para conseguir dar fim ao truculento agente russo. O que o diretor quis apontar nessa cena foi o fato de como é difícil realmente matar alguém. Já que era essa a tentativa de realizar mais um thriller de espionagem, o cineasta o fez mais sombrio e realístico do que as aventuras divertidas de personagens como James Bond. Julie Andrews, recém-saída de sucessos como “Mary Poppins” e “A Noviça Rebelde”, possui uma grande presença nas telas, mas devido a seu estrelato, a produção teve que girar muito em torno dela e de seus horários, fazendo o diretor se desesperar. No final das contas, “Cortina Rasgada” se tornou um dos menos memoráveis e subestimados filmes de uma lenda do cinema.

EXCLUSIVO: Clipe de ‘O Pequeno Príncipe’ vai fazer você amar a sua mãe!

O CinePOP divulga uma cena legendada EXCLUSIVA de ‘O Pequeno Príncipe‘ (Le Petit Prince), que apresenta o plano de vida da Pequena Garota.

Já imaginou se sua mãe fosse severa assim?

Assista:

Nós entrevistamos a atriz Larissa Manoela, que dubla A Pequena Garota. Ela nos conta como foi o acidente que lhe rendeu cinco pontos na cabeça, qual sua frase preferida do filme e convida os leitores do CinePOP a assistir a animação nos cinemas dia 20 de Agosto.

A atriz Larissa Manoela fala sobre a sua dublagem no filme “O Pequeno Príncipe

Posted by CinePOP on Sexta, 24 de julho de 2015

 

Crítica | O Pequeno Príncipe 

O elenco de vozes na versão dublada em inglês é formado por grandes estrelas de Hollywood: James Franco, Rachel McAdams, Jeff Bridges, Marion Cotillard, Benicio Del Toro e Paul Giamatti. Na versão nacional, os dubladores são Larissa Manoela e Marcos Caruso.

No centro de tudo está A Pequena Garota, que está sendo preparada por sua mãe para o mundo muito adulto no qual vivem – e é interrompida por seu excêntrico e amável vizinho, O Aviador. O Aviador apresenta sua nova amiga a um mundo extraordinário, no qual tudo é possível. Um mundo ao qual ele mesmo foi apresentado há muito tempo pelo Pequeno Príncipe. É aí que começa a jornada mágica e emocionante da Pequena Garota pela sua própria imaginação – e pelo universo do Pequeno Príncipe. E é onde a Pequena Garota redescobre sua infância e aprende que o que importa são as relações humanas e o que é realmente essencial somente pode ser visto com o coração.

Mark Osborne (‘Kung Fu Panda’) dirige a adaptação do clássico da literatura mundial escrito por Antoine de Saint-Exupéry.

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A Dama Dourada

(Woman in Gold)

 

 Woman in Gold<br /><br /> (2015) on IMDb

Elenco:

Helen Mirren – Maria Altmann
Ryan Reynolds – Randol Schoenberg
Daniel Brühl – Hubertus Czernin
Katie Holmes – Pam
Tatiana Maslany – Jovem Maria Altmann
Max Irons – Fritz

Direção: Simon Curtis

Gênero: Drama

Duração: 109 min.

Distribuidora: Diamond Filmes

Orçamento: R$ — milhões

Estreia: 13 de Agosto de 2015

Sinopse:

Sessenta anos depois de fugir de avião de Viena, durante a Segunda Guerra Mundial, uma senhora judia, Maria Altmann (Helen Mirren), começa a sua jornada para recuperar os bens de sua família apreendidos pelos nazistas, entre eles a obra-prima do pintor Gustav Klimt “Retrato de Adele Bloch-Bauer”.

Na companhia de seu inexperiente, mas valente jovem advogado Randy Schoenberg (Ryan Reynolds), Maria embarca numa grande batalha que os leva diretamente ao coração do governo austríaco e também à Suprema Corte americana, o que obriga a destemida e determinada velha dama a confrontar difíceis revelações e inesperadas verdades ao longo do percurso.

 

Curiosidades:

» Adaptado do romance “A Dama Dourada: A extraordinária história da obra-prima de Gustav Klimt, Retrato de Adele Bloch-Bauer”, escrito pela jornalista Anne-Marie O’Connor.

» Novo longa biográfico do diretor Simon Curtis, que já dirigiu ‘Sete Dias com Marylin‘, sobre Marilyn Monroe.

» O filme tem recebido excelentes críticas desde sua estreia mundial no prestigiado Festival de Berlim 2015.

 

Trailer:

 

Cartazes:

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Fotos:

 

Império Proibido

(Viy)

 

 Viy
(2014) on IMDb

Elenco:

Jason Flemyng – Dzhonatan Grin
Andrey Smolyakov – Otets Paisiy
Aleksey Chadov – Petrus
Agnia Ditkovskite – Nastusya
Yuriy Tsurilo – Sotnik
Olga Zaytseva – Pannochka

Direção: Oleg Stepchenko

Gênero: Fantasia

Duração: 127 min.

Distribuidora: Elite Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 13 de Agosto de 2015

Sinopse:

No início do século 18, o cartógrafo Jonathan Green empreende uma viagem científica da Europa para o Oriente. Passando pela Transilvânia e cruzando as montanhas dos Cárpatos, ele se encontra em uma pequena vila perdida na floresta. Somente o acaso e o nevoeiro pesado poderia levá-lo a este lugar amaldiçoado. As pessoas que vivem aqui não se parecem com qualquer outro povo que o viajante viu antes.

Curiosidades:

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Trailer:

Cartazes:

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‘Sexta-Feira 13’ vai virar série de TV

Além de um novo remake, ‘Sexta-Feira 13‘ também ganhará uma série de TV. O presidente do canal norte-americano CW, Mark Pedowitz, confirmou a informação ao Deadline.

“A série já está em desenvolvimento”, afirmou Pedowitz.

A trama será escrita por Steve Mitchell & Craig Van Sickle, criadores da série ‘The Pretender‘, de 1996.

O projeto tem como produtor-executivo Sean S. Cunningham, criador da franquia.

Jason Voorhees é um sinônimo do gênero e planejamos construir sobre esse legado uma série provocante e atraente que expande as histórias que já emocionou milhões no mundo inteiro”, afirmou Cunningham.

A série se passará nos dias de hoje e voltará ao acampamento do lago Crystal Lake, onde o serial killer continua a aterrorizar jovens.

O roteiro ficará à cargo de Bill Basso (‘O Exterminador do Futuro’) e Jordu Schell (‘Avatar’).

Já o remake nas telonas será dirigido por David Bruckner, que comandou o interessante – e inédito no Brasil – terror ‘V/H/S‘. A estreia foi marcada para 13 de maio de 2016, uma sexta-feira 13. O novo filme será realizado no formato found-footage, popularizado com ‘Atividade Paranormal’. Leia mais!

O longa mais recente da franquia foi um reboot lançado em 2009. A produção de US$ 20 milhões rendeu mais de US$ 65 milhões nas bilheterias, a maior arrecadação de um Sexta-Feira 13.

Em conjunto, os 12 filmes com o icônico assassino Jason tiveram um orçamento de aproximadamente US$ 80,9 milhões. A bilheteria de toda a franquia é de US$ 382,7 milhões nos EUA, e US$ 465,2 milhões no mundo todo. A lista inclui ‘Freddy vs. Jason’, o maior sucesso das séries Sexta-Feira 13 e ‘A Hora do Pesadelo’.

Confira nosso Especial | Sexta-Feira 13

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Briga! Astro de ‘Arrow’, Stephen Amell invade ringue da WWE e bate em lutador

Stephen Amell, ator que interpreta o Arqueiro Verde na série ‘Arrow‘, estava assistindo à luta no WWE RAW quando foi provocado pelo lutador Stardust (Cody Rhodes) e invadiu o ringue.

Descontrolado, o ator começou a socar o lutador e os seguranças tiveram que intervir. A briga foi interrompida.

Amell pediu ao Presidente da WWE que lhe desse a oportunidade de lutar contra Stardust nos ringues e ele concedeu: a luta vai acontecer no próximo 23 de agosto.

Assista:

A quarta temporada de ‘Arrow‘ estreia nos EUA dia 7 de Outubro.

Outro personagem que pode aparecer na série é John Constantine (Matt Ryan) , mesmo após ter sua série cancelada após a primeira temporada, . Ao que parece, o investigador sobrenatural poderá fazer uma participação especial. A produtora Wendy Mericle revelou ao IGN que negociações para incluir ‘Constantine‘ em ‘Arrow‘ já começaram.

A DC Entertainment e o canal The CW divulgaram a primeira foto oficial, que mostra o novo uniforme do herói vivido por Stephen Amell.

Confira, com um vídeo que recapitula as três temporadas anteriores:

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