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Elsa & Fred

(Elsa and Fred)

 

Elenco: Shirley MacLaine, Christopher Plummer, Marcia Gay Harden, Scott Bakula

Direção: Michael Radford

Gênero: Romance

Duração: 104 min.

Distribuidora: Diamond Filmes

Orçamento: R$ — milhões

Estreia: 27 de Novembro de 2014

Sinopse: 

Em “Elsa & Fred“, Shirley MacLaine e Christopher Plummer, os veteranos astros do cinema, dirigidos por Michael Radford (O Carteiro e o Poeta, O Mercador de Veneza) dão sotaque inglês à comédia romântica sobre o amor na terceira idade e sobre viver bem em todas as idades. Elsa sonha há anos em reviver a célebre cena de Anita Ekberg na Fontana di Trevi, imortalizada na história do cinema por Federico Fellini em “A Doce Vida” (1960). Mas não podia imaginar que seu novo vizinho, o desanimado Fred, pudesse ser o seu Marcello Mastroianni.

Curiosidades: 

» —

 

Trailer:

Cartazes: 

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Crítica | Os Amigos

As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável. Exibido no Festival de Gramado do ano passado e com algumas passagens em outros festivais aqui no Brasil, o simpático filme Os Amigos é uma fábula moderna sobre um homem e suas depressões cotidianas causadas por abalos emocionais em muitos campos de sua vida. Protagonizado pelo competente Marco Ricca, e com a maravilhosa Dira Paes como coadjuvante, o trabalho dirigido pela cineasta Lina Chamie é uma jornada inteligente sobre as reflexões que passamos ao longo de muitos momentos de nossas vidas. É o tipo de filme que faz constantes paralelos com a realidade de cada um de nós.

Ao longo dos 90 minutos de fita, acompanhamos um momento de incertezas e depressões sociais na vida do arquiteto Téo (Marco Ricca), um homem solitário que sofre um grande abalo quando sabe do falecimento de seu melhor amigo de infância. Téo é um ser sozinho, divide suas angústias apenas com sua melhor amiga Majú (Dira Paes) que vive tentando arranjar uma companheira para ele. Enfrentando seu passado e tentando achar alguma luz em seu futuro, o protagonista leva o público em uma jornada sobre os momentos de reflexões sobre a vida, situação em que todos nós já estivemos, estamos ou vamos estar.

O roteiro, assinado pela própria diretora, um dos bons destaques dessa produção, teve altas influências do poema Fábula de um Arquiteto, de João Cabral de Melo Neto e do romance Ulysses, de James Joyce. Com essas referências, foi moldada uma história que mais parece aqueles livros adolescentes que falam sobre complexos pensamentos de maneira poética, beirando a trivialidade e deixando o espectador argumentar sobre os inúmeros assuntos colocados à mesa.

Os Amigos não é só um filme só sobre amizade, é um trabalho que busca uma lógica para a arte do sonhar. As cenas do zoológico, os paralelos com o cotidiano agitado do protagonista e os inúmeros raciocínios feitos ao longo da fita, tiram o público da zona de conforto. Para contextualizar alguns pensamentos, a diretora afasta o público da realidade, com cenas que parecem desenhos animados, mas sempre falando sobre ela. É uma criatividade que produz a originalidade. Mais filmes nacionais deveriam seguir esse caminho, o do tentar apresentar uma história original que realmente nos fazem pensar sobre as nossas próprias vidas.

Crítica 2 | Boa Sorte

As Desvantagens de Ser Invisível

Baseado no conto “Frontal com Fanta”, da coletânea “Tarja Preta”, Boa Sorte é a estreia na direção de longas da cineasta Carolina Jabor (filha de Arnaldo Jabor). Adaptado por Pedro Furtado (filho do autor do conto, Jorge Furtado) para o cinema, a trama apresenta o jovem protagonista João (João Pedro Zappa). O rapaz é trancafiado em uma espécie de clínica psiquiátrica por ser considerado “muito diferente” pelos pais (papeis de Felipe Camargo e Gisele Fróes).

Viciado em remédios, daí o título original do conto, João passava seus dias “invisível” aos olhos de todos. No novo lar, descobre a amizade e o amor na forma de Judite (Deborah Secco), uma doente terminal. O chamariz de Boa Sorte é a estrela Global, cujo intensivão metódico no papel incluiu a perda de onze quilos e parte da sanidade, ocasionada por uma grande depressão, como revelou na coletiva carioca do filme. Secco já está bem, e o resultado nas telas é glorificante.

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Com grande desenvoltura, Secco abraça a protagonista e realmente a faz uma personagem única, de forma crua e realística. A entrega é grande e o que recebemos também. A atriz, que é a produtora do filme, mescla doçura, sensualidade, dor e diversão nos elementos que compõem Judite. Seu starpower aliado a uma interpretação de grande qualidade têm tudo para impulsionar a obra junto ao grande público (mesmo que esta tenha precisado ser adiada em uma semana do planejamento original, para não colidir com o rolo compressor chamado Jogos Vorazes).

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Além dos louros para Secco, o texto de Furtado também merece elogios. O jovem, também ator, sabe muito bem o que soa ou não real na hora de criar diálogos e situações. Dessa forma, entrega interações honestas, mas igualmente tempera a produção com momentos líricos e surreais, como quando o trio sai dançando pelos corredores num plano sequência inspirado. Por citar a técnica, outra que deve ser mencionada e louvada é a cineasta Jabor.

Com influências abrangendo desde a nouvelle vague francesa até o cinema independente norte-americano (do qual se diz muito fã), Carolina Jabor entrega um ótimo primeiro trabalho, demonstrando um domínio de veterana. Seus planos para a produção se concretizaram, e a diretora nos oferece uma poesia suja e bela. A fotografia de Barbara Alvarez é baseada no artista americano Ryan McGinley e a trilha sonora que dá o tom, varia de Jorge Mautner até Peaches.

EXCLUSIVO: Entrevista com Jennifer Garner, Adam Sandler e elenco de ‘Homens, Mulheres e Filhos’

O CinePOP divulga, com EXCLUSIVIDADE, um vídeo legendado da comédia dramática ‘Homens, Mulheres e Filhos‘ (Men, Women & Children).

Nele, podemos conferir entrevistas com Ansel Elgort, astro de ‘A Culpa é das Estrelas‘, Adam Sandler (‘Juntos e Misturados), Jennifer Garner (‘Elektra’) e elenco.

O filme recentemente foi exibido no Festival do Rio e estreia nos cinemas nacionais dia 4 de Dezembro. Ansiosos?

Assista:

Homens, Mulheres e Filhos‘ conta a história de um grupo de adolescentes do ensino médio e de seus pais enquanto tentam lidar com as diversas maneiras nas quais a Internet mudou seus relacionamentos, suas comunicações, suas auto-imagens e suas vidas amorosas. O filme trata de questões sociais como a cultura dos videogames, anorexia, infidelidade, busca da fama e a proliferação de material ilícito na Internet. Na medida em que cada personagem e cada relacionamento é testado, podemos ver a variedade de caminhos que as pessoas escolhem – alguns trágicos, outros cheios de esperança – e fica claro que ninguém está imune a esta enorme mudança social que vem através de nossos telefones, nossos tablets e nossos computadores.

Baseado no romance de Chad Kultgen. Kaitlyn Dever, Rosemarie DeWitt, Jennifer Garner, Judy Greer, Dean Norris e Adam Sandler completam o grande elenco.

Jason Reitman (‘Juno’, ‘Amor Sem Escalas’) dirige.

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O Casamento de May

(May in the Summer)

 

Elenco:

Hiam Abbass, James Garson Chick, Cherien Dabis, Alaadin Khasawneh, Nadine Malouf, Elie Mitri, Ritu Singh Pande, Bill Pullman.

Direção: Cherien Dabis

Gênero:  Comédia, Drama

Duração: 99 min.

Distribuidora: Imovision

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 14 de Agosto de 2014

Sinopse:

May Brennan (Cherien Dabis) é escritora e vive uma vida de glamour em Nova York, com a qual a maioria dos escritores sonha. Prestes a se casar, May visita a família em Amã, na Jordânia. Sua mãe (Hiam Abbass), cristã, desaprova o noivo, que é muçulmano, e planeja boicotar a cerimônia. O pai (Bill Pullman), até então distante, ensaia uma aproximação. Todas as reviravoltas familiares farão May reavaliar sua decisão sobre o casamento.

Curiosidades:

» —

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Era Uma Vez em Nova York

(The Immigrant)

 

Elenco: Marion Cotillard, Joaquin Phoenix, Jeremy Renner.

Direção: James Gray

Gênero: Drama

Duração: 120 min.

Distribuidora: Europa

Orçamento: US$ 16,5 milhões

Estreia: 11 de Setembro de 2014

Sinopse: 

A trama se passa em 1920, e acompanha a polonesa Ewa Cybulski e sua irmã Magda, que viajam para Nova York para tentar uma nova vida. Quando Magda é diagnosticada com uma doença e posta em quarentena, Ewa se torna presa fácil para Bruno Weiss, um charmoso homem que a força a trabalhar como prostituta. Um dia, a mulher conhece o primo de Bruno, o mágico Orlando, e vê nele a única chance de escapar de seu pesadelo.

Curiosidades: 

» O diretor James Gray foi indicado ao prêmio de Melhor diretor no Festival de Cannes 2013 pelo filme.

 

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Cartazes: 

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Os Mercenários 3

(The Expendables 3)

 

Elenco:
Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Antonio Banderas, Wesley Snipes, Dolph Lundgren, Mel Gibson, Harrison Ford, Arnold Schwarzenegger, Kellan Lutz, Terry Crews, Sarai Givaty, Kelsey Grammer, Natalie Burn, Randy Couture, Victor Ortiz, Glen Powell, Ronda Rousey.

Direção: Patrick Hughes

Gênero: Ação

Duração: 126 min.

Distribuidora: California Filmes

Orçamento: US$ 80 milhões

Estreia: 21 de Agosto de 2014

Sinopse:

Em Os Mercenários 3, Barney (Sylvester Stallone), Christmas (Jason Statham) e o resto do time ficam cara a cara com Conrad Stonebanks (Mel Gibson), que anos atrás co-fundou Os Mercenários com Barney. Stonebanks tornou-se um traficante de armas cruel e Barney foi forçado a matá-lo… Ou assim ele pensava. Stonebanks, que escapou da morte, tem como missão acabar com Os Mercenários, mas Barney tem outros planos. Ele decide que precisa encarar o sangue velho com sangue novo e traz uma nova era de membros para a equipe, recrutando indivíduos que são mais jovens, mais rápidos e mais tecnológicos. A última missão se tornará um embate entre o estilo clássico dos veteranos contra conhecimento em alta tecnologia na batalha mais pessoal dos Mercenários.

Curiosidades:

» Bruce Willis pediu um cachê de US$ 4 milhões para participar em uma ponta que exigiria apenas quatro dias de filmagens. Os produtores ofereceram US$ 3 milhões, e Willis declinou a proposta e se desligou do elenco.

»  Antonio Banderas e Mel Gibson estão confirmados no elenco de Os Mercenários 3Gibson, que estava sendo cotado desde o anúncio da nova sequência, viverá o vilão principal. O personagem de Banderas não foi revelado.

» O elenco  conta com Arnold SchwarzeneggerJet LiJason Statham e Stallone, que estrelaram os filmes anteriores, assim como Mickey Rourke, que apareceu apenas no primeiro.

» Foram contratados Harrison FordKellan Lutz (‘Crepúsculo’), o boxeador Victor Ortiz e a lutadora de MMA Ronda Rousey.

» Clint Eastwood declinou o convite para se juntar ao elenco, e dois astros de filmes de ação, Chuck Norris e Bruce Willis, não retornam. O ex-presidente Bill Clinton segue cotado para a produção.

» O escolhido para a direção foi o pouco conhecido Patrick Hughes, que tem no currículo apenas o faroeste ’Busca Sangrenta’ (Red Hill). Ele entra no lugar de Simon West, diretor do segundo filme, que não retorna.

» O poderoso Chuck Norris dispensou o convite para voltar para a terceira parte.

Trailer:

Cartazes:

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Sin City 2: A Dama Fatal

(Sin City: A Dame to Kill For)

 

Elenco: 

Eva Green, Bruce Willis, Mickey Rourke, Joseph Gordon-LevittJosh Brolin, Carla Gugino, Jessica Alba, Jaime King, Michael Madsen, Rosario Dawson, Lady Gaga.

Direção: Robert Rodriguez e Frank Miller

Gênero: Suspense

Duração: 102 min.

Distribuidora: Fox Film

Orçamento: US$ 50 milhões

Estreia:
25 de Setembro de 2014

Sinopse:

Sin City 2: A Dama Fatal‘ será baseado em três histórias de Frank Miller. Muitos personagens do primeiro filme voltarão para a seqüência, inclusive alguns que morreram nele. Afinal, a história não cumpre uma linearidade. Dessa forma, a presença de Dwight (Clive Owen), Manute (Michael Clarke Duncan) e Gail (Rosario Dawson), é quase garantida.

Em Blue Eyes é introduzida a assassina Delia. Juntamente com a história de A Dama Fatal, os eventos vão ligar a continuação às tramas de Cidade do Pecado A Grande Matança, apresentadas no primeiro filme.

O novo filme terá segmentos de ‘A Dama Fatal‘ e ‘Blue Eyes‘, que apresenta a assassina Delia. Outra aventura mostrará o que acontece com Nancy depois do suicídio de Hartigan.

Curiosidades:

» ‘Sin City 2‘ será rodado à partir de um roteiro original de William Monahan (‘Os Infiltrados’, ‘Rede Mentiras’) e Frank Miller, que também trabalhará na direção ao lado de Robert Rodriguez. O primeiro filme foi baseado na graphic novel ‘Sin City‘.

» O veterano Mickey Rourke retorna como o durão Marv.

Crítica:

Sin City: A Dama Fatal, por 

 

Crítica em Vídeo:

Trailer:

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Cantinflas: A Magia da Comédia

(Cantinflas)

 

Elenco: Óscar Jaenada, Michael Imperioli, Ilse Salas, Bárbara Mori, Ana Layevska, Adal Ramones.

Direção: Sebastian del Amo

Gênero: Drama

Duração: 102 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 23 de Outubro de 2014

Sinopse: 

A história não contada do maior e mais amado astro do México de todos os tempos, de suas origens humildes nos pequenos palcos às luzes brilhantes de Hollywood e do Globo de Ouro® que venceu pelo filme A Volta ao Mundo em 80 Dias.

Curiosidades: 

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Trailer:

Cartazes: 

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O Filho de Deus

(Son of God)

 

Elenco:
Sebastian Knapp, Paul Knops, David Rintoul, Gary Oliver, William Houston, Stewart Scudamore.

Direção: Christopher Spencer

Gênero: Drama

Duração: 138 min.

Distribuidora: Diamond Filmes

Orçamento: US$ 22 milhões

Estreia: 17 de Abril de 2014

Sinopse:
Inspirado na série épica A Bíblia – campeã de audiência na televisão a cabo em 2013 nos Estados Unidos, indicada a três prêmios Emmy, o Oscar da televisão norte-americana, que também teve igual êxito no Brasil, O Filho de Deus narra a história da vida de Jesus, desde o seu humilde nascimento até os ensinamentos seculares, a crucificação e a ressurreição.

Filmada com o escopo e a escala de um épico de ação, a produção traz impressionantes atuações, locações exóticas, efeitos visuais deslumbrantes e trilha sonora assinada por Hans Zimmer (Oscar por O Rei Leão). O ator português Diogo Morgado interpreta com carisma e sensibilidade o desafiador papel de Jesus.

Curiosidades:

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Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Planeta dos Macacos: O Confronto

(Dawn of the Planet of the Apes)

 
Elenco:
Andy Serkis, Jason Clarke, Kodi Smit-McPhee, Gary Oldman, Keri Russell, Judy Greer, Angela Kerecz, Kevin Rankin, Kirk Acevedo.

Direção: Matt Reves

Gênero: Aventura

Duração: 130 min.

Distribuidora: Fox Film

Orçamento: US$ 120 milhões

Estreia: 25 de Julho de 2014

Sinopse:

Em Planeta dos Macacos – O Confronto, uma crescente nação de primatas geneticamente modificados e liderados por Cesar é ameaçada pelos sobreviventes humanos de uma alarmante epidemia viral desencadeada há uma década. O momento de paz em que se encontram está fragilizado e dura pouco, quando os dois lados são levados à beira de uma guerra que determinará quem será a espécie dominante da Terra.

Andy Serkis, Gary Oldman, Jason Clarke, Kodi Smit-McPhee, Keri Russell e Judy Greer estrelam.

 

Curiosidades:

» Rupert Wyatt não retornará para o cargo, pois não entrou em acordo com a Fox. O diretor ficou insatisfeito com o cronograma apertado, já que o estúdio quer um lançamento para 23 de maio de 2014.

» O substituto é Matt Reeves, que tem no currículo ‘Cloverfield – Monstro‘ e ‘Deixe-me Entrar‘. Reeves disputava o cargo com J. Blakeson (‘O Desaparecimento de Alice Creed’), Juan Carlos Fresnadillo (‘Extermínio 2’), Juan Antonio Bayona (‘O Impossível’), Jeff Nichols (‘O Abrigo’), Guillermo del Toro (‘Hellboy’) e Rian Johnson (‘Looper – Assassinos do Futuro’).

» Gary Oldman (‘Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban’) interpretará o chefe de uma colônia de sobrevivência humana.
O elenco ainda conta com Kodi Smit-McPhee (‘Deixe-me Entrar’) e Jason Clarke (‘A Hora Mais Escura’), que será o novo herói da história, substituindo James Franco.

» Scott Z. Burns (‘Contágio’) reescreve o roteiro, inicialmente escrito por Rick Jaffa Amanda Silver, mesmos do filme anterior.

» O protagonista Andy Serkis, que emprestou brilhantemente seus movimentos para o macaco César, já foi contratado. O salário foi milionário, de 7 dígitos, uma valor bastante alto para captura de movimentos.

» ‘O Planeta dos Macacos: A Origem‘ surpreendeu nas bilheterias, e arrecadou US$ 453 milhões mundialmente.

 


Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

O Físico

(The Physician)

 

Elenco:

Tom Payne, Emma Rigby, Stellan Skarsgård, Ben Kingsley, Olivier Martinez.

Direção: Philipp Stölzl

Gênero: Aventura

Duração: 150 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ 36 milhões

Estreia: 09 de Outubro de 2014

Sinopse:

Na Inglaterra do século XI, o jovem aprendiz Rob Cole decide embarcar na maior aventura de sua vida e parte para a exótica Pérsia, onde pretende encontrar e estudar com o lendário médico, cientista e filósofo Ibn Sina. Em busca de respostas aos seus questionamentos, ele descobre o poder do amor e de antigas tradições da era de ouro do mundo árabe.

Curiosidades:

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Cartazes:

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Fotos:

 

 

The Rover – A Caçada

(The Rover)

 

Elenco:

Guy Pearce, Chan Kien, Robert Pattinson, Tek Kong Lim, Scoot McNairy, Tawanda Manyimo, David Field, Scott Perry, Richard Green, Ben Armer, Ethan Hanslow.

Direção: David Michôd

Gênero: Drama, Faroeste

Duração: 103 min.

Distribuidora: Vitrine

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 07 de Agosto de 2014

Sinopse:

A história se passa no futuro, em meio ao deserto australiano. Pearce interpreta um homem que persegue uma quadrilha de ladrões que roubaram seu carro. Pattinson vive o irmão de um dos ladrões, que é deixado para trás quando um encontro com a polícia dá errado. Juntos, eles partem para uma jornada de vingança.

O filme é descrito como “uma suja e perigosa parceria em um futuro próximo no deserto australiano”, e esteve na seleção oficial do Festival de Cannes.

Curiosidades:

» Guy Pearce (‘Prometheus’) e Robert Pattinson (‘Crepúsculo’) estrelam. O longa é roteirizado e dirigido por David Michod (Reino Animal).

» Recentemente, Pattinson disse ter sido humilhado durante anos por causa de ‘Crepúsculo’.

 

Trailer:

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Fotos:

Guardiões da Galáxia

(Guardians of the Galaxy)

 

Elenco:

Zoe Saldana, Karen Gillan, Chris Pratt, Benicio Del Toro, Lee Pace, John C. Reilly, Michael Rooker, Dave Bautista, Djimon Hounsou, Glenn Close, Peter Serafinowicz, Ophelia Lovibond, Melia Kreiling, Enzo Cilenti.

Direção: James Gunn

Gênero: Ação / Ficção-Científica

Duração: 122 min.

Distribuidora: Marvel Brasil

Orçamento: US$ 120 milhões

Estreia: 31 de Julho de 2014

Sinopse:

Guardiões da Galáxia da Marvel expande o Universo Cinemático Marvel para o cosmo, onde o impetuoso aventureiro Peter Quill se vê como objeto de uma caçada implacável após roubar uma misteriosa esfera cobiçada por Ronan, um vilão poderoso com ambição que ameaça todo o universo. Para fugir do determinado Ronan, Quill é forçado a fazer uma complicada aliança com um quarteto de desajustados — Rocket, um guaxinim atirador, Groot, uma árvore mutante humanoide, a mortal e enigmática Gamora e o vingador Drax, o Destruidor. Mas quando Quill descobre o verdadeiro poder da esfera e o perigo que ela representa para o cosmo, ele deve fazer seu melhor para reunir seu grupo desorganizado para uma última e desesperada resistência — com o destino da galáxia em jogo.

Curiosidades:

» Chris Pratt (‘Garota Infernal’, ‘A Hora Mais Escura’) será o protagonista Peter Quill, o Senhor das Estrelas. O ator concorria ao papel com Joseph Gordon-Levitt (‘Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge’), Michael Rosenbaum (o Lex Luthor da série ‘Smallville’), Jim Sturgess (‘Um Dia’, ‘Quebrando a Banca’), Zachary Levi (da série ‘Chuck’, ‘Alvin e os Esquilos’), Wes Bentley, Chris Lowell e Cam Gigandet.

» As negociações com Jason Momoa (Conan, o Bárbaro) para o elenco de ‘Guardiões da Galáxia‘ falharam. Em seu lugar, foi contratado o lutador de MMA Dave Bautista. Ele interpretará Drax, o Destruidor. Ele disputava o papel com Isiah Mustafa
e Brian Patrick.

» A Marvel faz novamente uma escolha inusitada e tem apenas um preferido para a direção: James GunnSeu currículo inclui os roteiros dos dois filmes live-action ‘Scooby-Doo‘, a direção do terror ‘Seres Rastejantes‘ e a comédia de super-heróis ‘Super‘, inédita no Brasil.

Crítica em Vídeo:

Comic-Con:

 

Especial:

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Crítica:

Guardiões da Galáxia, por Wilker Medeiros (9,0)


Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

No Olho do Tornado

(Into the Storm)

 

Elenco:

Richard Armitage, Sarah Wayne Callies, Jeremy Sumpter, Nathan Kress, Matt Walsh, Kyle Davis, London Elise Moore, Brandon Ruiter.

Direção: Steven Quale

Gênero: Ação

Duração: 89 min.

Distribuidora: Warner Bros.

Orçamento: US$ 50milhões

Estreia: 28 de Agosto de 2014

Sinopse:

Em um único dia, a cidade de Silverton é devastada por um ataque sem precedentes de tornados. A cidade inteira está à mercê dos instáveis e mortais ciclones, e, como preveem os caçadores de tempestades, o pior ainda está por vir. A maioria das pessoas procura abrigo, enquanto outras correm para o centro dos tornados, testando o quão longe um caçador de tempestades iria por essa oportunidade única na vida.
Contado através dos olhos e lentes de caçadores de tempestades profissionais, amadores em busca de aventuras e corajosas pessoas da cidade, “No Olho do Tornado” te joga diretamente no olho do furacão para testar a Mãe Natureza no seu extremo.

Curiosidades:

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Crítica em Vídeo:

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Os Batutinhas – Uma Nova Aventura

(The Little Rascals Save The Day)

 

Elenco:

Doris Roberts, Greg Germann, Lex Medlin, Valerie Azlynn, Jet Jurgensmeyer, Drew Justice, Connor Berry, Eden Wood, Isaiah Fredericks.

Direção: Alex Zamm

Gênero: Comédia

Duração: 98 min.

Distribuidora: Universal

Orçamento: US$ — milhões

Estreia:  Em Outubro de 2014 nas Locadoras

Sinopse:

Entre na brincadeira com Batatinha, Alfalfa, Darla, Buckwheat, Petey, o cachorro, e toda a turma, na bagunça de sempre! Os Batutinhas tentam de tudo para levantar o dinheiro necessário para salvar a padaria de sua vovó (Doris Roberts). O único problema é que parece que eles não conseguem fazer nada certo! De péssimos banhos em bichinhos de estimação a um terrível serviço de táxi, eles não conseguem arrecadar um centavo. Sua
única esperança é ganhar o prêmio do show de talentos local, mas…alguém já ouviu Alfalfa cantar?

Curiosidades:

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Trailer:

Cartazes:

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Crítica | Allegro

O passado nunca reconhece o seu lugar, está sempre presente. Dirigido pelo competente cineasta dinamarquês Christoffer Boe (do ótimo thriller “Alting bliver godt igen”), e praticamente desconhecido do público brasileiro, o complexo filme Allegro é uma mistura de realidades utópicas, definidas pela paixão de um homem, que se perde em seus mais secretos desejos de amar. Protagonizado pelo espetacular ator Ulrich Thomsen, o longa-metragem de modestos 88 minutos é uma versão metafórica do amor com vários toques de Matrix.

Na trama, conhecemos o brilhante pianista Zetterstrøm (Ulrich Thomsen), um homem que desde criança foi um prodígio da arte de tocar piano. Ao longo de sua vida, poucos outras coisas tiveram espaço. Um certo dia, conhece Andrea (interpretada pela belíssima Helena Christensen) , uma mulher misteriosa que aparece em sua vida e modifica toda a rotina do pacato músico. Ao longo do tempo, nasce um amor intenso e precocemente há uma ruptura. Anos se passam e Zetterstrøm fica muito famoso em todo o mundo e acaba perdendo suas memórias passadas. Sem voltar para Dinamarca a muito tempo, recebe um inusitado convite que o fará mais um vez reviver lembranças já esquecidas.

A direção de Boe é algo fabuloso. Tenta cercar o espectador de angústia e mistérios com captação de imagens belíssimas que descascam todas as emoções dos personagens. O corajoso roteiro, percorre o consciente humano e se aproxima da lógica que vimos em filmes como Matrix e A Origem. Taxado como Sci-fi pela crítica internacional, Allegro é muito mais que ideias inovadoras na arte de figurar o sentimento, é uma história sólida sobre a redescoberta das emoções. Há uma raiz filosófica e dá muita margem para discussão.

Esse projeto é um daqueles filmes bem difíceis de digerir. Talvez por isso, não teve muito interesse das distribuidoras brasileiras. No circuito nacional raramente se viu uma sessão do filme que depois de 9 anos (o filme é de 2005) estreou no Rio de Janeiro. O cinema dinamarquês possui essa marca de tentar criar a fábula cinematográfica com muita criatividade e competência, esse é um dos fatores que validam a ideia que há o interesse dos cinéfilos em conferir suas histórias. Se tiver oportunidade, não pense duas vezes, vá conferir esse belo trabalho.

Crítica 2 | Homens, Mulheres e Filhos

Somos feitos de milhões de moléculas que nos guiam em nossa formação física mas também racional, essa última, em relação a toda uma sociedade deveras enlatada numa caixinha de atum. O novo projeto do ótimo diretor Jason Reitman (Amor sem Escalas), mostra diversos conflitos familiares provocados pela era da comunicação virtual, além de vestir a camisa como crítica escancarada aos valores conservadores de uma América doente, perdida em um medieval comodismo exagerado.

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Na trama, acompanhamos alguns personagens, homens, mulheres e jovens, que possuem características distantes mas que passam por grandes conflitos existenciais. A mãe que controla a vida da filha, a outra mãe que deseja que sua única filha seja famosa, um casal com problemas de sexo no casamento, um estudante e destaque no futebol americano que se isola do mundo quando a mãe abandona a família. Toda a angústia e aflições desses personagens são escancarados pela câmera de Reitman.

Somos ou não somos importantes aos olhos da velha hipocrisia de uma sociedade falida em seu modo de pensar? Homens, Mulheres e Filhos funciona quando buscamos a complexidade/profundidade em cada uma das histórias apresentadas. Os personagens procuram fazer com que o público enxergue problemas de uma comunidade sem créditos de novos modos de pensar. As relações familiares, o clímax de tudo que acontece na fita, são a interseção de todos os acontecimentos que somos testemunhas. O roteiro possui inflexões que deixam maçante alguns desdobramentos mas no geral é um trabalho interessante que assistimos.

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Ao melhor estilo Beleza Americana, Homens, Mulheres e Filhos deve agradar parte do público, principalmente aquele espectador que goste de grandes debates sobre o modo de pensar da sociedade. Esse é um filme indicado para professores de diversas cadeiras passarem em suas aulas. Há muitos debates interessantes e temas que devem ser explorados.

Crítica | Boa Sorte

O coração do homem pode estar deprimido ou excitado, em qualquer dos dois casos o resultado será fatal… ou não. Baseado em uma história de Jorge Furtado, o mais novo pocket blockbuster nacional, Boa Sorte, apresenta uma roupagem agradável aos velhos tons que contornam o melodrama nas telonas quando o assunto é o velho e rotineiro problema da existência. Dirigido por Carolina Jabor – seu primeiro trabalho sem ser um documentário ou série de televisão – o filme conta com uma atuação inspirada da atriz global Deborah Secco que consegue com muito carisma chamar a atenção do espectador em todos os instantes em cena.

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Nessa fábula sobre a inconsequência, conhecemos João (o estreante João Pedro Zappa), um jovem deprimido que após uma série de atos que fogem da normalidade, é enviado por sua família a uma conceituada clínica psiquiátrica que tem o comando da Doutora Lorena (Cássia Kiss). Totalmente sem rumo e sem nenhuma expectativa sobre seu futuro, João acaba fazendo amizades dentro dessa clínica e também descobre o amor e as fortes emoções que esse sentimento pode gerar, principalmente quando conhece a complicada Judite (Déborah Secco).

Deborah Secco usa e abusa de sua sensualidade. Sem dúvidas é um dos grandes trabalhos da bela atriz no mundo do cinema. Só não ganha destaque completo, talvez culpa da diretora, por usar e abusar da exposição do nu em algumas cenas que não acrescentam em nada à trama. Usar do silicone para contextualizar as ações de sua ótima personagem foi uma decisão nada acertada. Deborah é muito mais que um corpinho bonito, é uma atriz madura que entende, do início ao fim, completamente, sua personagem.

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Existem vários tipos de amor, qual você prefere? O longa-metragem tenta preencher a tela com respostas diversas para essa pergunta. Os amores diferenciados que vemos ao longo dos 90 minutos de fita, encostam na esfera familiar, na amizade, na paixão e no simples sentimento do viver. A vida é uma eterna arte do se reencontrar, talvez, sob essa ótica, o espectador se sente mais confortável para compreender e analisar esse bom trabalho.

Crítica 4 | Interestelar

O MELHOR DE NOLAN… TIRANDO O BATMAN!

 

Excluindo a Trilogia Batman, Interestelar (Interstellar) é o melhor trabalho de Christopher Nolan. Essa exclusão é necessária para se ter noção dos avanços desse seu novo trabalho. Acontece que a Trilogia Batman é muito boa, inevitavelmente colocando Interestelar em segundo lugar. Outra razão para se colocar de lado a Trilogia é porque não é um trabalho “plenamente autoral”. Sim, Nolan teve uma autonomia absurda, mas o projeto não partiu dele; e alguma limitação havia, ainda que fosse a grandeza do herói. Desse jeito, comparando Interestelar com seus trabalhos mais autorais, como Amnésia ou A Origem, a evolução do diretor fica mais evidente (Vá lá!, o filme não faria feio se comparado com O Cavaleiro das Trevas Ressurge…).

A evolução mais perceptível de Nolan é o lado humano. Pela primeira vez, as emoções de suas personagens são sentidas pelo espectador. Mesmo em sua obra-prima – O Cavaleiro das Trevas – essas emoções são “teorizadas”. Em tese, Harvey Dent está destruído pela morte de Rachel; em tese, Leonardo DiCaprio, em A Origem, sofre por sua amada (Marion Cotillard), mas o espectador não sente na alma essa dor. Os dramas de Cooper (Matthew McConaughey) são sentidos pelo público, e o culpado não é apenas a qualidade do ator.

Cooper não embarca na missão para salvar a Terra, mas para salvar sua família. Nisto Interestelar é diferente da maioria das produções sobre fim do mundo. A primeira hora é gasta para construir a relação entre Cooper e sua filha Murph (Mackenzie Foy), tanto por pequenos gestos, quanto por diálogos, como quando ele explica para a filha que não existem fantasmas.

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O espectador não só é informado das motivações de Cooper, ele sente. O ato de deixar os filhos para trás para salvá-los seria provavelmente o gesto da maioria da plateia – ao menos daqueles que tem algum afeto escondido. Quantos recusariam uma chance, mesmo remota, de salvar seus filhos?

O tema de Interestelar não é apenas a sobrevivência da nossa raça, mas a sobrevivência daqueles que amamos. Ele toca em dois sentimentos primitivos: amor e sobrevivência. Esses sentimentos são mencionados em uma penca de filmes-catástrofes. Aqui, a diferença é a paciência de envolver os sentimentos da plateia. Uma coisa é gastar alguns instantes com declarações burocráticas sobre o amor filial. Outra coisa é usar 60 minutos de projeção para depurar a relação de duas personagens. Essa opção do diretor fez toda diferença, dando até mais urgência às dificuldades da missão.

Outra coisa inédita nos filmes do diretor, a ação não sufoca o lado humano. Nolan sempre usou com competência os efeitos práticos (aqueles obtidos durante as filmagens, sem ajuda do computador) e a montagem em paralelo (várias ações exibidas ao mesmo tempo até um ponto de desfecho) para arrancar adrenalina do público. Porém, o lado humano ficava em segundo plano. Em Interestelar, os laços afetivos reforçam a tensão.

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As demais qualidades de Nolan estão presentes, com destaque para o roteiro engenhoso e para a concepção visual do filme, especialmente nas cenas do espaço. Até um defeito de Nolan passa quase despercebido: os diálogos didáticos e expositivos encontram a função de explicar conceitos da Física.

Contudo, as falhas impedem de tirarmos de O Cavaleiro das Trevas o título de “maior trabalho do diretor.” Fora dos temas científicos, o roteiro expositivo fica óbvio e patético; diálogos cafonas, – como quando Brand (Anne Hathaway) fala pela primeira vez sobre amor – o uso pouco inspirado da música – além do mais, a trilha de Hans Zimmer é fraquinha. Há até uma sequência em paralelo – marca do diretor – enfadonha.

Não poderia deixar de comentar o final do filme. Assim, quem não quiser spoilers, obrigado pela leitura!

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É curioso como o diretor estimulou as comparações com 2001 – Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick. Ele disse: “Sempre que se pensa em ficção científica, há os marcos: MetrópolisBlade Runner2001. Sempre que uma trama viaja para fora do planeta é inevitável pensar em 2001. Mas só existe um único 2001. É preciso manter uma certa distância [do filme de Kubrick].”

Que bom que ele reconhece! Nolan é exaustivo demais para alcançar o patamar de um 2001Kubrick é simbólico, fugindo de explicações e produzindo imagens que permitem múltiplas interpretações. Nolan parece que não se aguenta! Tudo é explicado, drenando o lado simbólico. Seus filmes são uma espécie de jogo: uma estrutura engenhosa para o público decifrá-la na mesa da lanchonete. Mas, depois de decifrada, a carga simbólica é baixa. Se em 2001… o monólito pode representar da aurora do conhecimento humano à angustia do protagonista, em Interestelar, o fundo do buraco negro será…

Ao longo do filme, o surgimento do buraco de minhoca é atribuído a uma divindade, uma força cósmica dando uma mãozinha para a humanidade. Depois de Cooper cair no buraco negro, – um dos cenários mais impactantes do filme – uma nova explicação surge: para Cooper essa divindade seríamos nós mesmos, seres humanos em um estágio mais avançado.

É tudo tão amarrado que poucos simbolismos são permitidos. O público irá discutir os detalhes até montar o quebra-cabeça. Resultado, fica difícil voos mais altos da crítica. Por exemplo, com certo esforço, poderia perguntar: com esse final, que coloca uma humanidade futura como responsável por algo tão divino, e ao mesmo tempo, a humanidade presente tão frágil diante de um planeta destruído, Interestelar estaria ironizando com nosso narcisismo, nossa vontade de tomar o lugar de Deus e conduzir nossas vidas?

Não! Infelizmente, o final não parece acomodar essa visão. Se Nolan conseguiu mexer com sentimentos tão primitivos do espectador, ele não resiste e é exaustivo: foram os humanos que possibilitaram a salvação da humanidade. Se foi a ideia que ele quis passar, tudo bem! Não há problemas em não ser mais simbólico. Embora os filmes mais duradouros costumem serem os mais ambíguos, há grandes filmes redondinhos. Mesmo sendo um ótimo filme – inserindo-se no quadro de renovação da ficção científica cinematográfica – se Nolan dissesse mais falando menos, Interestelar seria maior, o público ganharia e a vida dos críticos seria mais fácil!

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