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Bates Motel – Temp. 01 – Eps. 07 e 08

Intimíssima

 

Depois do cataclisma do ep. 06, os eps. 07 e 08 podem ser vistos como quase intimistas. Algo que pouco comentei nas críticas anteriores, é a relação de Norman (Freddie Highmore) com Bradley (Nicola Peltz). Ela sempre o tratava bem, e chegaram a ir pra cama. Realmente parecia, parecia, que poderia surgir algo dali. Mas, se acontecesse, não seria uma séria de suspense.

Quando Norman apresenta Bradley para Dylan (Max Thieriot), um clima surge. Os roteiristas piscam para uma relação entre ambos, o que é reforçado pelo fora que Bradley dá em Norman.

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Passadas as confusões do ep. 06, Norman imagina possível uma relação séria com Bradley. Suas palavras para Norman o deixam transtornado. Claro, Norma (Vera Farmiga) vai consolar o filhinho naquela tom “eu tinha razão”.

Norman passa a agir friamente com Bradley, mesmo depois de Emma (Olivia Cooke) espalha que os dois foram pra cama. Lá no ep. 07, Norman pede para Emma não espalhar mais seus segredos.

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No começo do ep. 06, Norman encontra um cachorrinho perdido. Ele a adota e Norma reclama. Depois de Norman passar por poucas e boas, o ep. encerra com a morte do animal.

Todos esses fatos perturbam a mente do nosso protagonista. Seu lado obscuro aflora, resultando em conflitos na escola. Definitivamente, os roteiristas estão explorando muito bem a personalidade doentia de Norman. Se no inicio ele parecia um garoto triste, aqui ele vem revelando um lado doentio empacotado em uma postura fechada.

No ep. 08, Norman começa a aprender a empalhar animais. Ele e o pai de Emma iniciam uma relação que promete se aprofundar. Quando nos lembramos do filme Psicose, vemos como os criadores da série conseguem construir tramas a partir de detalhes.

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Em paralelo, Norma tem seus próprios problemas. O Motel recebe seu primeiro cliente, Jake Abernathy (Jere Burns). Ele é “cliente” antigo do Motel. Suas solicitações acendem uma luz de alerta em Dylan. Fato é que descobrimos que Jake está envolvido com o tráfico de mulheres. Ele quer recuperar o dinheiro da venda das últimas escravas. Ele passa os dois eps. aterrorizando Norma.

Tudo bem, ela já é descompensada suficiente, não precisa de um Jake Abernathy para isso. Algo revelador da sua personalidade é o momento em que decide seguir o carro de Jake. Ela o vê investigando o barco de Keith Summers, é ameaçada e expulsa Jake do Motel. Mas, quando ela chega em seu quarto, encontra o corpo do detetive Shelby, em uma sequência brilhantemente construída, na qual chegamos a acreditar que o ep. acabará em tranquilidade.

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A persona de Norma chaga a ser mais intrigante do que a de Norman. Somos mais acostumados a figuras como ele, uma pessoas pacata que encobre a violência. Norma é mais difícil de decodificar. Ela é exagerada, com mania de perseguição, dependência extrema de seu filho. Ousaria diagnosticá-la com distúrbio bipolar; ela muda de postura rapidamente. Isso sem contar seus impulsos por se considerar íntima de toda a polícia local.

Outros pequenos fatos surgiram nesses eps., contudo, mais do que em outros, estes dois eps. foram de Norma e Norman!

Aconteceu em Saint-Tropez

A BELÍSSIMA MONICA BELLUCCI É O CHAMARIZ DESSA PRODUÇÃO FRANCESA, EXIBIDA ANTERIORMENTE NO FESTIVAL VARILUX 

A estrela italiana Monica Bellucci veio ao Brasil prestigiar o Festival Varilux de cinema francês, e promover o filme Aconteceu em Saint-Tropez, exibido no evento no início do ano, e que finalmente entra em circuito no Brasil. Embora italiana, Bellucci tem cacife para participar de uma obra inteiramente falada em francês, já que seu casamento com o talentoso Vincent Cassel já dura mais de dez anos. No filme Bellucci aceita um papel de coadjuvante para jovens atores, interpretando a matriarca fútil de uma grande família disfuncional.

Aconteceu em Saint-Tropez (cujo título original é algo como “Da gente que se abraça e beija”) é uma comedia de situações, coisa que os franceses sabem criar como ninguém. A trama gira em torno de uma família, ao longo das estações e de anos. Tudo começa focando no casamento de Melita (papel da sensual Clara Ponsot), filha dos personagens de Bellucci e Kad Merad (A Filha do Pai). O casal é ostentador, e devido a um negócio próspero envolvendo esmeraldas, usufruem do bom e do melhor. Como morar numa bela mansão, e fazer passeios a bordo de um luxuoso iate, justamente no local que dá título ao filme na tradução brasileira.

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Já Zef (Eric Elmosnino), irmão do personagem de Merad, é um judeu convertido e convicto, que perde a esposa logo no início da projeção devido a um acidental atropelamento. Sua filha, interpretada pela jovem Lou de Laâge (dona de uma beleza irretocável), segue o caminho dos pais como música, e durante uma viagem de trem conhece um sujeito por quem se apaixona. É somente no dia do casamento de sua prima / velório de sua mãe, que Noga (Laâge) descobre que o homem de seus sonhos é na verdade o noivo de sua parente, tão próxima que é considerada uma irmã.

Essa é a típica comédia de erros e desencontros, a chamada farsa, que ainda consegue encantar plateias de todas as idades. Aconteceu em Saint-Tropez usa de elementos muito vistos em diversos outros filmes (muitos inclusive melhores), mas é honesto o suficiente para cativar, sem precisar apelar para a escatologia que domina esse tipo de filme feito nos EUA. Essas são cenas de comédia que ainda utilizam um humor inocente, mas universalmente identificável; como numa cena onde num ritual de enterro a dondoca interpretada por Bellucci entra em pânico ao saber que seu belo vestido será cortado.

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Bellucci, o maior nome da obra, continua estonteante, linda e voluptuosa, além de possuir um bom timing cômico aqui. Em determinada cena o idoso avô (Ivry Gitlis) compara as formas de Bellucci às de sua conterrânea Gina Lollobrigida. Tudo o que é pedido de Bellucci aqui é que seja o alívio cômico, suas cenas são de puro escape, e a atriz se sai bem.

Mas os protagonistas, se é que podemos dizer isso de um filme tão recheado de personagens, são os jovens envolvidos no triângulo amoroso, as primas vividas por Laâge e Ponsot, e seu objeto de desejo, vivido pelo sortudo Max Boubill. Aconteceu em Saint-Tropez é um agradável passatempo, uma obra despretensiosa que discute a família de uma forma relaxada e sem urgência. É o tipo de filme que promete agradar a gregos e troianos, mas que um dia após a exibição terá evaporado de nossas mentes.

Amor Bandido

MATTHEW McCONAUGHEY NO AUGE DE SEU RENASCIMENTO ARTÍSTICO, MOSTRA QUE É UM GRANDE ATOR

O universo precisa de equilíbrio. E o universo cinematográfico é igual. Na semana passada tivemos duas estreias mais distante impossível de suas extremidades opostas. Sem Dor, Sem Ganho e Frances Ha. E nesse fim de semana o mesmo acontece com as estreias de O Casamento do Ano e Amor Bandido. Mas não se deixe enganar pelo título brasileiro, Mud é um dos melhores filmes do ano. Essa não é mais uma comédia romântica hollywoodiana dispensável, embora intrigue saber se esse era o desejo dos responsáveis por intitulá-lo.

 Na verdade, trata-se de mais uma produção da chamada “McConaissance”, a era da renascença do ator Matthew McConaughey, abandonando a imagem (e os milhares de dólares) de galã em comédias rasas, para recobrar o título que recebeu assim que surgiu em cena: um dos atores mais promissores de sua geração. A renascença de McConaughey teve início em 2011 com O Poder e a Lei, e se consolidou em 2012, ano no qual o ator entregou nada menos do que cinco trabalhos significativos. Entre eles: Bernie – Quase um Anjo (de Richard Linklater), Killer Joe – Matador de Aluguel (de William Friedkin), Magic Mike (de Steven Soderbergh), o ainda inédito no Brasil Obsessão (The Paperboy, de Lee Daniels), e este Amor Bandido.

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E a reviravolta na carreira do ator parece ter funcionado. Esse ano ele lança trabalhos com Martin Scorsese (O Lobo de Wall Street) e o comentado e elogiado Dallas Buyes Club, filme que gera falatório de indicações para McConaughey. O ator já tem agendado Interstellar, nova superprodução de Christopher Nolan, no qual será o protagonista. É seguro dizer que McConaughey se reinventou e está de volta. Em Amor Bandido, o ator cria um de seus personagens mais interessantes ao dar vida ao sujeito conhecido apenas como Mud.

Foragido da lei, e escondido numa pequena ilha numa parte pobre do Arkansas, o protagonista é descoberto por dois meninos de 14 anos. Logo uma amizade se desenvolve entre os três, em especial entre o criminoso e o jovem Ellis, vivido por Tye Sheridan (A Árvore da Vida). O sujeito logo lhes conta sua missão no local, entrar em contato com sua amada Juniper (Reese Witherspoon) e com ela fugir dali de barco, já que é justamente por causa dela que o sujeito encontra-se em tal condição de fugitivo.

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McConaughey está simplesmente fantástico como o ambíguo personagem, e nos deixa descobrir ao lado dos jovens protagonistas, do que é realmente capaz. O ator consegue atingir uma grande abrangência em sua interpretação. Os meninos estão igualmente eficientes, a naturalidade com que interpretam reflete sua escolha para o projeto. Naturais do local, era exigido que soubessem andar de moto, barco e manusear todo tipo de ferramenta e veículo para um nível maior de credibilidade de jovens livres do interior. Além de Tye Sheridan, temos também Jacob Lofland, que faz um ótimo trabalho vivendo seu melhor amigo, Neckbone.

Essa é uma mudança para os projetos que Witherspoon tem escolhido recentemente também. E aqui ela demonstra que existe uma atriz debaixo da estrela de comédias-românticas. A atriz parece ter se inspirado no companheiro e seguirá em projetos de maior qualidade artística e dramática com Devil´s Knot. Ray McKinnon (Footloose, 2011) e Sarah Paulson (Virada no Jogo), que interpretam os pais do menino Ellis, estão igualmente ótimos e muito críveis como um casal passando por um momento difícil que acaba por atingir sua cria. E o elenco coadjuvante ainda conta com desempenhos satisfatórios de atores como Michael Shannon (O Homem de Aço), Sam Shepard (O Homem da Máfia), Joe Don Baker (Programa Animal) e Paul Sparks (da série Boardwalk Empire).

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O diretor da obra não poderia deixar de ser mencionado. O jovem e autoral Jeff Nichols, do ótimo O Abrigo (um dos melhores e mais elogiados filmes de 2011), com Michael Shannon e Jessica Chastain (Mama), continua seu percurso como um dos melhores cineastas americanos da atualidade. Com Amor Bandido, Nichols dá mais um passo rumo a se tornar um grande nome, indispensável dentro do cinema, e um dos poucos que resiste como prova de que ainda existe qualidade (e muita) no cinema dos Estados Unidos.

Essa é uma história de amadurecimento e ensinamento, que correm numa via dupla entre os personagens principais. Uma história de amor, sobre como é ao mesmo tempo fácil e difícil desistir dos sonhos e objetivos. Emocionante, sincero e realístico, Amor Bandido é um desses filmes recheados de sensações, e que acima de tudo possuem a capacidade de transportar-nos para o local apresentado, longe de nossa realidade, como num piscar de olhos. São filmes assim que ainda nos fazem ter grande esperança na mágica do cinema.

O Casamento do Ano

O CASAMENTO DO ANO É UM DOS PIORES FILMES DO ANO

Execrado pela crítica americana, aonde marca irrisórios 7% no site Rotten Tomatoes (que reúne as resenhas dos principais veículos do país), uma das piores notas de 2013, O Casamento do Ano promete igualmente desagradar os especialistas nacionais. O filme é uma exibição fraca da Sessão da Tarde, que se utiliza de um fiapo de roteiro, uma fórmula gasta à exaustão, e não acrescenta absolutamente nada. O verdadeiro (e único) chamariz aqui é o elenco de peso, caso contrário, a certeza seria de um lançamento em vídeo, mais do que apropriado.

Os jovens Missy (Amanda Seyfried, Os Miseráveis) e Alejandro (Ben Barnes, As Palavras) vão se casar. E o “grande” mote para o filme é o fato de que Alejandro é um rapaz de descendência latino-americana, adotado pela típica família louca americana. Sua mãe verdadeira é uma devota religiosa que não acredita no divórcio e está chegando para a cerimônia. Fato que obriga seus pais adotivos separados, interpretados por Robert De Niro (O Lado Bom da Vida) e Diane Keaton (Querido Companheiro), fingirem que ainda estão casados e bem.

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As confusões não acabam por aí. O personagem de De Niro agora está casado com Bebe, papel de Susan Sarandon (Sem Proteção), melhor amiga de sua ex-mulher, que não fica nada satisfeita de ser jogada para escanteio nessa nova situação. Encontramos muitos problemas na estrutura de cada uma das subtramas, como se pouco esforço e pensamento tivesse sido depositado em cada elemento. Aqui, por exemplo, De Niro e Keaton vivem mais uma noite de amor depois de anos separados, o que nos leva a pensar que o caminho escolhido será o da reconciliação. Ledo engano, tudo volta ao status quo, apagando a importância do fato como se fosse nada.

Obviamente qualquer traço de falta realismo seria perdoado se o filme fosse engraçado. Mas aqui temos piadinhas seguras, no melhor estilo Zorra Total, tombos, pancadas, desencontros e não apenas uma, mas duas cenas em que pessoas caem na água (seja numa piscina ou num lago). Tudo dentro do mais baixo denominador comum de pastelão. Robin Williams (O Mordomo da Casa Branca) se junta ao time de veteranos pagando mico aqui, interpretando mais uma vez um padre num filme que faz Licença para Casar (seu outro filme como padre) parecer Cidadão Kane por comparação. Que saudade de quando a dupla De Niro e Williams fazia filmes bons como Tempo de Despertar.

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No time dos jovens, Amanda Seyfried paga o grande mico de sua carreira. De todos os envolvidos, a atriz é quem ainda tem a carreira mais promissora, e aqui interpreta a jovem noiva pela terceira vez, depois de Mamma Mia! e o citado Os Miseráveis. Topher Grace (Codinome Cassius 7) vive um médico bem sucedido ainda virgem por não ter encontrado o grande amor de sua vida (esse é o planeta “Aham, até parece”). Katherine Heigl, a rainha das comédias românticas ruins vive a irmã mais velha, e seu único papel aqui é reclamar, esconder a separação com o marido e uma (óbvia) gravidez. E a bela Ana Ayora (Marley & Eu) é forçada a exibir suas formas nuas numa cena.

O mais impressionante é que O Casamento do Ano é a refilmagem de uma obra francesa de 2006, que ou foi totalmente injustiçada por esse massacre americano, ou é igualmente detestável. No filme original, a família do noivo é de descendentes de asiáticos. O Casamento do Ano é o primeiro filme de destaque do diretor Justin Zackham, roteirista do açucarado Antes de Partir; e seria o suficiente para encerrar carreiras, se as dos envolvidos já não estivessem balançadas o suficiente, por diversos outros filmes, digamos, insatisfatórios.

Foxfire – Confissões de uma Gangue de Garotas

(Foxfire)

 

Elenco:

Raven Adamson, Katie Conseni, Madeleine Bisson, Claire Mazzerolli.

Direção: Laurent Cantet

Gênero: Drama

Duração: 143 min.

Distribuidora: Imovision

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 20 de Setembro de 2013

Sinopse:

Nova York, anos 1950. Um grupo de garotas, cansadas dos abusos que sofrem diariamente na fábrica em que trabalham, resolvem criar uma gangue só de mulheres chamada Foxfire. Elas carregam uma tatuagem específica nos ombros para identificar quem pertence ao grupo. O bando irá usar de violência para se vingar das humilhações sofridas nas mãos dos homens.

Curiosidades:

» Adaptação do romance homônimo de Joyce Carol Oates.

» Duas indicações no Festival de San Sebastián

» A estreante Katie Coseni foi premiada como melhor atriz no Festival de San Sebastián

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

Boa Sorte, Meu Amor

(Boa Sorte, Meu Amor)

 

Elenco:

Vinicius Zinn, Christiana Ubach, Maeve Jinkings. Rogério Trindade, Carlo Mossy e Marku Ribas.

Direção: Daniel Aragão

Gênero: Drama

Duração: 95 min.

Distribuidora: Cicatrix Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 30 de Agosto de 2013

Sinopse:

Dirceu, 30 anos, tem origens que remontam à aristocracia latifundiária do sertão pernambucano. Conformado em uma espécie de amnésia subjetiva, ele tenta enterrar o passado de sua família. Dirceu vive no Recife, cidade cuja paisagem sofre um descontrolado processo de transformação, em parte graças ao seu trabalho em uma empresa de demolição. Maria compartilha as mesmas origens sertanejas, embora use a cidade para outro propósito. Para ela, é uma despojada estudante de música com alma de artista. Se Dirceu aspira a um mundo estável e presente, Maria vive em discordância com o presente. Para ela, nada é como deveria ser. A presença de Maria, quase uma aparição, desencadeia em Dirceu a urgência por mudanças. Numa rota de fuga e peregrinação pelo deserto, um encontro singular está marcado para acontecer. Boa Sorte, Meu Amor é um antiromance do impacto entre a música e o silêncio.

Curiosidades:

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Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

O Estranho Caso de Angélica

(O Estranho Caso de Angélica)

 

Elenco:

Pilar López de Ayala, Filipe Vargas, Leonor Silveira, Luís Miguel Cintra, Susana Sá, Adelaide Teixeira, Ana Maria Magalhães, António Reis, Carmen Santos, Isabel Ruth, José Carlos Coutinho, José Manuel Mendes, Leonor Silveira.

Direção: Manoel de Oliveira

Gênero: Drama

Duração: 95 min.

Distribuidora: Filmes da Mostra

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 30 de Agosto de 2013

Sinopse:

Na Portugal da década de 1950, o fotógrafo Isaac vai à região do Douro para documentar antigos métodos de trabalho nas vinhas. Hospedado numa pequena pensão, ele é acordado subitamente à noite para fotografar o corpo de Angélica, uma linda moça que acabara de falecer.

Curiosidades:

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Trailer:

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Aconteceu em Saint-Tropez

(Des Gens Qui S’embrassent)

 

Elenco:

Monica Bellucci, Sylvie Vartan, Valérie Bonneton, Alexis Michalik, Christian Hecq, Clara Ponsot, Clotilde Courau, Eric Elmosnino, Hande Kodja, Ivry Gitlis, Kad Merad.

Direção: Daniele Thompson

Gênero: Comédia Dramática

Duração: 107 min.

Distribuidora: Europa Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 30 de Agosto de 2013

Sinopse:

Que azar, o enterro da mulher de Zef caiu bem no dia do casamento da filha de Ronie! Isso só agrava o conflito entre os dois irmãos, já separados por tudo na vida: trabalho, mulheres, religião… O que os une: o velho pai com Alzheimer e suas duas filhas que se adoram. Entre Londres, Paris, Saint-Tropez e Nova York, brigas, confrontos e traições fazem explodir a harmonia familiar. Porém, graças a esses conflitos, uma reconciliação caótica e inesperada fará surgir uma grande história de amor… ou quem sabe duas!

Curiosidades:

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Trailer:

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Campos de Esperança

(Abel’s Field)

 

Elenco:

Kevin Sorbo, Samuel Davis, Richard Dillard, B.K-McKee, Terri Merritt Bennett, Devin Bonnée.

Direção: Gordie Haakstad

Gênero: Drama

Duração: 85 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: Direto em Home Video – Setembro de 2013

Sinopse:

Orfão de sua mãe e abandonado pelo pai, o estudante Seth Mcardle (Samuel Davis) tem passado por grande pressão para cuidar de suas irmãs. Na escola, sofre diariamente bullying dos jogadores de futebol, e é quando ele reage aos insultos que acaba sendo punido e tendo que realizar trabalhos extra-curriculares junto ao zelador Abel (Kevin Sorbo). Para sua surpresa, Seth descobre que Abel pode ser a única pessoa a realmente entender seu sofrimento e ajudá-lo a entrar no caminho da luz

Curiosidades:

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Uma Ladra sem Limites

(Identity Thief)

Elenco: Jason Bateman, Melissa McCarthy, Jon Favreau, Robert Patrick, Amanda Peet, Ben Falcone, Clark Duke, Eric Stonestreet, Genesis Rodriguez, John Cho, Jonathan Banks, Justin Wheelon, Maggie Elizabeth Jones, Morris Chestnut.

Direção: Seth Gordon

Gênero: Comédia

Duração: — min.

Distribuidora: Universal Pictures

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 10 de Maio de 2013

Sinopse: A história de ‘Uma Ladra sem Limites‘ acompanha um homem (Bateman) que tem sua identidade roubada por uma mulher (McCarthy). Quando ela começa a se passar por ele, a situação toma um rumo complicado e divertido.

Curiosidades:
» Steve Conrad (‘À Procura da Felicidade’) roteirizou e Craig Mazin (‘Se Beber, Não Case! Parte 2’) cuidou da versão final do texto.

» A direção é de Seth Gordon (‘Quero Matar Meu Chefe’).

Truque de Mestre

(Now You See Me)

Elenco:

Jesse Eisenberg, Mark Ruffalo, Isla Fisher, Morgan FreemanMichael Caine, Woody Harrelson, Alex Kruz, Chris Browning, Common,
Dave Franco, Elias Koteas, Han Soto, Mélanie Laurent.

Direção: Louis Leterrier

Gênero:  Suspense

Duração: 115 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ 70milhões

Estreia

5 de Julho de 2013

Sinopse:

Em ‘Truque de Mestre‘, dois ilusionistas famosos começam a roubar bancos, e fazer do assalto um show de mágica. Após os roubos, eles jogam o dinheiro para a platéria presente. O FBI descobre o truque e tenta capturá-los.

Curiosidades:

» Morgan Freeman (‘Batman – O Cavaleiro das Trevas’) é Thaddeus, um ex-mágico que ficou famoso expondo os truques de outros ilusionistas, estilo Mr. M. Mark Ruffalo (‘Minhas Mães e Meu Pai’), Woody Harrelson (‘Amizade Colorida’), Dave Franco (‘A Hora do Espanto’), Michael Caine (‘Batman – O Cavaleiro das Trevas’) e Isla Fisher (‘Os Delírios de Consumo de Becky Bloom’)também estão no elenco.

» Boaz Yakin (‘Príncipe da Pérsia’) roteiriza.

Cine Agenda:

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O Casamento do Ano

(The Big Wedding)

 

Elenco:

Robert De Niro, Amanda Seyfried, Katherine Heigl, Robin Williams, Topher Grace, Susan Sarandon, Ben Barnes, Diane Keaton, Marc Blucas, Christine Ebersole, Kyle Bornheimer.

Direção: Justin Zackham

Gênero: Comédia

Duração: 89 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ 35 milhões

Estreia: 30 de Agosto de 2013

Sinopse:

Al (Ben Barnes) esta prestes a se casar com Missy (Amanda Seyfried) quando recebe a notícia de que sua mãe biológica, uma católica fervorosa, virá ao casamento. A partir daí, seus pais adotivos Don (Robert de Niro) e Ellie (Diane Keaton), que são separados há anos precisarão fingir serem casados novamente para não decepcioná-la. Mas a farsa leva toda a família a relembrar os laços que os uniram, numa história comovente e engraçada durante o que será o casamento do ano.

Curiosidades:

» Justin Zackham (‘Antes de Partir’) é o responsável pelo roteiro e direção.

Cine Agenda:


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Reino Escondido

(Epic)

Elenco:
Vozes no original de: Josh Hutcherson, Amanda Seyfried, Colin
Farrell, Jason Sudeikis, Beyoncé Knowles, Aziz Ansari,
Johnny Knoxville, Steven Tyler, Judah Friedlander, Pitbull.

Direção:
Chris Wedge

Gênero:
Animação

Duração:
— min.

Distribuidora:
Fox Film

Orçamento:
US$ — milhões

Estreia:
17 de Maio de 2013

Sinopse:
Em ‘Reino Escondido‘, uma adolescente é magicamente
transportada para um universo secreto, e precisará da
ajuda de vários seres místicos para conseguir
salvar seu mundo, e o universo secreto, de uma força
maligna.

Curiosidades:

» A 20th Century Fox Animation e a Blue Sky Studios
contrataram um elenco de vozes de ouro para sua nova animação,
intitulada ‘Reino Escondido‘ (Epic). Beyoncé
(Queen Tara), Steven Tyler (Nim Galuu), Colin
Farrell
(Ronin), Amanda Seyfried (Mary Katherine),
Josh Hutcherson
(Nod), Johnny Knoxville (Mandrake),
Aziz Ansari (Mub), o rapper Pitbull (Bufo) e
Jason Sudeikis
(Bomba) vão dublar os respectivos
personagens.

» Chris Wedge (‘A Era do Gelo’) dirige.

» A animação em CGI 3D é dos mesmos produtores de ‘A Era do Gelo‘ e ‘Rio‘.

 

Gente Grande

(Grown Ups)

 

Elenco: Adam Sandler, Salma Hayek, Rob Schneider, Maria Bello, Maya Rudolph, Chris Rock, Kevin James, David Spade, Tim Meadows.

Direção: Dennis Dugan

Gênero: Comédia

Duração: 102 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Estreia: 24 de Setembro de 2010

Sinopse:
Gente Grande, com Adam Sandler, Kevin James, Chris Rock, Rob Schneider e David Spade, é uma comédia sobre cinco amigos, que faziam da parte do mesmo time de basquete, que se re-encontram após vários anos para o funeral do seu treinador. Com as esposas (Salma Hayek, Maria Bello, Maya Rudolph) e os filhos na cidade, eles passam juntos o fim de semana de 4 de julho, na casa do lago onde,alguns anos antes, comemoraram o campeonato. E, ao rememorar os tempos antigos, eles descobrem que envelhecer não significa necessariamente amadurecer.

Curiosidades:

Sem Dor, Sem Ganho (2)

A piada sem graça e anabolizada de Michael Bay.

Recentemente, tivemos a estreia do novo trabalho de Sofia CoppolaBling Ring: A Gangue de Hollywood, que contou a curiosa e verídica história de um grupo de jovens desocupados que decidiram invadir a casa de famosos, para roubar seus pertences e mostrar aos quatro ventos tais feitos. Nesse caso, Sofia optou seguir por uma linha mais cínica, deixando o vazio de seus protagonistas aflorarem em tela, com intuito que o público pudesse enxergar mais afundo a futilidade latente da nossa atual geração.

Agora foi a vez de o cineasta Michael Bay mostrar sua visão de mais um caso intrépido, que aconteceu nos Estados Unidos, e que, assim como o longa da Coppola, é inspirado num artigo jornalístico. Esse, de Pete Collins, do Miami New Times. Obviamente, Bay, que vinha de (péssimos) trabalhos megalomaníacos, do ponto de vista orçamentário, como a franquia Transformers, não adaptaria um simples conto, sem que esse fosse recheado de muitas cenas de ação, perseguições desenfreadas e, principalmente, houvesse a incursão das forças policiais americanas, em relação aos episódios.

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Em meados dos anos 90, o fisiculturista, e instrutor de academia, Daniel Lugo (Mark Wahlberg), após algumas conversas com um de seus alunos, o conhecido e milionário criminoso Victor Kershaw (Tony Shalhoub), descobre que o caminho para ascensão e riqueza pode ser rápido e simples, mesmo que este tenha que ser trilhado de forma inescrupulosa. Lugo reúne-se com um amigo de trabalho, Adrian Doorbal (Anthony Mackie), e Paul Doyle (Dwayne The Rock Johnson), um ex-presidiário com fama de barra pesada, e bola uma espécie de golpe, que consiste em sequestrar o próprio Kershaw, e, através de torturas, fazer com que ele passe os bens para o seu nome.

É curioso, e até interessante, o formato como Michael Bay decide contar essa aventura. Bebendo muitissimamente na fonte dos irmãos Joel e Ethan Coen, o diretor, inicialmente, engendra uma narrativa que miscigena, a todo tempo, o humor ao drama, e que flerta, constantemente, com o gore. Algo, também, muito habitual nos filmes de Quentin Tarantino. As múltiplas trucagens gráficas, com letreiros e objetos jogados em tela, junto à belíssima estética fílmica – que se energiza pela intensa fotografia de Ben Seresin (Incontrolável), evidenciando o chamativo designer de produção, assinado por Jeffrey Beecroft (Os 12 Macacos), e que ganha ainda mais cores com a direção de arte de Sebastian Schroder (Adrenalina 2) – impressiona visualmente e tem total função narrativa, fazendo com que o espectador embarque naquele surreal universo.

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E que, de certa forma, se deixa mesmo levar pela trama, e durante todo primeiro ato, aceita o agressivo apelo visual proposto. Só que, quanto mais o tempo passa, o conto vai definhando e tornando-se cada vez mais desinteressante. Isso, por Bay não conseguir (querer) construir algo mais sólido. Repleto de diálogos soltos e cenas perdidas, que poderiam muito bem ser exclusas. O que era faceto torna-se enfadonho, por não sentirmos uma real evolução da história. O cool vira boring em questão de minutos, já que, de fato, as piadas são terríveis e de muito mau gosto – mesmo as religiosas não se sobressaem. Ao fim do segundo ato, o que acreditávamos ser um novo Adrenalina – divertido e eletrizante – se transforma numa espécie de Os Mercenários 2 – aborrecido e decepcionante.

Mesmo com a boa presença de Mark Wahlberg, que se entrega ao papel, do ponto de vista físico e emocional, o processo de identificação do personagem Daniel Lugo é mal desenvolvido, pois, assim como seus companheiros, ele não passa de um bobão acéfalo. Que desenvolveu somente a sua massa muscular, já que a cinzenta foi reduzida ao talento de Dwayne Johnson, como ator. Nem mesmo na básica função de divertir, o cast surte efeito. Cá, ainda temos espaço para o turrão Ed Harris – ator que trabalhou com Michael Bay em A Rocha –, que imprime completamente a persona do militar americano que o cineasta tanto venera, e que está presente em quase todos os títulos de sua carreira.

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Contudo, devo confessar que esse é, sem duvidas, o trabalho mais ameno de Michael Bay, em anos. Até porque, seria difícil alguém fazer algo pior e mais masturbatório que Transformers: A Vingança dos Derrotados ou Transformers: O Lado Oculto da Lua. E, sim, este Sem Dor, Sem Ganho tem lá seus bons momentos de diversão e aventura, e possui uma competente equipe técnica, que tem grande êxito nos aspectos gráficos e visuais. É, de fato, um filme esteticamente muito interessante, porém tem vários problemas narrativos, em todo seu decorrer, e possui uma enorme barriga de roteiro no segundo e terceiro ato, se estendendo por demais e tornando-se indigesto, mas se fosse ele talhado por um melhor artesão, o saldo poderia ser mais positivo.

Frances Ha

NOAH BAUMBACH E GRETA GERWIG CRIAM UMA DAS PERSONAGENS MAIS ORIGINAIS DO CINEMA ATUAL

De tempos em tempos aparece um filme que serve como parâmetro para definir toda uma geração. O independente Frances Ha se encaixa justamente em tal categoria. Filmes assim são mais do que apenas produções cinematográficas, são verdadeiramente pedaços da vida. Essa é a nova obra do nova yorkino Noah Baumbach, colaborador de Wes Anderson em alguns de seus roteiros, e diretor de obras como A Lula e a Baleia (2005), Margot e o Casamento (2007) e O Solteirão (2010).

Seus filmes são intimistas, sinceros e fazem uso de um humor bem peculiar. Frances Ha, seu novo trabalho, pode ser considero também seu filme mais humano, e de certa forma identificável. Todo filmado em preto e branco, o roteiro foi escrito por Baumbach e sua atual companheira e estrela do filme, a atriz Greta Gerwig (O Solteirão). A história conta as desventuras de uma jovem, na faixa dos 30 anos, vivida por Gerwig.

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Ela é bem humorada e com uma visão positiva da vida, apesar de todas as dificuldades. Frances Ha é um filme muito para cima, que fará o público renovar suas energias e sair da sessão com nova perspectiva de cada pequeno evento do cotidiano. Ao sermos apresentados para a protagonista, ela está dividindo um apartamento com sua melhor amiga, Sophie, vivida por Mickey Sumner (CBGB).

As duas se completam como almas gêmeas, possuem muitas piadas internas, e vivem dizendo que se fossem lésbicas seriam o casal perfeito. Mas as coisas precisam seguir em frente quando Sophie abre mão da parceria para viver com outra amiga, em nome de um apartamento melhor. A heroína Frances segue em frente, e arruma lugar na casa de amigos. E assim segue pelos dias, com uma série de encontros e desencontros, que envolvem viagens para Paris, convivência com pessoas agradáveis e outras que não possuem nada em comum com ela.

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Como dito, o filme é apenas uma fatia da vida de uma personagem muito original e carismática, que tenta todos os dias, assim como nós, encontrar um significado e um objetivo para a sua existência. Aspirante à dançarina, a protagonista enfrenta os dias tirando sempre o que de melhor ele tem a oferecer, sem nunca deixar que seus sonhos sejam destruídos pela realidade. Os diálogos criados pela dupla Baumbach e Gerwig são daquele tipo espertinho, com milhares de piadinhas e referências embutidas por minuto.

Do tipo que nos faz querer revisitar a obra para descobrirmos novidades a cada investida. Frances Ha é cativante e contagiante. É triste, mas muito alegre. É quase um documentário, que poderia refletir a vida de qualquer jovem vivendo numa grande cidade sem um porto seguro. É humano, sincero e real. É também divertido e engraçado. Gerwig cria uma das personagens mais memoráveis do cinema americano recente, uma personagem com quem desejamos passar mais tempo. Uma continuação para o filme não seria nada mal, material é o que não falta.

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Frances Ha é uma das produções mais agradáveis de 2013, e garantida de entrar em listas dos melhores do ano. Fato que só nos deixa mais curiosos em saber o que virá a seguir na carreira dessa dupla promissora. A trilha sonora é igualmente uma atração, e faz uso de grandes hinos para toda uma geração. Afinal, qual filme não lucra em ter a canção Modern Love, de David Bowie.

Sem Dor, Sem Ganho

 MICHAEL BAY TORTURA NÃO SÓ SEU PERSONAGEM, MAS SEU PÚBLICO PRINCIPALMENTE

Lançado em abril nos Estados Unidos, no início da temporada das grandes produções do meio de ano, Sem Dor, Sem Ganho é o novo filme do megalomaníaco Michael Bay (Transformers: O Lado Oculto da Lua). Apesar de constantemente execrado pelos críticos, Bay é um verdadeiro pote de ouro para os estúdios, e com a franquia Transformers rendeu uma verdadeira fortuna para a Paramount. Seus filmes podem ser acusados de tudo, menos de fracassos financeiros.

Bay é considerado o Christopher Nolan dos pobres, um diretor de blockbusters autoral, que tem grande poder de decisão dentro de suas produções, e que é inclusive ele mesmo um produtor dentro do seu selo Platinum Dunes. A brincadeira em relação ao diretor da trilogia do Cavaleiro das Trevas se deve porque ao contrário de Nolan, Bay se empenha muito mais na parte técnica do que em suas histórias ou personagens.

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O cineasta acredita inclusive em seu estilo, e recria momentos similares em todos os seus filmes (como os personagens levantando de um grande baque em câmera lenta enquanto a câmera os circula, câmera num trilho circular enquanto a ação está acontecendo na forma de um carrossel, e, é claro, direção de arte com cores berrantes e saturadas). Tudo isso seria realmente perdoado se por trás de tanto estilo tivéssemos alguma substância.

Nos Estados Unidos, Bay exibindo pouco profissionalismo proibiu a entrada do crítico Peter Travers (forte detrator seu), da revista Rolling Stone, na exibição para a imprensa. Travers, assim como todos nós, admitiu ter grandes esperanças para o novo filme de Bay, afinal a obra foi produzida pela bagatela de $26 milhões, o que geralmente é o valor do lanche da equipe dos filmes do diretor. O fato poderia traduzir em uma obra mais intimista e honesta.

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Porém, com incômodos 130 minutos de projeção, é seguro dizer que esse é o pior filme da carreira de Michael Bay. Por mais que seus filmes anteriores fossem considerados idiotas, ainda existia certo teor de diversão. Sem Dor, Sem Ganho é simplesmente doloroso de assistir. Um filme sem qualquer valor de entretenimento, mas no entanto vendido de tal forma. Essa pode ter sido a pior ideia de todos os tempos a ser transformada num filme de verão americano, um blockbuster que deveria causar identificação, distração e divertimento.

Baseada em fatos reais, a história apresenta três marombeiros de cabeça oca, que planejam e sequestram um sujeito, na Miami dos anos 1990. Comandados pelo personagem de Mark Wahlberg (Linha de Ação), os sujeitos musculosos torturam o pobre infeliz, e numa cena realmente grotesca e difícil de ser assistida, tentam repetidas vezes matar a vítima das formas mais inusitadas. É como assistir a um desastre de trem. O problema realmente é que tudo é feito com a finalidade de arrancar risadas da plateia. Deveríamos rir da imbecilidade do trio, quando na verdade nos contorcemos identificando com o sofredor.

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Assim como na comédia lançada direto para vídeo no Brasil, 30 Minutos ou Menos (também baseada em fatos reais), os envolvidos com a verdadeira história reclamaram que um fato que só causou sofrimento para todos tenha sido tema de uma obra voltada ao entretenimento. A diferença é que 30 Minutos ou Menos mergulha totalmente na caricatura, e não deixa dúvida de que estamos assistindo a uma comédia. Bay parece ter aspirações maiores.

Ele não deseja fazer somente um filme de comédia, mas sim uma sátira, como a indicada ao Oscar Sofia Coppola fez com seu Bling Ring. Mas talvez Bay não esteja preparado para tanto. Como na maioria de seus filmes ele deseja abraçar o mundo, nem de perto chegando próximo ao alvo. Sem Dor, Sem Ganho é uma comédia, uma sátira, um filme de ação e um filme de sequestro. Mas acima de tudo é uma das produções mais sem alegria e de forma geral desagradável que assisti em muito, muito tempo.

Muito Barulho por Nada

(Much Ado About Nothing)

 

Elenco:

Nathan Fillion, Clark Gregg, Amy Acker, Alexis Denisof, Reed Diamond, Fran Kranz, Emma Bates, Sean Maher, Jillian Morgese e Ashley Johnson.Direção: Joss Whedon

Gênero: Comédia Dramática

Duração: 107 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 23 de Agosto de 2013

Sinopse:

Em Muito Barulho por Nada, uma guerra militar acaba de terminar, mas a ‘divertida guerra’ entre Beatrice e Benedict está apenas começando! Conseguirão seus amigos fazer com que eles, ao invés de brigar, façam amor? Enquanto isso, conseguirá a devoção de um outro casal superar as maliciosas mentiras do perverso Don John? Agora, cabe ao policial desajeitado salvar o dia e fazer com que o verdadeiro amor ainda possa superar os obstáculos!

Curiosidades:

» Joss Whedon (‘Os Vingadores’) dirige.

» Adaptação para o cinema da homônima comédia teatral Shakespeareana

» A história já foi levada aos cinemas por Kenneth Branagh em 1993, estrelado por Branagh, Keanu Reeves, Emma Thompson, Denzel Washington e Michael Keaton.


Trailer:


Cartazes:

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Fotos:

  

 

 

O Verão do Skylab

(Le Skylab)

 

Elenco:

Julie Delpy, Emmanuelle Riva, Albert Delpy, Eric Elmosnino, Bernadette Lafont, Aure Atika, Candide Sanchez, Denis Ménochet,Jean-Louis Coulloc’h, Karin Viard, Lou Alvarez, Luc Bernard, Marc Ruchmann, Michelle Goddet, Noémie Lvovsky, Sophie Quinton, Valérie Bonneton, Vincent Lacoste.

Direção: Julie Delpy

Gênero: Comédia

Duração: 113 min.

Distribuidora: Pandora Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 30 de Agosto de 2013

Sinopse:

No verão de 1979, uma família se reúne em uma casa para celebrar o aniversário da matriarca. Estão presentes um tio traumatizado pelas experiências na guerra, uma garota pré-adolescente que espera encontrar o primeiro amor, uma tia que não suporta mais o imenso apetite sexual do marido e um avô com tendências suicidas.

 

Curiosidades:

» Comédia escrita, dirigida e atuada por Julie Delpy.

» Prêmio Especial do Júri no Festival de San Sebastian.

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

Minha Vida Dava um Filme

(Girl Most Likely)

 

Elenco:

Kristen Wiig, Annette Bening, Matt Dillon, Darren Criss, Christopher Fitzgerald, June Diane Raphael, Natasha Lyonne, Bob Balaban, Sydney Lucas, Jimmy Palumbo, Michelle Morgan.

Direção: Shari Springer Berman e Robert Pulcini

Gênero: Comédia

Duração: 103 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 8 de Novembro de 2013

Sinopse:

Nada dá certo na vida de Imogene (Kristen Wiig)… ela é apenas uma dramaturga falida que não tem sorte no amor. Quando finge uma tentativa de suicídio para chamar a atenção do ex-namorado, o plano dá errado e ela é forçada a viver sob a custódia da sua mãe (Bening), uma mulher viciada no jogo.

 

 

Curiosidades:

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