Dirigido por Marcel Walz, o longa é uma sequência de ‘Blind: Ainda Estou aqui‘, de 2019.
Cega após uma cirurgia a laser malsucedida, a atriz de Hollywood Faye (Sarah French) é sequestrada por um lunático mascarado chamado Pretty Boy. Ele a arrasta para uma casa próxima, onde vários swingers decadentes estão dando uma festa retrô de Dia dos Namorados. À medida que os festeiros encontram suas mortes brutais, Faye acorda e se esforça para planejar sua fuga.
De acordo com o Bloody Disgusting, a produtora Stampede Entertainment, que esteve por trás dos três primeiros filmes da saga ‘O Ataque dos Vermes Malditos‘ (Tremors), recuperou os direitos do roteiro do longa original, de 1990.
Isso permite ao diretor Ron Underwood, os roteiristas Brent Maddock e S.S. Wilson e a produtora Nancy Roberts, a ganhar o controle criativo da saga.
“Nós estamos discutindo o desenvolvimento de uma sequência com retorno à cidade de Perfection, além de outras ideias sobre graboids atacando em novos locais. Seja lá qual for a nossa decisão, não será um remake do primeiro filme com um novo elenco, nem será uma versão do nosso roteiro original para o quinto filme.”
Ele completa, “Nós estamos considerando ideias com o retorno do Kevin Bacon como o Val, mas não prometemos nada.
Vale lembrar que Bacon iria estrelar uma série que serviria de sequência direta ao filme original – ignorando todas as sequências da franquia. Infelizmente, o canal SyFy não aprovou o projeto, e o episódio piloto – apesar de ter sido gravado e finalizado – nunca foi lançado oficialmente.
Apesar disso, o ator já expressou seu desejo em retornar à franquia: “Só estou esperando pela ligação [do estúdio]”.
A série se passaria 25 anos depois que os Graboids quase destruíram a cidade de Perfeição. Kevin Bacon reprisaria o seu papel como Valentine McKee, que acabou com os vermes uma vez e tentaria novamente; mas primeiro ele teria que lidar com a idade, álcool e um delirante completo de herói.
O reality LOL: Se Rir, Já Era!,da Prime Video, traz pela primeira vez os principais nomes do Porta dos Fundos em um ambiente onde o desafio é conter o riso. O formato global já foi realizado em diversos países e chega em seu quarto ano no Brasil, dessa vez sendo apresentado pelo icônico Tom Cavalcante e pela comediante Júlia Rabello, também do amado grupo.
A quarta temporada de LOL: Se Rir, Já Era!promete elevar o patamar do humor televisivo no Brasil. Produzido pela plataforma de streaming, o programa reúne um time de peso formado pelos principais nomes do Porta dos Fundos, colocando-os em uma situação inusitada: todos estão confinados em uma sala com a missão de fazer os outros rirem, enquanto precisam manter a própria seriedade. E quem ri, perde.
“A gente se conhece há muitos anos. Sabemos exatamente o que pode fazer o outro rir. E justamente por isso, é difícil quebrar alguém com o óbvio. A grande arma é o improviso, a piada inesperada, aquela bobagem que vem do nada”, explicou Gregório Duvivier, durante uma entrevista exclusiva ao CinePOP.
Humor, estratégia e vulnerabilidade
A dinâmica do programa exige muito mais do que habilidade cênica. Os participantes precisam equilibrar estratégia, autocontrole emocional e leitura de jogo — tudo isso em meio à performances cômicas intensas, que variam do improviso mais simples à cenas elaboradas e planejadas com adereços.
“O que derruba não é a piada com esqueleto. A gente já enxerga ela vindo. O que pega é a surpresa, a lembrança de uma coisa boba que aconteceu anos atrás e que alguém traz de volta no momento certo”, comentou Antonio Tabet.
Fábio Porchat completou o raciocínio de Tabet e ponderou sobre como o longo histórico de amizade acaba tornando o desafio ainda mais árduo.
“Tem uma hora que não dá mais pra segurar. Já fiz vídeo com quase todos aqui e, em vários deles, teve ataque de riso que obrigou a cortar e refazer. Aqui, não tem corte. Riu, perdeu”, ponderou, em tom bem-humorado.
Formato internacional de sucesso
O programa LOL: Se Rir, Já Era!é uma versão brasileira do formato japonês Documental, criado por Hitoshi Matsumoto. Desde então, foi adaptado pela Prime Video para diversos países, como Itália, Alemanha, França, México e Estados Unidos. A proposta é sempre a mesma: reunir comediantes de alto nível em uma sala por seis horas, com a missão de não rir enquanto tentam fazer os outros desabarem.
E conforme citado anteriormente pelo Porchat, a 4ª temporada da versão brasileira traz uma camada adicional de complexidade: todos se conhecem há muitos anos e compartilham vivências dentro e fora das câmeras. Isso torna os acertos mais precisos — e os deslizes, mais inevitáveis.
“É tudo muito vulnerável. A gente admira muito o trabalho um do outro e isso torna tudo mais intenso. Você está tentando não rir, mas vê alguém que ama fazendo algo brilhante bem na sua frente. É difícil não ceder”, refletiu EvelynCastro.
Alcance global e protagonismo brasileiro
A Prime Video disponibiliza seus conteúdos em mais de 120 países e aposta na força do humor brasileiro como diferencial cultural. E para os participantes, o fato de estar em uma vitrine global representa tanto um desafio como uma oportunidade de mostrar a riqueza da comédia naciona;.
“A gente precisa focar em fazer rir aqui, no Brasil. Se a piada funcionar aqui, ela vai funcionar com o japonês, o polonês ou o canadense. Humor é universal quando é honesto”, afirmou João Vicente, ao ser questionado sobre o alcance da plataforma.
Criado em 2012 por Fábio Porchat, Antonio Tabet, Gregório Duvivier, João Vicente e Ian SBF, o Porta dos Fundos transformou a forma de fazer humor no Brasil ao investir na internet como principal veículo de distribuição. Em pouco tempo, o canal se tornou um dos maiores sucessos do YouTube brasileiro, com vídeos que somam bilhões de visualizações e prêmios internacionais, como o International Emmy Award de Melhor Comédia em 2019.
Ao longo dos anos, o grupo expandiu sua atuação para o cinema, televisão e plataformas de streaming, mantendo uma linguagem autoral, provocativa e sempre atualizada com o cenário político e social brasileiro. E a participação de quase todo o elenco em um reality como LOL marca uma nova fase para o coletivo.
“Mesmo com estilos completamente diferentes, a gente tem um casamento perfeito em cena. E é isso que o público pode esperar: improviso, surpresas e, claro, muito riso”, destacou Luciana Paes.
Novos talentos e futuras estrelas
A presença de nomes mais recentes como PedroOttoni, Macla Tenório e LuellemdeCastro também foi celebrada pelos veteranos. Para eles, o programa representa uma plataforma valiosa de visibilidade e conexão com o grande público.
“Tenho coisas no roteiro que sei que não vão quebrar os veteranos, mas que vão falar diretamente com quem está assistindo em casa. E isso também é estratégia”, pontuou PedroOttoni.
Estreia e expectativa
A nova temporada deLOL: Se Rir, Já Era!está disponível exclusivamente na Prime Video, com episódios que mesclam tensão, criatividade e muito humor. O formato, que já conquistou públicos em diferentes partes do mundo, ganha agora uma das suas edições mais aguardadas — com o tempero característico do humor brasileiro e a força de um elenco já consagrado.
E ao final desse bate-papo e de uma tarde acompanhando as filmagens da série, é difícil torcer para apenas um comediante. Todos ali são gigantes naquilo que fazem – percepção essa que naturalmente também refletirá o sentimento de milhares de fãs que acompanham a jornada do Porta de perto, prontos para rir…Ou segurar o riso junto com seus ídolos.
Confira:
Baseado no formato da produção japonesa Original Amazon Hitoshi Matsumoto Presents Documental, ‘LOL: Se Rir, Já Era!’ reúne dez grandes comediantes brasileiros em uma batalha épica de seis horas em que os participantes precisam manter a seriedade, enquanto tentam fazer seus oponentes caírem no riso.
A primeira risada significa um cartão amarelo. Se rir de novo, vem a eliminação. Nesta competição insana, cada um deles trará truques, apresentações especiais e muita diversão para alcançar seu objetivo. O vencedor leva o prêmio de R$ 350 mil para doar para uma instituição beneficente de sua escolha.
O longa estreará nos cinemas nacionais no dia 18 de setembro.
Na trama, com uma mudança para o campo já testando os limites do relacionamento de um casal, um encontro sobrenatural inicia uma transformação extrema de seu amor, de suas vidas e de sua carne.
A Neon adquiriu os direitos de distribuição mundial de ‘Together’, se tornando a primeira grande venda do Festival de Sundance 2025.
O longa recebeu elogios da crítica e foi disputado por diversos estúdios, como A24 e Mubi, que também tentaram garantir a aquisição do filme do subgênero body horror.
Embora o valor da venda não tenha sido revelado, a Variety indica que o filme pode ter sido negociado com a Neon por algo entre US$ 10 a US$ 15 milhões. Se o valor alcançar o limite superior, ‘Together’ se tornará uma das maiores vendas da história do festival.
O terror é o primeiro trabalho do roteirista e diretor Michael Shanks e acompanha um casal, interpretado por Franco e Brie, que se muda para o campo. Durante o cotidiano na casa, o vínculo tóxico entre eles se transforma em um pesadelo após a aparição de grotescas manifestações físicas, causadas por uma força sobrenatural presente no local.
O novo terror psicológico do aclamado Jordan Peele, diretor de sucessos como ‘Corra!’ e ‘Nós’, intitulado ‘O Herdeiro do Jogo’ (Him), ganhou seu primeiro trailer oficial – divulgado pela Universal Pictures.
Confira:
O longa chega aos cinemas no dia 19 de setembro de 2025.
Segundo o The Hollywood Reporter, ‘O Herdeiro do Jogo’ se passa no universo do futebol americano e acompanha a história de um lendário quarterback, interpretado por Marlon Wayans, que assume a tarefa de treinar um jovem atleta em ascensão, vivido porTyriq Withers. O treinamento acontece no complexo isolado do veterano, onde segredos obscuros e eventos bizarros começam a se desenrolar.
‘Vidas Processadas’ (‘Government Cheese’), comédia surrealista estrelada por David Oyelowo, já está disponível no catálogo da Apple TV+.
Agora, a plataforma de streaming divulgou uma prévia promocional inédita da atração, cujos quatro primeiros episódios já podem ser conferidos pelos assinantes.
Ambientada em 1969 no Vale de San Fernando, ‘Vidas Processadas’ conta a história dos Chambers, uma família peculiar que busca sonhos elevados e aparentemente impossíveis, lindamente livre das realidades do mundo. Quando Hampton Chambers (Oyelowo) é liberado da prisão, sua tão esperada reunião familiar não acontece como ele havia planejado. Durante sua ausência, a esposa de Hampton, Astoria (Missick) e os filhos Einstein (Ellison) e Harrison (Winston) formaram uma unidade familiar não convencional, e o retorno de Hampton transforma seu mundo no caos.
O novo ciclo contará com as participantes: Suzie Toot, Sam Star, Onya Nurve, Lydia B Kollins, Lucky Starzzz, Lexi Love, Crystal Envy, Arrietty, Lana Ja’Rae, Kori King, Joella, Jewels Sparkles, Hormona Lisa e Acacia Forgot.
A aclamada cantora e compositora Lana Del Reylançou recentemente a canção “Bluebird”, faixa que estará presente em seu aguardado décimo álbum de estúdio, ‘The Right Person Will Stay’.
A canção é precedida pelo lead single “Henry, Come On”.
Ouça:
O compilado de originais tem lançamento agendado para o dia 21 de maio de 2025.
O álbum será lançado pela Interscope/Polydor Records e contará com treze faixas inéditas – com produção de Jack Antonoff, Zachary Dawes, Luke Laird e Drew Erickson.
“Muito grata que minhas 13 novas faixas ganharam vida através do meu lindo trabalho com Luke, Jack e Drew Erickson, entre outros”, ela escreveu em uma postagem oficial no Instagram. “Feliz para que vocês possam ouvir algumas novas músicas antes da Stagecoach. Começando com “Henry”‘.
Vale lembrar que seu último compilado, ‘Did You Know That There’s a Tunnel Under Ocean Blvd’, foi aclamado pela crítica e conquistou inúmeras indicações ao Grammy, incluindo Álbum do Ano.
Del Rey é conhecida por suas melódicas e melancólicas letras e por seu onirismo instrumental. Tendo trabalhado ao lado de nomes como Jack Antonoff e Max Martin, ganhou aclame e popularidade com ‘Born To Die’, álbum lançado em 2012. Em 2019, entregou seu melhor trabalho até então, ‘Norman Fucking Rockwell!’, sagrando-a como uma das melhores liricistas do século.
Del Rey já conquistou onze indicações ao Grammy, mas infelizmente nunca levou o gramofone dourado para casa.
A série ‘Matlock‘, estrelada pela Kathy Bates (‘American Horror Story’), se tornou uma das grandes produções do ano passado e, agora, caminha para sua 2ª temporada.
Recentemente, a CBSdivulgou o primeiro teaser oficial dos novos episódios, que têm previsão de lançamento para o outono norte-americano (isto é, entre os meses de setembro e novembro).
Lembrando que Bates foi condecorada com o prêmio de Melhor Atriz em Série de Drama no Critics Choice Awards por seu aclamado trabalho na atração.
Confira:
Na trama, após alcançar sucesso em seus anos mais jovens, a brilhante septuagenária Madeline Matlock (Bates) volta a trabalhar em um prestigiado escritório de advocacia, onde usa seu comportamento despretensioso e táticas astutas para ganhar casos e expor a corrupção interna. Inspirado na clássica série de televisão de mesmo nome.
A Max divulgou o trailer oficial da 2ª temporada da série sobre viagens inusitadas estrelada por Conan O’Brien, intitulada ‘Conan O’Brien Vai Nessa’.
Além disso, foi revelado que o novo ciclo tem estreia marcada para o dia 08 de maio na plataforma de streaming.
Nos novos episódios, O’Brien visita a Nova Zelândia, Áustria e Espanha. Já no primeiro ciclo, o comediante visitou lugares como Noruega, Argentina e Tailândia.
Além de estrelar a série de variedades, o também apresentador assume a função de produtor executivo.
Confira:
Lembrando que a série já foi renovada para a 3ª temporada.
No Brasil, a primeira temporada está disponível no catálogo do Max.
Na trama, Anthony Mackie (‘Falcão e o Soldado Invernal’) estrela como um forasteiro deve atravessar uma terra arrasada pós-apocalíptica para entregar um pacote misterioso em busca da promessa de uma vida melhor.
O primeiro jogo da franquia ‘Twisted Metal‘ foi lançado em 1995, seguido de diversas sequências e derivados. Em algum momento, um filme baseado no jogo com o diretor de ‘Motoqueiro Fantasma‘ estava em desenvolvimento, mas o projeto nunca saiu do papel.
A vencedora do Grammy Doechii lançou hoje (18) o videoclipe da canção “Anxiety”.
A faixa, já disponível em todas as plataformas de streaming, conta com um sample da icônica “Somebody That I Used to Know”, de Gotye.
Ouça:
Vale lembrar que Doechii foi uma das grandes premiadas do Grammy Awards 2025.
Durante a cerimônia de vencedores, a cantora e compositora levou para casa o prêmio de Melhor Álbum Rap por ‘Alligator Bites Never Heal’.
Ela se tornou a terceira mulher a levar para casa o prêmio nesta categoria após Lauryn Hill e Cardi B.
A mixtape contou com os singles“Nissan Altima”, “Boom Bap” e “Denial Is a River”.
O projeto contou com produtores como Camper, Childish Major, Kal Banx, Devin Malik e Monte Booker, além de ter conquistado aclame por parte da crítica.
Lembrando que ‘Superman’ será lançado em julho de 2025.
Confira o trailer dublado:
James Gunn assume o filme de super-herói original no recém-imaginado universo da DC com uma mistura singular de ação épica, humor e coração, apresentando um SUPERMAN movido pela compaixão e uma crença inerente na bondade da humanidade.
Lançado na mostra competitiva do Festival de Cannes 2024, Limonov: O camaleão russo(Limonov: The Ballad) não fez barulho na Croisette, diferente do seu protagonista na vida real. Sob o olhar do cineasta russo Kirill Serebrennikov, a cinebiografia se encarrega de apresentar o rebelde escritor Eduard Limonov, líder de um grupo político fascista e militarista, baseado em Nova York. Com uma personalidade irritante e ideias adversas, o protagonista desafia o espectador a se interessar pela sua trajetória.
Na pele de Limonov, Ben Whishaw destaca-se nesta jornada tortuosa e estilizada. O ator britânico entrega uma performance intensa, variando entre o charme anárquico e a miséria emocional com precisão notável, uma das cenas mais anticonvencionais e exigentes, é a de ato sexual com outro homem em local público. Limonov é ao mesmo tempo patético e subversivo, desequilibrado e intrigante, e é justamente essa contradição que sustenta o mínimo de interesse pelo personagem que, por seus próprios méritos, é mais repelente do que fascinante. Whishaw dá ao poeta revolucionário uma dimensão quase trágica, mesmo quando o texto parece hesitar em se posicionar claramente sobre suas ideias e ações.
A direção de Kirill Serebrennikov é vibrante, quase operística, e confirma seu talento para transformar caos em linguagem cinematográfica. Conhecido por obras provocadoras como Verão (2018), sobre o rock underground soviético, e A Esposa de Tchaikovsky (2022), o cineasta demonstra predileção por figuras marginais e rebeldes à norma. Seu estilo visual é marcado por coreografias elaboradas, transições inesperadas e uma abordagem sensorial que mistura música, política e desespero. Em Limonov: O camaleão russo, todos esses elementos estão presentes, mas, ao contrário de seus trabalhos anteriores, falta aqui o peso emocional e o fio condutor que nos faça investir na jornada do protagonista.
Co-escrito por Serebrennikov ao lado de Ben Hopkins e Paweł Pawlikowski — de Ida (2013) e Guerra Fria (2018) —, o roteiro é adaptado do romance biográfico de Emmanuel Carrère. O filme, no entanto, abandona o olhar crítico da obra literária e enaltece o espetáculo do caos que esta figura representa. Os momentos mais controversos da vida do escritor — seu flerte com o fascismo, o nacionalismo violento e o apoio a conflitos armados — são tratados com superficialidade ou relegados aos créditos finais.
Os momentos engraçados e estilizados fazem do filme uma experiência curiosa: o desfile de editoras nova-iorquinas zombando do trabalho de Limonov, os conflitos performáticos com intelectuais franceses, o erotismo vulgar transformado em provocação estética. Tudo isso colabora para a criação de um retrato ruidoso, mas nada esclarecedor deste homem russo performático. Em vez de nos aproximar do sujeito, a narrativa o cerca de artifícios, como se tivesse medo de confrontar verdadeiramente sua natureza.
É interessante notar como Serebrennikov evita mencionar diretamente figuras políticas, como Vladimir Putin, apesar de toda a história de Limonov estar imersa no mesmo caldo ideológico do atual regime russo. Essa omissão talvez diga mais sobre os limites auto impostos do projeto de uma possível censura externa. Ao passo que A Febre Petrov(2021) mergulhavam com força em críticas à sociedade russa, ainda que de forma alegórica, Limonov: O camaleão russo se contenta em fazer de seu personagem uma espécie de rockstar político, evitando questionamentos mais profundos sobre a responsabilidade de suas ações e alimentando o circo midiático.
Ao final, Limonov: O camaleão russosoa mais como uma colagem de momentos provocativos do que como um retrato sólido de um homem complexo. A direção episódica e a atuação carismática de Ben Whishaw compensam parcialmente a ausência de densidade, mas não salvam o filme de um certo esgotamento. Há ritmo, há estilo, há provocação, porém falta conexão com o público. Limonov é um personagem difícil de admirar e, neste filme, também difícil de compreender. Ao espectador resta o cansaço de uma jornada barulhenta e o desconforto de tentar encontrar sentido na trajetória de alguém que, no fim das contas, fez do caos o seu maior legado.
Distribuido pela Pandora Filmes, Limonov: O camaleão russo chega às salas de cinema do Brasil no dia 17 de abril de 2025.
Com sua mistura de sátira afiada, distopia tecnológica e reflexões sombrias sobre o futuro, Black Mirror retornou para sua sétima temporada na última quinta-feira, 10 de abril, prometendo mais uma leva de seis episódios provocativos e, de certa forma, conectados com narrativas anteriores. Criada por Charlie Brooker, a série antológica, que estreou em 2011 no britânico Channel 4 — e que, desde a terceira temporada, é produzida pela Netflix —, continua a explorar os limites da relação entre humanidade e tecnologia, variando em tom, gênero e intensidade.
No total, Black Mirrorjá conta com 33 episódios e um especial interativo,Black Mirror: Bandersnatch (2018), que tem conexão com esta nova temporada. Entre os rostos conhecidos desta nova leva estão Issa Rae, Tracee Ellis Ross, Awkwafina, Rashida Jones, Will Poulter, Chris O’Dowd, Emma Corrin e Paul Giamatti. Com atuações marcantes e roteiros que oscilam entre o desconforto, a ironia e a crítica social, nós ranqueamos os episódios do menos impactante ao mais memorável. De longe, todos os seis episódios superam a sexta temporada inteira, lançada em junho de 2023.
6 – Meros brinquedos (Plaything)
Em um futuro próximo de Londres, um excêntrico suspeito de assassinato está ligado a um videogame incomum da década de 1990 – um jogo povoado por formas de vida artificiais fofas e em evolução. Apesar de uma proposta visualmente intrigante e do modelo retrofuturista, Meros Brinquedos tropeça em seu ritmo e entrega um final que não alcança todo o potencial emocional sugerido. A conexão com o esquecível filme interativo Black Mirror: Bandersnatch (2018) é quase irrisória, a ponto de o tom macabro chamar mais atenção do que o aspecto tecnológico.
5 – Bête Noire (Fera Negra)
Logo após uma degustação teste de um dos seus novos sabores de chocolate, a jovem cientista química Maria (Siena Kelly) se sente desconcertada quando sua ex-colega Verity (Rosy McEwen) entre os presentes e, logo em seguida, ela começa a trabalhar na mesma empresa. Envolvendo um passado de bullying no ensino médio entre as duas, Maria nota que algo nessa aparição surpresa de Verity em sua vida não soa natural.
Pouco a pouco, Maria começa a perder credibilidade e cair em contradições diante dos seus colegas. As ocorrências parecem cada vez mais fora de proporção e a jovem cientista começa a perder a cabeça e, claro, suspeitar de Verity. Com clima de suspense psicológico e uma atmosfera crescente de paranoia, o segundo episódio Bête Noire é eficiente, entretanto, o segredo é revelado de forma abrupta e estapafúrdia. Ótima premissa, contudo ordinário no momento derradeiro.
4 – Hotel Reverie
Vamos fazer um remake clássico do cinema em preto e branco, porém com alta tecnologia, as mesmas imagens do passado, mas como atriz ultrapopular no presente? Não é difícil comprar a ideia do episódio Hotel Reverie, quando temos refilmagem de Branca de Neve em live-action nos cinemas. O clássico filme britânico do título ganha uma repaginada levando a estrela de Hollywood Brandy Friday (Issa Rae) a outra dimensão, onde ela deve seguir o roteiro cena por cena se quiser voltar para casa.
Este é o episódio mais estiloso dessa temporada, além de metalinguístico, brincando com os conceitos das produções audiovisuais, a fama e o controle narrativo. Como sempre, apresenta o questionamento moral de reutilizar o trabalho alheio, mas a dinâmica em cena entre Issa Rae e Emma Corrin e o visual impecável encantam os espectadores, sendo capaz de perdoar os deslizes da produção em nos fazer acreditar que qualquer empresa investiria dinheiro em projeto com riscos fatalistas.
3 – USS Callister: rumo ao infinito
Pela primeira vez Black Mirror lança a sequência de um episódio, apresentado na quarta temporada (2017). De lá para cá, Robert Daly (Jesse Plemons) continua morto, mas agora a tripulação do USS Callister – liderada pela Capitã Nanette Cole (Cristin Milioti) – está presa em um universo virtual infinito, lutando para sobreviver contra 30 milhões de jogadores. Para continuarem voando pelo espaço infinito, eles precisam dos créditos dos jogadores reais, o que causa problemas para o fundador do jogo, Walton (Jimmi Simpson), no mundo real.
Com uma mistura de ficção científica, aventura e comédia — mas sem super-herois —, a narrativa espacial distópica mantém o fôlego com novos desafios tanto para os tripulantes clonos quanto para os terráqueos e ainda atualiza a crítica ao vício em jogos online. Com duas reviravoltas, o episódio cumpre muito bem seu papel de boa continuação e expande com sucesso o universo criado anteriormente.
Se a tecnologia pode ser usada de forma vingativa, macabra, aventureira e capitalista, como nos episódios já mencionados neste ranking, ela também encontra seu momento de nostalgia e drama. Protagonizado pelo duas vezes indicado ao Oscar Paul Giamatti (Os Rejeitados), Eulogy nos submerge em um mundo de reminiscências, no qual as pessoas podem literalmente entrar em fotografias antigas. Nesse processo, o solitário Phillip (Giamatti) é convidado a abrir seu baú de fotos, destroçadas pelas mágoas do passado, reviver emoções poderosas, reencontrar-se jovem (Declan Mason) e analisar suas escolhas.
Intimista e emocional, Eulogy é um dos episódios mais comoventes da série e nos coloca muitos próximos dos sentimentos expostos em tela. Com uma entrega autêntica, o protagonista nos convida a navegar em ondas de memória, de luto e da dolorosa beleza das lembranças.
Seria cômico se não fosse tão trágico e palpável, o capitalismo e o sensacionalismo consomem a poesia do casamento entre a professora Amanda (Rashida Jones) e o operário de obra Mike (Chris O’Dowd) neste episódio. Com pequenos rituais do cotidiano, o roteiro nos apresenta um casal simples com o sonho de formar uma família, mas impedidos por problema médico. Após um aneurisma, Amanda é condenada a nunca mais sair do coma. Gaynor (Tracee Ellis Ross), no entanto, aparece como um anjo salvador no seu caminho com uma solução milagrosa, ou melhor, tecnológica.
Desesperado para salvar a esposa, Mike a inscreve no Rivermind, um sistema de alta tecnologia que a manterá viva, porém a assinatura mensal do projeto piloto é apenas a ponta do iceberg de um mar de dívidas a serem acumuladas em troca de mais tempo da mulher amada. Com uma premissa angustiante e plausível, Pessoas Comuns é o primeiro e o melhor desta temporada, ao combinar o melhor de Black Mirror: crítica social, drama emocional e dilemas éticos. Um episódio com o poder de ecoar por dias em nossa mente.
A internet foi pega de surpresa nesta quinta-feira (17) com o lançamento do novo trailer de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. Com cenas inéditas, o vídeo trouxe um pouco mais desse universo que será retratado e confirmou alguns rumores.
E o interessante é que o filme confirmou algo que os fãs do grupo já imaginavam: tudo indica que a trama será bem tradicional, não fugindo muito do “Manual de Introdução ao Galactus”, o que deve ter causado em algumas pessoas memórias do filme de 2007.
De qualquer forma, o trailer é sensacional e traz alguns momentos que merecem um pouco mais de atenção. Por isso, o CinePOP destacou os principais. Confira!
Bebê à bordo
O trailer começa com o povo falando sobre muita gratidão aos membros do Quarteto Fantástico, que são tratados como celebridades. Logo em seguida, Reed Richards (Pedro Pascal) e Sue Storm (Vanessa Kirby) aparecem bastante pressionados ao chegarem em casa. Ben Grimm (Ebon Moss-Bachrach) pergunta se a Sue está grávida. Ela confirma, e Johnny Storm (Joseph Quinn) fica eufórico. Ele diz que a Sue será uma grande mãe e que Ben e ele serão os melhores tios do mundo. Já para Reed, Johnny brinca e diz que a vida acabou para ele.
Esse momento, além de confirmar a teoria de que Sue estaria grávida durante o filme, traz um tom de responsabilidade excessiva para Reed, que parece ser o grande motivador do personagem no filme. Ele terá essa sobrecarga de responsabilidade não só por tentar salvar a todos, mas principalmente porque agora ele tem uma nova prioridade na vida: o bebê.
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E isso reflete também em Sue, que fala a todo momento em lidar com os problemas como uma família, mas respinga – ao menos no trailer – mais em Reed. Ele aparece sendo questionado se será capaz de salvar a Terra e diz que não sabe. Ele aparece estudando múltiplas realidades e se diz culpado pela vinda de Galactus justamente por conta desses estudos.
E se forçar um pouco a barra, puxando para a cena final do primeiro trailer, em que o Galactus aparece olhando pela janela do Edifício Baxter, é bem possível mesmo que os experimentos do Reed tenham atraído o devorador de mundos. O ponto dessa pressão sobre o Senhor Fantástico é justamente sobre o que isso pode causar. Há rumores de que o Quarteto será enviado para o Universo 616 ao fim do filme. Caso isso se confirme, será que eles serão enviados ou Reed que fugirá para salvar a família?
Amigão da molecada
Um dos pontos altos do filme é o Coisa. Conhecido por ser um gigante assustador de bom coração, o personagem é um dos mais amados nos quadrinhos da Marvel. E parece que o filme vai abordar essa característica ao máximo. No trailer, o Coisa aparece usando vários figurinos diferentes, e também aparece com o uniforme “sem camisa”, satisfazendo os desejos de parte dos fãs que reclamaram disso no trailer anterior.
Mas o que realmente chama atenção é sua interação com a molecada na rua, quando ele levanta um fusquinha com as mãos para o encantamento das crianças. Ao longo do trailer também é possível ver os pequenos brincando ou buscando conforto em bonequinhos do Coisa, que tem sua história trágica, mas é muito querido nessa realidade. Sem contar esse visual espetacular que deram a ele no filme. É um dos personagens que mais desperta curiosidade.
O trailer também revelou o visual da Surfista Prateada(Julia Garner), que terá o icônico cabelo prateado de Shalla-Bal. Ela cumpre seu papel de Arauto de Galactus, anunciando a chegada de seu mestre e a condenação da Terra em frente ao povo e ao Quarteto.
E aí entra o momento clássico da relação entre esses personagens que é a perseguição do Tocha Humana à Surfista pela cidade até chegar ao espaço, onde ele consegue encostar nela e “apaga”. Essa sequência já aconteceu nos quadrinhos, nos jogos e até mesmo no cinema. É icônica.
Utopia
Um dos fatores mais fascinantes desse filme é se passar em uma realidade alternativa, na qual a tecnologia avançou muito rápido, sendo ambientado em uma década de 1960 retrofuturista. Essa cena mostra bem essa construção de mundo. Os carrinhos de bebê e os figurinos são típicos dos anos 60, assim como os anúncios e letreiros dos prédios.
Já a parte futurista se dá pela junção de torres com prédios espelhados e pelo contraste dos carrinhos individuais que estão na rua. Eles são quase bolhas sobre rodas, como um patinete elétrico com cobertura, andando na pista. É muito legal.
Fim do mundo?
Essa cena aqui é bastante intrigante. Eles mostram um planeta sendo implodido, enquanto um foguete voa em direção a ele. Existe uma teoria de que essa Terra Utópica do filme será consumida por Galactus, fazendo com que o Quarteto vá parar no MCU. Entretanto, pelo rumo do foguete, que parece muito com aquele mostrado no primeiro trailer como parte da missão espacial dos heróis, é bem provável que essa cena seja deles descobrindo que a ameaça de Galactus é real, e não apenas um blefe.
Nulificador?
Essa cena é muito boa porque mostra o Senhor Fantástico utilizando seus poderes pela primeira vez. Mais do que isso, porém, é possível ver que Reed está segurando um dispositivo nas mãos. Os fãs já estão teorizando que possa ser o Nulificador Supremo, uma arma roubada da Nave-Mundo de Galactus, a Taa II, que é considerada a única forma de impedir – e destruir – o Devorador de Mundos. O Nulificador é considerado a arma mais poderosa existente, já que é capaz de destruir galáxias. E geralmente é retratada de forma tão potente que se mostra capaz de corromper – e destruir – até mesmo seu portador. Caso seja isso mesmo, lembra que abri o texto falando sobre um Reed pressionado por suas responsabilidades? Pense em como ficará a cabeça do cientista caso adicionem esse elemento da arma destruidora de galáxias caindo em sua mão.
Outro ponto que corrobora para essa teoria é que há uma cena da Surfista Prateada voando em um local que parece ser gigantesco e feito de metal. Nos quadrinhos, o Surfista rouba o artefato da Taa II e entrega ao Quarteto. Especula-se que essa cena na estrutura metálica seja dentro da Nave-Mundo.
Por fim, o trailer termina com a confirmação de que Galactus (Ralph Ineson) vai invadir Nova York e perambular por ela tal qual um Kaiju, destruindo tudo e todos que estiverem pela frente. E o mais interessante é que o trailer traz uma porção de cenas dos civis olhando aterrorizados para cima, provavelmente mostrando o horror da invasão do Devorador de Mundos. A cena que mais chama atenção é a da garotinha que se solta dos pais para pegar seu bonequinho do Coisa e olha para o alto em total pavor. Essa invasão de Galactus tem tudo para ser uma dos momentos mais memoráveis de todo o Universo Cinematográfico Marvel.
O aclamado drama ‘Guerra Civil‘, que conquistou 81% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, já está disponível no streaming. A produção, que é um original da A24, teve sua estreia nesta sexta-feira (18) na Netflix.
A trama se passa em um futuro distópico, e segue um grupo de jornalistas que percorre os Estados Unidos durante um intenso conflito que envolve toda a nação.
Estrelado por Wagner Moura, Kirsten Dunst e Cailee Spaeny, o longa arrecadou US$ 126.1 milhões nas bilheterias mundiais, tornando-se a segunda maior arrecadação da história da A24 – atrás apenas do fenômeno ‘Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo‘ (US$143.4M).
Em um futuro não tão distante, quando uma guerra civil se instaura nos Estados Unidos, uma equipe pioneira de jornalistas de guerra viaja pelo país para registrar a dimensão e a situação de um cenário violento que tomou as ruas em uma rápida escalada, envolvendo toda a nação. No entanto, o trabalho de registro se transforma em uma guerra de sobrevivência quando eles também se tornam o alvo.
A série familiar vencedora do Emmy Awards, intitulada ‘Jane‘, está de volta e sua terceira temporada já está disponível na Apple TV+. Os novos episódios tiveram sua estreia nesta sexta-feira (18).
A série para crianças e famílias é inspirada no trabalho da primatóloga britânica mundialmente reconhecida Dra. Jane Goodall (Dama do Império Britânico), fundadora do Instituto Jane Goodall e Mensageira da Paz das Nações Unidas, que também faz uma participação especial na nova temporada.
Confira o trailer:
‘Jane‘ foi criada por J.J. Johnson (‘Dino Dana‘, ‘Endlings‘, ‘O Fantasma Escritor‘), também vencedor do Emmy.
Na trama, Ava Louise Murchison (‘Reacher‘) vive Jane Garcia, uma ambientalista em formação, de 9 anos de idade, em uma missão para salvar animais ameaçados de extinção. Usando sua poderosa imaginação, ela leva seus melhores amigos David, vivido por Mason Blomberg (‘Shameless‘), e Greybeard, o chimpanzé, a grandes aventuras para ajudar a proteger animais em todo o mundo. Ela é inspirada por sua heroínaJane Goodall e pela frase da Dra. sobre a vida selvagem: “Apenas se entendermos, vamos nos importar. Apenas se nos importarmos, ajudaremos. Se os ajudarmos, eles podem ser salvos”.
Um ano depois de fazer uma grandiosa estreia no cenário fonográfico, a princesa do popBritney Spears retornava com seu segundo álbum de estúdio: o lendário e elogiado ‘Oops!… I Did It Again’.
Após o tremendo sucesso comercial de ‘…Baby One More Time’, Spears percebeu que tinha todas as cartas no jogo na manga para dar vida a sua próxima obra – e, recheada de inúmeros sucessos, seu segundo compilado de originais surgiu. A obra contou com um grupo habilidoso de produtores, que incluiu os incríveis Max Martin, Rami Yacoub e Darkchild, gerando uma espetacular e envolvente narrativa pautada no pop, no dance-pop e nas incursões do funk e do R&B, além de eternizá-la como o principal símbolo do teen pop.
Com críticas bastante positivas por parte dos especialistas, ‘Oops!… I Did It Again’ fez um estrondo comercial ao vender impressionantes 1,3 milhões de cópias apenas em sua primeira (um recorde que se sustentaria até 2015, com o lançamento do álbum ’25’, de Adele) e conquistou uma indicação ao Grammy Awards.
Para celebrar seu vigésimo quinto aniversário, preparamos uma breve lista ranqueando suas melhores músicas.
Confira abaixo:
5. “LUCKY”
Spears, já engolfada pela indústria do entretenimento desde muito jovem, sempre fez questão de colocar em suas produções uma análise interessante sobre o que significa ser uma artista – ainda mais uma tão jovem quanto ela. No lírico conto de fadas “Lucky”, a performer esconde mensagens críticas por trás de uma narrativa muito comum ao show business – a de uma jovem que é engolfada pela fama e que, mesmo no centro dos holofotes, se sente sozinha e desamparada nos momentos de crise.
4. “DON’T GO KNOCKING ON MY DOOR”
Para além do espectro mercadológico, que visava eternizar ainda mais a imagem da performer em uma indústria em constantes mudanças, Spears emprestou seus vocais para hinos de autodescobrimento e de independência que apresentam aos ouvintes uma nova faceta de sua personalidade – como “Don’t Go Knockin’ on My Door”, um electro-dance vibrante em que a artista reencontra a confiança em si mesma após um trágico término (e que nutriu de um enorme potencial comercial desperdiçado).
3. “WHAT U SEE (IS WHAT YOU GET)”
Ao longo do álbum, inflexões sonoras diversas despontam como elementos que nos chamam a atenção – algo muito bom para uma carreira que estava apenas dando o passo inicial no complexo mundo fonográfico. E, ao mesmo tempo, temos produções mais pessoais que nos chamam a atenção. Criando um elo entre os dois atos que se dispõe na obra, temos a incrível rendição de “What U See (Is What U Get)”, uma investida upbeat que traz um arranjo instrumental impecável e versos marcantes como “esta sou eu; se você me quer, não se esqueça disso”.
2. “STRONGER”
Um ano depois de ter feito sua estreia no cenário fonográfico, Britney Spears estava pronta para dominar o mundo – e continuou trilhando um caminho de extremo sucesso com essa maravilhosa sequência que continua a inspirar inúmeros artistas ao redor do mundo. Dentro do incrível álbum, são várias as iterações que nos chamam a atenção, incluindo “Stronger”, uma das assinaturas de sua carreira. A canção é infundida em distorções envolventes e sedutoras que amalgama o synth-pop ao R&B, declarando uma emancipação que ficou marcada para as eras.
1. “OOPS!… I DID IT AGAIN”
Com ‘Oops!… I Did It Again’, inúmeros produtores uniram forças para dar vida à obra e, enquanto alguns poderiam esperar uma miscelânea profusa e problemática, o resultado beira a perfeição sonora e até mesmo ousada, que se ramifica para progressões e escolhas artísticas não muito comuns à época. Talvez a faixa que mais represente esse vanguardismo recém-nascido é a que empresta o nome ao título – uma amálgama alicerçada em pesados sintetizadores e no pináculo do dance-pop, cujos familiares temas ganham uma dimensão mais épica e memorável.
Um ano depois de ter feito história com ‘…Baby One More Time’, Britney Spears retornou aos holofotes com a estreia do antecipadíssimo ‘Oops!… I Did It Again’. Lançada em maio do ano 2000, a produção, composta por doze faixas na versão padrão comercializada na América do Norte, não apenas fez um estrondo nas paradas estadunidenses (debutando com o altíssimo número de 1.4 milhões de cópias, recorde que segurou durante uma década e meia), mas também caiu no gosto do público e da crítica que reconhecia um novo lado da já consagrada Princesa do pop. Apesar de se manter fiel à icônica identidade desfrutada com o disco anterior, Spears ousou explorar territórios desconhecidos que se afastavam das meras narrativas românticas e que abriam espaço para discussões iniciais sobre liberdade e empoderamento.
Assim como a obra de 1999, ‘Oops!… I Did It Again’ alcançou um sucesso mercadológico óbvio, principalmente pelo fato de a cantora retomar parceria com nomes como Max Martin, Per Magnusson e Rami Yacoub, por exemplo – um trio de habilidades bastante reconhecíveis. Além deles, inúmeros outros produtores uniram forças para dar vida à produção e, enquanto alguns poderiam esperar uma miscelânea profusa e problemática, o resultado beira a perfeição sonora e até mesmo ousada, que se ramifica para progressões e escolhas artísticas não muito comuns à época. Talvez a faixa que mais represente esse vanguardismo recém-nascido, que seria melhor fomentado em ‘In the Zone’ (2003), é a que empresta o nome ao título – uma amálgama alicerçada em pesados sintetizadores e no pináculo do dance-pop, cujos familiares temas ganham uma dimensão mais épica e memorável.
Ao longo do álbum, inflexões sonoras diversas despontam como elementos que nos chamam a atenção – algo muito bom para uma carreira que estava apenas dando o passo inicial no complexo mundo fonográfico. Na semi-balada “One Kiss from You”, que abusa das características do teen pop em uma narrativa romântica que beira o colegial, temos mergulhos em uma espécie de reggae desconstruído, cortesia de Steve Lunt; “Where Are You Now” é eternizado em uma pessoalidade tocante e apaixonante; “Don’t Let Me Be the Last to Know”, por sua vez, se beneficia da elegância de Robert John “Mutt” Lange e da presença pungente de Shania Twain na composição de versos que nos arremessam de volta para meados da década de 1990, rodeada de originalidades. E, criando um elo que une os dois atos do CD, temos a incrível rendição de “What U See (Is What U Get)”.
Em outro espectro, Spears empresta seus vocais para hinos de autodescobrimento e de independência que apresentam aos ouvintes uma nova faceta de sua personalidade – como “Don’t Go Knockin’ on My Door”, um electro-dance vibrante em que a artista reencontra a confiança em si mesma após um trágico término; “Stronger”, facilmente um dos grandes pontos altos do álbum, é infundido em distorções envolventes e sedutoras que fundem o synth-pop ao R&B, declarando uma emancipação que ficou marcada para as eras; e o lírico conto de fadas de “Lucky” esconde mensagens críticas por trás de uma narrativa muito comum ao show business – a de uma jovem que é engolfada pela fama e que, mesmo no centro dos holofotes, se sente sozinha e desamparada nos momentos de crise.
Como se não bastasse o êxtase das tracks supracitadas, Britney não nos deixa descansar nas pistas de dança e expande o microcosmos que arquitetou com tanta cautela – algo que abre uma camada ainda mais envolvente com as canções que concluem a jornada: “Can’t Make You Love Me”, uma subestimada ode ao Europop oitentista que merecia ter sido transformada em single promocional; a etérea construção em hip-hop“When Your Eyes Say It”, definindo um gênero que estaria muito mais em voga nos anos seguintes; e “Dear Diary”, resgatando o classicismo das fábulas encantadas de amor, cuja modesta produção é pincelada suavemente pelo piano e pelos violinos e fecha com chave de ouro o disco. Em meio a tantas joias, até mesmo deixamos de lado a esquecível regravação de “(I Can’t Get No) Satisfaction” – que não tem qualquer lugar dentro do enredo que Spears oferece aos fãs.
‘Oops!… I Did It Again’ faz algo extraordinário e consegue repetir os feitos da estreia espetacular de Britney Spears na música – quiçá os supera com magistral ovação. Beirando os quarenta e cinco minutos de energia sônica e pura segurança performática, o álbum estende aos dias de hoje todas as barreiras que quebrou com um legado incomparável e invejável.