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‘Branca de Neve’ DECEPCIONA ao arrecadar US$ 87.3 milhões em estreia GLOBAL

De acordo com o Deadline, o live-action da ‘Branca de Neve‘ arrecadou apenas US$ 87.3 milhões em sua estreia global – ficando abaixo das projeções recentes, que indicavam uma abertura acima de US$ 100 milhões.

Para termos de comparação com outros live-actions da Disney, o desempenho ficou 16% abaixo de ‘Cinderela‘, 19% abaixo de ‘Dumbo‘ e 33% abaixo de ‘A Pequena Sereia‘.

Nos EUA, o longa arrecadou US$ 43 milhões em seu primeiro final de semana. Internacionalmente, o filme acrescentou US$ 44.3 milhões através de 51 mercados.

O TOP 5 dos maiores mercados internacionais conta com o Reino Unido (US$5.1M), México (US$4.1M), Itália (US$4M), França (US$3M) e Espanha (US$2.6M).

Com 43% de aprovação dos críticos nos Rotten Tomatoes, a nova versão também não parece ter encantado os espectadores, recebendo uma nota B+ do público no CinemaScore – o que representa a pior avaliação para um remake live-action da Disney.

Vale lembrar que ‘Malévola‘, ‘A Bela e a Fera‘, ‘A Pequena Sereia‘, ‘Aladdin‘ e ‘O Rei Leão‘ conquistaram uma nota A no site avaliador, enquanto ‘Dumbo‘ e o recente ‘Mufasa: O Rei Leão‘ receberam uma nota A-.

Crítica | ‘Branca de Neve’ recaptura a magia da animação original através da fabulosa atuação de Rachel Zegler

branca de neve poster

10 curiosidades de ‘O Homem de Aço’, sucesso de Zack Snyder e Henry Cavill

Lançado em 2013, O Homem de Aço foi o filme responsável por dar início ao “SnyderVerso” da DC, que dividiu opiniões por trazer uma versão mais errante e arrependida do Superman, que agora sofrerá um reboot para seguir a visão de James Gunn e Peter Safran para os heróis da casa nos cinemas.

No entanto, mesmo com muitas polêmicas, o filme conseguiu conquistar uma base sólida de fãs, que o cultuam até hoje. Ainda assim, mais interessante que o próprio filme em si são as histórias de bastidores do longa. Por isso, selecionamos dez delas para você conhecer. Confira!

Sem preparo

A ideia original da Warner era ter o ator e diretor Ben Affleck no comando de O Homem de Aço. No entanto, Affleck recusou o emprego por não se considerar apto a dirigir um filme que precisasse tanto de grandes efeitos visuais. Posteriormente, ele comentou que nunca escolhe seus projetos baseado no orçamento ou na disposição do estúdio em investir em tecnologias visuais. Para ele, ainda inexperiente nesse segmento, a história era o mais importante. Assim, o estúdio foi atrás de Zack Snyder, que escalaria Ben Affleck para ser o Batman desse universo.

Provador

Zack Snyder revelou que, durante os testes para o papel de Clark Kent, a equipe de figurinistas conseguiu um dos trajes usados por Christopher Reeve no clássico imortal Superman, de 1978, para que Henry Cavill usasse.

A ideia era ver se ele se encaixava no padrão visual do herói, mesmo que o traje fosse substancialmente mais claro que o usado no filme. Henry conseguiu andar pelo set sem parecer ridículo, dando porte ao traje e vice-versa.

O resultado foi tão impressionante que eles se convenceram imediatamente de que ele era o ator certo para o papel, fazendo com que até mesmo o próprio Zack mudasse de ideia sobre seu ator ideal para dar vida ao novo Clark Kent das telonas.

Quase perdeu

Quando começou a procurar por seu “Superman perfeito”, Zack Snyder tinha um nome bem claro na cabeça: Joe Mangiello, que não passou no teste e depois foi chamado para viver o Exterminador. Além dele, nomes como Armie Hammer, Matt Bomer, Zac Efron e Matthew Goode estavam na lista do diretor. Porém, após vestir o traje, não teve como não escalar Henry Cavill, que já havia feito teste para o papel em Superman: O Retorno (2006). O mais curioso disso é que Henry quase perdeu o papel por não ter atendido às ligações do estúdio para contar que ele havia sido aprovado para viver o Superman. O motivo dele não ter atendido é que estava muito envolvido com o jogo World of Warcraft, que não tem como pausar.

O shape fala

Zack Snyder deixou claro que queria fazer cenas do Superman sem camisa, porque o uniforme era bem colado então precisava de momentos em que o público pudesse ver que eram músculos de verdade, não enchimento ou músculos de borracha. Henry Cavill comprou a ideia, mas fez algumas exigências, sendo a principal delas não apelar para anabolizantes ou retoques em seu corpo por meio de computação gráfica. Ele quis ficar forte de forma honesta, com pura regulamentação alimentar e exercícios físicos, para honrar a pureza do personagem e entregar uma aparência honesta para o público.

Peito peludo

Outro ponto que chamou atenção na época da divulgação do filme foi o peito peludo de Clark Kent. Numa época em que o padrão estético mundial tem aversão a pelos, Henry Cavill teve de argumentar com a produção para manter seus pelos corporais. Ele disse que queria quebrar esse paradigma de que corpos musculosos precisam ser lisos e depilados. Para concluir a argumentação, ele trouxe exemplares de A Morte do Superman, uma das sagas mais icônicas do herói nos quadrinhos, em que ele é retratado de forma humana, o que inclui o peito peludo.

Traje secundário

Falando no físico e no traje do herói, o uniforme do Superman no filme é justificado como sendo um tipo de pijama da sociedade de Krypton, sendo usado por todos eles abaixo de suas armaduras de defesa, ataque e proteção. No entanto, segundo o roteirista David S. Goyer, Clark adota esse “pijama” como seu traje para representar sua identidade de refugiado. Ele não se considera um guerreiro e claramente se colocaria em desvantagem defensiva contra seu próprio povo. É uma justificativa funcional para a piadinha do Super voar por aí de pijama e ainda legitima a roupa ser tão coladinha.

Reescalada

Se você acha que só o Ben Affleck que deixou de se envolver com esse filme e depois foi chamado para um papel maior, está profundamente enganado. Isso porque a primeira atriz escalada para interpretar a kryptoniana Faora foi uma tal de Gal Gadot. Só que, para a sorte dos fãs, Gal acabou engravidando e teve que abandonar o papel, obrigando Snyder a chamar a atriz alemã Antje Traue para vivê-la no filme. Anos mais tarde, Gal foi escalada novamente por Snyder, agora em um papel significantemente mais importante não só para esse universo, mas para a mitologia das histórias em quadrinhos em geral: a Mulher-Maravilha.

Resiliente

A atriz Amy Adams já virou meme em Hollywood por sofrer da “Maldição DiCaprio” de nunca ter ganho um Oscar, mesmo acumulando impressionantes seis indicações. No entanto, não é só com o Oscar que ela tenta exaustivamente conquistar. Ao longo de sua bela carreira, a atriz tentou o papel de Lois Lane três vezes. A primeira foi no projeto cancelado do diretor Brett Ratner, que tinha Brendan Fraser como favorito para viver o Superman. A segunda foi para Superman: O Retorno, em que ela também não foi escalada. Então, quando surgiu a oportunidade do terceiro teste, para O Homem de Aço, ela colocou na cabeça que era uma questão de honra conseguir o papel. E assim ela fez.

Forças Armadas

Valorizando as forças armadas norte-americanas, Zack Snyder chamou soldados do exército, marinha e aeronáutica de verdade para interpretarem os soldados que compõe as cenas militares, até mesmo os policiais de Smallville eram oficiais de verdade. Da mesma forma, os aviões, tanques e afins também eram equipamentos das forças armadas.

Mundo novo

A Krypton colapsada na sequência de abertura foi literalmente criada pela equipe do filme, com regras sociais, idioma, fauna e flora próprios e toda uma hierarquia social baseada em A República, de Platão. Para se ter uma ideia, a professora de antropologia e linguística da Universidade da Colúmbia Britânica, Christine Schreyer, para ajudar a criar do zero um idioma que refletisse a perdição da sociedade kryptoniana, que se colocou de forma egoísta acima do bem e do mal. Para isso, ela estabeleceu um idioma que colocasse o autor da fala sempre em destaque, de forma completamente arrogante. Também foi calculada uma geometria própria, em que toda a tecnologia do planeta era baseada em prata líquida flutuando sobre campos magnéticos. Foi um trabalho fantástico usado em pouco mais de 15 minutos de filme, o que mostra o compromisso da equipe em criar um mundo crível para dar uma base sólida ao Superman.

O Homem de Aço está disponível no MAX.

10 filmes que mostram atitudes inesperadas

Muitos conflitos que assistimos numa tela de cinema são provocados por ações surpreendentes que acabam sendo um ponto de saída para reflexões existenciais. A partir de determinada situação, somos convidados a buscar entender personagens e seus dilemas. Pensando nesse recorte, resolvemos criar uma lista com ótimos filmes que circulam esse tema:

 

The Program

Baseado em fatos reais, tendo como base o livro Seven Deadly Sins: My Pursuit of Lance Armstrong, do jornalista David Walsh, conhecemos a trajetória do ciclista Lance Armstrong (Ben Foster), um atleta que conseguiu o impossível, vencer o mais difícil torneio de ciclismo do mundo, o Tour de France, por nada mais nada menos que sete vezes consecutivas. Tratado como herói norte-americano, tendo que superar um inesperado câncer, o ex-campeão era praticamente um Deus em sua terra natal. Até que um dia, tudo que ele fez vai ralo abaixo quando é comprovado, e tardiamente confessado por Armstrong, que ele fez parte de um programa de dopagem.

 

Um Herói

Rahim (Amir Jadidi) é um homem de fala mansa, preso por não honrar uma dívida. Quando tem a oportunidade de sair da prisão por dois dias, faz de tudo para conseguir resolver sua situação com seu credor e enfim chegar à liberdade. Com o tempo passando e tentativas frustradas se amontando, ele recebe uma bolsa com algumas moedas de ouro, achada por uma namorada, e como isso não resolveria sua situação resolve devolver o dinheiro. Quando ficam sabendo do fato, um homem preso devolvendo um dinheiro que supostamente achou, ele logo recebe a atenção da mídia e vira um herói nacional até que boatos começam a acontecer.

 

Força Maior

Uma família sueca vai para uma estação de esqui para passar um período de férias. Tudo ia bem até que um dia, almoçando em um restaurante ao ar livre, uma avalanche inesperada surge, dando um grande susto. Na hora em que estava se aproximando o fenômeno natural, o pai pega suas luvas e celular e sai correndo, deixando o restante da família para trás. Agora, a partir desse ato, terá que viver as consequências que impulsionarão brigas e desconfianças com sua mulher.

 

Em Guerra por Amor

Na trama, ambientada no início da década de 40, conhecemos Arturo que está apaixonado pela filha do dono do restaurante onde trabalha. Sem ter muitos recursos, sendo imigrante em uma terra que está prestes a entrar com mais força na segunda grande guerra, consegue que o amor de sua vida, consiga viver feliz com ele caso o mesmo vá até a Sicília na Itália e peça a mão dela ao pai da jovem. Sem ter como custear a viagem, consegue se alistar no exército norte-americano. Assim, colocando a vida em risco, embarca em uma viagem de grandes descobertas.

 

De Sombra e Silêncio

A vida do veterinário Martin (Marian Mitas) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika (Jana Plodková) entra logo num embate com a sogra Dana (Milena Steinmasslová), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes.

 

A Hipnose

Na trama conhecemos os sócios e namorados Vera (Asta Kamma August) e André (Herbert Nordrum). Eles estão prestes a conseguir alavancar um importante investimento para o aplicativo que criaram, focado na saúde das mulheres. Em paralelo, buscando parar de fumar, Vera resolve ir até uma hipnoterapeuta, fato esse que mudará sua maneira de enxergar a bolha em que vive e também suas relação sociais, se tornando o estopim para situações em meio a uma viagem de negócios.

 

Adeus, Lênin!

Alex (Daniel Brühl) é um jovem morador da Alemanha Oriental e vive em um modesto apartamento junto de sua irmã e sua mãe. Essa última é uma influente mulher nos tempos de socialismo só que sofrera bastante no campo emocional, principalmente quando o marido a abandonara. Durante uma passeata a mãe sofre um ataque cardíaco e entra em coma. Em paralelo, o Muro de Berlim não existe mais e a crescente ocidentalização chega para o lado ex-oriental. Após 8 meses em coma, a mãe acorda milagrosamente e é dito pelo médico que ela não deve passar por grandes emoções. Alex então tem uma ideia mirabolante: esconder que o socialismo alemão acabou transformando o quarto da mãe em um museu de memórias sobre aquele tempo. Mas será que ele conseguirá mentir pra sempre?

 

O Sucessor

Na trama, conhecemos a história de Ellias (Marc-André Grondin), um homem que se vê em grande crescimento na carreira no mundo da moda em uma Paris atual. Após uma notícia surpreendente, ele precisa voltar pra casa, em Montreal, para ajeitar as questões referentes ao falecimento do pai com quem não tinha muito contato. Chegando lá, é surpreendido por uma série de descobertas macabras que mudam pra sempre sua trajetória.

 

Quando eu me Encontrar

Na trama, somos apresentados a uma curiosa história de uma jovem chamada Dayane que do dia pra noite resolve partir da vida que levava, abandonando mãe, irmã e o namorado de longa data. E exatamente esses três personagens e seus entendimentos sobre essa situação é quem viram os protagonistas. Assim, conhecemos Marluce, a mãe de Dayane, uma mãe esforçada, com dois empregos que está lutando contra a surpresa do abandono da filha. Mariana, é a irmã mais nova da jovem que sumiu, uma adolescente que passa a enfrentar algumas questões no colégio, no qual é bolsista. E por fim, Antonio, o apaixonado ex-namorado de Dayane que segue ladeira abaixo sem entender direito porque foi abandonado.

 

Charter

Alice (Ane Dahl Torp) é uma mulher que precisou se distanciar dos dois filhos, Elina (Tintin Poggats Sarri) e Vincent (Troy Lundkvist) por alguns meses esperando sair a decisão sobre a custódia das crianças. Mas certo dia, Vicent liga para mãe no meio da noite e isso faz com que ela volte correndo para o lugar onde seus filhos vivem e acaba sequestrando as crianças com destino às ilhas canárias. Mas o pai das crianças, o indecifrável Mattis (Sverrir Gudnason) não deixará barato e aciona a polícia em busca do paradeiro deles.

Revelados detalhes sobre os NOVOS personagens do reboot de ‘Buffy, a Caça-Vampiros’

Pouco depois do anúncio do reboot da clássica série de fantasia ‘Buffy, a Caça-Vampiros’, detalhes sobre os novos personagens da trama começaram a ganhar palanque nas redes sociais.

De acordo com o famoso insider Daniel Ritchtman, o foco da atração será uma adolescente chamada Nova, que será pupila de Buffy (Sarah Michelle Gellar). A listagem de elenco oficial afirma: “procura-se por adolescentes ou atores em seus vinte anos para todos os personagens jovens. Etnia aberta para todos os personagens”.

Veja detalhes:

Nova – Uma caçadora de vampiros do ensino médio, determinada e destemida, equilibrando a vida escolar com a matança. PROTAGONISTA

Abe – Pai de Nova, um dedicado fotojornalista (40-60 anos). PROTAGONISTA

Sr. Burke – O bibliotecário da escola que mais tarde se torna um vampiro (30-60 anos). PROTAGONISTA

Cole – O alfa do grupo, confiante e um líder natural. PROTAGONISTA

Hugo – Um nerd de uma família rica, tem uma queda por Nova, mas age de forma estranha quanto a isso. PROTAGONISTA

Gracie – A melhor amiga de Nova, fascinada por mitos e uma grande fã de Buffy. PROTAGONISTA

Mia – Uma estudante obcecada por mídias sociais que se envolve no caos sobrenatural. COADJUVANTE

Em uma recente entrevista à PEOPLE (via Yahoo!), Gellar, que também entra como produtora executiva, disse que está animada para retornar a esse universo fantástico – mas que o novo show trouxe uma onda de preocupações para ela.

“Eu gostaria que houvesse uma palavra melhor do que esmagadora. É comovente e emocionante e também incrivelmente estressante ao mesmo tempo”, ela revelou.

Gellar continua: “é esmagador, porque você tem que acertar. E acho que temos uma equipe lendária, de Chloé Zhao as Zucks [Nora e Lilla Zuckerman], até Gail Berman. E acho que as pessoas ficarão bastante impressionadas”.

Zhao, conhecida por seu trabalho no vencedor do Oscar ‘Nomadland’ e na adaptação ‘Eternos’, será responsável pela direção do episódio piloto.

Nora e Lilla, por sua vez, ficam responsáveis pelo roteiro.

A 20th Television e a Searchlight TV são os estúdios por trás da nova versão.

Vale lembrar que a série original está disponível no Disney+.

Crítica | Willa Fitzgerald entrega a MELHOR performance da carreira no suspense ‘Desconhecidos’

desconhecidos

JT Mollner começou sua carreira no cenário de longas-metragens com o pouco conhecido filme de faroeste ‘Outlaws and Angels’, que chegou aos cinemas em 2016. Porém, não seria até oito anos depois que Mollner chamaria a atenção do público e da crítica com um ambicioso projeto de intitulado Desconhecidos – um poderoso suspense que nos intriga desde sua concepção até o momento em que os créditos de encerramento aparecem nas telas.

Ficando responsável pela direção e pelo roteiro, Mollner arquiteta uma narrativa não-cronológica que é montada com irretocável perfeição e que, por seu caráter propositalmente anacrônico, permite que uma simples narrativa de sobrevivência se transforme em um thriller recheado de reviravoltas e com personagens arquetípicos que se beneficiam de um elenco estelar. A trama é centrada em uma jovem que apenas conhecemos pelo nome de a Dama (Willa Fitzgerald), cuja primeira sequência a coloca em fuga de um perigoso homem armado, o Demônio (Kyle Gallner), que adota medidas drásticas para capturá-la. Nós não sabemos o que, de fato, está acontecendo – mas rezamos para que a Dama não seja pega pelo suposto antagonista.

Como mencionado, não há uma linha temporal a ser seguida – e esse é o aspecto técnico e criativo de maior sucesso da produção. Afinal, o modo como o enredo é apresentado nos faz acredita que o personagem interpretado por Gallner é o vilão e a protagonista encarnada por Fitzgerald é vítima de trágicas circunstâncias, ainda mais considerando a forma como ambos são apresentados: o Demônio, envolto em um ímpeto furioso, se dopa com cocaína à medida que dirige sem controle por uma estrada deserta, enquanto a Dama, permeada com profundas cicatrizes, faz o possível para continuar correndo. Entretanto, conforme somos apresentados aos outros capítulos da história, percebemos que nem tudo é o que parece ser – e que as ilusões construídas por Mollner são logo estilhaçadas em mil pedaços.

Ambos os personagens se conheceram por acaso e resolveram ir até um motel na região rural de Oregon para transarem. Assim que chegam lá, a Dama mostra uma predileção por jogos sexuais de roleplay que envolvem sadomasoquismo, deixando se perder em meio à falta de controle até revelar suas verdadeiras intenções. Ela é, na verdade, uma psicótica serial killer conhecida como Dama Elétrica – e utiliza a natureza promíscua e previsível de seus alvos para coletar mais e mais vítimas. Após sedá-lo com uma forte dose de cetamina, ela tenta matá-lo, mas é surpreendida com um suspiro de defesa que a compele a fugir, sendo caçada pelo Demônio em um arco de gato e rato que deixa um rastro de sangue por onde passam – e que culmina com uma inesperada e anticlimática conclusão que reflete a efemeridade da própria existência.

Homem com espingarda em floresta, camisa xadrez vermelha.

Mollner sabe de que forma remodelar uma trama que não tem qualquer indício de originalidade, transmutando-a em uma instigante e caótica jornada que passa em um piscar de olhos através de sólidos 96 minutos – e não é apenas no modo como comanda as câmeras, como também nas incursões imagéticas que deixam bem claro o tom da obra. Aliando-se à enclausurante fotografia de Giovanni Ribisi, cujo escopo épico é reduzido a fim de dar destaque às relações entre as personagens, o cineasta demonstra uma preferência pelo “constante perigo”, traduzido pelo uso excessivo de tons vermelhos em todas as cenas – seja nas luzes neon, na peruca da Dama ou até mesmo na picape do Demônio. Ademais, a cíclica base de que se dispõe é funcional para garantir um aproveitamento completo por parte dos espectadores, mesmo nos momentos mais verborrágicos.

Gallner está fabuloso como o Demônio, divertindo-se em um papel que não exige muitas falas e permite que ele brinque com uma variedade de expressões que varia do medo ao ódio, da desesperança à subserviência mandatória. Porém, é Fitzgerald quem rouba todos os holofotes – e aqui incluo sua aplaudível química ao lado do co-protagonista: conhecida por seu trabalho em ‘Scream’ e em ‘A Queda da Casa de Usher’, a atriz demonstra um comprometimento arrepiante ao se entregar de corpo e alma à melhor performance da carreira, trazendo todos os traços de calculismo e frieza a uma mixórdia reverberante de falsas emoções para conseguir o que deseja (quando, na verdade, não se importa com ninguém além de si mesma e de seus desejos condenáveis). E, como a cereja do bolo, temos a presença de Barbara Hershey e de Ed Begley Jr. como um casal de hippies que infelizmente cruza caminho com a Dama.

Desconhecidos poderia ser apenas mais um thriller descartável, mas supera todas as expectativas ao se sagrar uma das melhores produções do gênero este ano – não só pelo modo como rearranja clichês do gênero em uma pseudo pré-disposição de elementos, como por se aproveitar de irretocáveis e inebriantes atuações para alcançar um sucesso bem-vindo e memorável.

Dica da Semana | Conheça ‘Vulgo Grace’, aclamada minissérie baseada no romance de Margaret Atwood

Dramas históricos são sempre passíveis de adoração e, na maioria dos casos, configuram-se como um dos gêneros preferidos do público aficionado por séries e filmes. Nos últimos anos, esse tipo de narrativa ganhou uma popularidade imensa e tal aceitação não-premeditada permitiu que a televisão contemporânea ganhasse pérolas como Downton Abbey’, ambientada no começo do século XX, Penny Dreadful’, recriando uma Londres sobrenatural do final do século XIX, e The Crown’, uma joia a ser apreciada com a maior cautela, recontando o conturbado reinado da Rainha Elizabeth II.

De todos os elementos ovacionáveis dentro das tramas supracitadas, a recriação verossímil da atmosfera condizente com a época é um dos mais perceptíveis por parte dos fãs. E, seguindo o alto padrão de shows similares, Vulgo Grace’ (‘Alias Grace’) encontra um espaço no coração desse público ao surpreender e atingir as expectativas esperadas, principalmente em se tratando de um romance assinado por Margaret Atwood (autora do grande sucesso literário e televisivo The Handmaid’s Tale’). Em contrapartida de sua obra mais famosa, a qual é centrada num futuro distópico e teocêntrico, a série em questão é ambientada no conflituoso período canadense em que o território era “invadido” constantemente por imigrantes irlandeses e escoceses – mais precisamente em meados do século XIX. A trama principal gira em torno da personagem-título Grace Marks (Sarah Gadon), cujo nome pode ser encarado como uma ironia (grace significa graça, no inglês), visto que sua vida foi marcada por uma constante tempestade de tragédias.

Logo no primeiro capítulo, perscrutado por uma montagem não-linear que nos relembra das transgressões narrativas da vanguarda surrealista no começo do século passado, descobrimos que a jovem garota foi acusada de assassinar seus patrões, aliciando-se ao faz-tudo James McDermott (Kerr Logan) para concretizar seu plano demoníaco. Entretanto, diferentemente de seu parceiro, que foi condenado à forca, Grace permaneceu quase intocada por forças maiores, sendo respaldada por inúmeros nomes e classes sociais de respeito, as quais declaravam repetitivamente que ela apenas funcionou como um pião influenciável nos planos arquitetados pelo conturbado homem.

Isso já nos leva a perceber um padrão de incompreensão por parte da personalidade da protagonista – e ela faz questão de nos lembrar disso numa constância interessante, em um voz over tão enigmático quanto suas próprias palavras. Ela é tachada de louca, ignorante, assassina, amante, prostituta, ingênua e inúmeros outros adjetivos que a transformam em uma construção social muito superficial para a profundidade psicológica que carrega – e, como se não bastasse, os diálogos são marcados por uma poética própria da mitologia nórdica (uma mistura equilibrada de cores e substantivos comuns que entram como metáforas para a vida cotidiana).

Grace não compreende a si mesma. E não poderia, visto que sua pouca experiência em vida foi marcada, como supracitado, por eventos desafortunados que começaram quando era apenas uma adolescente. Durante suas sessões com o psicólogo Simon Jordan (Edward Holcroft), ela discorre sobre sua infância, seus momentos mortais numa embarcação ao estilo navio negreiro da Irlanda para a América, e como ela sobreviveu à perda de entes muito queridos. As sequências ambientadas no navio não são apenas cruas em essência, mas são dotadas de uma sensorialidade inebriante que nos impede de tirar os olhos da tela, mesmo com a explicitação própria das obras de Atwood: a mudança de planos mais fechados para mais abertos contribui para o sentimento enervante que se apossa dos personagens, os quais passaram oito semanas em condições degradantes para conseguir realizar um sonho há muito querido.

As coisas não melhoram muito quando chegam ao destino: a mãe de Grace morre durante a viagem, e o infame pai é o típico macho-alfa de um família extremamente tradicional que usa e abusa de seu título patriarcal para submeter as mulheres da família a um patamar inferiorizado. Claro que isso é típico da sociedade da época, cujo semblante é estampado com alguns toques contemporâneos justamente para propor uma discussão mais aprofundada; logo, não é nenhuma surpresa que a garota saia de casa na primeira oportunidade, ainda que tenha que deixar seus quatro irmãos para trás como forma de começar uma nova vida – e é nesse exato momento que uma tour de force bem delineada começa a dar às caras.

Ao longo da narrativa, Grace acaba por encontrar inúmeros arquétipos da jornada do herói. A figura do guardião emerge na breve aparição de Rebecca Liddiard como Mary Whitney, empregada da família Parkinson que imediatamente consegue cativar o público. Sua personalidade rebelde e revolucionária – que conversa com os crescentes movimentos sociais do Canadá na época – é um dos principais fatores que consegue impactar na quietude serena e quase assustadora de Grace. Inclusive, a química entre Liddiard e Gadon é de uma pureza envolvente e que nos leva a imaginar se alguma centelha de amor pode surgir entre as duas. Entretanto, os laços entre elas se tornam mais fortes à medida em que os meses passam, tornando-se melhores amigas, confidentes e, eventualmente, invertendo os papéis quando essa guardiã e protetora encontra uma trágica ruína, decorrente até mesmo de sua condição como subordinada.

É inegável dizer que a protagonista passou por inúmeras perdas – e, no momento em que perde sua amiga para um ato de autossalvação, ela desenvolve alguns transtornos psíquicos que são justificados por uma fé avassaladora. Afinal, Grace vem de uma criação religiosa que não apenas resgata elementos católicos, mas estende sua abertura para a mitologia céltica (principalmente escocesa) para lhe dar um pouco de conforto. Tal ideal parte da premissa de que a intangibilidade da fé é um dos motivos que reafirmam a lucidez humana – entrando em conflito com si mesma pelo tratamento que recebe dentro da série.

O escape cômico emerge no convidativo e misterioso rosto de Jeremiah Pontelli (Zachary Levi), um místico vendedor ambulante que utiliza de sua “formação cigana” para proteger aqueles de que gosta e lhes fornecer um pouco de clareza para o futuro. Em seu primeiro encontro com Grace, o charmoso rapaz lê a sua mão e diz basicamente que “depois da tempestade, vem a calmaria”. E, bom, ele não poderia estar mais correto, levando em consideração que as reviravoltas em sua vida atingiram ápices tenebrosos antes de finalmente encontrar a merecida paz em um arco de “redenção obrigatória” do qual ela não deveria ter participado para início de conversa.

Os eventos que se sucedem em Vulgo Grace’ são imprescindíveis para uma mudança radical no rumo da história – e aqui, a concepção narrativa e imagética é de uma controvérsia gigantesca ao trazer elementos bíblicos para a tela. Em determinado momento após a morte de Mary, Grace é convidada pela aparentemente gentil e maternal Nancy Montgomery (Anna Paquin), governanta de Thomas Kinnear (Paul Gross), a qual a convida para ajudá-la nos serviços domésticos. É inegável dizer que a paz no rosto de Nancy é extremamente convidativo – suas roupas e até mesmo a paleta de cores que a envolve é adornada com cores leves, como rosa-claro e azul-bebê, transformando-a em um pedaço do paraíso que anda no mundo dos vivos. A metáfora para o evangelho católico vem justamente aí: por trás de uma máscara de gentileza, se esconde a real serpente – e a governanta não mede esforços para demonstrar seu arrependimento em contratar Grace para ajudá-la.

Afinal, Nancy e Thomas têm um caso, e a personalidade ciumenta da mulher é algo desprezível e que não nos causa nada além de asco. E seus distúrbios são expressados na forma de tarefas degradantes da jovem garota, a qual, em determinada sequência, deixa seus sentimentos internalizados explodirem para uma das poucas cenas de embate entre posições sociais. E as coisas ficam ainda mais angustiantes quando sua atitude muda para uma docilidade medonhamente comovente.

A série em momento algum é panfletária; ela analisa a ascensão e a queda de uma mulher – seguindo os passos de Jackie’, cinebiografia sobre Jacqueline Kennedy lançada em 2016 -, com uma identidade imagética que preza pelo todo e pelo particular. Em outras palavras, o enquadramento das cenas dialoga paralelamente ao sentimento que deseja passar – a grandiloquência e a majestuosidade dos governantes e famílias abastadas é retificada com planos gerais e simétricos que revelam estabilidade financeira, enquanto momentos mais íntimos prezam pelo close, com enfoque no brilho e no misticismo dos olhos. E isso não apenas serve para a conexão do público com personagens tão bem criados, mas também de forma condescendente de retratação da personagem encarnada por Gadon – a qual vimos em uma interessante performance em A Nona Vida de Louis Drax’, mas que se afasta completamente de sua zona de conforto aqui. Sua caracterização é misteriosa, indecifrável e oblíqua, com certos trejeitos adoráveis como o franzir da testa.

É claro que o show não abriria mão de uma saída sobrenatural – e ela vem no final da temporada. Já digo que a conclusão não será engolida por todos do público, mas é até compreensível de considerarmos duas coisas principais: primeiro, a questão espiritual sempre esteve em pauta dentre as damas mais ricas da sociedade, buscando proveito nas sessões religiosas que realizavam em suas próprias casas para encontrar clareza; segundo, a “encarnação” do espírito de Mary, responsável por levar Grace a cometer tais atrocidades, se inclina para os crescentes estudos de dupla personalidade da época, predecessoras para a metapsicologia do início do século XX.

‘Vulgo Grace’ é um grande acerto da Netflix e merecia mais atenção do que tem, principalmente às vésperas de seu quinto aniversário – e sua narrativa não apenas dá uma perspectiva original e interessante para os dramas de época, como reafirma o império literário e televisivo de Margaret Atwood, uma das melhores autoras de sua geração e que ficará marcada definitivamente na história.

St. Vincent lançará música ORIGINAL para a comédia sombria ‘Morte de um Unicórnio’

Através das redes sociais, a icônica musicista vencedora do Grammy St. Vincent revelou que lançará uma música inédita para a comédia sombria ‘Morte de um Unicórnio’ (‘Death of a Unicorn’).

Intitulada “DOA”, a canção tem estreia agendada para o próximo dia 28 de março.

Ouça uma prévia:

O filme, estrelado por Paul Rudd (‘Homem-Formiga’) e Jenna Ortega (‘Wandinha’), chega aos cinemas também em 28 de março.

Na trama, um pai e uma filha acidentalmente atropelam e matam um unicórnio enquanto viajam para um retiro de final de semana, onde seu chefe bilionário busca explorar as milagrosas propriedades curativas da criatura.

death of a unicorn

Com produção de Ari Aster (‘Hereditário’), o longa é escrito e dirigido por Alex Scharfman.

O mestre John Carpenter (‘O Enigma de Outro Mundo’) fica responsável pela trilha sonora ao lado de Cody CarpenterDaniel Davies.

O elenco ainda contará com Téa LeoniWill PoulterAnthony CarriganSunita ManiJessica HynesStephen Park.

Confira o cartaz INÉDITO da aventura fantástica ‘The Legend of Ochi’

the legend of ochi

A24 divulgou um cartaz inédito de The Legend of Ochi, seu mais novo filme de fantasia e de aventura.

O longa-metragem chega aos cinemas dos EUA em 25 de abril, ainda sem confirmação de estreia no Brasil.

Confira:

Isaiah Saxon faz sua estreia diretorial com o projeto, além de assinar o roteiro.

Em uma remota vila do norte, uma jovem chamada Yuri é criada para nunca sair de casa depois de escurecer, temendo as reclusas criaturas da floresta conhecidas como Ochi. Quando um bebê Ochi é deixado para trás por sua matilha, ela embarca na aventura de sua vida para reuni-lo com sua família.

Helena ZengelFinn WolfhardEmily WatsonWillem Dafoe estrelam.

Novo filme de Sofia Carson estreia ESTA SEMANA na Netflix!

A vindoura comédia dramática estrelada por Sofia Carson, intitulada ‘A Lista da Minha Vida‘, chega esta semana ao catálogo da Netflix.

A produção estreia na plataforma de streaming neste próximo dia 28 de março.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

A pedido da mãe falecida (Connie Britton), uma jovem (Carson) embarca em uma viagem de autodescoberta para realizar uma lista de desejos que escreveu na adolescência. Nessa jornada complexa de amadurecimento, ela precisará enfrentar o luto e encontrar a coragem para voltar a curtir a vida.

Dirigido por Adam Brooks (‘Três Vezes Amor’), o longa é baseado no romance A Lista de Brett, escrito por Lori Nelson Spielman.

O elenco ainda conta com Kyle Allen, Sebastian De Souza, José Zúñiga, Jordi Mollà e Dario Ladani Sanchez.

‘The Electric State’: Vídeo nos leva aos BASTIDORES do novo sci-fi dos Irmãos Russo; Confira!

Três pessoas em cena misteriosa e escura.

The Electric State‘, sci-fi comandado pelos irmãos Anthony e Joe Russo (‘Vingadores: Ultimato’), já está disponível no catálogo da Netflix e, agora, foi divulgado um vídeo promocional inédito nos levando aos bastidores da atração.

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Millie Bobby Brown (‘Stranger Things’), Chris Pratt (‘Guardiões da Galáxia’) e Ke Huy Quan (‘Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo’) estrelam a produção.

A trama é ambientada em um futuro alternativo onde humanos e robôs vivem juntos em harmonia relativa – e uma jovem adolescente (Brown) percebe que seu novo amigo robô, na verdade, foi mandado até ela por seu irmão desaparecido. Os dois, então, partem em uma missão para encontrá-lo, descobrindo uma gigantesca conspiração no caminho.

O elenco também é formado por Stanley Tucci, Jason Alexander, Brian Cox, Jenny Slate, Giancarlo Esposito, Anthony Mackie e Billy Bob Thornton.

Christopher MarkusStephen McFeely (‘Vingadores: Ultimato’) assinam o roteiro.

Gal Gadot é destaque no clipe INÉDITO do live-action de ‘Branca de Neve’

remake em live-action de Branca de Neve’ já chegou aos cinemas de todo o mundo e, para promover o longa, foi divulgado um clipe inédito

Confira:

O filme dividiu tanto o público quanto a crítica, recebendo uma nota B+ no CinemaScore e amargando 48% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Crítica | ‘Branca de Neve’ recaptura a magia da animação original através da fabulosa atuação de Rachel Zegler

A adaptação live-action gerou uma série de controvérsias e divisões antes mesmo de seu lançamento, tornando-se alvo de críticas e discussões amplas. Em contraste com outras grandes produções da Disney, que tradicionalmente fazem estreias grandiosas com tapetes vermelhos, ‘Branca de Neve optou por um evento mais modesto, com uma simples exibição do filme e uma pequena festa antes da estreia.

O motivo dessa escolha foi explicado por Martin Klebba, que interpreta o anão Zangado na produção. Segundo ele, a Disney decidiu evitar grandes entrevistas e eventos em resposta às diversas polêmicas que envolvem o filme, a fim de não desviar o foco da mensagem central da história. A ideia era garantir que os assuntos relacionados ao elenco não obscurecessem o significado do longa-metragem.

Entre as principais fontes de controvérsia está a protagonista Rachel Zegler, escalada para o papel de Branca de Neve. A atriz, que foi escolhida para interpretar a famosa princesa em 2021, foi responsável por algumas declarações polêmicas que geraram bastante repercussão.

Em várias ocasiões, Zegler criticou a versão original da história, considerando-a antiquada. Ela também apontou que a figura do príncipe, que na animação clássica salva Branca de Neve, estava equivocada, alegando que o príncipe a “perseguia” e que a protagonista precisava de mais independência. Em sua visão, a nova versão da personagem seria mais empoderada, um modelo de liderança que não depende de ser salva por um cavaleiro.

Essas declarações não caíram bem entre muitos fãs da história original, e a adaptação acabou sendo alvo dos chamados “antiwokes”, que consideram essas mudanças “progressistas” como uma ameaça à preservação de histórias clássicas.

A Disney, conhecida por inserir mais diversidade em suas produções nos últimos anos, se tornou um alvo frequente desses críticos. O movimento contra a “inclusão forçada” e as alterações nos personagens tradicionais acabaram gerando uma polarização significativa, especialmente após a reeleição de Donald Trump, quando a Disney anunciou uma diminuição nas suas iniciativas de diversidade.

Além disso, outro ponto sensível foi a escalação dos anões, que causou desconforto no ator Peter Dinklage. Famoso por seu papel em Game of Thrones, Dinklage criticou publicamente a ideia de mostrar personagens com nanismo vivendo em uma caverna, uma representação considerada estereotipada por ele.

A Disney respondeu dizendo que a intenção era evitar estereótipos e, por isso, os personagens seriam descritos como “criaturas mágicas” e não mais como anões. A resposta da Disney, no entanto, não conseguiu apaziguar os ânimos, e a polêmica sobre o uso de computação gráfica para substituir anões por efeitos digitais só agravou a situação.

As tensões também aumentaram devido às diferenças políticas entre as duas atrizes principais. Rachel Zegler, ao compartilhar sua opinião sobre o primeiro trailer do filme, fez declarações públicas em apoio ao estado da Palestina, um assunto que gerou debates acalorados, especialmente no clima político dos Estados Unidos. Por outro lado, Gal Gadot, que interpreta a vilã do filme, expressou apoio às ações militares de Israel, o que gerou críticas por parte de muitos internautas. A disparidade de opiniões entre as duas atrizes gerou um cenário de polarização, levando até a sugestões de boicote ao filme nas redes sociais.

A situação se complicou ainda mais quando Zegler, após a reeleição de Trump, fez declarações contra seus eleitores, dizendo que gostaria que eles “nunca conhecessem a paz”. No entanto, a atriz se desculpou pouco depois, admitindo que suas palavras haviam sido impensadas e impulsivas, um momento no qual “deixou as emoções tomarem conta”.

Apesar de toda a controvérsia que rodeia ‘Branca de Neve , as primeiras reações ao filme não parecem ter sido drasticamente impactadas pelas polêmicas. As críticas profissionais, até agora, têm sido positivas, com destaque para a performance de Rachel Zegler no papel de Branca de Neve. O filme, mesmo enfrentando uma série de desafios relacionados ao seu elenco e às discussões políticas, parece manter o potencial de atrair um público interessado na reinterpretação dessa história clássica com uma abordagem moderna e mais inclusiva.

branca de neve poster

Rami Malek busca JUSTIÇA no novo teaser de ‘Operação Vingança’; Confira!

operação vingança

20th Century Studios divulgou um teaser inédifo de Operação Vingançathriller de espionagem estrelado pelo vencedor do Oscar Rami Malek.

A estreia está marcada para o dia 11 de abril de 2025.

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Dirigido por James Hawes, o filme é baseado no romance homônimo de Robert Littell, com o roteiro escrito por Ken Nolan e Gary Spinelli.

Charlie Heller (Malek) é um brilhante, mas totalmente introvertido, decodificador da CIA que trabalha em um escritório no porão da sede em Langley e tem sua vida virada de cabeça para baixo quando sua esposa é assassinada em um ataque terrorista em Londres. Quando seus supervisores se recusam a tomar providências, ele decide resolver o problema com suas próprias mãos, embarcando em uma perigosa jornada pelo mundo para encontrar os responsáveis. Sua inteligência se torna sua arma mais poderosa para despistar seus perseguidores e conseguir sua vingança.

No elenco, além de Malek, estão Adrian Martinez, Holt McCallany e Julianne Nicholson.

rami malek

‘The Handmaid’s Tale’: Elisabeth Moss é destaque no cartaz inédito da 6ª e ÚLTIMA temporada; Assista!

Hulu divulgou o cartaz oficial da 6ª e última temporada de ‘The Handmaid’s Tale‘, elogiada série distópica estrelada por Elisabeth Moss..

O ciclo de encerramento tem estreia agendada para o dia 08 de abril no Disney+.

Confira, junto ao trailer:

A série retornará com três episódios de uma única vez, com os demais capítulos sendo lançados semanalmente no streaming, com o episódio final chegando em 27 de maio.

Lembrando que, na nova temporada, June (Elisabeth Moss) enfrenta as consequências pela morte de Waterford, enquanto luta para redefinir sua identidade e propósito, buscando vingança por todo o mal que Gilead lhe causou.

A chegada da 6ª e última temporada ocorre após um hiato de mais de dois anos. A 5ª temporada fora lançada em setembro de 2022, com seus dois primeiros episódios estreando no Festival de Toronto.

O ciclo em questão começou com June Osborne (Moss) em oposição à Serena Joy Waterford (Yvonne Strahovski), com ambas vivendo momentos bem distintos em suas vidas. A temporada então se encerra com a mesma expressão entre as duas, quando elas inesperadamente se encontraram em um trem de refugiados de Gilead a caminho de  Vancouver e, eventualmente, Havaí.

Agora, a série retorna com June e Serena Joy em lados opostos desse tabuleiro de xadrez. Enquanto a mocinha se reúne com o marido Luke (O-T Fagbenle) e o amante Nick (Max Minghella) para planejar o fim de Gilead e de seu perverso governo, Serena Joy parece confusa em relação ao que está por vir.

OT Fagbenle, Samira Wiley, Madeline Brewer, Amanda Brugel e Sam Jaeger completam o elenco da produção. Alexis Bledel deixou a série após quatro temporadas.

‘My Hero Academia’: 8ª e ÚLTIMA temporada do anime ganha trailer e previsão de estreia; Confira!

Foi divulgado o trailer oficial da 8ª e última temporada do popular animeMy Hero Academia‘.

O novo ciclo tem estreia prevista para outubro deste ano, ainda sem dia divulgado. No Brasil, a produção está disponível na Netflix.

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O anime é supervisionado pela Crunchyroll.

Izuku sonhou em ser um herói durante toda a sua vida – um objetivo elevado para qualquer um, mas especialmente desafiador para uma criança sem superpoderes. É isso mesmo, em um mundo onde oitenta por cento da população tem algum tipo de “peculiaridade” superpoderosa, Izuku teve o azar de nascer completamente normal. Mas isso não é suficiente para impedi-lo de se matricular em uma das academias de heróis mais prestigiadas do mundo.

Daiki Yamashita, Nobuhiko Okamoto, Ayane Sakura e outros fazem parte do elenco de dublagem.

Nicole Kidman investiga mistério SINISTRO no trailer dublado de ‘Holland’, novo SUSPENSE do Prime Video

O Prime Video Brasil divulgou o trailer oficial e dublado de ‘Holland‘, novo suspense estrelado pela Nicole Kidman (‘Babygirl’).

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A produção será lançada no serviço de streaming no dia 27 de março.

Mimi Cave, do aclamado suspense ‘Fresh‘, é responsável pela direção.

Na trama, a vida perfeita de Nancy (Kidman) na pitoresca cidade de Holland, em Michigan, desmorona quando ela e uma amiga descobrem um segredo distorcido.

O elenco ainda conta com Gael García Bernal, Jude Hill, Matthew Macfadyen, Rachel SennottLennon ParhamIsaac Krasner e Jeff Pope.

O roteiro, assinado por Andrew Sodroski, figurou na infame Black List – lista anual com os melhores roteiros não produzidos de Hollywood –, de 2013.

SUSPENSE com Nicole Kidman chega esta semana ao Prime Video!

Holland‘, suspense estrelado pela Nicole Kidman (‘Babygirl’), chega esta semana ao catálogo do Prime Video.

O longa-metragem estreia na plataforma de streaming no próximo dia 27 de março.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Mimi Cave, do aclamado suspense ‘Fresh‘, é responsável pela direção.

Na trama, a vida perfeita de Nancy (Kidman) na pitoresca cidade de Holland, em Michigan, desmorona quando ela e uma amiga descobrem um segredo distorcido.

O elenco ainda conta com Gael García Bernal, Jude Hill, Matthew Macfadyen, Rachel SennottLennon ParhamIsaac Krasner e Jeff Pope.

O roteiro, assinado por Andrew Sodroski, figurou na infame Black List – lista anual com os melhores roteiros não produzidos de Hollywood –, de 2013.

10 filmaços de ARREPIAR!

Tem filmes que conseguem nos prender na cadeira do início ao fim. Com narrativas empolgantes, algumas obras custam a sair de nossas memórias seja por conta de reviravoltas inesperadas ou mesmo a força de uma história. Pensando em alguns desses projetos, separamos abaixo uma maravilhosa lista com sugestões para você conferir:

 

Incêndios

Na trama, conhecemos os irmãos gêmeos Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon (Maxim Gaudette) que chegam para a leitura do testamento que a mãe lhes deixou. Após serem surpreendidos com a possibilidade nada remota do pai estar vivo e a descoberta que eles tem um irmão, primeiro Jeanne e depois Simon embarcam para o Oriente Médio para descobrir as verdades escondidas de sua própria família tendo como epicentro a quase inacreditável história da mãe deles, Nawal (Lubna Azabal).

 

Relatos Selvagens

Na trama, acompanhamos pessoas em situações de desequilíbrios emocionais. Um homem perturbado reúne desafetos em um avião com desenrolares inimagináveis; uma garçonete enxerga uma oportunidade quando seu destino se cruza novamente com um agiota inescrupuloso e arrogante que destruiu sua família; uma briga de trânsito toma enormes proporções em uma estrada isolada; um engenheiro, perito em demolição e dominado pelo estresse do cotidiano, vai até as últimas consequências com o Detran argentino; um empresário ricaço precisa lidar com as consequências de um ato trágico feito pelo filho; uma mulher descobre que foi traída em meio a comemoração de sua união.

 

Nove Rainhas

Juan e Marcos, dois vigaristas que se encontraram por acaso numa loja, resolvem unir forças para um golpe bastante lucrativo. Com as cartas sempre escondidas, e com a desconfiança rolando solta, nunca sabemos onde está a verdade. Até o final. Brilhante roteiro cheio de reviravoltas.

 

Whiplash – Em Busca da Perfeição

O músico Andrew (Miles Teller) é um jovem talentoso que estuda na escola de música mais prestigiada dos Estados Unidos. O protagonista é um prodígio da bateria e não pensa em outra coisa a não ser estudar e aperfeiçoar todos seus movimentos. Certo dia, durante uma seleção surpresa para a principal banda de Jazz da escola em que estuda, Andrew é recrutado pelo temido professor Fletcher (J.K. Simmons) e assim começa uma trajetória de dor, sofrimento, dedicação, esforço e amor pela música.

 

Propriedade

Na trama, conhecemos Tereza, uma mulher de família rica (Malu Galli) que no passado fora vítima de um assalto que acabou na morte do assaltante, fato que a deixou traumatizada. O tempo passa e junto ao seu marido resolvem fazer uma viagem para a fazenda da família no interior. Só que chegando no lugar, os trabalhadores que prestam serviços lá, liderados por Dona Antônia (Zuleika Ferreira), se revoltam por uma série de situações e tomam o lugar. Tereza consegue se trancar no seu carro mas sem ter a chance de fugir. Assim, começa um jogo psicológico onde a não comunicação se torna um elemento importante para refletirmos sobre o que assistimos até o último segundo de projeção.

 

Amores Expressos

A trama nos joga em um par de momentos. Primeiro um jovem policial de pouco mais de 20 anos, à beira do desespero com um término recente adquirindo inclusive hábitos estranhos envolto na sua loucura obsessiva que tem seu destino cruzado em um bar onde conhece uma criminosa que se mete em uma enrascadas após ser passada para trás. Num segundo momento, conhecemos um outro policial que fora abandonado por uma aeromoça, um amor relâmpago visto de formas diferentes pelos dois, que acaba tendo seu caminho impactado por uma jovem que trabalha em um pequeno restaurante.

 

O Segredo dos Seus Olhos

Na trama, acompanhamos o solitário oficial de justiça Benjamin (Ricardo Darín) que acabara de se aposentar e preso a uma história de seu passado, um caso mal solucionado de assassinato, resolve escrever um livro e assim acompanhamos sua vida no tempo do ocorrido, anos atrás, onde inclusive ele conhece o grande amor de sua vida, Irene (Soledad Villamil). Com o passar dos fatos vamos acompanhando as investigações e absurdos dos fatos, que inclusive fere demais o ex-marido da vítima, uma homem que parou no tempo por conta da tragédia e a quem Benjamin promete ajudar.

 

Barco para Liberdade (Buoyancy)

Há muitas verdades sobre o mundo lá fora que nem imaginamos ou nunca paramos para pensar. O dia a dia de milhares de jovens sem oportunidades de renda, alimentação e estudo básicos é o pontapé inicial dessa cruel história de um jovem de menos de 15 anos chamado Chakra (Sarm Heng) que resolve abandonar a família no Camboja para tentar a sorte de ser alguém no mundo e assim acaba sendo enviado para um barco de pesca em alto mar onde o capitão é uma alma bastante cruel. Buscando sobreviver após humilhações e testemunhando atos inadmissíveis do capitão, Chakra precisará ser forte e lutar com todas suas forças para sobreviver ao pesadelo.

 

Brothers

Em Brothers, um militar pai de dois filhos, é mandando pela ONU para uma missão no Afeganistão. Seu irmão mais novo acaba de sair da cadeia e vai morar um tempo na casa dele um pouco antes desse viajar. Chegando ao local da missão, o helicóptero em que está é abatido, e o mesmo é dado como morto. Em contrapartida, seu irmão começa a ter uma relação mais próxima com sua mulher.

 

Bad Genius

Um dos filmes mais eletrizantes do cinema asiático dos últimos anos e representante da Tailândia ao Oscar 2018 na categoria Melhor Filme Estrangeiro, Bad Genius, dirigido pelo ótimo cineasta Nattawut Poonpiriya, contorna as emoções de maneira sublime para explicar uma história que envolve estudantes, as pressões pelas provas que podem mudar uma vida e um outro lado que se descobre quando determinadas portas de oportunidade se abrem. Tudo é muito bem encaixado no excelente roteiro de assinado pelo diretor, Tanida Hantaweewatana e Vasudhorn Piyaromna.

 

Crítica | ‘Eu e o Boi, o Boi e Eu’ – Um criativo encontro de uma jovem com o universo folclórico [7ª edição do Lanterna Mágica]

Trazendo para o centro dos holofotes um evento marcante em vários municípios de Minas Gerais, inclusive a cidade de Pedro Leopoldo – sua festa conhecida do Boi da Manta – o criativo filme Eu e o Boi, o Boi e Eu nos apresenta o contraste entre a admiração e o receio através de um jovem personagem e seus primeiros passos rumo à percepção cultural de seu estado. Dirigido e escrito por Jane Carmen Oliveira, essa animação foi selecionada para a Mostra Competitiva Nacional da 7ª edição do Lanterna Mágica – Festival de Animação Internacional e Nacional que ocorre todo ano em Goiânia.

Em cinco interessantes minutos acompanhamos um pequeno recorte na vida de uma criança que paralisa seus olhos para as histórias que escuta da mãe sobre um tal boi da manta que é uma figura representativa de uma festa popular conhecida em sua cidade, Pedro Leopoldo. Com o passar do tempo a criança embarca em jornada de onde vai do extremo de um medo incessante até um fascínio pelas descobertas.

Compondo sua narrativa com a base na relação inicial de uma jovem com as descobertas culturais e folclóricas, tendo todas as infinidades criativas que o universo do cinema e animação possibilitam, o projeto consegue seguir uma forte linha dentro de seu discurso transformando em camadas que giram em torno das emoções e tensões uma festa-ritual sempre realizada em períodos pré-carnaval.

As mensagens se tornam objetivas, com o foco nas primeiras impressões, dentro de um arranjo contextual que transforma uma festa com seus simbolismos destacados através de um possível choque de imagens. Da imaginação da personagem, importante pilar por aqui, nasce uma pequena pérola que ganha vida na tela batendo na tecla do descobrir o Brasil e seus detalhes através da força cultural.

Crítica | ‘Anacleto, o Balão’ – Suspense infantil conquista o público na 7a Edição do Lanterna Mágica

Baseado em livro de 48 páginas escrito por Carol Sakura e com ilustrações de Walkir Fernandes – que também é inspirado em um recorte familiar curioso da primeira – o divertido suspense infantil Anacleto, o Balão tem sua espinha dorsal no modo criativo de mostrar as percepções dos sentimentos aos olhos de uma criança. Esse foi um dos projetos selecionados para a mostra competitiva nacional da 7ª edição do Lanterna Mágica – Festival Internacional e Nacional de Animação.

Nesse curta-metragem do Paraná, acompanhamos a saga de um jovenzinho que um dia se vê de frente com um balão vermelho. Esse artefato de papel fino e com formatos variados passa a fazer parte da família, interagindo no café da manhã e até acompanhando jogos de futebol com toda a família. Após um tempo, algumas situações inusitadas começam a fazer parte das percepções do jovem e os sustos se tornam algo constante.

Do medo até a imaginação, em 12 minutinhos conseguimos absorver reflexões variadas sobre o universo ampliado a partir do livro. O balão, elemento fundamental dessa animação, encontra no seu vermelho o sentido de alerta e outros simbolismos ligados à sensações. As situações variadas vividas pelo núcleo familiar – acopladas em uma narrativa dinâmica e bem estruturada – ganham interpretações através do olhar infantil conseguindo uma ótima fórmula entre o suspense e o humor.

Produzido pelo estúdio Dogzilla e com direção da dupla que escreveu o livro, Carol Sakura e Walkir Fernandes, Anacleto, o Balão não se prende a ser um filme apenas para o público infantil, é um filme para toda família. Chamou muito a atenção em um set com ótimas obras no primeiro dia das mostras competitivas do Festival Goiano dedicado à animações, o Lanterna Mágica.

Por que o Oscar se chama Oscar?

O Oscar, que teve sua primeira edição em 1929 e premiou produções cinematográficas de 1927 e 1928, é uma das maiores celebrações do cinema mundial. Focado nas melhores realizações do cinema norte-americano e internacional, é considerado um marco anual de reconhecimento e prestígio para a indústria cinematográfica.

Originalmente denominado “Academy Award of Merit” (Prêmio de Mérito da Academia), o prêmio logo passou a ser associado de forma popular à estatueta entregue aos vencedores, conhecida mundialmente como Oscar.

A origem desse nome, no entanto, é cercada de mistérios e várias teorias, sendo três as explicações mais citadas para a adoção desse apelido.

A versão mais conhecida é a que envolve a secretária executiva da Academia, Margaret Herrick, que em 1931, ao ver a estatueta pela primeira vez, exclamou: “Parece meu tio Oscar!”. Contudo, essa explicação foi contestada por historiadores, que descobriram que Margaret não tinha um tio chamado Oscar. Alguns acreditam que a referência tenha sido, na verdade, a um primo distante, mas a história persiste como uma das mais difundidas.

Outra teoria vem do colunista de cinema Sidney Skolsky, que, ao cobrir a cerimônia do Oscar para o New York Daily News, teria sido o primeiro a utilizar o termo “Oscar” publicamente, em 17 de março de 1934. Embora Skolsky tenha sido o primeiro a divulgar o apelido na imprensa, alguns afirmam que o termo já circulava nos bastidores da Academia antes de sua menção, sendo tratado até como uma piada interna entre os membros da organização.

A terceira versão atribui a origem do nome à atriz Bette Davis, que teria comparado a estatueta com seu marido, o trompetista Harmon Oscar Nelson, devido à semelhança entre o nome e a peculiar aparência da estatueta. Independentemente da versão mais precisa, a Academia optou por adotar oficialmente o nome “Oscar” a partir de 1939, quando passou a reconhecer oficialmente o apelido.

A estatueta do Oscar, símbolo do prêmio, representa um cavaleiro segurando uma espada sobre um rolo de filme, uma imagem que remete ao poder e à grandiosidade da indústria cinematográfica. A produção dos troféus, em número de 50 anuais, fica a cargo da Polich Tallix Fine Art Foundry, uma fundição de Nova York. Cada estatueta é feita de bronze sólido e coberta com ouro 24 quilates, pesando 3,8 quilos e medindo 34 centímetros de altura. O processo de fabricação é meticuloso e leva cerca de três meses para ser concluído. Materialmente, cada Oscar é avaliado entre US$ 500 e US$ 900, com base na cotação do ouro, mas seu valor subjetivo é incalculável, representando para o vencedor o reconhecimento de um esforço imenso, a conquista do sucesso e a consagração do talento na indústria cinematográfica.

Você sabia?