O Departamento de Defesa dos EUA (Pentágono) se manifestou recentemente sobre o filme ‘Casa de Dinamite’ (A House of Dynamite), da Netflix, questionando a verossimilhança de um ponto crucial da trama: a falha do sistema de defesa antimíssil.
O longa, que estreou recentemente no streaming e foi dirigido por Kathryn Bigelow, retrata o caos nos bastidores do poder após o lançamento de um míssil nuclear contra o território continental dos EUA.
Segundo o Deadline, um memorando interno do Pentágono, datado de 16 de outubro, foi produzido para abordar as “falsas suposições” do filme.
O documento reconhece que o fracasso dos militares em interceptar o míssil é aceitável como “uma parte convincente do drama destinado ao entretenimento do público”.
O Pentágono afirma que as capacidades de defesa antimíssil do mundo real “contam uma história muito diferente”. Como contraponto, a Agência de Defesa de Mísseis (DoD) destacou que seus caríssimos sistemas hit-to-kill “exibiram uma taxa de precisão de 100% nos testes por mais de uma década”.
Um oficial militar endossou a afirmação, declarando: “Os resultados são muito, muito bons, com o programa programado para crescer na próxima década”.
Atualmente, os EUA mantêm cerca de 44 interceptores no Alasca e na Califórnia, com um sistema atualizado previsto para 2028.
Kathryn Bigelow EXPLICA o final de ‘Casa de Dinamite’, que está fazendo sucesso na Netflix
Apesar da crítica, a equipe por trás do filme se mostrou satisfeita com a repercussão, indicando que o debate era o objetivo central:
Noah Oppenheim recebeu a crítica de forma diplomática: “Congratulo-me com a conversa. Estou tão feliz que o Pentágono assistiu, ou está assistindo, e está prestando atenção nisso, porque essa é exatamente a conversa que queremos ter”.
A diretora Kathryn Bigelow esclareceu que manteve o Pentágono à distância para garantir a independência, mas admitiu que a produção contou com “vários consultores de tecnologia que trabalharam no Pentágono”.
Bigelow fez o filme para combater a normalização da ameaça nuclear. “Sinto que as armas nucleares, a perspectiva de seu uso, se tornaram normalizadas. Não pensamos nisso, não falamos sobre isso. E é uma situação impensável. Então, minha esperança era talvez movê-lo para a vanguarda de nossas vidas.”
Atualmente, existem cerca de 12.300 armas nucleares nos arsenais dos EUA e de outras oito nações, um número capaz de destruir a vida na Terra muitas vezes.
Noah Oppenheim assina o roteiro.
Idris Elba, Rebecca Ferguson, Gabriel Basso, Jared Harris, Tracy Letts, Anthony Ramos, Moses Ingram, Jonah Hauer-King, Greta Lee e Jason Clarke estrelam.
