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Presidente da Academia enfatiza a importância da autoria humana em meio ao avanço da IA em Hollywood


Janet Yang, presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, abordou recentemente o crescente uso da inteligência artificial (IA) na indústria de Hollywood, destacando a necessidade da visão humana por trás da tecnologia.

“Precisamos do humano por trás da IA”, afirmou Yang, conforme a Variety. “Estou cautelosamente otimista de que encontraremos um caminho para o que será uma grande parte das nossas vidas”.

Ao mencionar os 19 ramos da Academia, que representam profissionais de diversas áreas da produção cinematográfica, incluindo um dedicado à tecnologia de produção, Yang destacou a variedade de perspectivas sobre a IA.



“Uma coisa em que somos firmemente a favor é a autoria criativa humana… Vamos analisar as informações e o valor das ferramentas e preservar essa autoria humana”, afirmou.

Annie Chang, presidente do Conselho de Ciência e Tecnologia da Academia, ecoou esse sentimento: “Essas são ferramentas, mas os humanos precisam estar no centro disso”. 

Ela lembrou que “o coração do que estamos fazendo é contar histórias” e que acredita que “as máquinas vão nos lembrar do que é ser humano”.

Chang também enfatizou a importância da educação sobre a IA, afirmando que o campo de ciência e tecnologia está em constante aprimoramento e que o objetivo é encontrar uma linguagem comum entre todos os membros da Academia para servir ao propósito de fazer grandes filmes.

Yang também dedicou um momento para refletir sobre a recente cerimônia do Oscar, descrevendo-a como repleta de “tantos momentos maravilhosos”. Ela mencionou a vitória de ‘Flow’ como Melhor Animação, comentando sobre o feito de um filme da Letônia receber o prêmio.

Em relação a Ainda Estou Aqui, Yang observou a intensa reação positiva no Brasil ao vencer o prêmio de Melhor Filme Internacional.

Por fim, Yang citou Anora, de Sean Baker, o grande vencedor da noite, e refletiu sobre o que impulsiona a criação cinematográfica: “O que fazemos está em um espectro de amor em uma ponta e dinheiro na outra… agora tem que ser sobre amor… Isso é o que impulsiona grandes filmes”.

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