Nos últimos dias, Olivia Rodrigo voltou ao mundo da música com seu já aclamado terceiro álbum de estúdio, ‘you seem pretty sad for a girl so in love’.
Apresentando um forte amadurecimento quando em comparação com seus dois primeiros álbuns de estúdio, a vencedora do Grammy encontrou sólida recepção crítica, conquistando impressionantes 89 pontos no agregador de reviews Metacritic, além de caminhar para uma impressionante estreia nas paradas de todo o mundo – com o #1 na Billboard 200 praticamente cravado a esse ponto.
Continuando uma gloriosa e expressiva carreira como um dos principais nomes da atual geração da música, Rodrigo resolveu explorar temas românticos sob uma ótica diferenciada e dividida em dois momentos – ‘girl so in love’ e ‘you seem pretty sad’, navegando pelos altos e baixos do amor com uma profundidade apaixonante, dilacerante e memorável, que conta com os singles “drop dead”, “the cure” e “stupid song” e que já entra para a lista dos melhores discos do ano.
Enquanto ‘you seem pretty sad for a girl so in love’ se sagra um dos frontrunners para conquistar a cobiçada estatueta de Álbum do Ano na próxima cerimônia do Grammy, é sempre interessante revisitar a carreira de um dos maiores nomes da atualidade.
Pensando nisso, preparamos uma breve lista ranqueando os três álbuns de estúdio de Olivia Rodrigo – que você confere abaixo.
3. SOUR (2021)

Depois de ter estrelado as séries ‘Bizaardvark’ e ‘High School Musical: A Série: O Musical’, Rodrigo resolveu explorar mais sua paixão pela música e conquistou o mundo com o lançamento de “drivers license”, seu primeiro single oficial que serviria de carro-chefe para o elogiado ‘SOUR’. Alcançando sucesso crítico e comercial, o compilado de originais se transformou em um emblemático estandarte para a Gen-Z, remando contra o cenário mainstream ao abrir portas para o bedroom pop e para canções mais intimistas e que refletiam a angústia dos jovens em uma sociedade em constante mudança.
Travando uma guerra interna consigo mesma e com as frustrações que uma vida fora do normal lhe trouxe, Olivia demonstrou uma habilidade única de transformar temas universais em particulares e vice-versa, oferecendo belíssimas e pungentes baladas como a faixa supracitada e “deja vu”, bem como irônicos versos que ganharam forma em tracks como “good 4 u” e “jealousy, jealousy”. Não é surpresa que o impacto do álbum tenha lhe rendido três estatuetas do Grammy Awards, incluindo uma merecida vitória na categoria de Artista Revelação.
2. GUTS (2023)

Dois anos depois de uma célebre e invejável estreia no cenário fonográfico, Olivia explorou outros estilos que sempre tomou como inspiração, como o rock, o pop-punk e o punk-rock. Em 2023, ela se aliou novamente ao produtor Dan Nigro para um segundo álbum que daria continuidade a uma carreira que ainda tem muito a nos contar – e que ganhou o nome de ‘GUTS’. Aqui, apesar de se manter firme às análises sobre angústias internas e sobre se sentir deslocada no mundo, a artista remodelou seu modo de enxergar seu cotidiano ao brincar com os próprios temores e ao se deixar levar pela dor de amadurecer.
O irretocável disco teve como lead single a semi-balada “vampire”, que conquistou três indicações ao Grammy, sendo seguido da ótima “bad idea right?” e da divertida e despojada “get him back”, permitindo que Olivia navegasse por uma multiplicidade efervescente de gêneros que prestou homenagens a nomes como Avril Lavigne, blink-182 e Paramore. E, como se não bastasse, o compilado integrou algumas das baladas mais poderosas e dolorosas da performer, incluindo “the grudge” e “making the bed”.
1. YOU SEEM PRETTY SAD FOR A GIRL SO IN LOVE (2026)

O álbum mais recente de Olivia é uma conquista não só para a própria carreira da cantora e compositora, mas para a própria música, afastando-se por completo das pulsões mainstream à medida que encontra uma identidade única e automaticamente relacionável que nos leva numa viagem frenética e bastante contundente pelos altos e baixos do amor. ‘you seem pretty sad for a girl so in love’, lançado no último dia 12 de junho nas plataformas de streaming, não poderia ocupar nenhum lugar além do primeiro na nossa lista – e a lista de motivos é interminável.
Ao dividir seu mais novo compilado de originais em duas partes, Rodrigo nos convida por uma montanha-russa de sentimentos que inclui o lado bom e ruim de se apaixonar, e o lado bom e ruim de quando um relacionamento chega ao fim – singrando por faixas como “drop dead” e “stupid song” para demonstrar seu amor infinito por alguém, e embarcando em um processo de cura que se estende para canções como “the cure”, “less” e “cigarrette smoke”. E, como podemos imaginar, ela não deixaria de fora sardônicas construções que vão ao encontro de sua vibrante personalidade – como as ótimas “my way” e “expectations”.



