O mais recente relatório da GLAAD, organização responsável por monitorar a representatividade LGBTQ+ no entretenimento norte-americano, revelou que a maioria da população dos EUA afirma não ter visto histórias sobre pessoas vivendo com HIV na mídia no último ano.
Segundo a Variety, a sexta edição do estudo anual State of HIV Stigma aponta que 72% dos norte-americanos não viram conteúdos midiáticos sobre o tema nos últimos 12 meses, um aumento significativo em relação aos 66% registrados em 2024.
“Quando o público vê pessoas vivendo com HIV levando vidas longas e bem-sucedidas, isso ajuda a aumentar a confiança na realização de testes e no tratamento do HIV”, destaca o relatório.
A falta de visibilidade também é expressiva no cinema e na televisão: 70% dos entrevistados relataram não ter visto qualquer personagem com HIV em séries ou filmes no último ano (contra 65% em 2024 e 61% em 2023).
- Televisão: O relatório Where We Are on TV indicou que apenas um personagem LGBTQ+ vivendo com HIV apareceu na temporada de 2024–2025, e ele não retornará no próximo ano.
- Cinema: Das 225 produções analisadas entre dez grandes estúdios, apenas uma (Fairyland, de 2023) apresentou um personagem com HIV. No entanto, o longa se passa nos anos iniciais da epidemia.
- Mídias Digitais: O tema esteve presente em apenas 0,09% dos episódios de podcasts analisados, enquanto apenas 15% dos norte-americanos viram relatos sobre HIV nas redes sociais no último ano.
“Em vez de refletir as realidades atuais de quem vive com HIV como uma condição tratável e prevenível”, lamenta o documento sobre o atual cenário midiático.
Inclusão LGBTQ em filmes despenca em 2024, revela GLAAD
Sarah Kate Ellis, presidente e CEO da GLAAD, reforçou o papel decisivo da comunicação na conscientização e no combate ao preconceito:
“Os norte-americanos precisam de informações precisas, histórias autênticas e políticas que reflitam as realidades atuais de quem vive com HIV e os enormes avanços na prevenção e no tratamento”, afirmou.
“Este relatório deve servir como um chamado à ação para a mídia, líderes de saúde pública, formuladores de políticas e defensores, para garantir que a maneira como falamos sobre HIV acompanhe o que a ciência já tornou possível. Acabar com o HIV exigirá que todos nós escolhamos a verdade em vez da desinformação, a visibilidade em vez do silêncio e os fatos em vez do medo”, acrescentou Ellis.



