Em entrevista ao The Wrap, os roteiristas de ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’, Chris McKenna e Erik Sommers — que não estranhos ao Universo Cinemático Marvel —, comentaram sobre a grande mudança de tom e de amadurecimento para o arco do herói e explicaram o motivo de deixarem para trás a fase que o Cabeça de Teia precisava de alguém para guiá-lo.
“Nós o vimos recorrendo a esses mentores [Homem de Ferro e Doutor Estranho]. Ele é um personagem jovem. Ele tem pessoas em quem se espelha e, às vezes, isso dá certo. Às vezes, não. Mas vamos parar com isso. Queremos contar uma história sobre o amadurecimento dele”, explicou Sommers. “Parte desse amadurecimento envolve ele começar a lidar com as coisas por conta própria. Ele precisa começar a encontrar respostas sozinho, em vez de depender dos outros”.
“Seria divertido vê-lo interagir com as pessoas mais como um igual, como um adulto. Sua relação com o Justiceiro, ou mesmo com Metzger [membro do Controle de Danos] ou com Jean DeWolff — são relações mais maduras”, ele continua, “como colega de trabalho, como par, como outro adulto, e não como aquele garoto que vai pedir conselhos ou orientação a alguém mais velho”.
Uma das questões levantadas durante a entrevista, a dupla também foi questionada sobre a aparição de Bruce Wayne/Hulk na história.
Segundo McKenna, eles queriam dar a Peter um “problema aracnídeo”, e Bruce era “perfeito para essa história. A pessoa a quem ele recorreria para aprender sobre isso seria Bruce Banner”.
Ele acrescenta: “o Hulk seria um ótimo personagem de legado para o nosso vilão controlar mentalmente, e assim poderíamos ter um grande confronto entre Homem-Aranha e Hulk. Então, foi uma daquelas coisas que se encaixaram perfeitamente; ficamos muito felizes e sortudos por a Marvel ter permitido que usássemos o Hulk no filme, porque acho que ele funcionou muito bem em vários aspectos”.
A maior surpresa do filme, entretanto, vem com a revelação de Sadie Sink como Jean Grey, a icônica mutante membro dos X-Men.
Na entrevista, McKenna contou que, embora o controle mental fizesse parte da história desde o início, eles “não tinham o personagem certo para essa trama”. “Agora podemos contar uma história com uma personagem realmente incrível, capaz de espelhar a do Peter de uma maneira fantástica, e chegar a um ponto interessante”, disse ele. “Afinal, ela é uma personagem muito importante no MCU. Teremos ainda mais liberdade para humanizá-la e promover sua redenção até o final”.
A decisão de colocar em destaque uma “vilã” da Marvel, em vez de uma do universo do Homem-Aranha, certamente não prejudicou o filme. Para McKenna, o objetivo principal era consolidar o lugar do Teioso no MCU expandido.
“Precisávamos realmente da personagem certa para esse papel”, observou McKenna. “Estávamos analisando outras opções, mas simplesmente não… Foi a Jean quem realmente ajudou a destravar tudo. Ela era a peça que faltava”.
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Quatro anos após os acontecimentos de Sem Volta Para Casa, Peter Parker agora é um adulto que vive completamente sozinho, tendo se apagado voluntariamente da vida — e das memórias — de todos que ama. Em uma Nova York que já não reconhece seu nome, ele se dedica integralmente ao combate ao crime, assumindo o papel de Homem-Aranha em tempo integral.
No entanto, à medida que as responsabilidades aumentam, a pressão constante desencadeia uma inesperada e perigosa evolução física, colocando sua própria existência em risco. Ao mesmo tempo, uma série de crimes com um padrão misterioso começa a emergir, dando origem a uma das ameaças mais poderosas e desafiadoras que ele já enfrentou.
Além de Tom Holland retornando como Peter Parker/Homem-Aranha, o elenco da sequência conta com Zendaya (MJ), Jacob Batalon (Ned Leeds), Jon Bernthal (Frank Castle/Justiceiro), Mark Ruffalo (Bruce Banner/Hulk), Michael Mando (Mac Gargan/Escorpião), Sadie Sink, Liza Colón-Zayas e Tramell Tillman.
Destin Daniel Cretton (Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis) dirige, substituindo o Jon Watts, que comandou os três filmes anteriores.



