Após fracassos sucessivos no cinema, Dwayne Johnson quer se tornar CANTOR

Dwayne Johnson, apelidado carinhosamente de The Rock e conhecido por seu inegável carisma, vem enfrentando dificuldades nos últimos anos em encontrar um projeto que realmente o coloque de volta no centro dos holofotes. Outrora um nome bastante popular e requisitado do show business, Johnson passa por uma “maré de azar” com seus recentes projetos.

Apenas nesta década, o astro, considerado um dos mais rentáveis nos anos 2010, participou de vários fracassos de bilheteria e de crítica, incluindo a aventura ‘Jungle Cruise’ e a cinebiografia ‘The Smashing Machine’ – ambos coestrelados ao lado de Emily Blunt e este último ao menos tendo lhe rendido uma indicação ao Globo de Ouro -; a ação ‘Operação Natal’, um dos filmes mais caros da Netflix; a adaptação de ‘Adão Negro’, que integrou o agora extinto DCEU; e, mais recentemente, o live-action de ‘Moana’, que falhou em agradar aos especialistas e aos fãs.

Além disso, a NBC resolveu cancelar a série semibiográfica ‘Young Rock’ após três temporadas, e os baques não pararam por aí: sua liga de futebol americano, a XFL, falhou em encontrar vitória, e seu retorno à WWE — que introduziu uma nova e popular persona de vilão, o “Final Boss” — foi marcado por polêmicas, histórias exageradas e aparentes tentativas de roubar a cena.

Agora, em entrevista à Rolling Stone, Johnson deu a entender que irá explorar uma outra área artística: a música.

Durante a conversa, o astro falou abertamente sobre a rendição de “Your Dad” — faixa que compôs em parceria com Iam Tongi, o cantor havaiano vencedor do ‘American Idol’ em 2023 — para o projeto ‘Moana: Voices Across the Ocean’.

“Estou explorando isso agora e agradeço a pergunta”, disse o ator sobre a possibilidade de se tornar cantor. “Ao longo da vida, tive a sorte de participar de projetos muito legais, e adoro isso. Mas a música sempre foi uma espécie de âncora para mim, especialmente em gêneros que amo, como a música country — o country tradicional. E estamos explorando isso agora”.

“Cheguei a um ponto da vida e da carreira em que, honestamente, quando acordo de manhã e coloco os pés no chão, quero sentir que estou indo ao encontro daquilo que vou fazer com entusiasmo”, ele continua. “E as coisas mais gratificantes que fazemos são aquelas voltadas para nós mesmos, pois já sofremos pressão suficiente para atender às expectativas de tantas outras entidades”.

“As coisas que fazemos, devemos fazê-las por nós mesmos e senti-las aqui dentro, no peito. Mas elas também estão sempre ligadas a algum aspecto comercial. Quando você faz filmes — especialmente aquelas grandes produções voltadas para todos os públicos —, quer que eles tenham sucesso. Mas essa música, para mim, é simplesmente uma canção para as minhas filhas. Sem a pressão ou a expectativa de entregar algo que levante questões como: ‘e as vendas? Como está a bilheteria? E os números de streaming?’. É algo que vem direto de mim para elas”.

Ao ser questionado sobre que estilo exploraria no cenário musical, Johnson respondeu: “talvez algo no estilo soul das antigas, com um toque de country. Eu adoro soul clássico. Sam Cooke. De Sam Cooke a Merle Haggard, por exemplo. Foi assim que cresci. Essas foram as grandes influências que recebi do meu pai”.

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Thiago Nolla
Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.