Olivia Rodrigo é, sem sombra de dúvida, uma das maiores vozes da nova geração da música – e seu impacto continua se estendendo continuamente, mesmo tendo apenas dois álbuns em sua discografia.
Dona de três estatuetas do Grammy e de inúmeros recordes, Rodrigo fez sua estreia oficial no cenário fonográfico com ‘SOUR’, que lhe garantiu um gramofone dourado de Artista Revelação e outros dois nas categorias de Melhor Álbum Pop Vocal e Melhor Performance Pop Solo (esta pelo lead single “drivers license”, uma das canções mais populares da década). O álbum não apenas colocou a artista no centro dos holofotes, como preparou terreno para o pop-punk de ‘GUTS’, seu segundo compilado de originais, e para o vindouro ‘you seem pretty sad for a girl so in love’, que será lançado em breve em todas as plataformas de streaming.
Em 2026, ‘SOUR’ completa cinco anos e, para celebrar o grandioso début de Olivia no cenário fonográfico, preparamos uma breve lista elencando as cinco melhores músicas do álbum.
Confira abaixo o nosso ranking e conte para nós qual a sua faixa favorita – ou qual deixamos de fora do pódio:
5. “JEALOUSY, JEALOUSY”
‘SOUR’ é uma esplêndida estreia para uma jovem artista que, com apenas dezoito anos, emergiu como um ícone da própria geração – e, por esse motivo, não é surpresa que o compilado conte com várias faixas muito bem trabalhadas. Uma delas é “jealousy, jealousy”, em que a performer fornece uma sensação proposital de cansaço e irritabilidade com o denso baixo que se apropria da atmosfera. Essa ambientação logo dá espaço para as dissonâncias do piano que ganham força após a bridge e pelos vibrantes sintetizadores que implodem em um dos melhores refrões do álbum.
4. “BRUTAL”
Em ‘SOUR’, Rodrigo nutre de uma singularidade apaixonante que dá as caras logo na primeira faixa do álbum, “brutal”, que dá início à jornada com propósitos muito bem delineados e que oblitera o “livrinho de regras” que todos somos forçados a seguir na vida. A faixa, que nos soa ligeiramente emprestada de Taylor Momsen, é resumida no verso “eu estou cansada dos meus 17, onde diabos está meu sonho adolescente?”, seguido e precedido de uma consciência de (des)pertencimento absolutamente fantástica.
3. “TRAITOR”
O álbum faz um claro movimento de dilatação e contração – algo que explica a intercalação constante de baladas e frenéticas explosões. Inspirada até mesmo pela “bênção” que recebeu de Taylor Swift alguns meses atrás, Olivia mergulha em dramatizações teatrais da belíssima “traitor”, cuja poética verborrágica é o melhor elemento da canção, bem como a retórica envolvente da cantora, além de servir como emblema para as hábeis mãos do produtor Dan Nigro.
2. “GOOD 4 U”
Se há algo que Olivia sabe fazer muito bem é construir reflexos das angústias e dos problemas da vida jovem-adulta com uma análise sarcástica e quase cética do que a incomoda. Quando pensamos nisso, talvez não haja uma faixa que melhor represente esse seu apreço além da ácida “good 4 u”, cujo impacto, inclusive, pode ser visto em outras narrativas irônicas de sua discografia, como “bad idea right?” e “get him back”. Aqui, Rodrigo trabalha com quebras de expectativa muito sagazes, dando vida a uma nostálgica vendeta pessoal que mistura pop-punk, grunge e pop-rock em um mesmo lugar.
1. “DRIVERS LICENSE”
A conquista de Rodrigo sobre o cenário mainstream definitivamente veio com o lançamento de seu primeiro single oficial, “drivers license”. Tornando-se a maior estreia feminina de todos os tempos – debutando em primeiro lugar nos charts da Billboard pelo íntimo bedroom pop a que se prestou a construir, a canção recebeu aclame universal por parte da crítica internacional e nos deixou bastante intrigados para descobrir o que vinha a seguir e o que a artista estava escondendo em sua borbulhante mente.




