Sylvester Stallone completa 72 Anos – Conheça os 10 melhores filmes do ator

Sylvester Stallone completa 72 Anos – Conheça os 10 melhores filmes do ator


Não é todo dia que um lendário ator ainda em atividade completa 72 anos. Sylvester Stallone foi responsável pelo contato de diversas gerações com o cinema e o rei das bilheterias numa era em que o nome do astro servia de atrativo para arrastar multidões – e não marcas pré-estabelecidas. As pessoas iam aos cinemas para assistir ao novo filme do Stallone, não importando qual fosse a trama ou seu papel.

Nessas sete décadas de vida, já se vão cinquenta anos de carreira, oitenta e um créditos como ator e três indicações ao Oscar: melhor ator e roteiro por Rocky – Um Lutador (1976) e melhor coadjuvante por Creed – Nascido para Lutar (2015). Como forma de homenagear este icônico patrimônio da sétima arte, resolvemos listar aqui seus filmes mais bem avaliados por você, o grande público. Para isso, contamos com a ajuda de nossos colegas no IMDB, a bíblia do cinema na rede. Vem conhecer.

Obs. Avisamos e sabemos que listas nem sempre são justas. E que muitos filmes que gostaríamos que figurassem entre os melhores, simplesmente não encontraram espaço. Esses são os filmes com as maiores notas no IMDB, mas como sempre convidamos você, nosso querido leitor, a deixar nos comentários os seus preferidos.

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10) Rota de Fuga

Demorou, mas saiu. Durante toda a minha infância e adolescência, nas décadas de 1980 e 1990, rezávamos para o que viria a ser chamado de “crossover” entre duas lendas do cinema de ação: Stallone e Arnold Schwarzenegger. E quando ele finalmente saiu do papel, foi aos poucos, em participações nos dois primeiros Mercenários (2010 e 2012), até dividirem de fato a cena durante toda a projeção.

Tudo bem que aqui, nesta produção de 2013, os icônicos astros já se encontravam na terceira idade, mas ainda está valendo. E o mais legal: o filme é bom! Na trama, Sly interpreta um especialista em segurança, que trabalha escapando de prisões de alta precisão – para testar seu funcionamento. Quando uma cilada é posta em prática contra ele, terá que contar com a ajuda de um detento (Arnold) para realizar sua fuga mais difícil.

Stallone lançou recentemente a continuação Escape Plan 2: Hades (sem Schwarza) no mercado asiático – o filme chegou direto em vídeo nos EUA, caminho que deverá repetir no Brasil.

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9) Rocky III – O Desafio Supremo

Se tem algo que Sly soube implementar no cinema entretenimento foi o bom uso de continuações. E aqui, no início dos anos 1980, o ator já cimentava Rocky como franquia, aproveitando a popularidade do personagem junto ao grande público.

É curioso notar também que, a esta altura, a série do lutador “garanhão italiano” se enveredava por um caminho mais pop, mais voltado para a ação do que para o drama e seriedade dos dois primeiros filmes. É como se Rocky abraçasse a “galhofa” de um seriado onde a cada novo filme o herói precisa enfrentar um vilão diferente – malvados fora do ringue igualmente. A bola da vez era o truculento e galanteador Clubber Lang (esses nomes são ótimos), personificado por Mr. T – enevoado na popularidade de BA, seu personagem na série de sucesso Esquadrão Classe A (1983-1987).

Na trama, ao se apresentar seu maior desafio até então, Rocky precisa ser treinado por seu antigo rival, Apollo Creed (Carl Weathers). Outro chamariz no elenco é a participação do wrestler Hulk Hogan (numa cena verdadeiramente bizarra). Stallone, como no filme anterior, seguia no roteiro e direção. Rocky III foi indicado ao Oscar de melhor canção, pela música “Eye of the Tiger”.

8) Rocky IV

Mesmo que não sejam os melhores da franquia, Rocky III e IV são definitivamente os mais divertidos. Isso porque, como dito acima, os longas mergulhavam de vez em tudo que constituía a inesquecível década de 1980, para o bem e para o mal. Ou seja, Rocky aqui tem um robô como empregado e precisa vingar seu antigo rival e agora colega Apollo, morto no ringue por uma máquina de combate russa chamada Ivan Drago (Dolph Lundgren).

O robótico antagonista recheado de anabolizantes é a personificação do mal, e deixa muitos vilões de quadrinhos no chinelo. Acima de tudo, como diz a nova canção da banda Surivor, “Burning Heart” – Is it East versus West – ou é o Leste versus Oeste – alusão ao conflito dentro e fora dos ringues entre EUA e União Soviética em meio a Guerra Fria. A canção do grupo, embora tão boa quanto a anterior, não teve o mesmo prestígio no Oscar – mas em questão do filme, o quarto Rocky é o auge do entretenimento na franquia. Quem pode esquecer o discurso final do protagonista sobre as diferenças?

Agora o mais legal de tudo: Dolph Lundgren e Ivan Drago retornam para a franquia no derivado Creed II, que estreia em novembro nos EUA.

7) Cop Land

Depois de reinar nas décadas de 1980 e 1990 com um tipo específico de cinema, Stallone chegava a um ponto de sua carreira no qual estava aberto a novos desafios. Seus últimos filmes de ação criavam um viés mais psicológico para seus personagens e, em 1997, o ator decidia abandonar momentaneamente o gênero para investir num thriller policial dramático. Para o papel do pacato xerife de uma cidadezinha de policiais em Nova Jérsei, Sly trocou os músculos por uma forma mais roliça e deu tudo de si em sua performance do herói trágico. Os elogios vieram (este é um dos desempenhos mais falados de sua carreira), mas a indicação não.

Escrito e dirigido por James Mangold (o mesmo do recente Logan), o cineasta já demonstrava propensão em desconstruir heróis imbatíveis, os jogando no chão e pisando em cima deles. Fora isso, o então jovem diretor conseguiu angariar um elenco de peso, que muito bem poderia figurar em uma produção de Scorsese: Robert De Niro, Ray Liotta, Harvey Keitel, Annabella Sciorra, Cathy Moriarty e Frank Vincent desfilam em tela, dando respaldo ao astro.

6) Rambo IV

Depois de reviver na década passada seu mais famoso personagens quase vinte anos depois de sua última aparição em tela, Stallone seguiu fazendo o mesmo com seu segundo personagem mais famoso. O guerrilheiro John Rambo, saído do Vietnã para um mundo que não o queria, retornava exatos vinte anos desde sua última incursão ainda na década de 1980. E agora, como o herói se encaixa neste mundo moderno?

Sly foi esperto e o filme se mostrou um sucesso de crítica e público. Não caberia mais ficar desfilando sem camisa, então a abordagem foi por um tom mais sóbrio, no qual Rambo não era mais o exército de um homem só, contando com a ajuda de uma equipe desta vez – mas, sim, uma máquina de matar eficiente. Aqui também saem o Vietnã e a Rússia como antagonistas, e a ação leva Rambo a um dos mais duradouros conflitos da Terra, em Myanmar (ou Birmânia), na Ásia. O filme aposta em uma violência mais visceral e impactante.

Stallone planeja há tempos um quinto Rambo, já em fase de pré-produção, com estreia programada para o ano que vem.

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5) Rocky II – A Revanche

Se você não sabe a esta altura, aqui vai um spoiler: Rocky perde a luta no primeiro filme. Sinto muito, mas sendo uma produção de mais de 40 anos, este é um spoiler com data de validade vencida. Justamente aproveitando este gancho e a popularidade do original – que venceu o Oscar de Melhor Filme (outro spoiler) – Stallone meteu a mão na massa e confeccionou esta revanche, assumindo pela primeira vez a direção na série.

Esta sequência segue de perto o confeccionado para o primeiro longa, apresentando o pós-luta e como se encontra a vida dos personagens após o evento que mudaria para sempre suas rotinas. Ficção se mescla com realidade e ambos Sly e Rocky esticam o sucesso conquistado na obra de 1976.

4) Rocky Balboa

Depois do sucesso de Rocky IV, Stallone voltaria novamente ao personagem em 1990, num filme no qual o atleta não subia aos ringues e apenas treinava um competidor. Demonstrando falta de caráter, Tommy Gunn (Tommy Morrison), o pupilo, trai seu mentor e o filme termina numa luta de rua entre os dois. O público odiou e não compareceu. Stallone por anos engoliu a seco este desfecho para seu querido personagem, até que em 2006 tirou um novo capítulo de sua história do papel.

Novamente realidade e ficção se mesclavam. Na época, o ator já amargava alguns lançamentos direto para vídeo e quase teve destino semelhante a grandes nomes da ação de outrora, vide Steven Seagal e Jean Claude Van Damme. Sendo assim, Rocky Balboa não foi apenas um resgate digno e um desfecho para o personagem, mas também um retorno de Stallone à boa forma, salvando sua carreira do ostracismo. Existem muitos momentos icônicos neste sexto Rocky – que já brincava com a idade do lutador – como o discurso do pugilista sobre apanhar, aprender a levantar e seguir em frente.

3) Creed – Nascido para Lutar

Quando Rocky Balboa (2006) foi lançado nos cinemas, não víamos o personagem há 16 anos. A emoção bateu forte em sua despedida ao final do filme. Mas, como Sean Connery nos ensinou: nunca diga nunca. Mais dez anos e Balboa estava de volta, desta vez como coadjuvante num derivado de sua franquia. Essa era a primeira vez que o personagem não era o protagonista, e que aparecia num filme que não estampava seu nome no título – mas, sim, o de um rival e amigo – Apollo Creed.

Na verdade, o longa escrito e dirigido por Ryan Coogler (o mesmo de Pantera Negra) fala sobre Adonis (Michael B. Jordan), filho de Apollo, e sobre o peso de se carregar um sobrenome. Finalmente, na figura do relutante pupilo, Rocky encontra o discípulo que nunca pôde ter – até mesmo na relação com o filho. Quando achávamos que nada poderia ser mais emocionante do que Rocky Balboa, eis que surge Creed. Para coroar o projeto, o longa recebeu uma muito merecida indicação ao Oscar: Stallone como melhor coadjuvante.

2) Rambo – Programado para Matar

Baseado no livro de David Morrell, First Blood (título original) é na realidade um drama extremamente psicológico que foca nas mazelas acarretadas pela guerra e como eram tratados os veteranos que nela lutaram ao voltarem para casa. A ideia é um protesto social.

A mudança no desfecho (no qual Rambo era abatido pela força policial) fez com que Kirk Douglas, programado para viver o militar mentor do protagonista, desistisse do projeto. O veterano astro, no entanto, advertiu Sly, afirmando que este teria em mãos uma franquia em potencial. Não deu outra e Rambo se transformou, de herói trágico a herói de ação em prol do governo Ronald Reagan. Douglas e Stallone viriam a dividir a cena em Oscar – Minha Filha quer Casar (1991), injustiçada comédia teatral hilária.

1) Rocky – Um Lutador

Poucos sabem o prestígio que este filme possui. Rocky não é apenas enaltecido como uma das melhores obras de esporte do cinema, mas sim como uma das melhores produções da sétima arte. A história é simples, mostrando a chance de ouro que um fracassado recebe, quando é aproximado para disputar uma luta profissional com um verdadeiro campeão.

Rocky é a chance do homem comum prosperar e dar tudo de si, mostrando o seu melhor. É uma história tão antiga quanto o próprio tempo e na bíblia a analogia mais clara seria a batalha de David contra Golias. Rocky é também uma história de amor. E no Oscar, foi indicado a dez prêmios. Para se ter uma ideia, quatro de seus atores foram indicados, incluindo o próprio Stallone. O longa saiu vitorioso em três categorias: edição, filme e diretor para John G. Avildsen – que voltaria ao mundo do esporte em 1984, com Karatê Kid.

Bônus: Guardiões da Galáxia – Vol. 2

Um dos filmes mais bem avaliados que Stallone fez parte é esta continuação do sucesso da Marvel dirigido por James Gunn. No entanto, este não pode ser considerado um filme de Stallone, já que o astro faz apenas uma participação como peça numa engrenagem muito maior. Seja como for, Sly tem um papel mais importante aqui do que imaginaríamos, e vive Stakar Ogord, um dos Guardiões da Galáxia originais. Já se fala, inclusive, num derivado para o personagem e sua equipe – o que seria muito legal.

Outra curiosidade é que inadvertidamente, ou quem sabe de forma consciente, os realizadores promoveram um encontro (mesmo que não contracenem) entre Sly e Kurt Russell, veteranos do cult Tango & Cash: Os Vingadores (1989).





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