Aniversário de obra sobre dupla de protagonistas foi comemorado por ambas as atrizes principais

Um dos road movies (filmes que se passam durante uma viagem na estrada) mais famosos e influentes do cinema sem dúvida é Thelma & Louise de 1991. Protagonizado por Susan Sarandon e Geena Davis o filme estabeleceu sua importância por apresentar duas personagens principais que encontram na amizade entre elas a força para poderem escapar de uma vida insatisfatória.

A ideia que viria a originar a obra comumente é atribuída a uma situação que ocorreu à roteirista Callie Khouri durante um passeio de carro. No que é dito todo o ambiente da viagem de automóvel em si, bem como suas experiências vindas de sua amizade com a cantora Pam Tillis, tiveram um certo peso na concepção final; importante salientar também que ela não era uma roteirista de carreira quando elaborou os primeiros rascunhos da obra, tendo sido essa sua primeira incursão na área.

Outro fator importante é que Khouri tinha interesse que o conceito que estava sendo elaborado por ela gerasse uma obra independente e de orçamento bastante limitado, mas no qual ela ainda teria bastante controle sobre. Porém, isso não foi o que seguiu; graças a seu emprego prévio na indústria dos vídeo clipes ela tinha conexões com produtores envolvidos com nomes pesados de Hollywood.



Para Callie Khouri, “Thelma & Louise” deveria ser um filme de baixo orçamento

Foi justamente um deles que apresentou o conceito da dupla de amigas viajantes para o diretor Ridley Scott, que imediatamente demonstrou boas perspectivas com relação ao futuro da obra. Inicialmente seu cargo se manteria como o de produtor, mas a dificuldade de encontrar quem estivesse disposto a assumir o projeto acabou por colocá-lo no comando do filme.

Com o comandante escolhido iniciou-se o processo de escalação das duas atrizes principais. Os nomes iniciais que mais tiveram força eram os de Michelle Pfeiffer e Jodie Foster, sendo que ambas haviam concordado em estrelar o longa. No entanto, o planejamento sofreu um revés com a primeira indo estrelar As Barreiras do Amor e a segunda em Silêncio dos Inocentes.

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Em seus lugares acabaram sendo chamadas, primeiramente, Geena Davis (que já tinha interesse pelo papel desde o início) e eventualmente Susan Sarandon, que já tinha uma carreira consolidada e conhecida por, dentre outros projetos, The Rocky Horror Picture Show. Ao longo do projeto também foram contratados Harvey Keitel e um ainda inexperiente Brad Pitt.

Os papeis de Thelma e Louise são os mais icônicos das carreiras de Geena Davies e Susan Sarandon

Toda a ideia de um filme de orçamento modesto, originalmente pensado por Khouri, foi-se embora quando o projeto contou com US$ 16 milhões (ainda baixo para padrões hollywoodianos), muito dele gasto entre o cachê do elenco e da criação de cenário que remetesse ao clássico de Terrence Malick: Terra de Ninguém, principalmente por este ser uma obra referência para road movies em geral.



O que se seguiu foi um absoluto sucesso de público e crítica, tendo arrecadado mais de US$ 45 milhões em bilheterias e marcando presença nas conversas do público sobre a obra mostrar o ponto de vista de uma dupla de amigas em tempos que esse tipo de discussão ainda não era tão popularizada.

A obra também teve bom desempenho na temporada de premiação, tendo disputado com Silêncio dos Inocentes boa parte dos principais prêmios do Oscar de 1992; a única categoria em que ele se saiu vitorioso nessa edição foi em Melhor Roteiro Original, nomeação não disputada pelo suspense de Jonathan Demme.

Completando trinta anos, Thelma & Louise é em si uma obra que nunca foi esquecida por aqueles que a assistiram ou participaram de sua produção; foi um filme importante que empurrou para frente a ideia de produções protagonizadas e escritas por mulheres além de servir como uma mensagem inspiradora sobre a importância da amizade na vida de cada um.

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