Quase chegando na década de 80, foi lançado nos cinemas de todo o mundo um filme, baseado no livro homônimo de Sol Yurick (livro esse que demorou a chegar no Brasil), que aborda a questão da violência, da justiça feita pelas ruas, um projeto que acabou virando Cult e que ano após ano ganha mais valor por conta de sua atemporalidade, estamos falando de Warriors – Os Selvagens da Noite.

Para tentar refletir sobre o universo desse filme, listamos alguns motivos que fizeram essa obra parar na prateleira dos filmes cults:

 



Do fracasso ao triunfo

Aproveite para assistir:

O filme teve um orçamento que não chegou aos 5 milhões de dólares mas que arrecadou quatro vezes esse valor somente em bilheteria, mesmo assim para os padrões da época nunca fora considerado um filme de sucesso, com o passar do tempo, como já mencionado, acabou entrando na galeria dos cults, até mesmo pelo avanço das análises dos pontos reflexivos quando pensamos em contestações sociais e as origens da violência.

 



Um roteiro empolgante

Em uma cidade quase paralela, dezenas de gangues se reúnem para um encontro no emblemático bairro do Bronx, a mais pobre das 5 regiões de Nova York. Nessa reunião, que fora combinado nenhuma gangue levar qualquer tipo de arma nem expressar qualquer tipo de violência. Mesmo assim, um assassinato acontece e por circunstâncias do destino a gangue dos Warriors de Coney Island (um bairro que tem praia no condado do Brooklyn) acaba sendo acusado do homicídio. Sem saída e procurando as estações de metrô pela cidade para chegarem aos seus lares, os seus integrantes, todos jovens beirando à fase adulta, precisam trabalhar em equipe para enfrentar todos que querem fazer justiça com as próprias mãos. Em uma jornada frenética vamos acompanhando toda a situação de fuga pelos olhos dos integrantes da Warriors.

 

Sistemas? Leis? Polícia? As inconsequências da margem da Lei

Nesse universo paralelo onde podemos fazer dezenas de analogias com diversas cidades no Brasil e no mundo, há uma espécie de domínio de regiões por meio dessas gangues de jovens que se espalham por Nova Iorque e se impõem perante uma sociedade reprimida que passa aos olhos deles como se estivessem em outro lugar. Há críticas por todos os lados, desde o descontrole policial em tentar conter essas gangues, até mesmo sobre violência alucinada de muitas dessas gangues.



 

Há a nítida presença do anti-herói

Ninguém é santo nessa história que já tem mais de 40 anos. Mesmo os Warriors, alguns integrantes se mostram machistas, violentos até um certo extremismo, se jogam nas brigas como se não houvessem amanhã mas também correm quando o perigo os envolve. Moralmente questionáveis, parecem viver da inconsequência já que o filme deixa nas entrelinhas as razões que os cercam, principalmente quando analisamos de uma maneira Macro a sociedade como um todo.

 


Não podemos deixar de falar das canções!

A trilha sonora é alucinante, capaz de criar todo um clima de tensão constante. Méritos para Barry De Vorzon, Desmond Child, Joe Walsh, Arnold McCuller, Genya Ravan, alguns dos intérpretes, outros compositores, de algumas das excelentes músicas que escutamos ao longo do filme.

 

Sua contribuição para o universo Cult é enorme

Até jogo de vídeo game já teve! Os fãs até hoje lembram alguns frases emblemáticas do filme, inclusive uma série de quadrinhos fora criada. Adoradores do filme se reúnem anualmente para relembrar a história e seus personagens.

 

Warriors está disponível na Amazon Prime Video.

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