10 Produções Femininas e Feministas

10 Produções Femininas e Feministas

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1. Tudo Sobre Minha Mãe

A mais tocante narrativa cinematográfica do diretor espanhol Pedro Almodóvar. Todo o amor de uma mãe e as atitudes de entrega de outras mulheres que fazem o máximo para atender às demandas alheias. O toque intertextual que dialoga com A Malvada, clássico com Bette Davis, e a peça Um bonde chamado desejo, de Tennessee Williams, dão o toque de classe que permite ao filme um lugar no Olimpo das melhores produções de todos os tempos.




Sinopse: No dia de seu aniversário, Esteban (Eloy Azorín) ganha de presente da mãe, Manuela (Cecilia Roth), uma ida para ver a nova montagem da peça “Um bonde chamado desejo”, estrelada por Huma Rojo (Marisa Paredes). Após a peça, ao tentar pegar um autográfo de Huma, Esteban é atropelado e termina por falecer. Manuela resolve então ir de encontro ao pai, que vive em Barcelona, para dar-lhe a notícia, quando encontra no caminho o travesti Agrado (Antonia San Juan), a freira Rosa (Penélope Cruz) e a própria Huma Rojo.

 

2. Verônica

Um filme nacional pouco conhecido, mas muito realista e denso. Verônica é a representação de um quadro entristecedor: professora, mal remunerada, desrespeitada e que recebe uma missão além das suas possibilidades. Muitas cenas de ação, tensão e a representação de um perfil de mulher que merece destaque em qualquer especial, haja vista a necessidade de respeito e atenção, tanto do governo quanto da sociedade civil no que tange à valorização destas profissionais.




Sinopse: Verônica (Andréa Beltrão) é professora de um pequeno aluno (Matheus de Sá) cujos pais foram assassinados pelo tráfico. Ela resolve ajudar o garoto, mas descobre que a polícia está envolvida no caso. Sem ter a quem recorrer, ela decide agir sozinha para escapar com o menino.

 

3. As Horas

Três perfis intensos de mulheres que lutaram para conseguir dar vazão aos seus desejos. Algumas conseguem, mas outras não. Direção de arte e fotografia cuidadosa, montagem magnífica, mas o ponto alto mesmo é a trilha sonora. Phillip Glass nos oferece um “delírio” auditivo marcante e que precisa ser conhecido por todo cinéfilo.

Sinopse: Em três tempos distintos, três mulheres, três vidas, uma conexão. Nos anos 20, a perturbada escritora Virginia Woolf escreveu seu primeiro grande romance A Senhora Dalloway. Duas décadas mais tarde, a dona de casa Laura Brown, repensa toda sua vida e seus desejos enquanto lê o mesmo livro.

Na Nova Iorque dos dias de hoje, a editora Clarissa Vaugham concentra toda sua dedicação ao amigo Richard, um poeta por quem é profundamente apaixonada e que está com AIDS, à beira da morte. Assim como no princípio, as sensíveis histórias dessas três mulheres se fundem num desfecho surpreendente.

 

4. Thelma & Louise

Entediadas com as suas existências, duas amigas partem para uma viagem nesse emocionante road movie. Algo trágico acontece na estrada e muda o destino da dupla. A emblemática cena final representa, metaforicamente, a liberdade das mulheres. Imperdível!

Sinopse: Thelma (Geena Davis) é uma dona de casa entediada. Louise (Susan Sarandon) é garçonete em uma lanchonete. Juntas elas partem furtivamente em um Thunderbird 66 conversível para uma pescaria de três dias. No entanto, as coisas não acontecem exatamente como elas haviam planejado. Um encontro com um bêbado, desbocado e com tendências a estuprador transforma sua inocente “fugidinha de fim de semana” em uma fuga através do país, que muda suas vidas para sempre.

 

5. O Diário de Bridget Jones

Acima do peso e infeliz nos relacionamentos, Bridget Jones é uma mulher que representa as solitárias damas da nossa sociedade, mulheres múltiplas no meio da multidão. Trilha sonora inesquecível, performances igualmente brilhantes, bem como um enredo emocionante.

Sinopse: Bridget Jones é uma trintona que decide, entre as resoluções de Ano Novo escrever um diário. Bridget Jones revela, a cada capítulo, as suas qualidades e os seus defeitos, além de expor com muito humor situações que fazem parte do dia-a-dia de várias mulheres na faixa dos trinta anos: problemas com o trabalho, a busca do homem ideal etc. Cada capítulo do livro trata de um determinado dia na vida desta anti-heroína, que sempre inicia o seu relato contabilizando o peso e as calorias, cigarros e unidades alcoólicas que consumiu no dia anterior.

 

6. Longe do Paraíso

Dizem por aí que o preconceito acabou. Não somos mais racistas, nem praticantes da homofobia. Será? A mídia e os acontecimentos cotidianos nos mostram que não. Esse filme adentra o especial ao trazer uma mulher em um redemoinho de preconceitos nos anos 1950: descobre que o marido é homossexual e precisa lutar por uma amizade recente com um homem negro. Ritmo lento e reflexivo, bastante emocionante.

Sinopse: Nos anos 50, uma mulher leva sua vida dividida entre seu casamento, filhos e eventos sociais até descobrir um segredo sobre seu marido, que colocará em xeque todas as suas incertezas.

 

7. Halloween H20 – Vinte anos depois

Lutar e mudar de cidade para preservar a sua identidade de um irmão psicopata não era o suficiente. Era preciso salvar a vida do seu filho. De babá à diretora de uma escola interiorana, a personagem interpretada por Jamie Lee Curtis precisa enfrentar algo além da depressão: o retorno do irmão sanguinário. Eletrizante filme de terror dos anos 1990, com montagem e ritmo enlouquecedores.

Sinopse: Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) simulou sua morte para poder escapar da fúria do irmão, um louco homicida. Apesar de agora se chamar Keri Tate e trabalhar como diretora de uma escola, ela vive constantemente o medo de que seu psicótico irmão descubra seu paradeiro. Até que, passados 20 anos desde que tudo começou, ela reencontra Michael Myers, seu irmão psicopata, quando este está perseguindo seu filho. De imediato, ela foge apavorada, principalmente quando vê seu namorado sendo morto, mas, repentinamente, decide enfrentá-lo e uma coisa fica clara: só um irá sobreviver.

 

8. Caça-Fantasmas

As mulheres finalmente estão conquistando seu devido espaço na sociedade, mas quando se trata da indústria cinematográfica essa conquista ainda está apenas começando. É muito difícil você ver um blockbuster trazer uma mulher como protagonista principal, ou até mesmo diretoras e roteiristas conceituadas conseguirem assumir um projeto e receber o mesmo salário que os homens. O sexismo é gritante em Hollywood, e está lentamente sendo exposto.

Só por isso, esse novo ‘Caça-Fantasmas’ já merece todo o holofote como um dos projetos mais audaciosos e feministas da história de Hollywood. Pegar uma franquia conhecida e estrelada por quatro atores e substituí-los por mulheres é uma sacada genial, e o filme consegue brincar com essa mudança ao adicionar um objeto sexual masculino loiro e abobado (Chris Hemsworth), usando a velha fórmula hollywoodiana de maneira inversa e fazendo piada com isso.

 

9. Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento

Emocionante drama que deu o Oscar de Melhor Atriz para Julia Roberts na cerimônia do ano 2000. Uma mãe, vários filhos, a necessidade de trabalhar e a força para enfrentar a burocracia e os desmandos de uma sociedade hipócrita e adepta da meritocracia. Mais que indicado: um filme necessário!

Sinopse: Uma mulher de verdade. Uma história real. Uma vitória de fato. Julia Roberts estrela como Erin Brockovich, uma decidida e jovem mãe que luta por justiça de todas as maneiras que conhece. Desesperada por um trabalho que sustente suas três crianças, ela convence o advogado Ed Masry (Albert Finney) a contratá-la e descobre acidentalmente um caso legal contra uma grande corporação. Agora, Erin está determinada a encarar uma luta contra um poderoso adversário que nenhuma firma de advocacia havia ousado desafiar. E, diferente de seu patrão, Erin nunca aceita não como resposta. Assim, os dois começam uma luta difícil que irá pôr uma cidade a seus pés e uma grande companhia de joelhos.

 

10. Sex and the City

Mulheres fortes e independentes, donas de si. Esse grupo de quatro amigas, durante seis temporadas na televisão, enfrentaram muitos desafios na tentativa de impor diante da sociedade machista e opressora que viviam. Emocionante, não conseguiu bons resultados no cinema, haja vista que como filme a transição não funcionou bem, mas merecem destaque.

Sinopse: Após dez anos, a escritora Carrie Bradshaw se prepara para dar um importante passo em seu relacionamento com o Mr. Big. A nova-iorquina e o namorado decidem se mudar para uma cobertura em Manhattan, dividindo, enfim, um lar. Porém, quando estão resolvendo as questões da mudança, o casal acha que o melhor é que se casem e vivam juntos como marido e mulher. A notícia do casamento surpreende a todos, inclusive Charlotte, Miranda e Samantha, as melhores amigas de Carrie, que imaginavam que este dia nunca chegaria.

Desejamos a vocês, caros leitores, bons filmes e séries. E não esqueçam: as mulheres são diamantes preciosos que precisam de todo nosso respeito e dedicação. Podem ser as nossas mães, irmãs, tias, amigas, colegas, professoras, em suma, qualquer pessoa que faça parte (ou não) do nosso ciclo de convívio cotidiano.

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