Crítica | Homem-Formiga

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É inegável que mesmo nas superproduções da Marvel, sempre sucessos financeiros, existem altos e baixos de qualidade. Não que o estúdio tenha entregado uma bomba homérica desde sua inauguração em 2008, ao mesmo tempo, dificilmente alguém defende com unhas e dentes filmes como Thor: O Mundo Sombrio, Homem de Ferro 3 e Capitão América: O Primeiro Vingador. Por outro lado, Capitão América: O Soldado Invernal, Os Vingadores (2012) e Guardiões da Galáxia foram rasgados de elogios.

O que parece por estas últimas produções é que a Marvel tem acertado mais quando aposta em um projeto inusitado, estranho ou desconhecido. Homem de Ferro 3, Vingadores 2 e Thor 2 eram sucesso garantido, justamente por isso soam como pouco esforço em suas confecções. Já Guardiões da Galáxia precisou trabalhar para mostrar que merecia lugar, na primeira fila, ao sol. É justamente onde se encaixa este Homem-Formiga, um projeto arriscado que a Marvel precisava tirar do papel se quisesse construir de forma correta seu universo cinematográfico costurado.

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O Homem-Formiga é um personagem importante na mitologia da casa e para a estruturação dos Vingadores. Ao mesmo tempo, é um personagem difícil de ser adereçado em outra mídia além dos quadrinhos. Simplesmente as características do personagem poderiam facilmente recair no ridículo ou longe do padrão cool com que o público foi acostumado nos filmes da empresa. Um sujeito cujo poder é diminuir até o tamanho de um alfinete e se comunicar com formigas não é exatamente interessante como um Batman, Homem de Ferro ou Superman. Bem, não era.

O devido reconhecimento precisa ser dado a um roteiro que consiga fazer de uma história mais difícil, e que facilmente poderia ser alvo de zombaria, algo identificável, curioso e divertido. Com empenho, é justamente assim que a trama criada por Edgar Wright e Joe Cornish, e desenvolvida por eles em parceria com Paul Rudd e Adam McKay, é exibida nas telas. Com um tom bem propício de histórias em quadrinhos, Homem-Formiga é uma investida honesta e com bastante coração. Utilizando de bastante humor, esta é uma aventura digna, mesmo que tudo ocorra em menor escala. Justamente por isso, é mais humana e de fácil acesso.

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Em determinado ponto, Hank Pym (Michael Douglas), o primeiro Homem-Formiga, dispara ao se referir aos Vingadores: “Eles devem estar ocupados erguendo cidades”. Isso demonstra a magnitude megalômana a que chegou o segundo filme dos maiores heróis da Marvel. Afinal, o que sobra para se fazer após levantar uma cidade? Homem-Formiga chega justamente neste contraponto. É uma trama minimalista, sobre um ladrão, sua filha, seu mentor e a filha dele. O mote, como já deu para perceber, é o relacionamento familiar. Ah, sim, temos um vilão e a subtrama envolvendo o desenvolvimento e venda de uma nova tecnologia, capaz de encolher ou fazer crescer.




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Na história, Michael Douglas vive Hank Pym, um cientista brilhante que desenvolveu a tecnologia mencionada no parágrafo acima. Percebendo como seria perigosa em mãos erradas, o sujeito fica anos inerte. Seu primeiro discípulo, Darren Cross (papel de Corey Stoll), tenta a todo custo replicar seu experimento, mas suas ações podem ter propósitos não tão nobres assim. Pym sai da autoimposta aposentadoria quando conhece Scott Lang, papel do agradável Paul Rudd, um exímio ladrão com habilidades promissoras. Juntos, Pym e Lang formam uma improvável dupla para desbaratinar os planos do inescrupuloso Cross, com a ajuda da filha de Pym, Hope van Dyne, papel da estonteante Evangeline Lilly.

Homem-Formiga é sem dúvida o sonho molhado dos nerds de plantão. Existem referências o suficiente para que eles gritem, aplaudam e quase cheguem ao êxtase. Neste quesito os filmes da empresa sempre entregam. Uma dica, fique até o final, existem uma cena mid credits e outra bem ao final de todos os créditos. Para os demais, a experiência será igualmente satisfatória, com a garantia de um bom momento nos cinemas. No chamado ano dos blockbusters, no qual muitos reclamaram de superproduções que ofereceram mais do mesmo, Homem-Formiga chega para soprar certo ar de originalidade, ao mesmo tempo utilizando uma narrativa mais calma e tranquila, longe da pirotecnia adormecedora vigente.

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