Crítica | How to Get Away With Murder – 2ª Temporada

Crítica | How to Get Away With Murder – 2ª Temporada

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A notícia mais esperada por muita gente chegou! A entrada da segunda temporada de How to Get Away With Murder no catálogo da Netflix acontece muito em breve.

Para quem teve a paciência de esperar a nova temporada chegar na nossa mais amada plataforma de vídeos sempre deve ficar aquela coceirinha do que esperar da continuação da história de uma das melhores séries dos últimos tempos.

Vou me esforçar para falar sobre sem dar spoilers, embora tenha que começar falando o quanto eu admiro todas as pessoas do mundo que escolheram esperar e foram capazes de ficar tanto tempo sem saber do que viria a seguir.




Crítica | How to Get Away With Murder 

Viemos de uma primeira temporada totalmente eletrizante, onde absolutamente nenhum episódio foi regular, e a audiência de manteve estável. Quando a gente tem um momento assim, é claro que as expectativas do que está por vir colocam as expectativas dos fãs lá em cima. Bem, eu não respondo por todos, mas pra mim a Season 2 supriu completamente o que eu esperava.

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A principal semelhança com a Season 1 é a narrativa, novamente começamos de um mesmo ponto e vamos voltando no tempo para conhecer história por história que nos levou àquele fato e não temos ideia alguma do que vai acontecer dele pra frente.




Foram poucas as pontas soltas deixadas no fim da primeira temporada, mas uma delas é resolvida muito rapidamente. Sem enrolação extensa, descobrimos quase que de cara quem foi que matou a chatinha da Rebecca e as consequências disso pro pessoal, principalmente pro Wes.

Bem mais tarde, mas bem mais tarde mesmo, vamos descobrir porque raios o Sam mandou o Frank matar a Lila sob a alegação de que o Frank devia algo a ele. É a partir daí que temos uma grande parte do gancho que está por vir para a – confirmadíssima – terceira temporada da série.

Nessa temporada temos menos distrações com os casos paralelos que a Annalise atendia, tudo fica focado em uma mesma história de duas pessoas que foram adotadas por um casal de milionários e, um belo dia, o casal é encontrado morto. A exploração desse caso deixa uma brecha boa para dar espaço para dois estudantes do K-5 que pareciam mais mornos na primeira temporada, a Michaela e o Asher.

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Somos brindados com a presença de alguns novos personagens que revelam muito mais do que poderíamos imaginar sobre o passado da Annalise (o que muitas vezes me deixa sem entender porque o Nate é tão bom com ela, mais que nunca) e FINALMENTE entendemos de uma vez por todas o amarro eterno entre Annalise e Wes.

Temos também, aleluia, um episódio destinado a nos apresentar a história da Bonnie e vamos conhecendo o Frank melhor em todo o decorrer da temporada, com chances de que ele seja um fator decisivo para o andamento da Season 3, o que é bem justo.

Entre o grupo de estudantes não vemos muitas novidades em relação à vida do Connor, os personagens que mais evoluem na história são a Laurel e o Wes, por motivos distintos e que nem sempre são bons. O Asher pra mim é quem mais começou a ganhar um pouco de enredo e foi arrastado para o caos, isso deve ser ressaltado.

Deixando a grande estrela para o final, vamos falar da diva da nossa vida: a poderosa e magnífica Annalise KeatingViola Davis segue entregando o melhor de si no começo da temporada e mostrando a força da sua atuação. Mas, meus caros, é lá no fim da segunda temporada, pouco depois da pequena pausa que aconteceu para quem via em “tempo real” que começou a me bater uma frustração.

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A gente estuda, trabalha e se dedica. A gente lê e se informa. A gente vai pro mercado de trabalho e faz uma coisa legal na vida e acha que é grande coisa na profissão que a gente exerce… Até a Viola fazer você se sentir um lixo, pois a atuação dela no final da segunda temporada mostra que ninguém é capaz de ser excelente na profissão que exerce como ela é.

Na mesma medida que vemos as ‘cascas’ da Annalise, vamos vendo ainda mais o presente que é viver num mundo onde a personagem foi colocada nas mãos da Viola. O ritmo mais calmo dos últimos episódios se dedicam a mostrar o passado e a essência da nossa advogada favorita. Os momentos de choque da série abrem espaço pra gente conhecer a Annalise melhor e, eu garanto, cada segundo disso vale a pena.

E foi por causa disso que nos dois últimos episódios da temporada eu desidratei de tanto chorar, não só pelos acontecimentos, mas pela emoção sentida na pele de ver a atuação monstruosa que a Viola entregou em cada uma das cenas.

A gente tem que fazer justiça à segunda temporada, ela foi sufocante em muitos momentos, muito embora não tenha a eletricidade e a energia da primeira. Ela tem méritos e tem falhas. Isso tudo se refletiu na audiência e nas críticas que foram feitas. Muitos dizem que roteiro e produção sofreram uma crise criativa.

Muito embora eu entenda isso, para muitas pessoas o que é chamado de “crise criativa” foi a chance para ver outras nuances de cada um dos personagens, e isso vai agradar muita gente. Eu, que tinha curiosidade disso, me senti deliciada com essa temporada, sinceramente. E fiquei com aquele grande desejo emergencial da terceira temporada.

No fim, como sempre, vai caber a cada um de nós como sentir a temporada, pois ela é bem distinta da primeira em muitos pontos e talvez não vá suprir as expectativas de muita gente. Para mim, estamos falando de uma temporada nada mais que diferente da anterior, para mim não se trata de uma queda de qualidade, uma vez que entregar algo idêntico à primeira me frustraria muito mais.

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Continuo achando How to Get Away With Murder a série mais poderosa do momento, acho que ela ainda entrega um material incrível, pelo qual a gente sofre e espera. É por isso que, através da minha humilde classificação, ainda não vejo motivo para declinar a minha avaliação da série, que ainda continua levando seu 10 com louvores.

E que venha mais uma temporada!

 

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