‘007: Skyfall’: Conheça a história por trás da sombria ilha fantasma apresentada no filme


Em 2012, ‘007: Skyfall’ apresentou algumas cenas gravadas na ilha fantasma de Hashima, que serviu como esconderijo do vilão Raoul Silva, vivido por Javier Bardem.

Mas você conhece a história por trás da ilha?

Com uma aparência digna de cenários pós apocalípticos, a ilha foi construída em 1887 pelo grupo Mitsubishi coma cidade flutuante localizada na baía de Nagasaki, que serviu como prisão para os operários que exploravam carvão submarino durante a era Meiji.

Como o carvão era a matéria prima que alimentava as máquinas no período de insdustrialização do Japão, a ilha foi projetada como um cativeiro, para que os operários não pudessem sair de lá.

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Devido ao trabalho pesado, muitos japoneses abandonavam suas tarefas no início da transição industrial no país, então eles passaram a contrabandear imigrantes chineses e coreanos, forçando-os ao trabalho escravo.

Foi aí que surgiu a ideia de criar a ilha, também chamada de Gunkanjima pelos japoneses, algo como ‘ilha encouraçado’, já que sua estrutura é semelhante a um navio de guerra sob a vista áerea.

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A escravidão dentro da fortaleza durou quase 60 anos, chegando ao fim após a derrota do Japão durante a Segunda Guerra Mundial.

No entanto, o trabalho de mineração permaneceu até 1974, quando as reservas de carvão foram esgotadas.

Até então, aproximadamente 05 mil pessoas viveram, cresceram e morreram dentro das paredes da ilha, que tornou-se um monte de ruínas com a evasão de seus habitantes e começou a atrair bastante curiosos.

Do fim da década de 1970 até 2009, foram proibidas as visitas públicas ao local. No entanto, devido ao seu passado sombrio e à singularidade da arquitetura, a ilha tornou-se uma atração turístisca.

Mas, para ter é acesso à entrada, é preciso passar por um rigoroso exame de saúde por conta das condições climáticas e aos efeitos causados pela maresia da costa de Nagasaki, que fica próxima à região.

Com aproximadamente 40 mil metros quadrados, a ilha abriga prédios residenciais abandonados, prisões, postos de comando, refeitórios e outras instalações necessárias para acomodar a população que já viveu por lá.

Além da aparência fantasmagórica do local, a invasão de algas marítimas e insetos somada aos dejetos de pássaros deixaram a ilha com um visual ainda mais assustador.

Em 2015, a Unesco decretou o cativeiro como patrimônio mundial, o que gerou uma séria e justa polêmica, já que seus corredores e cômodos foram usados como prisão e permanece como uma mancha para os japoneses e como uma ferida para chineses e coreanos.

Confira algumas imagens:

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