Lançado em 1993, Jurassic Park foi responsável por uma verdadeira reinvenção no cinema de entretenimento. Os efeitos revolucionários do filme e a trama envolvente elevaram o sarrafo dos blockbusters, que passaram a investir milhões em efeitos visuais e em roteiros mais dinâmicos e ousados.

Sucesso de crítica e bilheteria, o filme atravessa gerações, fazendo com que crianças e adultos se apaixonem pelos dinossauros a cada nova assistida, o que rendeu ao filme um fandom muito fiel. Pensando nisso, o CinePOP selecionou 10 curiosidades que você talvez não conheça sobre o filme. Confira!
Impacto na vida real

A paleontologia foi uma área da ciência que perdeu o interesse infantil durante a Corrida Espacial e nos anos que se seguiram. Porém, segundo o Dr. Nate Smith, do Departamento de Dinossauros do Museu de História Natural americano, “A estreia de Jurassic Park gerou muito interesse entre jovens que queriam se tornar paleontólogos e entrar na área”. Desde a estreia do filme, novas gerações de paleontólogos se formaram e o número de descobertas de fósseis de novas espécies saltou para aproximadamente 50 por ano.
A arte imita a vida
Parte importante da trama do filme é que a Ilha Nublar é atingida por uma tempestade tropical que deixa o elenco isolado do resto da civilização em meio à debandada dos dinossauros. Gravado em Kauai, no Havaí, Jurassic Park enfrentou seu próprio desafio climático. Durante as filmagens do longa, o Havaí foi afetado pelo furacão Iniki, em setembro de 1992. O evento climático destruiu cenários e fez com que a produção mudasse sua locação para o icônico Rancho Kualoa, também no Havaí.
Coisa pouca

O furacão afetou também o elenco e os membros da produção do filme, que tiveram de deixar seus quartos no meio da noite para se concentrarem no salão de baile do hotel onde estavam hospedados, por questões de segurança. No entanto, um ator não obedeceu o protocolo de segurança e dormiu que nem pedra no quarto do hotel durante a passagem do furacão: Sir Richard Attenborough (John Hammond). Perguntado se estava tudo bem, ele disse que um furacão não era nada comparado ao que ele viveu durante a Segunda Guerra Mundial, quando serviu à Força Aérea Britânica.
Era mais legal assim

Uma das grandes questões do filme é o motivo do parque se chamar ‘Jurassic Park’ se a maioria das espécies que estavam no passeio eram do período Cretáceo. Questionado sobre o assunto, o autor do livro – e roteirista do filme – Michael Crichton respondeu que nunca tinha parado para pensar nisso, e que sua escolha pelo título se baseou na melhor sonoridade para a obra. Jurassic Park soava mais legal que Cretaceous Park.
Ferramenta de roteiro

Por falar em “mais legal”, um dos personagens mais carismáticos do filme surgiu justamente como uma ferramenta de roteiro para deixar a trama mais fluída e legal: o Senhor DNA. O diretor Steven Spielberg achava que ficaria muito enfadonho adaptar a parte científica do livro para o filme e veio com a ideia de trazer um “guia de parque” que pudesse condensar a parte complexa em um passeio simples de alguns minutos. Deu certo!
Cientificamente incorreto

Steven Spielberg não estava muito preocupado com fidelidade às espécies na vida real. Na verdade, o diretor queria que os Velociraptores tivessem mais de 3 metros de altura para deixá-los ainda mais assustadores. No fim, ele acabou aceitando que os Raptores tivessem “apenas” 2 metros, tomando como base a espécie Utahraptor. Na vida real, os Velociraptores tinha cerca de 1.2 metros de altura, o que não seria tão ameaçador assim. De qualquer forma, o diretor manteve algumas liberdades criativas, como os Raptores se comunicarem ao estilo “código morse”, batendo as garras contra o chão.
Queridinho

Os Raptores gigantes e extremamente inteligentes viraram o xodó de Steven Spielberg, que distribuiu réplicas autografadas por ele mesmo para todo o elenco do filme. A atriz Ariana Richards (Lex), por exemplo, deixou a dela exposta no portão de casa. Ela chegou a dizer que assustava convidados e servia como um tipo de cão de guarda. Já Laura Dern (Dra. Ellie Sattler) deixou a dela ao lado do berço do filho bebê.
Gritaria

O teste para o papel de Lex consistia na capacidade vocal das atrizes para darem gritos de puro desespero. A atriz Ariana Richards revelou que seu teste se resumiu a gritar desesperadamente contra a câmera e que ouviu depois “que Steven tinha visto os testes de outras garotas por vídeo naquele dia, e fui a única que acordou a esposa dele, que estava dormindo do sofá. Ela veio correndo pelo corredor para ver se as crianças estavam bem”. Vale ressaltar que a esposa de Spielberg, Kate Capshaw, foi submetida a um teste parecido para conseguir seu papel em Indiana Jones e o Templo da Perdição.
Como seria?

O diretor James Cameron (Avatar) era um dos maiores interessados em fazer a adaptação de Jurassic Park. Porém, segundo ele, os direitos foram comprados “algumas horas” antes de conseguir dar seu lance. Ainda assim depois de assistir o filme nos cinemas, Cameron admitiu que Steven Spielberg era a melhor escolha possível. Cameron disse que sua versão seria voltada para a violência, o que impediria que o filme se tornasse tão popular dentre o público infantil. para dirigi-lo, já que sua versão teria sido muito mais violenta (“Aliens: O Resgate (1986) com dinossauros”), o que “não teria sido justo” com crianças que se identificam com dinossauros.
Referência

Mesmo não tendo dirigido o filme, James Cameron se tornou um grande influenciador dos rumos que o longa tomou. Isso porque a escolha de Spielberg por fechar com o lendário Stan Winston para criar os dinossauros animatrônicos se deu após o diretor se apaixonar pela Rainha da colmeia dos Xenomorfos em Aliens: O Resgate (1986). Além disso, a computação gráfica de O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991), de Cameron, serviu como base para o desenvolvimento dos efeitos digitais dos dinossauros.



