Filmes ruins não desperdiçam apenas nosso tempo. Principalmente nossa paciência!

10. Nove Canções (2004)

O pior desse trabalho de Wintterbotton não é apenas a falta de interesse que a história causa em quem a assiste; é sim a sua completa indecisão: ele não se decide se é um filme pornô ou um videoclipe. As cenas de sexo são pudicas, a história causa enfado! Nada que se compara com o ótimo “A Festa Nunca Termina”.


9. Satyricon (1970)

Frederico Fellini é um dos grandes do cinema italiano. Mas esta adaptação do texto clássico de Petrônio parece não ter unidade. As imagens são um deslumbre. Mais nada! Principalmente comparado com obras-primas como Noites de Cabíria, A Estrada ou A Doce Vida. Parece que Fellini confiou demais em sucesso para fazer Satyricon. Pelo menos, se o leitor não dormir ou não chorar de raiva, consiga apreciar as imagens.

Aproveite para assistir:

8. Alien vs. Predador (2005)

É um filme que os produtores fazem para tentar renovar uma grife, mas que causa apenas revolta nos fãs! A reunião do Alien com o Predador foi um fiasco! O resultado foi extremamente tosco! O enredo bolado para reunir as duas criaturas foi ridículo, os confrontos foram fracos e ver o Predador como mocinho foi broxante! Quando a “mocinha” fica cara a cara com o Predador e a câmera faz um close, algum expectador-sonoplasta completa a cena com um ruído de beijo estalado! Eis o sucesso do filme.

7. Titanic (1997)

Ok, o filme foi um sucesso, permanece como a maior bilheteria do cinema, rende paródias até hoje e formou uma legião de fãs. Mas, combinemos, ele não larga seu lado tosco! Para poder assistir as belas cenas no naufrágio, o expectador tem que acompanhar um pastiche de romance, protagonizado por um Leonardo Dicaprio ainda pouco experiente. Na época em que estava em cartaz, ainda éramos obrigados a escutar as meninas gritando “Leo, Leo”. A única coisa que salva é a morte de Leo no fim!

6. Um Pequeno Romance (1979)

O filme é um romance sem sal! E sem pimenta-cuminho, sem orégano ou qualquer outro tempero! É tedioso do inicio ao fim! Um romance que nem o mais empolgado apaixonado terá paciência! O típico filme que depois de assistir, chorar de raiva, você se esquece da história.

5. Match Point – Ponto Final (2005)

Woody Allen já fez filme, como Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, Manhattan, Hannah e Suas Irmãs ou Melinda e Melinda. Match Point, no entanto, foi triste. A história é chata, o desenvolvimento é lento e nas cenas de sexo, Allen não explora direito os atributos, digamos, visuais de Sacarlett Johansson. Apenas a hora do assassinato empolga! Para, na próxima cena, voltarmos ao marasmo! O mais impressionante é o sucesso de crítica e público. Incompreensível! Woody Allen parece que só por ter uma ótima seleção musical, um bom elenco e uma alusão muito da canalha do livro Crime e Castigo, de Dostoiévisky.


4. A Paixão de Cristo (2004)

A Paixão de Cristo e de Mel Gibson é um engodo que consegui enganar milhões de fies! Não bastasse Mel Gibson ser um péssimo diretor, esta versão das últimas horas de Cristo foi uma violência sem sentido! E esteticamente, as seqüências de flagelo são pobres, sem inovações ou relevância. A violência de Kill Bill, de Tarantino, é muito mais elevada do que a de Gibson! E o que mais causa raiva: ao invés do público observar aspectos estéticos ou a história em si (o enredo do filme é pobre), elas pareciam que estavam assistindo uma encenação da paixão em uma paróquia, como se fosse um ritual, e não um filme!

3. A dança dos Vampiros (1967)

Todo o grande artista tem um instante de baixa qualidade. Em sua maioria, esses instantes ainda são melhores do que a média geral das produções. Mas, quando esse instante é pior do que a média, não tem choro nem vela! Este filme de Polanski é um horror! Em tese, deveria ser um terrir (uma comédia com pitadas de terror). Ele não provoca nem dor de estômago! Os vampiros não causam nem medo nem riso, as seqüências de ação um tédio, os cenários ridículos. Ao contrário de Satyricon, que tinha boas imagens, ou de Match Point, que tinha um bom elenco e boas músicas, nada se salva em A Dança dos Vampiros. Depois de assisti-lo, nos perguntamos: onde o Polanski tava com a cabeça!


2. Instinto Selvagem 2 (2006)

É o filme que você entra na sala de projeção sabendo que não sairá boa coisa. E quando sai, se pergunta como ainda cai nessas armadilhas de produtores. O filme é ridículo, as atuações são podres e as pernas da Sharon Stone não são mais o que foram. Nem o suspense provoca calafrio. A maior tristeza é saber que haverá outra continuação…

1. Irreversível (2003)


Gaspar Noe queria fazer uma obra de arte chocante. Ele não conseguiu passar do chocante! O filme narra a busca de um homem pelo estuprador e assassino de sua esposa. Tudo de trás para frente.

A técnica de montar o filme de trás para a frente não é nova. Foi feita magistralmente por Nolan em Amnésia. Nesse último caso, a razão pretendia colocar o espectador na situação do protagonista, vítima de doença que o impedia de lembrar os últimos acontecimentos.

Em Irreversível, o diretor alegou a mesma razão: nos colocar no lugar d a mulher vítima de estupro. Porém, foi total insucesso. A verdadeira função da montagem é esconder a fragilidade do enredo: uma mulher grávida vai para uma festa com o marido e amigo. Quando sai sozinha é violentada por 15 minutos e morre. O marido vai atrás e tenta descobrir o assassino.

Tudo é tosco: a cena de estupro é extremamente mal feita – depois de alguns minutos, ficamos indiferentes; a seqüência em que uma cabeça é destroçada serve apenas para chocar! E, depois de assistirmos um banho de sangue, acompanhamos os eventos anteriores Nessa parte, o Noe parece querer justificar as cenas violentas. Entretanto, a história não se sustenta.

Os diálogos ridículos sobre liberdade sexual não justificam nada. Fica claro que o diretor queria apenas fazer algumas cenas que chocassem e nada mais. E, ao tentar dar um sentido artístico, demonstra-se incompetente!


O problema não são as cenas fortes. Muitos grandes filmes são violentos. No entanto, essas obras de artes, são geniais do início ao fim. O trabalho de Noe, no fim, não deixa nada nas nossas cabeças, só vontade de chorar de raiva!

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