10 Grandes Filmes de Terror Nacionais Recentes

10 Grandes Filmes de Terror Nacionais Recentes



Aqui no CinePOP simplesmente adoramos filmes de terror. E como bons anfitriões, conhecemos bem nosso público e sabemos que vocês também são apaixonados por este tipo de filme que causa calafrios na espinha. Afinal não existe nada mais divertido do que sentir medo no escurinho do cinema.

Em comemoração ao Halloween, o CinePOP resolveu criar uma nova lista – tendo em vista a constante de produções nacionais recentes de qualidade que decidiram investir no terror e que vêm agradando crítica e público. Portanto, se você não conhece algum destes filmes, é hora de procurá-los para dar aquela força ao nosso cinema – assim permitindo que mais produções do gênero possam ser lançadas. Vem conhecer.

O Clube dos Canibais

Escrito e dirigido por Guto Parente, o longa tem estreia programada para este quinta-feira nos cinemas brasileiros. Exibido em Festivais Internacionais, como Rotterdam, na Holanda, e em Buenos Aires, o filme possui alto nível sexual e de violência. Na trama, um casal da alta sociedade brasileira possui um estranhíssimo hobby: eles fazem parte de um grupo secreto de canibais, e realizam jogos macabros que envolvem sexo e assassinatos. O filme funciona como crítica social. Já conferimos a obra e você pode conferir nossa crítica abaixo.

Crítica | O Clube dos Canibais – Macabro Filme de Terror Dialoga com ‘Bacurau’

Morto Não Fala

Aproveite para assistir:


Protagonizado pelo ótimo Daniel de Oliveira (Aos Teus Olhos), o ator interpreta um funcionário de necrotério que possui o dom sobrenatural de se comunicar com os mortos. Em seu expediente na madrugada, ele ouve as histórias dos mortos que chegam ao local – a maioria vítima da violência urbana. Porém, o protagonista irá se deparar com uma informação sobre sua própria vida, e o perigo começa a rondar perto dele e de sua família. Igualmente exibido em Festivais do cinema fantástico e de terror pelo mundo, o filme estreia no próximo dia 10. Também já pudemos conferir a obra e a crítica você confere abaixo.

Crítica em Vídeo | Morto Não Fala – O Terror nacional que me fez VOMITAR…

As Boas Maneiras

Fortes representantes do gênero terror no Brasil, os diretores Marco Dutra e Juliana Rojas conseguiram atingir um patamar mainstream, fazendo com que cada vez um público maior tenha acesso aos seus filmes. Em partes, isso se deve ao resultado extremamente positivo que suas obras conquistam junto aos críticos. As Boas Maneiras é seu maior e mais ambicioso projeto, e também sua obra-prima. Esta é uma história de lobisomem diferente – dividida em dois atos, e que fala muito sobre maternidade e o que é ser mãe de verdade. Na primeira parte, com a personagem de Marjorie Estiano ainda grávida, o filme se concentra na amizade da mulher com a babá de seu futuro filho (vivida por Isabél Zuaa). Na segunda parte, é Clara (Zuaa) quem ganha os holofotes, criando o pequeno Joel (Miguel Lobo).

Festival do Rio | As Boas Maneiras – Terror sobre lobisomem vencedor do Festival do Rio

O Animal Cordial

Outra estrela do terror brasileiro atende pelo nome Gabriela Amaral – uma aficionada pelo gênero, sempre acrescentando muitos elementos sociais tipicamente brasileiros na mistura, para dar o peso, respaldo e seriedade necessários para que seus filmes possuam algo a dizer – e não é sempre melhor assim? Já entrevistamos a diretora e sua paixão pela arte e pelo gênero é inegável. Aqui, ela aposta num thriller de alto conceito, caprichando no gore, para realizar uma luta de classes dentro de um restaurante chique. Quando criminosos fazem todos no local de reféns, o dono, seus funcionários e os clientes se preparam para embarcar numa madrugada insana, regada a muito sangue e gore.

Crítica | O Animal Cordial – Terror nacional com muito gore e classificação de 18 anos

O Segredo de Davi

Elogidíssimo filme nacional, que conseguiu conquistar tanto crítica e (principalmente) público – embora infelizmente talvez não tenha feito o sucesso que merecia, ou sequer seja tão conhecido. Quem se destaca é o jovem Nicolas Prattes na pele do protagonista Davi, um jovem tímido, estudante de cinema, que devido a um trauma do passado reaceso, se torna um meticuloso serial killer e começa a fazer muito sucesso online.

Crítica | O Segredo de Davi – Um suspense poderoso que não foi feito para o grande público

Quando Eu Era Vivo

Aqui temos no elenco o que é provavelmente o nome mais inusitado do Brasil quando pensamos em um filme de terror: Sandy! Sim, isso mesmo, a irmã de Junior, da famosa dupla musical. Mas calma, é só percebermos os nomes envolvidos para darmos toda a credibilidade possível e imaginável. Com roteiro de Gabriela Amaral e direção de Marco Dutra, este filme é um assustador conto sobrenatural, que fala sobre perdas e traumas. Marat Descartes estrela como o um sujeito pra lá de depressivo, numa fase ruim da vida – tendo perdido o emprego e a esposa, e precisando voltar a morar com o pai, com quem não tem a mínima afinidade (papel do grande Antônio Fagundes). No local, o pai está alugando um quarto para a jovem estudante Bruna (Sandy). O protagonista então descobre objetos de sua falecida mãe e começa a adentrar o mundo da magia negra.

Gata Velha Ainda Mia

Escrito e dirigido pelo jovem Rafael Primot (também ator, e que deveria fazer mais filmes no estilo), o longa traz uma inspiradíssima Regina Duarte (uma de nossas grandes damas das artes) no papel de Gloria Polk, uma amargurada e decadente escritora veterana. Duarte é puro estado de glória (com o perdão do trocadilho) em um de seus melhores desempenhos nesta nova fase da carreira. Ela decide finalmente dar entrevista para uma jovem jornalista (papel de Bárbara Paz), que vive no mesmo prédio. Durante a entrevista, cujo foco é a decisão da autora em voltar a escrever após um longo hiato, a tensão começa a tomar conta do apartamento, fazendo as mulheres colidirem em um assustador jogo de gato e rato que irá tomar proporções cada vez maiores e descontroladas.

O Nó do Diabo

Um dos temas mais incômodos e ainda latentes em nosso país é a desigualdade social – que retrocede à época dos escravos. Este é o tema que mistura passado e presente numa fazenda de cana, local onde atrocidades contra os negros escravizados foram cometidas no passado e que marcaram tanto que continuam manchados no terreno do local. A tragédia ecoa até os dias de hoje, quando os moradores atuais presenciam estranhos acontecimentos. Criado na forma de antologia, o filme é dividido em cinco segmentos – todos utilizando a mesma temática.

Crítica | O Nó do Diabo – Uma história de horror brasileira

Sinfonia da Necrópole

Juliana Rojas, usual colaboradora de Marco Dutra, ficou de fora do projeto de Quando Eu era Vivo. Mas aqui a diretora vem sozinha, por conta própria, para entregar uma verdadeira pérola. Misturando terror, comédia e… musical (acredite!), a cineasta consegue criar um dos filmes mais verdadeiramente únicos de nosso cinema. Na trama, a vida de um coveiro muda radicalmente com a chegada de uma nova funcionária no cemitério, por quem ele se apaixona. Juntos, os dois trabalham remarcando túmulos abandonados, mas logo estarão presenciando estranhos e assustadores eventos – que são amenizados pelo uso de muita música e elementos de humor que deixam tudo bem divertido, mas sem esquecer o uso de temas sobrenaturais e do terror.

A Sombra do Pai

Menos explícito do que seu trabalho anterior, a diretora Gabriela Amaral novamente aposta numa crítica social e fala sobre como o trabalhador comum pode ser consumido por seu dia a dia robótico, realizando funções de forma mecânica, se tornando praticamente um zumbi sem tempo para ter emoções. E sim, esta é uma das maiores inspirações da diretora (que conversou com o CinePOP na época do lançamento do longa). Fanática por produções do tipo, principalmente os filmes do grande e saudoso George Romero, Amaral cria sua própria versão dos filmes de zumbi – contando a história de uma pequena menina, que perda a mãe e precisa ser criada pelo pai, cada vez mais distante e fora de si. Ao longo do filme, ganhamos referências aos clássicos do gênero.

Crítica | A Sombra do Pai – Mistura o terror do abandono e a fuga para o místico



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