20 Produções Dirigidas por Mulheres que Chegam ainda em 2019

20 Produções Dirigidas por Mulheres que Chegam ainda em 2019


Muito se fala em diversidade de gênero. O feminino ganha cada vez mais corpo na sociedade, como deve ser. Aos poucos, o espaço vai sendo mais e mais ocupado pela mulher e no cinema não podia ser diferente. Mesmo ainda existindo uma disparidade abissal, a mulher vem produzindo mais do que nunca à frente de obras.

Pensando nisso, como forma de incentivo para que cada vez mais mulheres assumam a cadeira de diretoras em longas, e para homenagear as que já estão fazendo isso, o CinePOP reuniu numa nova lista, 20 diretoras cujos trabalhos estreiam em nossos cinemas ainda em 2019. Vem conhecer e não esqueça de comentar.

As Panteras / Elizabeth Banks

A atriz Elizabeth Banks deu o pulo do gato e se tornou diretora de cinema, assim como muitos colegas fizeram. Seu primeiro filme na função foi A Escolha Perfeita 2 (2015) e agora estreia seu projeto mais ambicioso, o reboot de As Panteras, nova adaptação do clássico seriado da década de 1970. Além de dirigir, Banks também assina o roteiro, produz (ao lado da ex-Pantera Drew Barrymore) e atua no papel de Bosley – dividindo o personagem no filme com Patrick Stewart e Djimon Hounsou.

Minha Mãe é uma Peça 3 / Susana Garcia

Aproveite para assistir:


Seguindo os passos de outra franquia de sucesso nacional, De Pernas pro Ar, o terceiro capítulo da série cinematográfica de comédia Minha Mãe é uma Peça resolve investir em uma diretora para comandar seu terceiro exemplar. Aqui, quem dirige é Susana Garcia, irmã da atriz Mônica Martelli, a quem comandou no sucesso Minha Vida em Marte (2018), vencedor de melhor comédia no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro deste ano. Confira abaixo nossa entrevista nos bastidores do filme.

‘Minha Mãe é Uma Peça 3′: Assista cenas dos bastidores e nossa entrevista com Paulo Gustavo

Adoráveis Mulheres / Greta Gerwig

Com o trailer divulgado recentemente, esta é a nova adaptação do clássico livro escrito por Louisa Mary Alcott, publicado em 1868. A primeira adaptação saiu logo na era muda, em 1917, mas a primeira versão renomada foi a de George Cuckor protagonizada por Katharine Hepburn, de 1933. As gerações mais atuais estão familiarizadas com a adaptação de 1994, com Winona Ryder e Susan Sarandon. E agora chega a mais recente, com Greta Gerwig no comando, quentíssima depois do sucesso de Lady Bird. É só aguardar a temporada de prêmios.

Frozen 2 / Jennifer Lee

Jennifer Lee é uma cineasta revolucionária e pioneira. Ela é a segunda mulher a comandar – mesmo que dividindo créditos com outro diretor – uma animação da Disney. A primeira foi Brenda Chapman, que codirigiu Valente (2012). Lee foi ainda mais bem sucedida à frente do fenômeno Frozen: Uma Aventura Congelante (2013). Este ano ela volta para a continuação Frozen 2, que estreia em dezembro.

A Beautiful Day in the Neighborhood / Marielle Heller

Por falar em época de premiações, este filme tem toda a cara de isca de Oscar. Protagonizado pelo ator de grande prestígio Tom Hanks, o longa tem direção da talentosa Marielle Heller, que emplacou este ano no Oscar com Poderia me Perdoar?. Na nova produção, Hanks interpreta o apresentador infantil Fred Rogers e o filme narra sua amizade da vida real com o jornalista Tom Junod.

Honey Boy / Alma Har’el

Outro filme cujo trailer estreou recentemente, esta é a biografia do ator Shia LaBeouf, criada a partir de um roteiro escrito pelo próprio, baseado em suas experiências na infância com o pai abusivo. O próprio ator interpreta o pai. Quem dirige a sessão de terapia é a cineasta israelense Alma Har’el, do documentário Bombay Beach (2011). Já assistimos ao longa no Festival de Sundance deste ano. Confira abaixo a crítica.

Crítica | Honey Boy: Shia LaBeouf reconta sua abusiva infância em cinebiografia emocionante

As Golpistas / Lorene Scafaria

O lugar da mulher é… em todo e qualquer lugar que ela deseja estar. No cinema, um filão que tem dado muito certo é o de grupo de mulheres golpistas ou infratoras, comandando redes de crime. E que venham mais filmes assim. No ano passado tivemos Oito Mulheres e um Segredo, e recentemente foram lançados As Trapaceiras e Rainhas do Crime. Agora é a vez de Jennifer Lopez comandar a ação com este As Golpistas, baseado numa história real sobre um grupo de strippers planejando um roubo contra seus clientes figurões de Wall Street. Na direção, a ótima Lorene Scafaria, de Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo (2012) e A Intrometida (2015).

Black Christmas / Sophia Takal

Natal Sangrento (1974) pode ser considerado o precursor do gênero slasher, precedendo inclusive Halloween (1978). O filme já recebeu um remake em 2006, mas agora chega ainda uma nova adaptação. Aqui, pela primeira vez, escrito e dirigido por uma mulher, a jovem Sophia Takal, que também é atriz. A trama apresenta um grupo de jovens passando o Natal em sua casa de sororidade em uma universidade devido a uma nevasca, e sendo atacadas uma a uma por um maníaco escondido no local.

Queen & Slim / Melina Matsoukas

Drama racial que promete emplacar forte na época de premiações. Com a presença de Daniel Kaluuya, de Corra!, o filme apresenta um jovem casal negro em seu primeiro encontro, precisando lidar com a intolerância e racismo de um policial. Depois que as coisas saem errado, os dois precisam fugir e viver foragidos. Queen & Slim marca a estreia em longas da diretora Melina Matsoukas, conhecida por comandar clipes da Beyoncé e Rihanna, e episódios de séries como Master of None e Insecure.

Late Night / Nisha Ganatra

De um filme intenso, passamos para um entretenimento leve e despretensioso. Aqui, Emma Thompson vive uma apresentadora de talk show veterana que precisa se adaptar aos novos tempos. Para isso, seu canal contrata a personagem vivida por Mindy Kaling (que também assina o roteiro do filme) para salvar o programa do cancelamento. Quem dirige é Nisha Ganatra, conhecida por comandar episódios de séries como Brooklyn Nine-Nine e The Last Man on Earth. O filme foi exibido em Sundance este ano e nós já conferimos – leia a crítica abaixo.

Crítica | Late Night: Emma Thompson é a Miranda Priesley dos talks shows em comédia hilária com cheiro de Globo de Ouro

The Farewell / Lulu Wang

Outra produção que estreou em Sundance e está fazendo carreira em festivais rumo à época de premiações. Aqui, a cultura asiática é colocada em foco, com uma história sobre a despedida da idosa matriarca da família, diagnosticada com uma doença terminal sem que a própria saiba. Sua família inventa um casamento para ser seu último grande feito e envolvimento. A humorista Awkwafina é quem protagoniza em seu primeiro papel sério nas telonas. O filme é escrito e dirigido por Lulu Wang.

High Life / Claire Denis

Espólio do Festival de Toronto do ano passado, esta ficção científica de alto conceito ainda não estreou no Brasil e em grande parte do mundo – após fazer carreira em festivais. Robert Pattinson é quem protagoniza na pele de um pai precisando proteger sua filha das adversidades de morar no espaço. Quem dirige é a celebrada cineasta francesa Claire Denis, veterana com 32 créditos como diretora no currículo, que traz sua conterrânea Juliette Binoche – igualmente uma estrela prestigiada – para completar o elenco.

The Lodge / Veronika Franz

Já havíamos comentado sobre esta produção de suspense e terror aqui no CinePOP, na nossa lista de obras alternativas do gênero que serão lançadas ainda em 2019 – você confere a lista completa abaixo. Mas o que não havíamos comentado muito é que na direção temos a austríaca Veronika Franz. O terror frio sobre uma madrasta e seus dois pequenos enteados precisando lidar com o isolamento na neve e estranhos acontecimentos fora de sua cabana também debutou em Sundance e estreia no fim do ano.

13 Filmes de Terror Alternativos que Estreiam Ainda em 2019

The Last Thing He Wanted / Dee Rees

A diretora Dee Rees já havia comandado algumas produções, mas ano passado deu seu passo mais ambicioso e ficou mundialmente conhecida devido ao lançamento do drama racial de época Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi. Agora, Rees volta a alçar voos maiores com The Last Thing He Wanted, baseado no livro de Joan Didion, sobre uma jornalista trocando de área e se tornando negociante de armas para uma agência secreta do governo. Anne Hathaway vive a protagonista, e atua lado a lado com Ben Affleck pela primeira vez.

Harriet / Kasi Lemmons

Kasi Lemmons ganhou certa notoriedade na década de 1990 ao interpretar coadjuvantes de luxo em produções com O Silêncio dos Inocentes, O Mistério de Candyman e O Alvo. Em nova fase de sua carreira, a artista ressurge como diretora, tendo comandado alguns filmes e inclusive um episódio da série Luke Cage, da Marvel. Agora ela chega com sua produção mais ambiciosa, que pode emplacar em época de prêmios, a biografia histórica de Harriet Tubman, que se liberta da escravidão, se tornando uma das maiores heroínas dos EUA. Quem vive a figura lendária é Cynthia Erivo (As Viúvas), e o longa traz ainda a talentosa atriz e cantora Janelle Monáe no elenco.

Troop Zero / Bert & Bertie

Por falar em As Viúvas, aqui temos a protagonista do filme de Steve McQueen, Viola Davis, encabeçando o elenco mais uma vez. A vencedora do Oscar se une a outra ganhadora, Allison Janney, numa história sobre um grupo de meninas escoteiras, amizades e sobre realizar seus sonhos. Nesta comédia dramática para toda a família, quem comanda é a dupla de diretoras conhecida como Bert & Bertie.

Pedro / Laís Bodanzky

Por aqui também temos nossas próprias cineastas de peso. É o caso com Laís Bodanzky, uma das mais celebradas e talentosas cineastas (de todo e qualquer gênero) da atualidade em nosso país. Ela é responsável pela direção de filmes como Bicho de Sete Cabeças (2000), Chega de Saudade (2007), As Melhores Coisas do Mundo (2010) e o recente e elogiadíssimo Como Nossos Pais (2017). Agora chega a visão de Bodanzky sobre o proclamador de nossa independência, Dom Pedro I. No filme Pedro, o personagem histórico assume as formas de galã de Cauã Reymond, num filme dito intimista pela cineasta.

The Mustang / Laure de Clermont-Tonnere

Outro filme que estreou no Festival de Sundance, e que o CinePOP já conferiu – leia a crítica abaixo. Na trama, Matthias Schoenaerts interpreta um condenado violento, presidiário que recebe uma segunda chance num programa de terapia e reabilitação no tratamento de cavalos selvagens. A belíssima atriz francesa Laure de Clermont-Tonnere é quem comanda estreando na direção de longas.

Crítica | The Mustang: Atuações poderosas em drama inspirador sobre recomeços

Out of Blue / Carol Morley

Thriller policial de investigação ao assassinato de uma brilhante jovem astrofísica. Patricia Clarkson vive a protagonista, uma detetive da polícia que termina afetada de forma intensa por seu novo caso. Quem comanda a obra é a diretora Carol Morley, em sua terceira produção para o cinema. O elenco conta ainda com três outros indicados ao Oscar (além de Clarkson), Jacki Weaver, James Caan e Toby Jones.

The Rhythm Section / Reed Morano

Baseado no livro de Mark Burnell, com roteiro adaptado pelo próprio, este suspense é protagonizado por Blake Lively na pele de uma mulher buscando vingança contra as pessoas que orquestraram um acidente de avião, que terminou por tirar a vida de sua família. A direção fica por conta da jovem Reed Morano, que tem no currículo alguns episódios da série sensação The Handmaid´s Tale.

Bônus:

A Chefinha / Tina Gordon

Aqui temos o empoderamento feminino e racial numa história protagonizada por mulheres negras. É claro que para uma obra assim, a escolha de uma diretora negra é a mais adequada, e a bela Tina Gordon demonstra ser a mulher certa para a tarefa, exibindo todo seu talento. O filme entrou como bônus pelo fato de sua estreia nos cinemas de nosso país ainda ser uma incógnita – muito provavelmente recebendo um lançamento direto em vídeo, já que estreou em abril nos EUA e não teve nem sinal por aqui. Na história escrita pela própria diretora, uma chefe autoritária (papel de Regina Hall) volta a ser criança num passe de mágica. É Quero Ser Grande (1988) às avessas.