Após a espera de seis anos, a continuação de Frozen – Uma Aventura Congelante (2013) chega aos cinemas brasileiros em janeiro de 2020. Depois de conquistar dois Oscar e o mundo com a canção “Let It Go”, além de alcançar uma bilheteria de mais um bilhão de dólares ao redor do globo, a animação da Disney provoca indubitavelmente altíssimas expectativas.

Com a árdua tarefa de alcançar ao menos o mesmo patamar de seu antecessor, Frozen II apresenta diversos musicais e aventuras. Mesmo sem um grande vilão, o filme possui uma jornada de coragem, ancestralidade e amadurecimento. Você está na dúvida sobre o que esperar?  O CinePOP destaca cinco elementos neste ranking que vão lhe surpreender durante o filme. Sem spoilers ou mais delongas, vamos a lista:

5. Aventura épica como Senhor dos Anéis e Game of Thrones

O que Senhor dos Anéis (2001-2003), Game of Thrones (2011-2019) e Frozen têm em comum? Antes de tirar conclusões precipitadas, a proposta é olhar para a essência de cada obra. Os autores de Frozen II escolheram um caminho de desafios e mistérios com obstáculos fantásticos, comprovações de coragem e redenção para salvar o povo de Arendelle, tal como Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Astin) na Terra Média. No início, Anna (Kristen Bell), em companhia de Olaf (Josh Gad), é desacreditada para cumprir difíceis tarefas, mas a jornada mostra o amadurecimento da personagem e como ela consegue fazer as escolhas certas e lutar mesmo amedrontada. O mesmo ocorre com o personagem de Jon Snow (Kit Harington), em GoT. Sem falar na presença de gigantes de pedra, cavalo d’água alado e criaturinha de fogo. 

4. Jornada de Amadurecimento 

Acompanhado o quinto motivo, o quarto é a jornada de amadurecimento da menina Ana, sempre impulsiva e emotiva, em uma mulher aptada a tomar difíceis decisões e racionalizar mesmo nos momentos de maior turbulência emocional. Começando com as indagações de Olaf sobre a passagem do tempo e a canção “Some Things Never Change” (Nada Vai Mudar, na versão em português), Ana torna-se vigilante em proteger Elsa (Idina Menzel) e reconhece o seu mérito na última aventura da família. Seu maior desejo atualmente é manter o seu reino feliz, protegido e próspero. 

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3. A canção Lost in the Woods, de Jonathan Groff

Apesar de “Into the Unknown” (Minha Intuição) ser o principal single da trilha sonora e “Show Yourself” (Vem Mostrar) evocar um momento semelhante ao de “Let It Go”, não sãos estas as melhores performances musicais de Frozen II. Sem grande aproveitamento vocal no primeiro filme, Jonathan Groff, estrela do seriado Glee (2009–2015) e Mindhunter (2017– ), finalmente tem o seu momento de glória. A música “Lost in the Woods” (Não Sei Onde Estou)  representa a angústia do personagem Kristoff para fazer uma importante pergunta à Anna, mas ela parte numa aventura e o deixa para trás. 

O momento rememora as canções dos anos 80, desde os acordes, tanto quanto atmosfera dos videoclipes da época. Além disso, a passagem presta uma homenagem à icônica montagem da banda Queen, no clipe de Bohemian Rhapsody. A sobreposição de vozes também é um dos elementos que remetem a estética da banda britânica. Ou seja, aproveite este momento de incríveis imagens e produção sonora. 

2. O destaque do Olaf na narrativa

É possível dizer que Olaf é alma desta sequência. Ele é responsável por conectar os pontos entre as duas obras, realizar os comentários mais irreverentes e conseguir fazer os espectadores se animarem, mesmo quando a adrenalina é baixa. A narração sobre o primeiro filme ao povo da floresta é uma das sequências mais graciosas da obra. Embora feito de neve, todo o seu borogodó é mérito do intérprete Josh Gad (A Bela e a Fera). Seu espetáculo é tão marcante que a cena pós-crédito é inteiramente dedicada a este ser mágico vindo das águas. 

1.  Efeitos Visuais de Altíssima Qualidade 

Ao longo de seis anos, os efeitos especiais no cinema deram um salto extraordinário e a percepção mais evidente deste avanço tecnológico é a distinção entre as cenas de ação entre o primeiro e o segundo filme. Em um momento, Elsa luta para atravessar ondas gigantes em um mar aberto e domar um cavalo formado pelo poder das águas. A arrebentação das ondas e quando um volume d’água atravessa o caminho do rio são praticamente como uma real ação da natureza. Os detalhes da floresta, o fogo, a névoa, todos os elementos estéticos são perfeitamente construídos. 

Bônus: Elsa não é lésbica, mas ser uma mulher independente é uma afronta

Gerador de um marketing positivo ou negativo (depende do ponto de vista), os rumores sobre a sexualidade da personagem Elsa é uma falácia e não há comentários sobre o assunto na animação. Por outro lado, a Rainha de Gelo assegura a sua independência e o domínio sobre si mesma, sem a necessidade de buscar uma “cara-metade”. Em outras palavras, uma mulher sem a preocupação de tornar-se esposa e/ou mãe é uma afronta para as sociedades patriarcais, em que a mulher deve vestir sempre um dos dois papéis. 

Os burburinhos começam exatamente a partir da premissa estruturalista de que se uma mulher não estiver interessada em um homem, ela estaria interessada em uma mulher, porque a busca feminina é apenas pelo “amor”. Como os diretores Chris Buck e Jennifer Lee não se posicionam sobre a sexualidade da protagonista e se preocupam apenas em construir uma personagem feminina sem a necessidade de um complemento, as pessoas fazem um pré-julgamento sem provas.

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