Inbetween Days*

Sinopse: Depois do fim do confuso relacionamento com Summer, Tom está decidido a reconquistar a garota.


O filme 500 Dias com Ela ((500) Days of Summer) conta a história do começo e do fim de um relacionamento amoroso. Qualquer pessoa que já tenha presenciado esse tipo de acontecimento conseguirá perceber como as situações reais são retratadas na tela.

Aproveite para assistir:

Um dos maiores méritos do roteiro está em conseguir fazer com que o próprio espectador também viva o “namoro” de Tom e Summer. Mesmo com a atuação sempre apática de Zooey Deschanel (Sim, Senhor), somos convidados a se apaixonar pela garota. Por outro lado, com o desenrolar dos acontecimentos, passamos a odiá-la com a mesma intensidade.

O enredo é narrado de forma não-linear, mas é facil situar cada cena dentro do todo com a ajuda de vinhetas animadas. No decorrer do filme, o número do dia em questão – são 500 no total, como diz o título – é apresentado tendo como fundo a pintura de uma árvore. A figura de fundo acompanha a trajetória do amor de Tom, ficando verdejante quando as coisas andam bem, e depois ressecando quando ele chega no fundo do poço.

Com essa estrutura diferenciada, criam-se espaços para liberdades criativas. Um exemplo são as digressões que o narrador faz para mostrar o passado e outras características dos personagens, como acontece em O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001).


Entre as demais ousadias, há uma cena musical fantástica e algumas oportunidades em que um dos atores olha diretamente para a câmera, ou faz depoimentos típicos de documentários. Essas pequenas viagens em um filme que repensa um relacionamento amoroso que terminou remete a Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Nas duas produções o sofrimento do homem que perdeu a mulher amada é o mote.

Logo no início de 500 Dias com Ela, Tom é descrito como um rapaz romântico por ter ouvido demais músicas inglesas deprimentes. Em seu quarto há referências às bandas Joy Division e The Smiths. Com isso, fica claro que a música também é um personagem do filme – com direito a cenas em karaokês. Quem tem esse mesmo gosto musical irá encontrar mais um motivo para ver esse longa imperdível.

Para ver o trailer, clique aqui.


* O título da canção do The Cure fala daquela fase em que o dono do coração partido não sabe muito bem se ama ou odeia o(a) ex.

 


Crítica por:
Edu Fernandes (HomemNerd)

 


 

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