Jesse Eisenberg ainda não assistiu a ‘O Outro Lado das Redes‘, mas revelou por que recusou retornar como Mark Zuckerberg no novo filme de Aaron Sorkin. Em entrevista ao Deadline, o ator afirmou que não queria voltar a interpretar o fundador do Facebook, papel que desempenhou em ‘A Rede Social‘, de 2010.
“Eu ainda não vi o filme. Ele acabou de sair, mas tenho um milhão de pensamentos sobre ele”, declarou Eisenberg.
Apesar de elogiar Sorkin e dizer que gostou do roteiro, o ator explicou que não queria passar mais um ano promovendo uma história ligada ao empresário e ao universo tecnológico.
“Eu amo o roteiro e amo muito o Aaron Sorkin. Foi uma honra estar no primeiro filme, se é que podemos chamá-lo de primeiro filme. Mas eu simplesmente não queria ser associado àquele cara novamente”, afirmou.
Eisenberg também disse que não queria representar uma plataforma que não usa e uma tecnologia pela qual não tem interesse pessoal.
“Eu não queria ser um representante disso”, completou.
A decisão de não retornar surpreendeu Sorkin. O roteirista contou anteriormente que presumiu que Eisenberg aceitaria voltar ao papel e chegou a tentar convencê-lo durante um fim de semana de três dias.
Segundo o cineasta, dinheiro não era um fator decisivo para o ator. Pelo contrário: Eisenberg teria preocupações em criar os filhos longe dos efeitos de uma vida com dinheiro em excesso.
Jeremy Strong assume o papel de Mark Zuckerberg na continuação.
Vale lembrar que ‘O Outro Lado das Redes‘ segue em exibição nos cinemas nacionais.
O elenco ainda conta com Mikey Madison, Jeremy Allen White, Bill Burr, Wunmi Mosaku, Aidan Laprete, Kelley Pereira e Nelson Franklin.
Enquanto o drama aclamado de 2010 explorava a criação do Facebook (agora Meta), esta nova produção, desenvolvida com base na série de artigos “The Facebook Files” de Jeff Horwitz no The Wall Street Journal, foca nos efeitos negativos da rede social.
O filme aborda como os relatórios internos da Meta apontavam os malefícios que a plataforma causava em adolescentes e crianças, seu conhecimento sobre a disseminação de desinformação que gerava violência, e sua contribuição para a insurreição violenta de 6 de janeiro de 2021 no Capitólio dos EUA.
O roteirista Aaron Sorkin, que também dirige a continuação, buscou por anos o “ângulo certo” para dar prosseguimento à história, encontrando nova inspiração após os eventos de 6 de janeiro.


