10 Filmes ABSURDOS de TÃO BONS!

Se você está cansado de procurar um bom filme bom para colocar na agenda e assistir, chegou ao lugar certo. Abaixo, separamos uma poderosa lista de longas-metragens, alguns que já estão pelos streamings e outros que ainda vão chegar, para você anotar e guardar:

 

Golpe Explosivo (Prime Video)

Num dia comum, numa região central de Londres, uma enorme bomba, com indícios de ser algum achado da segunda guerra mundial, é encontrada por funcionários de uma obra. O exército britânico é chamado, e o major Will (Aaron Taylor-Johnson) é designado para a operação de desativação. Ao mesmo tempo, descobrimos que um grupo de criminosos planeja um roubo mirabolante na região. Essas duas histórias vão se chocar, nos levando para um plano muito maior que estava em andamento.

Um inusitado achado da polícia britânica, uma bomba gigante encontrada em uma obra, e misteriosos ladrões posicionados para um roubo digno de cinema se misturam em uma série de situações que vão acontecendo de forma eletrizante, culminando em um desfecho surpreendente. Dirigido por David Mackenzie (dos ótimos A Qualquer Custo e Perfect Sense), com um eficiente roteiro assinado por Ben Hopkins, somos convidados a mergulhar em uma trama que é muito mais que tiro, porrada e bomba.

 

Vicentina pede Desculpas (Chega à Netflix em 20 de novembro)

Vicentina (Rejane Faria) é uma professora aposentada que vive em Minas Gerais, cidade onde criou os dois filhos. Em um dia que parecia ser como tantos outros em sua pacata rotina, uma notícia avassaladora chega: o ônibus de Linha 2212, no qual seu filho, Wesley (Renato Novaes), dirigia pela Avenida do Contorno, sofre um trágico acidente, com muitas vítimas. Completamente dilacerada com o ocorrido, com a mídia sensacionalista não dando sossego e alimentando especulações, e sem saber como seguir em frente, ela resolve procurar as famílias das vítimas dessa tragédia para pedir desculpas.

Um dos filmes brasileiros mais aguardados de 2026 finalmente desembarcou no Brasil, no Festival do Rio, trazendo uma busca por respostas em meio às sequelas de uma tragédia. Vicentina pede Desculpas, novo filme de Gabriel Martins (Marte Um) é uma jornada dilacerante, que caminha a passos lentos, sob a perspectiva de uma personagem interpretada de forma magistral por Rejane Faria, marcada pelo luto e pela dor, que encontra um respiro para seguir em frente em uma estrada inesperada, repleta de incertezas.

Crítica | ‘Vicentina Pede Desculpas’ – Uma sinfonia melancólica de rasgar o coração (Festival do Rio 2026)

 

Feito Pipa (Chega aos cinemas dia 05 de novembro)

Gugu (Yuri Gomes) é um jovem querido por grande parte dos amigos, mesmo sofrendo bullying de alguns. Ele vive intensamente sua infância, não se escondendo de ninguém, sendo quem ele é. Adora jogar futebol e vive com a vó, Dilma (Teca Pereira), em uma casa humilde no sertão cearense. Sua mãe foi vítima de violência e morreu tempos atrás, algo que ainda deixa marcas na família. Seu pai, Batista (Lázaro Ramos), dirige caminhões-pipa e mantém uma relação distante com ele, muito por conta do preconceito enraizado em suas ações. Quando sua avó começa a dar sinais de perda de memória, Gugu precisará lidar com a possibilidade de ter que ir morar com o pai de forma definitiva.

Ambientado no sertão cearense, esse é um filme que possui uma delicadeza em cada linha do roteiro, que transforma a jornada de um carismático protagonista mirim em um tornado de emoções, impulsionado por uma narrativa cativante, onde a sensibilidade encontra os confrontos, indo da ternura ao rasgar o coração.

Crítica | ‘Feito Pipa’ – O indicado do Brasil ao próximo Oscar vai conquistar seu coração (Festival do Rio 2026)

 

Isso Ainda Está de Pé? (Disney Plus)

Alex (Will Arnett) vive em um momento difícil após a recente separação de sua esposa, Tess (Laura Dern). Buscando se reerguer emocionalmente, ele descobre o stand-up comedy como uma espécie de terapia, onde, a cada noite, faz novos amigos e amigas, além de desabafar sobre suas tristezas causadas pelo fim de seu relacionamento. Aos poucos, sua vida começa novamente a fazer sentido, e o destino lhe reservará algumas novas oportunidades de estar com quem ama.

Dirigido pelo ator e diretor Bradley Cooper – que também faz uma participação no longa-metragem – a obra consegue, com uma sutileza cirúrgica, construir um humor inteligente e crítico, além de invadir com profundidade camadas que giram em torno de um protagonista em uma reviravolta na vida após os 40 anos. O roteiro, escrito por Will Arnett (que interpreta o protagonista), Mark Chappell e o próprio Cooper, é inspirado na história de vida do comediante britânico John Bishop.

 

Depois do Fogo (Netflix)

Dusty (Josh O’Connor) está passando por um caos em sua vida. Após perder tudo o que tinha em um incêndio florestal, ele precisa reunir forças para encarar um recomeço. Ele se instala em um acampamento ligado à Agência Federal de Gestão de Emergências dos EUA (FEMA) e, nesse lugar, conhece outras pessoas na mesma situação, como Mila (Kali Reis). Ao mesmo tempo que precisa saber o que fazer da vida, Dusty começa a se reconectar com a filha Callie-Rose (Lily LaTorre), ajudado pela ex-namorada Ruby (Meghann Fahy) e a mãe dela, Bess (Amy Madigan).

Com uma emoção contida à flor da pele, guiada pela introspecção de seu abalado protagonista, este drama intimista – que rompe camadas ao longo de seus atos – parte de um sonho destruído e de perdas em muitas formas, atravessa o luto até chegar em um dilema paternal repleto de significados. Escrito e dirigido por Max Walker-Silverman, esse é um daqueles filmes que conseguem comover profundamente, movido pela simplicidade de gestos e emoções.

As melhores DICAS DE FILMES! Escolha um desses 10 e se jogue nas reflexões!

 

Dois Procuradores (Telecine)

No ano que se tornou um dos mais sombrios da história russa, 1937, marcado pela consolidação totalitária de Stalin e por ações desenfreadas contra a população – com julgamentos forjados e execuções -, uma mensagem de um antigo promotor do partido comunista, agora prisioneiro, acaba chegando às mãos do jovem promotor e inspetor de presídios locais em Bryansk, Kornev (Alexander Kuznetsov). Ao tentar abrir uma investigação sobre tudo o que escuta, descobrirá que não pode confiar em ninguém.

Impressiona como essa obra consegue ser atemporal e traçar, aos olhos mais atentos, fortes paralelos com o presente no mundo – quem gosta de geopolítica tem aqui um prato cheio! Com uma narrativa que nos coloca como testemunhas observadoras dos acontecimentos, gerando o desconforto de presenciar os absurdos cometidos e obrigando o público a questionar moralmente tudo o que acompanha, amplia-se a todo instante, ao longo de quase duas horas de projeção, o contexto de um período que marcou a transição russa do estado revolucionário a um estado totalitário.

 

Rede Tóxica (HBO MAX)

Daisy (Lili Reinhart) é uma jovem que sonha em se tornar enfermeira. No entanto, por conta de algumas questões, segue a vida trabalhando em uma empresa de monitoramento de redes sociais, onde tem o papel de assistir a vídeos que são denunciados e deletá-los quando necessário. Um desses conteúdos a deixando perplexa e indignada, fato que a faz ir atrás dos envolvidos.

Trazendo uma crítica voraz e cirúrgica sobre o impacto da internet no nosso cotidiano, chegou à HBO MAX um drama repleto de camadas, que nos leva através de uma protagonista cuja vida é revirada quando resolve tomar uma atitude diante do caos que a cerca. Dirigido pela cineasta alemã Uta Briesewitz e com roteiro de Matthew Nemeth, Rede Tóxica segue uma narrativa lenta que busca, nos detalhes, abrir as portas das reflexões que chegam com força.

 

Cheiro de Diesel (Tem para aluguel na ClaroTV+)

Selecionado para a mostra Première Brasil de Documentários do Festival do Rio 2025, o impactante projeto Cheiro de Diesel é um profundo e inquietante recorte sociológico da cidade conhecida como ‘maravilhosa’. Buscando em seus intensos 80 minutos de projeção ampliar o debate sobre as intervenções militares nas favelas cariocas – mais precisamente quando o exército brasileiro ocupou o complexo da Maré durante a Copa do Mundo de 2014 -, chegamos num retrato comovente e avassalador pela visão da própria comunidade, de seus trabalhadores e moradores da região.

Muito bem montado, o longa-metragem costura com precisão seus pontos a partir de um discurso irrepreensível, onde caminhamos pela luta da jornalista, comunicadora comunitária e ativista social Gizele Martins em sua busca para dar voz ao que de fato aconteceu em uma região tomada por perigos de todos os lados – uma realidade que afetou em cheio o direito de ir e vir de 140.000 moradores.

Crítica | ‘Cheiro de Diesel’ – Um grito valente que joga seus holofotes para verdades não ditas! [Festival do Rio 2025]

 

O Grande Golpe do Leste (Filmelier+)

Maren (Sandra Hüller) e Robert (Max Riemelt) formam um casal que vivem os tempos de incertezas após o início da reunificação da Alemanha, meses depois da queda do Muro de Berlim. Moradores de um condomínio onde outros moradores passam pelas mesmas dificuldades e sem saber o que será do futuro, um dia encontram um bunker cheio de dinheiro prestes a perder o valor. Buscando trocar esse dinheiro o mais rápido possível, a família comunista e seus amigos embarcam numa série de aventuras para conseguir estabilidade num mundo novo que está por vir.

Trazendo um olhar singular para importantes acontecimentos históricos e políticos que envolveram a Alemanha no início da década de 1990, o longa-metragem O Grande Golpe do Leste une a reconstrução de laços familiares com um duelo de ideais entre o Socialismo e o Capitalismo, passados a limpo de forma bem-humorada.

 

A Bola Preta (Chega em 27 de janeiro de 2027 nos cinemas)

Em três linhas do tempo que circulam um tema presente e que ecoa através dos tempos, em um primeiro momento conhecemos Sebastian (Guitarricadelafuente), um trompetista que vira, forçadamente, um soldado nacionalista, que esconde sua sexualidade e encara muitos conflitos quando precisa tomar conta de um prisioneiro durante a Guerra Civil Espanhola. Esse prisioneiro, Rafael (Miguel Bernardeau), foi o último amor do poeta Federico García Lorca e sabe onde está escondida uma de suas últimas peças.

Navegando em algumas linhas temporais – por isso, é preciso atenção redobrada do público –, a trama se desenrola por uma temática, a sexualidade, que ecoa em tempos e, aqui, ganha uma belíssima poesia triste, marcada por concepções visuais deslumbrantes que vão construindo, ao longo de 155 minutos, os dilemas sobre o que se perde quando se mente, entre descobertas e questionamentos sobre a própria identidade.

Crítica | ‘A Bola Preta’ – FILMAÇO espanhol dilacera o íntimo de muitos silêncios (Festival do Rio 2026)

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Raphael Camacho
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Raphael Camacho é um profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado cinematográfico. Ao longo de sua trajetória, atuou como programador de salas de cinema, além de ter trabalhado nas áreas de distribuição e marketing de filmes. Paralelamente à sua atuação na indústria, Raphael sempre manteve sua paixão pela escrita, contribuindo com o site Cinepop, onde se consolidou como um dos colaboradores mais antigos e respeitados deste que é um dos portais de cinema mais queridos do Brasil.