2021 foi um grande ano para a música mainstream, com vários álbuns que se tornaram favoritos do público.
Dentre os destaques da mídia ao redor do mundo, tivemos a grandiosa estreia de Olivia Rodrigo com ‘SOUR’, que lhe rendeu nada menos que três estatuetas do Grammy Awards e a eternizou como uma das maiores vozes da nova geração – e um dos emblemas do bedroom pop; a igualmente impactante estreia de Lil Nas X com a efervescência multiestilítica de ‘MONTERO’; e o último álbum do icônico grupo sueco ABBA, ‘Voyage’, que conquistou uma indicação ao Grammy de Álbum do Ano.
Porém, em meio a tantos lançamentos, alguns passam longe do nosso radar e, por esse motivo, preparamos uma breve lista com oito álbuns que completam 5 anos em 2026 e que mereciam mais atenção.
Confira abaixo as nossas escolhas:
A TOUCH OF THE BEAT…, Aly & AJ

Composto por doze faixas, o monstruoso e poético título, ‘A Touch of the Beat Gets You Up on Your Feet Gets You Out and Then Into the Sun’, representa uma forte mudança no estilo que a dupla formada por Aly Michalka e AJ Michalka apresentaram aos fãs nos anos 2000. Carregando um forte apreço pelo costumeiro e mercadológico pop-rock ou pelo classicismo do nu-house, a dupla resolveu apostar fichas em um nicho que começou a ser explorado ainda nas protuberâncias sessentistas do cenário europeu – o rock eletrônico ou synth-rock. É a partir daí que insurge a arquitetura principal da produção, alastrando-se ao longo de quase cinquenta minutos de forma a não cair na repetição e apresentar uma nostálgica e, ao mesmo tempo, original identidade sonora.
BACK OF MY MIND, H.E.R.

É muito estranho pensar que H.E.R., depois de conquistar o mundo com suas músicas incríveis, nunca havia lançado um álbum completo até 2021. Porém, depois de nos encantar com sua belíssima voz e com necessários versos que conversam com os temas explorados na atualidade. Guiado por canções como “Slide”, “Damage”, “Come Through” e vários outros, ‘Back of My Mind’ reflete o lado de uma artista que ainda tem muito a dizer. Como se não bastasse, o lirismo pungente da cantora e compositora é acompanhado por uma produção on point que conta com Tiara Thomas e Carl McCormick.
BLUE WEEKEND, Wolf Alice

Quatro anos depois de terem lançado seu último álbum, a banda inglesa Wolf Alice retornou sem muito alvoroço com a impecável produção ‘Blue Weekend’. Sem sombra de dúvida uma das obras mais subestimadas de 2021 e uma que merece entrar para a lista dos apaixonados por rock alternativo e indie pop, a construção das onze breves faixas representa o amadurecimento e a completa compreensão do que significa ser um artista na atualidade, contando com singles como “The Last Man on Earth” e “No Hard Feelings”.
CALL ME IF YOU GET LOST, Tyler, the Creator

Tyler the Creator é um dos artistas mais originais e aclamados da contemporaneidade – e seu retorno à música com ‘CALL ME IF YOU GET LOST’ veio seguido de perto por uma expectativa gigantesca. Mas Tyler não nos decepcionou e entregou o que podemos apenas encarar como a melhor entrada de sua exuberante discografia. O álbum, movido ao classicismo inigualável do hip hop, traz colaborações com Ty Dolla $ign, Lil Wayne e Pharrell Williams, trazendo referências inesperadas da poética de Charles Baudelaire e fundindo gêneros como pop, jazz, soul e reggae.
DEATH BY ROCK AND ROLL, The Pretty Reckless

The Pretty Reckless é um grupo musical que merece mais atenção do que atualmente tem. É claro que a banda de rock estadunidense tem suas conquistas e músicas de sucesso sólido, como a clássica “Make Me Wanna Die” – mas boa parte dos ouvintes que tem apreço pelo mainstream provavelmente nunca ouviram falar deles. Felizmente, 2021 se mostrou um ano bem interessante para a música, ainda mais com o glorioso e inesperado retorno da banda com o álbum ‘Death By Rock and Roll’, uma ode nostálgica e original que trouxe o melhor do hard rock aos holofotes.
HEAUX TALES, Jazmine Sullivan

O primeiro álbum completo de Jazmine Sullivan serviu como uma ótima sequência de suas iterações predecessoras. Descrito pela própria artista como a entrada mais obscura de sua carreira, ‘Heaux Tales’ traz o melhor do R&B sem perder a mão do que ela realmente pretende: investir esforços em uma espécie de construção conceitual que parte do significado do hip hop. Como se não bastasse, o EP conta com inúmeras colaborações que incluem Ari Lennox e H.E.R..
JUBILEE, Japanese Breakfast

Se Fiona Apple nos encantou em 2020 com o irretocável ‘Fetch the Bolt Cutters’, a banda independente Japanese Breakfast lançaria uma espécie de “sucessor espiritual” desse clássico instantâneo um ano mais tarde com o aclamado ‘Jubilee’, que com certeza merecia maior atenção do público. Comandado pelos vocais poderosos de Michelle Zauner, que inclusive mergulhou de cabeça no próprio livro de memórias ‘Crying in H Mart’, a mistura explosiva de art pop e lo-fi é o que transforma ‘Jubilee’ em uma obra como nenhuma outra.
STAR-CROSSED, Kacey Musgraves

Depois de ter conquistado o tão cobiçado prêmio de Álbum do Ano pelo irretocável ‘Golden Hour’, Kacey Musgraves retornou para o mundo da música sedenta por encantar os fãs com seus vocais angelicais e por narrativas relacionáveis e muito bem construídas. E foi então que nasceu ‘Star-Crossed’, sua quinta obra musical. Ainda mais pessoal que os discos anteriores, Musgraves misturou elementos como folk, rock, dance e música psicodélica para tratar de um tema muito delicado, o divórcio, criando um enredo inspirado na clássica tragédia shakespeariana ‘Romeu e Julieta’. Apresentando um novo lado de sua personalidade apaixonante, a cantora e compositora cumpriu com o prometido e conquistou seu lugar não apenas na nossa lista, mas em várias outras.




