Crítica – Amizade Colorida

Quem disse que uma comédia romântica com uma trama batida e um final super previsível não pode ser divertida? O título já revela, “Amizade Colorida” traz um rapaz e uma moça que decidem adicionar a sua amizade o famoso sexo sem compromisso, mas é claro, os dois se apaixonam, o público no meio do caminho se apaixona por eles, o casal vive feliz para sempre e o espectador volta para casa quase tão feliz quanto eles.

É, é bem isso mesmo, mas o que faz de “Amizade Colorida” acima dos outros do gênero (como “Sexo Sem Compromisso”, com Ashton Kutcher e Natalie Portman, lançado neste ano e muito comentado por ter exatamente a mesma premissa de “Amizade Colorida”) é que neste, o filme tira sarro de si mesmo e do gênero em geral. Os protagonistas interpretados por Mila Kunis e Justin Timbelake (tão lindos e gostosos quanto Kutcher e Portman, porém mais engraçados) apontam e fazem graça de clichês como o tipo de trilha sonora usado em comédias românticas e como sempre tudo acontece perfeitamente certo e o casal revela o amor um pelo outro no final.

Mas como não podia deixar de ser, eles usam de outros clichês do gênero, como o parente ou amigo (no caso a mãe de Jamie) que envergonha e embaraça uma das partes e um drama familiar que “surpreende” o espectador, aqui sendo o Mal de Alzheimer que atinge o pai de Dylan, papel de Richard Jenkins.

Jenkins é um dos nomes na grande lista de participações especiais no longa. Ótimo truque para manter empolgado quem já assistiu esse tipo de história inúmeras vezes, especialmente quem gosta e assiste comédias americanas, pois é daí que saem e se destacam atores como Jenna Elfman, Bryan Greenberg, Emma Stone, Andy Samberg, Jason Segel, Rashida Jones e Woody Harrelson, o patrão de Dylan. Cada um chega em um momento do filme, trazendo frescor para a tela, não que seja muito difícil passar duas horas vendo Kunis e Timberlake.

Amizade Colorida” é atual, mantém um ritmo acelerado e é a típica comédia romântica com muito mais comédia do que romance, facilitando assim a vida dos casais. O filme pode agradar tanto os homens quanto as mulheres, o risco de levar o namorado ao cinema e ele sair reclamando é bem pequeno.

Crítica por: Maiara Tissi

 

 

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Renato Marafon
Renato Marafonhttps://cinepop.com.br/
Editor-chefe e criador do site CinePOP, apaixonado por cinema e filmes.