Apple entra para o ramo de streaming, mas não quer competir com a Netflix

A Apple está entrando no ramo de streaming de vídeos, mas não necessariamente com um novo serviço.

A gigante tecnológica de Cupertino, Califórnia, tem conteúdo original em desenvolvimento que em breve estará disponível para os consumidores – e planos para mais outros programas, que foram comparados com ‘Westworld‘ e ‘Stranger Things‘.

O que sugeriu a verdadeira intenção da Apple no negócio de streaming foi quando a empresa anunciou a criação de uma série baseada no famoso quadro do talk show americano de James Corden, ‘Carpool Karaoke‘.

Os passos dados pela Apple em direção o universo de streaming de vídeo já levaram a relatos de concorrência com a Netflix ou a Amazon, em termos de produção de programas originais. Mas Jimmy Lovine, o responsável pela Apple Music, que não tem cargo oficial e apenas atende por “Jimmy“, diz que a programação original da empresa se destina para os usuários premium do aplicativo Apple Music e não se trata de um novo aplicativo que desafiaria a Netflix.

Falando com mais detalhes à revista Variety, Lovine negou que haja qualquer ligação entre os desenvolvimentos da Apple em conteúdo e a ascensão da Netflix como uma instituição original de streaming de programas. Em vez disso, a empresa de Steve Jobs planeja reforçar a Apple Music com conteúdo de vídeo, alguns dos quais serão séries originais.

A próxima temporada de seis episódios da nova série ‘Vital Signs‘, criada por Dr. Dre, é um exemplo antigo de programação original voltada para os clientes de streaming de música da empresa.

Lovine está ciente da inevitável comparação deste serviço da Apple com a Netflix e discordou da afirmação de que a empresa está entrando em concorrência com a grande produtora de conteúdos originais do ramo:

“Quando eu li que estamos partindo pra cima de qualquer uma destas empresas [Netflix e Amazon], eu disse que não. Para mim, tudo é uma coisa só. É a Apple Music, que por sinal também oferece vídeo e áudio… Não tem nada a ver com o que a Netflix está fazendo”.

Lovine aborda um ponto interessante sobre a Apple Music: de fato, ela não é necessariamente uma concorrente com uma plataforma como a da Netflix. Mas o conteúdo de vídeo expandido da Apple ainda pode potencialmente torná-lo um concorrente para os clientes da Amazon Prime, que já têm acesso a conteúdo de streaming – alguns originais – e música. Mas criar conteúdos novos de vídeo em seu aplicativo de música pode dar à instituição um produto exclusivo em comparação com outros serviços de streaming, especialmente se eles criarem séries tão boas quanto ‘Stranger Things‘.

O porta-voz pode negar que a Apple esteja tentando competir diretamente com a Netflix, mas em pelo menos uma das principais formas, a empresa está. Em última análise, a multimilionária precisa produzir grandes conteúdos para seus serviços de vídeo, para que tenha sucesso como apenas uma parte da Apple Music e não como sua própria plataforma.

Quando as comparações com ‘Stranger Things‘ são feitas, em termos de tipo de conteúdo que você procura produzir, uma espécie de competição fica bem nítida. O conteúdo de vídeo da Apple Music pode ser produzido e apresentado de forma diferente da Netflix, mas os dois serviços ainda estarão se digladiando, mesmo que seja apenas pela atenção dos telespectadores.

 

 

 

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Rafaela Gomes

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