Os anos 80 é a década em que vive o personagem de Will Smith. Chris Gardner, um vendedor talentoso e carismático, que através do trabalho e da esperança, sustenta sua família. Mas os problemas financeiros tornam-se mais graves e Gardner é abandonado pela esposa (Thandie Newton). Sozinho, ele passa a ser o único responsável por seu filho Christopher (Jaden Christopher Syre Smith), uma esperta criança de cinco anos.

À procura de estabilidade financeira, Gardner aceita estagiar, sem remuneração, em uma grande corretora financeira. Apesar das dificuldades geradas pela falta de dinheiro e até de moradia, Gardner não se deixa abater-se e segue sua meta: ser o candidato escolhido para a única vaga e assim, admitido no quadro de funcionários.



Humano, o filme expõe de maneira crua e realista a indirefença sofrida por aqueles que estão à margem da sociedade, mostrando a perda do respeito e da dignidade de quem não possui as “qualificações” exigidas para poder viver em grupo. O diretor Gabriele Muccino demonstra isso através de várias passagens, como quando Gardner é despejado de sua casa e precisa andar carregando seus objetos, inclusive para o trabalho. As dificuldades pelas quais ele está passando não são notadas pelos colegas, pessoas com as quais ele convive durante todo o dia. Seres tão condicionados, que se tornaram pessoas automatizadas.

Baseado em uma história real, À Procura da Felicidade é um filme bem conduzido. E o público se identificou com a história de Gardner. A ótima receptividade nos cinemas americanos e canadenses, onde o longa arrecadou US$ 27 milhões no primeiro final de semana, demonstra que o público freqüenta o cinema quando boas histórias são contadas.

Mas os críticos também reconheceram o trabalho do diretor Gabriele Muccino e indicaram sua obra em duas categorias ao Globo de Ouro – Melhor Drama e Melhor Canção Original. Já no Oscar, a indicação foi para o ator Will Smith, que concorre na categoria de Melhor Ator.



Antes de ser um bom entretenimento, À Procura da Felicidade é uma lição de vida. Um belo, humano e sensível filme que merece ser assistido.

Crítica por: Viviane França

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