2019 foi um ano de conquistas para os artistas musicais – isso é um fato.

Dentre revitalizações dentro de suas próprias carreiras, experimentalismos inesperados e um apreço por suis-generis fonográficos que não são comumente utilizados pela indústria mercadológica, vários nomes ganharam holofote (ou ao menos dividiram-no com outros performers) por sua competência identitária e pela busca do novo.

Por isso mesmo, inúmeras canções, ainda que dentro de álbuns não tão bem estruturados assim, roubaram nossa atenção e foram adicionadas às playlists de todo o mundo. Agora, o CinePOP separou uma breve lista com as dezesseis melhores faixas do ano.

Confira abaixo nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita!

16. “LOSE YOU TO LOVE ME”, Selena Gomez

Selena Gomez encontrou um árduo amadurecimento identitário em 2014 ao dar vida ao inesperadamente ótimo Revival. Desde então, a artista vem nos prometendo mais um compilado de rendições íntimas, bastante pessoais e marcados com uma sinestesia única. E, semanas antes da estreia de seu próximo álbum, Gomez nos entregou “Lose You To Love Me”, uma triste balada de autorreconhecimento e purgação que é pautada em incríveis metáforas líricas e uma ambiência ecoante.

15. “ALL IS FOUND”, Frozen 2 (OST)

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Seja na voz de Evan Rachel Wood, seja pela melódica rendição de Kacey Musgraves, “All Is Found” deve passar batido pelos fãs de Frozen 2, mas não ficou fora de nossa lista. A cantiga de ninar que abre o longa-metragem é perfeitamente construída, talhada em meio a um ritmo celta que reflete a expansiva mitologia da história – e até mesmo o preciosismo excessivo vai ao encontro do que é proposto.

14. “YOU NEED TO CALM DOWN”, Taylor Swift

Dentro de Lover, Taylor Swift não deixou de entregar canções comerciais. E, no meio desse espectro, “You Need to Calm Down” de fato ganhou nossa atenção pela competente e sólida produção, auxiliada por Joel Little. O clássico pop, reverberando com sintetizadores possantes, é adornado com uma sarcástica letra – a qual representa a própria maturidade da artista e também críticas sociais revestidas com diálogos propositalmente autoexplicativos e uma viciante batida.

13. “EXTREME OCCIDENT”, Madonna

A Rainha do pop definitivamente não precisa mais provar nada para ninguém – não é à toa que carrega consigo a atemporal alcunha. Mesmo assim, Madonna, com a estreia de Madame X, surpreendeu a todos com uma identidade bastante experimental, por vezes falha, mas que foi aglutinada na dissonante e teatral “Extreme Occident”, cujos pianos e violão são delimitados por um reflexivo liricismo.

12. “BELIEVE IN LOVE”, Marina

Marina Diamandis sofreu com um backlash excessivo ao lançar ‘Love + Fear’ e, até agora, vários ouvintes e críticos de música continuam a se perguntar o porquê de tanta rechaça em relação ao seu novo CD. De qualquer forma, a performer provou que sempre está disposta a buscar elementos novos para sua carreira e, desse modo, deu vida à inebriante e saudosista “Believe In Love”, uma das melhores músicas não apenas da obra supracitada, mas de toda a sua discografia.

11. “WARS”, Of Monsters and Men

Of Monsters and Men é uma das bandas de indie rock mais conhecidas da atualidade e, em 2019, eles retornaram aos holofotes com o lançamento de ‘FEVER DREAM’. Dentro do álbum, “Wars” é a faixa que nos arrebata para um místico, onírico mundo movido pelos acordes mesclados do chamber-pop com a sonoridade nostálgica dos anos 1960 e 1970, estendendo suas ramificações para as outras iterações.

10. “NEVER REALLY OVER”, Katy Perry

“Never Really Over” é mais do que uma música enraizada no pop convencional; ela é, sim, uma declaração de amor de Katy Perry à sua legião de fãs que a transformaram num dos maiores nomes do início da década. E, por isso mesmo, a artista optou por uma estética contraditoriamente clean, mas salpicada com poderosos sintetizadores que nos alavancam num frenético e emocionante refrão.

9. “WATERMELON SUGAR”, Harry Styles

Recusando-se a perder sua envolvente identidade, Harry Styles canalizou suas forças para uma das faixas mais deliciosas de 2019 com “Watermelon Sugar”, cuja construção dançante se desvencilha das caixinhas pré-programadas e é auxiliada pela habilidade conhecida e memorável de Kid Harpoon – um dos produtores mais únicos da indústria fonográfica atual.

8. “LOVERS NEVER DIE”, Céline Dion

A lendária Céline Dion nos surpreendeu neste ano ao anunciar o lançamento do álbum Courage – um título que imediatamente conversa com todos os traumas que vivenciou no passado (incluindo a morte de seu marido). A obra, que tinha tudo para cair nas mazelas do esquecimento, é na verdade uma competente produção que exala sensualidade, minimalismo e uma estética sonora inenarrável, principalmente quando falamos da sexy e prospecta rendição “Lovers Never Die”.

7. “OLD TOWN ROAD”, Lil Nas X feat. Billy Ray Cyrus

Lil Nas X e Billy Ray Cyrus criaram mágica com a estreia de “Old Town Road”. Aqui, dois mundos completamente diferentes se cruzam em uma revitalização inédita: de um lado, temos a glotal e explosiva voz de Cyrus retornando às suas origens country; do outro, o jovem rapper busca influências do trap e cria uma narrativa hilária, inebriante e memorável.

6. “BAD GUY”, Billie Eilish

Billie Eilish fez seu grande début com o single promocional “bad guy”, que alcançou o topo da Billboard e quebrou inúmeros recordes de vendas. Porém, não é apenas seu caráter mercadológico que chama a atenção, mas também a atmosfera neo-noir pulsada pelo baixo e pelas tendências do trap que se fundem com o synth e com uma epopeica prosódia que é revitalizada nas faixas seguintes de seu álbum.

5. “PURGATORY”, Kim Petras

Pouco antes do Halloween, Kim Petras deu continuidade à sua antologia de terror conhecida como TURN OFF THE LIGHT e conseguiu manter a incrível qualidade do EP lançado no ano passado. Abrindo o novo aterrorizante e demoníaco capítulo, Petras compôs o prelúdio “Purgatory”, cujo título já nos convida para uma arrepiante jornada pelo EDM, pelo synth-pop e, principalmente, pelo vanguardista industrial pop (que é, em suma, seu objeto de trabalho).

4. “LOVER, Taylor Swift

Taylor Swift retornou com tudo neste ano após sua conturbada e contraditória era Reputation. Lover, faixa-titular de seu sétimo álbum de estúdio, é simplesmente uma ode romântica (uma das melhores que a cantora já nos entregou) e pessoal que nos guia em uma deliciosa e otimista atmosfera do começo ao fim – e, sem sombra de dúvida, uma canção que merecia mais atenção do que tem.

3. “JUICE”, Lizzo

No momento em que apertamos o play para ouvir “Juice”, somos imediatamente bombardeados com a força do synth-dance oitentista, característico do último álbum lançado pela rapper Lizzo. A track desponta, quando colocada em comparação a suas conterrâneas, pela irreverência instrumental e pelos sutis vocais da cantora que ignoram as próprias restrições e divertem-se em uma honrável montanha-russa performática.

2. “THE GREATEST”, Lana Del Rey

Movida por inclinações clássicas, a rock-ballad “The Greatest” é uma das melhores investidas da carreira de Lana. A aliança entre baixo e guitarra vem à tona em uma opressiva jornada psicológica que preconiza um icônico solo – sustentando uma performance dramática e narcótica. Ainda que não busque pela transgressão como outras faixas de Norman Fucking Rockwell!’, a faixa tem uma arquitetura impactante o suficiente para ser convidativa e viciante.

1. “HOPE IS A DANGEROUS THING FOR A WOMAN LIKE ME TO HAVE – BUT I HAVE IT”, Lana Del Rey

Quando pensávamos que Lana Del Rey já havia atingido seu ápice artístico, a icônica artista presenteou seus fãs com Norman Fucking Rockwell!’, um álbum que, sem qualquer exagero, é uma das melhores peças fonográficas da década. E, além disso, Del Rey deixa o melhor para o final, destinando a última track, a extensa “Hope Is a Dangerous Thing for a Woman Like Me to Have – But I Have It”.

A nada menos que ilustra composição é agraciada pelas mágicas habilidades de Jack Antonoff e ergue-se em uma premeditada redundância sonora – uma justaposição de teceduras vocais e simplicidades instrumentais -, respaldada em sagazes referências e um minimalismo conceitual trágico, refratados em uma lapidada e emocionante joia musical.

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