Previsível mas interessante. Brüno, novo longa metragem do ácido Sacha Baron Cohen chegou aos cinemas do Brasil recentemente. Mesmo repleto de cortes, a versão exibida em nosso país é amplamente corrosiva, assim como o humor do protagonista, roteirista e diretor. Satirizando o mundo das celebridades, Sacha Baron Cohen abusa da escatologia, piadas infames e ancora nos estereótipos para fazer rir: por vezes a produção funciona, mas em alguns momentos nos faz sentir como verdadeiros idiotas diante da tela. Funcional em sua primeira metade (hilariante) e descontrolado em seu segundo momento: Bruno é uma das produções mais equivocadas dos últimos meses.


Sacha Baron Cohen apresenta aos cinéfilos o novo personagem de sua série premiada: um fashionista gay que é o apresentador do programa noturno de moda de maior audiência em todos os países de fala germânica… excetuando-se a Alemanha. A missão de Bruno? Tornar-se a maior celebridade austríaca desde Hitler. A sua estratégia? Cruzar o planeta na esperança de encontrar a fama e o amor.

Percebe-se as dificuldades que o ator britânico encontrou para atacar as suas vítimas dessa vez. Se em Borat (2007), o interessante da trama era apresentar as vítimas em entrevistas genuínas, em Bruno a situação se torna amplamente artificial: na cena em Paula Abdul esta discursando sobre questões da humanidade, ela esta sentada num mexicano, trazendo a tona uma ironia artificial. Seria esse o artifício de todo o filme? Provavelmente não iremos saber, e a produção, focada na baixaria ao nível máximo também não nos deixa claro.

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As ditas vítimas da saga de Sacha não são poucos: piadas ácidas com Britney Spears, o casal Brangelina (Angelina Jolie + Brad Pitt), Madonna, Gisele Büdchen, o seriado Sex and the City e muitas gozações ao mundo homossexual estão estampadas no filme. Infelizmente nem toda a platéia consegue filtrar a parte boa e separar a parte ruim do filme. Em sua primeira metade, temos uma critica coerente ao mundo fútil das celebridades. O problema de Bruno é a sua segunda metade, que perde totalmente o rumo, apelando ao riso barato: órgãos sexuais, vômitos, fezes, piadas grosseiras sobre sexo e estereótipos gays.

Mesmo que o resultado não seja satisfatório, Bruno pelo menos nos serve para mostrar o talento excepcional (e a coragem) do ator Sacha Baron Cohen. Em poucos 88 minutos de projeção, somos forçados a codificar uma enorme onda de piadas políticas também, aquelas que em 2007 tornaram Borat um sucesso de critica e bilheteria.

 



Crítica por:
Leonardo Campos

 

 

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