A versão para o cinema do documentário da BBC

Caminhando com Dinossauros é a versão para o cinema em 3D do famoso documentário da rede BBC Walking with Dinosaurs, criado em 1999. A proposta da obra da TV inglesa era apresentar o comportamento das criaturas pré-históricas interagindo somente entre si de forma realística. Para isso, a animação digital da criação dos animais era feita em cima de cenários reais. Tal elemento é repetido na versão cinematográfica, que pode usufruir de efeitos mais bem detalhados que compõem algumas das criaturas mais realísticas já confeccionadas.

A trama começa com uma família viajando até um local aonde se encontram fósseis de dinossauros. Com atores reias, Karl Urban (Riddick 3) é o tio paleontólogo que leva os sobrinhos para este contato de milhões de anos atrás. Os atores reais ocupam pouco espaço da obra, no entanto. O que o público quer ver são as criaturas. E logo um pássaro chega para servir de ligação ao flashback pré-histórico, e mostrar para o descrente sobrinho rebelde de Urban, que uma aventura de dinossauros pode ser legal.

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Somos introduzidos então à vida no rebanho de tricerátopos, do qual faz parte o protagonista Patchi – ainda um bebê atrás da comida trazida pela mãe no início da obra. Vemos o crescimento do dinossauro, considerado o retardatário de sua ninhada. A voz do protagonista na versão original é de Justin Long (Para Maiores). Seu pai é um verdadeiro campeão de luta e o líder da manada por seleção natural. Porém, ao adentrarem um terreno perigoso, o patriarca dá a vida para salvar a de seus filhos.

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Aproveite para assistir:

Ao final, Patchi precisa desafiar o irmão pela liderança do grupo, e pelo amor de sua pretendente. Caminhando com Dinossauros é interessante visualmente. Como citado, o design e visual das criaturas nunca foram tão realísticos. Na colisão de dinossauros sentimos o peso do choque, e o impacto de carne e osso. O efeito em 3D é fantástico, principalmente para quem gosta de coisas saltando da tela. Para as crianças é uma experiência única, e traz para essa geração o que as crianças da década de 1990 sentiram ao verem os dinossauros ganhando vida pela primeira vez de forma satisfatória em Jurassic Park (1993).

É claro que existe a mensagem de superação e de nos aceitarmos como somos. Assim como momentos mais intensos para os menores (na sessão na qual estava diversos pequenos sentiram-se amedrontados). A proposta é realmente dar um ar documental à coisa, como esses especiais que vemos sobre animais selvagens se alimentando de gazelas no Discovery Channel. E para desviar das animações de dinossauros bonitinhos, a produção evitou o movimento na boca das criaturas ao falarem. Tudo é feito da forma mais real possível. Mas o clima não é mais pesado do que precisa, e temos quebras na tensão em diversos momentos de alívio cômico.

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