Chris Brown se declara inocente de acusação de agressão em tribunal de Londres

O cantor Chris Brown se declarou inocente nesta sexta-feira (20) perante um tribunal britânico, em resposta à acusação de agressão grave envolvendo um suposto ataque com garrafa ocorrido em fevereiro de 2023, em uma boate no bairro de Mayfair, em Londres.

Segundo a BBC, Brown negou a acusação de tentativa de causar dano corporal grave contra o produtor musical Abraham Diaw. Durante a audiência na Crown Court de Southwark, duas novas acusações foram adicionadas ao caso: agressão com lesão corporal real e posse de arma ofensiva. No entanto, o juiz adiou o recebimento formal dessas novas acusações para 11 de julho.

Brown está programado para ir a julgamento no dia 26 de outubro de 2026. Ele divide a acusação principal com Omolulu Akinlolu, conhecido artisticamente como HoodyBaby, que também se declarou inocente.

O artista, atualmente em turnê pelo Reino Unido, compareceu à corte poucas horas após se apresentar em Cardiff, no País de Gales. Brown foi preso em Manchester no mês passado, assim que chegou ao país para a turnê, e passou quase uma semana detido antes de ser libertado mediante o pagamento de uma fiança no valor de £5 milhões (aproximadamente US$ 6,4 milhões), como garantia de que compareceria aos procedimentos legais.

Como parte das condições impostas pela justiça britânica, o cantor deve residir em um endereço fixo no Reino Unido, além de ter entregue seu passaporte às autoridades. Ele foi autorizado a viajar apenas para compromissos previamente agendados da turnê.

Durante o show em Manchester no último domingo, Brown fez menção ao episódio de sua prisão:

“Obrigado à prisão… foi realmente agradável”, disse ironicamente ao público.

Chris Brown segue com a agenda de apresentações, com show marcado neste fim de semana no estádio do Tottenham Hotspur, em Londres.

Processo contra a Warner Bros.

Em janeiro de 2025, Brown decidiu processar a Warner Bros. e os produtores de sua série documental, Chris Brown: A History of Violence, da Investigation Discovery, por US$ 500 milhões, em razão de alegações de agressão sexual.

De acordo com a Variety, o artista acusa os produtores, incluindo o estúdio e a Ample, de difamação e de causar intencionalmente sofrimento emocional por meio de alegações falsas e prejudiciais contra ele.

O cantor também afirma que as evidências apresentadas para sustentar essas alegações são completamente fabricadas.

“Para ser claro, este caso trata da mídia priorizando seus lucros em detrimento da verdade”, diz o processo. “Desde outubro de 2024, a Ample LLC e a Warner Bros. foram notificadas de que estavam promovendo e divulgando informações falsas em busca de curtidas, cliques, downloads e dinheiro, prejudicando Chris Brown. No dia 27 de outubro de 2024, exibiram o documentário Chris Brown: A History of Violence (O ‘Documentário’), cientes de que estava repleto de mentiras e enganação, violando princípios básicos do jornalismo”. 

O processo também alega que as acusações de “Jane Doe”, usadas como evidência contra Brown no documentário, foram “desacreditadas repetidamente”, e que ela era “uma perpetradora de violência doméstica e agressora por si mesma”.

Por fim, embora o processo reconheça que o vencedor do Grammy cometeu erros no passado, ele ressalta que esses erros foram “publicamente reconhecidos e abordados por ele em seu documentário de 2017, Chris Brown: Welcome To My Life”. Desde então, ele tem “crescido com essas experiências, e sua evolução fala por si mesma”.

Confirao trailer do documentário e siga o CinePOP no YouTube:

A sinopse destaca que a obra “traça o passado de Chris Brown desde sua infância problemática, explora o impacto duradouro do ciclo de abuso e levanta a questão: como um homem com um histórico público tão violento mantém seu status de superstar? Com comentários de especialistas e culturais entremeados ao longo da narrativa, a produção oferece reflexões profundas sobre a experiência de cada sobrevivente e a destruição psicológica que se segue ao abuso que sofreram”.

O documentário revisita incidentes de abuso envolvendo Brown, incluindo os casos com suas ex-namoradas Rihanna e Karrueche Tran.

É importante lembrar que Brown foi preso em 2009 por agredir severamente Rihanna, resultando em ferimentos faciais significativos. Ele se declarou culpado de agressão e recebeu cinco anos de liberdade condicional, além de serviços comunitários e tratamento para violência doméstica.

Já em 2017, Karrueche Tran obteve uma ordem de restrição contra ele, alegando ameaças e abuso físico.

Outras denúncias também serão abordadas, incluindo acusações de assalto sexual em 2017 e uma detenção em Paris em 2019 por possíveis acusações de estupro agravado, que foram posteriormente arquivadas.

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