Você já deve ter ouvido falar nesse nome: Chuck Norris.
Mais do que um nome, mais do que um homem, Chuck Norris virou um termo, um símbolo – de resistência, de força, de resiliência, de imortalidade, de invencibilidade. Nada o atinge. Nada o abala. Chuck Norris, que já virou nome de música em diversos estilos diferentes, faleceu hoje, 20 de março de 2026, aos 86 anos.
Nascido Carlos Ray Norris (um nome bastante bonitão, mas que não imprimia a “valentia” necessária para os planos do jovem) na pequena cidade de Ryan, em Oklahoma, nos Estados Unidos, em pouco tempo o jovem Carlos Ray se alistou na Força Aérea dos Estados Unidos, onde recebeu todo o treinamento militar. Mas não foi isso que o definiu, e sim sua incrível habilidade em dominar as artes marciais – mais de uma, até! Chuck Norris era simplesmente faixa-preta em diversas artes, como em taekwondo, karatê e judô, jiu-jitsu brasileiro. Foi essa incrível habilidade que o fez se tornar um dos maiores e mais reconhecidos mundialmente atores de filmes de ação.
O estrelado global veio quando fez uma participação num filme que mais tarde se tornaria um dos maiores sucessos do gênero: ‘O Caminho do Dragão’ (1972), estrelado por ninguém menos do que a lenda Bruce Lee. No filme, todo protagonizado por Lee, lá pelas tantas o personagem vai ao famoso Coliseu, em Roma, na Itália, onde confronta seu grande adversário, protagonizado por Chuck Norris. Esta cena se tornou uma das mais memoráveis de todos os filmes de ação, com os jovens Lee e Norris trocando socos em meio às ruínas de um cenário histórico – e trocando socos de verdade, com pedregulhos voando e ambos caindo e esbarrando em colunas centenárias. Há de se lembrar que, em pleno anos 1970, esta cena não era apenas entre dois atores e dois artistas realizando uma cena; ao contrário, era muito mais que isso: ali tínhamos o embate do Ocidente versus Oriente, da arte marcial dominada pelos orientais sendo desafiada por um estadunidense loiro, cabeludo e que carregava em seu semblante todos os aspectos que a cultura estadunidense valorizava. Sem mencionar que ambos estavam sem camisa na cena, o que, obviamente, também contribuiu para chamar a atenção de outros públicos.
A partir daí, foi questão de momentos até o nome Chuck Norris começar a se destacar no universo dos filmes de ação. Enquanto os Estados Unidos encabeçava a guerra contra o Vietnã, a indústria cinematográfica precisava construir seus heróis com cara de estadunidense – aquele cara invencível, que orgulhasse tanto as forças armadas quando as famílias tradicionais; que se tornasse um exemplo a ser seguido e um ícone inalcançável (sim, você viu essa temática em filmes como ‘Capitão América’). E Chuck Norris era o cara certo com as técnicas certas no momento certo. Aliás, para quem quiser conhecer melhor, existe uma série, chamada ‘Cine Marcial’ do canal Combate, em que esta que vos fala analisa a trajetória do ator:
De lá para cá, foram dezenas de filmes, e em todos Chuck Norris demonstrava o quão inabalável ele era, não importava o tamanho do desafio. Podia ser um guerreiro, uma bala, um exército, um tanque: nada podia parar o inquebrantável guerreiro. E assim, aos poucos, filme a filme, bastidores a bastidores, misturando realidade e ficção, Chuck Norris foi deixando de ser “apenas” um ator, “apenas” um artista marcial e foi se tornando aquilo que a Grécia Antiga costumava cultuar muito: a figura do herói.
De homem a herói, foi questão de tempo até o herói Chuck Norris ser elevado à posição de um deus e se tornar imortal.
Mas, claro, nada disso veio da imaginação. Veio de quem conviveu com ele, e pôde comprovar que Chuck Norris não era um ser humano comum. E, como todo herói, as lendas em torno de seu nome começaram a surgir. Uma das mais famosas diz que uma vez uma cobra foi morder o Chuck Norris, e, depois de dez minutos, a cobra morreu, enquanto o ator permaneceu de pé. Há outra lenda que diz que ele era capaz de espirrar de olhos abertos – ah, sim, porque ele não era foda apenas nas coisas impossíveis, mas também nas coisas mundanas, o que torna nós, meros mortais, simplesmente insignificantes no universo.
Chuck Norris recebeu a alcunha de imortal pelos fãs de cinema de ação. O cara era imbatível. E continuará sendo, mesmo com o fim de sua vida na Terra. Pois, afinal, é quando o corpo físico perece que o mito se torna realidade e o herói atinge o Olimpo. Chuck Norris será, para sempre, imortal.

