Madonna fez seu glorioso retorno ao mundo da música com o lançamento do antecipado ‘Confessions II’, que chegou às plataformas de streaming neste último dia 3 de julho.
Contando com dezesseis faixas originais e colaborações que incluem a vencedora do Grammy Sabrina Carpenter e o icônico artista belga Stromae, o compilado de originais promoveu um retorno da eterna rainha do pop às suas raízes do dance, do disco e da música eletrônica, dando continuidade ao saboroso e memorável projeto ‘Confessions on a Dance Floor’, lançado em 2005. Funcionando como um “irmão espiritual” e ampliando o hedonista e escapista universo que criou no início do século, Madonna não apenas nos presenteou com melhor álbum em mais de duas décadas, como uma das entradas mais seminais de sua exemplar e icônica discografia.
Pensando nisso, preparamos uma breve lista selecionando as cinco melhores canções de ‘Confessions II’.
Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:
5. “LOVE SENSATION”
‘Confessions II’ talvez seja a era mais bem trabalhada e promovida de Madonna desde… Bem, seu “irmão espiritual” lançado em 2005. Através de várias faixas promocionais e um curta-metragem que conquistou os fãs e a crítica, a rainha do pop preparou terreno para o vibrante disco. A terceira canção divulgada, “Love Sensation”, marcou mais uma entrada bem-vinda e nostálgica ao trazer uma sonoridade novamente escapista que mistura todos os conhecidos elementos do house e do nu-disco para nos convidar às pistas de dança em uma interminável jornada de libertação e de felicidade.
4. “I FEEL SO FREE”
O primeiro gostinho de ‘Confessions II’ veio com o lançamento de “I Feel So Free”, que antecedeu o lead single performado pela artista e por Sabrina Carpenter, “Bring Me Love”. A track nos reintroduz ao universo anacrônico que Madonna criou duas décadas atrás em uma notória solenidade e respeito, escancarando as portas para uma viagem pelo tempo que é acompanhada pela pulsão dos sintetizadores e pelos conhecidos arranjos eletrônicos do dance e do EDM, – além de criar uma nova personalidade para seguir em frente, desejando ser mais autoconfiante como os outros.
3. “GOOD FOR THE SOUL”
Se “I Feel So Free” é a abertura perfeita para mais uma épica jornada de Madonna, “Good For The Soul” irrompe como a sequência perfeita, infundida em um filtro robótico que reúne elementos do techno-pop, do synth e do nu-disco, além de abrir espaço para uma carta de amor às conhecidas orquestrações dos anos 2000 – sem abandonar um respiro de originalidade que a performer traz aos nossos ouvidos. Não é surpresa que a faixa tenha integrado nossa seleção de melhores músicas do álbum.
2. “BIZARRE”, feat. Martin Garrix
‘Confessions II’ é permeado por um suprassumo artístico que há mais de duas décadas não víamos em Madonna – e a artista alcança esse ápice várias vezes, incluindo com a memorável colaboração ao lado de Martin Garrix, que recebeu o nome de “Bizarre”: seja a breve estrutura cinemática que reverbera em um deep-synth e nas notas de um Hi-NRG remodelado, seja nas guitarras elétricas no pós-refrão, a track nos prepara para uma espécie de “segundo ato” que abandona a explosiva evasão artística e dá espaço para as já mencionadas reflexões.
1. “DANCETERIA”
Para sua mais recente incursão, Madonna se aliou a Stuart Price, que produziu o álbum original lançado em 2005, e a nomes como Andrew Watt e Cirkut – e a colaboração do trio à rainha do pop deu origem a nada menos que a melhor canção da performer desde “Hung Up”. “Danceteria” é um club house nostálgico que traz similaridades estéticas com “Jump” e a irretocável “Vogue”, em um convite à maximização do house e do dance através de um antêmico hedonismo musical sintetizado pelo verso “todos aqui são uma obra de arte” – e que integrou o ótimo filme musical arquitetado pela artista.

